Bela Problema x Edward Solução - Capitulo 11-Fim da Segunda Fase

Bella’s POV




Coloquei uma mão no rosto, não acreditando na situação que estava. Me preparei para desvencilhar-me daquele braço forte, mas minha coragem foi roubada por um sussurro junto ao meu ouvido.


– Bella...


Revirei os olhos, dando-me conta de que se tratava de Edward. Eu não precisava olhar para trás pra saber disso.

Considerei a possibilidade de dormir mais um pouco, pois minha cabeça doía muito. Relaxei, me aconchegando ainda mais nos braços do homem atrás de mim. Fechei os olhos e cedi ao sono.


Minutos depois, alguém me cutucou. Sem vontade, abri os olhos. ~





– Vamos embora, seu pai deve estar em desespero. Ou vai ficar aí deitada o dia todo com seu novo namorado?– Edward falou sério, de pé à minha frente.


Ainda sentia o braço em volta da minha cintura. Espera aí, se não era o Cullen que estava dormindo comigo, quem era?

Abruptamente, me virei para checar.



– AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! – Gritei ao ver o narcotraficante de lenço na cabeça que sorria, malicioso.

– Bom dia, muchacha.


Levantei-me do sofá velho tão rápido que quase fui ao chão. O idiota do EDIZINHU riu, divertindo-se.

– Porque me deixou dormir com um narcotraficante? – Dei um soco no ombro do estúpido.


– Antes ele do que Jake. – Sorriu torto.


– Foi la mejor soneca de mi vida. – O colombiano parecia incrivelmente satisfeito.

– Ela é cheirosinha, né? – Edward zombou só pra me tirar do sério. Coloquei as mãos na cabeça, determinada a não surtar, não àquela hora da manhã, de ressaca.


– Onde está Jacob?–  - tentei mudar de assunto.


– Foi embora há alguns minutos atrás, disse que ia tentar resolver o assunto do roubo do Aston Martin. Foi o Black quem dormiu aí no sofá com você. – Ele revirou os olhos. – Quando saiu, pedi o chapadão pra deitar com você. Só queria mesmo sacanear.


Acho que o babaca gostava de apanhar, só podia ser!

Ainda assim foi um alívio imensurável saber que eu não tinha passado horas agarrada com aquele latino estranho.

Porém, me questionava o porquê de pensar que era Edward dormindo comigo e não meu namorado. Não fazia sentido.


Quando voltamos para casa, um verdadeiro cerco de policias estava armado no local. Perdi um tempo precioso explicando a eles o que havia acontecido, juntamente com os demais. Todo mundo queria contar sua versão dos acontecimentos ao mesmo tempo e a bagunça foi grande.


Emmett falou do porco, que usaram como arma, Marius do Strip poker, Alice não esqueceu os seguranças e Edward ficou perdido entre o arrastão e os narcotraficantes, que ninguém lembrou de perguntar o nome. Por fim, os policias foram embora, zangados, achando que nossa história era algum tipo de piada de mal gosto. O delegado prometeu que tomaria as devidas providências, mas não conseguiu ser convincente. Notei que até mesmo meu pai teve dificuldades de acreditar na nossa versão da noite passada. Ele não insistiu com as autoridades, mas jurou que ficaria de olho em mim o tempo todo para que eu não me envolvesse em mais problemas. Lógico que eu não gostei nadinha.


Fui para o meu quarto, tomei um banho demorado, vesti um jeans e uma camiseta, e comecei a pensar em como contaria a Carlisle que eu iria viajar. Olhei para o relógio ansiosa, dando-me conta de que eu não poderia perder mais um segundo. No closet, peguei um punhado de roupas e as joguei em cima da cama. Quando vi as peças lá, jogadas, me perguntei se estava fazendo a coisa certa.


Realmente queria passar um tempo com meu lobo, mas parecia-me, de certa forma, precipitado, com pouco tempo para organizar as coisas na minha vida e na minha cabeça. Suspirei, sentando-me na cama, já considerando a possibilidade de pedir a Jake que não fôssemos ainda.


Foi aí que Carlisle entrou no quarto sem bater, com uma expressão de insatisfação que, raramente, via nele.


– Isabella Marie Swan. Precisamos conversar!
 

Nossa, quando ele me chama pelo nome completo, coisa boa não pode ser!



– Seja lá o que for, não fui eu. – Adverti logo.


– Que história é essa de você viajar para Paris com um rapaz?

Arregalei os olhos, surpresa. Como ele sabia dos meus planos? Ninguém sabia.


– Não vou viajar. – Menti, ainda perplexa.


– E o que é isso em sua cama? – Perguntou ele, apontando para as roupas.


Mentir não ia mesmo adiantar. Eu não era muito boa nisso.


– Tudo bem, eu vou para Paris com Jake, volto em algumas semanas. É só. Pode me deixar sozinha agora? – Respondi dando de ombros.

