Despertando Para O Prazer - Capitulo 26


Sete Anos depois...

POV Edward

– Para mim já deu o que tinha que dar. – Bella gritou.
– Bella, por favor, vamos conversar. – Eu pedia desesperado, ela já havia arrumado as coisas das crianças e agora as suas, ela estava disposta a me deixar.
– Não! Você teve todas as chances, eu te dei todas as chances e você simplesmente ignorou. Eu vou embora, e os meus filhos vão comigo. – Como em dois anos tudo que estava bem desmoronou? Ela não era feliz eu não a fazia feliz?


Ela fechou a mala e foi para o carro, passei pelo corredor passando em frente ao quarto de Alex, ele agora tinha cinco anos e Nessie nove, estavam abraçados chorando. Meu coração parou no exato momento em que finalmente eu entendi tudo. Eles ouviram tudo.
– Papai ama vocês. – Abracei os dois. – Não se esqueçam disso, nós não vamos nos separar, é apenas temporário. Papai vai visitá-los todos os dias. – eu tentava amenizar tudo, mas era difícil para mim imagine para eles.
– Vamos? - Bella apareceu chamando as crianças.
Elas me abraçaram e eu as abracei fortemente.
– Não é o fim, eu juro para vocês. Eu amo vocês. – As lagrimas já desciam descontroladamente pelo meu rosto.
– Nós também te amamos papai. – Disseram me soltando e indo com Bella.
Quando eles já estavam na porta, eu segurei Bella pelos braços e a beijei com força.
– Eu amo você. – Olhei em seus olhos, ela também chorava. Se havia sofrimento, por que me deixar? Podemos consertar tudo juntos.
Ela apenas balançou a cabeça me deixando sozinho.
Fazia três meses que estávamos separados, Bella não queria me ver e eu não entendia isso, eu sempre dava um jeito de vê-la, sempre eu ia para a porta do colégio das crianças escondido. Ficava do carro olhando, quando ligava para falar com meus filhos ela evitava atender, mas mesmo assim quando atendia se mantinha educada, me mantive fiel a ela e respeitando seu desejo. Mas tudo ruiu quando meu filho perguntou se podia passar a noite comigo, ele e sua irmã.
– Oi papai. – Alex... Eu sentia tanta falta dos meus filhos, eu os via a cada 15 dias quando minha mãe ou meu pai ia buscá-los. Eu não entendia porque Bella não queria me ver, eu a amo tanto.
– Oi meu amor, como você está? E a sua irmã cadê, está cuidando dela direitinho? Você é o homem da família agora meu filho.
– Está bem papai, ela está aqui.
– Papai, podemos passar o final de semana com você? – Estranhei o pedido do meu filho porque só nos víamos de 15 em 15 dias, como Bella havia pedido, eu não sei onde ela queria chegar com isso. E na semana anterior tínhamos passado juntos.
– Você me ligou para pedir isso? Meu filho você não precisa pedir nada. – Disse e ao fundo escutei a voz da minha princesinha “me dá o telefone Alex!”
– Oi Papai tudo bem? – Minha princesinha... Eu me fazia de forte, mas toda vez que eu ouvia a voz deles pelo telefone eu me odiava por amar tanto a mãe deles e deixar que ela decidisse por tudo.
– Minha princesinha que saudade, tudo bem e vocês como estão?
– Péssimos! – Nessie era muito esperta e conseguia tudo que queria. – Papai, a mamãe vai sair esse fim de semana, vem nos buscar?
– Sua mãe vai sair? – A pergunta real era com quem?
– Sim papai, com um moço muito chato, eu não quero ele como meu pai. Meu pai é você.
– Filha, eu tô indo buscar vocês. – Eu estava com muita raiva. Quer dizer que enquanto eu sofro, ela sai com outros? Detalhe pior ela ainda estava casada, muito bem casada. – E eu sou seu pai, eu sou e sempre serei seu único pai. Entendeu Nessie?
– Entendi, nós vamos arrumar nossas mochilas, papai?
