Bela Problema x Edward Solução - Capitulo 06

Alice PDV


Quando meu loirinho bateu a porta do quarto, estremeci. Ele estava fora de controle.

– Tira a roupa! – Ordenou todo machão.

Joguei o lençol que me cobria para longe, exibindo a camisola sexy. Ele fez uma expressão que jamais vi antes, um misto de espanto e emoção.




– Cai dentro!Cai dentro! – Deu uns pulinhos como se fosse entrar em uma briga.

Foi preciso um esforço sobrenatural para não cair na gargalhada.

– Ok, agora eu vou tirar as calças. – Alguém avisa a ele que não precisa narrar!

O nervosinho caminhou até mim, baixando as calças. Quando elas chegaram na altura do joelho, se tornaram um obstáculo para continuar andando e meu loirinho foi ao chão, bruscamente.

Ia me mover para ajudá-lo, mas levantou-se rapidamente, corado e fingindo que nada tinha acontecido.

– Vem com tudo, tigrão! – Incentivei.

Agarramos-nos ferozmente, trocando beijos selvagens e apaixonados. Meu amor tocava-me, cheio de malícia. Suas mãos apertavam com força minhas nádegas, mostrando-me que estava disposto a ir até o fim. Eu mesma tomei a iniciativa de tirar a camisola, mostrando-lhe a lingerie rosa. Jasper ofegou diante de mim. Trêmulo, levou os dedos até o fecho do sutiã. Tentei ser paciente, enquanto ele travava uma batalha épica contra a peça.

– É só puxar. – Intervi.

Para minha surpresa, ele puxou, mas não o fecho e sim, o sutiã inteiro. Quando soltou, o elástico veio com tudo contra minhas costas.

– AAAAAAAAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ! – Berrei, sentindo minhas costas arderem. Aquilo, com certeza, ia deixar marcas.



Emmett PDV


Estávamos todos sentados no chão do corredor, olhando fixamente para o quarto onde meu irmão voador e sua namorada divertiam-se, no maior enrosca-enrosca.

– AAAAAAAAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ! – O grito de terror me fez sobressaltar.

– Ele a está matando? – Sussurrou Bella.

– Ou Jazz enfartou e ela está apavorada. – Completou o cabeçudo rindo.

– Vamos invadir? – Falou o viado, doida pra ver uma sacanagem.

– Êpa! Ninguém vai invadir! – Abri os braços, me pondo na frente da porta. – Preciso garantir os investimentos!



Jasper PDV


– Desculpe, minha pequena. – Sem jeito, lhe massageei as costas.

– Tudo bem, não doeu tanto assim. – Respondeu lacrimejando.

– Eu sou mesmo um desajeitado! Droga, sou um voador! – Esbravejei, chutando a cama.

– Não fique assim, está dando muito importância para o que os outros pensam. Não vamos fazer nada hoje, ok? – Alice baixou-se para pegar a camisola.

Como que do nada, um calor invadiu meu corpo, como nunca antes. Meu coração acelerado ameaçou explodir diante da cena sensual.

Sem que ela percebesse, me aproximei abraçando-a por trás. Beijei-lhe a nuca, sedento por suas carícias.

– Oh, Jazz... – Sussurrou ela quando lhe beijei a orelha.

A girei para que ficasse de frente pra mim. O sorriso meigo que escapou de seus lábios rosados fez o meu corpo parar de tremer. Acariciei o seu rosto de porcelana, gentilmente, tendo o prazer de vê-la fechar os olhos, serena.

– Você é linda. – Confessei, perdido de amor.

Sem esperar uma resposta, passei o sutiã dela pela cabeça, deixando-a quase nua. Sorri, vitorioso, ao colocá-la sobre a cama.

– Não precisamos fazer isso agora. – Falou minha amada, em um fio de voz.

– Tarde demais pra você desistir, Alice. Eu te quero aqui e agora, meu amor. – Sussurrei.