– Não vai a lugar algum, eu te proíbo Bella. Aliás, te proíbo até mesmo de ver esse tal rapaz. Fazem apenas algumas horas que foi raptada por causa dele, nem quero imaginar o que poderia acontecer com você em outro país. – O tom da sua voz aumentava gradativamente, gotas de suor formavam-se em sua testa.


Não permitiria que ele me tratasse como criança.


– O Jake não tem culpa do que a louca da Susan fez! E você não tem nenhum direito de me proibir de nada, já sou grandinha, não tenho mais doze anos, Carlisle. Sei me virar em qualquer lugar. – A raiva começava a me dominar lentamente.


– Isso é um disparate, seu lugar é aqui com sua família e não solta pelo mundo com um garoto que mal conhecemos! – Agora ele estava realmente alterado.


Quando ele pronunciou a palavra – família– , meu peito encheu-se de dor.


– Família? – O encarei, cerrando o punho. – Que família? Pelo que eu saiba, não tenho família desde que resolveu noivar com a mosca morta! Está completamente cego por ela. Eu e Rose simplesmente não existimos mais para você! – A muito tempo eu queria por aquelas palavras para fora. Foi uma sensação boa e ao mesmo tempo ruim.


– Não fale asneiras! Você e Rose são tudo pra mim. Eu sei que as coisas estão um pouco diferentes agora porque tenho me dado ao luxo de ter um momento só meu, depois de anos sendo o pai e a mãe de vocês. Me desculpe se estive muito ausente, eu só... só... queria me sentir vivo novamente. – As últimas palavras saíram em um fio de voz.



– Você precisa de uma mulher ridícula para se sentir vivo? Ok, eu que falo asneiras, não é? Eu não sabia que nós fazíamos você se sentir morto. – Ironizei engolindo seco.



– Não é isso, está deturpando minhas palavras. Não entende Bella. Mesmo amando muitíssimo você e sua irmã, desde que sua mãe se foi... – Nesse momento, eu achei que ele não conseguiria completar a frase, mas para minha angústia, continuou. – Desde que Renée se foi, não amei mais ninguém, passei muitos anos sozinho, convivendo apenas com as lembranças do passado. Finalmente encontrei Esme, que é uma mulher maravilhosa, uma mulher que amo muito e esse amor me fez rejuvenescer. Agora não sou mais só o pai ou o médico, sou Carlisle, o homem. Porque é tão difícil para você entender? Tão difícil aceitar?

 

Fiquei por alguns segundos apenas fitando-o. Por mais que eu quisesse entendê-lo, não conseguia. Será que meu pai não percebia que eu precisava dele tanto quanto ele precisava de Esme?



– Nada justifica... nada! Ela tem o melhor de você e eu só tenho as broncas e indiferença? – Murmurei lhe dando as costas. – Chega! – Esbravejei. – Não quero falar sobre o seu casinho! Só quero ir embora daqui, ficar longe de você, da sua noiva, dos filhos dela, de toda essa nova família que você tanto preza e que de forma alguma faço parte. – Já não conseguia esconder a minha dor, porém nenhuma lágrima caiu de meus olhos. Era melhor assim, minha força era a minha única aliada.


– Isabella, vou ter que me impor como pai, por mais que você se chateie, não posso autorizar essa viagem! Não vou mais fazer vista grossa, mocinha! Já está mais que na hora de você ter limites! Então essa é a minha última palavra, esqueça Paris e Jake. – Não precisava ver o rosto dele para saber o quão sério falava, a determinação em sua voz me fez estremecer.

Virei-me ardendo em ira e pronta pra explodir.


– A VIDA É MINHA, FAÇO DELA O QUE EU QUISER. NÃO VAI ME PROIBIR DE NAMORAR QUEM EU QUERO! VOU SIM NESSA DROGA DE VIAGEM E TALVEZ NUNCA MAIS VOLTE! – Gritei o mais alto que pude.


– Não vou discutir mais, isso não está nós levando a lugar algum. – Meu pai cruzou os braços, voltando a sua calma habitual. – Quando seu momento de adolescente rebelde passar, voltamos a conversar. Por enquanto, fique aqui e repense as bobagens que falou. Minha filha, estou fazendo isso para o seu próprio bem.

 

Quando ele saiu do quarto, comecei a socar uma parede, gritando enraivecida. Queria pôr toda a raiva para fora, mas não estava conseguindo.



Estava decidido, eu iria para Paris de qualquer jeito. As dúvidas já não importavam.


Rapidamente coloquei as roupas que estavam na cama em uma mochila, não me preocupando com o que estava levando. Só queria dar o fora daquela casa, sair do hospício e ter um pouco de paz longe de todos. Com minha pequena bagagem pronta, liguei para Jacob e ele logo atendeu. Foi bom ouvir sua voz amigável, e melhor ainda, saber que ele já esperava-me no hotel. Ele me passou o número do quarto e o andar onde encontrava-se.


