Despertando Para O Prazer - Capitulo 22


Eu passei a tarde me remoendo, pensando no que dizer a ela eu dirigia calmamente até a casa de seu pai pensando em tudo que eu deveria dizer no que deveria fazer. Meus movimentos calculados sempre, de hoje em diante até ela me aceitar seria assim. Todos os passos calculados para trazer para mim para sempre. Como deveria ser. Meus passos eram lentos até a porta da casa, o caminho torturante.

Bati na porta e prendi minha respiração, como uma criança. Esperei os passos vindos de dentro da casa, a maçaneta girando e então o click.

- Oi Cunhado. – apenas Seth me atendeu, respirei aliviado.

- Oi, eu quero falar com a Bella, eu sei que ela está aí. – meu tom desesperado, fez com que ele desse risada. A tensão estava presente em mim, em cada canto do meu corpo.


- Eu vou chamá-la entra aí.

- Eu espero aqui. – eu não agüentaria esperar sentado olhando para a mobília, aqui fora eu poderia contar os carros, motos, aviões o que fosse para me distrair.

Não faço idéia de quanto tempo se passou desde que Seth me deixou esperando. Sons de passos ecoavam pela escada, atrás de mim. Eu estava de costas para a porta, eu evitaria o olhar dela o melhor possível. O que eu tinha visto antes foi doloroso. O medo e a tristeza olhar para eles novamente acabariam comigo. Mesmo com o que Charlie havia me contado, tenha me dado esperanças. Eu me transformei em um homem fraco pelo amor que sentia por ela, eu já não era eu mesmo. O homem que jamais se apaixonaria, ela do nada mudou meu mundo em dias. Eu a queria, queria o amor dela. E não ver isso em seus olhos acabava comigo.

- Oi – e meu coração disparou, poderia ser ouvido na lua.

- Oi – respondi evitando olhar para cima, eu parecia uma criança. Se Emmett estivesse aqui nesse momento já teria me estapeado.

Ela se sentou na escada, olhando para a rua e eu me sentei ao seu lado. Olhando para a mesma direção, o que estávamos esperando. Não seria assim nos filmes? Ela se jogaria nos meus braços eu a beijaria. Não, ficamos os dois em perfeito silêncio. O som dos carros, as lufadas de ar que soltávamos. Nossos peitos subindo e descendo conforme nossas respirações.

Não falamos durante minutos, o silêncio era constrangedor. Eu deveria tomar a atitude de homem e acabar com isso logo de uma vez. Tomei uma respiração profunda, pronto para começar a falar. O ar ficou preso quando senti a mão dela segurando a minha, eu olhei para minha mão, nossos dedos entrelaçados e olhei para cima e nossos olhos se encontraram. Ela sorria, era a minha deixa para começar a falar. Ela me impediu colocando seus dedos sobre minha boca.

- Eu quero me explicar com você. Eu não deveria ter feito isso, é tudo novo Edward, pelo menos para mim.- eu escutava atentamente e a cada palavra, ela apertava mais ainda minha mão. - Eu nunca senti isso. Por ninguém, por nenhum dos meus namorados. Eu quero que você me entenda. Me desculpe. – agora seria a minha vez.

- Já que é tudo novo, e você disse que nunca sentiu isso por ninguém. O que é que você sente. Não precisa me poupar.

- Eu te amo. – fiquei processando a informação olhando como um idiota para ela. – Eu não esperava que isso acontecesse. Eu ...

Não deixei ela terminar levando minhas mãos para seu rosto beijando-a sem ter que reprimir todo o carinho e amor que eu sentia por ela. Pela primeira vez eu pude ser o Edward Cullen apaixonado. Eu estava livre, eu me sentia livre. Bella sentou no meu colo de costas para a rua. O que os vizinhos do Chefe Swan diriam ao ver um casal se agarrando em sua varanda. Mordeu meu lábio puxando, entre seus dentes. Ela adorava fazer isso. Me acender dessa maneira em lugar inapropriado não era adequado naquele momento.

- Não faça isso. – repreendi

- Eu sei que você gosta, para de fingir. – ela abriu um sorriso enorme e sapeca.

Eu a agarrei novamente e as coisas estavam quentes, estavam boas até demais.

- Eu pensei ter dito que queria a casa vazia, vejo que já se acertaram. Fora os dois e levem Seth junto.

Senhor Swan tinha chegado e não nos demos conta. Estávamos na maior agarração, Bella riu e apontou para porta. Charlie estava segurando um exemplar atualizado do Kama Sutra em suas mãos, abanando para nós, entrando logo em seguida.

- Vai voltar para minha casa? – eu não me importaria de tê-la novamente como hospede.

