Kiss Me II - Capitulo 1

N/CamilaCocenza: Por Deus, há quanto tempo não apareço por aqui?! Pois é pessoal, minha vida anda uma correria danada :( Infelizmente abandonei o blog por algum tempo, mas estou voltando aos poucos! Como pediram, aqui está Kiss Me II! Aproveitem!

=== X ===
Capítulo 1.


Ok, quem melhor do que eu para começar? Tenho certeza que vocês estão achando que é a Kiki, né? Povo puxa-saco... Só porque eu sou quase careca...

"- Bené!"

E lá se foi minha paz. Kiki não me deixa descansar! Me chama toda hora... E é geralmente quando eu começo a ciscar em terreno vizinho... Digo, na teia do macho ali da varanda...

- Já vou.

Né? Essa vida é tão injusta... Ela com Robert "Cullen" gostosão e eu com... Bem, deixa eu ir ali rapidinho desvirar meu namorado que ficou preso. Na sua própria teia. Até mais.

Rob mordeu meu ombro enquanto eu estava sentada na cama, esperando Bené dar o ar da graça.

- Hum... não me morde que eu me apaixono.
- Você já se apaixonou Kiki.

E não é que ele tinha total razão sobre isso? Deixei meu corpo cair para trás, me encostando no dele e deitei a cabeça no vão do seu pescoço.

- Eu sou uma bobinha que caiu de amores por um galinha...
- Não é?

Rob riu e me fez cócegas dentro das coxas, lugar que ele sabia que me matava.

Ewwww!
- Ah, Bené...
Para que me chamou aqui se vocês estão de suruba? Quero ver isso não... sou recatada!
- Em que planeta?

Robert a zoou e eu prendi o riso, vendo sua cara de descontentamento. Bené revirou os olhos e veio subindo no colchão. Ela sentou e esticou as pernas para frente.

Falem.
- Quero saber por que eu achei teia dentro da banheira.

Ela sorriu e deu uma risadinha, passando a mão no seu único fio de cabelo.

Digamos que eu... experimentei a hidromassagem ontem...
- Bené!

Rob queria esmagar Bené ali no lençol mesmo, mas eu não deixei. Ela saiu correndo, tecendo uma teia no lustre do teto e sumiu quando passou para a varanda.

- Sério, Kiki. Bené na hidromassagem é sacanagem!
- Eu vou pedir para ela não fazer mais isso...

Ele suspirou e levantou para ir ao banheiro.

- Vai encontrar com Ashley hoje?

Rob me perguntou enquanto eu ouvia o barulho da água na pia. Deitei novamente, pensando no transtorno pelo qual passaria hoje. Tinha que sair com minha cunhada para ajudá-la a escolher um presente para Tom.

- Vou. Mas só depois do almoço.
- Ok.

Ele veio rápido do banheiro e se jogou na cama, em cima de mim, colocando um braço de cada lado do meu corpo e me beijando carinhosamente na boca. Segurei seus cabelos com a ponta dos dedos e aproveitei aquela boca deliciosa. Ele parou e sorriu, piscando como um bom safado.

- Que surto foi esse, Rob?
- O que? Não posso beijar minha noiva?
- Pode, lógico. Não só pode, como deve. Tipo, agora.
- Eu posso fazer outras coisas também... Além de beijar...

Ele falou com seu sorriso perfeito e lambeu devagar meu pescoço, me arrepiando. Eu gemi baixinho, segurando-o com minhas pernas e ele riu.

- Mas deixa para depois.

Rob soltou-se de mim e levantou assobiando.

- Você é muito confiante, Robert Pattinson. Cuidado que posso te largar no altar...
- Você é muito inteligente, Kristen Stweart. Isso significa que nunca cometeria esse erro.

Ok, ele tem razão.

