Striper-Capitulo 5

Com certeza eu tenho concorrência.




Ela virou o rosto de repente, e me preparei para ir atrás dela, mas ela começou a vir em minha direção, sorri abertamente, mas meu sorriso sumiu ao ver sua carranca.


– O que faz aqui? – falou irritada ao se aproximar de mim, e não entendi por que ela não parecia nada feliz em me ver.


– Bem eu vim te ver.




– Por quê? Teve o que queria não é? – grunhi e a puxei para meu colo, ela arfou agarrando meus ombros.


– Primeiro doçura, eu não tive nem metade do que queria com você, e segundo achei que tínhamos um acordo. – ela mastigou seu lábio inferior nervosamente.


– Mas...


– O que?


– Eu fiz sexo com você, não era o que queria? – cuspiu cruzando os braços, rolei os olhos afastei seu cabelo e beijei seu pescoço.


– Eu realmente adorei o sexo doçura, mas nós tínhamos um acordo não é? Você não quer o seu dinheiro? – ela ficou rígida em meu colo, e a olhei desconfiado.


– Eu não sou uma puta.


– Eu não disse que era.


– Mas...


– O que? Eu não vou lhe pagar pelo sexo, mas pela dança, não era o nosso combinado? – ela suspirou.


– Eu não posso Edward, eu vou me sentir uma puta.


– Não fale assim doçura, você dançou pra mim, eu devia lhe pagar.


– Mas dez mil é muito.


– Que tal eu lhe pagar o que eu paguei a Felix na ultima vez?


– 1 mil dólares. – ri abertamente.


– Eu não paguei mil.


– Não?! Mas Felix disse...


– Então ele mente pra você doçura, eu paguei dois mil e meio. – sua boca se abriu em choque.


– Aquele filho da... – ela voltou a me olhar para mim. – Eu acho que tudo bem. – sorri e peguei seu queixo.


– Ótimo, agora quero saber, por que você fugiu?


– Eu não fugi. Mas eu precisava ir pra casa, e você estava dormindo.


– Por que não me acordou? – ela corou.


– Eu não sabia como agir, estava... hmmm envergonhada.


– Olhe doçura, eu realmente gostei de ontem a noite, e acredito que você também, - seu rosto ficou mais vermelho ainda e ri. – Então, não precisa ter vergonha, somos adultos aqui.


– Eu sei... é só... eu me senti mal.


– Comigo?


– Não, não, eu gostei de ficar com você. É só a situação em si. Eu te disse eu não faço isso.


– Eu sei. E desculpe ter forçado. – ela deu uma risadinha.


– Você não forçou nada, eu queria estar com você. – um sorriso presunçoso se espalhou pelos meus lábios.


– Bom, eu quero estar com você também doçura. E que tal irmos pra minha casa de novo?


– Não.


– Por quê?


– Eu já te disse Edward, eu não faço isso, e não é agora que vou começar. – grunhi.


– Por que Isabella? Achei que gostasse de estar comigo.


– Isso não muda nada, eu ainda sou uma dançarina, e você um ricaço. É melhor parar por aqui. – falou evitando meus olhos, e queria chacoalhá-la.


– Isabella...


– O senhor quer outra bebida? – falou séria e praticamente rosnei para ela.


– Sou senhor agora em. – ela ficou quieta e suspirei. – Ok, quero uma dança. – ela assentiu e foi até o bar,


Pouco depois Felix veio falar comigo, e me levou até seu escritório, e parece que isso era tudo que eu teria dela, uma dança.


[...]


Cair em uma rotina é mais fácil do que parece, eu acordava para trabalhar, eu fazia meu trabalho com a mesma perfeição de sempre, eu dava adeus a Emmett, e recusava mais jantares que Rose dava, com intenção de me apresentar alguma amiga. E eu pegava o carro e ia para a boate dela.


E ao chegar lá eu era torturado pelo que eu não podia ter, eu a via dançar no palco, ou sentar em colos de homens depravados que a tocavam, o que me fazia querer socá-los. E eu pagava suas danças, ela dançava pra mim toda noite.


Seu corpo pequeno e sexy rebolando em cima do meu, e me deixando duro e louco por ela. Mas não passava disso, ela não falava comigo, e já era assim a duas semanas.