– Fala, meu amor.
– Vem às cinco.
– Sim estarei aí.
Desliguei o telefone chorando, eu a amava tanto eu não sei como nosso relacionamento desandou tanto. Como podemos mesmo nos amando ficar separados? Eu pedi para cancelar minhas consultas e fiquei trancado em meu escritório, quando vi que faltava ainda um tempinho sai em direção ao antigo apartamento dela, era onde ela estava ficando com meus filhos. Passei em frente a uma floricultura e vi rosas, eu dei rosas a ela e me lembrei do sorriso que brotou em seu rosto quando eu cheguei. Levaria rosas, se ela estivesse lá eu as entregaria ou então eu deixaria lá com um cartão meu.
Cheguei a seu apartamento e subi sem nem ser anunciado, o porteiro me conhecia. Toquei a campainha esperando a agitação dos meus filhos e quando ela abriu a porta, soltei um suspiro: ela estava tão linda, tão perfeita.
– O que você está fazendo aqui?
– Vim buscar meus filhos.
– Você os viu na semana passada!
– Bella, eles são meus filhos e eu vou levá-los – Disse com raiva, eu nunca havia falado nesse tom com ela, ela recuou um pouco.
– Papai! – Os dois gritaram, vindo correndo com as mochilas me abraçarem.
– Vão descendo que eu já estou indo. – Eles assentiram e deram tchau para a mãe, que olhava tudo sem entender. – Eu trouxe isso para você. – Estendi o buque de rosas vermelhas para ela, que pegou e eu pude perceber um brilho em seus olhos.
– Edward, obrigada.
–De nada. – Fiquei um tempo olhando em seus olhos. Descendo até sua boca.
– Edward, por favor, não faça mais isso.
– Não fazer o quê? Vir buscar os meus filhos?
– Não torne isso mais difícil do que já está sendo.
– Saiba você que foram eles que me ligaram. – Dei as costas e sai em direção ao elevador. Iria passar o fim de semana com meus filhos, sem me preocupar.
Quando sentei no carro os dois estavam com os mais lindos sorrisos no rosto.
– Então, o que querem para o jantar?
– Nos leve para a casa do vovô Carlisle (N/B: hem hem... tava demorando rsrsr). – Nessie pediu. - Achei que quisessem ficar comigo.
– Não sem a mamãe. – Alex disse fazendo um biquinho. – Eu acho que você deveria ir no jantar papai, e nós vamos para a casa do vovô. – Meu filho estava tão maduro, eu olhei pelo espelho aquele rostinho, o que eu havia perdido? - Foi isso que a Nessie me mandou dizer. – Completou me fazendo cair na gargalhada, somente meus filhos me faziam rir ainda.
– Ok, vou aceitar a sugestão.
O caminho para Forks foi rápido, meus filhos brincavam no banco de trás alheios ao meu sofrimento. Estacionei na frente da casa dos meus pais, que estavam esperando na porta. Alex desceu correndo e se jogou nos braços do meu pai enquanto Nessie pulava do banco de trás para frente me entregando um papel.
– Aqui é o endereço do restaurante que ela vai. – Me mostrou sorrindo. – E o horário da reserva.
– Você planejou tudo não foi?
– Sim, não gosto de ver você e a mamãe separados. É o seguinte pai, o senhor vai lá e arrasta ela de volta pra nossa casa. Te amo. – Me beijou e saiu correndo do carro, dando um beijo no meu pai quando o encontrou no caminho.
– Edward.
– Oi pai. – Disse ainda de dentro do carro.
– Você está péssimo.
– Diga algo que eu não saiba. – Olhei para ele.