Eram pouco mais de 14hs quando cheguei no apartamento de Tom para encontrar com Ash. Pois é, eles passaram a morar juntos depois que eu saí de lá. Foi algo surpreendente para mim, já que não esperava existir alguma santa que aguentasse dividir o mesmo teto com meu irmão, mas enfim...

- Cunhada!

Ela chegou animada no carro e me olhou sorridente.

- Oi!
- Sério, eu espero que ache alguma coisa legal hoje. Tom é tão exigente! Nossa!
- Eu tenho certeza que ele vai gostar de qualquer coisa que você dê, Ash.
- Ele falou algo do tipo ontem na cama...

Eu a olhei e vi que ela fazia uma cara meio pornográfica... OMG. Detalhes sórdidos da vida íntima do meu irmão não me interessam!

- Ok, guarde para você.

Ash riu e puxou o cinto, me fazendo rir também. Era realmente agradável conviver com ela fora das filmagens.

- E aí? Quando você e Robert vão marcar a data do casamento?
- Eu não sei. É tudo tão confuso para nós... Tão rápido. Ás vezes eu penso que nosso dia devia ter umas 30 horas, pelo menos.
- É complicado mesmo. Mas vocês precisam aproveitar enquanto as filmagens de Breaking Dawn não começam, Kris.
- Eu sei. Nós estamos adiando, mas eu sei que precisamos resolver.
- Não é medo de casar, é?
- Claro que não!

E não era mesmo. Se havia uma coisa da qual eu tinha certeza absoluta, era que amava Robert e não via a hora de ser esposa dele.

Quando chegamos no shopping, ainda no estacionamento, eu ouvi alguém me chamar e olhei para trás. Era uma das meninas da MCF, que agora apressava o passo na minha direção.

- Você conhece, Kris?
- Sim, conheço. Se quiser vai entrando... Eu te alcanço.

Ash concordou e eu fiquei para trás, esperando pela MCF sorridente que vinha ao meu encontro.

- Kiki!
- Ei, tudo bem?

Nos abraçamos e ela me olhou elétrica.

- OMG, agora eu estou falando com a estrela de Twilight!

Ela ficou um pouco histérica e abriu a bolsa, tirando uma máquina digital lá de dentro.

- O que é isso?
- Tem tipo, uns três meses que não te vejo... Acha mesmo que não vou registrar o momento?

Ela segurou o segurança do shopping que ia passando e o obrigou a tirar uma foto nossa. Meu sorriso saiu um pouco sem-graça, mas eu tentei.

- Como estão as outras meninas?
- Estão ótimas!
- Eu ainda sou uma MCF, né?

Ela torceu a cara e depois sorriu.

- Mais ou menos.
- Como assim? Fui excluída?
- Não. É que meio que não existe mais MCF.
- OMG!
- Calma... Nós ainda existimos, a sigla é que não mais.
- Por que isso?
- O grupo aumentou bastante... E nós achamos melhor mudar um pouco, sabe?

Perdi meu chão. A MCF tinha virado referência na minha vida. O que eu seria agora sem ela?

- Nós agora somos a LCF.

Elas tinham mudado uma letra? Uma letra? Eu mato!

Ela começou a me explicar tudo muito rápido em relação a essa troca de siglas. Aparentemente, o motivo para tal foi o crescimento muito rápido do grupo e a escolha de um nome mais apropriado. Pelo que ela contou, a palavra "máfia" deixava-as um pouco visadas. Não, imagina!

- E estão todas bem?
- Sim, lógico! Sentimos sua falta. Depois que virou estrela não lembra mais que existimos, né?
- Não é isso... É só falta de tempo mesmo. Eu sou uma LCF?
- Claro, né Kiki? Sempre!

Meu celular tocou e vi que era Ashley me ligando. Tinha até perdido a noção do tempo, conversando ali com a LCF. Peguei um papel de dentro da bolsa e anotei o telefone de casa.

