O Contrato - Capitulo 19


Bella pov’s
Sábado
Alguns dias, poucos, se passaram. Eu evitava Edward. Não importa os motivos que ele apresentou para a demissão de Jessica, eu não conseguia engolir. Felizmente ele me deu espaço, mas quando eu o olhava, ele sorria triunfante. Por que ele tinha aquele sorriso? Será que ele desconfiava que eu fosse pedir o divorcio e estava feliz com isso? Era bem provável.
Não importava. Ainda que eu estivesse prestes a fazer o que Edward queria, pedir o divórcio, eu seguiria com o meu caminho. Jacob já havia comprado os ingressos para assistirmos a uma peça de teatro e feito reservas em uma pousada. Estava tudo pronto, inclusive minhas coisas para passar dois dias longe de casa, com Jacob.
Fui para a empresa de moto, acabei saindo antes de Edward. O mau humor tomou conta de mim quando cheguei ao meu espaço e encontrei a mesa de Jessica vazia.
Como Jacob prometeu, ele e Mike conseguiram um emprego para Jessica na empresa concorrente. Fiquei feliz, e aliviada, com a notícia. Senti uma pontada de inveja de Jess. Eu também queria me livrar do meu emprego. Após o divorcio não queria olhar mais para a cara do Edward.
Confesso que estava tensa. Tensa por que naquela noite eu perderia a virgindade com o meu namorado e não sabia nada sobre sexo, não na pratica pelo menos. Procurei afastar esses pensamentos e o trabalho foi uma ótima fuga. Ainda sim o nervosismo estava ali em algum lugar dentro de mim.
 ...
–Jess está bem. Graças a Mike e Jacob ela tem um emprego e vai receber até um pouco a mais do que recebia aqui. –Angela disse. Parei de beber meu suco para falar.
–Ainda sim eu me sinto culpada. Ninguém tira da minha cabeça que Edward fez isso com ela por minha causa.
–Ora Bella deixe disso! Jess também tem sua parcela de culpa. –Angela disse. Procurei me resignar. –Vamos mudar de assunto. Vamos falar nos seus planos para essa noite.
Eu sorri assim que Angela trouxe o assunto.
–Está tudo pronto. Liguei para Jake ontem. Vamos nos encontrar no teatro e, após isso, iremos para uma pousada. Vou ficar com ele até domingo.
–E o que vai fazer quando chegar à sua casa? –Angela perguntou retoricamente, ela já deveria imaginar o que eu responderia.
–Vou arrumar minhas coisas e ir para a casa do Jake até eu conseguir um espaço pra mim. Jessica me disse que logo desocupará meu apartamento. Vou esperar até que ela encontre um lugar pra ficar.
–Parece que as coisas estão se ajeitando para você. Isso é muito bom.
–É bom mesmo. Eu vou me libertar Angela. A partir de hoje, quando eu estiver com Jake, eu vou me libertar do Edward.
–Meninas! –A voz feminina soou interrompendo minha conversa com Angela. Viramos surpresas e nos deparamos com Jessica vindo em nossa direção, no refeitório, risonha.
–Jess! O que está fazendo aqui? Não deveria estar trabalhando no seu novo emprego? –Perguntei feliz por ver minha amiga. Ela se sentou em nossa mesa e roubou uma batata frita do prato de Angela.
–Meu trabalho começa na segunda. Vim pegar o que o Edward Filho da Puta Cullen me deve. –Jess falou e sua voz mostrava a sua revolta. Até agora eu não tinha perguntado a ela o que Edward disse, mas senti, pelo modo como se comportava que era um assunto que Jessica não queria falar.
–E quanto você vai receber? Já sabe? –Angela perguntou.
–Não sei, mas não deve ser muito. Em todo o caso eu vou logo lá. –Levantou-se. –Mike está lá embaixo me esperando. Vamos sair para comemorar as mudanças boas que estão ocorrendo na minha vida. Ah e vamos marcar algo na segunda para comemorar as mudanças que ocorrerão com a Bella nesse final de semana! Afinal de contas finalmente sua flor será desflorada e...
–Jess, poupe-nos disso. –Angela disse enfadada. Jessica riu e beliscou nossas bochechas.
–Estou com pressa por isso não teremos uma conversa descente. Falo com vocês melhor amanhã. –Disse e foi embora acenando.
–Ela parece muito bem.
–Parece sim Angela. E, se Deus quiser, eu estarei com essa mesma felicidade na próxima semana.
...
Sai mais cedo do trabalho. Fui a uma butique e comprei um lingerie preto, bem discreto, mas bonito. Tinha roupas para dar e vender em casa então minha preocupação com roupas não existia. Minha bolsa como os pertences que precisaria já estava arrumada, escondida no meu closet. Assim que cheguei a casa coloquei na mala o lingerie e as camisinhas que comprei. Fui diretamente para o banheiro e tomei um banho demorado regado a muitos produtos de higiene pessoal (sabonete, hidratante, produtos para o cabelo). Queria estar perfeita para Jacob. Queria que a noite fosse perfeita, mesmo com a minha inexperiência. Eu queria apagar todos os vestígios do conto de fadas que não deu certo, minha historia com o Edward, e criar uma nova historia. Eu iria conseguir isso. Nada poderia dar errado agora.
Sai do banho e fui para meu closet. Vestiria um vestido curto, branco, todo rendado, lindo, e sapatos vermelhos. Aprontei meus cabelos num coque elaborado e coloquei brincos de pérolas. Como a tensão estava ameaçando meu autocontrole coloquei meus fones de ouvido e me deixei levar pela melodia de Chopin enquanto fazia minha maquiagem.
O exercício com música ajudou, assim como se lembrar das palavras de Jess e Angela sobre minha decisão. Todos pareciam de acordo, algo bem diferente de quando decidi casar com Edward após dois meses de namoro.
Edward...
Procurei afastá-lo da minha cabeça. Naquele momento de “tudo ou nada” não tinha espaço para pensar em Edward ou no casamento falido que tive com ele. Voltei a me concentrar na maquiagem tentando destacar meus olhos com uma combinação de sombras.
Meus fones foram arrancados do meu ouvido.
–HEI! –Esbravejei e encontrei olhos igualmente furiosos me fitando. Edward estava no meu quarto, ao meu lado.
–POR QUE NÃO ME RESPONDEU? ESTOU CHAMANDO VOCÊ DESDE QUE ENTREI EM CASA! –Perguntou aos berros. Eu o olhei com deboche.
–Seria por que meus ouvidos estavam ocupados com os meus fones de ouvido? –Disse. Edward calou-se por alguns instantes. Voltei a minha maquiagem um tanto irritada por ele não sair.
–Vai sair? –Perguntou. Peguei meu batom no lado direito da bancada e o passei. –Dá para responder? –Edward perguntou com rudeza.
–Não Edward, eu estou me arrumando para jogar banco imobiliário com a vizinha. –Falei com desdém.
–Com quem você vai sair? –Exigiu. Bufei irritada.
–Não é da sua conta para onde vou e com quem. –Peguei meu batom na bancada e sai do banheiro. Peguei minha pequena bolsa de viagem e guardei o batom.
–É dá minha conta sim. Caso tenha se esquecido eu sou o SEU marido. –Falou com autoridade. Reprimi um riso.
–Pena que você tenha lembrado isso tarde demais. –Murmurei segurando minha bolsa e seguindo para a porta. –Volto na segunda. –Comuniquei.  Eu dei alguns passos e cheguei ao corredor. Alguém segurou meu braço fazendo-me parar bruscamente. Olhei para Edward confusa. O que diabos ele estava fazendo?
–Edward, solte o meu braço. –Exigi olhando-o com fúria. Edward não soltou. Em seus olhos cor ocre eu vi algo que até então nunca havia visto: medo. Ainda sim eu mantive minha postura firme.
–Você não vai sair daqui e ir com aquele idiota. –Disse. Eu o encarei bestificada.
–Do que você está falando?
–Eu sei muito bem para onde vão com quem vai e fazer o que. Não vou permitir! Você ainda é a minha mulher! –Edward falava com firmeza, mas havia uma pontada de histeria na voz. Eu ri alto, mas alto do que gostaria após ouvir sua afirmação.
–EU SOU SUA MULHER? ESSA PIADA FOI BOAAAA! Agora me solte. E a propósito que coisa feia você ficar me espionando! –O sarcasmo tingia minha voz.
–COMO SE ATREVE A ME TRAIR? –Edward gritou.
–Eu não estou traindo você por que você NUNCA foi o meu marido. Agora pare com essa palhaçada! E a propósito Jacob não é o meu amante, ele é MEU namorado. Me solta! –Com um safanão consegui me livrar de Edward. Dei alguns passos apressados em direção a saída. Novamente Edward me puxou pelo braço, mas desta vez não foi meramente para me parar. Jogou-me na parede e prensou seu corpo ao meu. Desnorteada eu o olhei com pavor. O que Edward estava pensando? Prendeu meus pulsos na parede, um pouco acima da minha cabeça. Enchi os pulmões de ar para gritar, mas nada pude fazer quando Edward me beijou. O choque perpassou meu corpo. Edward me beijava com fúria e tentava ser correspondido. Fiquei paralisada, presa a ele, por alguns instantes até acordar. Quando o fiz consegui empurrá-lo. Minha bolsa já estava caída no chão e com a vontade que eu tinha de ir embora não me preocupei em pega-la. Tentei correr para a saída, mas Edward foi mais rápido e novamente segurou meu braço.
–ME SOLTA! SOCORROOOO! –Gritei. Tentei empurrá-lo novamente, chutá-lo, socá-lo, mas Edward conseguiu me imobilizar por meio de um abraço.  Com toda a confusão, eu tentando me livrar dele e Edward tentando me impedir de ir, acabamos caindo no chão.