– E rabugento. – Comentou. Comecei a rir além das lágrimas que saiam. Meu pai sabia o que era amar verdadeiramente uma mulher, sabia o que era sofrer pela perda quando ele viajava. Saí do carro abraçando meu pai extravasando mais uma vez a dor. Era a primeira vez que meu pai me via chorar, minha mãe espiava pela janela, ela sabia que aquele era um momento pai e filho e não iria se meter. Ela não odiava Bella, nenhum deles odiava, eu sofria, mas algo me dizia que eles sabiam muito mais do que eu. – Edward, está na hora meu filho de você se reerguer, de ir atrás dela. É isso que ela quer, lute por ela. Diferenças existem, mas o amor permanece e vocês se amam verdadeiramente, você acha que eu e sua mãe não passamos pelo que vocês estão passando hoje? Sua mãe e eu também brigamos, ficamos dias, uma quantidade mínima. Longe dos meses que você e Bella estão, mas foi o suficiente para ver que eu amo sua mãe e uma maldita crise de sete anos, de coisas inexplicáveis, implicâncias, brigas e mágoas acumuladas não diminuíram meu amor, só aumentou. Eu não sei viver sem a sua mãe e sei que você também não sabe viver sem a Bella, não mais meu filho. Faça-a entender, mostre a ela o quanto você a ama. Porque da mesma forma que você sofre, ela sofre, seus filhos sofrem e nós sofremos pela infelicidade dos nossos filhos. – Meu pai olhava nos olhos era uma surpresa que meus pais passaram pelo mesmo e eu me pergunto aonde estava que não havia notado. – Você estava na faculdade, você não saberia e seus irmãos não tinham como notar. Você entendeu o que eu disse? – Assenti. – Eu sei que sim. – Me olhava nos olhos como sempre me olhava quando ia me dar conselhos. – Vá atrás dela, seus filhos já te deram meio caminho. Vá. – Me instruiu beijando minha testa e me abraçando forte.
(N/A: Carlisle ai meu deus! E a beta abusada lá em cima, tirando uma com a minha cara rsrsrs)
Agora além da minha mãe estavam meus dois filhos com os rostinhos na janela. Acenei e entrei no carro correndo para minha casa. Nossa casa, eu teria Bella de volta em minha vida.
Flashback On

– Estou, sempre fiz isso. – virei para ela que estava do meu lado olhando a cena romântica dos meus pais. – eu acho o máximo. O quanto eles ainda se amam.

– Eles são um casal muito bonito. E muito feliz. Gostaria que meus pais fossem assim, apesar de hoje serem felizes com seus respectivos parceiros. Gosto assim, mesmo querendo uma família unida. Seu pai não exerce mais a profissão?

– Na verdade, ele ainda a exerce sim. Só que aqui em Forks ele só vai para outras cidades quando são cirurgias de emergência, e extrema delicadeza. Eu me orgulho muito do meu pai. Ele nunca nos deixou faltar nada. Ele sempre esteve ao nosso lado, independente da profissão. – continua a olhar para meus pais. E senti Bella segurar meu braço. Olhei para ela e continuei. – eu quero ter uma família como a do meu pai. Quero ser como ele, não só no nome. Vem quero te mostrar outra coisa...

Flashback Off

Eu quero um dia ter uma esposa assim, quero construir coisas para ela.

Eu construí uma coisa, eu construí um lar, e na verdade era eu quem a esperava todos os dias quando ela saía de casa. Quando viajava, eu sempre esperava no mesmo lugar. Cheguei em casa feito um furacão indo direto tomar banho; me arrumei, a barba por fazer já não existia. Colocando um terno preto peguei o papel com a letrinha infantil da minha filha lendo onde era o restaurante. E uma pequena observação ao final da folha.
Traga a mamãe de volta nem que seja pelos cabelos, não agüento mais ver ela chorar.

Minha filha era uma pequena comediante, talvez a influencia de Emmett desde que a adotamos, fazia bem de certa forma. O sorriso surgiu em minha face ao lembrar dos almoços de domingo. Quando preenchíamos o quintal da nossa casa com toda familia reunida. Peguei a chave do volvo e rumei para o restaurante, chegando exatamente 5 minutos depois de sua reserva. Será que ela já havia chegado e quem a acompanharia? Meus filhos não me disseram isso e eu também pouco me importava de quebrar a cara dele. A atendente do restaurante chamou minha atenção perguntando se eu havia feito reserva; disse não a ela informando o nome de Bella.
