Striper-Capitulo 3

– Eu quero isso para agora. – rosnei e minha secretaria com certeza iria chorar e talvez colocar meu nome na macumba, a culpa não era dela que eu não transava a uma semana.


Mas ela me vinha com incompetência justo quando eu estava na seca. Ouve uma batida na porta e grunhi um “entre”, Emmett colocou a cabeça para dentro e sorriu abertamente.


– Interrompo? – rolei os olhos e ele riu.


– O que você quer McCarty?





– Hmmm, a coisa tá feia, passamos para o formal é serio.


– Emmett? – resmunguei e ele riu mais.


– Ok, ok. Vou guardar meus comentários para mim mesmo.


– Ótimo. – rosnei e ele arqueou uma sobrancelha.


– Não transou ontem?


– O que você acha? – perguntei sarcasticamente e ele riu abertamente.


– Bem se tivesse ido jantar lá em casa, Tânia estava lá.


– Como se eu quisesse outro filho falso. – ele suspirou.


– Sim, a mulher não desiste não é.


– Infelizmente não. Não entendo por que Rosalie anda com ela.


– São amigas desde a faculdade. – Emmett defendeu a esposa, mas ele também não gostava de Tânia.


– Que seja. O que tem pra mim hoje?


– Não quer conversar?


– Aqui não é o lugar Emmett.


– Que tal mais tarde?


– Não posso.


– Não?


– Não. – ele assentiu e ficou sério.


– Está bem, então vamos ao trabalho.


Ele começou a me passar os relatórios do dia, e me forcei a prestar atenção. Mas era complicado quando eu só pensava na maldita Marie, saindo do quarto depois de me deixar com uma fodida ereção que durou a noite toda.


Mas hoje seria diferente, hoje ela não me escapava.


[...]


Entrei na boate novamente e não havia cartaz dizendo que ela se apresentaria hoje, o nome da jovem que dançaria era outro. Desanimei, mas talvez eu conseguisse outra dança particular.


Me sentei na mesa da outra noite e uma morena estava de costas para mim rindo enquanto colocava uma bebida na mesa de um cara, fiquei apreciando sua bundinha arrebitada que a calcinha mal cobria e contive a vontade de morder.


Ela se levantou e virou em minha direção e o sorriso sumiu imediatamente do rosto bonito, o meu ao contrario ampliou agradavelmente.


– Olá doçura. – ela engoliu em seco e veio em minha direção, seus lindos seios estavam nus e ela usava a minúscula calcinha rosa e a gravata borboleta. – Vai me servir hoje?


– Se o senhor desejar.


– Oh com certeza eu desejo. – dei uma palmada em minha coxa e ela bufou e se sentou, meu pau acordou na mesma hora e ela se moveu e mordi os lábios para não gemer vergonhosamente.


– O que o senhor quer?


– Edward. – falei meu nome e ela me olhou confusa.


– Hmmm?


– Meu nome. É Edward, me chame de Edward. – ela suspirou parecendo entediada.


– O que quer Edward? – deslizei os olhos por seu delicioso corpo e tantas coisas passaram por minha mente, apertei sua coxa e ela suspirou.


– Você está no menu doçura? – ela me olhou divertida.


– Não senhor, só temos bebidas.


– E se eu quiser mais que bebidas?


– Nada posso fazer.


– Minha oferta ainda está de pé. – ela estreitou os olhos.


– Você estava falando serio ontem?


– Claro que eu estava. – ela me olhou como se eu tivesse algum problema.


– Cara você pode conseguir uma puta por 100 dólares no bar em frente. – eu ri e subi minha mão por sua coxa macia dando um apertão.


Ela ofegou e sorri, levei a mão a sua cintura e subi pela lateral do seu corpo, rocei os dedos na lateral do seu peito, ela engoliu em seco e cheguei ao seu pescoço afastando seu lindo cabelo, meus dedos foram para sua nuca e agarrei a fazendo me encarar.


– Não, você vale cada centavo. – ela piscou confusa.


– E se eu tivesse pedido mais.


– Você quer mais?


– Quero 1 milhão. – me deu um sorriso safado e ri.


– Então você terá, mas ai eu quero mais que uma só noite.


– Você não pode estar falando sério.


– Por que não?


– Bem, se você tem um milhão, com certeza você é rico, e é bonito, mulher é que não deve faltar. – eu ri. – A não ser...


– A não ser? – a incentivei a continuar e ela deu uma checada em mim.


– Você é hermafrodita? – gargalhei alto.


– Não Marie.


– Tem dois paus?


