Adorável Prisioneira Capítulo 6


6. Acho que o bárbaro mudou de idéia sobre o banho.
– Céus! Se é ruim? Claro quando eu jurei nunca me casar novamente.

Engoli em seco, ele já foi casado? E o que foi feito da mulher?
Mas eu não deixaria isso me abalar. Eu nem gostava dele, ele era um bárbaro no final das contas.
– Oh bem. – limpei uma poeirinha do meu vestido. – Ainda bem. – empinei o queixo e ele franziu o cenho.
– Ainda bem?
– Sim, não é como se eu quisesse me casar com o senhor. – resmunguei, ele arqueou uma sobrancelha.
– Não quer?
– Obvio que não. O senhor seria o pior noivo que teria a infelicidade de arranjar.
– Eu seria?
– Absolutamente. É grosseiro, intratável, desrespeitoso, um bárbaro. – grunhi e ele riu.
– Bem mais algum defeito que queira falar.
– Não ou ficaríamos aqui o dia todo.
– Há tantos assim?
– A lista é interminável. – ele sorriu.
– Há uma lista?
– Definitivamente há. Agora não seja grosseiro e me mostre o castelo.
– Como?
– Estou cansada de ficar no quarto. – empinei o queixo e bufei. – Me leve para passear.
– Passear? – rolei os olhos e fui para perto da porta.
– Vamos meu senhor. – ele esfregou o rosto e assentiu vindo até mim, engoli em seco evitando olhá-lo, ele abriu a porta e pegou minha mão com força, mas com delicadeza ao mesmo tempo e colocou na dobra do seu braço.
– Vamos minha lady.
Assenti e seguimos para o salão em silêncio, chegamos ao andar de baixo e ele andou comigo pelo salão e em seguida me mostrou a cozinha aonde os criados trabalhavam apressadamente para fazer o jantar.
Não havia percebido que já era tão tarde, o bárbaro me levou de volta para o salão e esperava que pudesse ver os arredores do castelo, mas paramos ao dar de cara com um homem moreno e taciturno, era o mesmo que estava as portas do castelo quando chegamos.
– Meu senhor.
– Black. Isabella este é Jacob Black, ele é o administrador de Masen.
– Oh, hmmm como vai senhor Black? – ele fez uma reverencia exagerada e me olhava de forma estranha.
– Muito bem minha lady. – forcei um sorriso não me senti confortável na presença dele.
– Vamos Isabella. – o bárbaro chamou e assenti e fomos para fora, sorri alegremente ao ver que saímos do castelo.
Estava começando a escurecer e ainda via o sol sumindo no horizonte, o vento frio me fez estremecer e o bar... Edward me olhou e colocou o braço em volta dos meus ombros.
– Está frio, que tal amanhã eu lhe mostrar Masen?
– O senhor promete?
– Se me chamar de Edward, sim. – sorri.
– Eu adoraria Edward.
– Ótimo, amanhã depois do café, eu lhe levarei para um longo passeio.
– Esplêndido, agora vamos voltar, pois estou cansada.
– Cansada?
– Sim o dia aqui é muito exaustivo. – murmurei e ele riu.
– E o que minha lady fazia em Volturi? – perguntou divertido e fiz um gesto evasivo com a mão.
– Nada em especial. Eu não podia sair muito, só quando Michel ia e meu pai me permitia passear. – ele parou de andar e o encarei. – O que?
– Você não podia sair?
– Não.
– E ficava aonde?
– No meu quarto ou sala de costura, onde eu bordava. Eu sou uma excelente bordadeira, não muito boa costureira, Irina tentou me ensinar, mas não estava nas minhas capacidades eu sempre me machuco.
– Hmmm, então você vivia trancada no castelo? Nunca saia, nem para cavalgar?
– Não.
– Então você não sabe cavalgar? – enrubesci e dei de ombros.
– Não.
– Mas você se sentou no meu cavalo...
– Michel me ensinou, para que eu não caísse quando ele me levou para passeia até Newton, e a carruagem que nos trazia quebrou.
– Por isso me pediu para ajudá-la a montar.
– Sim. – ele franziu as sobrancelhas, em evidente confusão.
– Então por que pediu sua própria montaria se não sabe cavalgar? – abri a boca e a fechei novamente.
Eu não havia pensado nisso.
– Sou uma lady, bárbaro era o indicado a fazer. – resmunguei e ele sorriu.
– Sim, você é uma lady.
– Que bom que o senhor entendeu. Agora me leve para o quarto, estou cansada e quero tomar um banho.
– Outro banho?
– Sim, eu tomo banho todos os dias. – afastei um fiozinho que caiu sobre meus olhos e ele assentiu.
– Está bem. Black. – e ele gritou e o homem estranho apareceu rapidamente.
– Meu senhor?
– Mande preparar um banho em meu quarto. Alias quero que por esse horário mande preparar um todo dia. – o homem franziu as sobrancelhas, mas assentiu.
– Imediatamente, meu senhor. – ele murmurou e saiu tão rápido como veio.
– Pronto minha lady, deseja algo mais? – falou sorridente e pensei por um momento, enquanto batia a ponta do dedo indicador em meu lábio, ele arqueou uma sobrancelha. – O que está fazendo?
– Bem já que o senhor ofereceu, eu estou pensando no que quero. – ele riu alto.
