Kiss Me II - Capitulo 5


Capítulo 5.


O silêncio imperou na nossa sala por aproximadamente 30 segundos e então, caos. Todos queriam interrogar ou dar os parabéns ao mesmo tempo, até que finalmente Rob bateu as mãos numa palma forte. Todo mundo ficou quieto, olhando meu noivo que exibia uma cara de louco.

- Vocês querem enlouquecer minha noiva grávida? Um de cada vez, por favor.

Agora ninguém falava droga nenhuma. Mas que maravilha! Olhei para Tom, que tinha sido o único que ficara calado desde a minha revelação. Tentei adivinhar o que ele pensava, mas sua expressão não dizia muita coisa.

- Tom?
- Eu vou... ser tio?

Senti um leve temor antes de responder. Meu irmão era meio estranho e eu ultimamente eu sempre o desapontava. Preparei-me para ouvir o sermão e fechei meus olhos.

- Sim, você vai ser tio.

Ele não falou e eu nem tive coragem de abrir os olhos. De repente senti mãos apertarem minhas axilas e me levantaram do sofá. Eu estava sendo rodada no ar pelo meu irmão maluco.

- Tom, me coloque no chão! Eu estou grávida!
- Eu vou ser tio! Cara, que notícia perfeita!
Apesar de estar sentindo enjôo com o balanço dos braços dele, eu suspirei aliviada com sua reação. Ele tinha gostado da notícia e eu já podia riscar seu nome da lista de avisos. Só faltava agora encarar meus pais e as fãs apaixonados por Robert.

- Ok Tom, eu quero mesmo ser pai. Você pode parar de rodar sua irmã?
- Certo! Não me toquei nisso.

Ele me colocou novamente sentada no sofá e me ajeitou como se eu fosse uma boneca de pano. Deitei a cabeça no ombro de Rob e esperei a sala parar de rodar. Ele afagou meus cabelos num cafuné delicioso e beijou-me na testa.

- Kris, parabéns!

Ash abriu um sorriso grande e feliz, vindo me abraçar. Os outros fizeram o mesmo logo em seguida e eu me senti bem, protegida e querida. O impacto da gravidez quando foi descoberta não me fez bem e eu admito que não queria que fosse verdade, mas cada vez mais eu me conformava com a situação.

- Já sabem o sexo?
Ash perguntou, mordendo os lábios. Eu tenho certeza que ela já estava fazendo planos para poder comprar coisas para o bebê. Vendo-a daquele jeito eu imaginava como ficariam as meninas da LCF. Elas sim iriam surtar!

A noite foi tranqüila e animada, nós conversamos sobre diversos assuntos, mas sempre voltamos ao assunto da vez: a gravidez. Quando todo mundo foi embora, eu e Rob nos abraçamos e nossas bocas se encontraram.

- Você vai ser uma mamãe tão linda!
- E você um pai super gostoso! OMG, já pensou se tivermos uma filha e as amigas dela ficarem dando em cima de você?

Ele revirou os olhos e me carregou para o quarto, pegando-me no colo e deitando comigo na cama.

- Kiki, você está pensando em amigas da nossa filha? Ela nem nasceu ainda, querida. Até lá eu vou estar caído já...
- Robert, você é irritante, sabia? Onde já se viu, ficar caído? Você vai envelhecer gostoso, eu tenho certeza!

Antes que ele pudesse responder, eu tampei sua boca com uma mão e sorri.

- E ainda te digo mais. Ai da adolescente que vier arrastar asa para cima de marido meu. Eu coloco para correr!

Seus olhos estavam rindo já que sua boca não podia fazer o mesmo. Ele lambeu a palma da minha mão, forçando-me a soltá-lo. Seu sorriso brotou no rosto e a gargalhada dele ecoou pelo quarto. Deus, como eu amava esse homem!
Rob se soltou das minhas mãos e ficou ajoelhado na cama, me observando o corpo todo. Sua boca fazia diversos movimentos conforme ele corria os olhos por mim.

- O que a senhorita me diz de fazer um amorzinho gostoso com seu futuro marido?

