Striper Capítulo 6

Com certeza, Matt não gostava de mim.


– Bom dia chefinho. – Emmett me cumprimentou e grunhi, ele arqueou uma sobrancelha. – Algo errado?

Grunhi novamente tentando ler o relatório que a secretaria colocou na minha mesa, que já havia lido a primeira frase umas 100 vezes. Mas desde ontem, minha concentração era zero. Meu único pensamento: eu quero matar Matt, seja ele quem for.

Sim eu tinha um problema de raiva.

– Então, sem sexo ainda né. – bufei e ele riu. – Enfim, Rose pediu para convidá-lo para jantar hoje.

– Não posso.

– Hmmm, um encontro quente. – falou maliciosamente e grunhi. – Edward, sabe que sou seu amigo não é? – abaixei o relatório.

– Sei. – respondi desconfiado e ele suspirou.

– Então me conte, o seu amiguinho não levanta mais?

– O que?

– Sabe, problemas pra armar a barraca?

– Emmett! – guinchei olhando em volta, mas felizmente a porta estava fechada.

– Sabe existe remédio pra isso é um comprimidinho azul...

– Vai se foder Emmett. – ele riu.

– Se não é o Ed Junior que tem problemas, o que está te deixando tão irritado?

– Nada que te interessa.

– Falando sério Edward, você tem andado bem estressado, nessas ultimas semanas. O que está acontecendo?

– Não é nada Emmett, eu só... vai parecer estúpido. Então é melhor nem falar.

– Ok, mas se precisar conversar, prometo que não farei piadinhas. – arquei uma sobrancelha e ele riu. – No dia, depois não me responsabilizo pela minha boca.

– É disso que tenho medo. Agora vamos trabalhar, por favor.

Ele riu, mas obedeceu. E passamos as próximas horas concentrados no trabalho.
Mas assim que ele me deixou só, minha mente voltou a ela e ao Matt. Mas quem diabos era ele? E por que ela transou comigo se tinha um namorado, ou marido?

Podia ser um irmão, sim um irmão.

Eu não devia ficar pensando merda.

E mesmo se ele fosse marido dela, isso não era da minha conta, já que ela pretendia não dormir comigo, ela havia deixado bem claro que não era uma puta e não iria para a cama comigo.

– Mais que merda. – rosnei passando as mãos pelo cabelo e respirando fundo algumas vezes.

Olhei para o relógio e já era seis, ela iria em casa. Peguei as minhas coisas e sai apressadamente, minha secretaria me deu tchau, mas nem liguei, eu precisava chegar em casa.

Peguei o elevador indo para o estacionamento, peguei meu carro e dirigi para casa. Infelizmente o transito estava um inferno, cheguei já era sete. Esperava encontrá-la, na porta, mas nenhum sinal dela. Deve ser o transito, murmurei para mim mesmo, e entrei em casa jogando minhas chaves sobre a mesa e peguei uma dose de uísque. Tomei um longo gole e me joguei no sofá, e esperei.

[...]

Já passava da meia noite, e nada dela, dei um gole na minha sexta dose de uísque, e bufei, ela não veio.

Será que ela voltou à boate?

Não ela não faria isso e Felix não a aceitaria de volta. Mas que inferno aonde ela estava? Pensei em ir a sua casa, mas eu não estava em condições de dirigir. Irritado me levantei e fui para meu quarto e me joguei na cama adormecendo em seguida.

Acordei com o som do celular, e pisquei confuso ao ver a luz forte entrando pela janela.

– Merda. – peguei o celular, e vi o nome de Emmett na tela.

– Alô. – murmurei com a voz grossa de sono.

Chefinho? Ta na cama ainda?

– To, o que quer Emmett?

– Está com uma morena ou uma ruiva, ou quem sabe as duas? – ele riu alto e minha cabeça praticamente explodiu.

– Inferno, o que quer?

– Bem, já é quase meio dia.

– Merda. Eu... bebi demais ontem.

– Está em casa?

– Sim.

– Sozinho?

– Emmett, por favor, o que você quer?

– Bem, nós tínhamos uma reunião hoje.

– Caralho, mande remarcar, eu não estou em condições para nada hoje, e... e eu tenho um compromisso.

– Ok. Posso ajudar em algo?

– Não, é pessoal. Mande remarcar as coisas importantes para amanhã. O que der você vai resolvendo.

– Sim senhor. – ele desligou e me joguei na cama novamente.

Eu olhei para o relógio mais uma vez, e me obriguei a levantar e tomar um banho frio. Eu precisava acordar, pois hoje ela não me escapava.