E hoje em um sábado não havia sido na diferente, Felix sorriu alegremente quando me viu, e me guiou para a sala onde ela ia dançar pra mim, me sentei esperando, meus dedos tamborilando ansiosamente no braço da poltrona, e quando ela entrou assim que olhei em seus olhos, sabia que essa noite seria diferente.


– Olá senhor. – ela forçou um sorriso, e arquei uma sobrancelha.


– Marie... – ela ligou a música e tirou a roupa ficando com seu lingerie sexy e começou a dançar sensualmente, seu corpo sexy rebolando no ritmo da música, as peças caindo do seu corpo revelando sua nudez deliciosa.


Ela veio em minha direção e sentou em meu colo, meu pau pulou na hora e agarrei suas coxas, e ela não me afastou, franzi as sobrancelhas, quando ela começou a rebolar em meu colo, e por Deus, eu queria abrir minhas calças e me enterrar nela, mas algo estava errado, agarrei sua cintura a parando, e ela me olhou ansiosamente.


– O que está acontecendo doçura? – ela soluçou.


– Eu... eu... – a puxei para meu peito a abraçando apertado, ela suspirou enterrando o rosto em meu pescoço.


– Shiii, calma doçura, calma. – ficamos em silêncio por poucos minutos, quando ela me olhou novamente. Afastei os cabelos que cobriam seu rosto úmido.


– O que houve?


– Acho que eu sou uma puta no final das contas. – meu sangue gelou, imaginando que ela ficou com alguém e respirei fundo.


– O que?


– Felix exigiu que eu transasse com você.


– Não... quer dizer... – eu não estava entendo nada, eu não havia pedido nada para o homem, de onde ele havia tirado isso... sua voz chorosa chamou minha atenção.


– E se eu não fazer eu perco meu trabalho. Mas...


– Por que ele exigiria isso?


– Por que você é o freguês mais rico que temos, e ele não quer que você enjoe de mim, bem não antes de tirar um bom dinheiro de você. – minha boca praticamente se abriu em choque.


– E... e o que você vai fazer?


– Eu preciso muito desse trabalho Edward e como a gente já... bem eu achei que podia, mas... – ela soluçou novamente tampando o rosto, e acabei sorrindo, minha menina tinha princípios.


– Hey doçura, não fique assim.


– Mas o que eu vou fazer?


– Eu vou cuidar de você. – falei sem nem perceber e ela me olhou confusa.


– Vai? Como? – passei a mão ansiosamente pelo cabelo.


– Que tal, você dançar pra mim a partir de agora em? Eu pago. – ela riu chorosa.


– Achei que já tínhamos falado sobre isso.


– Hey, não estou lhe pedindo sexo nem nada, você só vai dançar e eu vou pagá-la.


– Isso é muito errado.


– Por quê?


– Eu... eu não quero abusar de você.


– Acho que você é a única striper com princípios. – ela riu fungando.


– Acho que sou mesmo. – passei a ponta dos dedos em seu rosto e sorri.


– Agora, quero que você se vista, pegue suas coisas, e diga a Felix que você vai embora. – ela arregalou os olhos. – E me encontre na esquina aonde nos encontramos na outra noite.


– Edward...


– Hey, eu vou cuidar de você. – ela mastigou o lábio ansiosamente, e segurei seu queixo, afastando seus dentes dos lábios e a puxo para perto roçando meus lábios nos dela.


Ela suspira contra minha boca, e um grunhido sai de mim, sua boca é fodidamente deliciosa, queria aprofundar o beijo, mas agora não tínhamos tempo, me afastei e ela sorriu.


– Agora vá fazer o que mandei.


– Eu...


– Por favor, doçura. Eu vou te ajudar.


– Está bem. – ela finalmente concordou e sai da sala, indo para o andar de baixo, não havia sinal nenhum de Felix, só esperava que ele não fizesse mal a ela.


Mas se eu tomasse partido podia ser pior, mesmo assim fiquei encostado no bar, queria ver quando ela saísse. Depois de meia hora, vi ela descendo as escadas com sua bolsa enorme presa no ombro e indo para os fundos.


Sai apressadamente indo buscar meu carro e dirigi para onde nos encontramos da outra vez, ela já estava lá quando eu estacionei, fungou ao entrar, a olhei confuso e ela evitou meus olhos, peguei seu queixo e grunhi ao ver sua bochecha vermelha.


