O Contrato-Capitulo 27

Bella pov’s

Mãos me tocavam. Lábios me beijavam. Meu corpo em chamas.

Vagarosamente abri os olhos. O quarto estava iluminado, indicando que já havia amanhecido. Arfei ao sentir os lábios de Edward descendo até a minha barriga.

–Edward... –Murmurei seu nome enquanto minhas mãos foram para os seus cabelos cor de bronze. Lentamente, Edward migrou seus lábios pelo meu corpo até alcançar a minha boca. Deitou-se sobre mim enquanto seus lábios devoravam os meus. Senti sua excitação quando seu corpo colou-se ao meu e adorei.

Eu envolvi seu pescoço com meus braços enquanto as mãos de Edward acariciavam meu corpo, apertando levemente minha barriga...


–Ai! –Protestei empurrando-o. Edward ficou surpreso com o meu ato.

–O que foi? Machuquei você? –Afastou-se ainda mais olhando para meu corpo. Eu sabia o que era, eu sentia, mas não queria preocupá-lo.

–Eu estou bem. –Disse, mas isso não o parou. Ele ergueu a camisa que eu usava; lá estava uma escoriação grande.

–Você está machucada! Como não percebemos isso? –A preocupação de Edward era tangível. Procurei acalmá-lo.

–Não é nada. –Sorri. Ele me ignorou.

–Deve ter sido causado por ontem, mas só agora está evidente. Provavelmente há outras escoriações. –Tateou meu corpo suavemente. Nada senti até ele tocar meu tornozelo. Arfei de dor. Ao levantar um pouco a calça moletom que eu vestia, ficou evidente o meu tornozelo direito inchado.

–Eu vou chamar um médico para vê-la. –Edward levantou-se indo até o closet e pegando um casaco pesado para cobrir-se. Notei que estava vestido, provavelmente estava acordado há algum tempo. Antes de sair, porém, Edward sentou-se ao meu lado da cama.

–Não vou demorar. Fique quietinha. –Beijou-me na testa e nos lábios e saiu. Voltei a deitar na cama sentindo mais e mais os machucados que até então não tinha percebido.

...

–Pronto. A senhora deve ficar em repouso por pelo menos um dia. Com os medicamentos orais mais a pomada que receitei, logo estará boa, senhora Cullen. –O médico disse enquanto sorria docemente para mim. Meu tornozelo direito estava dentro de um suporte que o imobilizava, bem menor do que as botas utilizadas por pessoas que quebraram algum osso.

–Obrigada. –Disse enquanto Edward, que estava em pé do meu lado direito, sentava-se na cama no espaço antes ocupado pelo médico e ajeitava os travesseiros ao meu redor querendo me deixar mais confortável.

–Passe essa pomada no local após o banho em suas escoriações e procure descansar hoje. Amanhã você poderá andar, mas calce este suporte que está usando agora. –O doutor arrumava alguns pertences em sua maleta de couro, ele era o médico de plantão da pousada.

–Parece que os nossos planos foram por água a baixo. Peço desculpas por isso.

–Não diga uma bobagem dessas Bella. –Edward sentou-se na cama de frente para mim. –Eu é que peço desculpas. É minha culpa você está assim. –Seu rosto desmoronou de pesar. Eu o toquei no braço.

–Pare de se culpar. Olha, só por que eu terei que ficar aqui presa não significa que você terá o mesmo destino. Pode sair. Eu vou ficar bem. –Minha atitude despreocupada pareceu irritá-lo.

–Eu não vou a lugar nenhum sem você! Que graça teria? Eu vou ficar aqui com você. –Edward parecia uma criança emburrada; simplesmente lindo.

–O que vamos ficar fazendo aqui? Olhando um para a cara do outro? Não me parece uma idéia tentadora.

–Não se preocupe. Eu sei bem como preencheremos o nosso tempo. Bella, você se lembra do que prometi a você quando estávamos em Miami? Prometi que falaria tudo sobre mim.

Eu lembrava. Sorri com a sugestão de Edward.

...

Uma tempestade de neve caia lá fora. Edward e eu estávamos sentados juntinhos em frente à lareira acessa, esperando o fondue de chocolate ficar pronto. Até aquele momento Edward não havia dito nada sobre ele e pensei que não falaria mais nada.

–Sabe... O que eu vou contar... –Murmurou parecendo sem jeito. Eu peguei sua mão e a segurei entre as minhas.

–Não precisa falar se não quiser. –Sugeri. Edward olhou para nossas mãos.

–O que eu vou contar não será um conto de fadas. O fato de eu ter sido um garoto que sempre teve tudo o que quis não significa que eu fui feliz. Muito pelo contrário. –As poucas palavras que proferiu mostravam o quanto ele estava aborrecido pelas lembranças do passado.

Eu poderia poupá-lo disso. Falar de coisas dolorosas nunca era bom, mas... Eu queria conhecê-lo. Por isso fiquei calada, esperando pelo momento em que Edward voltaria a falar.

–Passei a maior parte do tempo em escolas para a elite, isolado de minha família. Eu fingi entender que era o melhor para mim, mas por dentro sentia um imenso vazio. Doía estar cercado por pessoas que se fingiam minhas amigas apenas por interesse.

