Bela Problema x Edward Solução - Capitulo 01

Bella PDV


Já era noite quando Edward e eu chegamos em casa, ele estacionou sua Suzuki na garagem. Desci da moto, sentindo ainda meu estômago embrulhar devido ao nervosismo de ter confessado a ele que estava apaixonada.

– Eu vinha pensando no caminho... – Ele fez uma pausa descendo também da moto. – Vamos contar para todos sobre nós?

Ai, CACETETE!




Coloquei as mãos no rosto, dando-me conta do problema diante de mim. Quando corri para os braços do Cullen, evitei ao máximo pensar nas conseqüências. Mas agora, era inevitável.

– Não vamos contar nada! – Disse tensa.

– Não?

Suspirei. Não sabia como explicar a ele que o meu ódio por sua mãe havia se intensificado após meu desentendimento com Carlisle. De maneira alguma poderia permitir que o casalzinho declarasse vitória por achar que a paixão que sentia pelo filho da mosca morta mudaria minha opinião ou meu jeito de agir. Precisava de um tempo para saber o que fazer, afinal, gostar justamente do filho da minha inimiga era algo com o qual ainda não sabia lidar.

– Érr... as coisas são estranhas para nós... pra eles vai ser ainda mais difícil entender. Vamos esperar um pouco, ok? – Tentei não ser rude.

Edward fitou o chão, pensativo. Então, finalmente se pronunciou.

– Eu não queria, mas tenho que concordar com você. Carlisle ficou todo nervoso quando anunciou seu namoro com Jake, não sei como ele agiria sabendo que agora está namorando comigo. Acho que a intenção dele quando nos trouxe para a Itália era nos aproximar de um jeito fraternal, o que é bem diferente do que estamos fazendo. É melhor mesmo mantermos segredo por enquanto, vou pensar em um jeito de contornar a situação.

– Você falou namorando? – Sussurrei, prendendo o riso. Era estranho ouvir aquela palavra.

– Lógico, ou você esqueceu que me pediu em namoro no dia que fizemos as tatuagens? Eu tenho um vídeo para provar, viu? Transferi ele pro meu laptop antes de roubarem meu celular. – Presunçoso, puxou-me para si.

– Você não vai me deixar esquecer aquele dia, né? –Provoquei.

– Nunca!

– Me diz uma coisa, vamos namorar escondido e fingir que ainda nos odiamos?

– Sim, você tem idéia melhor?

– Não! Então posso continuar te chamando de Edgayzinho, babaca, imbecil e coisas desse tipo? – Fiz carinha de pidona.

– Hum... Acho que sim. E por acaso tem outra coisa no mundo que te divirta tanto quanto me xingar? – Sorriu amigável.

– Não, EDZINHU. – Apertei-lhe as bochechas.

– Ok, é melhor você entrar antes que Carlisle enfarte achando que você já está em Paris. – Sinalizou para fora com a cabeça.

Joguei minha mochila atrás de umas caixas velhas, na tentativa de sumir com as pistas da minha quase fuga.

Antes de sair, fitei Edward que, de braços cruzados, analisava-me.

– O que foi? – Perguntei confusa.

– Nada. – Murmurou.

– Ok... – Dei alguns passos em direção à saída e foi nesse momento que ouvi um som diferente, parecia que alguém estava cantarolando. Seria o doido do Cullen? Virei-me rapidamente para checar e o peguei olhando para o teto, enquanto assobiava. Podia jurar que ele estava fazendo a tal dancinha da vitória patenteada por ele e o irmão bisonho. Ignorei.

Logo que entrei em casa, dei de cara com Carlisle e os outros, apreensivos. Estavam sérios, será que alguém tinha morrido?

– Nossa, quem morreu? – Questionei.

Meu pai veio ao meu encontro e abraçou-me fortemente. Me perguntei logo o que havia acontecido com ele.

– Pensei que tinha fugido. – Cochichou com os braços ainda à minha volta.

– Não, eu só fui dar uma volta. – Menti, na cara de pau.

– Viu só?Tudo está bem, Carlisle. – Falou a mosca morta, sorridente.

– Ah, que pena! Já estava animado imaginando que o F.O.D.A entraria em ação mais uma vez. – Emmett chutou o ar.

– Não me assuste assim novamente, Bella,todos ficamos preocupados. – Carlisle afastou-se, como se fosse me passar um sermão.