Nossas bocas encontraram-se. O beijo a seguir foi libertador. Naquele momento, nada importava, nem as críticas, brincadeiras, medo ou timidez. Éramos apenas dois amantes desejosos, prontos para nos entregar a um amor que construíamos com delicadeza.



Bella PDV


Bocejei já cansada de ficar sentada no corredor. Marius mantinha a cabeça encostada no meu ombro, enquanto dormia de boca aberta e ainda por cima, roncava. Já, Edward e seu irmão burro, jogavam cartas com os funcionários do hotel, que esperavam o resultado do bolão.

– Pelo amor de Deus, estamos aqui a quatro horas! – Minha reclamação chamou a atenção de todos. – Eles não fizeram nada, estão é dormindo.

– Também acho, eu quero meu dinheiro. – Um garçom chateou-se.

– Nada disso, tem que pagar a quem apostou que eles não conseguiriam! Cadê minha grana? – Levantei-me abruptamente. Isso fez o pavão cair com a cara no chão.

– O QUE? O QUE? BONEQUINHO, CADÊ VOCÊ? – Despertando, berrou como se estivesse tendo um sonho sinistro.

– Calma, gente, vamos esperar mais um pouco. – Era óbvio que o bisonhento estava querendo passar a perna em todo mundo.

Os funcionários começaram a resmungar, cada um exigindo sua parte. Pelas expressões nada amigáveis, podia-se perceber que aquilo ia dar confusão.

– Devolve nossa grana, isso tudo está me cheirando a armação. – Disse um segurança parrudo.

– Não vou devolver nada! – Emmett falou grosso, mas quando ouviu o estalo do punho dos rapazes, escondeu-se covardemente atrás do meu namorado.

– Devolve logo essa droga! – Edward murmurou chateado.

– Deixa comigo! – Puxei o dinheiro das mãos do bisonho, enquanto passava por ele. – Quanto o meliante deve a vocês? – Perguntei, contando as notas.

Infelizmente, eles começaram a tagarelar ao mesmo tempo. Não consegui entender uma palavra.

– PAREEEM! – Gritou meu Cullen no meio do alvoroço. Os seis italianos calaram-se, mas a última frase ecoou no corredor...

– Vão limpar a bunda com esse dinheiro! – Óbvio que a asneira saiu da boca de Emmett.

Edward o encarou com os olhos arregalados. Assim como eu, ele devia achar que o animal estava querendo perder a vida nas mãos dos apostadores.

De um lado, ficamos eu, os Cullens e Marius. Do outro, os funcionários enfurecidos. O clima estava tenso, como uma bomba relógio prestes a explodir.

– EU TE DEFENDO, MEU POKÉMON! – Berrou o viado, pondo-se entre nós e os caras. – Huuuuuiiiiiááááááá... – O ridículo ameaçou, chacoalhando a perninha magricela no ar, achando-se o Daniel Sam de Karatê kid.

Foi nesse exato momento que a porta do quarto abriu-se e Jasper, de roupão, apareceu. O silêncio tomou conta do local. Em expectativa, o encaramos.

– CARA, DETONEI! – Falou ele, antes de puxar o dinheiro das minhas mãos e bater a porta do quarto, nos deixando a ver navios.

Olhei para minha mão vazia e em seguida, pros italianos nada contentes, que dobravam as mangas das camisas, prontos pra nos dar uma surra.

– E agora? – Murmurei pelo canto da boca para Edward.

– CORREEEEEEEEEEEEEEEE! – Berrou o covarde do Emmett, sendo o primeiro a se mandar.

Meu namorado e eu trocamos um olhar rápido e fizemos o mesmo que o bisonho. Estávamos em menor número. Íamos, com certeza, apanhar até morrer. Marius, só para variar, gritava descontrolado.

Corríamos em direção ao elevador no final do corredor, parecia nossa única salvação.

Os homens atrás de nós, esbravejavam coisas que não entendíamos. Pela  entoação, só podiam ser xingamentos.