Eu não gostava da tristeza que eu via nos olhos do Edward, então eu o abracei com força. Edward não desviou os olhos das chamas, perdido em pensamentos.

–Eu fingia não perceber o complô que havia ao meu redor, mas foi inevitável. Eu ouvia os garotos dizendo que só queriam minha amizade por eu ser de uma família importante. Mas eu tinha os meus pais, minha irmã, isso era o suficiente para não sucumbir. Isso até...

O braço de Edward que me envolvia me apertou mais contra si. Toquei seu rosto.

–O que aconteceu? –Perguntei já antevendo a parte mais obscura da vida de Edward.

–Voltei da escola para casa e as coisas estavam muito diferentes. Eu tinha 18 na época. Haia voltado para ficar em casa apenas por um período, depois disso iria para uma faculdade. E então eu encontrei a minha mãe deprimida. Ela não contava o porquê disso, mas eu sabia que tinha haver com o meu pai. Ele traia a minha mãe há algum tempo. Quando eu era criança, eu não percebia. Na época eu era mais velho, mais experiente. Minha mãe estava muito deprimida, afinal de contas ela amava o meu pai.

Ouvir as palavras de Edward trouxe lembranças amargas para mim. Sua indiferença após a cerimônia de casamento, as saídas furtivas, um vídeo no celular da Jessica... Não! Não era hora de lembranças ruins!

–Era doloroso vê-la sofrer e isso me fez odiá-lo. Eu queria ajudar a minha mãe e achei que dando amor a ela era o suficiente, mas não bastou. –Sua voz sumiu tamanha a emoção que o dominou. Segurei a vontade de chorar.

–Ela cometeu suicídio? –Perguntei numa voz baixa. Edward assentiu.

–Depois disso eu pirei. Eu estava tão transtornado! Desdenhei meu pai pelo que fez a minha mãe, mas acabei por agir igual a ele. Ele percebeu o erro que cometeu, percebeu o quanto amava minha mãe. Foi tarde. Ele morreu de tristeza por tê-la perdido e por ter me magoado tão profundamente que não nos reconciliamos antes do fim.

–Você ainda o odeia? –Perguntei. Edward virou-se e me olhou.

–Não. Eu o entendo. Entendo mais do que eu gostaria. Eu só gostaria de concertar coisas na minha vida. Ter sido um filho mais presente para a minha mãe, ter me reconciliado com o meu pai e... –Edward não disse mais nada por alguns minutos, olhava-me fixamente. Acredito que o outro arrependimento que ele tinha foi o que fez comigo.

–Desculpe... –Sua voz me despertou. –Eu a obriguei a ouvir minha trágica historia. Uma versão resumida dela, na verdade.

–Eu fico feliz que tenha me contado. Eu acho que o entendo melhor agora. Eu precisava saber sobre você. –Eu não me cansava de acariciar o seu rosto. Edward era tão bonito que doía.

–E agora... –Ele murmurou aproximando-se de mim, nossas respirações mesclando-se.

–Agora? –Abri minha boca pronta para receber o seu beijo. Mais um pouco e nós iríamos...

–Agora você contará sobre você enquanto comemos o nosso fondue. –Falou num tom divertido afastando-se e pegando um morango lambuzado de chocolate, comendo-o.

Edward recostou-se em uma porção de almofadas que nos cercavam, funcionando como poltronas confortáveis. Eu me aconcheguei nele e prontamente aceitei um morango que Edward me ofereceu.

–Eu já contei para você. –Retruquei. –Na época em que namorávamos, lembra?

–Eu sei, mas quero ouvir novamente. –Edward sorriu docemente para mim. Não pude resistir.

Então contei novamente para ele sobre minha vida, de forma resumida, claro. Contei a vida simples e feliz que levava, morando com meus pais. Falei sobre minha avó materna e os muitos verões que passei em sua chácara. Lembrei o dia de sua morte e a alegria que sentia ao ganhar a chácara como herança, isso até saber os gastos que uma chácara tinha para ser mantida; meus pais venderam na primeira oportunidade. E falarei dos momentos difíceis: meus pais morrendo em um acidente de carro, eu tive que vender muitas coisas e me privar de muitas coisas para terminar de pagar a faculdade e me formar. A solidão que sofri sem tê-los por perto... Mas não falei nada sobre o que aconteceu comigo e os eventos posteriores desde que Edward entrou na minha vida.

Edward ouvia com uma atenção grande e havia algo diferente nesta atenção. Lembro-me quando éramos namorados e eu contava coisas da minha vida, Edward não tinha a atenção de agora.

Aquele momento foi único. Livres do desejo da carne, nós estávamos apenas a conversar, conhecendo mais e mais o outro, estreitando laços. Eu pude ver facetas do Edward até então desconhecidas e Edward certamente sabia mais sobre mim. E este sem duvida poderia ser considerado um dos momentos mais bonitos de nós dois.

–Ai! –Reclamei. Edward deixou de sorver seu vinho e me olhou.

–O que foi? –Perguntou com preocupação.

–Deixei cair um pouco de chocolate quente na minha mão. –Olhei para o lugar onde algumas gotas da cauda de chocolate do fondue haviam caído. Eu pretendia limpa-la com um pano, mas qualquer coisa que fosse fazer não foi feita. Edward segurou gentilmente minha mão levando-a aos seus lábios.