- Qualquer coisa liga para minha casa agora. E vamos marcar de nos encontrarmos, que tal?
- Legal! Eu repasso o recado.
- Ok.
- A propósito, como vai Robert? E Bené?

Incrível como uma aranha pode ser inesquecível...

- Os dois vão super bem.
- Mande um beijo para os dois então. Para o Rob pode ser uma coisa mais...
-Ok, não precisa terminar.

Me despedi dela e fui correndo para dentro do shopping encontrar com Ash, que já estava com a cara enfiada numa vitrine, olhando carteiras masculinas.

- O que você está vendo, Ash?
- Aquela ali... Bonita, não?
- Tom vai odiar.

Ela me olhou espantada e eu sorri. Tinha esquecido de explicar o motivo, lógico. Passei meu braço por cima dos ombros dela e andei para longe da vitrine.

- Ele odeia carteira marrom. E não vi nenhuma preta ali que tivesse a cara dele.
- Ok, qual é a cara dele? Porque carteira de homem para mim é tudo igual.

Eu ia responder na hora que vi um flash na nossa direção. Viramos de costas para evitarmos o paparazzi inconveniente e seguimos por outro corredor.

- Ele gosta de carteiras que tenha muitos compartimentos mas que ao mesmo tempo, seja fina para colocar no bolso.
- Certo. Vamos ver roupas então. Chega de carteira. E quem era aquela garota?
- Uma amiga das antigas...

Lembrei da vez em que armamos para Tom ficar de cueca fio-dental do lado de fora do quarto de um hotel super frequentado. Eu tive vontade de rir só em lembrar da situação, mas acho que Ashley não ia ficar muito feliz ao saber desse detalhe.

- Enfim, elas já me ajudaram muito em relação ao Robert.
- Hum. OMG! Olha que camisa perfeita!

Ash me puxou para dentro de uma loja e fez a vendedora trazer todo o estoque com aquela modelagem.

Depois de ficar sentada esperando Ash decidir sobre quais camisas levar, eu finalmente pude esticar as pernas e voltar a andar. Estávamos indo para o carro quando meu celular vibrou com a chegada de uma mensagem de texto.

"Kiki, estava pensando aqui... Que tal um moranguinho hoje?"


- Quem é?
- Rob.
- Lógico! Por esse seu sorrisinho, quem mais seria, né?

Ela falou, colocando os óculos escuros e encostando a cabeça no banco. Ele fazia de propósito. Sempre que eu estava na rua, Rob me mandava mensagens provocantes, com a única intenção de me fazer surtar. Já podia imaginá-lo de boxer preta, com um pote de morangos, caminhando na minha direção e passando a língua bem devagar pela boca.

- Kristen! O sinal!

Ashley precisou bater na minha perna para que eu acordasse e voltasse a andar com o carro. Nem tinha escutado as buzinas do pessoal atrás de mim.

- Desculpe. Estava pensando em comida.
- Comida?
- Morangos...
- Ow. Morangos... Imagino que tipo de comida seja essa... Já testei com Tom e...
- OMG, Ash! Pare por aí!

Ela riu e eu revirei os olhos, espantando o nojo em ouvir intimidades sobre meu irmão. Agora Rob ia ter trabalho para me fazer olhar os morangos e não pensar em Tom.

Deixei Ash em casa e fui para a minha. Ao chegar no apartamento, meu trauma foi maior do que eu pensava. Ele não ia ficar de boxer preta para mim, porque ele estava com uma toalha amarrada na cintura.

- Oi Stewart...
- Rob? Saiu do banho é?
- Saí... E fui abrir a geladeira e vi aqueles morangos ali, sem serem usados... Aí tive essa idéia genial!

Ele terminou de falar já alisando meus braços e beijando meu pescoço. Eu era tão fraca perto desse homem...

- Você ainda me mata um dia.
- Só se for de prazer.
- Onde está... Bené?

Perguntei me esforçando para manter a concentração em qualquer coisa que não fosse meu irmão.