Faltavam algumas horas para o vôo, mas eu queria sair imediatamente dali, pretendia correr para os braços de Jacob. Um abraço era tudo o que eu necessitava após a dolorosa discussão com meu pai.


Joguei a mochila pela janela e saí do quarto fingindo tranqüilidade para passar despercebida. Na sala avistei somente Rosalie e Esme conversando. Elas não se deram conta de que eu estava fugindo. Logo que me afastei da entrada da casa, corri para o jardim, em direção à minha janela, onde, no chão próximo a ela, a mochila estava. Fiquei parada por um segundo encarando-a.

Então, após um longo suspiro a peguei. Era melhor eu sair dali rapidinho e pegar um táxi antes que Carlisle notasse minha ausência.


– Onde vai?

Virei-me assustada só para dar de cara com o maldito Edward. Ao encará-lo, a ficha caiu.



– Foi você, seu desgraçado! – Irada, tentei socá-lo, mas ele deteve meu punho. Queria esmagar o crânio do infeliz. – Não acredito que foi tão covarde a ponto de me apunhalar pelas costas. Isso foi baixo até mesmo para alguém como você! – O imbecil segurou minhas mãos, deixando-me sem ação e totalmente zangada.


– Posso ao menos explicar? – Perguntou o sujeitinho.


– Bella? – Ao longe, ouvimos a voz de meu pai. Quando olhei para cima, percebi que vinha de dentro do quarto.

O Cullen soltou-me e eu não perdi tempo. Corri para fora do jardim o mais rápido que pude, até chegar a uma esquina próxima, torcendo para encontrar um táxi.


– Não vá, preciso falar com você!–  - pediu Edward, correndo atrás de mim.


Não queria encará-lo. A mágoa e o rancor fervilhavam em minhas veias.



 Edward’s POV




Bella parou de correr, mas não virou-se para mim. Pus uma mão em seu ombro, obrigando-a a me fitar. Seu olhar acusatório e amargo fez-me sentir realmente um traidor.



– Precisei contar para Carlisle sobre a viagem, isso foi para o seu próprio bem, acredite. – Minhas primeiras palavras foram calmas, embora não me sentisse da mesma forma.

Swan afastou-se bruscamente.


– Todo mundo resolveu agora interferir na minha vida? Para o meu próprio bem? A única pessoa que sabe o que é melhor para mim sou eu mesma. – Bateu no próprio peito. – Não um pai ausente ou um Cullen traidor. Vou para Paris e talvez nunca mais volte, provavelmente caia na estrada com meu namorado. – Era notório seu nervosismo e a raiva contida em suas palavras. – Não acredito que confiei em você. Como sou tola de confiar no inimigo! Lógico que você só estava esperando a oportunidade de me ferrar! Parabéns Edward, conseguiu! Espero que tenha se divertido com a troca de farpas entre mim e meu pai.


Passei a mão pelo rosto, chateado por não conseguir encontrar as palavras certas que a fizessem entender o porquê da minha atitude egoísta.

– Bella... não sou seu inimigo, não foi minha intenção provocar um conflito entre você e Carlisle. Não sabe o que está fazendo. – Com cautela, aproximei meus dedos de seu rosto quente. – Não gosto de imaginar como ficaria na França sem mim, ou o que Jacob faria a você.


Lifehouse - You and me




Por um segundo, a pirralha pareceu acalmar-se ao meu toque. Foi uma sensação agradável.



– Antes... – Ela fez uma longa pausa. – ...antes até pensei na possibilidade de não ir, mas agora as coisas são diferentes, virou questão de honra embarcar naquele avião. – Bella retirou minha mão do seu rosto.



– Por que? Por orgulho? Para chatear Carlisle? – Bufei.



– Não é só por orgulho, também quero ficar com Jake. – Sua voz tremia levemente, como se não tivesse certeza das próprias palavras.



Ao ouvir o nome do meu amigo, quase explodi em raiva. Como ela não conseguia ver que ele não a merecia? Me arrependi profundamente de tê-la ajudado a conquistar o babaca.



– Como pode seguir um cara que mal te conhece? Será que ele está mesmo apaixonado por você? – Questionei.



– Do que está falando? É lógico que está, ele gosta de mim, me conhece o suficiente... – Balançou a cabeça revoltada com minha insinuação. – Não quero ter essa conversa agora ou vou me atrasar. – A garota deu alguns passos. Insatisfeito, me antecipei, ficando à sua frente e a impedindo de prosseguir.



– Eu digo que ele não te conhece o suficiente pra gostar realmente de você, mal sabe seu nome! – Afirmei seguro.


Peguei a mão da minha pirralha e coloquei-a no meu peito.




Bella’s POV




Fiquei surpresa com as batidas inacreditavelmente fortes do coração do Cullen. O coração dele parecia ditar o ritmo do meu. Era como se nossos corações pulsassem em uma sincronia perfeita.



Queria ir embora, mas minhas pernas não obedeciam, meu corpo inteiro estava subjugado à vontade do homem à minha frente.