Eu abri um sorriso gigantesco e balancei a cabeça de olhos fechados, me imaginando no paraíso. Como se ele precisasse mesmo me perguntar uma coisa dessas! Rob já estava cansado de saber a resposta. Senti suas mãos me tocando e deixei que ele me despisse devagar. Rob me olhou então como se eu fosse comestível e sorriu lambendo os lábios.

- Você está com um brilho especial hoje.
- Estou? Deve ser suor...

Ele riu, revirando os olhos e abaixou-se para beijar minha barriga. Entendi de que brilho ele estava falando. Estava começando a perceber que Robert tinha se empolgado bastante com essa parada de ser pai.

- Muito engraçada. Nem me importo que seja suor, baba... nada!

Fui calada por sua boca voraz e agarrei seu corpo com minhas pernas. Era tão maravilhoso sentir nossos corpos grudados a ponto de chegarmos a nos confundir... Sua mão deslizou pelo meu corpo e foi até minha coxa enquanto nossas bocas travavam uma batalha onde não havia perdedor.
- Rob...
- Hum?

Fiz com que ele parasse e segurei seu rosto perfeito entre minhas mãos.

- Será que não tem problema nós fazermos isso comigo assim?
- Lógico que não, Kiki!
- E se tiver?
- Kiki, você nem tem barriga ainda! Deixa de neurose...

Não era neurose, eu só não queria que a criança visse ou sentisse coisas que... bem, não eram legais para uma criança presenciar. Ia argumentar com ele quando meus sentidos vieram à tona. Rob tinha me pegado totalmente de surpresa ao deslizar a mão que antes estava na coxa, para o meio de minhas pernas. Seu dedo me penetrou de uma só vez e um sorriso malicioso brotou em seu rosto.

- Canalha!
- Sou mesmo. Para que deixar você pensar muito? Hum?

Ele beijou minha boca e desceu pelo meu queixo, lambendo o contorno do meu rosto e abaixando ainda mais até chegar ao lugar que ele tanto gostava: meus seios. Rob depositou um selinho em cada mamilo e tirou seu dedo de dentro de mim, levantando da cama e me deixando de espectadora enquanto tirava a roupa.
Ele deu o showzinho dele bem lentamente, como gostava de fazer. Era um método de tortura eficiente, já que eu ficava babando e me contorcendo na cama enquanto observava. Para minha surpresa, Rob apenas aproximou-se um pouco, mas não voltou para cama. Ficou para me olhando com um sorriso cínico no rosto.

- Sabe o que eu quero hoje, Kiki?
- Tenho medo de descobrir...

Sua gargalhada saiu gostosa, ecoando pelo quarto, mas ele logo voltou a ficar sério e estreitou os olhos. Sua atenção estava toda voltada à minha... intimidade, digamos assim.

- Se toque. Para mim.
- Peça outra coisa.
- Não... Eu quero isso.

Ele queria era me matar, isso sim. Sabia que tinha ficado vermelha só em ouvir seu pedido. Por mais experiências que nós já tivéssemos trocado numa cama, eu ainda não tinha feito isso, com ele apenas observando daquele jeito. Um friozinho, uma mistura de vergonha e tesão percorreu meu corpo com Rob me comendo com os olhos daquele jeito.

- Talvez você precise de um incentivo...

Meu pé esquerdo foi erguido e ele beijou, ou melhor, chupou o peito do meu pé. Eu já ia fechar os olhos para aproveitar aquilo, quando vi sua outra mão envolvendo aquele membro perfeito. OMG. Com ele se tocando daquele jeito, mesmo que ainda restasse alguma vergonha em mim, ela tinha ido para o espaço. Eu me tornei uma selvagem vendo-o bater umazinha para mim, mordendo os lábios e lambendo-os enquanto me olhava. Lentamente, eu levei uma de minhas mãos até o local tão desejado por ele e me toquei.

- Hum... isso...

Nem era louca de parar, depois do gemido que Rob soltou. Ele parecia que estava se imaginando dentro de mim. Meus olhos estavam grudados em sua mão que alisava a cabeça do membro para em seguida deslizar até o final e voltar a fazer o mesmo caminho. Era algo hipnotizante.