- Tranquei-a no banheiro, para ela não nos incomodar.
- OMG.
- Relaxa...
- Ela é vingativa, Rob. Vai fazer teias por todo o banheiro.

Ele riu, achando que eu estivesse brincando, mas eu estava era falando sério. Perdi toda e qualquer resistência que ainda me sobrava quando ele tirou a toalha e me grudou no seu corpo.

- Quero você agora, Kiki.
- Sim senhor.

Suas mãos já estavam desabotoando minha calça jeans quando o interfone tocou.

- Deixe tocar.

Ele falou ríspido sem tirar sua boca do meu pescoço. Mas o interfone continuou tocando, nos irritando, até que Rob resmungou alguma coisa e foi atender. Sua cara de raiva era visível quando ele voltou.

- Quem era?
- Taylor.
- Mentira.
- Está subindo.

Criança às vezes atrapalha, sabia?

Fui para o banheiro me ajeitar e jogar uma água fria no rosto enquanto Robert atendia Taylor. Eu pude ouvir eles conversando na sala.

- E aí, cara? Tudo tranquilo?
- Taylor... Tudo ótimo. Entra aí. Está tudo bem?
- Sim. Bem... Vim atrás de conselhos... Kristen não está em casa, né?

Opa. Ele não queria que eu estivesse em casa não? Aquilo estava me cheirando a papo sobre"calcinhas". Fiquei quieta no quarto, esperando para ver o que Robert diria. Se ele preferisse que eu"não estivesse em casa", eu ficaria no quarto escondida.

- Ela... NÃO.

Ele era patético. Eu ri sozinha com o tom de voz de megafone que ele usou, querendo que eu ouvisse.

- Rob mente mal hein...
- Cala a boca, Bené.
- Já fui mais bem tratada nessa casa...
- Bené!
- Calei. Vou dar uns amassos no Astrogicildo!

Ela se arrastou pela sua teia até a varanda, onde o Astrogicildo costumava ficar. Colei o rosto atrás da porta do quarto para ouvir melhor o papo de macho lá na sala.

- Eu... Bem... Estou gostando de uma pessoa do elenco.

Desde que Taylor tinha terminado com Selena, ele não foi visto com mais nenhuma outra garota. Nós não sabíamos se era por gostar ainda de Selena ou se era por falta de interesse mesmo em outra. Então ele tinha mesmo um interesse incubado, né? Interessante...

Fiquei com vontade de comer uma pipoquinha e beber um guaraná. Era super bom tomar conta da vida dos outros, principalmente no conforto da nossa casa. Arrastei a cadeira do móvel para perto da porta e me sentei ali para não cansar.

- Ok. E você vai me dizer quem é a pessoa?
- Acho que sim, né? Se eu vim aqui pedir sua ajuda...
- Quem é, Taylor?
- Dakotta.
OMG. Que babado!

- Ow. Sério? Que legal cara!

Robert era tão incrível, né? Se fosse eu ali teria ficado com uma cara de totalmente abalada com a notícia e depois riria um pouco. Ok, nada contra Taylor, pelo contrário, ele era um ótimo garoto, super gente boa e muito, muito esforçado. Não é à toa que ele precisou ficar meses tomando bomba para conseguir manter-se nos filmes. Me pergunto até hoje se foi por causa da... condição... sexual... dele, que Selena terminou o namoro, mas enfim. Escutei ele rir e depois o som de um tapinha de mãos.

- Valeu! Pois é, estou super afim dela já tem uns meses.
- E por que nunca investiu?
- Sei lá. Não me sentia confiante, eu acho.
- E agora se sente?
- Acho que sim. Mas preciso de um empurrãozinho, né? Eu pensei, já que ela e a Kristen se tornaram amigas e tal... Um comentário da Kristen com ela não seria nada demais, certo?
Rob riu mas eu não. Então eles me queriam de pombo-correio?