Cansada pelo esforço que fiz, fiquei completamente parada, arfante, sendo prensada pelo corpanzil de Edward. Ele estava igualmente cansado. Afastou-se um pouco de mim e me olhou; suas mãos segurando meus pulsos acima da cabeça. Novamente eu vi naqueles olhos cor de ocre medo por algo, ânsia por algo e a vontade de fazer algo. O que seria esse algo? O que Edward queria de mim afinal? Eu encontrei algo no seu olhar, um sentimento escondido. Um sentimento que eu já havia experimentado por ele. Será que Edward estava...
Eu vi em seus olhos a sua intenção, mas desta vez eu não fiz nada. Não tentei afastá-lo de mim quando Edward inclinou-se e me beijou agora de uma forma mais calma que a primeira. E eu não protestei. Por que eu não estava impedindo aquilo? Por que eu estava permitindo que Edward continuasse deitado sobre mim, beijando-me? A resposta estava diante de mim, mas eu me recusava a acreditar. Seria possível, após tudo o que ele fez, eu ainda amá-lo? Eu me assustei quando constatei que essa era a verdade que eu quis negar durante todo esse tempo. E contrariando aos meus princípios, contrariando a razão, ao invés de empurrá-lo e seguir meu caminho eu fui correspondendo a ele. Fui permitindo que Edward explorasse o interior de minha boca com sua língua e que seu corpo pesasse completamente sobre o mim. Edward afastou-se; um sorriso nos lábios, os olhos fechados. Isso foi só por alguns instantes. Voltou a me beijar com mais ânsia que anteriormente, de um jeito tão intenso, tão... Prazeroso.
Confiante de que eu não iria fugir, Edward soltou meus pulsos (seus lábios ainda nos meus) e suas mãos deslizaram por toda a extensão do meu corpo. Minhas mãos, agora livres, migraram para a sua nuca, para os seus cabelos, segurando-os entre meus dedos. Uma parte de mim gritava para parar, para seguir meus planos, mas eu não o fiz. Por que eu queria aquilo, eu queria Edward. Eu o amava. Eu sempre o amei. Jacob foi apenas um meio de esquecê-lo, um meio ineficaz; constatei. E eu soube mais do que nunca que tudo estava acabado. Edward havia vencido. Acho que sempre soube que nessa disputa estipulada por ambos eu iria perder. Eu sempre fui fraca. Mesmo agora eu já não poderia negar o que eu queria. O que eu queria era ser beijada com delicadeza por Edward como agora, seus lábios estavam ainda mais macios sobre os meus do que antes, e eu queria ser acariciada por suas mãos fortes que tocavam meu corpo, Edward nunca me tocou daquele jeito até agora.
Rendida
Eu estava rendida pela doçura que Edward mostrava para mim. Fechei os olhos e me deixei levar pela excitação, pela emoção do momento. Esqueci a racionalidade e voltei a ser a Bella sonhadora, ávida pelo seu príncipe encantado. E eu que pensei que aquela Bella não mais existia... Como foi fácil trazê-la à tona!
Senti o peso de Edward sumir de mim, ele havia erguido parte de seu corpo. Continuei imóvel, os olhos fechados, esperando pelo que viria a seguir. Durante alguns segundos senti o frio da noite chocar contra meu corpo (Edward havia se levantado) e então o chão desapareceu abaixo de mim. Quando abri os olhos Edward me deitava em sua cama e novamente cobria meu corpo com o seu. Ergui minhas mãos e coloquei em seu rosto, queria empurrá-lo, queria sair dali. A momentânea racionalidade foi novamente sufocada por um ato de Edward. Acreditando que meu ato era uma caricia, Edward pegou uma de minhas mãos e levou aos seus lábios beijando a palma. Novamente me senti amordaçada para fazer algo.
–Bella... –Edward murmurou meu nome com doçura e inclinou-se para me beijar.
Atada
Eu não conseguia rejeitá-lo. Fechei os olhos e me entreguei ao beijo, correspondendo timidamente a sua caricia. Em alguns momentos Edward se afastava, mas voltava para mim. Curiosa, eu abri os olhos e notei que ele tirava suas peças de roupa. Um arrepio perpassou meu corpo quando notei o que nós faríamos. Eu iria me entregar a ele? Daria a ele a pureza que prometi dar a Jacob?
–Ah! –Arfei ao sentir que Edward migrava seus lábios para o meu pescoço, leves mordiscadas no local. Ele começou com um passeio ousado beijando meu rosto (pálpebras, bochechas, ponta do nariz, lábios), descendo pela minha mandíbula, chegando a minha orelha (mordiscou) e descendo pelo meu pescoço até o meu ombro direito. Suas mãos passeavam pelo meu corpo por cima das roupas sem pressa alguma de uma caricia mais ousada. Ele sabia que havia vencido e que eu não resistiria então por que apressar a consumação? Abri os olhos e mesmo na semi-escuridão do quarto pude ver que Edward havia tirado o casaco, seu terno, o colete e estava vestido apenas com a camisa preta de botões, calças e sapatos. Edward me olhou como quem pedia permissão para seguir adiante na sua empreitada. Eu continuei parada fitando-o. Eu não estava dando consentimento a nada, mas também não estava mostrando que não queria.
Ajoelhou-se na cama e, enquanto fazia isso, desceu suas mãos pelo meu corpo. Aproximou-se dos meus pés e retirou o salto alto que eu usava. Com meus pés expostos, Edward inclinou-se para beijá-los e foi seguindo um caminho de beijos pelo meu corpo ainda vestido até chegar aos meus lábios. 
O vazio
Embora meus olhos estivessem parcialmente abertos, eu não via a nada. Como se uma escuridão toldasse minha visão. Seria essa escuridão o meu futuro? Era bem provável. Ouvi o barulho de tecido atritando-se com pele. Edward terminava de se despir. Continuei imóvel encarando o teto sem querer me situar, rezando para a racionalidade não me encontrar ou eu iria enlouquecer.
O barulho do zíper do meu vestido chamou a minha atenção. Edward mantinha seus olhos em mim, parecia temeroso com a minha ação. Foi deslizando meu vestido, retirando-o por baixo, até eu ficar apenas de lingerie. Não contente apenas em ver, Edward acariciou meu corpo com a ponta dos dedos parecendo fascinado com algo. Ficou perdido em pensamentos, os olhos fora de foco enquanto estava sentado próximo a mim. A mão acariciava despreocupadamente minha barriga.
“Eu preciso... Preciso parar...” –A mente ordenou, mas o corpo não obedeceu. Eu estava entorpecida, não encontrava o comando do meu corpo. Edward não me deu a chance, de novo. Avançou mais faminto do que antes me beijando com vontade, tocando meu corpo com um pouco mais de força e, no processo, retirando meu lingerie.
Eu ainda estava em duvida. A racionalidade brigava com a emotividade e por esse motivo eu estava parada sem corresponder aos estímulos de Edward. Ele percebeu minha imobilidade e sustentou seu peso, seu corpo sobre mim. Seus olhos em mim esperando por algo, esperando que eu acordasse da letargia. Ele estava tão próximo de mim! E mesmo que estivesse ao alcance das minhas mãos, eu não me movia para tocá-lo como havia feito no corredor.
–Bella... –Edward me chamou. Um sussurro em meio à escuridão. –Por favor... –Foi tudo o que disse. Ele queria que eu reagisse a ele, queria que eu eliminasse a duvida e tomasse posição naquela situação. Eu tomei, mas não a decisão sábia. Ergui uma mão e toquei seu rosto que estava a centímetros do meu. Edward suspirou e fechou os olhos entregando-se a caricia simples que eu proporcionava. Deixou novamente seu corpo pesar sobre o meu. Um arrepio perpassou meu corpo quando minha pele nua tocou a pele de Edward. Eu senti muitas coisas naquele contado: o calor de Edward, abrasador; o seu cheiro másculo e doce; seu hálito quente; sua masculinidade. Eu nunca havia estado com um homem tão intimamente antes. Eu não sabia o que fazer, mas... Eu fazia. Minhas mãos acariciaram os braços de Edward, os músculos risos, e seguiram para suas costas. Edward lambeu meu pescoço até encontrar o lóbulo da minha orelha sugando-o. Senti o meu corpo inteiro ser tomado de espasmos e um calor abrasador. Fiquei desnorteada com essas sensações, eu não estava acostumada a isso. Edward segurou meu rosto e me beijou de uma forma selvagem. Eu correspondi beijando de uma forma que nunca beijei homem algum, nem mesmo ele. Minhas mãos foram para o seu cabelo puxando-o com força, forçando-o a não afastar seu rosto de mim. Ainda sim Edward teve forças para se afastar. Seus lábios migraram para baixo beijando minha clavícula e foram descendo até chegar aos meus seios.
Eu sabia teoricamente sobre sexo (antes da minha lua de mel com Edward eu procurei saber sobre o assunto), mas tudo estava sendo novo para mim. Então quando Edward tomou meus seios com a boca, eu tentei me afastar assustada. Recuei na cama afastando-o com as mãos. Edward ficou temeroso com meu ato, devia ter pensado que eu o estava recuando. Ele deve ter captado o porquê do empurrão que dei nele. Eu era virgem, inexperiente então, e ele era o primeiro. Aquele que me ensinaria a tudo. Ele entendeu.
–Confie em mim. –Murmurou.
Eu queria rir pelas suas palavras. Confiar nele? Seria o mesmo que confiar em uma serpente! A Bella sarcástica aproveitaria aquela situação para protestar, mas eu não consegui.