- Como ela está? Bem molhadinha?

Ele me perguntou, lambendo os lábios e só aí eu notei que continuava a me tocar, firme e forte. Sem mais nenhum pudor, deixei meu próprio dedo escorregar para meu interior, imaginando que aquilo era nada mais nada menos, que o membro duro de Rob.

- Eu deixei você fazer isso, Kiki?
- Não...
- Exato. Tire o dedo.

Olhei-o sem entender por que ele estava me pedindo aquilo, mas então Rob aproximou-se totalmente, subindo sobre mim e me olhando com luxúria pura.

- Só eu posso te penetrar, entendeu?
Balancei a cabeça desesperadamente. Quem era eu para discordar dele. Queria mais era ser penetrada urgentemente! Ele pegou minha mão usada para a brincadeira e levou meus dedos melados até sua boca, lambendo como se fosse um doce. Antes que eu pudesse derreter de prazer, fui novamente invadida, mas dessa vez não era por dedos.

- Hm... Ela está quentinha...

Deus! Rob estava inspirado! Soltei meus braços atrás da cabeça e deixei que seu membro me preenchesse totalmente, levando-me à loucura com a fricção que causava. Eu tinha certeza que estava gemendo um pouco alto demais. Não. Eu estava uivando praticamente, enquanto Rob fazia meu corpo quicar na cama embaixo do seu.

- Rob... você ainda... vai me matar... um dia.
- Que não seja hoje.

Minhas pernas foram suspensas e apoiadas nos seus ombros, provocando sensações afrodisíacas cada vez que eu percebia seu membro entrando até o talo. Rob rebolava deliciosamente a cada estocada e eu começava a arranhar seus braços severamente. O tesão transbordava por mim e eu queria mais.

- Oh Deus!

Fechei meus olhos e deixei meu queixo cair enquanto os espasmos percorriam cada músculo do meu corpo. Rob aumentou ainda mais o ritmo, dando estocadas agora mais curtas e massageando meus seios. Ele sorria enquanto via minha reação ao orgasmo, totalmente entregue aos seus cuidados. Meu corpo já estava ficando mole quando Rob começou a gemer sobre mim. Seu corpo pressionou o meu quanto ele deixou o peso cair e veio me beijar.

- E você não queria isso... Bobinha...
- Só estava receosa.

Ele sorriu e beijou minha testa, saindo de dentro de mim e me dando aquela sensação ruim de vazio, de perda. Eu nunca enjoava de Robert Pattinson. Tenho culpa? Passei meus braços em volta do pescoço dele e ficamos apenas trocando olhares por alguns segundos.

- Acho que você tem razão. E pensando bem, é melhor aproveitarmos agora, né? Enquanto não temos uma criança chorando de madrugada.
- Concordo plenamente. A gente pode fazer um quarto para o bebê, com aquelas paredes acústicas, sabe? Assim ela poderia chorar o quanto quisesse que não atrapalharia nossos momentos...

OMG. Ele até tinha boa vontade em ser pai, mas pelo visto não possuía a mínima noção das coisas. Gargalhei, fazendo-o franzir a testa sem saber o motivo da minha risada.
[...]
Não demorou muito para que recebêssemos o exame de sangue que eu tinha feito para me certificar da gravidez. A clínica nos enviou o resultado por fax, assim como tínhamos solicitado e quando o papel estava ao meu alcance, senti meu corpo congelar.

- Eu leio ou você lê?

Rob me perguntou, olhando para o papel lá no fax. Ele estava ao meu lado e eu podia sentir que o nervosismo não afetava somente a mim.

- Você lê.

Respondi e o vi respirar fundo e caminhar até o fax. Suas mãos trêmulas seguraram o delicado papel e ele levou seus olhos para baixo, procurando o local onde deveria estar o resultado final. Eu me sentia ansiosa, sem saber pelo que esperar. Por mais que os enjôos ficassem cada vez mais fortes e eu tivesse toda aquela sensação de estar carregando uma vida dentro de mim, ainda assim era preciso ter confirmação real.

- Rob? Não morra antes de me dizer, por favor.
- Você quer mesmo saber?