– Bella... – Edward, de forma intensa, me encarou, fazendo-me paralisar. – Duvido que Jake note como você ruboriza quando está envergonhada, ou como mente mal só para não dar o braço a torcer, não sabe que você pisca os olhos rapidamente ao ficar confusa, ele não reconhece seu olhar melancólico, ou como fica engraçada quando fala palavrão, jamais perceberia que gagueja nos momentos em que fica constrangida... – Minha respiração ficou suspensa quando ele tocou meus lábios. – Ele não sabe que você estremece quando é beijada. Black não te conhece.



– Ninguém me conhece. – Sussurrei hipnotizada pelos olhos acobreados.



– Eu conheço! – Edward cerrou os olhos, apertando minha mão com força. – Não sei explicar como isso aconteceu, mas conheço! Sei que por trás de toda essa armadura rebelde que se obrigou a usar, existe uma garota solitária, que não sabe como superar os traumas do passado. – Sua voz era suave e reconfortante.


Virei o rosto, não querendo que ele visse em meus olhos o quão certo estava. Passei uma mão na cabeça, atordoada.



Edward’s POV




Tentei abraçá-la, mas ela escapou de meus braços.



– Eu sei que está confusa, eu também estou, mas não sei como lutar contra o que estou sentindo. Pra falar a verdade, não quero lutar contra.



– Está dizendo que... que... –  Bella deu um passo atrás.



Engoli seco, armando-me de coragem para confessar o que ela não conseguia perguntar.



– Quero dizer que... estou apaixonado por você! – Até eu fiquei surpreso com minhas palavras. Senti uma misto de prazer e dor ao pronunciá-las. Prazer por finalmente confessar a ela o que evitava admitir para mim mesmo, e dor, pelo medo inevitável da rejeição.



Bella encarava-me em choque. Deu mais alguns passos para trás até tropeçar em uma pedra e cair sentada.


Tentei ajudá-la, mas ela gesticulou para que eu permanecesse onde estava. Obedeci. A garota parecia mesmo assustada.


– Você está bem? – Perguntei tentando acalmá-la.



– Isso... é... algum tipo de brincadeira, Edward?... porque eu juro que... – Nervosa, se levantou.



– Não é brincadeira! – Interrompi. – Estou mesmo apaixonado. E você? Sente algo por mim? – Precisava saber, mesmo que a resposta fosse “não”.



Swan abriu a boca para falar e minha expectativa aumentou. Depois de tudo que passamos não era possível que ela fosse negar que tínhamos algo. Uma conexão, um elo que eu não conseguia descrever.



Foi aí que seu celular tocou. Bufei chateado, ela ficou alguns segundos estagnada, como se estivesse alheia ao toque irritante.



– O celular. – Apontei, já não suportando ouvir o aparelho tocar.



A pirralha caiu em si, e o atendeu.



– Jake? – Quase gritou, surpresa.



Era bem o que eu precisava! Black, o imbecil, atrapalhando mais um momento nosso. Revirei os olhos. A vontade de estraçalhar o celular não era pouca.



– Eu... eu... já estou indo! – Swan gaguejou, fitando-me constrangida.



Enraivecido e enciumado, tomei o aparelho de suas mãos e o joguei para longe.



– Bella, não vá! – Pedi, segurando-a pelos ombros. Eu não conseguia disfarçar a dor que me causava vê-la tão manipulada por seu namorado.



– Edward... preciso ir, não posso lidar com isso agora, não quero voltar pra casa. – Ela afastou-se de mim, sinalizando para um táxi que se aproximava.



Quando o carro parou à nossa frente, me desesperei.


Sabia que iria perdê-la, me odiava por ter lutado pouco no tempo que tive e, ao mesmo tempo, sentia-me um idiota de insistir em conquistar uma garota que sempre me odiou.


Quando meu frango abriu a porta do veículo, vi minha esperança se esvair como sangue em um ferimento mortal. Já não ligando para o que ela pensaria de mim, a encostei na lateral do carro, violentamente.



– Dê uma chance para nós, Bella!


– Não vejo como isso pode dar certo. É loucura, loucura! – Ela colocou as mãos na cabeça como se tentasse convencer a si mesma. – Você é filho da Esme, preciso odiá-lo tanto quanto odeio ela. Não posso ceder Edward, não vou! – Sua voz estava embargada, como se lágrimas estivessem prestes a escorrer por seu lindo rosto, mas isso não aconteceu.



A pirralha, com toda sua força, me empurrou para longe e adentrou o táxi.



Fiquei parado, olhando a única garota por quem já senti algo realmente intenso, ir embora.


Cada célula do meu corpo a desejava, a queria como nunca antes. Sem Bella por perto era como se faltasse um parte insubstituível de mim. Um nó se formou em minha garganta, meus olhos arderam, anunciando a lágrima que acabara de contornar minha face. Me dei conta, naquele momento, que sempre foi uma luta injusta, eu não tinha como competir com Jake e, muito menos, contra o ódio incompreensível que ela sentia pela minha família.