– Calma aí, não fiz nada de errado! Então, nem vem me dar uma bronca! – Não suportaria outra discussão.

Ouvi a porta da frente ser aberta e sabia que se tratava de Edward.

– Ótimo, agora que estão aqui, posso lhes contar a novidade. – Meu pai pareceu-me empolgado.

– Que novidade? – Mais curiosa não podia estar.

– É VENEZA, BABY! – O serial killer comemorou.

– O que? – Perguntamos, meu Cullen e eu ao mesmo tempo.

– Sei que Verona está se tornando chata para vocês jovens, então, Esme e eu decidimos levá-los para visitar Veneza por uma semana. Não é maravilhoso? – Era óbvio que Carlisle estava tentando me tirar de Verona com medo de que Jake me convencesse a fugir, ou até mesmo seqüestrar-me.

Não dei importância, se todos estavam animados com a viagem, eu não seria empecilho, desde que meu pai não ficasse me regulando.

– Então, o que acham? – Ele questionou como se tivéssemos escolha.

– Acho que é uma ótima idéia. – EDZINHU sorriu.

Dei de ombros.

– Está decidido, partiremos amanhã por volta das 14:00h. – Carlisle pôs um braço em volta da mosca morta e a careta que fiz foi inevitável.

– É VENEZA, BABY! – O bisonho deu um pulo.

– Ah, não, ele vai começar com isso. – Edward passou uma mão no rosto.

Alice PDV (Escrito por Dry (Decode). Porque? Porque ela ficou fazendo olhar de pidona...kkkkkk, é minha sobrinha hiperativa! “não me chamem de tia.”)

Carlisle havia acabado de nos informar que iríamos para Veneza, a cidade de la amore. Ohhh! É claro que eu já estava arrumando minhas malas, visto que iríamos no dia seguinte e não poderia faltar absolutamente nada na minha mala. Enquanto eu me divertia escolhendo minhas roupas, ouvi a porta de meu quarto sendo fechada. Será que foi o vento? Mas a janela nem estava aberta!

Aí, Alice, só você mesmo, deve estar ouvindo coisas. Só pode! Mas, então, mãos frias tamparam meus olhos...

– Bella? – Perguntei. Ela estava tão animada nos últimos dias, que pensei que fosse ela.

– Está me chamando de rebelde sem causa, pirralha, briguenta e, ainda por cima, de mulher?

A voz mais fofa deste mundo falou, como se estivesse com raiva. Só poderia ser...

– Jasper!

Ele riu, retirando as mãos de meus olhos e me abraçou por trás. Seu perfume me deixou louca. Como um simples abraço me fazia ficar daquela maneira? Jasper conseguia me deixar nas nuvens com o simples toque em minha pele...

– Arrumando as malas? – Perguntou ele, ao ver minha cama repleta de roupas. – Ou pretende fugir?

– Hum... eu andei pensando na segunda hipótese. Quer ir comigo?–

– Só se for agora! – Sorria ele.

De súbito, começou a beijar meu pescoço. Pequenos beijos, fazendo com que eu me arrepiasse. Suas mãos foram para minha cintura e ele se posicionava mais perto de mim. Eu já estava começando a gostar daquilo...

Já não agüentando, me virei de frente para ele, à procura de seus lábios. Percebendo o que eu queria, sorriu, foi se aproximando aos poucos e me beijou.

O beijo que começou calmo e doce estava se tornando agitado, intenso. Eu estava ficando maluca!

Senti sua mão percorrer desde minhas pernas, vagarosa e calorosamente, até o meu pescoço em um beijo que já não era APENAS um beijo. Eu, por minha vez, coloquei as mãos em suas costas e fui descendo-as. Estava ficando cada vez mais agitada, quando, de repente, Jasper pára. Como uma estátua,me dá um beijo doce e diz, meio constrangido:

– Hã...Melhor arrumar as malas!

Abaixei minha cabeça. Esperava aquilo,eu queria aquilo...

– Eu fiz algo de errado? – Perguntei.

– Alice... – Disse ele, se aproximando de mim. – Claro que não, meu amor.

– Então o que?

– Alice... É melhor que você arrume suas malas...– Disse ele,me dando um beijo e saindo do quarto.

