One-Shot - Fire - Capitulo 1

A vida é como o fogo

Não importa o tanto que ele cresça
Um dia acabará

Assim como o amor que nasce
Mais que um dia ira acabar

Mas também o fogo cresce
E  se alimentado constantemente
Poderá permanecer acesso por muito tempo...

Tempo suficiente para que um homem possa viver uma linda história de amor!


Em frente ao velho espelho do meu banheiro deixei a ponta dos meus dedos deslizarem pelo meu rosto flácido e rosado.

Eu ainda não compreendia o porquê de um dia para o outro eu me tornei a aberração que hoje sou.

Fechei meus olhos me lembrando daquele dia... Do ultimo dia feliz que tive em minha vida.

Enquanto eu colocava minha camisa senti os braços quentes de minha mulher enlaçando minha cintura.

- Edward... – Ela resmungou como sempre.

Eu sorri virando-me para ela.

- Bella, princesa, eu preciso ir trabalhar ou você acha que se eu pudesse não ficaria com você o dia todo? – Enlacei sua cintura e a puxei contra meu peito. – Seja boazinha, mais tarde, quando eu chegar prometo te recompensar... – Prendi sua orelha entre meus dentes.

- Amor... – Ela gemeu, suas mãos puxando meus cabelos – Não faça assim.

Ri. Estávamos casados a quase 2 anos, mas nós dois ainda parecíamos aquele casal de namorados que não conseguia ficar um segundo sequer longe um do outro. Conhecemo-nos por amigos em comum. Bella e minha irmã fizeram faculdade juntas e atualmente trabalham no mesmo hospital. Foi amor a primeira vista, afinal, impossível alguém não se apaixonar por uma criatura tão linda e meiga como Bella.

- Volto cedo hoje. – Segurei seu rosto beijando-a. Deixei a ponta da minha língua escorregar pelos seus lábios, arrancando gemidos dela. – Bells...

- Me desculpa. – Os dedos dela enroscaram-se em meus cabelos – Não consigo me conter... – O pequeno corpo dela empurrou o meu de volta para a cama. – Por favor...

Eu apenas a observei erguer minha camisa e correr sua língua por meu abdômen.

- Princesa... – Eu a repreendi enquanto começava a perder o controle.

- Só mais uns 30 minutinhos. – Ela sentou-se sobre mim, prendeu os cabelos e começou a abrir os botões da minha camisa branca que cobria seu corpo. – Que mal pode acontecer em 30 minutos?

Ri subindo minhas mãos por aquelas coxas deliciosas.

- Bom, um gato pode ficar preso sobre a árvore, uma casa pode pegar fogo, sei lá... Alguém pode cair no bueiro.

- Você não é o único bombeiro amor, seus colegas podem fazer isso. – Bella jogou a camisa no chão e envergou seu corpo para beijar minha boca – Como bombeiro você tem a obrigação de apagar o fogo da sua mulher.

A joguei para o lado e me coloquei sobre ela.

- E quem disse que eu não vou? – Mordi sua boca e me levantei para arrancar meu uniforme, começando pela camisa, os sapatos, as meias, a calça e minha boxer. – A senhorita poderia me informar qual é o grau do incêndio?

Bella riu enquanto se arrastava para o meio da cama e mordia os lábios.

- Senhor bombeiro, eu não entendo muito sobre essas coisas, o que eu sei é que o incêndio é grave.

- É?

- Você não imagina o quanto.

- Então me deixe trabalhar. – Subi na cama e engatinhei até ela. Peguei sua perna direita e passei a trilhar beijos do seu lindo pé até sua coxa.

- Ed... – Minha mulher se arrepiou, gemeu e agarrou meus cabelos – Anda logo amor, o fogo está se intensificando.

Ri roçando minha barba na parte de dentro da coxa dela até chegar em sua virilha, onde passei minha língua. Coloquei sua perna em meu ombro e a olhei maliciosamente.

- Posso te maltratar um pouquinho? – Dedilhei meus dedos entre seus lábios rosados e inchados.

- Não. – Resmungou ela sem ar. – Você... Tem que... Tem que ir trabalhar.

Rolei os olhos abaixando meu rosto até seu centro.

- Agora você está preocupada com isso? – Depositei um beijo na minha preciosa e me afastei. Impaciente, Bella ergueu o quadril pedindo por mais. Infelizmente eu não iria poder maltratá-la muito, como ela mesmo disse eu ainda tinha que ir para o trabalho, então, não poderíamos prolongar aquele momento.

Escorreguei minha língua por sua boceta e penetrei seu centro com dois dedos. Sem deixar de mover meus dedos dentro dela eu brinquei com minha língua em seu grelinho, fazendo-a soltar alguns gritinhos e arfadas, quando sua gruta ficou molhada o suficiente eu tirei minha boca dali e subi por seu corpo, mordiscando-o, até alcançar seu seio e me divertir um pouco por ali.

Eu era fascinado por aquela mulher. Aos meus olhos, nenhuma mulher nunca se compararia a ela.

- Por favor... – Bella me puxou pelos cabelos, atrapalhando meu divertimento. – Vem logo.

- Você está louca para sentir meu pau em você, não é amor? – Abaixei um pouco meu quadril, fazendo meu membro encostar em sua boceta molhada.

- Oh sim... – Suas pernas abraçaram minha cintura tentando me puxar para mais perto dela.

- E você merece?

- Mereço. Muito.

Sorri observando-a toda vermelha. Não de vergonha, mas sim de tesão. Ergui um pouco o quadril dela e a penetrei devagar, do jeitinho que ela gostava.

- Princesa... – Deitei meu corpo sobre o dela, um braço de cada lado de seu rosto – Fizemos amor ontem à noite e você... E você já está tão apertadinha.

Ela estava tão alienada que não respondeu. Desloquei meu quadril para longe do quadril dela e voltei com um pouco mais de força fazendo-a arranhar minhas costas.