Edward inclinou-se vagarosamente, os olhos em mim, e beijou meus seios. Mordi o lábio inferior para reprimir um gemido e minhas mãos seguraram fortemente os lençóis.
Beijos em meus seios, minha barriga... Descendo, sempre descendo. Minhas pernas foram afastadas pelas suas mãos. E então...
O paraíso
Certa vez li em algum lugar que o orgasmo, o prazer sexual, para os franceses é chamado de “pequena morte”. De fato eu sentia como se estivesse morrendo de tão imersa que estava no prazer que Edward me proporcionava com seus lábios. Sons incompreensíveis saiam de meus lábios enquanto o prazer me dominava. Tentei fechar as pernas, mas Edward as manteve abertas tocando-me intimamente em minha feminilidade com sua língua. Um ir e vir de algo desconhecido atingia meu corpo. Algo crescia a cada vinda, a cada caricia de Edward. Meu corpo reagia a todas essas sensações serpenteando. E então...
A morte
Meu corpo relaxou completamente e tudo cessou por alguns instantes: meus gemidos, minhas mãos que apertavam os lençóis e minha respiração. Eu me sentia imersa no vazio enquanto meu corpo inteiro pulsava pelo orgasmo alcançado. Eu tinha que admitir ainda que somente para mim, que aquela fora uma experiência sem igual.
Senti na pele dedos que me tocavam e lábios que me beijavam num caminho inverso ao caminho feito. Colocou seu corpo sobre o meu e, com seu rosto a apenas alguns centímetros do meu, ficou me observando. Estaca claro para mim, pelo modo como Edward me olhava, que ele estava satisfeito consigo mesmo, satisfeito por ter me proporcionado prazer, por ter sido o primeiro. Acariciava meu rosto com uma mão. Sua caricia durou apenas alguns instantes, Edward esperava por algo. Por fim minha respiração voltou ao normal e o torpor pelo orgasmo cedeu. Era bem provável que Edward esperava por isso. Voltou a deitar-se sobre mim, aproximou seus lábios do meu ouvido e sussurrou:
–Esta noite é sua. O prazer será só seu. –Mordiscou minha orelha e com suas pernas afastou minhas pernas. Aquele era o momento para aceita-lo ou negá-lo, não haveria volta se eu permitisse que Edward me tomasse por completo. Ainda que eu decidisse não ficar com ele, meu corpo estaria sempre marcado por ele.
Meu tempo havia acabado, pude sentir em minhas entranhas quando Edward uniu seu corpo ao meu.
–Ah! –Arfei sentindo uma dor aguda golpear meu ventre. Por reflexo afastei-me de Edward, mas o mesmo me manteve parada segurando-me pela cintura. Eu iria protestar, mas Edward beijou-me sufocando o gemido de dor que eu iria fazer. Senti seu corpo ir de encontro ao meu, minha virgindade sendo arrancada de mim por ele. Correspondi ao seu beijo desnorteada demais para fazer outra coisa que não isso. Edward sabia de alguma forma de minha agonia, tentou através de seus lábios nos meus e de suas mãos em meu corpo me excitar e assim eliminar a tensão e a dor.
Não sei como ele conseguiu, mas fui relaxando ao seu toque, aos seus beijos, e a dor foi desaparecendo sendo substituída por um prazer sem precedentes. Minhas mãos acariciaram seus braços, suas costas. Em alguns momentos arranhei suas costas, mas Edward não protestou. Minha vingança, minha única vingança para o que Edward fazia comigo. Enquanto nossos corpos se encaixavam e os gemidos de Edward eram mesclados com o meu nome, pude sentir novamente o prazer chegando, agora mais potente do que antes. E eu não era a única a sentir esse prazer, Edward também o estava sentindo.
Prazer
Desejo
Calor
O céu
Ahhh! –Arfei abraçando Edward fortemente a mim, atando-o com meus braços e pernas. Edward abraçou-me também aumentando a colisão de nossos corpos e chegando ao ápice juntamente comigo.
Estávamos suados, cansados, arfantes e Edward me preenchia todo. Havia tanto dele em todo o lugar! O prazer me dominou. Fechei os olhos, relaxei, sorri. E então, pouco a pouco, como ácido que corrói a carne, a verdade foi chegando. A racionalidade me atingiu com uma força incapacitante. Abri os olhos e encarei o teto, atônica. O que eu havia feito comigo, com Jacob? Como eu pude? Como pude me deixar ser seduzida por ele? Como pude ser tão fraca? Meus braços e pernas deixaram de envolvê-lo. Edward saiu de cima de mim dando-me espaço para respirar. Eu não perdi tempo. Após Me libertar do peso de seu corpo, que até então comprimia o meu na cama, eu me afastei, arrastei-me até ficar bem próxima da ponta da cama oposta a ele e fiquei de costas para Edward, em posição fetal. Meu corpo tremia, mas não era pelo prazer que a pouco senti e sim pelo desespero, pela tristeza, pelo arrependimento, pela vergonha. Eu tinha raiva, não de Edward por ter se aproveitado de minha fraqueza, mas de mim mesma. Apesar de saber o quão errado foi me entregar a ele, ainda sim eu me sentia feliz por ele ter me tomado, por ter sido o primeiro.
Eu era nojenta, nociva, repulsiva.
Eu queria chorar, mas não conseguia derramar uma lágrima sequer, chocada demais com os últimos acontecimentos para ordenar ao meu cérebro para fazê-lo. Eu não me importei de estar em sua cama, nua, com a pele exposta para o vento invernal que penetrava o quarto por alguma janela aberta. Eu não ligava para mais nada. Tudo estava acabado para mim.
Senti o edredom deslizar pela minha pele; Edward me cobria. Deitou-se de lado, atrás de mim, perto o suficiente para eu sentir sua pele nua ainda em chamas. Abraçou-me por trás. Eu continuei na mesma posição sem me importar em virar e corresponder ou sair correndo dali.
Game over
...
Eu dormi. Eu dormi na cama de Edward. Pensei que, após a noite que tive com ele, eu não conseguiria dormir com a consciência tão pesada. Espreguicei-me na cama e afastei o edredom que me cobria. Quando olhei para o meu corpo nu, com algumas marcas da noite passada, senti uma revolta tão grande de mim mesma!
–Sua idiota! Estúpida! Como pôde! –Protestei para mim jogando-me repetidas vezes de encontro à cama, querendo me punir fisicamente pela minha fraqueza. Cheguei a me socar duas vezes no rosto. E então percebi que não adiantaria. Ficar me punindo não traria minha virgindade de volta.
Sentei na cama e olhei para a janela, as cortinas afastadas, para constatar que o Sol já havia raiado e que devia ser tarde. Levantei logo em seguida, eu precisava de um banho. Edward não estava na cama, não estava em lugar nenhum do quarto.
“Aposto que se mandou! Conseguiu o que queria e foi se vangloriar em algum lugar. Eu mereço!” –Eu pensei cheia de revolta. Cruzei nua o quarto e o corredor, entrando em meu quarto. Não havia ninguém lá. Pretendia entrar no banheiro, mas vi algo no chão, em cima da minha cama, ao lado da minha bolsa: meu celular.
–MERDA! –Corri até a cama e o peguei. O celular estava desligado. Estranho. Ele deveria estar ligado. Eu o liguei e rapidamente vi milhares de mensagens e chamadas não atendidas de Jacob. Estremeci. Eu havia esquecido completamente de Jacob.
“Eu to perdida!” –Disquei o número enquanto pensava em uma desculpa. O que diria a Jacob para justificar a minha falta? A verdade? Não, eu não poderia dizer a verdade. Jacob me odiaria; ele me enxotaria de sua vida. Este pensamento deveria causar pânico em mim, perder Jacob, mas não senti nada. Isso era o pior. A noite com Edward havia me modificado tanto assim?
Jacob atendeu. Olhei o celular sem saber o que fazer. Lentamente coloquei o celular no ouvido.
–BELLA? É VOCE? BELLA! –Gritava em agonia. Foi difícil balbuciar algo, mas consegui.
–Jacob?
–BELLA, ONDE VOCE ESTÁ? O QUE ACONTECEU COM VOCE?
–Jacob, acalme-se. Eu estou bem.
–POR QUE NÃO ME ATENDEU? TEM IDEIA DO QUÃO PREOCUPADO EU FIQUEI?
–Desculpe Jacob, eu tive um imprevisto...
–QUE TIPO DE IMPREVISTO É ESSE? –Jacob estava furioso. Sua fúria não ajudaria em nada na nossa conversa.
–Eu tive... Tive um problema com o Edward. Não pude ir ao nosso encontro. Desculpe.
–Problema com Edward? Que tipo de problema? –Jacob perguntou numa voz um pouco mais composta.
–Eu discuti com ele ontem e... –Eu me calei. O que eu diria? “Nós discutimos e depois transamos?”.
–E? –Jacob me incitou a continuar. –Bella, ele fez algo contra você? Conte-me. Se ele a machucou eu vou...
–Não Jake! Eu to bem! Olha, eu peço perdão mesmo. Com toda a confusão de ontem eu me esqueci de manter o celular por perto para falar com você. Eu sinto muito. –Murmurei sentindo a voz sumir. Eu estava enganando Jacob, a pessoa mais decente que conheci depois dos meus pais e de Angela. Jacob suspirou.
–O importante é que você está bem. Eu fiquei muito preocupado, procurei você e liguei para você. Cheguei a procurá-la na casa do Edward, eu fui até o seu apartamento, mas não me deixaram subir. O recepcionista disse que muito provavelmente vocês não estavam no apartamento já que ninguém atendia ao telefone. –Pensando na noite passada, não me lembro de ouvir telefone tocando.