[...]

Olhei para sua pequena casa, meus dedos batiam ansiosamente no volante, não havia nenhum sinal de que ela estava em casa, mas também não havia nenhum de que ela não estava.

Respirando fundo sai do carro, e olhei em volta, a rua estava um pouco vazia devido ao horário, exceto por algumas crianças brincando e algumas mulheres conversando nos muros de suas casas, algumas me olharam quando passei e me amaldiçoei por ter vindo de terno.

As ignorei, e fui até a casa dela batendo na porta, ouvi barulho lá dentro e em seguida a porta se abrindo, olhei para baixo e o menininho de grandes olhos castanhos claros e cabelos escuros me encarava sério.

– Hmmm... ola, Isabella está? – ele fez uma careta e encheu o peito e gritou.

– Mãeeeee, é pra você. – ouve mais barulho, e alguém grunhindo.

– Matthew Swan, eu já disse para não abrir a por... – Isabella surgiu de repente o rosto vermelho, mas se calou ao me ver.

Eu olhava do menino para ela de boca aberta. Matthew Swan, Matt? O Matt que eu queria matar, era seu filho? PQP, ela tem um filho!



– Edward, merda...

– Mamãe... – o menino guinchou e ela rosnou.

– Merda... – e tampou a boca, e olhou para o menino. – Desculpe. Vá terminar de comer.

– Mas mãeeeee... – ele me olhou feio. – Eu não posso te deixar sozinha com ele. – finalmente meu choque passou e o olhei indignado.

– Hey, por que não? – ele rolou os olhos como se eu fosse um idiota.

– Por que o senhor é um estranho. – abri e fechei a boca e olhei Isabella que sorria, mas seu sorriso sumiu e se abaixou na altura do menino.

– Matt, eu conheço ele, pode ir.

– Tem certeza? – ela riu e beijou sua bochecha e ele esfregou o local.

– Mãeeee, não na frente da visita. – acabei rindo e ele me olhou feio novamente.

– Vá comer Matthew. – ele assentiu me dando mais um olhar e foi para dentro, ela saiu um pouco para fora encostando na porta.

Olhou em volta e alguns vizinho olhavam para nós, Isabella bufou e pegou minha mão me puxando para dentro, meu corpo vibrou com seu toque, mas tentei afastar o sentimento.

Inferno ela podia ter um marido. Afinal ela tinha um filho.

Um filho.

– O que está fazendo aqui? – sussurrou olhando atrás de mim, e notei que estávamos dentro da sua casa, e ela estava encostada na porta, tirei minha mão da dela e cruzei os braços.

– Bem, você disse que ia ontem?

– Eu não pude, Matt não estava bem, e a moça que cuida dele, não podia... – ela esfregou a testa. – Não devia estar aqui.

– Você é casada? – perguntei de uma vez, ela grunhiu.

– Não, eu sou uma mãe solteira.

– Merda, por que não me contou?

– Ah claro, eu ia tirar a roupa e rebolar em seu colo, e dizer, hey adivinha eu faço esse trabalho degradante pra sustentar meu filho, já que o pai dele é um boçal que me largou ao descobrir que eu estava grávida.

– Foi degradante dançar no meu colo? – murmurei tristemente, e ela rosnou.

– Edward!

– Desculpe, eu sei. Tudo bem, mas eu disse que ia te ajudar, você devia ter me contado. Você pretendia ir me ver hoje? – ela baixou o rosto, as bochechas vermelhas e me aproximei dela.

– Eu sinto Edward, mas eu não vou... – ela olhou atrás de mim de novo e segui seu olhar, o menininho estava em cima de um sofá pequeno e nos olhava com curiosidade. – Eu... Inferno. – ela grunhiu e pegou minha mão novamente e me levou em direção ao menino. – Matthew Swan, esse é Edward Masen, ele é um amigo da mamãe.

O menino me olhou atentamente, e esticou a mão para mim, sorri e apertei sua mão, devagar, afinal a mão dele era muito pequenininha, e não queria machucá-lo.

– Prazer Matthew.

– Oi. – ele olhou para Isabella, e ela se aproximou. – Ele tem um aperto muito fraco, não gosto dele.

– Matthew! – ela arfou, mas eu só ri.

– Eu apertei fraco, por que tive medo de te machucar tampinha.

– Eu não sou tampinha, sou muito alto. Não sou mamãe? – ela assentiu apressadamente e me deu um olhar feio.

– Sim, Matt é o mais alto da turma. – ele me lançou um olhar orgulhoso e assenti.