Porque Jasper nunca queria? Será que eu sou tão ruim assim? Eu realmente não sabia. Olhei para minha cama, onde minhas muitas e muitas roupas se encontravam. Jasper estava certo. Era melhor que eu terminasse de arrumar mesmo.

Peguei meu vestido branco, com detalhes em rosa bebê,minha sandália rosa bebê e os coloquei em cima da penteadeira, para poder usá-los no dia seguinte durante a viagem. (Valeu Dry.Ficou ótimo!Agora é comigo!Beijos!)

Bella PDV

O jantar correu tranquilamente, todos estavam tão animados fazendo planos para a viagem que nem notaram a troca de olhares entre mim e o maluco à minha frente. Mesmo que percebessem, duvido que acreditassem, nem mesmo eu acreditava. Fui me deitar cedo, o meu dia tinha sido cansativo e surreal, tudo que eu precisava era de algumas boas horas de sono. No entanto, o sono passou longe. Por mais que me revirasse na cama, ele jamais chegava. Não conseguia parar de pensar em Esme e seu filho, e o quanto isso estava afetando minha vida. Enfiei a cabeça no travesseiro, querendo fugir dos malditos pensamentos, e não adiantou.

Cansada de tentar dormir, fui para a cozinha arrastando os pés, morrendo de preguiça. Passei a mão pela parede em busca do interruptor e nada de achá-lo, não era muito fã de escuro, por isso, insisti em minha busca. Nesse momento, braços fortes agarraram-me por trás, tapando minha boca.Gritei contra a mão forte, mas foi inútil.

OH, MEU DEUS! ESTOU SENDO SEQUESTRADA NOVAMENTE!

Sim, foi a primeira coisa que pensei. Não perdi tempo, com toda a minha força, deu um pisão no pé do estranho, que me soltou imediatamente.

– Foda, Bella! – Virei-me e, lá estava Edward, resmungando com a maior cara de dor.

– Ah, é você? – Ri com vontade. – Oops! – Enruguei a testa.

Ele bufou, ranzinza.

– O que está aprontando? – Perguntou, olhando-me dos pés a cabeça.

– Vou te mostrar!

Fui até a geladeira, peguei um pote médio de sorvete de chocolate e sentei-me no chão, próximo à porta da geladeira, aberta para iluminar a cozinha. O Cullen sentou de frente para mim.

– Poderia ao menos dividir, já que me deve desculpas por quase esmagar meu pé. – Pediu carrancudo.

– Eu não divido nada! – Abri o pote, satisfeita.

– Divide sim! – Respondeu ele, tentando me tomar o soverte, mas o segurei com força.

– Não divido não! – Retruquei, puxando o pote para junto de mim. Pois não é que o babaca continuou tentando me roubar o sorvete?

– Também não quero mais, sua egoísta! – Quando ele soltou o pote, o sorvete veio quase todo pra cima de mim, deixando-me com o rosto todo melado.

Respirei fundo para manter a calma. As risadinhas zombeteiras vindas de Edward quase me fizeram espancá-lo, ao invés disso, peguei o resto de sorvete que havia no pote e esfreguei na cara dele. As risadas cessaram.

– Pronto, dividido! – Provoquei.

Fiquei surpresa quando ele aproximou-se de mim e lambeu o sorvete em minha bochecha, próximo a boca.

– Bom! – Sussurrou travesso.

Envergonhada, não tive coragem de fitá-lo.

– Como você ainda consegue ruborizar? – Ele percebeu meu estado.

– Eu não... estou... quer dizer, não fico! – Menti, na maior.

– Uma garota toda metida a durona como você, envergonhada, é hilário. – Gargalhou.

– Ei, não fico envergonhada, não sou disso! – Cruzei os braços feito uma criança contrariada. Nossa, porque eu estava agindo daquele jeito?

– Quer apostar que fica?

Quando ele tirou a camiseta branca mostrando o peito definido, soube que perderia a aposta, pois já deveria estar ficando azul de vergonha.

– Chega! – Me alterei. – Você já sabe que fico ruborizada, não precisa ficar aí tirando a camiseta, todo se achando gostoso, se exibindo desse jeito... – Passei uma mão no peito dele. Por que? É um mistério! – Provocando, atiçando e todas essas outras coisas aí que não entendo bem. É desnecessário! – Chateada, virei o rosto, evitando olhá-lo.

– Do que está falando? Tirei a camisa para limpar o rosto. – Disse confuso.