- Não posso, eu tenho que trabalhar essa semana. Tenho uma festa para ir. E no final de semana pode ser? Agora eu vou me convidar a ficar com você.

- Você pode se convidar sempre que quiser, a casa é sua. E essa festa eu posso me convidar ou é só para mulheres.

- Você pode ir, é na casa de uma amiga, amiga essa namorada do Seth.
- Festinha de adolescente?

- Adolescente, antes fosse, a namorado do Seth tem a minha idade, Edward. – por essa eu não esperava.

- Nossa olha o Seth realmente é dos meus. Mulheres mais velhas são muito boas. – me espanquei mentalmente pelo que tinha dito. Bella me fulminou e levantou do meu colo. Eu iria começar a me explicar. E ela me interrompeu.

- Me dá uma carona para casa?

- Claro o que você quiser.

- Vai ter que dar carona para o Seth, como você já viu meu pai e a influencia do Dr. Cullen estão por aí, vou chamá-lo.

Bella pegou suas coisas então saímos da casa do Chefe Swan antes que ela viesse a baixo. Durante o caminho eu fiquei curioso sobre o relacionamento de Seth eu me lembro da minha primeira mulher mais velha, não aquela da janela da casa dos meus pais em Forks, aquilo é um museu vivo.

- Seth, fiquei sabendo que você namora uma mulher mais velha hein, espertinho. – Bella se virou no banco cruzando os braços no peito e me olhando com um olhar assassino.

- Não sei o que vocês vêem nas mais velhas. As mais novas também tem seus atributos. – eu me esqueci desse detalhe, mas o que tem de mais? Ela é só três anos mais nova que eu. – Seth quem ensina nessa relação, você ou a sua namorada.

- Irmãzinha, eu aprendo e ensino muito. – Seth respondeu e bateu na minha mão enquanto Bella olhava horrorizada para nós dois.

- Seth, com quem você anda aprendendo a ser assim? Eu vou ter uma conversa com a Sue!

- Deixa de ser estraga prazer, ele está só curtindo a vida.

- É irmãzinha, deixa de ser estraga prazer. – ele saiu do carro. – e vai. – não consegui ouvir o resto e ele fez uns sinaizinhos para Bella.

- É eu vou mesmo. – não entendi porque ela disse isso me olhando.

Engatamos uma conversa animada durante todo o caminho até seu apartamento. Falávamos de tudo, desde como ela contou a Charlie o que tinha acontecido e toda a verdade sobre nosso relacionamento. Ao relacionamento de Seth o qual ela só implicava por ciúmes dele. Até de Jasper Urgh, eu não gosto dele, mas o motivo pior é Alice. Essa obsessão que ela tem por ele. Tudo bem, esse amor que ela tem por ele, esta me deixando de cabelos em pé, eu a amo e não quero que ele machuque minha irmã. Estava tão preocupado com Alice agora que não estava mais prestando atenção em nada do que Bella dizia, já estávamos parados a um bom tempo em frente a sua casa.

- Nossa onde você estava?

- Me desculpe, estava pensando.

- Hum... Quer subir? – no momento em que ela disse isso uma forte chuva começou a cair.

- É parece que eu não tenho para onde ir. – olhava através do vidro a chuva grossa que batia contra ele. E estiquei minha mão para pegar um guarda-chuva no banco traseiro. Bella parou minha mão antes que eu fizesse isso.

- Com medo da chuva, Cullen? – e deu um sorriso travesso e saltou do carro, batendo a porta e olhando pelo vidro para mim, fazendo caretas e rindo. Sai rindo das caretas.

- Não tenho medo de chuva, não tenho medo de nada.

- É, então quero ver você me pegar.

Saiu correndo pela chuva, desvairada e toda molhada. Fui atrás correndo e ela ao invés de ir pelo elevador subiu pelas escadas. Queria ver quanto fôlego eu tinha? Eu era o melhor na minha turma de corrida na escola, só perdia para Emmett. Qualquer um perdia para Emmett, era um fato. Quando cheguei ao terceiro andar Bella estava parada na porta de emergência ofegante, eu ri da cena.

- Não mesmo, vamos o resto de elevador. Mais um lance de escada e eu morro.

- Fracote! – eu debochava dela.

Subimos direto para seu apartamento, Bella entrou na frente jogando suas coisas no chão me encarando logo depois com uma cara estranha. Fechei a porta atrás de mim, e fiquei a encarando também.

- Algum problema?

- Você nunca pensou em si mesmo. – eu não entendi o que ela queria dizer com isso. – você nunca pensou em seu próprio prazer, eu podia sentir isso. – onde ela queria chegar. – por mais que você realmente sentisse prazer, você se doava 100% pelo meu, mesmo que para você não fosse apenas um tratamento. Você só pensava no meu bem estar, no meu prazer.