– Isabella Cullen. – Me chutei após falar, talvez ela não usasse mais o nome de casada. Mas esse medo passou assim que ela respondeu.
– Oh sim, ela já chegou. Boa sorte. – Disse me indicando onde ela estava sentada e sozinha. Meu peito batia descontroladamente no peito, vislumbrei o brilho da aliança em minha mão enquanto caminhava para a mesa. Sem dar tempo de qualquer reação me sentei a sua frente.
– Boa noite. – Disse para que ela levantasse a cabeça assustada.
– Edward! O que você esta fazendo aqui?
– Jantar com você.
– O que? Olha a pessoa. – Sua voz era duvidosa eu a conhecia bem para saber que estava mentindo. Ela estava tão mal quanto eu, magra, abatida. Não a deixei terminar agarrando sua mão. Nela estava o anel que eu lhe dei uma semana após pedi-la em casamento no jantar na casa dos meus pais e a aliança do nosso casamento.
– A prova que eu queria esta aqui. – Entrelacei minha mão na sua trazendo para perto, observando os dois anéis juntos como nós dois. – Segurei em minhas mãos mostrando a ela a minha própria onde eu carregava a minha aliança, mesmo três meses sem poder vê-la, chegar perto. – O que houve com nós dois Bella? – Ela deu um suspiro alto e me olhou nos olhos, mas não respondeu absolutamente nada. – Seja o que quer que tenha sido que eu tenha feito me diz, diz que eu vou mudar, eu farei de tudo para você voltar a ser feliz. Eu trabalho menos, eu deixo de trabalhar se você assim desejar. – Ela continuava me olhando, mas em um momento desviou o olhar e olhou para longe. – Se eu te magoei de alguma forma eu peço perdão, pelos nossos filhos. Por mim, pelo amor que eu sei que você sente. Me perdoa Bella, volta pra mim.
– Edward. – Antes que ela tivesse chance de negar eu a interrompi novamente.
– Todas as brigas, desentendimentos, esqueça pense no futuro, do passado só traga as coisas boas. Eu tenho a mulher da minha vida, eu não posso deixar você escapar assim. Todos sofrem, eu sofro e você mais ainda. Me dê uma única chance e eu te prometo que será pra sempre.
– Você disse isso uma vez. – Falou pensativa. – Você disse que seria meu para sempre. – Quando eu disse a ela que eu amava. – E eu estraguei tudo. – Sorriu. – E mesmo assim você foi atrás de mim, você continua me querendo como me quer agora. Eu não te mereço. – finalizou.
– Não diga isso, você me deu tudo que há de mais bonito na minha vida. Meus filhos, seu amor. E eu espero que ele ainda seja meu.
– Eu te amo. – ela disse tão baixo que pensei que estivesse louco. – Eu te amo, demais.
– Eu te amo mais que a minha própria vida. – Ela sorriu e eu levei suas mãos aos meus lábios. Eu iria seguir a linha leve. – Venha comigo pra casa. – Talvez não tão leve.
– Sim. – meu coração explodiu de felicidade.
Rapidamente paguei a conta após o jantar que foi leve, sem mais palavras éramos apenas nós dois como sete anos atrás nos conhecendo. Mais leves como deveria ter sido? Nunca, meu relacionamento com Bella é perfeito como começou, não mudaria uma vírgula.
– Você quer pegar o seu carro? – Ela negou.
– Vou com você no seu. – Sorri um sorriso enorme que chegou a doer, mas eu não me importava mais. A dor estava indo embora, ela se sentou no banco do caronaEnquanto eu esperava ela se ajeitar dei a volta no carro e liguei, indo para nossa casa de onde ela não deveria nunca ter saído. Se o meu amor não tivesse sido provado nesses sete anos eu provaria agora.
– Como me encontrou?
– Nessie. – Disse apenas isso.