– Ah... – Sorri totalmente sem graça, ao vê-lo realmente limpar o rosto com a peça. Era uma boa hora para enfiar a cabeça em algum buraco.

– O QUE É ISSO?

Edward e eu olhamos ao mesmo tempo surpresos para a entrada da cozinha. Emmett veio caminhando em nossa direção, sério. Sentou-se entre nós, tirou uma pequena colher do bolso da calça do pijama de bolinhas e começou a comer o resto de sorvete que havia no pote.

– Massa! – Murmurou sorridente.

Lancei um olhar para o Cullen do tipo: “que diabo é isso?” Ele apenas deu de ombros.

– VEM TOICINHO,TOMAR SORVETE! – Berrou o bisonhento. Pois não é que o porco nojento entrou na cozinha correndo, vestindo uma pequena camisa de pijama igual a do seu dono? E pior, o bicho grunhia feliz, balançando o rabinho!

Afastei-me enojada ao ver o animal lamber o resto de sorvete no chão.


Edward PDV


Já passavam das 11:00h quando cheguei em casa. Fui direto para o meu quarto arrumar as malas para a tal viagem. Joguei a sacola com os dois celulares que acabara de comprar em cima da cama. Arrastei uma mala do closet e a posicionei na cama. Quando retornava para pegar minhas roupas, Emmett adentrou o quarto, puxando Jasper pelo colarinho.

– Conta para ele! – Meu irmão mais velho cruzou os braços, seríssimo.

– Não conte! – Pedi, não querendo me meter nos problemas daqueles dois.

– Tudo bem, eu conto! Jasper ainda não deu uma pimbada!

Encarei meu irmão mais novo, incrédulo.

– Jazz, cara, nadinha?

O maluco sinalizou um “não” com a cabeça.

– Isso é possível?Quero dizer, você dorme com a Alice quase todas as noites. O que vocês ficam fazendo? – Agora, eu é que estava seríssimo.

– Ouvimos música. – Respondeu, indiferente.

– É um voador! – Emmett estava indignado.

– O que é voador? – Jazz perguntou.

– Voador = lesado = você!

Percebi que o virgem ia responder a altura, então, interferi.

– Mano, me diz qual o problema. Alice não quer? – A vida sexual de Jasper não era da minha conta, mas precisava intervir, pois, se deixasse tudo nas mãos de Emmett, seria desastroso.

– Não é isso. – Estava tímido. – Ainda é aquele lance que Carlisle falou quando ficamos impotentes.

– Ah, sim, você é inseguro. – Coloquei uma mão no ombro do pobre voador.

– Ei, cabeçudo, podíamos ensinar algumas coisas sobre sexo ao Jazz, assim ele ficaria mais confiante e dava uma pimbada segura. – A idéia do bisonho era estranha, mas poderia dar certo.

– O que você acha? – Encarei o virgem que sinalizou um “sim” com a cabeça. Ia ser tão difícil pra ele ouvir quanto seria pra mim explicar, já Emmett estava todo animado.

Grande novidade!

– Eu começo a explicação, porque sou o bonzão. – O criador de porco dobrou as mangas da camisa, sorrindo malicioso. – O grande TCHAN é você chegar, chegando. Sacudir o mundo da garota. Na cama, todo homem deve se achar o super-homem, se não, lasca tudo.

– O que ele disse? – Jasper perguntou, fitando-me.

– Não sei! – Confessei.

– OK, ok, vou exemplificar. – Meu irmão mais velho puxou-me pelo braço e se posicionou à minha frente. – Cabeçudo, você é a mulher!

– Porque eu? – Reclamei.

– Porque sim, agora cala boca, mulher! Você só tem dois direitos. O de ficar CALADA e o de não abusar desse direito!

Bufei. E o pior professor que alguém podia ter, continuou.

– Presta bem atenção, voador, as palavras que disser antes, durante e depois são importantes. É através delas que você passará confiança à parceira, ela te achará o cara e sua insegurança desaparecerá. – Até parecia fazer um pouco de sentido. Infelizmente, o pior veio a seguir. – Meu bem... – Emmett fez cara de ator de novela mexicana. – Você me deixa sem eira nem beira. Quero te morder todinha e pimbar até o dia amanhecer.

Juro que gelei quando ouvi alguém pigarrear.