Senti o choque me tomar quando sua língua entrou em contato com a minha pele. Lambeu o chocolate até não restar mais nada. Mesmo que não houvesse mais chocolate em minha pele, sua língua continuou traçando um caminho indefinível.

–Edward... –Murmurei seu nome enquanto uma de suas mãos afastava os cabelos de minha nuca, inclinando-se para mim e beijando meu pescoço. Pouco a pouco se deitou sobre mim, suas mãos impacientes acariciavam-me o corpo todo pela roupa.

–Há quanto tempo eu não toco em você? Há quanto tempo em não sinto o seu gosto em minha língua? –Perguntas retóricas feitas enquanto minhas vestes eram retiradas por Edward.

Não consegui pensar no frio que sentiria quando minha pele estivesse totalmente exposta. Eu estava em chamas. Edward tinha esse poder sobre mim... E sabia disso. Sorria enquanto retirava as ultimas peças de roupa.

–Você é linda. Eu jê devo ter sito isso, mas... Como você é linda! –Suas mãos seguravam os meus quadris enquanto seus lábios, que antes beijavam avidamente meu pescoço, agora beijavam meus seios.

Minhas mãos foram para seus cabelos acobreados, eu procurei manter sua cabeça lá. Sua língua explorou meu colo como uma criança ansiosa pelo alimento e um prazer tomou o meu corpo, tão forte que arqueei as costas.

Eu sabia onde suas caricias iriam parar e fiquei feliz por minha dedução ter se concretizado. Suas mãos macias e quentes afastaram minhas pernas enquanto seus lábios beijavam minha feminilidade. Meus olhos, quando abertos, encararam o teto de madeira, talhada a mão em desenhos estilizados de flores. Antes que eu pudesse chegar ao ápice do prazer, Edward parou.

–Por que parou? –Esbravejei com a voz fraca. Eu sabia que ele estava sorrindo, mesmo que meus olhos estivessem fechados.

–Por que eu gosto de torturá-la assim. –Deitou-se novamente sobre mim, seus lábios em meu ouvido. –E também por que eu quero ouvir você me pedir. –Mordiscou minha orelha.

–Você quer me deixar louca, não é? Sempre me fazendo coisas a fim de testar os meus limites. –Eu disse numa voz meio sarcástica.

–Talvez. Talvez eu queira que você enlouqueça. –Beijou-me voraz até que eu perdesse o fôlego. Pegou minha mão esquerda e a levou para a sua calça, sentindo o volume.

–Eu estou queimando... Eu preciso de você. –Sua voz rouca sussurrou. Minha mão entrou em sua calça sentindo sua masculinidade pulsas em minha mão. Rapidamente se despiu sem necessitar de minha ajuda.

Ficamos algum tempo próximos a lareira nos beijando, nos acariciando, descobrindo no outro os pontos mais sensíveis ao toque e a língua. Eu estava confortável, mas Edward, aparentemente, não então nós fomos para a cama.

–Sabe o que eu quero fazer? –Edward disse assim que me deitou na cama. –Eu quero comer o restante do chocolate, mas não quero come-los com morango. Quero come-los com você. –Deu uma leve mordidinha no meu lábio inferior.

–Se eu disser não, o que você vai fazer? –Meus olhos fechados e um sorriso nos meus lábios.

–Eu sou um menino muito mimado. Não é qualquer não que irá me deter. –E ele se foi, voltando para a sala. Eu fiquei parada, relaxada, esperando-o.

Um barulho soou pelo aposento, era o meu celular. Levantei e segui trôpega em direção a onde ele estava. Não cheguei a olhar no visor quem poderia ser apenas atendi.

–Alô? –Nenhuma voz. Voltei a falar. –Quem é? –Perguntei.

Nada. E logo a pessoa do outro lado da linha desliga. Confusa, eu olhei o visor, mas o número era desconhecido. Alguém ligou e fez com que eu não pudesse saber o número. Era estranho, mas procurei ignorar. Não era hora para gastar com pensamentos que não fossem sobre Edward e eu.

Caminhei até a cama e me deitei de bruços. Meu celular estava em mãos. Olhei a tela com desinteresse, a ligação misteriosa quase esquecida. Senti então algo em minhas costas, algo morno sendo passado.

–Está quente? –perguntou. Fechei os olhos apreciando aquele momento e os próximos que viriam.

–Está maravilhoso. –E senti seu corpo cobrindo parcialmente o meu e sua língua percorrer o local onde havia colocado chocolate. Segurei os lençóis e arfei.

Edward pareceu gostar do som que produzi. Em diferentes partes do meu corpo, ele colocou chocolate e beijou, lambeu, acariciou cada parte do meu corpo. Eu fiquei alheia a tudo, concentrada apenas nele. A sensação de estar sendo “provada” por Edward era ótima, mas nada se comparava quando ele estava dentro de mim. Eu me sentia completa, unida a pessoa que mais amava através do corpo, da alma. E quando ele sussurrava meu nome mesclado aos seus gemidos... Ah! Como eu o queria! Hoje, amanhã, sempre! E, agora, eu poderia tê-lo. Nada poderia nos impedir de ficarmos juntos e tentarmos ser felizes, nem mesmo os erros do passado.

