The Cullen's Secret - Capitulo 47


-> Supermassive Black Hole - Muse

O vento que nos atingiu quase me cegou de tão forte que era. Eu apertei com toda a minha força as mãos de Hope e Hazel e fechei meus olhos, rezando para que minha morte fosse rápida o suficiente para não sentir dor. E então, o baque que eu senti de algo incrivelmente duro contra meu corpo, me fez abrir os olhos. Eu vi as costas de Edward na minha frente e a bruxinha na frente de todos nós, recitando umas palavras que eu não entendia o significado.

- Bella, sobe agora!

Foi o que Edward mandou, mas com o que eu agora estava vendo na minha frente, era meio impossível que meus pés se movessem. Tinham... alguns... tipo um exército... de lobisomens gigantes nos olhando e rosnando, com sua baba escorrendo pela boca. Os cinco primeiros vieram correndo numa velocidade absurda e eu achei que eles fossem nos esmagar com seu peso, mas incrivelmente, eles bateram em alguma coisa e caíram ao chão.
O escudo de Willow funcionou! Os primeiros lobisomens não conseguiram atravessá-lo e caíram, nos deixando mais tranquilos. Nós não éramos idiotas, pois sabíamos que estávamos em número muito menor e mesmo tendo eu e Drácula presentes, não tínhamos a mínima idéia de quantos lobisomens estavam lá fora, à espreita. E sabíamos que se começássemos a luta ali, no meio da rua de uma cidade do interior, as coisas iriam feder.

- Bella, suba! Anda!
- Não... consigo...

Minha esposa estava em choque total e eu pensei em pegá-la no colo e subir as escadas com ela, mas fui tomado de surpresa quando vampiros extremamente bizarros apareceram, encobrindo uma nuvem estranha... uma nuvem que para meu pior pesadelo, trazia alguém um tanto quanto... poderosa.
Ela está aqui?
- Pegou-nos completamentes desprevinidos.

Drácula falou num suspiro, enquanto passava a frente de Willow e puxava o medalhão para fora da blusa.
Eu vi Edward fazer o mesmo que seu pai, puxando seu medalhão que brilhava uma luz incomum agora e os dois se posicionaram na frente de todos nós. Oh meu marido... tão... vulnerável. Eu quis chorar.
OMG, o que estava acontecendo? Eu via agora uma mulher, bem... se é que posso chamar de mulher. Sim, era uma mulher, mas só de olhar para ela, eu já sentia o mal que exalava de seu corpo. Era dolorido encará-la, apesar dela ser tão bonita fisicamente.
Não precisava ser inteligente para saber que Willow estava enfraquecendo à medida que Akasha se aproximava, com um sorriso no rosto.

- Vlad Drácula.

Ela falou o nome dele, como se estivesse cantando, saboreando cada letra, bem devagar. Eu nunca em toda a minha existência tinha visto Akasha, era como um mito para nós vampiros. E eu me sentia fraco, me sentia como se a qualquer momento ela pudesse meter a mão no meu pescoço e arrancar o medalhão de mim. Pela primeira vez na vida eu senti medo.

- Akasha.

Vlad rosnou e foi possível sentir que ele emanava poder para afastá-la de nós. Para os meros vampiros e mortais, a luta nem tinha começado, mas para eles dois a guerra já corria há alguns minutos. Tentei me concentrar ao máximo para ajudá-lo, mas ela me olhou e riu.

- Um cordeirinho seu?
A mulher nem tocava os pés no chão. Ela levitava e estava a alguns poucos metros da porta, mas era o suficiente para ouvir ela debochando de Edward. OMG, quem debocha de Edward em sã consciência? Fato, estamos mortos.

-> Another Way to Die

- Pensem em outra... solução... Buffy! Eu não vou aguentar... muito tempo! Ela está entrando em minha... mente.