Bella’s POV




Meu peito pareceu que ia explodir quando, dentro do carro, olhei para trás e avistei Edward, imóvel, como se esperasse a minha volta. Voltei a olhar para frente, não suportando ver aquela cena.



Não consegui respirar devido os espasmos em meu tórax.


Nada na minha vida havia me preparado para aquele momento, eu não sabia o que fazer. Era quase impossível acreditar que o Cullen gostava de mim. Ele era meu inimigo declarado, sempre foi, e, agora, quando estava decidida a seguir os passos do meu lobo, tudo explodia diante de mim, jogando-me em um mar de dúvidas.


Durante o trajeto até o hotel de Black, um milhão de coisas passou pela minha cabeça. Não consegui fugir das lembranças que me cercavam, intensificando meu sofrimento.



Momentos entre mim e Edward vagavam pela minha mente como um filme antigo, nossas brigas, implicâncias, gargalhadas, brincadeiras, as aulas para conquistar Jacob, as vezes que dançamos, a noite de tempestade que ele me proporcionou sensações incríveis e, por fim, os beijos. Beijos inflamados, ousados e carinhosos.



Quando o motorista estacionou em frente ao hotel, saltei para fora, quase esquecendo-me de pagar a corrida. Já dentro do requintado Maxim, corri para o elevador sem passar pela recepção. Precisava ver o homem com quem estava fugindo. Talvez, junto dele, minha cabeça parasse de girar, precisava me concentrar nas coisas certas.



Dentro do elevador, apertei um botão, na dúvida de qual andar meu namorado estava. Ele havia me falado pelo telefone, mas lembrar, naquele momento, estava sendo difícil.



Olhei para o espelho ao meu lado e notei que estava um caco, olheiras, descabelada, a roupa uma bagunça.


Tentei melhorar minha aparência penteando os cabelos com os dedos, mas não estava adiantando.


Naquele momento percebi a garota ao meu lado. Entrei tão desorientada no elevador, que nem me dei conta de que não era a única ali.



A menina aparentava ter uns 14 anos, óculos de grau, cabelo solto, uma típica estudante. Ela segurava um caderno e o rabisco na capa me chamou atenção.



[Temer o amor é temer a vida, e os que temem a vida já estão meio mortos.]



Não consegui tirar meus olhos daquele rabisco até que a porta do elevador se abriu. A garota se foi, mas a frase permaneceu em minha cabeça durante todo o tempo que fiquei procurando o quarto de Jake. Depois de alguns minutos, o achei. Havia passado por ele 3 vezes, mas, distraída, não percebi o quarto 215.



Bati na porta, impaciente. Não demorou para que ele abrisse.



– Oi, entra. Estou fazendo as malas. – Sorridente, gesticulou para dentro do cômodo.



Analisei rapidamente o lugar, impessoal, arrumado e sem nenhuma característica da personalidade do homem ao meu lado. Não dei importância, afinal era só o quarto de hotel.



– Estava com saudades. – Murmurou ele, abraçando-me por trás.



Sorri, sem vontade.



– Posso sentar ali? – Perguntei, indicando um canto da cama onde não tinham roupas espalhadas.



– À vontade. – Respondeu, voltando à mala quase cheia, próxima ao local onde ia sentar-me.



Acomodei-me timidamente.



– Só vai levar isso? – Perguntou, trocando olhares entre mim e a mochila que eu acabara de jogar no chão.



– Sim. – Sussurrei.



– Você vai adorar Paris, é linda, a noite sempre agitada com muitos rachas, vinho... – Ele pausou, aproximando a mão do meu rosto, a qual deslizou até o decote discreto que eu exibia. – Vamos nos divertir muito. – Sorriu malicioso. Em outra ocasião, eu teria ficado contente, mas não estava no clima. Minha mente maltratava-me com lembranças e questionamentos incessantes.



Levantei e caminhei até uma janela próxima.



– Fiz algo errado? – Curioso, tocou meu ombro.



– Não! – Me limitei a responder, apenas.



Jake voltou à cama e continuou a fazer as malas.



A brisa que adentrou a janela me fez, finalmente, respirar sem dificuldade. Fiquei por alguns segundos de olhos fechados, apreciando o vento em meu rosto, aliviada por sentir que meu corpo já não tremia tanto. Tentei pensar em como seria maravilhoso estar na França com meu lobo, mas a dúvida que Edward plantou em mim se recusava a ir embora.



Será que ele estava certo? Será que Black me conhecia? Ele era apaixonado por mim?



Bella, não seja tola. Esqueça tudo isso!



Tentei convencer a mim mesma, mas minha mente insistia em se manter irracional. Foi aí que falei, de supetão.



– Jake, qual o meu nome?



– O que? – Ele virou-se para mim, sem entender.



– Você sabe o meu nome completo?



– Ah... Bella, só Bella? – Riu, dando de ombros.