...

–Dormiu? –Edward perguntou. Eu estava tão sonolenta que não me dei ao trabalho de abrir os olhos. Continuei quietinha nos seus braços, ressonando tranqüilo, enquanto seus dedos acariciavam meu corpo. Eu também podia, além de sentir suas caricias, ouvir seu coração batendo e o ir a vir dos seus pulmões enquanto respirava.

Silencio. Antes de me entregar a inconsciência, porém, eu ouvi sua voz musical mais uma vez...

–Bella, você quer ter um filho meu?

Edward pov’s

Amanhecera. Como primeiro ato de mais uma manhã perfeita, fiquei observando Bella dormindo. Ela era linda, a mais linda das mulheres. Pensamentos piegas, eu sei, mas não poderia pensar nada além desses pensamentos quando a olhava. Levantei após alguns minutos e tomei meu banho, apreciando demoradamente a água morna do chuveiro contra a minha pele. Contemplei a opulência do chalé em que estávamos, olhei a paisagem já conhecida por mim por uma das janelas. Eu me lembrei de um episodio antigo: o que Bella pensaria se soubesse que foi aqui nessa pousada que perdi a virgindade? Não que eu fosse contar a ela. Eu perdera quando era uma criança e ainda perdi com uma professora! Estava fora de cogitação falar!

Por algum motivo eu estava mais otimista, crente de que fora bobagem me preocupar tanto com a história do contrato chegar aos ouvidos de Bella. Ainda que Tânia tentasse algo, como ela provaria que eu firmei um acordo para lucrar com o casamento que tive com Bella? A prova material, o testamento do meu pai, estava muito bem guardada nas dependências da empresa. E foi munido destes pensamentos otimistas que, após me vestir, voltei para a cama a fim de acordar minha esposa.

Eu pretendia acordá-la da forma tradicional, sacudindo-a levemente enquanto murmuraria palavras doces como amorzinho, meu anjo, etc., mas meus planos mudaram drasticamente quando olho para Bella, ainda adormecida, e o seu corpo mal coberto com o edredom.

Bella tem um corpo lindo e posso vê-lo em sua riqueza de detalhes mesmo coberto pelo pijama, mais grosso do que o habitual pelo frio que faz na região. Eu me inclinei para ela e beijei seu ombro por cima do pijama enquanto minhas mãos tocavam sua barriga. E Omo um fósforo jogado em meio à gasolina, eu explodi de excitação, querendo beijá-la mais profundamente, tocá-la mais intimamente. Por que mesmo que estivéssemos casados há quase um ano e tivéssemos feito amor com alguma freqüência, eu ainda precisava desesperadamente de Bella. Não preciso apenas do prazer que o sexo com ela proporciona, mas da ligação que nos une em momentos íntimos como esses.

Sei que ela acordou, pois ouço sua respiração oscilar. Não paro com meus beijos, minhas caricias. Quero demais tê-la, me afundar nela enquanto Bella sussurra o meu nome. Afasto seu pijama e distribuo uma trilha de beijos molhados em sua barriga enquanto as mãos de Bella seguram-me pelos cabelos.

–Edward... –Sua voz murmurando meu nome é algo tão íntimo, tão Bella, que sinto um prazer enorme em ouvi-la. Com ânsia redobrada, voltei o caminho de beijos até os seus lábios, lábios maravilhosos, prontos para me beijar. Lábios só meus. Meus? Algo recente, por que até então quem beijava sua boca era aquele filho da puta do Jacob Bla...

–Ai! –Ouvi a voz de Bella dizer e ela me empurrar. Parei e refleti sobre o que eu havia feito. Eu só estava beijando ela há uns minutos atrás, não é?

–O que foi? Machuquei você? –Eu me afastei procurando saber o que eu havia feito de errado, teria eu machucado Bella enquanto pensava em Jacob e no ódio que nutria por ele?

–Eu estou bem. –Ela falou num tom despreocupado, mas não me parou. Ergui sua camisa e olhei atentamente o seu corpo. Não precisei procurar muito, Bella tinha uma escoriação visível na região abdominal.

–Você está machucada! Como não percebemos isso? – Teria eu feito aquele machucado? Não, não pode ter sido isso. Provavelmente Bella se feriu ontem no seu acidente que quase... Eu nem queria completar o meu pensamento.

–Não é nada. –Sorriu, mas ignorei sua despreocupação.

–Deve ter sido causado por ontem, mas só agora está evidente. Provavelmente há outras escoriações. –Tateei seu corpo a procura de novos ferimentos sem empregar muita força. Bella não reagiu por alguns instantes até eu tocar seu tornozelo. Arfou de dor e me preocupei. Como pude ser tão imprudente? Eu deveria tê-la levado a um hospital após o ocorrido, mas Bella tinha dito que não sentia nada e acatei ao seu pedido de ficarmos no chalé. Como eu sou burro! Idiota! Irresponsável!

–Eu vou chamar um médico para vê-la. –Levantei, seguindo para o closet e pegando um casaco mais pesado. Antes de sair, voltei para o lado de Bella.