A porta do elevador se abriu e de lá ia saindo um negão estranho, de terno colorido e chapéu enfeitado com uma pena. Na correria, o empurramos, tentando adentrar o elevador.

– APERTA O BOTÃO! – Gritou Emmett, preso contra o espelho entre a bichona e o sujeito esquisito.

Edward foi o último a entrar e, ele mesmo, apertou o botão para que descêssemos.

Escapamos por pouco. O serial killer aproximou-se do irmão, colocou uma mão em seu ombro e disse...

– Ufa! Quase viramos espaguete de italiano. E agora, mano? O que você vai fazer pra nos tirar dessa?

Precisei tapar a boca pra não rir da cara assassina que Edward fez, tremendo o olho esquerdo.

– Eu aposto toda a minha fortuna que aqueles bofes vão estar nos esperando lá embaixo. – Marius jogou-se nos braços do seu objeto de desejo e foi prontamente jogado longe. – Isso! Me joga na parede e me chama de lagartixa!

– Opa, ouvi a palavra fortuna? Acho que não me apresentei. – Olhamos todos para o negão de olhos esbugalhados no fundo do elevador, que ajeitava o terno. – Sou Toddy, toma aqui o meu cartão.

O peguei e, curiosa, li em voz alta.

– Toddy michê e cafetão para todos os propósitos.

Encarei o sujeito, chocada, enquanto a bichona gargalhava, sendo descaradamente paquerada pelo michê, que sorria com dentes impossivelmente brancos!

A porta do elevador se abriu e Edward tratou de empurrar todos em direção à recepção. Deu pra perceber que o plano dele era falar com o gerente do hotel, na tentativa de conter os funcionários lesados.

– A gente se esbarra por aí, tá ligado? – O malando deu um tchauzinho e eu tive a estranha sensação de que realmente o veríamos.


(...)


Não eram nem 9h quando minha prima adentrou o quarto, saltitando. Eu e a loira sebosa dividimos o quarto de Jasper e Alice na noite anterior, enquanto eles se esbaldavam no nosso.

– Bom dia, Sol... – Ela escancarou as janelas. – ...bom dia, primas lindas do meu core... – Juro que não sabia que uma simples pimbada era capaz de causar tanta euforia em um ser humano.

– Quanta felicidade. – Comentou Rose.

– A vida é bela, o Sol está raiando e todas nós vamos para a piscina. – Contente,  a Fofolete lançou-me um olhar maquiavélico. – Toma seu biquíni. – Jogou-me a peça na cara.

– Diz pra mim que o suposto maconheiro bateu muito sua cabeça na parede, porque essa é a única explicação pra você achar que eu, Bella Swan, vou usar biquíni. – Joguei os trapinhos longe.

Eu, realmente, não sou o tipo de garota que fica assando no Sol, perto de uma piscina, usando uns pedacinhos de tecido.

– Bella, eu sei que você adora ser uma adolescente problemática, mas será que não dá pra abrir uma exceção hoje e ser um pouquinho menos...

– Anormal? – Completou a minha irmã, debochando. – Com a perna engessada ou não, de jeito nenhum perco uma farra. Desiste da problemática, ela vai ser sempre esquisitona.

Aquelas palavras, vindo justamente de Rose, fizeram o meu sangue ferver. Era bem típico dela, me inferiorizar só pra sentir-se uma Miss Universo.

– Quer saber? Me deu uma vontade louca de ser superficial de repente. – Sorri, indo pegar o biquíni no chão.

Não pude ver a cara das otárias, mas ouvi o som de espanto que saiu de suas bocas.



Edward PDV


Jasper e eu estávamos na cafeteria do Holiday Inn. Meu irmão radiava felicidade, era contagiante.

– Foi tão bom assim? – Perguntei, colocando adoçante no meu café.

– Edward, meu caro... – Ele colocou uma mão em meu ombro. – Não existe coisa melhor.

Gargalhei, enquanto observava Emmett adentrar a cafeteria correndo.

– Voador... você... é... corno! – Afirmou ele, entre arfadas.