- Olha Taylor... Eu posso falar com a Kristen. Mas não posso afirmar nada por ela, né?
- Eu sei. Você acha que eu deveria ser direto com a Dakotta?
- Eu acho sim. Se você diz que já tem alguns meses... Cara! Sai da toca!
- Ok. Mas enquanto isso você pode dar uma idéia na Kristen, então?
- Claro! Eu falo com ela quando ela chegar em casa. 


Cínico. Senti uma coisa subindo pelo meu tornozelo e enlouqueci na hora, caindo no chão junto com a cadeira.

- Aiii! Quase que você me esmaga!
- Droga, Bené.
- O que foi isso lá no quarto?

Estava me levantando e colocando a cadeira em pé novamente quando ouvi Taylor perguntar desconfiado. Ia matar Bené se ele descobrisse que eu estava em casa esse tempo todo.

- Bené... arranjou um namorado.
- Bené? Ah! A aranha, né?
- Vem cá, desgraçado! Vou te mostrar quem é a aranha!


Tive que segurar Bené pelo fio único de cabelo, pois ela queria ir lá na sala tirar satisfações com ele.

- A própria. Mas acho que ela não ficaria feliz em ouvir você chamá-la de "aranha".
- Mas ela não é uma aranha?
- Me segura que estou quente!

- Bené...

Precisei acalmar os ânimos de Bené, que estava tão surtada e brava que criou umas 5 teias em coisa de minutos. Ouvi Robert e Taylor se despedindo e então o barulho da porta da sala batendo. Rob logo abriu a porta do quarto e sorriu, mordendo os lábios.

- Ouviu?
- Aham.
- O.M.G.

Ow. Ele viu a "arte" que Bené fez no nosso quarto, decorando o teto em cima da cama com suas lindas teias e ficou vermelho, passando logo para o roxo.

- BENÉ!

Ela saiu correndo à jato do quarto e sumiu na varanda. Ele me olhou irritado e eu sorri tentando fazer graça.

- Não deixasse Taylor chamá-la de aranha!
- Eu tenho culpa? Você que não deixasse-a redecorar nosso quarto, né Kiki?

Ele saiu soltando fogo pelas ventas e ficou em pé na cama, pulando para desfazer as teias ali. Eu tive vontade de rir da cena, mas isso só iria piorar minha situação de "mãe".

- Taylor e Dakotta, hein? Quem diria...
- Não tem um "e" ainda, Kiki.
- Eu sei, mas mesmo assim... É um babado!
- Vai ajudá-lo?
- Não sei. Eu posso até sondá-la um pouco, mas não vou ficar forçando minha amiga a nada.

Prometi que iria sondar Dakotta sobre o caso "Taylor" e voltei minha concentração para a toalha de Robert. Na verdade, ficar imaginando ele de toalha sentado com Taylor não era muito legal, mas para minha sorte, Robert Pattinson era homem com H maiúsculo.

- Sabe... Eu pensei que nós fôssemos brincar um pouco...

Falei com uma voz manhosa, sentando na cama e chegando para o meio do colchão. Rob virou-se para me olhar e sorriu, mexendo nos cabelos e levando as mãos à toalha.

- Quer brincar, é?
- Pois é. Você tinha comentado algo sobre morangos, não foi?
- Talvez...

Ah, mas ele estava me provocando, com aquelas mãos paradas na barra da toalha. Tirei minha blusa e comecei a desabotoar minha calça, vendo-o me olhar rindo.

- O que é isso? Desistiu do romantismo?
- Só estou facilitando as coisas...

Ele veio até a cama e ajoelhou no colchão, engatinhando até chegar aos meus joelhos e os beijou, um por um.

- Não se mexa... Que eu vou até a cozinha...
- Não piscarei.

Fiquei esperando por ele, quase que imóvel. Lógico que não ia ficar parada. Terminei de tirar meu jeans, para não perder tempo mesmo.