– Aquela malandrinha. – Disse olhando para nossas mãos entrelaçadas enquanto eu dirigia com calma para casa. Queria curtir tanto, mas a curiosidade me dominava; tentei pegar leve, mas minha natureza ciumenta nunca me deixou.
– Eu sei que não é o momento, mas... – Hesitei. – Com quem você jantaria hoje? – Seu riso ecoou pelo carro ela olhou nos meus olhos e disse.
– Eu iria jantar com um editor novo, para passar as coordenadas para minhas férias merecidas após sete anos de trabalho. Mas depois que você foi buscar as crianças eu fiquei triste, muito mais triste do que estive em toda minha vida. Fiquei pensando e desmarquei. Só que algo me dizia que eu deveria ir me divertir, me distrair, não pensar em você. – Seus olhos saíram de nossas mãos me fitando, olhando profundamente. Já estávamos na garagem, desliguei o carro e sai abrindo sua porta e a puxando comigo. Abri a porta do nosso lar e a guiei até o nosso quarto. Ela foi quieta, tudo estava como ela havia deixado, nada foi tirado do lugar.
A guiei até a poltrona fazendo-a se sentar e corri até o closet procurando puxando algumas caixas, fazendo um barulho enorme no quarto escuro.
– Edward?
– Só um segundo. – Disse tentando achar o que eu queria que ela visse.
– Não seria melhor acender a luz? – Perguntou divertida, na correria não fiz isso. Mas acabei achando e voltando para o quarto eu acendi a luz.
– Veja. – Dei a ela o que parecia um álbum de fotos, mas era totalmente diferente disso.
– Um livro? – Ela perguntou e eu fiz um sinal para que ela abrisse.
Nele eu escrevi diversas passagens da nossa vida, do dia que a conheci até o dia em que ela me deixou, tinham fotos do inicio de nossa família, a cópia da certidão de nascimento de Nessie. O registro de adoção como nossa filha, o primeiro exame de quando ela estava grávida de Alex, a primeira foto que tiramos juntos. E cada alegria eu registrava ali.
– Lembra-se quando visitamos meus pais, quando eu disse que queria construir coisas para minha esposa? Eu não sou o melhor nisso, mas eu fiz esse livro, eu estava esperando nosso aniversário de dez anos para te dar. E te dizer o quanto eu te amo de uma forma especial. – Eu estava sentado no chão de frente para ela, as lágrimas desciam pelo seu rosto – Mas se você quiser construir o resto dessa história, eu vou ficar muito feliz. – Ela sorriu e voltou a folhear. E parou numa foto do nosso casamento: era uma foto em que eu apenas a olhava, mas com uma cara de bobo, eu lembrava exatamente o que eu estava pensando. “Obrigada Deus por ter me dado a melhor mulher do mundo”. E assim escrevi embaixo da foto.
– No fundo, tudo me dizia que você iria ao restaurante. Tentar se desculpar por uma coisa que nem foi sua culpa.
– Bella. – Tentei impedi-la de se culpar.
– Me deixa terminar. – Assenti. – Minha vida com você foi sempre maravilhosa Edward, eu apenas tive medo pelo que vivi com meus pais e eu não queria isso pra mim. Insegura, eu me distanciei criando brigas, essa era a minha forma de punir você por ser tão perfeito. – Sorriu. - Tentando fazer você deixar de me amar. Isso é impossível, porque eu não consigo deixar de amar você. Eu senti tanto sua falta, que cheguei a pegar um livro do Kama Sutra e quase ir atrás de você numa noite. – Ela continuou a sorrir, essa era a maneira dela pedir perdão. Pelo quê? Eu nunca irei saber; eu só a queria de volta. Colocando o livro de lado ela se levantou, caminhando ate uma das mesinhas de cabeceira pegando o livro do Kama Sutra. Soltei uma gargalhada. – Quer saber qual foi a posição que eu escolhi para te atacar no meio da noite? – Perguntou sorrindo.