- Mais amor... Mais. – Seu pedido era quase uma suplica.

Como sou um ótimo marido fiz o que ela pediu. Meu corpo e o dela passaram a dançar em perfeita sincronia, sem quebrar esse ritmo capturei seus deliciosos lábios.

Nossa química na cama sempre foi incrível e com o tempo isso não diminuiu, pelo contrario, cresceu muito. Tínhamos uma sintonia perfeita. Eu sabia que ela era a mulher da minha vida, a mulher que eu amaria até o fim dos meus dias e por isso mesmo eu me esforçava ao máximo para que ela não me deixasse jamais.

- Amo você princesa... – Sussurrei.

Ela abriu os olhos e me encarou daquela maneira intensa que me fazia acreditar que o que eu acabei de dizer era mutuo entre nós dois, mas não... Impossível alguém amar uma pessoa mais do que eu a amo.

- Não tanto quanto eu.

Não demorou muito para que chegássemos ao nosso ápice, dando-me a oportunidade de sentir o corpo da minha mulher sofrer alguns espasmos por mim e saber que eu lhe dava prazer.

Aquela foi a ultima vez que eu a tive para mim. Lembro-me perfeitamente que tomamos um banho juntos, nos vestimos e na porta da garagem nos despedimos um do outro. E ela foi para o hospital e eu para o quartel de bombeiros.

Devo confessar que nesse 1 ano e 8 meses longe dela eu ainda sofro quando vou dormir e não tenho seu corpo próximo ao meu, ou quando acordo e não vejo aquele seu lindo sorriso.

Mal sei como consegui ficar tanto tempo longe dela... Longe dos seus beijos, longe dos seus abraços... Do seu corpo... Do seu amor. Infelizmente seria assim para sempre. Ela não me merecia mais, não depois que fiquei com a metade do rosto desfigurado.

Senti as lágrimas molharem minha bochecha ao me lembrar da ultima vez que a vi, no hospital.

Era horrível ficar com aquelas faixas ao redor do meu rosto, o calor e a dor eram insuportáveis.

A porta se abriu e meu pai passou por ela.

- Filho, como está se sentindo? – Ele indagou aproximando-se para anotar algumas coisas do monitor ao lado da minha cama.

- Como acha que estou? – Suspirei frustrado. – Pai, onde está Bella? Faz quase oito dias que estou aqui e eu ainda não a vi.

Carlisle desviou os olhos e voltou sua atenção para a prancheta a sua frente.

- Ela esteve aqui no dia do seu acidente, no momento ela está de licença do hospital filho. Bella precisa ficar de repouso.

Aquela historia não estava muito convincente, mas afinal, que mulher gostaria de visitar seu marido desfigurado em um hospital?

- Pare de pensar bobagens. – Meu pai tocou minha mão.

- Você não sabe o que estou pensando... – Desviei os olhos enquanto sussurrava.

- Bella está muito preocupada com você.

- Não é o que parece.

- Filho...

Fechei meus olhos.

- Pai, tenho medo que ela não me queira mais.

A cama afundou, abri meus olhos e vi Carlisle sentado ao meu lado.

- Bella te ama muito, e se não fosse por mim ela teria ficado aqui desde o momento em que você veio para cá. Se você não acredita nisso é porque deve ter batido a cabeça no incêndio.

Soltei um riso murcho, mas logo suspirei.

- Não me lembro de quase nada que aconteceu, só recordo-me de ter entrado no prédio, do cano de gás explodindo e... E da dor.

- Tente descansar, você ficará aqui mais alguns dias e logo poderá ir para casa.

- Quanto tempo?

- Tudo depende de como será sua recuperação.

- Ok pai.

[...]

- Ela está mesmo aqui? – Sorri para minha irmã, que continuava desenfaixando meu rosto.

- Sim, Bella está quase batendo nos enfermeiros que não querem deixá-la entrar.

- Porque não querem deixá-la entrar?

- Temos que terminar seu curativo primeiro.

Suspirei.

- Tem razão. – Sorri tristonho – É melhor ela não me ver sem isso por enquanto... A única coisa que não preciso agora é de um divorcio.

- Edward, não diga bobeiras!

- Alice... Eu estou parecendo um monstro e...

Parei de falar quando a porta foi abruptamente sendo aberta.

- É O MEU MARIDO, VOCÊS NÃO ME VÃO EMPEDIR DE VÊ-LO, ESTOU CANSADA DE ESPERAR!

Automaticamente meu corpo se virou em direção à voz dela. Assim que os olhos de Bella pousaram sobre mim ela levou a mão aos lábios, aterrorizada.

- Bells, eu...

Antes que eu terminasse ela foi em direção ao banheiro e pude ouvir o som dela vomitando.

Bella tinha nojo de mim...

Meu maior medo estava se realizando... Eu estava perdendo a mulher de minha vida...

E essa foi à última vez que eu a vi. Depois que ela saiu do banheiro eu não queria vê-la... Eu estava tão triste... Eu... Eu sabia que não era culpa dela, mas já sabia que tudo entre nós acabaria eu apenas poupei o tempo dela em me dizer palavras que partiriam meu coração.

Quando tive alta no hospital não fui para casa e não peguei nenhum pertence meu... Apenas saquei pouca quantia no banco – o suficiente para me mandar da cidade e não prejudicar Bella financeiramente – e vim para Forks.

Caminhei para meu pequeno quarto e peguei a mascara que eu costumava usar para poupar as pessoas do estrago em meu rosto. Não era de o meu feito caminhar pela cidade, mas era preciso quando eu precisa comprar algo para comer, ou para fazer o que eu faria agora.

Sai da pequena casa que havia alugado e fui até a cabine publica que havia ali enfrente.

Fazia hoje 1 ano e 8 meses que eu não via minha Bella... Eu pelo menos precisava ouvir sua voz.

Rapidamente coloquei uma ficha no telefone e disquei para o numero antigo de casa, só me restava rezar para que ela não estivesse se mudado ou algo do tipo.