– Hmmm, seria interessante, mas não. – ela mordeu o lábio ainda me olhando, fiz carinho em sua nuca e ela estremeceu.


– Tem... Membranas? – eu somente sorri torto.


– Eu não tenho nada de errado, Marie.


– Cara se você pensa em pagar 1 milhão só para ter uma puta, você tem algo de errado.


– Você acha que eu não ficarei satisfeito? – ela sorriu maliciosamente.


– Acredite em mim, você ficaria mais que satisfeito.


– Então o que te impede? É 1 milhão.


– Eu não posso tirar um milhão de você.


– Ok, podemos diminuir. – ela riu.


– Não vou transar com você Edward.


– Por que não? Você disse que eu era bonito. – seu rosto se avermelhou graciosamente e sorri, ela se possível havia ficado mais fascinante ainda.


– Hmmm sim eu disse, mas...


– O que? Você nunca fez isso antes?


– Na verdade não. Eu só bem, eu só danço.


– Entendi. E que tal assim, você dança só pra mim, fora daqui, eu te dou 10 mil dólares, e depois... Bem o que rolar depois, rolou. – ela arqueou uma sobrancelha.


– E se não rolar nada? – dei de ombros.


– Então não rolara nada.


– E se as coisas ficarem selvagens? – sorri maliciosamente.


– Doçura você iria adorar se ficassem selvagens. – ela corou profundamente.


Deus! Ela era adorável.


– Não é a isso que me refiro.


– Ao que se refere?


– E se eu disse não, e você ficar bravo e... – trinquei os dentes.


– Eu não forço minhas mulheres Marie. – ela baixou os olhos constrangida e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.


Tirei minha mão da sua nuca e a coloquei novamente em sua coxa, ela olhou minha mão ali e voltou a me olhar, curiosidade brilhava em seus olhos.


– Você vai tentar me convencer a ir para cama com você?


– Com certeza. – ela riu da minha sinceridade.


– Eu...


– Vamos Marie, eu sei que você quer. Eu não estou lhe pagando por sexo.


– Não?


– Não, estou lhe pagando para dançar para mim, só pra mim. E depois se você quiser passar a noite, quem sou eu pra negar?!


– E se eu não passar a noite, ainda receberei pela dança?


– Claro. – ela torceu o narizinho arrebitado e suspirou.


– Dez mil dólares.


– Sim, você quer mais?


– Deus não. Eu já acho que estou abusando de você. – sorri abertamente.


– Ah se eu fosse abusado mais vezes por você Marie, eu juro que não reclamaria nenhum pouco. – ela deu uma risadinha e se encostou em mim, sua boca foi para meu ouvido.


– Eu saio em duas horas, me espere há duas quadras daqui, em frente ao restaurante chinês. – ela saltou do meu colo com um sorriso.


– Quer uma bebida senhor?


– Claro Marie. – ela piscou e saiu rebolando em direção ao bar, não podia fechar a boca e conter meu sorriso.


Ah com certeza ela seria minha essa noite.


Ela mandou outra moça com minha bebida e tomei mais duas antes de ir embora. Marie não voltou a minha mesa e sem poder vê-la dançar esse lugar estava muito enfadonho.


Sai para fora e peguei meu carro, fui até a esquina e estacionei em frente ao restaurante, liguei o radio e relaxei enquanto esperava por ela. Duas horas nunca pareceram se arrastar tanto.


[...]


– Quer companhia bonitão? – alguém bateu no vidro e sorri vendo ela inclinada contra meu carro.


– Definitivamente sim. – destravei a porta e ela escorregou para o banco, usava uma calça jeans folgada e desgastada, uma regata justa preta, jaqueta jeans e tênis.


– O que? – ela falou quando percebeu que eu a encarava e sorri.


– Não era esse visual que eu esperava. – ela rolou os olhos e levantou uma bolsa absurdamente grande.


– Minha roupa de trabalho está aqui.


– Ah, entendi. Minha casa está boa pra você?


– Aonde você quiser.


– Ótimo. – liguei o carro e acelerei indo diretamente para minha casa, o caminho foi feito em silencio e notei que ela estava um pouco nervosa, parei quando o sinal fechou e peguei sua mão que tamborilava em sua coxa.


– Você não vai fazer nada que não queira Marie.


– Bella. – ela sussurrou e franzi o cenho.


– Bella?


– Meu nome.


– Seu nome é Bella? – ela rolou os olhos.


– Não Bella, Isabella, mas todos me chamam de Bella.


– Hmmm, eu gosto Isabella. – ela deu um pequeno sorriso, uma buzina soou alto, grunhi vendo que o sinal estava verde e voltei a dirigir.


