Adorável Prisioneira-Capitulo 1

Meus olhos se arregalaram quando Michel abaixou as calças, e mostrou uma parte de seu corpo que eu não achei que veria até a noite nupcial. Bem não é como eu esperava, imaginava maior, pelo que as criadas fofocavam na cozinha, quando achavam que eu não podia ouvi-las.

Mas isso não importava agora, eu iria me entregar a Sir Michel, eu estava pronta, na verdade não estava, mas ele era meu noivo e dizia que não havia por que esperarmos até o casamento.

E eu estava muito curiosa sobre o ato, sim minha ama havia me contado, desde que eu não tinha mãe ela se encarregou do assunto. Eu sabia que as mulheres da idade de Irina não tinham idéia sobre o ato.




Afinal ela me disse que eu tinha de ficar parada e deixar meu marido fazer o trabalho, sem mencionar que havia confirmado que doía como se o demônio estivesse me torturando.

Lógico que não acreditei nela, pois pelas criadas do castelo eu ouvia coisas completamente diferentes.

Que um mundo de prazeres se abriria ao ter um homem sobre elas. Que se elas dessem um pouco de carinho, eram recompensadas com imenso prazer.

A minha curiosidade estava desperta, e quando Michel insistiu que tivéssemos um pouco mais de privacidade, pois não agüentava esperar até o casamento, eu não hesitei.

Depois de fugirmos da minha aia, e dos guardas de Michel, eu estava aqui, deitada sobre o feno no estábulo com os seios nus, vendo meu futuro marido com as calças abaixadas, pelo tamanho, não parecia dar grande prazer.

– Lhe desejo Isabella.

– Hmmm, o que faço agora Michel?

– Levante as saias. – meu rosto enrubesceu, mas obedeci, agarrando a barra do meu vestido e comecei a erguê-lo. Meus tornozelos se tornaram visíveis e assisti

Michel tocar sua...

Aquilo que tinha entre as pernas.

Respirando fundo continuei erguendo as saias meus joelhos agora desnudo, e Michel veio em minha direção, antes que ele realmente me tocasse um grande estrondo se ouviu, e a porta do estábulo abriu com força. Meus olhos se arregalaram ao ver um homem enorme na porta, ele brandia uma espada e nos olhava atônitos.

– O que está acontecendo? – Michel gritou arrumando as calças e o homem baixou os olhos até mim, eu não podia ver seu rosto por que ele se escondia nas sobras, mas podia sentir seus olhos em mim.

Engoli em seco e comecei a arrumar meu vestido desesperadamente.

– Cadê o Volturi? – ele rosnou com a voz grossa e perigosa e vi Michel dar um passo para trás, e olhar para mim nervosamente.

– No castelo? – murmurou Michel e entrei em pânico, quem era esse estranho?

– Não, ele fugiu quando atacamos, o vi correndo para cá.

– Não vimos ninguém. – Michel fez uma careta e me levantei sem terminar de fechar o vestido, mas não me preocupando muito.

– Estamos sob ataque? Como se atrevem... – o homem saiu das sombras, vindo em minha direção e engoli em seco.

Ele era muito alto, o corpo forte de ombros largos, os quadris estreitos as longas pernas eram musculosas, ele todo gritava guerreiro, seu corpo estava coberto pelo vestuário de guerra, cota de malha, além de um elmo que me impedia de ver seu rosto. Somente eram visíveis sua boca de lábios gêneros e seus olhos, seus escuros olhos verdes que me olhavam com intensidade desconcertante.

Ao notar que eu o avaliava ele fez o mesmo comigo e me avaliou rapidamente, seus olhos pararam em meu peito e lembrei que não havia terminado de fechar o vestido, enrubescendo apertei a roupa contra meu peito e arquei o queixo o encarando.

– Exatamente, e a senhorita devia fugir com os outros criados, se não quer se juntar aos soldados de Volturi.

– Como ousa! Não sou uma criada...

– Isabella não... – Michel me interrompeu e o ignorei.

– Não, este homem está invadindo a casa do barão Volturi, saia imediatamente.

– Quem é você, moça?

– Isabella... – Michel chamou e o ignorei empinando o queixo.

– Sou Lady Marie Isabella Volturi. – os olhos dele brilharam e um sorriso perverso se espalhou em seu rosto.

– É parente de Volturi?

– Sou filha dele, agora ordeno que saiam das minhas terras. – ele riu alto e deu um passo mais próximo e dei um para longe dele.

– Bem, já que não tenho Volturi, sua filha será minha prisioneira. Quem sabe assim seu pai sai do buraco aonde se enfiou, o covarde.

– O que... – eu mal balbuciei algo fui agarrada pelo homem enorme e jogada em seus ombros.- Me solte, seu atrevido, como ousa me tocar... – ele deu uma palmada em meu traseiro e olhei em choque para Michel que estava parado nos olhando.

– Michel faça algo. – gritei por ajuda e o homem se virou para Michel.

– Você é algo dela?

– No – noivo. – ele gaguejou e um silêncio tenso nos envolveu, até o gigante falar novamente.

– Pois não é mais, considere o noivado desfeito.

– Não espere... – me debati contra seu ombro e ganhei outra palmada.

– Se comporte moça.

– Michel, me ajude. – quando ele nos virou e começou a caminhar para fora do estábulo ainda vi um vislumbre de Michel correndo para a outra saída.