– Da pra notar. – ele acabou sorrindo para mim e desceu do sofá e correu pelo corredor sumindo de vista.

– Ele vai brincar mais calmo agora. Ele não confia muito em estranhos, deve ser de eu falar isso para ele o tempo todo. – ela suspirou se sentando e olhei para o corredor aonde ele tinha ido e de volta para ela.

– Então, é só vocês dois?

– Sim.

– E... hmmm o pai?

– Como eu disse, me largou assim que contei que... bem você sabe. – deu de ombros e assenti.

– Eu sinto Isabella.

– Me chame Bella.

– Claro. Então, o que vai fazer agora?

– Eu realmente não sei. Eu odiava o meu trabalho, mas era o suficiente pra pagar as contas. – ela murmurou tristemente e peguei sua mão dando um leve aperto.

– Eu disse que ia ajudá-la Bella.

– Não quero sua caridade Edward, Matt e eu vivemos muito bem antes de você.

– Não seja teimosa, você não quer o melhor ao seu filho?

– Claro que sim.

– Então, eu posso ajudar. – ela olhou para trás e abaixou a voz, mais ainda.

– Eu não vou dançar ou transar com você. – rolei os olhos.

– Poxa, você pensa tão pouco de mim.

– Bem você viu como foi da ultima vez que dancei só pra você. – sorri com a lembrança.

– E como lembro. – ela tirou a mão da minha e me olhou feio, sorri e peguei sua mão de novo. – Desculpe doçura, mas eu gostei muito de quando ficamos juntos, eu nunca menti pra você.

– Eu sei. – ela suspirou. – Mas, eu não quero aquilo Edward, eu só dançava, como eu posso encarar meu filho, sabendo que faço coisas degradantes como dormir com homens? Dançar é uma coisa, mas fazer sexo, eu não sou uma...

– Eu sei. Eu sei que você não é. E por favor, me deixe ajudá-la, eu não vou mais te pedir danças ou o que for.

– Eu não sei. E como você pretende me ajudar? – ela me olhou desconfiada.

– Não precisa ficar preocupada, eu tenho o trabalho perfeito para você.

– Sério?

– Sim, assistente pessoal, de um empresário de publicidade.

– Nossa, parece ótimo, mas... bem eu não tenho experiência.

– Ele não liga. – ela arqueou uma sobrancelha.

– Mesmo?

– Claro, o cara é meu amigo, tipo um irmão. De muita confiança, e com certeza você é uma moça inteligente e aprende rápido. – ela mordeu o lábio.

– E Matt?

– Bem, imagino que ele estude?

– Sim. Até a uma da tarde.

– Bem, tem uma creche na empresa, muitas mães deixam seus filhos lá.

– Você fala sério? – ela sorria abertamente agora, e levei sua mão aos lábios.

– Sério, o trabalho é perfeito para você.

– Nossa, eu nem sei o que dizer.

– Diga sim, e esteja lá as oito da manhã. Oito é bom? Se tiver que ir mais tarde por causa de Matt...

– Não, não, oito é perfeito. Ele entra na escola as sete.

– Ótimo. As oito então. – ela me olhou sorrindo brilhantemente e quis beijá-la, mas me contive, amanhã quem sabe eu não teria sorte.

Me levantei e ela fez o mesmo ainda sorrindo e me abraçou, a apertei contra mim enterrando o rosto em seus cabelos e suspirando com seu cheiro. Essa mulher acabou comigo, eu nem me reconhecia mais, mas eu não me importava, quando abri os olhos vi Matt me olhando feio e a soltei imediatamente.

– Bem... hmmm eu já vou. – murmurei e ela olhou para trás e riu.

– É acho melhor. – fomos até aporta e ela olhou para mim e depois Matt.

– Matt, venha se despedir de Edward.

– Tchau. – ele resmungou, e ela suspirou e abriu aporta.

– Até amigo. – ele se afastou e fiz uma careta olhando para ela. – Ele não gosta muito de mim, não é?

– Ele só precisa se acostumar com você. – ela murmurou e sorri.

– Então, eu posso vir outras vezes. – movi as sobrancelhas e ela riu.

– Edward!

– O que? Você que disse que ele precisa se acostumar comigo, pra se acostumar ele tem que me ver varias vezes.

– Espertinho, é melhor você ir.

– Claro. – me aproximei dela e beijei o canto da sua boca, ela suspirou contra mim e sorri e pisquei para ela.

– Esse cara ainda tá ai?! – ouvi Matt resmungar e ri.


Com certeza, Matt não gostava de mim.

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