- Alô?

Fechei os olhos sentindo todo meu corpo se arrepiar.

Era tão bom ouvir sua voz...

- Quem fala?

Continuei em silêncio, apenas escutando.

- Você não tem mais o que fazer? Saiba que eu tenho... Que inferno!

A ligação caiu e eu sorri. Lembrei-me das vezes em que discutíamos... Seu rostinho corado, sua voz alterada... Isso me deixava tão excitado.

Encostei minha cabeça na cabine e deixei as lágrimas escaparem por meus olhos... Minha mãe sempre dizia que quando a saudade e a triste não cabe no peito ela escorre pelos olhos, e agora eu entendia o quão verdadeiro era aquela frase.

Meu peito doía tanto de saudades de Bella... Eu iria enlouquecer se não a visse.

Batidas na cabine me despertaram. Rodei em meus calcanhares para encarar a velha senhora que me olhava com dó.

Eu a conhecia, era a Sra. Cooper. Já havíamos conversado algumas vezes, quando me mudei para cá. Ela também morava sozinha, seu marido havia falecido há anos e seus filhos não moravam aqui, na verdade – pelo que ela me disse – eles não queriam nem saber dela... Tenho certeza que fazem isso porque não sabem realmente a falta que uma mãe faz na vida... Eu estava com tantas saudades da minha.

- Oi. – Abri a porta, enquanto enxugava minhas lágrimas. – Me desculpe, não vi que a senhora queria utilizar o telefone.

- Eu não quero querido. – Ela suspirou – Eu te vi chorando. Aconteceu algo?

- Não. – Tentei sorrir, mas não fui muito convincente.

- Ligou para ela? – Apenas balancei com a cabeça, afirmando. Eu havia contado para Marie sobre Bella, ela sabia de tudo. – O que ela te disse?

- Ela não sabe que fui eu. – Dei de ombros – Só precisava ouvir a voz dela.

A senhora em minha frente suspirou.

- Já te disse que não acho certo sua atitude, sabe, de ter sumido sem falar com ela. Foi muito precipitado e...

- Eu sei, eu sei. – Sai da cabine, parando ao seu lado e olhando para o céu que começava a ficar escuro – Mas eu não posso fazer mais nada. Pode ter sido errado minha atitude, mas não tem como voltar atrás.

- Claro que tem querido. Vá atrás dela... Converse com ela.

- Vai ser perca de tempo. – Enfiei minhas mãos em meus bolsos – Ela deve estar feliz sabe... Talvez tenha até... Até encontrado outro cara.

- Se ela estivesse encontrado outro cara teria te procurado, afinal, vocês são casados e para ela se casar novamente precisa da sua assinatura.

- Ela teria tentado me encontrar se me amasse.

- Como pode saber se ela tentou ou não?!

- Como ela poderia pedir o divorcio a mim se não me achar?

A velha senhora ao meu lado me deu um tapa na nuca.

- Pare de me retrucar! Faça o que estou mandando e pronto.

Ri.

- Você às vezes age como minha mãe...

- Por que sou mãe. – Ela sorriu – Volte para Los Angeles.

- Nem se eu quisesse eu poderia. – Suspirei – O dinheiro que tenho está acabando, e o que tenho não é suficiente.

- Bom, dinheiro não é problema. – Marie sorriu para mim – Eu posso te dar.

- Não! – Neguei, afastando-me dela. – Eu não posso aceitar seu dinheiro. Vou entrar, não gosto que as pessoas fiquem me olhando... E sabe, as crianças da rua tem medo de mim. Boa noite para a senhora.

 - Edward...

Ela me chamou, mas não parei de andar. Entrei em casa, tranquei a porta. Preparei algo para eu comer, e assim que terminei lavei a louça que sujei e fui para meu quarto. Deitei-me em minha cama, com uma foto de Bella e eu em mãos.

Era a foto do nosso casamento...

Ela estava linda de branco, com um sorriso enorme nos lábios.

Aquele foi um dos dias mais felizes de minha vida... Ela finalmente era minha, no papel. Eu a amei tanto naquela noite que no dia seguinte quase perdemos nosso vôo para Paris, onde passaríamos uma semana em lua de mel.

- Estou com tantas saudades princesa... – Alisei seu rosto sorridente na foto. – Sinto sua falta. Será que você sente a minha?

POV Bella

- Agora é sério. – Meu marido enxugou os cabelos e colocou sua camisa vermelha – Preciso ir trabalhar.

- Claro. – Sorri retirando minha toalha. – Seu trabalho aqui já foi feito. Devo dizer que foi muito bem feito... – Abri o closet e puxei de lá o meu uniforme branco do hospital.

- Às vezes me sinto tão usado por você.

- Eu amo usar você morzão. – Caminhei até ele, abraçando-o pelo pescoço. – Quando voltar quero te usar mais.

Edward riu, jogando a cabeça para trás, enlaçando minha cintura e puxando-me contra seu corpo.

- Ok. Devo confessar que amo quando você me usa. – Seu nariz escorregou por meu pescoço. – Agora é melhor você ir por uma roupa, antes que eu te jogue na cama novamente.

Corri de volta até o closet e comecei a me arrumar. Quando coloquei a mão no bolso do meu jaleco senti o palitinho do meu teste de gravidez ali.

Mordi os lábios contendo um sorriso.

Edward iria pirar com a noticia, mas eu só a daria amanhã, quando estivéssemos na casa dos pais dele.

- Porque está com esse sorriso de menina travessa? Espero que não esteja planejando me atacar, preciso ir trabalhar.

- Não é nada disso amor! – Fiquei em um pé só, colocando minhas sapatilhas. – Só estava pensando em nós, sabe... Como sou feliz ao seu lado, como nossa vida é fantástica.

- Bom, tendo um marido como eu, é normal sua vida ser fantástica e feliz.

- Convencido. – Rolei os olhos.