– Com certeza. - esticou o livro aberto e enquanto eu o pegava ela já subia em cima da cama, descendo o zíper do vestido que ela usava. Eu observava a figura e dei uma leve passada pelo resumo, levantando meus olhos do livro perguntei. – E você pretende me atacar ainda?
– O que você acha? – Eu nem precisei responder, ela já havia me puxado pelo terno e estava me beijando, e como eu sentia falta do beijo, do toque. Bella era tudo pra mim, era a minha vida e eu estava ganhando-a de volta.
Ela foi se distanciando comigo ainda com as mãos grudadas em sua cintura e levantou a perna para retirar os sapatos.
– Não, isso não. – Pedi impedindo-a de retirar, eram scarpins pretos de um salto altíssimo o solado vermelho que me chamava muita atenção além de suas meias negras sete oitavos. Eu estava ficando louco ela se deitou na cama cruzando as pernas me mostrando os sapatos e suas pernas. - Vem me ajudar a tirar, já que a sua roupa é extremamente fácil. – Ela se levantou me colocando entre suas pernas, sentada na cama, puxou minha gravata colando nossos lábios,enquanto afrouxava a mesma eu a beijava com força segurando seu rosto em minha mãos ao mesmo tempo em que ela trabalhava nos botões da minha camisa terminei de tirar jogando a camisa longe. Mordi seus lábios puxando-os com o dente, parando o beijo ela me olhou espantada. Eu a empurrei na cama fazendo com que ela se deitasse. - Disse que estava fácil demais sua roupa.
Coloquei minhas mãos em seus tornozelos afastando-os e subindo sentindo cada pedacinho de sua meia até chegar onde suas meias acabavam. Subi sentindo a pele de suas coxas apertando-as, coloquei meus dedos nos fios de sua calcinha puxando e retirando logo depois.
– Não me provoque. – ela disse se erguendo apoiando-se nos cotovelos.
– E se eu quiser provocar, estou no meu direito. – Disse abaixando o zíper da minha calça e retirando os sapatos. – Você está preparada pra mim? – chutei minhas calças e abaixei minha boxer mostrando pra ela o quanto eu a queria, peguei meu membro e acariciei enquanto ela olhava passando a língua sobre os lábios.
– O que você acha? – Abriu as pernas descendo sua mão até sua calcinha infiltrando seus dedos dentro dela.
– Vadia.
– Gostoso, vem cá vem.
Subi na cama segurando sua cintura para que ela não fugisse, beijei seus ombros e chupei seu pescoço sentindo sua respiração falhar.
– É isso que você quer? – esfreguei meu membro em sua barriga arrancando um gemido dela enquanto rasgava sua calcinha com as mãos livres. Cheguei até seu sexo esfregando meu pau no seu clitóris. Ela gemeu alto enquanto eu passava por todo o seu sexo. – Me diz o que você quer. – Com a mão livre puxei seu rosto para que ela olhasse em meus olhos. – É? – Empurrei mais uma vez.
– Eu quero você Edward todinho em mim. Quero você me preenchendo, me tocando como só você sabe fazer. Será que depois de sete anos, Edward você consegue fazer isso?
Ouvir essa provocação só me fez perder o ultimo fio de juízo que eu ainda possuía no meu corpo. Girei seu corpo na cama me ajoelhando entre suas pernas como dizia a posição. Eu estava tão próximo ao seu bumbum que levei minha mão até ele dando tapas enquanto ela pulava e parecia gostar do que eu fazia.
– Você gosta de apanhar?
– Sim.
– Quer que eu meta minha mão em sua bunda não é mesmo? Mas eu vou fazer melhor que isso. – Coloquei sua perna em cima da minha dando uma visão privilegiada de seu sexo. Brilhando, molhadinha a minha espera. Me posicionando na sua entrada abaixei minha mão até sua nádega dando um tapa forte a fazendo pular e entrando nela ao mesmo tempo. – Era isso que você queria. – Falava tentando conseguir ar enquanto investia contra seu corpo, ela ajudava se jogando contra o meu. Levei minhas mãos até seu sutiã puxando, fazendo seus peitos balançarem a cada investida minha. Ela gemia e gritava alto quando meu pau alcançava lugares sensíveis. Apertei o bico de seus seios com força fazendo-a a tremer girei em meus dedos.