– Então de onde veio o apelido Marie.


– É meu nome do meio, veio da minha avó, uma beata fanática. Acho que quis provocá-la escolhendo esse nome.


– Ela sabe o que você faz? – ela riu.


– Não, mas certo como o inferno que ela odiaria. – ri


– Imagino que sim. – guiei o carro para longe do centro em direção ao bairro de casas chiques, olhei de esguelha para ela, tive que soltar sua mão para mudar a marcha e ela havia voltado a tamborilar os dedos nervosamente.


Sorri e me foquei na estrada, pelo jeito ela continuaria nervosa o resto do caminho, quando finalmente entramos em meu bairro, acelerei o carro, estava começando a ficar ansioso, olhei de canto de olho e ela olhava de boca aberta para as casas.


– Caralho, você mora aqui? – voltou o olhar pra mim e assenti.


– Sim, você gosta?


– Porra sim. – eu ri e voltei a olhar pra frente, dirigi por mais cinco minutos e finalmente chegamos, estacionei em minha casa. – Cara você mora aqui?


– Sim.


– Você e quantas pessoas? – olhei para a casa estilo vitoriana de três andares que foi dos meus pais, toda branca com janelas azuis.


– Só eu. – ela me olhou e franziu a testa.


– Por quê? – dei de ombros olhando a casa.


– Era dos meus pais. E não tive coragem de vender.


– Oh e cadê seus pais?


– Morreram há alguns anos.


– Eu sinto muito. – sorri e peguei sua mão.


– Não se preocupe com isso. Então, vamos entrar. – ela assentiu e dei um aperto em sua mão e sai do carro, fui para seu lado e abri a porta, ela agarrou sua enorme bolsa contra o peito, nervosa novamente, sorri e coloquei a mão em suas costas a guiando para dentro.


Acendi as luzes do Hal de entrada, ela olhou em volta com curiosidade e segui seu olhar, havia uma longa escada que seguia para os andares superiores, e nas laterais, algumas portas, daria a ela um tour depois. As paredes em um creme eram repletas de quadros sofisticados, minha mãe havia decorado a casa e eu não tive nenhuma vontade de mudar o seu estilo. Era bonito e sofisticado sem deixar de ser moderno.


– Quer beber algo? – ela mastigou o lábio e negou.


– Eu... hmmm, aonde vamos fazer?


– Meu quarto. – falei sem pensar e ela me olhou ansiosamente, ri passando a mão pelo cabelo. – O que? Prefere na sala, ou na biblioteca?


– Não sei... eu bem, nunca fiz isso.


– Não se preocupe doçura. Meu quarto vai ser perfeito. – peguei sua mão trêmula e apertei delicadamente, ela sorriu timidamente e apertou de volta.


A guiei em direção as escadas, e subimos para o terceiro andar, que era todo meu, havia meu quarto, escritório, e uma sala particular. Abri a porta do meu quarto, e ela olhou nervosamente, a empurrei delicadamente para dentro e fechei a porta atrás de nós. Me recostei na porta enquanto observava ela olhar o imenso quarto.


Seus olhos dispararam para a imensa cama e voltaram para mim, sua cara muito vermelha, nada parecido com a mulher que me provocou com seu corpo noite passada. Desencostei da porta indo até a cama e sentei retirando meus sapatos e a gravata, abri alguns botões da camisa e relaxei a encarando.


– Você... o banheiro?


– Claro. – indiquei a porta a esquerda e ela respirou fundo e me lançou um sorriso sexy.


– Coloque uma musica para nós. – ela foi para o banheiro e me levantei indo até meu som e escolhendo alguma musica popular, que fosse sexy.


Escolhi musíca sexy qualquer, e apertei o play a colocando para repetir, voltei para a cama e me sentei, terminei de abrir a camisa a deixando aberta, respirei fundo ansioso para vê-la dançando só para mim.


Depois do que pareceu uma eternidade, ou talvez só alguns poucos minutos, ela saiu do banheiro usando uma roupa de colegial, saia de pregas curta, camisa branca que só cobria seus seios, deixando a barriga nua, uma pequena gravata listrada e meias que iam até seus joelhos e sapatos de salto alto, gemi na hora apreciando sua fantasia.


– Pronto garotão?


– Deus sim. – ela sorriu sensualmente, veio em minha direção rebolando, suas mãos passeando pelo corpo, e quase imperceptivelmente se movendo no ritmo da música.


– Quer que eu dance pra você senhor? – lambeu os lábios sensualmente e meu pau pulsou contra a calça.


Com certeza eu a conseguiria essa noite.

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