Logo estávamos prontos. Fomos para a garagem e nos despedimos com um beijo quente e brincalhão. Estávamos casados há dois anos, mas nem por isso nosso fogo havia diminuído.

- Tchau meu gostoso. – Pisquei, dando-lhe um selinho.

- Tchau minha gostosa. – Riu, abrindo a porta do meu carro para mim – Te vejo a noite.

- Amo você.

- Eu também te amo.

Sai da garagem vendo pelo retrovisor Edward acenar para mim. Sorri... Pena que seria a ultima vez que eu o veria sorrindo.

- Bella?!

Dei um pulo no sofá, quando Emmett me balançou.

- Emm! – Me levantei, irritada. – Sabe que odeio quando me assustam.

- Mas você estava parada ali, olhando para o nada, pensei que estivesse dormindo acordada.

- Eu... eu só estava pensando.

- Hm, mas seu filho está acordado, querendo o colo da mãe.

- Onde ele está?

- Papai e mamãe estão na varanda com ele.

- Obrigada Emm.

Sai da sala, sem poder deixar de sorrir. Quando cheguei à varanda vi Carlisle e Esme sentados no sofá que havia ali, com Anthony no colo.

- Oi meu bebê!

Assim que ele ouviu minha voz se contorceu todo no colo da avó para me ver. Meu pequeno sorriu para mim, dando um gritinho e esticando os bracinhos.

- Pronto, fomos colocados para escanteio. – Carlisle brincou, fazendo eu e Esme rir.

- Está ficando tarde, acho melhor irmos.

- Mas já? – Minha sogra suspirou – Porque não passam a noite aqui?

- Esme. – Sorri – Minha casa é do outro lado da rua.

- É amor, eles voltam amanhã para o almoço, não é querida?

- Sim Carlisle, Anthony e eu voltaremos.

- Ok então.

Me aproximei, pegando Anthony. Suspirei vendo minha sogra se encolher. Ela ainda não havia se recuperado totalmente de sua depressão, eu sabia que Anthony a ajudava melhorar, mas eu precisava de um tempo para mim, em casa, com meu filho.

- Eu acompanho vocês. Esme, eu já volto amor.

- Está bem Carl.

Me despedi de Emmett e Carlisle me acompanhou até minha casa, que ficava na enfrente a sua.

- Obrigada Carlisle. – Sorri, passando pela porta que ele havia aberto para mim. – Não consigo acreditar que esse garoto dormiu em 1 minuto, foi só o tempo de atravessar a rua e ele já capotou.

- Ele está cansado, brincamos o dia todo. – Meu sogro acariciou os cabelos de Anthony, enquanto sorria. – Obrigado querida.

- Pelo que exatamente?

- Pelo que está fazendo por Esme. – Carlisle sorriu tristonho – Ela sempre sorri quando está com Anthony, você sabe, ela ainda não superou...

- Nem eu. – O cortei. – Não gosto de vê-la sofrer. Esme é como se fosse uma segunda mãe para mim, sei como ela está se sentindo.

- Bom, acho que vou indo. Boa noite meu neto... – Inclinou-se para beijar a testa de Anthony e logo depois beijou a minha – Durma bem querida.

- Você também Carl.

Tranquei a porta assim que ele saiu. Levei Anthony para seu quarto no andar de cima, o coloquei no berço e cobri seu pequeno corpo. Liguei o abajur, liguei a babá eletrônica e fui para meu quarto. Tomei um banho rápido e me deitei em minha cama.

Fechei os olhos sentindo o quão frio aquele lugar era...

Onde estaria Edward agora?! Ele se foi sem dar nenhuma explicação... Sem me dar a chance de contar a ele sobre nosso bebê.

Será que ele ainda pensava em mim? Será que ele ao menos se lembrava de mim?

Eu só queria saber se ele estava bem, saudável, e feliz, mesmo que fosse com outra mulher.

Suspirei, encolhendo-me em minha cama enquanto tentava não imaginar a ultima coisa que eu havia pensado... Edward com outra mulher.

O telefone ao lado da cama tocou. Inclinei-me pegando-o.

- Alô? – Atendi, mas não houve resposta. – Droga, estou cansada disso! Já é a terceira vez essa semana, você não tem o que fazer?!

Desliguei o telefone. Há dois dias ligavam para mim e não falavam nada. Eu disse para Emmett que não daria certo colocar nosso numero de telefone no e-mail que ele passou para as pessoas, tentando encontrar Edward.

Agora eu tinha que ficar aturando trote!

POV Edward

Coloquei o telefone no gancho e sai da cabine.

Dessa vez ela não havia ficado insistindo em saber quem é que estava do outro lado da linha. Bella simplesmente desligou o telefone em minha casa.

Eu havia passado a noite toda de ontem pensando na proposta de Marie, que agora, era tentadora demais.

Afinal, eu poderia ver Bella sem que ela me visse, só para saber como ela está, depois, eu voltaria para Forks, arrumaria dinheiro e devolveria para Marie.

Sim. Eu ia para Los Angeles.

Em passos largos rumei até a casa de Marie, parando na porta e tocando sua campainha. Assim que ela abriu a porta sorriu para mim.

- Eu sabia que você viria mais cedo ou mais tarde.

- Eu vou te pagar, prometo.

- Fique tranqüilo garoto, o importante é que você se acerte com sua mulher.

[...]

Puxei o ar, aspirando à poluição de Los Angeles. De certa forma, eu sentia muita falta daquele lugar, e era muito bom estar ali.

Fiz sinal para que um taxi parasse. Entrei no primeiro que parou e dei a ele o endereço de nossa antiga casa, talvez ela ainda morasse lá.

Eu estava com sono, mal havia conseguido dormir a noite e tive que estar de pé antes que o dia amanhecesse para pegar ônibus até Seattle e de lá tomar o avião que me traria até aqui.

Já se passava das 21h00min quando o taxi parou enfrente a minha antiga casa. Paguei o motorista e saltei para fora.

Estava tudo... Tão igual!