– Porra Edward.
– Goza meu amor, quero você me apertando, gostosa.
Me debrucei sobre o seu corpo investindo com rapidez esperando que ela gozasse rapidamente junto comigo.
– Edward, mais, mais. – Puxei seu rosto e enfiei minha língua dentro de sua boca enquanto ela chegava ao seu orgasmo me levando junto ao meu. Seus gemidos abafados em minha boca, me faziam ficar mais louco ainda sentindo meu próprio prazer enquanto ela atingia o seu.
Ofegantes e cansados sai da posição me deitando ao seu lado, esperando ela recuperar o fôlego que tomei com o beijo mais a forma avassaladora que o orgasmo tomou nosso corpo. Eu senti sua mão sobre meu peito e puxei passando meu braço por baixo de seu pescoço, para que ela chegasse mais perto.
– Mesmo após sete anos, você ainda continua o melhor. – Sorri olhando para o teto, puxando para mais perto do meu corpo e sua cabeça encostou no vão do meu pescoço. Ela colou sua boca na minha orelha, beijando e mordendo o lóbulo então sussurrou. – Mas eu quero que você me ame calmamente como só você sabe fazer. – Fechei meus olhos e me virei ficando em cima dela olhando em seus olhos.
– Eu vou te amar como você merece meu amor.
Nos amamos calmamente curtindo um ao outro até cairmos cansados na cama. Acordei sentindo falta de alguma coisa, abracei o travesseiro sentindo o cheiro de Bella e abri os olhos procurando sinais dela pelo quarto, escutando barulhos vindos da escada. Sentei na cama esperando ela aparecer; ela vinha vestida em minha camisa, descalça e com uma bandeja de café da manhã.
– Bom dia. – Sorriu.
– Bom dia, não precisava ter feito isso. Eu deveria levar o café na cama para você!
– Você sempre me faz isso nos fins de semana, hoje é a minha vez.
– Já tomou seu café? – Perguntei enquanto ela acomodava a bandeja na cama em cima do meu colo.
– Não, preparei e vim tomar com você. – Bati a mão do meu lado da cama, chamando-a para se sentar ao meu lado. Ela engatinhou e então percebi que ela havia calçado os sapatos incríveis da noite de ontem. - Oi. – Disse inocentemente olhando pra mim enquanto meu olhar seguia para suas pernas até seus pés. – Bom dia. – Cruzou e descruzou as pernas. Começando a comer.
– Você vai voltar pra mim? – Perguntei após um tempo em que estávamos tomando nosso café.
– O que você acha? – Perguntou ela levando novamente minha atenção subindo e descendo a perna, cruzando e descruzando. – Você realmente gostou dos meus sapatos. – Afirmou enquanto eu retirava a bandeja da cama.
– Sim. – Puxei seu rosto beijando seus lábios forçando-a a se deitar. – Adorei.
– Esse é seu novo fetiche?
– Você é um deles, mas os sapatos me conquistaram.
– Bom saber.
– Vai levá-los em nossa segunda lua de mel?
– Definitivamente. – Sorriu e me beijou enquanto eu acariciava sua perna.
POSIÇÃO DO BONUS
Bem apertadinhos
Como é feita:
Deite-se de lado, dando as costas para o parceiro. Que deve primeiro se ajoelhar juntinho do seu bumbum e depois introduzir uma das pernas entre as suas, abrindo caminho para a penetração. Dê ao rapaz um incentivo erótico-visual dobrando a perna sobre a dele. Aumenta o ângulo de entrada e ele vai curtir demais a paisagem
Porque vocês vão amar:
Por estimular zonas de prazer difíceis de alcançar, esta posição provoca sensações diferentes dos outros tipos de penetração por trás. É superprazerosa!
Do livro Kama Sutra de NOVA

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