–Eu peço perdão. Façamos o seguinte eu vou tomar meu banho e me arrumar. Venha me pegar aqui em casa. –Eu não tinha certeza se era isso o que eu queria estar com Jacob, mas não queria encontrar com Edward e seu sorriso “eu venci você”.
–Tudo bem então. Eu ligo quando estiver ai no seu prédio. E vamos conversar sobre o que aconteceu ontem.
Estremeci. Eu não conseguiria mentir para Jacob, infelizmente.
–Ok. Até mais.
–Eu amo você Bells. –Ele disse numa voz afável esquecendo-se de minha falta. Minha voz ficou presa na garganta.
–Eu... Eu também. –Murmurei. Desliguei o celular. Definitivamente eu queria que a terra me tragasse.
...
Banho tomado, vestida com roupas bem simples (calça jeans, camiseta branca, sandália vermelha) e com a minha bolsa, eu segui para fora. Eu segui pelos corredores do apartamento, mas não passei da sala de estar. Quase me esbarrei com alguém que carregava uma bandeja com café da manhã.
–Ah! Bella! Você acordou! Eu estava levando café da manhã na cama para você. –Disse numa voz estranhamente afável. Levantei o rosto e me deparei com Edward. Tinha uma cara feliz, estava vestido bem casual (calça jeans preta, camisa vermelha e tênis All Star preto). Fechei a cara de imediato. Ele caminhou até a mesa da sala de estar e deixou a bandeja com comida em cima da mesma.
–Já que você levantou, vamos tomar café aqui na sala? –Afastou uma cadeira na certa para que eu me sentasse.
–Eu estou de saída. –Disse querendo sair o quanto antes dali, mas Edward me parou segurando meu braço.
–Tome café comigo, por favor. Não custará nada pra você. Poxa, tive tanto trabalho para fazer! –resmungou. Eu o olhei, cética. –Ok, eu comprei tudo o que está aqui em cima da mesa. Não sei fazer nada. –Confessou.
–Onde estão Magdalena e Eli? –Perguntei sentando-me na cadeira ofertada por Edward. Pela minha visão periférica eu o vi sorrir.
–Liguei e dei o dia de folga para elas. Quer que eu lhe sirva? –Perguntou já segurando o bule com o café. Eu lancei um olhar irritado.
–Minhas mãos ainda funcionam, eu posso me servir sozinha. –Esbravejei. Edward congelou com meu ato, afastou-se do bule e se sentou no seu lugar, quase ao meu lado. Eu sabia que ele não merecia minha raiva, ele não havia feito nada. Eu sentia raiva de mim mesma por ter cedido tão facilmente. Durante alguns minutos ficamos em silencio comendo. Edward me olhava o tempo todo, mas ignorei. Eu só queria comer e fugir dali, fugir das reações que a proximidade com Edward causava em meu corpo.
–Alice ligou. –Disse subitamente. –Ela está na fazenda pertencente à família Cullen juntamente com Jasper. Ela nos convidou para passar o domingo lá. Eu disse que iríamos.
Assim que Edward terminou de falar, eu parei de comer.
–Ligue e diga que você vai sozinho. Eu não pretendo sair com você! –Eu o olhei com raiva. Edward me olhou ressentido.
–Bella, nós precisamos conversar. Você sabe disso. Então eu pensei que seria bom se fôssemos...
–Não precisamos ir para lugar nenhum para conversarmos! Podemos conversar aqui!
–Eu não quero conversar aqui sujeito a intervenção de qualquer um. Por favor, Bella. –Edward me olhou suplicante. Eu odiava aquela cara de cão sem dono que ele fazia, me deixava vulnerável.
–Me dê uma boa razão para ir com você Edward? –Cruzei os braços em frente ao corpo.
–Eu não aceitarei conversar em outro lugar. –Disse firme.
Eu poderia contestar mandá-lo a merda e ir embora, mas eu precisava resolver tudo. 
–Tudo bem. Aceito o convite não por você, mas pela Alice e pelo Jasper. Eu já recusei convites demais deles. –Justifiquei. Que Edward não percebesse que havia mais coisas que me motivavam a aceitar. Eu não queria admitir para mim mesma que eu ia por ele, quem dirá admitir para o próprio Edward!
Levantei da mesa.
–Aonde vai? –Edward perguntou.
–Vou arrumar algumas coisas e fazer uma ligação. –Disse seguindo para o meu quarto.
...
–Eu não acredito! Por que não é mais para eu ir buscá-la? –Jacob perguntou irritado. Eu suspirei ao celular.
–Eu vou resolver minha situação com o Edward definitivamente. Sei que havia dito que resolveria depois, mas após o que aconteceu eu decidi resolver logo. Eu não quero ser a mulher leviana nessa historia. Ser é melhor resolver logo.
–Se você acha isso então tudo bem. Eu apoio a sua decisão. Bella, você quer que eu esteja ao seu lado enquanto resolve sua situação com Edward? Eu não me importo de...
–Não Jake! Fique ai. Eu resolvo sozinha. Ligo para você ao anoitecer.
–Ok. Eu espero que resolva mesmo sua situação com o Edward. Eu não suporto mais tudo isso Bella! –Jacob disse com agonia na voz.
–Eu sei Jake, eu sei. Eu vou resolver. –Falei nervosa.
–Eu amo você Bella. Não se esqueça disso.
Silêncio.
“Vamos! Diga que o ama!” –Exigi de mim.
–Eu amo você Jake. Agente se vê depois.
Desliguei o celular sentindo-me arrasada. Eu estava mentindo para Jacob? Eu ainda o amava? Se eu o amava, por que eu o trai? A resposta estava diante de mim, mas eu me recusava a vê-la. Coloquei o celular em um bolso da minha pequena mala de viagem. Eu a peguei e sai pela porta do meu quarto.
Edward estava de pé encostado na parede ao lado da minha porta. Sua postura rígida e rosto enfezado deixavam claro que ele ouviu minha conversa com Jake. Eu não iria me abalar com isso.
–Vamos logo acabar com essa palhaçada! –Disse dando passos firmes para a saída.
–Hoje tudo isso irá acabar. –Murmurou postando-se ao meu lado. Por duas vezes, enquanto íamos para a garagem, captei sua mão aproximar-se da minha, como se Edward quisesse pega-la. Fiquei satisfeita por ele não ter ousado tanto. Entrei em seu carro jogando minha pequena mala atrás no banco dos passageiros e Edward fez o mesmo com sua pequena bolsa de viagem. Afivelei meu cinto e encostei minha cabeça no vidro da janela olhando para fora enquanto Edward ligava o carro tirando-o da sua vaga na garagem.
Tudo se resolveria hoje. Tinha que se resolver. Após o que aconteceu comigo e com Edward não poderíamos mais ficar do jeito de antigamente.
Edward pov’s
Durante alguns dias fui ignorado por Bella, de novo. Eu entendia seu ato, ela estava irritada com o que fiz a Jessica. De qualquer forma eu estava tranqüilo. A demissão de Jessica de fato manteve Bella mais em casa, o que era um alívio. Pensei... Já que ela não voltou a sair e se encontrar com o cara com quem ela ficou naquela noite, significa que ele não era importante.
E com o passar dos dias, o sábado chegou.
Eu sabia que tinha de dar o próximo passo, mas sempre me acovardava, deixava para o outro dia a conversa definitiva com Bella. Isso me enervava, mas, mesmo que isso me incomodasse, eu não conseguia fazer algo.
Havia contratado uma nova secretária, uma senhora de quarenta e sete anos super eficiente e feia. Ninguém nunca em sã consciência poderia dizer que tenho um caso com a senhora e isso poderia diminuir a raiva de Bella; ela sabia que eu tive algo com Tânia. Talvez Bella só estivesse sendo difícil comigo por que até então Tânia trabalhava para mim. Eu esperava que as coisas melhorassem com minha decisão quanto à demissão de Tânia.
Naquela manhã de sábado Bella saiu antes de mim em sua moto. Cheguei um pouco tarde à empresa e nem pude falar com ela, sequer olhá-la, pois tinha muitos compromissos naquele dia.
–Bom dia senhor Cullen. –A nova secretaria cumprimentou. Suspirei.
–Bom dia.
...
Dia atarefado, dia muito atarefado. Eu não tinha tempo para nada. Bom, era ótimo estar ocupado assim e deixar as decisões difíceis para depois. Eu pensei que tudo seguiria seu curso normalmente como tem sido nos últimos dias, mas não foi isso o que aconteceu. Entre uma reunião e outra, à tarde, passei no setor do RH e vi um rosto familiar. Sorri.
–Senhora Slater, vá indo para a sala e reuniões. Eu preciso cumprimentar um certo alguém. –Disse afastando-me de minha secretária e seguindo para a entrada do departamento de relações humanas. Jessica conversava com uma funcionaria, parecia estar se preparando para partir. Quando me avistou Jessica fechou a cara. É claro depois da reprimenda que dei ela reagiria dessa forma!
–Ora se não é a antiga ovelha negra da minha empresa! –Disse aos risos. Jessica estreitou os olhos.
–Olha se não é o babaca do meu antigo chefe! –Esbravejou.
–Não seja assim meu bem, eu ajudei você. Eu poderia ter manchado seu currículo, mas não o fiz. Não deixei claro para o seu próximo contratante a funcionaria péssima que é. –Falei com sarcasmo. Para o meu espanto Jessica sorriu.