Caminhei até a porta, pousando minha mão sobre a campainha.

Eu havia prometido a mim mesmo que não a perturbaria... Mas estando tão perto assim, era impossível me controlar.

Fechei os olhos e deixei meu dedo pressionar o botão.

POV Bella

- Droga! – Peguei meu hobby e desci as escadas correndo.

Por Deus, quem seria uma hora dessas?!

Desci as escadas o mais rápido possível, com medo da pessoa usar a campainha novamente e acordar Anthony.

Assim que alcancei a maçaneta, a destranquei e abri a porta. Fiquei parada, sem reação, enquanto olhava para o homem ali.

Por reflexo, fechei a porta e dei um passo para trás.

Deus... Não podia ser real, ou podia?!

Sim, sim! Era meu Edward!

- Oh... – Abri a porta novamente, mas ele já não estava mais ali. – EDWARD! – Corri, descalça, pelo meu pequeno jardim e o avistei há alguns metros de distancia de mim. Ele se virou, e eu disparei em sua direção, alcançando-o rapidamente e jogando-me em seus braços – Oh, meu amor...

- Bells...

Fechei os olhos, aspirando seu cheiro e apreciando o calor do seu corpo tão perto ao meu.

- Edward, Edward, Edward... – Choraminguei, contra seu pescoço, mas logo me afastei, socando-o – EDWARD!

- Ai. – Ele se desvencilhou, alisando o braço – Porque está me batendo?

- Porque estou te batendo?! – Passei a mão por meus cabelos, andando de um lado para o outro. – Seu idiota! O que você tem na cabeça? Onde esteve por todo esse tempo? Seu inútil, seu... Seu desgraçado.

Voltei a abraçá-lo, fechando meus braços ao redor de sua cintura.

- Me desculpa...

Não respondi. Ergui minha cabeça e toquei seu rosto. Só agora havia percebido que havia uma pequena mascara branca tampando o lado esquerdo de seu rosto. Eu estava prestes a perguntar o porquê daquilo, mas um carro passou na rua e tinha alguns garotos dentro.

- Ei tia, você é gostosa...

- Vem dar uma voltinha com a gente, vem...

- Idiotas... – Edward murmurou, segurando minha mão e me puxando em direção a porta de casa. Assim que entramos ele fechou a porta. – Qual o seu problema Isabella? Porque saiu vestida dessa maneira e...

Antes que ele terminasse de falar, voltei a abraçá-lo e colei nossos lábios. Tentei beijar, mas aquela proteção atrapalhava, quando coloquei minha mão nela Edward me empurrou devagar.

- O que...

- Não. – Ele suspirou – Você não precisa ver isso.

- Mas...

- Bella, não vim aqui para discutir contigo. – Passou a mão pelos cabelos. – Eu só precisava saber como você estava.

- Como acha que estou? – Suspirei, virando o rosto – Meu marido some sem dar explicações, não liga, não dá sinal de vida...

- Me perdoe, eu só... Você não merece viver ao lado de um homem como eu.

- Como você? – Rolei os olhos – Não acha que quem tem que decidir isso é eu?

- Sim, mas... Eu só tomei a iniciativa, te poupando.

- Você sempre foi tão idiota! – Encostei minha testa na dele, enquanto voltava a chorar – Não quero discutir, não agora. Estou com tantas saudades...

- Bells, eu...

- Shhh.

Voltei a colar minha boca na dele. Suspirei, sentindo todo meu corpo se arrepiar enquanto meus dedos enroscavam-se em seus cabelos.

Os braços de Edward fecharam-se ao redor de minha cintura, puxando-me para mais perto de seu corpo. Sua língua enroscou-se na minha de forma deliciosa e provocante. Nos beijamos com ardor, sem nos preocupar com o ar, tentando recuperar todo o tempo sem nos tocar.

Ele girou meu corpo, prendendo-me entre o seu e a parede. Sua mão agarrou minha coxa, colocando-a em sua cintura.

- Edward... – Gemi, enfiando minhas mãos dentro de sua camisa, erguendo-a e retirando-a de seu corpo. Suspirei, deslizando minha mão por seu tórax. Ele estava mais malhado do que antes. – Deus, que saudades...

- Eu também estou com saudades princesa.

Em um movimento rápido movimento dele, eu já estava em seu colo, sendo carregada pela sala, pelas escadas, até chegar ao meu quarto, nosso quarto.

POV Edward

Eu beijei a mulher dos meus sonhos e da minha vida, como nunca beijei antes. Levantei-a no colo e a envolvi com meus braços, levando-a para nosso quarto, explorando cada milímetro de sua boca, de seus lábios, de sua língua. Senti suas lágrimas se misturarem à saliva. Eu era completamente apaixonado, alucinado e obcecado por ela.

- Você quase me matou, Edward. 

- Me perdoe. P- Encostei nossas testas. - Pode deixar, isso nunca mais irá se repetir. Não consigo viver sem ter você.

Ela sorriu o sorriso mais lindo do mundo. Bella passava os dedos pelos meus cabelos, descendo para meu rosto. Abri a porta do quarto e para minha total surpresa tudo estava como antes.

Caminhei até a cama, deitando-a ali.  Suspirei no seu pescoço e deixei minha boca colar ali. Seus pêlos arrepiaram e eu passei a língua bem superficialmente por eles, arrepiando mais ainda.

Escorreguei meus dedos pelo ombro dela e desci até os seios, brincando por cima da blusa.

- Edward...

Ela começava a reagir.

- Estou precisando tanto de seu calor, Bella... – Sussurrei no seu ouvido. 

Ela fechou os olhos e deixou a cabeça cair. Beijei sua testa, seus olhos, seu nariz, seu queixo.

- Continuo, amor? 

- Uhum.

Bella sorriu de olhos fechados e passou os braços ao redor do meu pescoço. Beijei de leve sua boca, que se abriu um pouco. Beijei seus lábios devagar, um por um. Beijei agora de língua, ela me apertando com os braços, deixei meu corpo pesar sobre o dela.