Jasper levantou-se surpreso, quase derrubando o café quente sobre mim.

– O que?

– Eu tenho as provas aqui! – O imbecil balançou a câmera digital.

Meu irmão encrenqueiro começou a mostrar várias fotos ao ex-virgem. De relance, vi apenas as garotas na piscina, com rapazes em volta delas.

– Por que Alice está conversando com esse caras? – O ciumento lamentou.

– Fica frio, mano, ela não está fazendo nada demais. Não seja possessivo, as garotas não gostam disso. Além do mais, não vejo nada inapropriado nessas fotos. Ciúme é coisa de babaca! – Sorri, em descaso.

– Olha só a Bella de biquíni! – Emmett, rindo, mostrou a imagem a Jazz.

– QUÊ? – Sem me conter, puxei a câmera das mãos deles. Perplexo, pude ver meu frango se exibindo de biquíni, cercada de gaviões.

– Quase passei mal de rir quando vi Bella-Samara mostrando os gravetinhos, que ela chama de pernas, por aí. – Zombou o bisonhento.

– Jasper, vai buscar as meninas agora! – Ordenei, enraivecido.

– Mas... você disse que...

Não entendi o ciúme louco que tomou conta de mim. Tentava, a todo instante, ignorar a sensação de que estava agindo feito um otário. Larguei a câmera em cima da mesa e saí, percebendo que estava sendo acompanhado por meus irmãos.

Ficamos a alguns metros de distância das garotas e Marius, que conversavam animadamente com um bando de marmanjos.

– Viu só? – Meu mano mais velho apontou para a cena que estava me enchendo de revolta. – Agora sentem o cheiro de chifre queimado?

– Sim. – Respondi, vendo um moleque qualquer passar a mão no braço da Swan.

– Droga! A concorrência é fogo! Se eu for lá, vou passar atestado de desespero e possessão. – Reclamou o ex-virgem, analisando os caras malhados.

– Emmett, vai buscar o seu porco! – Murmurei, concentrando-me em meu plano, cansado de ver um mané alisar minha pirralha.

– Por que?

– Não questiona, vai logo! – Mandei.



Bella PDV


Os novos amigos de Rosalie, Alice e Marius já estavam me enchendo o saco. Típicos playboys, só falavam besteira. Foi preciso um esforço sobre humano da minha parte pra não mandá-los todos à merda.

– O que você faz da vida? – Perguntou um moleque de nome engraçado, que fiz questão de esquecer.

– Resumindo… não estudo mais, não trabalho, não faço nada que interesse a você e só vivo para gastar a grana do papai! – Ri ao me lembrar que havia proferido as mesmas palavras quando conheci os Cullen.

Ouvi um espirro. Virei-me, rapidamente, só para dar de cara com os próprios. Juro que me perguntei se a pronúncia mental do sobrenome deles foi a causa do repentino aparecimento.

– Onde estavam? – Perguntou Alice, constrangida por estar conversando com os playboys.

Eles não responderam. Edward, espirrando muito, cambaleou de um lado para o outro e, por fim, caiu desmaiado por cima do moleque diante de mim.

– OH! MEU DEUS! – Gritou, alarmada, Rose.

De forma absurda, o mesmo aconteceu com Jasper. Agora, eram dois desmaiados.



Edward PDV


O mané que estava dando em cima da minha namorada, saiu de debaixo de mim, o mais rápido que pôde. Abri o olho esquerdo disfarçadamente, então, pude ver a pirralha vindo ao meu encontro, visivelmente assustada.

– SOCORROOOOO!OS BOFES APAGARAM! – A bichona anunciou.

– ESTÃO INFECTADOS! INFECTADOS! – Gritou Emmett, erguendo o Tocinho no ar, que chacoalhou as patinhas, descontraído.

Fechei o olho para dar ênfase à minha atuação. Quando voltei a abri-lo, constatei que não ficou um gavião pra contar a história.

– O que você está fazendo, EDZINHU? – Questionou Bella, percebendo meu fingimento.