Willow falou, visivelmente cansada e eu olhei para Vlad. Que porra nós íamos fazer? Para poder bater de frente com aquela vadia, precisávamos pelo menos de Lestat ali conosco e o restante dos descendentes de Vlad.

"Quero deixar meus bens para meus pais, que nem imaginam que vampiros existem. OMG, muito menos que eu sou uma caçadora!"
Isso era mesmo hora para Mayara pensar nessas coisas? Eu via Akasha sorrindo malignamente e passando a língua nos caninos enquanto nos encarava. Ela mexeu seus dedos com unhas grandes, nos chamando.

- Venham brincar, boys!

Ela lançou um olhar mortal para algo que estava atrás de mim e eu sabia que era Hazel. Seus olhos faíscaram e eu tampei-o melhor com meu corpo, encarando-a faminto. Queria provar o sangue da famosa Akasha. Como será que correria em minhas veias?

- Mallerius rosarium...

O que era aquilo? Olhei rápido para trás e não entendi o que estava acontecendo.
Edward iria me matar. Aparentemente Hazel resolveu brincar de mágica e soltou minha mão. Ele foi na direção de Willow e começou a repetir as mesmas palavras que ela. Todo mundo o olhou, até que o menino se calou.

Algo muito estranho estava acontecendo ali. Hazel estava com os olhos negros, mas não do jeito vampírico. Ele tinha agora os olhos iguais aos de Willow, como se um buraco negro estivesse ali. A peste andou até onde eu e Vlad estávamos e quando eu ia agarrá-lo pelo braço, ele estendeu a mão. Então, o escudo invisível de Willow deixou de ser mesmo invisível e ganhou uma cor preta esfumaçada. Imediatamente, o sorriso de Akasha sumiu e ela fez cara de quem realmente estava se esforçando.

- Hazel me tirou da jogada, Edward.

Vlad sussurrou para mim e eu olhei sem acreditar para a criança ali presente.
A briga tinha se tornado dupla e qualquer lobisomem que tentava correr na nossa direção, não batia somente no escudo e caía, como antes. Alguma coisa naquela fumaça preta de Hazel fazia-os queimarem vivos, como se fossem eletrocutados. Após algumas tentativas fracassadas, os mais inteligentes perceberam o que aconteceria se tentassem, portanto, se afastaram.

- Mas não é que ele é lindo mesmo?

Akasha brincou, mas sua voz estava muito mais tensa que antes e eu podia jurar que algumas carnes dela tremiam. Hazel tinha as mãos cravadas na fumaça preta, como se empurrasse aquilo na direção de Akasha, mas dava para notar que ele fazia tanta força quanto ela.

- Será que a bruxa aí contaminou Hazel?
- Calem-se! Ele pegou carona em mim!

Provavelmente, Akasha percebeu que não evoluiria muito além daquilo e eu notei que ela se afastava lentamente, sem deixar de encarar Hazel. A peste também parecia estar perdendo as forças, eu sabia que sim pelo que o conhecia, mas ele aparentemente não se deixava abater. Hazel era mais forte do que eu sequer um dia fui capaz de imaginar e agora eu sabia o motivo para Akasha querer tanto aquela... peste.

- Não estou indo embora, boys. Apenas... vou descansar.

Ela falou e eu quase podia ver algum veneno escorrendo de sua boca.
Quando vi que a vampira se distanciava de nós, corri até Hazel para ver se ele estava bem, mas mesmo quando o toquei, ele não mudou de posição. Continuava encarando a outra lá.

Notei que os olhos de Akasha mudaram de alvo e quando os segui, vi que ela encarava Bella, que imbecilmente, estava com as mãos nos cabelos de Hazel. Porra, Bells! Minha esposa imediatamente voou até o teto, batendo as costas lá e girando incrivelmente rápido. Um nó me veio à garganta e quando ia agir, Hazel foi mais rápido.

- OMG.
- OMG!
- OMFG!

O pirralho ultrapassou a porra do escudo e foi voando até Akasha.