– Ainda bem que vocês não são irmãos de sangue. – Carlisle nos olhava estranho, na entrada do quarto. Obviamente, só tinha ouvido as últimas frases pronunciadas pelo meu irmão. – É melhor a mãe de vocês nem saber. – Nosso futuro padrasto saiu fechando a porta.

Ficamos tão surpresos que não fomos capazes de dizer uma só palavra.

– Isso não vai dar certo, não vou dizer uma porcaria dessas para Alice. – Reclamou Jazz, quebrando o silêncio.

– Cara, diz sim. Mulher é igual a espaguete, a gente enrola e come! – Com aquela, tive que empurrar meu mano burro para fora do quarto. Ele tentou resistir, mas fechei a porta em sua cara. E, só por garantia, tranquei-a bem.

Encarei o virgem problemático.

– Muito bem, agora somos apenas nós. Senta aí. – Indiquei a cama. Ele obedeceu e fiquei ao seu lado. – Não deve ficar assim tão preocupado ou inseguro e, muito menos, ligar para o que Emmett fala.

– Então você não me acha um voador?

– Acho! – Admiti rindo. – Mas não deve se ater à nossa opinião. Me diz apenas uma coisa, você quer fazer amor com Alice?

– Sim.

– Então, não tem grilo. Ninguém se sai bem mesmo na primeira vez, geralmente ficamos desajeitados e acabamos rápido. Mas sabe o que é legal? Vocês não vão se importar, porque estarão conectados, partilhando um momento único que jamais esquecerão. Todos os sentimentos que não conseguem expressar em palavras vão expressar com o corpo e o amor que sentem um pelo outro irá guiá-los.

– Poxa, Edward, isso foi profundo. Fez tudo parecer muito simples.

– É simples, Jazz! Ao menos, quando duas pessoas se amam. É por isso que deve...

– DÁ UMA PIMBADA! – Berrou Emmett, entrando pela janela.


(...)


Após arrumar as malas, fui até o quarto da minha namorada. A porta estava entreaberta e eu pude observar ela arrumar as malas. Pra falar a verdade, só jogava as roupas dentro, totalmente desorganizada. Bem devagar, fechei a porta e me aproximei dela, não querendo que notasse minha presença.

Meu corpo ficou a centímetros do meu frango, então, aproximei meus lábios do seu ouvido e gritei:

– BOO!

– AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! – Bella berrou jogando várias calcinhas no ar, assustadíssima. Uma delas caiu justamente na minha cabeça. Tirei a peça lentamente enquanto observava ela me encarar, com seu típico olhar assassino.

– Você é um retardado! – Praguejou a pirralha.

Joguei-me na cama sorridente, não me importando com as roupas que lá estavam.

– Já que me xingou, não vou mais lhe dar presentinho! – Mostrei-lhe a sacola em minhas mãos.

– O que tem aí? – Toda curiosa, tentou espiar, mas não permiti.

– Nada...

Foi engraçado vê-la impaciente. Então, facilitei.

– Só te dou se você usar aquela palavrinha mágica, aquela que te dói falar.

Swan pareceu refletir por alguns segundos, então, timidamente sussurrou.

– Pode me dar o presente...por... – Revirou os olhos. – Favor?

Sorri satisfeito lhe entregando a sacola.

Quando desembrulhou, confusa, me fitou.

– Um celular?

– Sim! Esqueceu que quebrei o seu ontem? Poxa, esqueceu? Droga, se eu soubesse, nem tinha gastado meu dinheiro. – Zombei.

– É verdade! – Contente, analisou o aparelho. – Olha, e é melhor do que o meu antigo. Por favor, quebre também meu computador.

– Interesseira! – Fiz careta.

– Sempre! Quem é tesudo? – Perguntou ela, me mostrando a agenda do telefone onde só havia um número.

– Não sei. Liga pra saber.

Ela ligou e o celular no meu bolso começou a tocar.

– Você é tão metido! – Balançou a cabeça, tentando não rir.

– Já que vamos namorar escondido, deveríamos nos comunicar por mensagem de texto. O que acha? – Perguntei, pegando meu telefone novo e começando a digitar uma pequena mensagem.

– É uma boa idéia. – Confirmou serena.

Dei uma revisada na mensagem antes de enviá-la.


Para: Meu Frango
De: Tesudo
[Vem aqui me dar um beijo!]