Baixei a cabeça, sem acreditar no que ele acabara de falar. Então fiz outra pergunta.



– O que eu faço quando fico confusa? – Cruzei os braços enquanto ele sorria, perdido.



– Não sei, por que está perguntando isso?



Coloquei as mãos no rosto, dando-me conta que o Cullen estava certo. Jake não me conhecia.



– Porque me pediu em namoro? – Eu realmente precisava saber. Precisava encontrar as respostas para as questões torturantes da minha cabeça.



Ele se aproximou, abraçando-me.



– O que você tem? Está tão estranha hoje. – Quando passou a mão pelos meus cabelos, me fiz a mesma pergunta.



– Me desculpe. – Suspirei. – Por favor, responde a minha pergunta. – Insisti.


– Ok, respondo! Estava cansado de mulheres fúteis, você é diferente, me faz sentir melhor, tem todo esse jeitinho de moleca encrenqueira. Isso é novo para mim. – Respondeu, beijando-me o pescoço.



Confesso que aquilo não foi o que eu esperava ouvir.


Mesmo não sendo uma romântica incurável, imaginei que ele diria algo mais sentimental.


Engoli seco, decepcionada com ele e comigo mesma.



– Vem cá! – Ele me puxou para a cama, deitando-me nela e posicionando-se em cima de mim.



Tentei disfarçar o nervosismo, mas não estava tendo sucesso algum.



– O que está fazendo? – Banquei a idiota.



– Nada... – Beijou meu maxilar. – Como já disse antes, só estou com saudades.


Black apertou minha coxa e isso me fez reagir de forma inesperada, o empurrei com violência e me afastei, nervosa.



– O que foi? – Chateado, levantou-se também. – Não fiz nada, mesmo assim, me desculpe. Nossa!



– Você não tem culpa, eu é que estou enlouquecendo! – Afirmei, já pensando na possibilidade de me internar.



O silêncio foi constrangedor, nos segundos seguintes.


Então, ele me puxou para si e sussurrou em meu ouvido.


– Posso ao menos te beijar?


Queria me concentrar e ficar feliz, mas as insanidades que Edward me falou ficavam rodeando minha mente como uma abelha zumbindo.



– Deve! – Murmurei, fechando os olhos. Coloquei meus braços em volta do seu pescoço, enquanto ele juntava ainda mais nossos corpos.


Podia sentir a respiração quente de Jake próximo ao meu rosto, suas mãos apertavam minha cintura com firmeza, apossando-se de mim. Suspirei pela última vez, preparando-me para me entregar ao beijo que tanto sonhei. O beijo que me faria esquecer todos os outros que troquei com EDZINHU, que me livraria de meus dilemas.



Senti, pela primeira vez, seus lábios carnudos movimentando-se junto aos meus, sua língua explorando minha boca e retribuí da melhor forma possível. Porém, foi só. Nada de arrepios, tremores, tontura, nem mesmo pulsação acelerada.



Afastei-me, embasbacada.


– Só isso? – Tentei entender o que acabara de acontecer.


– Como?

– Desculpe, é que pensei que seria diferente nosso primeiro beijo! – Passei a mão na testa, lembrando-me de todas as sensações maravilhosas que sentia quando era beijada por Edward.



– Não, não, é melhor! Nós só ficamos nervosos, acho. Vou beijá-la outra vez. – Jake parecia ofendido quando agarrou-me com violência, e me beijou com empolgação e determinação. Esforcei-me ao máximo, para me entregar àquele momento. O lobo até beijava muito bem, parecia fazer tudo certo, eu é que não sentia absolutamente nada.


O pior era que o rosto do Cullen não saía da minha cabeça um só segundo.


Outra vez, afastei-me percebendo que não adiantava insistir, Jake não era quem eu desejava beijar.



– Desculpa Jake, eu não consigo, não sinto nada! – Admiti, envergonhada.



– Não acredito no que estou ouvindo. – Aborrecido, cruzou os braços



– Não é você, sou eu... – Não sabia como explicar, mal entendia.



Fechei os olhos, balançando a cabeça enquanto ria da minha tolice. Finalmente me dava conta de que havia passado tempo demais encantada com o jeito bad boy do Black. Determinada a conquistá-lo, não vi que minha paixonite por ele não passava de empolgação, fogo de palha, atração física.



Era Edward e não Jake que me tirava o fôlego, que fazia-me estremecer a cada toque. O maluco conseguia arrancar risos de mim e, ao mesmo tempo, enlouquecia-me de raiva. Me envolvi com meu inimigo e desafeto, era como cair em uma armadilha do destino. Agora estava ali parada diante do bad boy, sorrindo feito uma demente, enquanto todas as peças do quebra cabeça encaixavam-se.



– Espera, você está terminando comigo? – Ele não estava nada feliz.



– Sim, parece loucura, mas é pelos motivos certos, acredite. – Tagarelei nervosa.



– Que motivos?