– Eu estava... – ele sorriu balançando a cabeça e ajeitou o fio que voltou a cair em minha testa. –Vamos fazer assim, quando quiser algo me peça, não precisa ser agora.
– Oh se o senhor diz. – murmurei alegremente.
– Venha vou levá-la de volta para o quarto.
Nós voltamos a caminhar e seguimos para o andar de cima, assim que entramos no quarto eu mordi o lábio olhando nervosamente para a cama, ele iria querer dormir comigo de novo?
Ele não parecia mais tão interessado em me tocar, depois que descobriu que eu nunca havia me deitado com Michel. Suspirei e me sentei na beirada da cama, ele caminhou até o baú e tirou uma túnica limpa e tirou a que usava, arregalei os olhos ao ver seu peito nu, ele era muito... Agradável. Ele me encarou e sorriu e vestiu a limpa e arquei uma sobrancelha.
– O que foi?
– O senhor...
– Edward. – ele me interrompeu e assenti.
– Sim, Edward não vai tomar banho? – ele deu aquele lindo sorriso torto.
– Está me oferecendo seu banho? – meu rosto esquentou e neguei.
– Não, eu só estou... – ele riu.
– Está?
– Bem, eu... – abaixei o rosto e torci as mãos nervosamente.
– Isabella. – ele chamou e ergui o rosto e ele me olhava com diversão brilhando em seus lindos olhos verdes.
– Meu senhor?
– Eu... – ele suspirou e negou.
– Você jantara no salão hoje?
– Oh, eu poderia?
– Claro. Por que aonde você comeria?
– No quarto. – sussurrei e ele veio para perto e sentou ao meu lado, sua mão grande segurou a minha, engoli em seco e o encarei.
– Era em seu quarto que sempre comia em Volturi?
– Claro. – ele resmungou algo e sorriu.
– Bem, em Masen, você pode comer no salão com todos... Hmmm, se você quiser.
– Oh eu iria adorar, mas...
– O que?
– Eu não incomodaria?
– Claro que não.
– Mas bem... – afastei uma poeirinha imaginaria do meu vestido e pigarreei. – Eu sou uma prisioneira. – ele deu de ombros.
– Achei que fosse uma lady. – sorri e empinei o queixo.
– Tem razão, eu adoraria jantar no salão.
– Ótimo, seu banho virá em breve e eu venho lhe buscar para o jantar. – ele deu um gentil aperto em minha mão e se levantou saindo apressadamente do quarto. Sorri me jogando para trás na cama e olhando o teto.
Minha estadia em Masen estava tão divertida e agradável, nada comparado ao meu antigo lar. Havia na verdade tantas diferenças entre Masen e Volturi.
Aqui eu poderia ter vestidos, e não só quando meu pai decidisse que eu devia ter por que os outros estavam muito velhos. E podia passear e jantar no salão. Papai nunca havia me deixado comer no salão, dizia que não era lugar de mulheres, se bem da verdade eu preferia jantar no quarto.
Os soldados que jantavam no salão não eram nada agradáveis, porcos e bárbaros... não bárbaros não. Eram repugnantes e nojentos. E nada respeitosos.
Mas fora isso, Masen era bom de tantas formas, e havia Marie Alice e Edward. Suspirei alegremente. Edward era tão gentil e agradável, exceto quando era um bárbaro e grosseiro e completamente desrespeitoso. Mas ainda assim, eu gostava de estar perto dele. Irina iria me passar um sermão, se soubesse como deixei aquele bárbaro me tocar.
Mas não me importaria, havia sido muito agradável e excitante, nada comparado com o toque de Michel, na verdade eu não sentia muito prazer ao lado de Michel, mas como eu não tinha outra opção, e Irina dizia que eu não deveria sentir mesmo, ou estaria pecando.
Levantei-me franzindo o cenho, então eu estava pecando o tempo todo, pois eu gostava do jeito como o bárbaro me tocava e me beijou. Mordi o lábio e suspirei, precisaria ir a capela, eles deviam ter uma por aqui, só esperava que o padre não fosse como o de Volturi.
A última vez que contei algo ao padre ele havia me feito ficar de joelhos no milho durante três horas, e ameaçou cortar meu cabelo se eu pecasse novamente.
Bem ainda bem que eu fui seqüestrada antes que eu tivesse feito uma visita ao padre, pois com certeza eu iria estar careca há essa hora.
Uma batida na porta interrompeu meus pensamentos e me levantei e convidei quem quer que fosse a entrar, alguns criados traziam a tina e água quente e sorri agradecida. Assim que eles se foram fechei as portas e me despi, exceto pela camisa de dormir, e ponderei se devia tirá-la e tomar o banho nua, mordi o lábio e suspirei.
Irina ficaria louca, mas Irina estava longe daqui e eu estava vivendo no pecado mesmo, rindo tirei a camisa e entrei na água quente, o sabão perfumado estava no fundo da tina e me lavei apressadamente, evitei lavar os cabelos, para não ficar doente e me concentrei no corpo.
Enxagüei o sabão do corpo e me levantei exatamente quando a porta foi aberta e o bárbaro entrou. Seus olhos dispararam pelo meu corpo e me meti na banheira enrubescendo profundamente.
Acho que o bárbaro mudou de idéia sobre o banho.

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