- Aonde você quer chegar com isso? – ela segurou as minhas mãos e olhou nos meus olhos.

- Mudei de idéia, chega de você me proporcionar orgasmos astronômicos. – o quê!? Ela só devia estar brincando. - Chegou à hora eu retribuir tudo isso, a sua devoção por mim, Edward. Eu quero que você acredite em mim, confie em mim. Quando eu disser que eu amo você, que eu posso fazer você sentir prazer.

- Bella eu sinto prazer com você, eu juro. Você não precisa... – ela mal me deixou terminar me silenciando com seus lábios e andando comigo até o corredor em que dava em seu quarto.

Trilha: Moulin Rouge – Come What May www.youtube.com/watch?v=tuXZrRe5vno

Ela passava a mão por dentro da minha camisa que estava grudada em meu corpo pela água abrindo cada botão e passando suas unhas no meu abdômen.

- Assim como você me deu prazer, eu quero que você tenha prazer. Em uma experiência nova para nós dois. Eu quero assistir o seu prazer, enquanto você assiste o meu.

Nossas roupas foram ficando pelo caminho, sem nenhum obstáculo. Estávamos em sua cama nus. Sem nenhum obstáculo entre nós. Olhávamos-nos nos olhos, eu me sentia o homem mais feliz do mundo. A luxúria estava presente em cada canto daquele ambiente, Bella nunca desviava seu olhar. Enquanto eu percorria com os meus olhos cada canto de seu corpo, apreciando tudo, cada momento que estávamos vivendo ali.

Deitada de pernas erguidas enquanto eu estava entre suas pernas de joelhos, ela explorava seu corpo deslizando suas mãos por ele. Eu seguia com os olhos segurando meu membro apertando imaginando a mesma mão que estava sobre seu corpo o segurando. Apalpava os seios com força não contendo seu próprio gemido, o que me fez gemer também pelo som sexy, o som que eu mais gostava de ouvir.

Bella desceu suas mãos por seu ventre, subindo em suas coxas e descendo novamente até chegar a seu sexo. Conduziu seu dedo até seu clitóris inchado e vermelho apertando-o, eu seguia cada passo que ela dava com meus olhos famintos por ela, a vontade de tocá-la era imensa, enquanto eu próprio me tocava pensando em suas mãos, suas caricias e seu corpo colado ao meu. Seus gemidos aumentavam de volume ecoando pelas paredes do quarto.

Apertava meu membro e deslizava minha mão por ele rapidamente, enquanto Bella fazia o mesmo, apertava o seu seio com sua mão livre.

- Edward – ela gemia meu nome, ouvir meu nome de seus lábios era música. – Edward, eu preciso do seu toque. - Debrucei-me sobre ela ficando mais perto de seu rosto, descendo para chegar ao seus lábios.

- Não! – ela virou o rosto e depois voltou a olhar. – quero que apenas me toque e me assista assim como farei com você.

Bella passou as mãos pelas minhas costas descendo até chegar em meu quadril, contornando-o e agarrando meu membro. Estremeci com seu toque, era suave quente, me apoiei em um braço enquanto o outro eu erguia para tocar seu corpo. Acariciei cada parte dele sempre a olhando nos olhos, apertei seu mamilo rígido desci por seu ventre, copiando seus movimentos, chegando a seu sexo. Quente e úmido.

- Você está tão molhada, tão quente. – falava com a minha voz rouca de tanta excitação. Seu olhar me pedia, para acabar logo com isso. Deslizei meu dedo.

Ela arqueou suas costas soltando um gemido alto, segurando minhas bolas com sua mão em concha ela massageava meu membro enquanto eu investia meu dedo nela, tão molhada. Sua excitação me abria espaço para mais. Deslizei outro dedo enquanto meu polegar massageava seu clitóris, nossos gemidos altos ecoavam pelo quarto eu fechava meus olhos por segundos aproveitando a sensação de seu toque como se fosse à primeira vez, era intenso. Jamais tive um contato tão intenso com ninguém.

Seu olhar me queimava, e eu aumentei a intensidade das minhas investidas em seu corpo assim como ela aumentou seu ritmo em meu membro. Ela arqueou seu corpo contra o meu e eu tive certeza que ela estaria pronta a qualquer momento como eu estava.

Passaram-se alguns minutos até que ambos aos gritos chegamos ao ápice ao final de mais um ato. Olhando-nos ofegantes e suados, eu abaixei meu corpo até colar o meu ao dela, enterrando minha cabeça em seus cabelos. O cheiro de sexo exalava de cada poro em nossas peles e em cada canto do quarto. Eu sorri sobre seu cabelo feliz por ter encontrado aquela que seria a minha felicidade eterna.

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