Enviei a mensagem. Após alguns segundos, o torpedo chegou e Bella ergueu uma sobrancelha quando leu. Pisquei um olho, provocando-a. Era simplesmente divertido.

A pirralha não falou nada, apenas veio ao meu encontro, subindo na cama. Minhas mãos deslizaram por sua silhueta, da cintura até a nuca. Beijei-lhe primeiramente o queixo e isso intensificou minha vontade louca de ter seus lábios trêmulos junto aos meus. Era incrível como meu coração reagia à Bella. O ritmo que antes era compassado, simplesmente disparava. Rocei levemente minha boca na sua, isso a fez suspirar, não tirando os olhos dos meus. Então, pra nossa infelicidade, gritos histéricos quebraram o clima.

– O que está acontecendo? – Perguntou.

– Não sei. – Respondi, enrugando a testa.


EMMETT PDV


– PORRA! PORRA! – Gritei vendo o “sem pregas” com a bunda pra cima, encurvado e caminhando para trás enquanto arrastava uma grande mala rosa pra dentro da sala.

– Bom dia, Marius. – Rosalie cumprimentou.

– Para onde você vai? – Zangado, cruzei os braços.

– Veneza, bonequinho. – A bichona estalou o dedo e girou que nem pião.

– Conosco? – Meu irmão cabeçudo que descia a escada perguntou, fazendo careta.

– HU!...OHOHOHOHO! Lógicoooo, meu amor – O viado ajeitou o enorme chapéu roxo com laço cinza.

– E quem te convidou? – Dessa vez, quem interferiu foi a Bella-Samara que acabara de chegar na sala.

– Seu pai, rachada. Ele me ofereceu a passagem em agradecimento à minha maravilhosa e brilhante participação em seu resgate. – O “sem pregas” bateu o pé no chão. – Pobre é o fim! Que povo mal educado, não sabe nem tratar um convidado. Mas, eu não me importo porque eu sou que nem chiclete, quanto mais me pisam, mais eu grudo no pé! HU!...OHOHOHOHOHOH!

Que ódio eu estava sentindo. Queria bater naquele viado até ele chorar.

– Cadê o Toicinho? Eu trouxe um presentinho para ele. –

O maldito tirou de uma bolsa amarela um vestidinho rosa e um peruca loira.

– Se vestir isso no meu porco, considere-se um boiola morto! – Cerrei o punho.

O filho de uma égua me mostrou a língua.

– EU VOU MATAR! EU VOU MATAR! – Gritei partindo para cima dele. A porcaria do meu irmão me deteve, enquanto a bicha escondia-se atrás de Bella.

– QUE FOI? TÁ LOUCO, BONEQUINHO? COMEU MERDA? – O maricas ainda provocou. – NÃO ME METE MEDO, NÃO! POR FAVOR, ME METE OUTRA COISA, MENOS MEDO!

– ME SOLTA, EDWARD. ME SOLTA, CARA! – Desvencilhei-me bravo.

– Fica frio, Emmett, é só ignorar. – O cabeçudo tentou me acalmar, mas não estava dando certo.

– Não machuque os sentimentos do Marius. – Rosalie falou, agarrando-se ao braço do meu irmão.


Bella PDV


Tentei disfarçar minha vontade de arrancar Rose de perto do Cullen. Não entendia como havia sido tapada ao ponto de não lembrar que minha irmã era arriada os quatro pneus por ele.

Será que o babaca não estava notando a oferecida alisando seu braço? Ou ele estava distraído demais com Emmett?

– Estou de mau! – Marius saiu do seu esconderijo, atrás de mim. – Não estou mais nem aí para você, tá bom, carniça? Pode ficar aí com suas ameaças de gentalha, porque se encostar um dedo em mim, eu dou na sua cara, pokemon reprimido. – A bichona estava mesmo pedindo a morte.

O bisonho o encarou, fervendo em ira. Dei uma passo atrás, não querendo me meter na confusão.

– AAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIII! – Gritou Marius, quando foi atingido no rosto pelo tênis do serial killer. A biba caiu no chão, totalmente inconsciente.

Todos se aproximaram receosos. Nem mesmo eu esperava que aquela discussão terminasse de forma trágica.

Edward cutucou o pavão, que não reagiu.

– Cara, acho que você matou o viado! – Disse ele, pálido.


(Continua...)

***

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