Adorável Prisioneira -Capítulo 5

5. Acho que meu bárbaro não gostava de casamento.



– O que há para falar, ela deseja ser a esposa de Edward.

– Oh, eles tem algum tipo de compromisso? – murmurei, ele havia negado, mas homens eram capazes de tudo para ter uma mulher, ela riu e negou.

– Ela desejaria, sempre quis Edward, mas ele saiu muito novo de Masen. Ele foi treinar com outros cavaleiros na terra de Whitlock, quando tinha apenas 10. Antes que pudesse voltar para casa ele foi convocado pelo rei para lutar.


– E depois?

– Bem.... – Alice mal terminou de falar e ouve uma batida na porta, ela murmurou um “entre”, e o bárbaro surgiu em toda sua altura e gloria, suspirei o admirando e Alice me encarou com a sobrancelha arqueada.

Desviei os olhos enrubescendo e olhei para minhas mãos, Alice soltou meus cabelos e se levantou da cama, ela foi rapidamente para o lado do bárbaro e levantei os olhos e o vi beijar sua testa.

– Está tudo bem por aqui? – ele me olhou enquanto falava e enrubesci novamente desviando os olhos.

– Tudo bem agora.

– O que houve? – ele murmurou exasperado e olhei de canto de olho para ele.

– Tânia. – Alice resmungou e vi sua mandíbula tensa, que bela mandíbula.

– Isabella, ela lhe fez algo? – ergui os olhos para os seus e nem havia notado que ele falava comigo.

– Hmmm o que? – ele sorriu.

– Tânia, ela te incomodou, ou destratou?

– Quem Tânia, não ela foi adorável. – ele arqueou uma sobrancelha e Alice me olhou com a boca aberta.

– Adorável? – os dois falaram ao mesmo tempo e assenti freneticamente, alisando meu vestido vermelho e sorri para o bárbaro.

– Sim, sim. Então Alice me arranjou um vestido. – ele sorriu e olhou pro vestido, mas seu sorriso sumiu e ele voltou a olhar Alice.

– Alice?

– Você queria que ela andasse nua, ou na sua túnica até lhe arranjarmos algum vestido? – ela resmungou e ele engoliu em seco, fui para perto dele e toquei seu braço.

– Algo errado senhor? – ele respirou fundo e sorriu pra mim.

– Não minha lady, e você tinha razão, fica linda em vermelho. – sorri alegremente.

– Obrigada meu senhor, agora nós precisamos falar.

– Falar?

– Sim, eu preciso saber quais as minhas obrigações e deveres.

– Obrigações?

– Oh sim, eu sei que sou uma lady, mas eu entendo a minha situação, mas ainda estou confusa. O que se espera de mim agora?

– Acho que não entendi minha lady. – suspirei.

– O que exatamente uma prisioneira faz? – ele riu e Alice resmungou.

– Você não é prisioneira Isabella.

– Oh não?

– Claro que não, é nossa convidada, não é Edward?

– Bem...

– Mas convidados tem direito aos seus próprios aposentos... – olhei feio para o bárbaro. – E seus próprios banhos.

– Edward... – Alice olhou confusa para o bárbaro e ele suspirou.

– Ela pode ser convidada, mas ainda é minha prisioneira.

– Edward! – Alice guinchou e olhei confusa.

– Eu não acho que entendi. – murmurei indo me sentar na cama e ele suspirou.

– Alice deixe-nos a sós.

– Mas...

– Marie Alice. – ela bufou e saiu do quarto e ele se voltou para mim, assim que a porta fechou ele estava ao meu lado, levantei o rosto para encará-lo e ele sorriu.

– Eu sinto muito minha lady, mas eu não posso confiar em você. – falou se sentando ao meu lado e empinei o queixo.

– Mas que atrevimento, eu nunca minto.

– Eu realmente acredito que é verdade. Mas ainda sim, e se Volturi aparecer, ou seu noivo? Como posso confiar que você não deixaria Masen para ir com eles, e eu perderia minha vantagem? – mordi o lábio confusa.

Eu iria com meu pai se ele viesse. Bem ele era meu pai, e eu devia lealdade a ele, e teria que deixar meu bárbaro para trás...

– Vejo que entende meu problema.

– Eu nunca iria com Michel. – resmunguei a única certeza que tinha e ele riu.

– Bem, nisso eu acredito, mas seu pai, você iria. E mantê-la aqui, é minha melhor forma de pegá-lo.

– E se ele não vir?

– Não importa se ele vai vir até mim ou não, eu tenho espiões à procura dele.

– E quando o encontrar? – murmurei baixinho evitando olhá-lo, ele segurou meu queixo me fazendo olhá-lo.

– Você sabe o que farei. – assenti e mordi o lábio, eu não sabia como me sentir por isso, eu nunca fui próxima ao meu pai, ele praticamente me renegou a vida toda, mas eu desejava a sua morte?

– Isabella? – ele chamou e suspirei.

– E depois?

– Depois?

– Sim, você realmente vai me mandar à corte do rei?

– Se você desejar.

– Se eu desejar? – ele riu.

– Bem sim, é seu futuro, você tem que escolher o que fazer com ele.

– Oh, eu nunca fui responsável por isso.

– Bem, você não amava o seu noivo?

– O covarde? – eu ri. – Não, eu só aceitei o meu destino. – dei de ombros e ele me olhou como se realmente compreendesse o que eu passava.

– As vezes o destino tem outros planos para nós, planos muito longe do que desejamos.

– Bem sim, mas parece que Michel não era meu destino.

– E qual seu destino agora?

– Eu não sei... – evitei olhá-lo novamente e suspirei.