– EDWARD! – Quase gritei, me lembrando da burrice que tinha cometido em deixá-lo sozinho na rua, triste e rejeitado.


PUTA MERDA!



O remorso me atingiu como um raio, quase me partindo ao meio. Foi nesse momento que pirei. Chutei e soquei o ar chacoalhando-me, com vontade de espancar a mim mesma. Jacob deu um passo atrás com as sobrancelhas erguidas, não entendendo nada e, provavelmente, achando que eu estava recebendo algum espírito maligno.



Rapidamente, peguei a mochila e abri a porta do quarto, totalmente distraída com a minha recém descoberta.



– Onde você vai? – Black, aborrecido, perguntou.



Após um logo suspiro, respondi.



– Vou fazer o que mais odeio, dá o braço a torcer! – Sorri naturalmente.



– Não vai mesmo para Paris?



– Desculpe, mas não! Logo te explico melhor, agora preciso correr porque cometi uma enorme injustiça. – Voltei para lhe dar um beijo no rosto. – Boa sorte no racha, e divirta-se na França!




Faith Hill - The Way You Love Me

Não esperei para ver a reação de Black às minhas palavras, saí correndo pelos corredores. Quando cheguei na recepção do hotel, convenci a recepcionista antipática a me deixar usar o telefone. Por sorte, Alice atendeu em casa. Disfarçadamente, perguntei por Edward e a Fofolete não sabia do paradeiro dele, até que perguntou a Emmett.

O bisonho nos disse que ele havia pego a moto para dar uma volta próximo ao rio Adige. Desliguei o telefone na cara da curiosa e corri para a calçada do hotel, em busca de um táxi. Assobiei e logo apareceram três de uma vez.


ERA SORTE?



Já dentro do carro, pedi para o motorista me levar ao parque que fica próximo ao rio Adige. Quando Alice falou o nome do local, logo percebi que se tratava do lugar onde Edward e eu trocamos nosso primeiro beijo.



A dor que antes sentia era substituída por remorso, euforia e nervosismo. Estava agindo por impulso, como nunca agi antes, tentava não pensar no fato de que ia ao encontro do filho de Esme, pois isso, provavelmente, me faria desistir.



Concentrei-me apenas na lembrança de EDZINHU me pedindo uma chance para ficarmos juntos, aquilo me motivava quase me fazendo esquecer o medo que sentia de ele não me perdoar por tê-lo deixado sozinho com seus sentimentos, enquanto jogava-me nos braços de alguém que mal me conhecia.



Minhas mãos estavam incrivelmente frias, eu não sabia o que faria ou falaria quando o encontrasse, só sabia que lhe devia desculpas, principalmente por ter sido covarde em não admitir que eu também o queria.



Os minutos nunca foram tão lentos para mim.



– Não dá para ir mais rápido, moço? – Perguntei impaciente.



– Infelizmente não, a avenida está engarrafada. Deve ter acontecido alguma batida. – Respondeu indiferente.



Chutei o banco do motorista, não queria passar horas presa no trânsito. Tinha medo que quanto mais o Cullen ficasse pensando nas palavras duras que lhe lancei, mais difícil seria ficarmos juntos devido a nossa tendência a nos desentender.



Pensar em nós dois juntos ainda era estranho para mim, quase surreal. Mas não podia conter a vontade dentro de mim de abraçá-lo, de confessar o quanto fui burra de não perceber que estávamos envolvidos a muito tempo.



– Falta muito para chegar ao rio Adige? – Mal conseguia ficar sentada.



– Algumas quadras, por que?



Nem respondi, joguei algum dinheiro para o taxista e saí do carro, enquanto ele ainda me chamava de louca.



Olhei para o engarrafamento gigantesco, jamais chegaria ao meu destino pelos meios convencionais.



Então, corri.



Enquanto corria, deixava para trás meus medos tolos, preconceitos, dúvidas, as lembranças da briga com Carlisle, tudo. Meu único objetivo era alcançar Edward e pedir-lhe perdão. Eu não era o tipo de pessoa que fazia isso, mas o cretino era mesmo o único que importava-se comigo, que tentava me proteger e que teve a coragem de se declarar para mim. Ele merecia aquele esforço, merecia que eu engolisse o orgulho.



Quando passei por uma esquina, quase atropelei uma senhora que deixou suas compras caírem no chão. Ela gritou algum xingamento em italiano que não entendi. Não queria nem olhar para trás. Se eu parasse, podia pensar demais e estragar tudo.



Corria como nunca havia corrido antes, já não estava sentindo minhas pernas quando vi o rio Adige.


Infelizmente, ainda faltava muito para chegar lá, eu estava no parque que fora construído próximo a ele.


Podia ver a cara das pessoas assustadas com meu jeito estabanado de correr. Me distraí por um segundo, rindo dos olhares estranhos que me lançavam.



– CUIDADO!