–Não vou demorar. Fique quietinha. –Eu a beijei na testa e nos lábios antes sair.

Apenas um tornozelo inchado, repeti para mim mesmo. Não precisava me alarmar. Ainda sim minha preocupação não se atenuava. Eu não estava cuidando de Bella como deveria, eu deveria ser capaz de protegê-la contra tudo o que a ameaçasse. Com pesar eu me lembrei que, se fosse esse o caso, eu deveria ser capaz de me afastar dela. A coisa mais prejudicial a passar na vida da minha esposa, até agora, fui eu.

...

–Pronto. A senhora deve ficar em repouso por pelo menos um dia. Com os medicamentos orais mais a pomada que receitei, logo estará boa, senhora Cullen. –O médico disse a Bella. Uma simples torção no tornozelo, nada que um dia de repouso não resolvesse. Suspirei aliviado por não ser algo mais grave.

–Obrigada. –Bella agradeceu. Assim que o médico se levantou da cama, eu me sentei no espaço antes ocupado por ele, afofando os travesseiros para que Bella ficasse mais confortável.

O médico continuou passando as recomendações que Bella deveria seguir para se recuperar o quanto antes. Procurei memorizá-las já que eu seria de certa forma o seu enfermeiro. Passar pomada no local após o banho? Memorizado. Descansar durante um dia sem fazer esforço? Bom, eu não pretendia mesmo sair com ela, não hoje. Tinha coisas muito mais interessantes em mente...

–Parece que os nossos planos foram por água a baixo. Peço desculpas por isso. –Ela falou constrangida, pegando-me de surpresa com suas palavras.

–Não diga uma bobagem dessas Bella. Eu é que peço desculpas. É minha culpa você está assim. –E era mesmo. Eu, estúpido, a convenci a esquiar comigo e por pouco ela...

–Pare de se culpar. Olha, só por que eu terei que ficar aqui presa não significa que você terá o mesmo destino. Pode sair. Eu vou ficar bem. –Tocava meu braço e tentava transmitir despreocupação, mas o seu sentimento não poderia me alcançar. Que historia era essa de ela ficar aqui e eu sair?

–Eu não vou a lugar nenhum sem você! Que graça teria? Eu vou ficar aqui com você. –Falei aborrecido. Tudo bem era exagero da minha parte me aborrecer por algo tão pequeno, Bella queria apenas garantir o meu divertimento. Ainda sim eu fiquei chateado por ela supor que, insensível, eu seria capaz de sair deixando-a aqui sozinha.

–O que vamos ficar fazendo aqui? Olhando um para a cara do outro? Não me parece uma idéia tentadora.

Ah, mas nós tínhamos muito que fazer! Poderíamos fazer amor até o amanhecer do dia seguinte, um filho, ou... Isso! Eu havia prometido contar a Bella um pouco mais sobre mim, estreitando ainda mais nossos laços. Não era uma coisa empolgante lembrar-se do meu passado e contá-lo a alguém, mas eu seria a favor de qualquer coisa para me manter inda mais próximo dela. Além do mais eu sei que Bella sempre quis saber coisas sobre mim, mas antes eu me desvencilhava de suas perguntas. Hoje não mais.

–Não se preocupe. Eu sei bem como preencheremos o nosso tempo. Bella, você se lembra do que prometi a você quando estávamos em Miami? Prometi que falaria tudo sobre mim.

Ela sorriu. Sim, Bella inda queria saber coisas sobre mim.

...

Durante algumas horas nos ocupamos com coisas banais: um filme na TV de tela plana na sala, café da manhã, almoço, uma conversa sobre a empresa... Até chegar ao momento. Céus, por que eu me sentia tenso? Bastava contar a ela coisas sobre minha infância, pré-adolescência e adolescência. Todavia não era algo tão simples. Lembrar do passado, meu tenebroso passado, sempre me deixava vulnerável; eu odiava isso. Ainda assim eu precisava tentar, superando tudo, enterrando o passado.

Uma neve caia lá fora, cobrindo tudo. Estávamos os dois naquele elegante chalé, em frente à lareira acessa, esperando o fondue de chocolate com morangos ficar no ponto. Bella pelo menos esperava pela guloseima, eu tentava reunir forças para contar, voltando assim ao passado que tentei evitar. Eu me deixei levar pelo calor do seu corpo bem próximo ao meu, aquela sensação de segurança que agora eu sentia quando estava próximo a Bella.

–Sabe... O que eu vou contar... –Eu estava sem jeito. Bella saberia coisas sobre mim, algumas coisas inclusive sórdidas... Ou eu poderia apenas contar os lances que me definiam côo garoto traumatizado. Senti minha mão sendo segurada pela dela, um calor tão reconfortante que eu relaxei.

–Não precisa falar se não quiser. –Sugeriu. Ela fazia isso por mim, por que eu sabia o quanto ela estava curiosa a meu respeito.

–O que eu vou contar não será um conto de fadas. O fato de eu ter sido um garoto que sempre teve tudo o que quis não significa que eu fui feliz. Muito pelo contrário. –A dor em minhas palavras foi mal disfarçada e vi nos olhos castanhos de minha mulher a compaixão.