Tirei lentamente nossas roupas e beijei seus seios.

- Está mais linda do que antes...

Subi alcançando seus lábios, apertando-a em minhas mãos, sentindo seu corpo quente contra o meu.

- Eu não era linda?

Sorri, segurando suas pernas e colocando-as ao redor de minha cintura.

- Você sempre foi linda, eu é que já não s...

- Shhh! – Sua mão tapou minha boca – Vem, me ama. – Assenti. Segurei meu membro e o guiei para sua entrada. – Edward?

- Sim?

- Pode... ir devagar?

Beijei sua boca, enquanto soltava meu peso sobre ela, pedindo passagem com meu membro em sua pequena passagem.

- Deus... – Gemi contra seus lábios, sentindo-a me apertar.

Fechei os olhos começando a me mover lentamente dentro dela. Logo, abri os olhos para ver sua reação. Bella estava mordendo os lábios, com as bochechas coradas e os olhos rolando devagar.

- Geme meu nome princesa.

- Ed...

- Isso, de novo, vai.

Ela fez o que eu pedi. Desloquei meu quadril, aumentando um pouco mais a velocidade de minhas estocadas. Eu estava me segurando para não me afundar com força dentro dela, mas isso a machucaria.

- Como senti falta... disso. – Suas unhas afundaram-se em meus ombros – Mais rápido, por favor...

Calei sua boca com a minha, deixando nossas línguas brincarem uma com a outra, enquanto eu lançava meu quadril com mais força e precisão.

O quarto estava preenchido por nossos gemidos abafados. O nosso suor já se misturava, exalando aquele cheiro maravilhoso... O nosso cheiro. Mordi sua boca, sentindo seu centro me apertar, levando-me a loucura

- Bella...

- Eu vou...

Suas pernas se apertaram ao redor de minha cintura, e pequenos espasmos denunciaram que ela estava chegando a seu ponto máximo, e eu a acompanhei, liberando-me dentro dela. Deixei meu corpo tombar sobre o dela, abraçando-a com força.

Fiquei parado, ali, ouvindo seu coração disparado, mas me afastei quando ouvi seu choro. Rolei para o lado e a trouxe para cima do meu peito.

- Não chore...

- Não me deixe mais.

- Eu não vou. – Alisei suas costas – Estarei ao seu lado até o dia que você não me quiser mais.

- Pare de dizer bobagens! Eu te quero pra sempre... Sempre quis. – Seu rosto saiu do meu peito e aproximou-se do meu – Como pode pensar que eu não poderia te querer mais apenas por causa do seu rosto. – Sua mão alisou a minha mascara branca – Eu te amo pelo que você é... Pela maneira que você me trata, todo carinho e amor...

- Mas aquele dia. – Virei o rosto, evitando olhá-la – No dia que você foi me ver no hospital, você teve nojo de mim...

- Não. – Ela riu chorando – Não senti nojo de você, eu apenas estava... Nervosa.

- Você não precisa mentir, eu mesmo tenho nojo de mim quando me olho no espelho.

Bella bufou, levantando-se e vestindo seu Hobby.

- Vista-se, tenho que te mostrar algo.

Sentei-me na cama e vesti minha cueca que ela jogou para mim.

- Onde vamos? – Indaguei, saindo do quarto com ela.

- Shhh, fale baixo.

Bella capturou minha mão e me arrastou pelo corredor, parando enfrente a uma porta azul bebê.

- O que...

- Vem, entre.

POV Bella

Edward estava parado próximo ao berço de Anthony, olhando nosso pequeno.

- Eu... Eu...

  Fiquei surpresa quando ele virou-se e saiu do quarto. Fui atrás dele, encontrando-o encostado na parede.

- Edward.

- Um filho! – Sussurrou ele, entre lágrimas – Nós temos um filho.

- Sim, um lindo menino. – O abracei, beijando sua bochecha que não estava coberta pela mascara.

- Não acredito que perdi isso... – Seus braços enlaçaram-me – Não acredito que não estive ao seu lado para acompanhar tudo.

- Sh... – Segurei seu rosto em minhas mãos. – Mas você está aqui agora, é isso o que importa.

Edward sorriu, rindo baixinho.

- Um filho, nós temos um filho!

- Sim amor, um meninão lindo, como o pai dele.

Ele me ergueu no ar, girando-me.

- Eu já o amo tanto.

Sorri, beijando seus lábios.

- Vem conhecer melhor Anthony.

- Anthony? – Arqueou as sobrancelhas, sorrindo torto.

- Sim, quando descobri que era menino me lembrei das conversas que tínhamos. Era esse o nome que você queria caso tivéssemos um menino quando eu engravidasse.

- É.

Voltamos para dentro do quarto.

- Quer pega-lo? – Indaguei.

- Ele... Ele pode acordar.

- Nosso menino é um amor, não acorda nem que a casa caia. – Me aproximei do berço, pegando meu pequeno. – Oi meu amorzinho...

Meu bebê se remexeu em meus braços, resmungando baixinho.

- Ele... é tão pequeno.

- Sério? Eu acho que ele está enorme.

Edward sorriu, aproximando-se. Passei Anthony para seus braços, e ri baixinho, vendo-o segurar o filho todo desengonçado. Ele inclinou-se, colando seus lábios na bochecha de Thony.

- Ele é lindo.

- Bom. – Mordi os lábios, abraçando-os. – Sempre fomos bem... Intensos, não poderia sair outra coisa, principalmente quando o pai é você.

- Mentirosa como sempre Bells. – Sorriu torto.

- Acho que está na hora de irmos deitar.

- Sim, estou cansado e... Hm... Com um pouco de fome.

- Oh... – Cruzei os braços – Porque não me disse antes? Coloque Anthony no berço, vou preparar algo para você.