Enquanto todos estavam distraídos com a farsa de Jazz, gemi, me contorci e então, rolei para dentro da piscina, levando Swan comigo.

Submergimos até o fundo. Lá, agarrei meu frango com força. Ela não conseguiu esconder a surpresa. Sem pensar, a beijei, enquanto podia. Foi rápido, porém, delicioso, molhado e muito excitante, pois podíamos ser flagrados a qualquer momento.

No instante em que emergimos, um alvoroço em volta da piscina, me chamou a atenção. Eu não sei como, mas o Toicinho estava dentro d´agua, nadando com Emmett atrás, tentando alcançá-lo. Jasper, de pé, incentivava com palavras. As garotas Swan, tentaram acalmar os hóspedes do hotel, que ficaram escandalizados ao ver um animal que todos julgam sujo, dentro d´agua.

Bella e eu saímos da piscina, ela vestiu uma camiseta branca e um short rapidamente. Ergui as sobrancelhas quando ela me puxou pela mão, rindo. Deixamos todos para trás, envolvidos nos típico tumulto gerado por meu irmão mais burro.

Adentramos o elevador, mais parecendo dois foragidos da justiça. A pirralha aproveitou pra reclamar, já que estávamos a sós.

– Ficou maluco, EDZINHU? Quase fomos flagrados! – Esbravejou, levemente aborrecida.

A olhei dos pés a cabeça. Então, respondi, orgulhoso:

– Vai me dizer que não gostou.



Bella PDV


Tentei não rir da provocação do idiota. Mas algo me dizia que meu rubor havia dado a ele exatamente o que queria.

– Essa não é a questão. – Desconversei.

– Sim, a questão é o porquê de você estar lá fora coberta apenas com uns pedacinhos de pano, disfarçados de biquíni!

Desviei meu olhar, não podendo encarar Edward. Precisei travar uma luta comigo mesma pra vestir aquelas peças, não precisava de mais comentários além dos de Alice e dos playboys.

– Ficou legal. – Sorri amarelo, só para não dar o braço a torcer.

– Eu não gostei. – Ele emburrou, deixando-me confusa.

Saímos do elevador e começamos a caminhar pelo corredor, molhando todo o carpete.

– É porque eu não fico tão bem em trajes de banho quanto à loira sebosa. – Minha voz saiu mais baixa que um sussurro.

Paramos diante do quarto do Cullen.

– Por que fica falando essas coisas? – Encarou-me.

– O que? Não falei nada. – Menti, tentando disfarçar meu desgosto e tristeza.

Ele me puxou para dentro de seu quarto, pensei em resistir, tive vontade de evitá-lo, mas acabei lá dentro, molhada e espirrando de verdade.

– Parece que é você quem vai pegar uma gripe. – Ironizou. – É melhor nos enxugarmos, no banheiro tem toalhas.

Adentrei o banheiro, deixando meu namorado para trás. A primeira coisa que fiz foi encarar o espelho. Me surpreendi com o bagaço refletido ali. Cabelo molhado e bagunçado, rosto avermelhado. Ri sem humor, constatando que nunca estive tão feia.

– Você nunca esteve tão linda. – Sussurrou Edward, junto ao meu ouvido.

Virei-me e o fitei, atônita.

– Como? – A incredulidade estava estampada em meu rosto e contida em minha voz.

– Fica realmente linda molhada, muito sensual! – Lançou-me seu sorriso torto.

Pisquei os olhos algumas vezes, na tentativa de compreender aquelas palavras. A única coisa que consegui foi espirrar outra vez. Era uma grande ironia do destino que, justamente eu, acabasse gripada após a farsa sem sentido de Edward.

– Deve ter sido a brisa de Veneza. É melhor tirar essa roupa molhada antes que piore. – Falou ele, pegando uma toalha para mim.