–Passei a maior parte do tempo em escolas para a elite, isolado de minha família. Eu fingi entender que era o melhor para mim, mas por dentro sentia um imenso vazio. Doía eu estar cercado por pessoas que se fingiam minhas amigas apenas por interesse.

Eu lembrava nitidamente do meu pai falando do quanto era importante para mim uma boa educação, por isso eu passaria a maior parte do tempo isolado em um colégio para meninos. Eu acatei sua decisão sem pedir por mais esclarecimentos, mas por dentro eu me sentia arrasado. Novo demais para assumir responsabilidades, mas sempre preparado desde já para ser um homem de negócios.

Meus olhos nas chamas; não os desviei nem quando eu recebi um carinhoso abraço de Bella. Eu havia penetrado fundo nas trevas da minha infância e, agora, eu só me libertaria quando despejasse tudo em Bella.

Minhas lembranças foram tão nítidas que poderia ouvir com absoluta clareza as vozes dos garotos, aqueles que eu considerei amigos, soarem em minha cabeça.

Meu pai me disse para ficar amigo dele, mas eu odeio esse garoto.

Ele é da família Cullen, uma família importante. Nós precisamos gostar dele, mesmo que ele seja um idiota.

–Eu fingia não perceber o complô que havia ao meu redor, mas foi inevitável. Eu ouvia os garotos dizendo que só queriam minha amizade por eu ser de uma família importante. Mas eu tinha os meus pais, minha irmã, isso era o suficiente para não sucumbir. Isso até...

Apertei o corpo de Bella contra o meu. O pior momento seria lembrado. Nenhuma humilhação passada na escola era páreo para o que vinha a seguir.

–Mãe! –Corri m sua direção. Eu havia passado tanto tempo fora de casa! Mesmo não sendo mais uma criança, eu queria o colo de minha mãe, negado para mim durante longos meses.

Mas naquele verão em que fui para casa, eu não encontrei a Esme de sempre. Aquele ser era desprovido de calor.

Aquela não podia ser minha mãe!

–O que aconteceu? –A voz de Bella estava longe. Eu havia mergulhado demais nas lembranças dolorosas.

–Voltei da escola para casa e as coisas estavam muito diferentes. Eu tinha 18 na época. Havia voltado para ficar em casa apenas por um período, depois disso iria para uma faculdade. E então eu encontrei a minha mãe deprimida. Ela não contava o porquê disso, mas eu sabia que tinha haver com o meu pai. Ele traia a minha mãe há algum tempo. Quando eu era criança, eu não percebia. Na época eu era mais velho, mais experiente. Minha mãe estava muito deprimida, afinal de contas ela amava o meu pai.

Eu me lembro daquela imagem decadente. Esme costumava ser deslumbrante, mas ser traída pelo amor da sua vida a afetou profundamente. Ela não se arrumava como antes, estava mais magra, quase não sorria...

–Era doloroso vê-la sofrer e isso me fez odiá-lo. Eu queria ajudar a minha mãe e achei que dando amor a ela era o suficiente, mas não bastou.

Esme morta no banheiro, eu fui o primeiro a encontrar. Lembro de ter visto sangue, comprimidos espalhados no piso, mas nunca soube do que exatamente morreu. Não importava a causa mortis, Esme morrera de tristeza e meu pai era o único culpado.

–Ela cometeu suicídio? –Bella perguntou. Eu assenti.

–Depois disso eu pirei. Eu estava tão transtornado! Desdenhei meu pai pelo que fez a minha mãe, mas acabei por agir igual a ele. Ele percebeu o erro que cometeu, percebeu o quanto amava minha mãe. Foi tarde. Ele morreu de tristeza por tê-la perdido e por ter me magoado tão profundamente que não nos reconciliamos antes do fim.

E eu me sentia culpado por isso. Eu não deveria ter julgado tão duramente meu pai. Talvez, se eu tivesse perdoado ele, Carlisle estivesse vivo.

–Você ainda o odeia?

E a pergunta de Bella despertou uma crise de consciência. Eu o odiava? Odiava meu pai por não ter percebido a mulher maravilhosa ao seu lado e se deitado com vadias?

–Não. Eu o entendo. Entendo mais do que eu gostaria. Eu só gostaria de concertar coisas na minha vida. Ter sido um filho mais presente para a minha mãe, ter me reconciliado com o meu pai e... –Ter sido um marido perfeito, eu completei em pensamento. De todos os erros que cometi até agora, ter magoado pela foi o pior. Felizmente eu tive o eu perdão e estávamos juntos. Mas até quando?

Não Edward! Não é o momento! Esqueça isso!

–Desculpe... Eu a obriguei a ouvir minha trágica historia. Uma versão resumida dela, na verdade. –Eu não falaria sobre o passado de nós dois, relembrar com Bella ali era o pior. Ela sofreria muito mais do que eu.

–Eu fico feliz que tenha me contado. Eu acho que o entendo melhor agora. Eu precisava saber sobre você. –Ela acariciava meu rosto com as mãos pequenas e macias.

–E agora... –Eu murmurei aproximando-me dela, inebriado com o seu hálito, mas disposto a esperar. Agora eu queria saber sobre ela, tudo o que Bella poderia me dizer.

–Agora? –Ela parecia ter outra coisa em mente. Gostei disso.