–Sabe, eu estive pensando naquela nossa conversa e me lembrei de algo que você disse. No inicio eu não entendi direito, mas depois compreendi. Você disse, antes de eu ir embora no dia em que fui demitida que eu não tiraria ela de você, por que ela é sua. Estava falando de Bella?
Eu a encarei confuso. O que ela queria fazendo uma pergunta dessas?
–Então você a ama, não é? Eu já imaginava. Bella não enxerga nada ao seu redor, mas eu sou muito observadora. Notei sua mudança de comportamento com relação à Bella. Conclui que você sente algo forte por ela, tão forte que me despediu para que Bella não saiba o que é viver. Como se ela precisasse de mim para uma coisa dessas, ela tem o Jake agora.
–Jake? Quem é esse? Do que está falando garota? –Perguntei entre dentes. Jessica parecia reprimir uma risada.
–Se minha teoria estiver certa, o que eu vou dizer a você vai doer um bocado. Você sabe quais são os planos da Bella para esse fim de semana?
Fechei a cara. Eu não estava gostando do sorrisinho estampado no rosto de Jessica.
–Não, mas acredito que não será sair com você após o expediente. –Sorri vitorioso, mas eu não havia vencido.
–Ela vai sair sim, mas não é comigo nem com nenhum do grupo de amigos. Ela vai viajar com o Jacob. Será a viagem da vida dela! Farão algo ao entardecer e a noite Jacob vai levá-la a uma pousada onde passarão a noite juntos. Após entregar a virgindade para o homem de que gosta, Bella vai voltar apenas para pegar as suas coisas e morar com Jacob. Um plano interessante, não acha?
Não sei com que cara eu olhava para Jessica, mas devia ser uma feição cômica. Enquanto eu compreendia palavra por palavra de Jessica, a mesma seguiu seu caminho. Atônico, eu segui para a minha sala. Minha nova secretária não estava à vista, o que agradeci. Sentei em minha poltrona.
Bella viajaria com Jacob
Bella dormiria com ele
Bella... Pediria... Divorcio...
...
–... Mas senhor Cullen...! –A senhora Stanley chamou, mas eu a ignorei. Fiquei imerso contra a minha vontade no trabalho, resolvendo problemas da empresa a fim de esquecer. Esquecer o que ouvi de Jessica. Impossível. Eu não esqueci, suas palavras tinham a potência de um soco.
–Eu PRECISO sair agora! –Disse irritado seguindo para fora da sala, encostando o restante do trabalho para outro dia. Fui diretamente para o espaço de Bella na empresa supondo que ela sairia no mesmo horário de sempre. Não a encontrei. Olhei o meu relógio de pulso. Bella ainda deveria estar na empresa, por que não estava? Fui ao encontro do chefe do departamento contábil. Ele me recebeu em sua sala com um sorriso amigável, mas o sorriso se esmaeceu quando viu minha carranca.
–Senhor Cullen? –Ele me olhou confuso.
–Onde Bella está? –Perguntei com a voz falha.
–Bem... A... A senhora Cullen pediu para sair mais cedo.
–MERDA! –Esbravejei saindo as pressas da sala do home, do meu andar, da empresa. Eu não previa isso. Bella pedindo para sair mais cedo? Por quê? Se isso não era um indicio de que a tal Jessica falou a verdade, então eu não sabia nomear o que a atitude de Bella significava. Muitas pessoas me cumprimentaram enquanto eu seguia em disparada para a garagem.
“Como se ela precisasse de mim para uma coisa dessas, ela tem o Jake agora.”
Quem era Jake? O cara que beijou Bella naquele barzinho? Acreditei que aquele cara era um qualquer que Bella beijou para me atingir, mas se Jessica o conhecia talvez não fosse alguém sem importância. 
“Se minha teoria estiver certa, o que eu vou dizer a você vai doer um bocado. Você sabe quais são os planos da Bella para esse fim de semana?”
Entrei em meu carro e logo estava dirigindo a toda velocidade. Eu tinha que ser rápido, se eu não chegasse a tempo, se não esclarecesse o que eu sentia, eu perderia Bella. Como pude ser tão arrogante? Como pude negligenciar meus sentimentos esperando que o tempo fizesse o seu trabalho de me aproximar de Bella? O que eu estive fazendo durante o tempo após o evento, quando eu era a imagem que via refletida nos olhos de Bella?
“Ela vai viajar com o Jacob.”
Não! Eu não permitiria! Eu tinha que ter ainda algum direito como seu marido!
“Será a viagem da vida dela! Farão algo ao entardecer e a noite Jacob vai levá-la a uma pousada onde passarão a noite juntos.”
Ouvi as buzinas dos carros que ficavam para trás. Certamente eu receberia multas pela alta velocidade.
“Após entregar a virgindade para o homem de que gosta, Bella vai voltar apenas para pegar as suas coisas e morar com Jacob.”
E enfim eu cheguei a minha casa...
...
–BELLA! BELLA! –Gritei querendo desesperadamente que ela estivesse em minha casa, que as palavras de Jessica fossem mentira para me atormentar. Como nada ouvi enquanto a procurava em casa, meu desespero cresceu exponencialmente. Procurei na sala, sala de estar, sacada...
–Bella... –Minha voz sumiu. Ela não estava em casa, ela havia saído como Jessica disse. Bella estava com o tal Jacob, ela havia escolhido a ele. ELE!
“Não posso permitir! Mas o que posso fazer? Ela se foi...” –O ar em meus pulmões parecia rarefeito. Meu coração estava a ponto de explodir. Sem muita esperança de encontrá-la, visto que Bella não respondia aos meus chamados, fui até o seu quarto na esperança de encontrar alguma pista de seu paradeiro.
A primeira coisa que notei foi uma pequena bolsa de viagem em cima da cama. Minha visão periférica captou a luz do banheiro de Bella acesa. Quando me virei eu a vi de pé em frente ao espelho, fazia a maquiagem. Vê-la ali tão despreocupada me enfureceu. Eu quase tive uma sincope acreditando que ela não estava lá! Eu sabia que deveria me acalmar antes de conversar com ela, mas eu nunca fui conhecido pela paciência. Notei que Bella estava usando fones de ouvidos. Eu os arranquei.
–HEI! –Esbravejou me olhando com raiva. Ela não era a única que estava furiosa.  
–POR QUE NÃO ME RESPONDEU? ESTOU CHAMANDO VOCÊ DESDE QUE ENTREI EM CASA! –Gritei sentindo meu corpo queimado pela fúria. Bella me olhou com deboche, como se eu fosse um inseto.
–Seria por que meus ouvidos estavam ocupados com os meus fones de ouvido? –Disse. Voltou a se maquiar. Tratando-me com descaso...
Uma rápida olhada no que fazia para constatar o óbvio. 
–Vai sair? –Perguntei. Bella me ignorou como sempre. –Dá para responder?
–Não Edward, eu estou me arrumando para jogar banco imobiliário com a vizinha. –Falou com sarcasmo. Tentei me controlar. Agir movido pela raiva não iria me ajudar a convencer a mulher que eu amava a me escolher.
–Com quem você vai sair? –Perguntei. Bella bufou.
–Não é da sua conta para onde vou e com quem. –Saiu do banheiro guardando o batom na sua bolsa.
Se eu ainda tinha alguma duvida de que Jessica falava a verdade, a dúvida acabou.
–É dá minha conta sim. Caso tenha se esquecido eu sou o SEU marido. –Falei sabendo que era inútil. Não adiantaria, agora, exigir meus direitos de marido, não quando reneguei meus deveres. 
–Pena que você tenha lembrado isso tarde demais. –Projetou-se para ir embora. –Volto na segunda.
Medo. Se Bella passasse pela porta, eu a perderia. Perderia a única mulher que amei verdadeiramente, meu vicio, minha riqueza. Eu não poderia deixar, não quando ela ainda estava próxima a mim, ao alcance de meus dedos. Sem parar para pensar, eu a agarrei pelo braço parando-a num solavanco. Bella me olhou surpresa, mas não demorou a fúria tomar seu rosto.
–Edward, solte o meu braço. –Exigiu. Não a obedeci. Eu estava com medo, com muito medo. Eu não queria perde-la, queria que Bella fosse minha para sempre.
–Você não vai sair daqui e ir com aquele idiota. –Disse. Minhas palavras a surpreenderam.
–Do que você está falando? –Perguntou. Sua pergunta me enervou.
–Eu sei muito bem para onde vão com quem vai e fazer o que. Não vou permitir! Você ainda é a minha mulher! –Protestei mesmo sabendo que meus protestos não tinham nexo. Eu não tinha o direito de exigir nada de Bella.
–EU SOU SUA MULHER? ESSA PIADA FOI BOAAAA! Agora me solte. E a propósito que coisa feia você ficar me espionando! –O sarcasmo. Sim, eu o conhecia. Durante muito tempo eu fui sarcástico com ela. Ela jamais veria minha sinceridade, não depois dos meses de teatro que fiz para afastá-la de mim. A imagem de Bella beijando outro cara veio a minha mente, isso e as palavras de Jessica. Senti a raiva me tomar.
–COMO SE ATREVE A ME TRAIR? –Gritei. Eu estava tão irado que não conseguia parar de me impõe, mesmo que há muito tempo eu tivesse abdicado do papel de marido.
–Eu não estou traindo você por que você NUNCA foi o meu marido. Agora pare com essa palhaçada! E a propósito Jacob não é o meu amante, ele é MEU namorado. Me solta! –Bella, após suas palavras afiadas como facas, afastou-se de mim. Cada palavra doeu como fogo em minha pele, ainda mais por sua afirmação de que o tal Jacob era seu namorado, não seu amante.
Ela partia, eu não queria deixá-la ir...
Ela caminhava para os braços de outro...