- O que está rolando aqui?
- Se manda, Bené!
- Credo! Mal cheguei...
- Já causou confusão demais por hoje, ok?

Ela revirou os olhos e fez cara de choro, se pendurando na ponta de um quadro.

- Vou me suicidar hein Kristen... 
- Vai na fé!
- OMG! Você não me ama mais! 
- Bené, eu vou transar! Vaza!
- Ops. Sobrei né? 


Ela deu um sorriso amarelo e saiu do quarto assobiando. Ainda pude ouvir, quando ela chegava lá na varanda, um grito histérico seu.

- Astrogicildooooo! 

Rob entrou no quarto, com um pote cheio de morangos e um tubo de chantilly.

- Por que Bené está berrando que nem louca?
- Acho que ela está na seca.
- Ew.

Ew? Nós estávamos mesmo perdendo tempo falando de Bené? Ajoelhei na cama e envolvi o pescoço dele, buscando sua boca enquanto ele colocava as coisas no colchão e levava as mãos até minhas costas.

- Hm... Linda...

Rob segurou meus cabelos pela nuca, intensificando o beijo, sugando meus lábios com os seus, sem me tocar com sua língua, me provocando. Sua outra mão desceu até o início da minha bunda, parando nas minhas covinhas.

- Eu amo esses furinhos, sabia?

Ele me perguntou, sem esperar por uma resposta, apenas me olhando safado, afastando meu rosto do seu. Eu mordi meus lábios e procurei pelo nó da sua toalha.

- Eu também amo algumas partes do seu corpo...
- Só algumas?

Eu ri e balancei a cabeça, negando. Era óbvio que eu amava todo o corpo perfeito dele. Desfiz o nó e deixei a toalha cair, apreciando seu membro rígido me querendo assim como eu o queria.

- Não só algumas... Tudo.

O peso do seu corpo sobre o meu nos jogou para trás e minhas costas tocaram o lençol de seda macio. Rob me beijava selvagem agora, enroscando a língua na minha e apertando cada curva do meu corpo.

- Kiki... não vá com muita sede ao pote, amor...

Ele tirou minhas mãos que alcançavam a bunda dele e sorriu, beijando minha testa e se afastando de mim.

- Nós ainda não usamos nossos morangos.
- Sei. E vejo que dessa vez temos outro apetrecho, né?
- Exato. Eu imagino que chantilly também fique ótimo em você...

Suspirei com o jeito que ele olhava para ela e joguei a cabeça no travesseiro. Se ele queria me torturar, me fazer gemer, implorar e gozar... Problema dele. Eu estaria só esperando!

- Sabe amor, desde aquela vez, morangos tiveram outro significado para mim.

Rob falou, enquanto colocava um morango na boca e subia em cima de mim, me entregando a fruta. Nem estava com fome, mas dele... eu comeria tudo. Ele voltou ao pote e pegou outro morango, mas dessa vez pegou o tubo de chantilly também. Rob sacudiu bastante o tubo e apertou-o, apontando o bico na direção do meu sexo já úmido. Ele cobriu toda a minha pele dali e por fim, colocou um morango no meio do chantilly.

- Uau! Ficou uma obra-de-arte! Não tem sobremesa melhor!

Eu ia respondê-lo, mas então senti sua boca me tocando, lambendo o chantilly junto com a minha pele que ali era tão delicada. Meu corpo se contorceu quando sua língua entrou por dentro dos meus lábios e depois ele abocanhou todo o doce que ainda sobrara.

- OMG!

Rob levantou a cabeça, sorrindo e lambendo os próprios lábios.

- Muito gostoso isso...
- Não me tortura!
- Não vou.