POV Edward

Assim que Bella saiu do quarto coloquei o pequeno garoto no berço e fiquei ali, apoiado na grande admirando-o. Estava um pouco escuro o quarto, mas eu podia muito bem ver seus cabelos castanhos e suas bochechinhas gorduchas. Era meu filho, com Bella.

Sorri alisando seus cabelos e sai do quarto, fechando a porta devagar.

Desci as escadas observando a casa que não havia mudado muita coisa, apenas a TV era nova, as cortinas e sobre os armários havia diversas fotos minha e de Bella, e dela com Anthony.

Fui tão idiota... Bella realmente me amava não pelo meu físico, mas por quem realmente sou... Não acredito que perdi todo esse tempo longe do meu filho de dela.

Caminhei para a cozinha e a encontrei mexendo na geladeira. Me encostei na parede, observando-a.

- Quantos meses Anthony esta?

Ela deu um pulo, assustando-se.

- Edward! – Bella riu, levando a mão ao peito – 8 meses.

Fiz as contas mentalmente.

- Então você engravidou antes... Antes...

- Sim. – Ela mordeu os lábios, da mesma maneira de sempre, fechou a geladeira e veio até mim – Eu ia te contar um dia antes do seu acidente, mas resolvi esperar até domingo, já que sempre almoçávamos na casa dos seus pais, eu contaria para você e para todos, mas depois do que te aconteceu... – Bells fechou os olhos – Eu pensei que fosse perder nosso bebê, eu passei mal e... Bom, e depois Carlisle não me deixou te ver e me afastou do hospital.

- Oh... – Enlacei sua cintura – Eu tinha uma idéia totalmente diferente.

- Eu até imagino o que se passou por sua cabeça. – Torceu os lábios, rolando os olhos – Eu já disse que você é idiota?

- Sim. – Sorri – Concordo plenamente contigo.

- Pois é, agora vem comer. – Ela me puxou até a mesa, onde tinha um prato com alguns sanduíches. Minha barriga roncou.

Droga. Fazia muito tempo que eu não comia coisas “boas”.

Enquanto eu devorava os lanches Bella, me olhava e me colocava a par de tudo o que aconteceu nesse tempo que estive longe. Fiquei super deprimido ao saber sobre minha mãe.

- É tudo culpa minha. – Suspirei, encostando-me na cadeira – E como ela está agora?

- Ela ainda toma remédios para a depressão, mas depois que Anthony nasceu às coisas melhorou um pouco. Vamos lá todos os dias. Carlisle diz que o único momento que ela sorri é quando está com nosso filho.

Passei a mão por meus cabelos, suspirando.

- Amanhã quero vê-la.

- Sem duvida. – Bells riu, vindo se sentar em meu colo – Se eu não vou levo Anthony até ela, ela vem até nós. Agora vamos deitar, estou cansada.

- Eu também.

Eu a ajudei a lavar a pouca louça que sujei e subimos para o quarto. Enquanto Bella ia ao banheiro me deitei na cama, sentindo o alivio de estar em casa.

Tirei minha mascara, passando a mão em meu rosto que estava coçando. Droga, aquele material estava me dando coceira.

Antes que Bella voltasse do banheiro eu voltei a colocá-la. Ela saiu, e logo estávamos abraçadinhos. Era maravilhoso ter a mulher da minha vida deitada com a cabeça nos meus braços.

Eu brincava com uma mecha dos seus cabelos, enrolando-a no dedo.

Ela me beijou no peito e apoiou o queixo na minha pele. Eu contemplei seus olhos cor de chocolate brilhando.

Parei de respirar quando senti algo em meu pé...

- Bella tem... Tem algo no meu pé.

- Acho que já sei quem é... – Ela riu.

- Como assim “quem é”?

- Psiusiusiusiusiu...

Franzi a testa ouvindo o ronronar se aproximando.

- Desde quando temos um gato?

- Presente do seu irmão – Bella sorriu, puxando um enorme gato branco para cima do seu corpo. – Ele me deu de presente de aniversário, disse que eu precisava de uma companhia...

- Hmmm, acho que ela não gosta de mim. – Apontei para o bichano, que me olhava de um jeito estranho.

- Não é ela amor, é ele.

- Agora entendi o motivo. – Suspirei, encarando o animal que tentava roubar minha mulher de mim - Bella jogue-o no chão.

- Amor, desde pequeno Eddie dorme na cama comigo.

- Ed...Eddie?

Ela riu, levantando-se e levando o gato até o sofá, deitando-o ali.

- Sim. Eddie. Gostou? Seu irmão que escolheu.

- Pudera! – Rolei os olhos, abrindo os braços para que ela se aconchegasse ali. Bella riu, beijando-me daquele jeito apaixonado.

- Vamos fazer amor novamente? – Ela pediu, colocando-se sobre mim e agarrando meus cabelos. – Você está cansado?

- Sempre cheguei cansado do quartel e isso nunca me impediu de apagar seu fogo.

Ela gargalhou, mordendo meu queixo.

- Sua mulher esteve em chamas por todo esse tempo e você não estava aqui... Que bombeiro imprestável você é.

- Me desculpa. – Sorri, alisando suas costas – Mas eu posso fazer o trabalho agora.

- Oh, sim, você vai, mas...

- Mas?

- Você vai tirar essa mascara.

- Bella, não. – Bufei.

- Vamos fazer o seguinte. Eu desligo o abajur, assim não vou ver o que você quer tanto esconder. – Rolou os olhos, como se eu fosse bobo. – Vamos, isso ai deve estar te irritando.

Nisso ela tinha razão.

- Promete mesmo não olhar?

- Prometo.

- Tudo bem. – Suspirei. – Apague a luz.

- Ok! – Ela mordeu os lábios, entusiasmada por ter conseguido.

Assim que o quarto ficou completamente escuro retirei minha mascara, colocando-a no chão, ao lado da cama. Logo senti o corpo de Bella voltando a pesar sobre o meu.

Seus lábios escorregaram por meu rosto marcado pelo fogo.