Caminhei a fim de alcançá-la e a puxei fortemente pelo braço. Desta vez eu não iria argumentar, eu a pararia. Não parei para pensar enquanto a jogava contra a parede prendendo seus pulsos acima de sua cabeça. Enquanto Bella olhava-me com pavor, eu a beijei impetuosamente. Eu estava tão desesperado para me assegurar que Bella ficaria comigo que não passou pela minha cabeça a rejeição que sofria naquele momento. Bella não correspondia ao meu beijo, mas isso não me fez perder a maravilha que era beijá-la.
Cedo demais Bella reagiu empurrando-me. Ela saiu às pressas, corria, querendo fugir. Cego pelo medo, eu não a deixei partir. Novamente capturei seu braço.
–ME SOLTA! SOCORROOOO! –Gritou. Tentou me afastar e logo percebi que a agressão física havia sido incluída na sua tentativa de me empurrar. Atrapalhamos-nos e isso resultou em uma queda. Arfantes, ficamos parados tentando nos recompor. Claro que se Bella recuperasse o fôlego ela tentaria me agredir até conseguir fugir, por isso eu tinha que agir. Afastei-me e a encarei. Eu queria dizer tudo, dizer o quanto eu a amava e o quanto eu estava sofrendo. Tantas palavras, mas não disse nada. Será que Bella poderia adivinhar o que se passava comigo? Ela ficou parada olhando-me. Eu não quis mais esperar. Lentamente me movi para beijá-la, eu queria sentir novamente seus lábios maravilhosos nos meus. Porém o beijo desta vez foi mais calmo, eu não queria assustá-la ou machucá-la. Eu queria que Bella sentisse através do meu beijo o que eu não conseguia dizer em palavras. Movi meus lábios contra os seus enquanto minhas mãos prendiam seus pulsos, Bella não estava tentando me afastar ou gritar, mas também não correspondia. A princípio beijá-la sem ser correspondido não me incomodou, mas agora...
E então o clima foi mudando. Antes era só eu tentando beijar uma pedra de nova Bella, mas pouco a pouco Bella foi cedendo, abrindo sua boca e recebendo-me. A alegria que senti enquanto eu vencia, enquanto Bella se entregava as minhas caricias, não tinha precedentes. Explorei sua boca com minha língua, querendo passar a ela a mesma felicidade que eu sentia naquele momento. Afastei-me para rir, eu não merecia reação alguma de Bella, mas a estava recebendo. Voltei a beijá-la de uma forma mais ousada rezando para que Bella continuasse a me aceitar. Agora que eu provei o doce sabor do seu beijo, eu não queria mais parar. Eu tinha que dar o próximo passo até chegar ao ápice, eu queria que Bella embargasse nessa loucura comigo.
Soltei seus pulsos querendo sentir sua pele macia na ponta de meus dedos, ainda que sobre o vestido que usava. Bella se arrepiou com o meu toque, nada mais. Eu ia ousando, acariciando-a com minha boca, meus dedos, e Bella continuava parada, aceitando-me.
Eu adorava seus lábios, mas eu queria muito mais do que isto. Eu queria prová-la inteira e tomá-la como minha esposa. Afastei-me. Bella tinha os olhos fechados, estava arfante. Eu a carreguei com pressa levando-a para o quarto. Senti-la nos meus braços era o frenesi, eu me perguntava como seria estar dentro dela...
Abri a porta com um chute e coloquei Bella na cama. Eu cobri seu corpo com o meu para aquecê-la do frio que aquela noite vazia, mas também para impedi-la de escapar. Bella me fitava, ergueu a mão e tocou meu rosto. Meu coração explodiu com o seu ato, ela não iria mais desistir, pensei. Peguei a mão que estava em meu rosto e a beijei. Sua pele era tão macia, doce...
–Bella... –Murmurei. Eu estava viciado nela, eu a queria mais do que qualquer coisa. Eu precisava tanto dela, tanto! Não esperei por um consentimento, de novo. Eu me inclinei e tomei seus lábios, novamente, feliz por sentir que Bella não hesitava mais como antes. Enquanto a beijava, eu me afastava o suficiente para me despir de algumas peças. Bella me olhava solenemente, como se estivesse entorpecida demais para lembrar que era um erro me escolher. E era um erro, muito embora eu a amasse. Voltei a beijá-la e migrei meus lábios para o seu pescoço mordiscando o lugar. Ouvi seu gemido e senti a satisfação me dominar. Ela devia estar gostando, eu queria que ela gostasse. Eu a beijei onde meus lábios alcançavam, beijei seu rosto inteiro e desci até o ombro. Minhas mãos, impacientes, a tocavam na tentativa de conhecê-la como nunca conheci e de estimulá-la.
Querendo conhecer cada centímetro de seu corpo e assim estreitar os laços entre nós, eu fiquei de joelhos na cama (durante meu afastamento acariciei seu corpo) e fiquei próximo de seus pés. Retirei os sapatos para beijar seus pés. Bella era única, pura. Muito mais do que beijar seus pés, eu queria colocá-la em um pedestal e adorá-la, ela merecia adoração, merecia tudo o que eu poderia dar e não seria o suficiente. Fui beijando seu corpo por cima do vestido e minhas mãos já tentavam despi-la. Eu precisava sentir Bella em toda a sua plenitude. Não era a luxuria que me movia, definitivamente não era. Era aquele sentimento chamado amor que por muito tempo eu não permiti que entrasse na minha vida. Por isso tudo era tão intenso, tudo para mim naquela cama com Bella parecia novo. Para Bella devia ser novo por ser sua primeira vez, mas para mim era novo por que eu a amava.   
Mais uma vez coloquei um espaço entre nós e me despi por completo. Quando o fiz trabalhei no vestido de Bella, abrindo o zíper. Enquanto minhas mãos agiam, meus olhos a fitavam temerosos pela sua recusa. Se ela me dissesse não eu conseguiria aceitar? Provavelmente não. Retirei seu vestido e fiquei bestificado com o que eu vi. Como pude ser tão idiota a ponto de chamá-la de feia? Como eu pude não enxergar para a beleza que existia ali, interior e exterior?
Eu devia estar cego e louco para não ter percebido antes. Como Bella era linda! Jamais vi alguém tão belo e talvez fosse o amor que fazia com que ela fosse a mais bela. Eu não conseguia não olhar para toda a sua perfeição, e isso pro que Bella ainda estava com seu lingerie. Não sei por quanto tempo fiquei ali olhando para ela enquanto uma mão acariciava sua barriga. Novamente tomei seus lábios enquanto minhas mãos agiam tocando-a com força, despejando em seu corpo delicado todo o fogo que me consumia. E então eu a havia despido completamente. Claro que notei que Bella estava apenas parada, sem ser mais uma participante ativa daquele momento. Sustentei o peso e fiquei a fita-la, esperando que Bella despertasse. Ela não poderia ficar em cima do muro, tinha que pender para um lado e eu implorava que fosse ao meu favor.
–Bella... –Eu a chamei. –Por favor... –Tentei pedir, mas o restante das palavras não saiu. Eu queria seu toque de bom grado. Bella ficou me olhando, mas eu sabia que ela não estava olhando para mim, sua mente estava em outro lugar. A dúvida que vi em seus olhos foi desaparecendo enquanto Bella erguia sua mão e tocava meu rosto. Suspirei aliviado e fechei os olhos, apreciando aquela simples caricia que me enchia de contentamento. Eu cobri seu corpo com o meu e senti um forte arrepio quando nossas peles nuas se tocaram. Tudo em Bella me atraia como uma droga atrai um viciado: a pele macia, o seu calor, o seu cheiro.
Suas mãos acariciavam meus braços e migraram para as minhas costas. Voltei a beijá-la sentindo que logo eu daria o passo definitivo para fazê-la minha. Eu a lambi no pescoço apreciando seu gosto único, eu suguei o lóbulo de sua orelha e a beijei selvagemmente.
O mais inacreditável era que Bella me correspondia à altura já sem nenhum pudor. Talvez ela tivesse enterrado seu lado racional, o que eu agradeci. Senti a dor de ter meus cabelos puxados por ela, mas procurei ignorar. Eu seria a favor de qualquer coisa que viesse dela, inclusive alguns machucados. Com algum esforço consegui me afastar e então meus lábios migraram para outras partes de seu corpo. Bella era tão doce, eu estava adorando beijá-la, poderia ficar nisso por horas e não me cansar. Fui beijando seu corpo até chegar aos seios. Para mim me pareceu natural beijá-la nos seios, naqueles seios esplendidos, mas ao tomá-los em minha boca Bella reagiu. Tentou se afastar e me empurrou com as mãos. Meu corpo inteiro ficou teso diante de sua rejeição. Agora que estávamos tão longe, eu não suportaria que Bella não me quisesse. E então eu entendi assim que fitei seus olhos achocolatados. Eu vi acanhamento, terror. Bella era virgem, ela não estava acostumada com nenhum contato mais intimo. Como pude ser tão idiota e não pensar nela em primeiro lugar? Eu faria com que aquele momento fosse especial para Bella. Eu faria com que o prazer eclipsasse a dor.  
–Confie em mim. –Murmurei querendo um voto de confiança desmerecido. Bella pareceu chocada com minhas palavras, mas não disse nada. Ela não confiava em mim, mas isso não me impediria de tentar ganhar um pouco de confiança.  Beijei seus seios com a mesma volúpia que beijei sua boca, beijei sua barriga e então eu afastei suas pernas para beijá-la em sua feminilidade, alcançando com ela uma intimidade que até então nunca tínhamos. Eu a senti na minha língua e compartilhei de um prazer sem igual. Seus gemidos eram como musica para meus ouvidos, me incentivaram a tornar a carícia mais e mais ousada. Eu queria tantas coisas dela, queria ouvir seus gemidos mais e mais altos, queria que eles estivessem mesclados ao meu nome, queria que ela soubesse o que é um orgasmo com minha ajuda. Acima de tudo eu queria que através desse contato íntimo Bella decidisse ficar comigo e esquecesse Jacob.