Sua voz estava vacilante e eu notei um tom meio que embargado, talvez por um choro que devia estar vindo. Minhas mãos suavam quando alisei minha blusa com elas.

- Lógico que quero! Fale logo!
- Kiki...
Eu quase caí dura quando sua boca formou uma careta e seus olhos se fecharam. Oh Deus! Tinha sido tudo uma ilusão!

- Nós estamos grávidos!

Eu quase desmaiei quando ele terminou a frase. Seus olhos então estavam brilhando quando Rob me alcançou e segurou-me por baixo dos braços, levantando-me no ar e beijando minha barriga.

- Estamos? Nós estamos mesmo?
- Sim, nós estamos, baby!

OMG! Ele me abaixou, mas sem me soltar e eu envolvi seu pescoço com meus braços. Nunca imaginei que um resultado assim poderia me deixar tão aliviada!

- Eu vou ser mãe...
- Você vai.

Rob apertou meu corpo no seu, passando os braços pela minha cintura e eu sabia que não cairia de jeito nenhum. Não se ele não quisesse. Era incrível como aquele corpo conseguia me fazer sentir a pessoa mais protegida do mundo.

- Você vai ser pai, Rob.
- Yeah...
Não havia mais dúvidas, não havia mais motivos para esconder. Antes nós tínhamos estado precavidos por não saber com toda certeza se eu estava mesmo grávida. Seria estranho anunciar o fato e depois descobrir que tudo não passara de um terrível mal entendido. Mas agora, com aquele papel em nossas mãos, era como se tivéssemos plenos poderes para anunciar nossa gravidez a todos os cantos do mundo. Não que as pessoas estivessem ansiando que eu engravidasse, mas era como se a felicidade que eu sentia fosse grande demais para ser guardada.

- Podemos contar?

Perguntei, com o meu rosto enterrado em seu pescoço enquanto ele andava comigo pelo apartamento. Eu não achava que Robert tivesse um destino certo, ele parecia apenas querer andar de um lado ao outro.

- Contaremos a quem quisermos!
- Ok, nós vamos precisar mesmo correr com o casamento. Eu não quero ser confundida com o bolo de noiva!

Ele me colocou no chão quando chegamos na sala e beijou minha testa delicadamente, demorando um pouco os lábios ali, encostados em minha pele. Minhas mãos alisaram seus braços e eu olhei para cima, encontrando seu olhar.

- Eu te amo. Caso quando você achar melhor. Sabe disso.
Quem diria que algum tempo atrás, eu ainda sonhava com Robert Pattinson e eu na praia, sem saber que realmente um dia o teria somente para mim. Seus dedos secaram uma lágrima que eu deixei escorrer pelo canto do meu olho e ele franziu a testa.

- O que foi?
- Estou feliz, só isso.

Ainda ficamos algum tempo em casa, abraçados e delirando sobre como montaríamos o quarto do bebê e como seria o nome da criança. Mais tarde, quando Rob precisou sair para uma sessão de fotos, eu resolvi fazer umas ligações e ir encontrar pessoas muito importantes em nossa história.

- Kristen! Hey! Aqui!

Assim que entrei no restaurante, encontrei algumas delas sentadas numa mesa de canto. A partir do momento que você andava comigo ou com Robert, privacidade passava a ser algo ausente em sua vida. Eu parei em frente à mesa, observando as meninas. Lembranças passavam pela minha mente e me dizia que elas sempre estiveram lá para mim.

- Oi gente, tudo bem?
- Lógico!
- O que de tão importante você precisa nos contar?
- Kris, você sabe como somos curiosas...

Oh sim, eu sabia. Eu sabia perfeitamente que ninguém nunca deveria duvidar ou provocar nenhuma das LCF. Dei um sorriso amigável para elas e puxei uma cadeira para sentar.

- Eu tenho uma notícia ótima. E além de Rob e o pessoal do filme, vocês serão as primeiras para quem vou contar.

Era divertido deixá-las naquela ansiedade, mas eu não estava com um espírito tão mau assim.

- Estou grávida.
- O.
- M.
- G.

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