A tomei em minhas mãos e passei pelo rosto, sentindo-me ainda confusa. Mesmo evitando pensar, minha cabeça insistia em me lembrar que meu Cullen detestou me ver de biquíni porque eu não me comparava a Miss Universo Rose. Talvez ele também achasse que eu era uma esquisitona. Uma pontada atravessou meu peito, fechei os olhos, envolvida pela sensação horrível.

– Esta enganada. – Soltou ele as palavras do nada.

– Do que está falando? – Questionei.

– Sua irmã não fica melhor em roupas de banho que você. Falei aquilo no elevador porque... – Cruzou os braços e fitou o chão. Esperei impaciente que terminasse a explicação. – ...é que... – Voltou a me fitar. – ...não gostei daqueles caras te secando. Não estou acostumado a agir como um adolescente inseguro, e essas variações de sentimentos relacionados a você, me deixam transtornado.

Coloquei a mão na boca para não rir. Foi agradável vê-lo tão vulnerável e confuso quanto eu. Era impressionante a habilidade recente de Edward em entender o que eu pensava, sem que eu proferisse uma palavra.

– Está com ciúmes, EDZINHU? – Zombei, sorrindo.

– Quem? Eu? Não seja absurda! – Respondeu, tirando a camisa molhada.

– Você é tão idiota! – Corri para os braços dele, contente.

– É, eu sei. – Coçou a cabeça, constrangido.

Meu Cullen me ergueu, pondo-me em cima da pia. Em seguida, afastou minhas pernas para melhor se acomodar entre elas.


Martina McBride - Valentine


– Posso te enxugar? – Perguntou sedutor.

Minha voz ficou presa na garganta. Tentei responder, mas tudo que consegui foi sinalizar um “sim” com a cabeça.

Suavemente, tomou a toalha de minhas mãos e a passou pelos meus cabelos. Ele sorria como se estivesse cuidando de mim, isso era uma coisa da qual eu nunca imaginei que alguém faria. Eu era independente demais para isso, sempre me julguei auto-suficiente, mas ali, naquele momento, me deixei envolver pelos cuidados do homem que me tira o fôlego.

Quando Edward soltou a toalha na pia, a peguei e retribuí o carinho, enxugando seus cabelos. Pareceu divertir-se com minha atitude inusitada.

– O que foi? – Perguntei.

– Nada! – De imediato, respondeu.

Passei a toalha pelo peito desnudo dele, enquanto sentia sua mão direita colocar uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Ainda está molhada. Preciso tirar suas roupas. – Disse meu Cullen, com a voz rouca.

Com aquelas palavras, minha mão vacilou e deixei a toalha deslizar pelos dedos. Felizmente, ele a pegou antes que tocasse o chão e a pôs em volta do pescoço.

Encaramo-nos com intensidade, os olhos acobreados dele me hipnotizaram como nunca antes. Cada traço de sua face era como luz do dia para meus olhos, que passaram tanto tempo presos na escuridão.

Edward pegou na barra da minha camiseta e a ergueu, passando por minha cabeça. A peça foi largada no chão. Em seguida, as mãos ansiosas dele desamarraram lentamente a parte superior do biquíni. Minha respiração ficou suspensa no momento que me senti parcialmente desnuda. Achei que ele me examinaria, mas seus olhos continuavam fixos nos meus.

Com a ponta dos dedos tocou-me o rosto, fez um contorno da bochecha até os lábios, onde se deteve e passou a acariciá-los gentilmente. Só para inflamar meu corpo, os dedos foram deslizando pelo queixo, pescoço, até chegar aos seios, os quais foram acariciados. EDZINHU mordeu o lábio inferior e, por um segundo, me perguntei o que estaria passando pela cabeça dele. Já não suportando tê-lo longe, o puxei para mim e lhe beijei fervorosamente.

Quase desfaleci de prazer ao sentir seus lábios quentes e úmidos. Um gemido reprimido escapou de mim. Ele sugou minha língua, enquanto ainda acariciava-me. Me senti completamente sedada por aquelas sensações extraordinárias.