–Agora você contará sobre você enquanto comemos o nosso fondue. –Falei, divertido, pegando um morango com chocolate e comendo-o. Eu me recostei em uma pilha de almofadas que estavam as nossas costas. Bella aconchegou-se em mim. Eu me estiquei o suficiente para pegar um morango com chocolate, oferecendo-o a ela.

–Eu já contei para você. Na época em que namorávamos, lembra?

Claro que Bella havia falado sobre ela, na época em que eu era um babaca que fingia sentir algo por ela. Ela contava coisas sobre sua vida, eu me mostrava interessado quando na verdade pensava e outra coisa.

–Eu sei, mas quero ouvir novamente. –Eu a estimulei. Bella suspirou, rendida, e começou a falar.

Falou de sua infância simples, porém cheia de amor, que eu nunca tive. Morava com os pais, Charlie e Renée, em uma casa no subúrbio. Falou a respeito da avó materna, proprietária de uma chácara que ficava a alguns quilômetros da cidade onde morávamos, e dos muitos verões que passou com ela. Ouvindo Bella falar tão feliz sobre a chácara e em como ficou triste quando os pais venderam após a morte da avó, me perguntei se ela ficaria brava comigo se eu adquirisse novamente o lugar.

Vou providenciar isso o quanto antes, pensei. Eu poderia comprar a propriedade, reformá-la e dar a chácara onde Bella passou os melhores momentos de sua infância como presente de casamento.

Quando Bella falou da morte prematura dos pais em um acidente de carro, eu senti a sua tristeza. Eu havia vivido a mesma coisa, nós éramos parecidos nesse sentido. Mas Bella encarou bem a perda dos pais, venceu sem ter dinheiro ou ajuda. Eu, ao contrário, tinha meu pai quando perdi minha mãe, minha irmã e uma conta rechonchuda. Ela definitivamente era uma guerreira que nunca se lastimou pelos pais, apenas seguiu e frente. E a historia acabou ai. Ela não falou sobre a empresa, sobre mim. Um assunto desconfortável e doloroso para ela.

Eu tinha que mudar isso. Não queria mais evitar lembrar meu passado com Bella e sentir o clima desconfortável e triste. Eu trabalharia nisso.

Naquele momento estabelecemos uma nova conexão. Os desejos da carne esquecidos para suprir outro desejo: a união das nossas almas ou o que quer que reja nosso corpo.

...

–Ai!

Deixei o vinho de lado e olhei para Bella.

–O que foi? –Perguntei enquanto já procurava por um novo machucado que, durante a inspeção do médico pela manhã, passou batido.

–Deixei cair um pouco de chocolate quente na minha mão. –Olhei para o lugar onde havia caído chocolate do fondue. Bella pretendia tira-lo co um pano, mas eu a detive. Uma idéia surgiu tão irresistível que nem cogitei a possibilidade de ignorá-la. Peguei gentilmente sua mão e retirei com a língua os vestígios do chocolate. E mesmo depois de retirar todo o chocolate da mão de Bella, continuei um passeio ousado com minha língua em sua pele. Ela era doce, suculenta, muito melhor do que o melhor chocolate.

–Edward... –Bella murmurava completamente entregue as minhas caricias. Afastei os cabelos de sua nuca para dar um melhor acesso ao seu pescoço, beijando-o. E eu já queimava e ansioso para possuí-la, querendo me afundar nela só para confirmar o que eu já sabia: Bella nasceu para mim, eu nasci para ela.

Fui me deitando sobre ela, minhas mãos querendo sentir a todo custo a superfície e maciez de sua pele.

–Há quanto tempo eu não toco em você? Há quanto tempo em não sinto o seu gosto em minha língua? –Fui retirando suas vestimentas, procurando não ser tão afoito. A pele de Bella foi se esquentando, ao contrário do que eu esperava, já que eu a estava despindo. Percebi que o seu corpo estava quente, excitado e certamente úmido o suficiente, pronto para me receber.

Quando contemplei seu corpo nu, não pude me conter.

–Você é linda. Eu jê devo ter sito isso, mas... Como você é linda! –Minhas mãos estavam em sua cintura, mantendo-a perto de mim. Meus beijos foram migrando para seus seios e me permiti afundar neles. Eram tão bonitos aqueles seios! Tinham uma textura cremosa e eram rosados como pêssegos. Bella manteve minha cabeça ali, segurando-me pelos cabelos, enquanto eu explorava com a boca e língua seus seios, um por um.

Eu dei mais um passo e mais um, descendo meus lábios enquanto minhas mãos afastavam as pernas de Bella, logo meus lábios acariciavam sua feminilidade de uma forma tão intima que homem nenhum teria esse privilégio. Eu me mantive ali, apreciando seu gosto único, até sentir que logo Bella chegaria ao ápice. Parei. Não queria que ela chegasse só, queria que chegássemos juntos ao orgasmo.

–Por que parou? –Esbravejou comigo, os olhos fechados enquanto sua respiração estava aos arquejos.

–Por que eu gosto de torturá-la assim. –Deitei-me novamente sobre ela, meus lábios agora em seu ouvido. –E também por que eu quero ouvir você me pedir. –Mordisquei sua orelha.