- Eu amo você do jeito que você é, juro que não ligaria caso um dia, Deus me livre, você ficasse, mudo, cego ou perdesse algum membro do seu corpo. Eu te amo... E quando uma pessoa ama de verdade ela está ao lado da outra pessoa no que der e vier. E eu estou aqui amor, ao seu lado. – Sua boca encontrou a minha, e ela sussurrou – Quando você se sentir confiante para deixar eu te ver sem essa mascara me diga. Não vou te pressionar, mas só quero deixar bem claro que nada vai fazer mudar o que sinto por você.

Girei na cama, subindo sobre seu corpo e beijando os lábios da mulher mais incrível que já conheci.

Como fui idiota! Perdi tanto tempo chorando, pensando que ela me desprezaria...

[...]

Abri meus olhos, acostumando-me com a luz que entrava no quarto. Suspirei, sem conseguir conter um sorriso.

Há muito tempo eu não acordava tão bem e tão feliz como hoje. Apertei meus braços ao redor da cintura de Bella e coloquei meu rosto em seus cabelos, aspirando seu cheiro maravilhoso.

Havíamos feito amor à noite toda e depois dormimos assim, de conchinha.

 - Eu te amo princesa. – Beijei seu ombro nu. Retirei meu braço de sua cintura e me despreguicei, esticando meu corpo na cama.

Franzi a testa ao ouvir o pequeno ruído que vinha da babá eletrônica. Um resmungo baixinho soou e eu pulei da cama, quase caindo.

Rapidamente coloquei minha boxer e caminhei até o closet, abrindo-o devagar. Encontrei algumas calças de moletom minhas ali e coloquei uma.

Antes de sair do quarto voltei até a cama, beijei a boca de Bella, peguei minha mascara e sai do quarto. No corredor eu a coloquei e ponderei antes de entrar no quarto de Anthony.

E se ele se assustasse? Afinal, não é todo dia que um bebê acorda e vê um homem mascarado entrando em seu quarto.

Seu choro começou a ficar mais alto. Entrei no quarto chamando a atenção dele para mim assim que abri a porta. Meu pequeno garoto estava de pé dentro do berço, me olhando curioso.

- Oi. – Acenei para ele, fazendo-o franzir a testinha. – Não precisa chorar ok? Não sou o boi da cara preta nem  o bicho papão... – Suspirei, aproximando-me dele – Sou seu papai.

- Ah! – Ele soltou um gritinho, e eu dei um passo para trás, fazendo-o rir.

- Sua mãe já deve ter falado de mim para você, não é?

O menino se sentou dentro do berço e pegou algo. Aproximei-me mais, vendo-o brincar com um carrinho prata sorrindo.

POV Bella

Acordei confusa, ouvindo gargalhadas da babá eletrônica.

Sentei-me na cama confusa, lembrando-me de tudo o que aconteceu na noite passada. Suspirei, prendendo meus cabelos e voltando a me deitar na cama.

Puxei a babá eletrônica para cima da cama e sorri, ouvindo os gritinhos do meu bebê. Ele estava feliz.

Anthony devia ter acordado cedo e Edward ouviu.

Me levantei da cama, procurando minha camisola e colocando-a.

Sai do quarto e entrei no de Anthony, vendo a cena que um dia ousei pensar que nunca veria.

Edward estava sentado na cama que havia ali no canto do quarto, com as costas encostada na cabeceira. Nosso pequeno estava em seu colo, agarrado aos seus cabelos rindo.

Edward sorriu assim que me viu. Os olhos falando por si, a cor mais linda do mundo.

- Como assim? Estão brincando e nem me acordaram?

Anthony virou-se para me olhar e também sorriu.

- Bom dia. – Edward deu espaço para que eu me sentasse ao seu lado.

- Bom dia meus amores. – Beijei a testa de Anthony e os lábios de Edward. Logo depois voltei a olhar para meu filho, que tinha o carrinho prateado em mãos – Já ouviu ele falando Edward?

- Não. Ele já fala?

Torci os lábios assentindo.

- Diz para o papai filho. O que é isso ai... – Toquei o carrinho.

- BIBI!

 Meu marido riu, fascinado.

- Que garoto esperto! O que mais sabe falar?

- Filho, qual é o nome do nanau?

- dieeeee

- Oh, até o Eddie já faz parte de seu vocabulário! – Meu marido mordeu os lábios – Fale mais para o papai.

- Ele não sabe mais. – Expliquei, deitando minha cabeça em seu ombro – Sabe como é triste ver o cabeção te rasgou toda saber o nome do gato e não falar mamãe?

- Hm, isso deve ser triste.

- Muito triste.

- Bom, o legal vai ser quando ele disser papai.

- Depois de mamãe. – Completei.

- Não vamos discutir sobre isso não é Bells?

Suspirei, dando de ombros.

- Não. – Neguei, alisando seu rosto. – Eu te amo.

- Eu também te amo, muito. – Sorriu – E dessa vez não vou fazer mais nenhuma burrada. Quero curtir você e nosso filho.

- Sim, meu mascarado. – Pisquei, fazendo-o torcer os lábios.

- Não me chame assim princesa.

- Por quê? – Sorri aproximando meus lábios de seu ouvido. – Sabe o que eu descobri ontem?

- Não. O que?

- Tenho fetiche por homens mascarados.

Ele gargalhou, fazendo Anthony – mesmo sem saber o motivo ou entender – gargalhar também. Eu os acompanhei.

Agora em diante, poderíamos recuperar esse um ano e oito meses perdidos. E apenas de toda dificuldade que encontraríamos pela frente, se estivermos juntos, tudo vai ser superado.

“A beleza nunca é, e nunca deve ser o ponto mais importante numa relação.
Muitos vêem a beleza exterior, mas a verdadeira beleza está dentro de cada um de nós. A beleza não está no corpo ou no rosto, onde muitos procuram, mas sim na alma onde poucos encontram.”
(Autor Desconhecido)

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