Em forma de recompensa, passei a lamber e mordiscar a orelha de Edward, do jeito que ele havia me ensinado durante as aulas para conquistar Jake. Aquela aula especifica havia sido de grande utilidade, já que meu namorado arfava pesadamente, demonstrando, sem perceber, o quanto estava apreciando minha iniciativa.

Passei as mãos pelas costas dele, o apertando cada vez  mais contra mim.

Foi nesse momento que me senti ser erguida novamente. Envolvi minhas pernas em volta da cintura do Cullen, enquanto ele me levava de volta para o quarto.

Cuidadosamente, depositou-me em cima de sua cama. Meu coração começou a pulsar freneticamente. Respirar me pareceu um doce privilégio, já que o nervosismo deixava-me cada vez mais sem fôlego.

Edward terminou de me despir. Achei que morreria de vergonha, mas estava encantada com a cena diante de mim. Maravilhada com o homem que mudava a cada dia minha vida, despir-se sem constrangimento, revelando-se muito mais do que eu esperava.

Ele me lançou um olhar sexy e, ao mesmo tempo, terno, antes de começar a beijar-me o corpo. Por onde seus lábios passavam, deixavam um rastro de fogo e desejo inigualáveis. Suspiros começaram a brotar de mim, não os conseguia reprimir. Sorri no momento em que Edward passou a morder levemente partes de mim, provocando-me e, ao mesmo tempo, fazendo-me relaxar. Passei as mãos pelos meus cabelos, totalmente enlouquecida. Quanto mais eu arfava e suspirava, mais intensos e ousados tornavam-se os toques e beijos do meu sedutor namorado. Ele explorou meu corpo como jamais imaginei ser possível, não tive coragem de detê-lo, ou censurá-lo, não só porque ele parecia imensamente feliz , mas também, porque eu estava totalmente embriagada pelo prazer proporcionado de forma tão apaixonada.

Timidamente, observei o Cullen se inclinar até o criado mudo, abrir a gaveta e, de lá, tirar um preservativo.

Segundos depois, o homem que um dia ousei odiar, posicionou-se em cima de mim. Seus olhos acobreados brilhavam intensamente, a boca entreaberta parecia saciada, porém o resto do corpo, não.

Edward colou a testa na minha, então, sussurrou:

– Está pronta?

– Sim! – Respondi com a voz embargada.

Mais uma vez, nossos olhos encontraram-se, podia me ver nos olhos dele, e sabia que ele podia ver-se nos meus.

A dor que senti não tirou minha concentração, todo o meu ser estava mergulhado na imensidão dos olhos apaixonados do Cullen. O mundo podia acabar que não perceberíamos. Os gemidos dele, misturavam-se com os meus. Nunca me senti tão dependente como naquele momento, dependente da respiração dele, de sua atenção e, principalmente, do seu amor. Nada em minha vida havia me preparado para aquele momento. A cada segundo que passava, sentia-me cada vez mais distante da realidade.

Não cabiam palavras entre nós, o amor estava explícito em gestos e gemidos. Continuávamos com os olhos vidrados um no outro. Quando a dor passou a ser uma vaga lembrança, o prazer descomunal me invadiu. Percebi que nossas respirações estavam descompassadas, mas a vontade de nos sentirmos completos e saciados naquela cama não cessava. Foi nesse momento que um turbilhão de sensações me fez perder o controle, e, pela força que Edward passou a usar, eu não era a única a me sentir assim. Como conseqüência, tudo se intensificou, desde os olhares, até os gemidos que, agora estavam mais pra gritos. Então, pela primeira vez, desde começamos a fazer amor, fechei os olhos, entregando-me por completo ao mais puro e pleno prazer que já senti. Agora eu pertencia ao Cullen de todas as formas que alguém podia pertencer a outro.