–Você quer me deixar louca, não é? Sempre me fazendo coisas a fim de testar os meus limites. –Sua voz era tingida de sarcasmo. Ela havia percebido, não é? Muito mais do que dar e receber prazer, estreitando assim meus laços com Bella, eu queria que ela perdesse o controle sobre si mesma e embarcasse em quaisquer loucuras comigo.

–Talvez. Talvez eu queira que você enlouqueça. – Eu a beijei com luxuria enquanto pegava sua mão, colocando-a em cima do meu membro. Cada terminação nervosa se agitou, fazendo meu corpo queimar ainda mais pela excitação que Bella me provocava.

–Eu estou queimando... Eu preciso de você. –Afastei a calça e delirei ao sentir os dedos de Isabella em meu membro, acariciando-o com certa timidez. Antes era praticamente impossível isso acontecer entre nós dois. Ainda bem que tudo havia passado, pois nada era mais prazeroso do que sentir pele contra pele, ouvir seus gemidos... Não, havia uma coisa muito melhor. Eu queria preenche-la e nos unirmos assim em um único corpo.

A união não ocorreu de imediato, ficamos durante muito tempo nos beijando e nos acariciando, provocando o outro nos pontos mais sensíveis e descobrindo novos pontos. Eu poderia ficar ali sem problemas, sentindo o calor do corpo de Bella e o calor da lareira, mas estar deitado em almofadas não se comparava a cama.

–Vamos subir. –Murmurei, afastando-me dela. Bella parecia esgotada para fazer qualquer outra coisa, como subir uma escada e ir para a cama, então eu a carreguei. Pensou em protestar, sei que ela pensou, mas desistiu. Eu mantive seus lábios ocupados durante boa parte do trajeto, até que chegamos à cama e eu a deitei. Lembrei do que senti ao provar o chocolate em sua pele e tive uma idéia.

–Sabe o que eu quero fazer? Eu quero comer o restante do chocolate, mas não quero come-los com morango. Quero come-los com você. –Mordi com suavidade o seu lábio inferior.

–Se eu disser não, o que você vai fazer? –Fechou os olhos e sorriu.

–Eu sou um menino muito mimado. Não é qualquer não que irá me deter. – Eu me afastei, não daria espaço para sua recusa, embora eu duvidasse que isso fosse acontecer. Eu desci apressado os degraus da escada, sem dar bola para minha nudez, e esbarrei em uma mesinha.

–Porcaria! Resmunguei indo para perto da lareira, pegando o fondue com cuidado. A última coisa que eu queria era me acidentar com aquele negocio e passar o restante da noite em uma enfermaria.

Quando cheguei ao quarto, Bella estava deitada de bruços, suas nádegas a mostra. Peguei uma poltrona, arrastando-a até ficar próxima da cama, e deixei em cima dela o fondue. Peguei uma colher e, com cuidado, certificando-me de que não estava mais tão quente, coloquei um pouco nas costas de Bella.

–Está quente? –Perguntei.

–Está maravilhoso. – Disse numa voz relaxada. Não perdi tempo. Coloquei em diferentes partes do seu corpo a calda de chocolate, lambendo, chupando, mordendo o local escolhido. Bella se deixou levar, tão entregue aquele momento como eu.

Nossa gostosa brincadeira, em que Bella passou a ser o “recheio” do meu fondue, durou vários minutos. Quando o chocolate cessou, eu deixei tudo de lado, oloquei meu corpo sobre o de Bella e a penetrei.

Não houve dor, apenas o prazer que ambos sentimos pelo preenchimento. Eu fiquei parado, imóvel nos braços de Bella, sentindo o quão forte aquela conexão de carne era, antes de me mover. Procurei prolongar aquele momento, movendo-me devagar. No entanto só consegui me controlar por alguns instantes. Quando Bella mostrou-se tão impaciente para que chegássemos ao ápice, eu me movi com mais rapidez até chegarmos ao orgasmo.

Eu me perdi completamente em seu interior e fiquei quieto, sendo engolido pela escuridão, querendo continuar naquele estado em que eu era apenas um complemento do corpo de Bella, tamanha a nossa união.

...

Após o calor do sexo, Bella adormecendo em meus braços, minha mente agia. O quão forte era a nossa ligação? Eu não poderia garantir nada com o sexo, com conversas, não enquanto estivéssemos mergulhados em uma mentira. O contrato existia e nada do que eu fizesse apagaria isso. Já havia decidido não contar a ela, mas precisava me garantir ainda mais.

–Dormiu? –Perguntei a Bella não obtendo resposta. Ela havia dormido.

Havia algo que poderíamos ter algo que nos ligaria para sempre. E, pela primeira vez, tive que admitir... Nós precisávamos disso, precisávamos dessa união para o passo seguinte em nosso relacionamento.

E a idéia era tão atraente! Um ser diminuto (fruto de um amor sem igual) crescendo no ventre de Bella. Preenchendo-nos e fazendo com que nossa maturidade e amor cresçam exponencialmente.

–Bella, você quer ter um filho meu?

Mas essa indagação ficaria para outro momento.

Adormeci junto a minha esposa.

1 comentários :

Kd o cap. 28?? Posta mais!!

Anônimo
9 de fevereiro de 2013 11:19 comment-delete

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