Aquele covarde.

Continuei gritando e me debatendo, só que agora eu estava xingando o bastardo do meu ex-noivo, ouvi o homem rindo e me deu outra tapa nas nádegas.

– Quieta.

– Bastardo, grosso, animal... – proferi maldições contra esse bárbaro, mas me calei quando vi minha casa completamente dizimada. As torres ardendo em chamas, e o muro derrubado, muitos criados correndo com trouxas sob os braços, e a maioria dos soldados caídos no chão, em poças de sangue.

– Por quê? – sussurrei sem entender o que esse homem queria comigo, e não ouve resposta, já ia gritar de novo quando ele grunhiu.

– Por que Volturi desafiou o cavaleiro negro.

Oh Céus, o que o idiota do meu pai aprontou?

O bárbaro continuou andando enquanto seus homens atacavam meu lar, e olhei com tristeza para o que era minha casa, o que foi por toda minha vida, e agora não passava de escombros.

Eu sabia que meu pai era ambicioso, era esse um dos motivos que me tornou noiva de Michel, meu pai almejava aumentar nosso feudo, mas como ele conseguiu chamar a ira do cavaleiro negro eu não sabia, parece que sua ambição acabou por derrubá-lo.

Fui jogada contra a sela de um cavalo de barriga para baixo e olhei com ódio para o bárbaro.

– Quero minha própria montaria. – empinei o queixo e ele riu.

– Bem, não sei se minha lady sabe, mas prisioneiros não tem direito a montaria.

– E como vai me levar?

– Bem, ou amarro suas mãos e você caminha sendo puxada pelo meu cavalo, ou vai na minha montaria, comigo.

– Não tem uma terceira opção? – ele gargalhou. Um homem tão alto quando o bárbaro se aproximou de nós um pouco ofegante, ele não usava o elmo, mas seu rosto estava sujo de terra e sangue então era impossível ver seu rosto.

– Milorde, o castelo foi dizimado e já verificamos, nenhum sinal do barão.

– Inferno, o covarde fugiu. – ambos olharam para mim e evitei seus olhos tirando uma poeirinha imaginaria da sela do cavalo negro.

– Não sabíamos que estávamos levando prisioneiros, meu senhor.

– Deixe-me lhe apresentar, essa é Lady Marie Isabella Volturi.

– Não acredito, como a achou? Fugia?

– Eu não fugia nada. Sou uma lady. – voltei a empinar o queixo e meu captor somente riu, o gigante olhou confuso e chamou o homem um pouco para longe para que eu não ouvisse o que eles falavam.

Os ignorei e pensei minhas opções. Fugir não parecia uma delas, afinal o que eu faria depois? Não tinha mais casa, meu pai sabe-se Deus onde estava, o outro covarde. Podia ir para Newton, mas Michel me magoou, não lutou por mim o bastardo. Depois de eu mostrar meus peitos a ele.

Suspirei desanimada e me sentei na sela do cavalo o mais cômoda que pude e fiquei esperando o bárbaro vir. Olhei para ele e ainda conversavam, meu captor parecia irritado, mas eu não ligava.

Eu já estava irritada com a demora. Não podíamos ir para sua casa logo? Afinal eu precisava de um banho e comida, esse ataque me deixou exausta e faminta. Bufando de impaciência me virei para eles e assoviei. Ambos me olharem em choque.

– Podemos ir? – ambos se entreolharam e suspirei. – Estou cansada, e com fome. – vi o bárbaro suspirando e ele e o outro homem vieram para perto de mim.

– Emmett, junte os homens e vamos pra casa.

– Sim meu senhor. – observei ele fazer uma reverencia e começar a sair quando lembrei de algo importante.

– Cavaleiro. – gritei e ele parou de andar e se voltou pra mim. Em seu olhar havia confusão, mas ignorei isso.

– Hmmm, milady? – sorri animada já que estava sendo tratada melhor, do que pelo bárbaro.

– Já que vai para lá, procure minha aia e mande ela vir para me acompanhar. – ordenei e vi o cavaleiro olhar confuso para o bárbaro.

– Hmmm, senhor?

– Não me questione cavaleiro, vá logo, Irina é fácil de reconhecer, é velha e manca. – uma risada alta me assustou e olhei para o bárbaro.

– Emmett, vá cumprir as minhas ordens. Eu preciso ensinar a nossa prisioneira umas coisinhas.

– Sim meu senhor. – o homem correu para longe e bufei.

– Por que não deixou que ele trouxesse Irina? não posso ficar sem ela.

Ele somente riu novamente e tirou o elmo secando o suor do rosto e abri a boca em choque.

O homem mais espetacular que já vi surgiu na minha frente e o encarei com a boca aberta, ele passou a mão pelos cabelos um pouco longo, os fios de uma cor escura avermelhada, o rosto perfeito com maças altas e queixo quadrado, absolutamente lindo.

– Algo errado milady? – ele sorriu o sorriso perfeito e arqueou uma sobrancelha.

Pigarreei tentando fingir que não estava apreciando sua aparência.

– Nada bárbaro. – ele riu novamente e contive a vontade de suspirar.

– Bem milady, acho que preciso lhe ensinar como se comporta uma prisioneira. – falou me lançando outro do seu sorriso perfeito e mordi o lábio imaginando como seria ser sua prisioneira.

Acho que irei gostar de ser prisioneira dele.

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