Martina McBride - Valentine (tradução)

Se não existirem palavras
Nenhuma forma de dizer
Eu ainda vou escutar você
Se não houverem mais lágrimas
Nenhuma forma de sentir lá dentro
Eu ainda sentiria por você

E mesmo se o sol se recusar a raiar
Mesmo se o romance fugir da rima
Você ainda terá meu coração até o fim dos tempos
Você é tudo que eu preciso,  meu amor,  meu presente

Toda a minha vida
Eu tenho esperado por
Tudo que você me dá
Você abriu meus olhos
E me mostrou como amar sem egoísmo

Eu sonhei com isso milhões de vezes
Mas em meus sonhos eu não poderia ama-lo mais
Eu vou te dar meu coração
Até o fim dos tempos
Você é tudo que eu preciso, meu amor,  meu presente

E mesmo se o sol se recusar a raiar
Mesmo se o romance fugir da rima
Você ainda terá meu coração até o fim dos tempos
Porque tudo que eu preciso é você, meu
Você é tudo que eu preciso, meu amor, meu presente



Senti os lábios que tanto adorava beijar tocar os meus. Abri a boca, dando passagem a língua macia. Só depois que consumamos o ato, nos beijamos selvagemente.

– Eu estou tão feliz. – Sussurrei, esquecendo-me até de quem era.

– Eu também! – Ele sorriu satisfeito, roçando o nariz no meu. – Meu frango!

Gargalhei.

– Edward...

– O que?

– Vai ter bis?

– Óbvio que sim. Não percebeu que estou só esperando você respirar um pouquinho?

Rimos feito bobos, em seguida, voltamos a nos beijar sensualmente, prontos para mergulhar mais uma vez na paixão arrebatadora que nos caçou desde que nos conhecemos.



Edward PDV


Bella estava aconchegada em meus braços, após nossa terceira relação aquela manhã. Sim, terceira, eu havia esperado muito tempo por aquele momento e me empolguei. Esperava que a pirralha não ficasse assustada com meu apetite sexual, embora achasse que ela havia gostado tanto quanto eu.

Sentia-me completo, e, por mais que me esforçasse, não conseguia parar de sorrir.

– Pirralha...

– O que? – Perguntou ela, com o rosto iluminado.

– Quero comer!

– De novo? – Sentou-se assustada com a mão no peito.

Gargalhei alto.

– Estou falando do serviço de quarto. Vamos almoçar?

– Ah... – Sem jeito, ela enfiou a cara no travesseiro.

Olhei rapidamente o relógio no criado mudo e percebi que haviam passando-se quase duas horas desde que largamos o pessoal na piscina.

Foi nesse momento que Emmett adentrou no quarto, resmungando.

– PORRA! FIQUEI ATÉ AGORA NA GERÊNCIA DO HOTEL, NÃO QUERIAM LIBERAR O TOICINHO. QUE ÓDIO, EU... – Ele estagnou, encarando-me. – O que é isso? – Apontou para o volume ao meu lado. Bella, tensa, encolheu-se mais ainda debaixo do edredom.

– Nada... er... então... vejo que deu tudo certo, que bom, seu porco está bem. – Tentei distraí-lo. E não deu certo.

– Quem é que está aí em baixo? – Aproximou-se, sorrindo maliciosamente. – O cabeçudo está dando uma pimbada, o cabeçudo está dando uma pimbada. – Cantarolou o infeliz.

Eu sabia que a Swan ia me arrancar o couro por ter esquecido de trancar a porta.

– Ninguém! Emmett, vai dá uma volta, vai! – Pedi.

– Fica aí escondendo as totosas só pra você, hein? Eu quero conhecê-la. – O animal passou saliva na sobrancelha, penteando-as.

– Dá o fora, cara! – Eu estava perdendo a paciência.

– Só quero me apresentar, Zé Ruela, não custa nada! Tá com medo que ela goste mais de mim do que de você? – Ele agora estava perigosamente perto. – Tudo bem, se não vai apresentar, eu vou puxar o cobertor!

– NÃÃÃÃÃOOOO! – Gritou Bella, pondo a cabeça para fora das cobertas.

– BELLA? – Os olhos do bisonhento quase saltaram para fora. – E EDWARD? – Completou, deixando seu porco cair no chão.


(Continua...)

***

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