– Você podia viver em Masen.

– Aqui, com você? – sorri com a idéia e ele pigarreou.

– Bem sim, com Marie Alice, eu não vivo em Masen.

– Oh e vive aonde?

– Cullen, fica muito mais longe.

– Por que vive em Cullen?

– Por que é meu.

– E eu não poderia ir para lá. – mordi o lábio em expectativa, mas ele não parecia apreciar a idéia.

– E fazer o que em Cullen? – dei de ombros e ele suspirou. Eu não sabia o que fazer lá, mas ainda sim eu gostaria de só estar perto dele.

– Não acho uma boa idéia. – engoli a tristeza e assenti bruscamente.

– Entendo. – empinei o queixo e me levantei. – Então o senhor não me disse, o que uma prisioneira faz?

– Tudo que eu desejar. – ele sussurrou se levantando e se aproximando de mim, me afastei dele e ele continuou vindo cada vez mais perto.

– E o que isso implica?

– Que fará tudo que eu quiser. – minhas costas bateram na parede e engoli em seco, ele colocou ambas as mãos ao lado da minha cabeça.

– E se eu não quiser?

– Bem ou você me obedece ou terei que amarrá-la a cama.

– Não... não tem uma terceira opção? – ele gargalhou alto e colou ainda mais o corpo no meu me deixando presa entre a parede e seu peito largo.

– Não minha lady, não tem nenhuma outra opção. – sussurrou aproximando o rosto do meu e fechei os olhos fazendo um biquinho, ouvi ele murmurar alguma coisa, mas não entendi o que, e nem me importei, pois no minuto seguinte sua boca estava na minha.

E definitivamente ela não era nada como a de Michel, era quente, era úmida, era macia, e era definitivamente pecaminosa.

Seus lábios se moldaram aos meus com perfeição, chupando o meu lábio superior e em seguida o inferior, com delicadeza impressionante para um homem tão grande e forte.

Minhas mãos que estavam em punhos ao lado do corpo foram para seu pescoço e o abracei colando mais meu peito no dele, gemi contra sua boca maravilhosa ao sentir meus seios pesados e empinados roçando contra seu peito duro e firme.

Ele gemeu e com sua língua invadiu minha boca, fiquei surpresa ao sentir a língua passeando pela minha boca, se enroscando com a minha e timidamente repeti seus movimentos, ele gemeu e se colou mas ainda a mim, arfei sentindo um aperto delicioso em minha barriga e puxei seu cabelo macio entre meus dedos.

Ele afastou sua boca depravada da minha e respirando com força encostou a testa na minha, respirei com dificuldade o olhando e engoli em seco. O beijo de Michel era horrível comparado ao meu bárbaro.

– Oh Isabella... – ele gemeu e voltou a me beijar com força, agarrando meu rosto e colocando sua língua em minha boca novamente.

Gemi e tentei beijá-lo de volta imitando seus movimentos, minha língua explorando sua boca como ele fazia com a minha.

Uma de suas mãos deixaram meu rosto e foi para minha garganta, descendo em seguida para meu ombro e roçando meu braço para cima e para baixo, gemi enrolando meus dedos em seu cabelo, e ele rosnou contra meus lábios, a mão saiu de meu braço e escovou contra meu seio e gemi alto esfregando as coxas.

Algo dentro de mim ardia e pulsava e eu queria que a necessidade passasse, era deliciosamente incomoda, sua mão deixou de ser uma caricia leve e apertou meu peito, gemi alto e afastei a boca da dele, ele grunhiu e passou a beijar e lamber minha garganta.

Joguei a cabeça para trás arfando com a sensação da sua boca em mim, ele soltou meu rosto e moveu a mão mais para baixo, passeando pela minha barriga e espalmou minha intimidade em choque o empurrei para longe e ele me encarou confuso.

– O que houve?

– Eu não lhe dei certas liberdades. – ele arqueou uma sobrancelha.

– O que há de errado?

– Que o senhor é muito abusado.

– Abusado?

– Claro que sim. Eu não lhe permiti me tocar.

– Não seja infantil Isabella, eu a vi com seu noivo.

– Bem sim, mas nós não fizemos nada.

– Não?

– Claro que não.

– A quanto tempo era noiva?

– Um ano.

– Um ano e ele nunca fez nada até aquele dia.

– Exatamente, ele me respeitava.

– Tanto que a levou a um estábulo.

– Bem... nós, queríamos privacidade.

– No estábulo?

– Não importa aonde foi, mas nada chegou a acontecer.

– Então eu cheguei exatamente na hora certa?

– Creio que sim, odiaria ter perdido minha honra para um covarde como Michel. – ele se afastou de mim apressadamente.

– Você nunca se deitou com o noivo?

– Já disse que não.

– Nem com homem nenhum?

– Como ousa? Eu nunca faria tal ato!

– Mas ia fazer com seu noivo.

– Ele foi muito insistente.

– Oh Céus. E eu quase... – ele grunhiu se afastando ainda mais e esfregando o rosto com pesar.

– O que houve?

– Eu quase... – ele respirou fundo e me encarou com seriedade. – Me perdoe Isabella, não a tocarei mais.

– O que? Por quê? – falei alto e ele grunhiu.

– Por quê? Deus, você é... – engoliu em seco

– E o que tem demais?

– Que se eu a possuísse teríamos que nos casar.

– Oh. E isso é ruim? – perguntei timidamente evitando seu olhar e ele rosnou.

– Céus! Se é ruim? Claro quando eu jurei nunca me casar novamente.

Acho que meu bárbaro não gostava de casamento.

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