Por isso eu continuei a explorar sua feminilidade com minha língua até que Bella chegasse ao ápice, algo que não demorou. Num ato de proteção, Bella tentou me afastar fechando as pernas, eu a impedi. Soube quando chegou ao orgasmo. Ela estremeceu e então todo seu corpo parou, até sua respiração cessou por alguns instantes. Ela havia experimentado o ponto alto do prazer e fui eu a fazê-la se sentir assim. A avareza me tomava. Meus dedos passearam pelo corpo que despertei para o sexo e meus beijos tocavam o corpo em chamas. Eu fiquei próximo e a estudei. Enquanto a satisfação pelo prazer dela me atingia, fiquei observando Bella, esperando que ela estivesse pronta para a próxima etapa. Acariciei seu rosto com uma mão ansioso para o que viria a seguir. Quando Bella estava calma, eu voltei a ficar sobre ela e falei em seu ouvido:
–Esta noite é sua. O prazer será só seu. –Mordisquei sua orelha e com minhas pernas afastei suas pernas. Eu não esperei muito mais, eu tinha que marcá-la como minha. Era muito mais do que orgulho masculino, eu sabia. Lembrando-me de ser cuidadoso com Bella, investi contra ela ouvindo seu protesto, um arfar que poderia se transformar em um grito de dor. Tentou se afastar, mas a segurei pela cintura mantendo-a parada, sabendo que movimentos bruscos poderiam aumentar a dor. Eu a beijei para acalmá-la e aumentar o seu prazer, o que diminuiria a dor. Pude sentir que algo fora quebrado, Bella era uma mulher agora e fui eu aquele a iniciá-la. Não deixei que aquele sentimento de posse me desconcentrasse. Pude sentir o corpo de Bella tenso. Com meus beijos e caricias procurei deixá-la calma e seu corpo em chamas. Pouco a pouco Bella foi relaxando, entregando-se mais e mais a mim. E enquanto isso acontecia, eu me tocava de que estava dentro da mulher que eu amava. Eu me sentia completo como nunca senti antes. Eu já havia me deitado com muitas mulheres, mulheres exuberantes e excelentes amantes na cama, mas nada era melhor do que afundar no calor da mulher que você ama.
Fui investindo vagarosamente nela tentando me conter. Continuei a beijá-la, algo que não foi fácil; meus beijos mesclados com meus gemidos. Senti nos braços e costas o passeio de suas mãos. Algumas vezes uma pequena dor me atingiu, Bella me arranhava, mas eu estava tão envolvido com o prazer de penetrá-la. Bella não era a única que estava amadurecendo com aquele contato intimo, eu também estava. Eu me sentia um novo homem agora que havia experimentado de forma plena o amor. Meu prazer foi aumentando assim como o dela.
–Ah! Bella... –Murmurei perdido naquela mulher que era minha. Bella serpenteava o corpo e movimentava-se entrando em meu ritmo, ansiando pelo orgasmo tanto quanto eu. Eu a abracei fortemente investindo mais forte e mais rápido, sabendo que agora Bella não sentia dor. Por muito pouco quase tive o orgasmo antes dela, mas me controlei diminuindo meu ritmo; eu queria chegar ao céu junto com Bella.
–Ah! –Ouvi seu gemido no momento em que eu cheguei ao ápice. Bella me abraçou mais forte e correspondi ao seu abraço dando as últimas investidas. Quando o prazer máximo chegou, eu deitei pesadamente em cima de Bella.
Eu me permiti ficar ali ainda experimentando os resquícios do orgasmo. O cansaço se dissipava e eu já me via faminto por Bella. Eu a queria tanto, reprimi durante muito tempo o desejo por ela, e agora eu a queria uma, duas, quantas vezes pudéssemos agüentar. Bella se tornou o meu vicio em uma única dose, como todo viciado eu precisava de mais. Eu me afastei dela sabendo que meu peso poderia incomodá-la deixando-a livre para respirar melhor. Não pretendia deixá-la longe de mim por muito tempo, mal me afastei e já pensava em voltar. Bella foi mais rápida. Arrastou-se para a ponta da cama e ficou deitada de lado, de costas para mim, encolhida como um bebê. Eu a olhei tentando entender o que se passava, fiquei aliviado por pelo menos não ouvir choro, o que significaria que ela tinha se arrependido. Bella estava só parada, talvez o corpo estivesse dolorido. Notei que ela estava arrepiada, com frio. Peguei o edredom e a cobri. Eu me aproximei o suficiente para nossos corpos ficarem bem colados e deitei atrás dela, abraçando-a. Seu corpo estava tenso, arrepiado pelo frio, quente pelo calor que proporcionei a ela.
Eu esperei.
Bella foi relaxando pouco a pouco, devia estar cansada suficiente para dormir. Ergui um pouco a cabeça e procurei ver seu rosto, seus olhos estavam fechados e a respiração estava mais e mais calma. Continuei com meu rosto voltado para o dela, incapaz de desviar meus olhos do seu bonito e sereno rosto. Meus dedos deslizaram pela pelo seu braço, afagou seus cabelos. Eu queria apreciá-la afinal de contas eu não sabia quando teria essa oportunidade novamente. No entanto eu sentia que tudo estava ao meu favor, tinha que estar. Bella era virgem, ela jamais cederia sua virgindade a um homem que odiasse, ela só cederia a alguém que gostasse. Enquanto meu peito inflava com a constatação de que Bella sentia algo forte por mim, me aconcheguei nela toda e adormeci mais rápido do que esperava.
...
Eu poderia ficar o dia inteiro olhando para ela. Bella estava toda esparramada em minha cama, os cabelos em desalinho; Linda! Não resisti em apenas olhá-la, eu me aproximei e lhe dei um beijo. Bella murmurou algo, mas estava profundamente adormecida, nem notou meu ato. Procurei cobri-la melhor e sai da cama, relutante.
Era domingo por isso não tínhamos que ir a empresa. Ainda sim eu estava pronto. Por que eu havia tomado meu banho e me arrumado? Simples, por que o pobre Jacob Black poderia aparecer a qualquer momento. Foi logo que levantei e ouvi um barulho peculiar no quarto de Bella; seu celular tocava. Claro que ele tinha ligado e confesso ter ficado surpreso por ele não ter aparecido até agora no meu apartamento. Se Bella o visse não tinha como eu prever o que ela faria. Eu precisava de um plano, um plano para poder garantir que ficássemos juntos, um plano B. Quando Bella acordasse, eu tinha que executar o plano B. Eu estava confiante de que a noite passada melhoraria nosso relacionamento, mas eu tinha que garantir que Bella ficaria comigo. Não seria algo muito fácil – Bella era orgulhosa –, mas eu tentaria. E para inicio eu teria que arrumar um jeito de que Bella e eu ficássemos a sós. Isso não seria possível em nossa casa, embora uma de minhas primeiras ações naquela manhã foi ligar para Magdalena e sua filha e dispensá-las. Eu precisava levá-la para outro lugar, um lugar bonito, que serviria de anteparo para sua raiva...
Peguei meu celular e fui para a sala. Tínhamos uma propriedade fora da cidade, à fazenda pertencente aos Cullen. Minha mãe adorava o lugar, em memória dela Alice e eu o mantivemos. Como eu era mais ocupado que minha irmã ficou a cargo dela a incumbência de manter o lugar, e com ela estavam às chaves. Claro que não foi apenas por isso que coube a ela a manutenção da propriedade, eu tinha problemas com o lugar. 
–Alo? –Alice atendeu em uma voz sonolenta. Eu a havia acordado com toda a certeza.
–Alice, eu preciso das chaves da fazenda. –Disse sem rodeios. Ela bufou do outro lado da linha.
–Poderia pelo menos me dizer bom dia seu mal educado! –Esbravejou.
–Não tenho tempo para isso Alice. Preciso das chaves da fazenda.
–E o que pretende fazer com as chaves?
–Eu vou para a fazenda hoje.
Alice calou-se. Ela estava surpresa, eu também estava. Não pisei na fazenda desde o falecimento de nossa mãe. Para mim, até hoje, era difícil pisar no lugar que nossa mãe amava.
–Eu estou aqui na fazenda com Jasper. Venha para cá.
Refleti. Eu queria ficar sozinho com Bella. Poderia ser uma boa idéia Alice e Jasper na fazenda também? Bom... Se eu dissesse a Bella que Alice nos convidou ela poderia aceitar, mas se eu fizesse o convite informando que ficaríamos a sós eu corria o sério risco de receber um não.
–Eu irei, mas levarei Bella comigo. Prepare um quarto, está bem?
–O QUE? BELLA COM VOCÊ? SÉRIO? –Alice praticamente gritava ao celular. Suspirei.
–Eu vou tentá-la levar comigo. Se eu não conseguir ligo para avisar que não iremos mais.
–Estou sentindo que algo aconteceu para você querer vir para cá com Bella. Vocês se entenderam? Desembucha Edward! Por que de repente você quer ir para a fazenda? Você não pisa lá desde a morte da nossa...
–Alice –Eu a cortei –eu não tenho tempo para falar, logo Bella vai acordar. Espere-me ai e conto o que houve. Eu preciso desligar. Tenho que preparar o café da manhã.