Ele me encheu de chantilly de novo e fez o mesmo procedimento, dessa vez, estimulando meu clitóris com a ponta da língua e depois chupando-o delicadamente. Fechei meus olhos e logo em seguida senti o corpo dele subindo pelo meu e suas mãos afastando mais minhas pernas. Quando voltei a olhá-lo, Rob estava com outro morango na boca, dando para mim.

- Queria mesmo aproveitar mais um pouquinho, mas a verdade é que estou louco para te comer.

Ele falou ao mesmo tempo em que me penetrava de uma só vez, me fazendo agarrá-lo pelos cabelos. Seu quadril mexeu sobre o meu, estocando lentamente, num vai-e-vém gostoso.

- Isso...

Gemi, soltando seus cabelos e arranhando suas costas, coisa que eu sabia que ele adorava. O excitava ainda mais. Rob gemeu baixinho, sorrindo para mim e foi aumentando o ritmo.

Rob se jogou para o lado e me puxou, fazendo conchinha comigo. Aquela posição me levava à loucura, fazendo com que a passagem ficasse mais apertada para seu membro possante. Apoiei minha cabeça no seu peito, sentindo-o entrar e sair com dificuldade mas sem perder o ritmo.

- Mais... fundo... mais...

Ele riu do meu desespero, cravando minhas unhas em sua coxa e levantou minha perna, colocando-a em cima da sua.

- Como quiser amor.

Rob puxou meu corpo mais para junto do seu, envolvendo minha cintura e veio mais fundo, chocando-se contra mim, estocando rápido agora. Ok... Muito... bom... Senti sua boca acariciando minha orelha e sua voz baixa no meu ouvido era excitante.

- Sabe que eu adoro entrar assim em você, né?
- Uhum...
- Geme meu nome, geme...

Eu gemi, gritei, descabelei. Rob levou os dedos à minha frente, me tocando ali enquanto seu orgasmo chegava. Eu fui junto com ele, contraindo os músculos do meu corpo e me derretendo em seus braços.

- Te amo!
- Também...

Ficamos algum tempo ali na mesma posição, até que ele passou por cima de mim e depositou um beijo em minha testa.

- Vem para o banho, vem.

Nós dois tomamos nosso banho juntos, terminando nossos amassos, mas eu sempre ficava com gostinho de quero mais. Rober era aquele homem que por mais que você agarrasse, nunca dava para enjoar, pelo contrário, você começava a ficar cada vez mais insaciável. Nosso resto do dia, como todos os outros, foi extremamente corrido. Eu já estava deitada de noite, lendo uma revista e me preparando para dormir, quando ele entrou no quarto, vestindo apenas uma calça de moletom e sorriu do seu jeito perfeito para mim.

- Pare aí só um minutinho, por favor.

Nem precisava pedir, eu já tinha parado - e pararia de fazer qualquer coisa por mais importante que ela fosse - assim que ele apareceu na porta. Rob engatinhou na cama, beijou meus joelhos e veio subindo até deitar sobre meu corpo.

- Quero casar daqui a no máximo três meses, que tal?
- Três? Tipo, já está em cima quase, Rob.
- Sim, eu sei. Mas não vejo a hora de começar a te chamar de esposa.

Ele era perfeito, diz? Sorri e mordi os lábios me controlando para não moder ele próprio.

- Você não precisa se casar para me chamar de esposa. Pode me chamar do que quiser que eu fico feliz.
- Kristen, eu. quero. me. casar. com. você. Dá para ser ou está difícil?

Pelo visto nós iríamos nos casar em três meses.

Ele arrancou a revista da minha mão e jogou longe, deitando a cabeça no meu peito e suspirando.

- Vamos dormir...
- Estou vendo você fazer manha ou é impressão minha?
- Pode ser...

Rob falava com uma voz quase de bebê que queria dengo. Eu quase perguntei se ele queria mamar, mas fiquei quietinha e calada, pois estava com sono também e sem muita disposição para sexo. Estiquei a mão para apagar a luz do abajour e fiz um pouco de cafuné na cabeça dele.

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