– O que houve?


– Felix, ele... – ela fungou novamente e enrijeci sabendo muito bem o que o desgraçado fez.


– Ele bateu em você?


– Então aonde vamos? – ela afastou o rosto da minha mão e respirei fundo.


– Eu devia...


– Não, - me interrompeu e ela me encarava agora. – Por favor, só vamos embora.


– Tudo bem. – dirigi para longe dali.


Já estávamos na estrada há alguns minutos, o carro em um completo silêncio, liguei o radio, e uma musica calma preencheu o ambiente, ela olhou de esguelha pra mim e sorriu fracamente.


– Você está bem?


– Acho que sim. Só não sei o que fazer agora, Felix me demitiu... – bati a mão no volante e ela se calou.


– Merda, você não vai voltar lá, eu disse que ia te ajudar.


– Eu não sou uma puta Edward. Não vou transar com você.


– Quem disse que é isso que eu quero? – ela arqueou uma sobrancelha e ri.


– Sei...


– Deus mulher, lógico que eu quero, você é linda. – ela corou e contive a vontade de tocá-la. – Mas eu não sou nenhum filha da puta, eu sei que você está precisando de ajuda, e eu vou ajudá-la.


– OK. – sorri e voltei a olhar para a estrada.


– Então vamos a minha casa?


– Pode me levar pra casa?


– Sua casa?


– Sim, eu preciso ir... – ela mordeu o lábio abaixando a cabeça. – Eu tenho que ir pra casa.


– Está bem. Conversamos na sua casa...


– NÃO. – ela gritou e a olhei confuso.


– O que?


– Bem, minha família não sabe, bem sobre o que eu faço. – ela torceu as mãos nervosamente e suspirei.


– Tudo bem. Minha casa amanhã.


– Ótimo. Posso ir cedo, sabe já que eu não trabalho mais. – sorri.


– Claro doçura, a hora que quiser. – pisquei e ela voltou a corar. – Então indique o caminho. – ela assentiu e me passou seu endereço.


Dirigi até a parte mais simples de Los Angeles, e ao chegarmos em seu bairro parei em frente a uma casa pequena de um andar, um sobrado bem simples, ela me olhou de canto de olho, as bochechas rosadas.


– Bem é aqui.


– Hmmm... casa legal. – ela me deu um soco no braço e ri. – O que?! é legal.


– Sei... eu, bem eu tenho que ir.


– Quer que eu venha te buscar amanhã?


– Não, eu vou até sua casa. Hmmm, pode ser as sete?


– Claro... – mal falei um barulho de celular tocando me interrompeu.


– Merda. – ela grunhiu e pegou o aparelho em sua bolsa enorme, e o atendeu. – Alô.


Olhei para fora da janela tentando não prestar atenção no que ela falava, não era da minha conta. Ela grunhia no telefone, mas de repente sua voz ficou toda gentil e melosa.


– Eu sei querido. Ok, ok, eu já estou chegando... Não Matt, nada disso... Ok, te amo, tchau. – a olhei desconfiado, quem era Matt, um namorado?


Mas que porra...


– Eu tenho que ir. – falou jogando o telefone na bolsa e já desafivelando o cinto.


– Problemas? – perguntei casualmente, mesmo que por dentro eu queria matar o infeliz.


– Não, mais ou menos. Bem eu preciso mesmo ir.


– Oh ok. – ela acenou e saiu do carro entrando rápido na casa.


Fiquei ainda um tempo parado sem entender nada.


Quem era Matt?


Ela não podia ter um namorado, não depois que nós bem...


Esfreguei a nuca e liguei o carro saindo dali, eu não devia me importar se ela tem um namorado. Ela não era nada minha, e nem da minha conta. A única coisa que me importava, era poder fodê-la novamente.


A quem eu queria enganar? Eu estava a quase três semanas sem sexo, e só conseguia pensar nela. Seria tão fácil ficar com qualquer uma das outras moças, ou até de outro lugar, mas não, eu queria aquela que não podia ter.


Inferno.


Com certeza eu tenho concorrência.

1 comentários :

parabens pelas fics vc e otima , mas por favor posta mais capitulos da fic striper pois eu adorei cada capitulo .

Anônimo
14 de maio de 2012 08:32 comment-delete

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