–VOCÊ COZINHANDO? VOCE NÃO É O MEU IRMÃO! O QUE HOUVE...
Desliguei o celular. Alice cairia em cima de mim com indagações, mas agora não era o momento de preocupações quando a ela. Magdalena e Eli não viriam, não havia nada para o café. Considerei cozinhar para Bella, mas logo descartei a idéia. Eu nunca havia preparado nada, não poderia sair algo comestível preparado pelas minhas mãos. Lembrei-me que não muito distante dali havia uma confeitaria. Eu poderia comprar tudo para o café e arrumar a mesa. Não seria uma tarefa tão complicada. Peguei as chaves do carro e minha carteira, que estava dentro do bolso de minha sobrecasaca, e rumei para a saída. Teria que ser rápido, ir e vir antes de Bella acordar. Eu duvidava, após a noite de ontem, que Bella fosse acordar tão cedo.
Sorri.
As lembranças da noite passada me assaltaram. Tudo o que vivemos foi tão intenso, fazendo-me lembrar de cada detalhe, cada sussurro, cada caricia. Eu nunca me senti mais feliz. A intimidade que compartilhamos criou um laço poderoso, amalgando-me a Bella de um jeito irreversível. Se antes eu não me via longe de Bella, agora era pior. Eu precisava de Bella como o ar para meus pulmões. Melodramático, sim, eu estava sendo, porém estava sendo verdadeiro.
Rapidamente cheguei à garagem e entrei em meu carro. Segui com certa rapidez para a confeitaria. Comprei o kit completo para que Bella tivesse um ótimo café da manhã, guloseimas doces e salgados dos mais variados tipos. Cheguei a tempo recorde em casa e fui logo colocando as compras em cima da mesa da sala de estar com a ajuda de um funcionário do condomínio que me ajudou a trazer as compras.
Ainda que arrumar uma mesa parecesse algo fácil, não foi. Eu realmente era leigo quando se tratava de cuidar de um lar. Procurei arrumar a mesa da melhor forma possível colocando o que eu havia comprado mais xícaras, talheres, pratos. A mesa estava arrumada, o café estava servido. Lembrando-me de uma cena de um filme romântico, decidi preparar uma bandeja e levar café na cama para Bella. Eu não tinha experiência nenhuma com romance, intimidade ou qualquer outra coisa típica de um homem para com sua esposa, mas eu aprenderia. Eu queria ser o marido perfeito, o marido que nunca fui para Bella. Terminada a preparação da bandeja, caminhei para fora da cozinha munido da comida. Quando caminhei para o quarto, quase derrubei a bandeja. Olhei e notei que era Bella diante de mim, devidamente vestida. Procurei sufocar o nervosismo. 
–Ah! Bella! Você acordou? Eu estava levando café da manhã na cama para você. –Disse afável. Bella ergueu o rosto e me olhou dos pés a cabeça. A expressão surpresa mudou para uma expressão carrancuda. Isso não era nada bom. Fui até a mesa na sala de estar colocando a bandeja em cima da mesa. –Já que você levantou, vamos tomar café aqui na sala? –Afastei uma cadeira para Bella sentar.
–Eu estou de saída. –Falou caminhando apressada. Eu já havia visto esse filme. Sem pensar eu a agarrei pelo braço.
–Tome café comigo, por favor. Não custará nada pra você. Poxa, tive tanto trabalho para fazer! – Pedi. Bella analisou o que eu havia dito e me encarou cética. –Ok, eu comprei tudo o que está aqui em cima da mesa. Não sei fazer nada.
–Onde estão Magdalena e Eli? –Perguntou sentando-se na mesa. Procurei conter a felicidade por Bella ter cedido. Era um bom sinal.
–Liguei e dei o dia de folga para elas. Quer que eu lhe sirva? –Perguntei já me preparando para a tarefa.
–Minhas mãos ainda funcionam, eu posso me servir sozinha. –Disse ríspida. Congelei. Definitivamente ela agia diferentemente do que eu imaginei que seria essa manhã. Sentei em meu lugar tentando conter a agonia de não saber se meus atos iriam degelar seu coração. Eu me servi do café e comi automaticamente. Eu estava com medo. A minha confiança minara.
“Acalme-se Edward! Acalme-se!” –Repeti como um mantra enquanto degustava de uma guloseima qualquer. Lembrei de meus planos de conduzi-la a fazenda. Como eu faria tal proeza? Era bem verdade que no passado Bella me pedia para conhecer a propriedade. Eu negava seu pedido (naquela época eu a tratava mal). Não consegui deixar de olhá-la, querendo entender o que se passava com Bella. Como eu queria poder ler sua mente! Com um suspiro, deixei meu café de lado esperando pelo que viria a seguir.
–Alice ligou. Ela está na fazenda pertencente à família Cullen juntamente com Jasper. Ela nos convidou para passar o domingo lá. Eu disse que iríamos. –Assim que parei de falar, Bella largou o que estava comendo.
–Ligue e diga que você vai sozinho. Eu não pretendo sair com você! –Disse furiosa. Sua fúria doía em mim como um soco. Eu sabia que era uma fúria justificada, mas, mesmo assim, eu não me conformava. Até quando Bella ficaria na defensiva agindo como se ainda fossemos inimigos? Só existia uma forma de fazer Bella sair de cima do muro, para o bem ou para o mal... Tínhamos que conversar.  
–Bella, nós precisamos conversar. Você sabe disso. Então eu pensei que seria bom se fôssemos...
–Não precisamos ir para lugar nenhum para conversarmos! Podemos conversar aqui! –Exigiu. Notei que Bella estava na defensiva por alguma razão, talvez tivesse medo que eu fosse novamente persuasivo. Ela teria que temer mesmo o meu poder, eu não iria entregá-la de mão beijada.
–Eu não quero conversar aqui sujeito a intervenção de qualquer um. Por favor, Bella. – Supliquei. Bella olhou para mim por alguns instantes, mas logo desviou os olhos.
–Me dê uma boa razão para ir com você Edward? –Cruzou os braços numa posição ainda mais defensiva.  
–Eu não aceitarei conversar em outro lugar. –Disse firmemente. Pensei que Bella me daria uma rápida negativa e diria algum palavrão acompanhando sua resposta, mas para a minha surpresa...
–Tudo bem. Aceito o convite não por você, mas pela Alice e pelo Jasper. Eu já recusei convites demais deles.
Congelei. Ela disse sim? Realmente disse sim?
Bella levantou-se. Seu ato me deixou alarmado.
–Aonde vai? –Perguntei.
–Vou arrumar algumas coisas e fazer uma ligação. –Seguiu para o seu quarto.
Devo confessar que sua atitude me deixou nas nuvens. As coisas estavam realmente ao meu favor como jamais imaginei que estariam.
“Agora eu preciso ser cauteloso. Bella está muito vulnerável agora. Se eu não agir corretamente...” –Não queria nem pensar nas possibilidades que iam de encontro aos meus desejos. Ui para o meu quarto e rapidamente aprontei uma mala com alguns pertences, poucos. Enquanto isso minha mente pensava no que eu diria na conversa definitiva. Contaria a Bella sobre o contrato? Como Bella reagiria se soubesse de toda a verdade? Será que dizer que eu a amo loucamente seria o bastante para ela me perdoar? Tantas dúvidas, nenhuma certeza. Essa seria a maior de minhas jogadas. Eu não estava no jogo para perder. Após arrumar minha bagagem, fui para a porta do quarto de Bella. Ela falava com alguém ao celular e pude captar apenas um pedaço de sua conversa, justamente o pedaço que eu não gostaria de ouvir.
–Eu amo você Jake. Agente se vê depois.
 Nunca pensei que palavras pudessem doer. Sempre achei que era bobagem quando me diziam isso. Agora que comprovei, sei o quanto dói. Teria sido melhor se Bella me agredisse munida de uma arma branca, seria um balsamo na verdade. E toda a confiança que senti desde que nos amamos noite passada desapareceu sendo substituída por uma insegurança terrível. Meu corpo inteiro tremia, minha boca estava seca, minha respiração e batimentos cardíacos acelerados. Fiquei encostado próximo a porta enquanto digeria as palavras que ouvi.
Eu amo você Jake. Agente se vê depois.
Ela o amava? Não, isso não era possível! Ela não poderia amar alguém que conheceu tão rapidamente. Ela não poderia...
Meus pensamentos foram interrompidos pela sua presença. Segurava uma pequena bolsa, a mesma bolsa que usou na noite passada.
–Vamos logo acabar com essa palhaçada! –Falou já seguindo para a saída. Pude ouvir sua voz murmurar algo como “hoje tudo isso irá acabar”, mas não tinha certeza. Fosse o que fosse naquele dia tudo seria decidido, meu futuro seria decidido. Só o pensamento me deixava com a boca seca.
Seguimos silenciosos para a garagem. Eu olhava para ela, mesmo naquela postura indiferente ela era linda. Eu queria tanto segurar sua mão e minha vontade quase sobrepujou a razão algumas vezes. Não, eu não poderia! Paciência, eu tinha que ter paciência. Assim que entrou no carro, Bella encolheu-se num canto olhando a paisagem ofertada pela sua janela. Suspirei. Seria uma longa viagem, eu tentando fazer Bella falar. Procurei me resignar, eu já estava tento muito mais do que pensei há alguns dias. Liguei o carro engatando a primeira marcha. O alivio que eu sentia a cada metro que eu avançava com o carro para longe de tudo, longe principalmente de Jacob Black era palpável.
Eu tive a felicidade de ter Bella por uma noite. Agora que eu estava viciado nela, não tinha como eu abrir mão do que me pertencia.

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