Só fui entender o alerta quando me choquei contra um poste. A dor que veio a seguir foi intensa. Eu teria xingado as pessoas que gargalhavam à minha volta se minha cabeça não estivesse doendo tanto. Eu juro que vi estrelinhas. Zonza, levantei-me, sacudi a poeira e voltei a correr, mancando. A ponte Pietra que corta o rio parecia cada vez mais distante.



Após alguns minutos de corrida dolorosa, finalmente cheguei à ponte. A uns 15 metros de distância, avistei o homem que me tirava o fôlego, no meio da ponte, encostado sozinho, fitando a água abaixo de si.



Parei pondo as mãos nos joelhos exausta, sedenta e totalmente sem forças. Era irônico como eu havia corrido tanto para chegar ali, e agora que faltavam poucos metros, eu já não conseguia dar um passo.



Depois de respirar fundo algumas vezes, joguei minha mochila no chão. Então peguei toda a coragem que havia em mim, e, antes que a vergonha me dominasse, gritei:



– EDWARD!


Ele virou-se para me olhar, confuso. Antes que me ignorasse por rancor, coloquei para fora.



– ME DESCULPE!  – berrei.



– O QUE? – perguntou como se não tivesse ouvido direito. Revirei os olhos, não crendo que ele me faria repetir.



– ME DESCULPA, VOCÊ TINHA RAZÃO SOBRE TUDO! – não podia estar mais corada como naquele momento. – EU TAMBÉM ESTOU APAIXONADA POR VOCÊ!



Meu coração quase parou de bater quando o Cullen baixou a cabeça. Ele estaria me odiando mais do que um dia eu já o odiei? E agora quem iria ser rejeitada era eu?

Olhei para os lados, não havia ninguém para me socorrer, caso enfartasse de desgosto. Todo meu esforço para chegar ali teria sido em vão?


– BELLA! – Finalmente ele gritou dando sinal de vida. Eu arfava descontroladamente. – EU SEMPRE SOUBE QUE ERA ESTÚPIDA, POR ISSO... TE DESCULPO! – Edward sorriu de forma encantadora.



Com aquelas palavras e sorriso, ignorei minhas pernas cansadas e corri ao encontro dele, tirando forças da louca paixão que sentia. Foi a melhor corridinha da minha vida.

Quando faltaram uns dois metros para chegar, diminuí o ritmo e, literalmente, pulei nele, envolvendo minhas pernas em seu quadril. Graças ao equilíbrio de EDIZINHU, não caímos. O beijo que lhe dei foi libertador e arrebatador.



Edward segurava-me com força, enquanto saboreávamos os lábios um do outro. Meu coração parecia que ia explodir dentro do peito. Nunca havia sentido uma emoção igual. Agarrei seus cabelos, o impedindo de descolar a boca da minha. Cada pedacinho de mim ardia em paixão por aquele homem, eu poderia morrer sem fôlego ali mesmo que nem me importaria. A textura e maciez de sua língua, simplesmente, me enlouquecia.


Então, sem mais nem menos, começamos a rir no meio do beijo. Era estranho tentar aprofundar o ato e, ao mesmo tempo, prender a gargalhada. Por fim, afastamos os rostos arfando.


– E... Paris...? – Perguntou ele pausadamente, recuperando o fôlego.



– Que... Paris? – Dei de ombros também ofegando.

Seu sorriso iluminado era capaz ofuscar os suaves raios solares do crepúsculo.



Foi aí que ele começou a cantarolar...



– Você me quer... você me quer... meu frango me quer...

 

Revirei os olhos, rindo.



– EDIZINHU, cala a boca! – Falei, beijando-lhe com vontade.


Faith Hill - The Way You Love Me (tradução)

Se eu pudesse conceder
Um desejo a você
Eu desejaria que você pudesse ver o jeito que você beija
Ooh, eu adoro observar você Baby
Quando você está me levando à loucura

Ooh, eu adoro o seu jeito
Adoro o jeito que você me ama
Não há mais nenhum lugar que eu preferiria estar
Ooh, sentir o jeito que seus braços me envolvem

Eu só desejo que você pudesse ver o jeito que você me ama
O jeito que você ama

Não está certo
Não está regular
O que você sente falta aqui
Algum dia eu vou encontrar um jeito de mostra pra você
Como eu sou sortuda por conhecer você

Ooh, eu adoro o seu jeito
Adoro o jeito que você me ama
Não há mais nenhum lugar que eu preferiria estar
Ooh, sentir o jeito com que seus braços me envolvem
Eu só desejo que você pudesse ver o jeito que você me ama
O jeito que você me ama

Você tem um milhão de motivos para tanto
Existe amor refletindo em meus olhos

Ooh, eu amo o seu jeito
Adoro o jeito que você me ama
Não há mais nenhum lugar que eu preferiria estar
Ooh, sentir o jeito que seus braços me envolvem
Eu só desejo que você pudesse ver o jeito que você me ama.

(Tradução Vagalume)



FIM DA SEGUNDA FASE

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