- Hazel!

Fui até Bella, tentar fazê-la parar de girar antes que morresse com alguma convulsão, mas não deixei de tirar os olhos lá de fora. Hazel tinha as mãos grudadas na cabeça de Akasha e os dois travavam uma batalha bizarra, silenciosa e mortal. Finalmente, Bella parou de girar no teto e caiu em meus braços.

- Ela está bem?

Alguém me perguntou mas eu estava cego demais com minha esposa desmaiada para poder me concentrar em alguma coisa. Só vi quando Hazel entrou em casa, com sangue escorrendo do nariz e dos cantos dos olhos. Ele tinha feito muita, muita força para liberar Bella de Akasha.

- Bells está bem?
- Ela vai ficar.

Respondi ao pirralho, que olhou para Bella mais uma vez e logo em seguida desmaiou.
Melhor impossível. Eu tinha Bella desmaiada em meus braços e Hazel desmaiado nos braços de Emmet. Na hora ficamos tão ocupados com o que se passava com Bella que nem vi direito o que aconteceu com Akasha. Mas pelo que me parecia, Hazel a tinha enxotado para longe, só podia.

- Ela vai ficar bem? Está respirando, Edward?

Buffy perguntou visivelmente preocupada com Bella e eu percebi que ela não era uma pessoa tão chata. Quando se tratava de humanos ela se importava.

- Sim, ela respira. Posso levá-la lá para cima? Para algum quarto? Quero deitá-la um pouco...
- Lógico, pode colocá-la no quarto de Hope! Venha.

A caçadora passou na minha frente e foi subindo as escadas, comigo lhe acompanhando. Bella parecia apenas ter desmaiado por conta do movimento brusco de girar no teto, mas não devia estar passando mal. Eu queria apenas deixá-la descansando enquanto cuidávamos dos últimos acontecimentos.

- Pode vir, Edward.

Buffy abriu uma das portas do segundo andar e eu entrei num quarto todo lilás e infantil. Estava na cara que era mesmo o quarto de Hope. Coloquei minha esposa na cama e alisei devagar sua testa. Ela era perfeita até fora de si.

- Akasha foi baixa em ter atingido uma humana. A guerra é entre vocês...
- E desde quando Akasha tem escrúpulos, Buffy?

Ela suspirou e encostou-se no armário, olhando para Bella que respirava tranquilamente de olhos fechados.

- Eu estou com medo, mas não por minha causa ou por Angel.
- Por Hope, lógico.
- Sim.
- Eu não me preocuparia mais tanto com ela. Você viu o que Hazel fez para proteger Bella, não viu? E ele é apaixonado por sua filha.

Buffy riu, como se não acreditasse no que eu estava falando.

- Ele é mesmo. Na verdade, eu acho que os dois são muito parecidos, possuem muitas coisas em comum, não acha?
- Minha filha não é poderosa, Edward. Hope é apenas... Hope.
- Que seja.

Se ela não queria falar sobre isso, então eu não ficaria insistindo. Minha atenção voltou para Bella quando ouvi um gemido baixo sair de sua boca. Inclinei-me até poder beijar seu rosto e fiquei de pertinho olhando para ela. Finalmente, eu vi os dois olhos mais lindos do mundo abrirem e me encararem.

- Oi...
- Oi amor. Está bem?
- Hum... aham.

Ela conseguiu pronunciar duas coisas lindas! Sim, ela com certeza estava bem e ainda era a minha Bells. Bejei sua boca devagar e sua mão tocou minha nuca, me esquentando ali no local. Tive que parar o beijo depois de ouvir o pigarro de Buffy, que estava ali de camarote e braços cruzados.

- Já que Bella está viva, podemos deixá-la aqui descansando e irmos lá para baixo?

Suspirei e me controlei para não tacar uma caçadora pela janela da própria casa e me soltei de Bella. A cor tinha voltado para seus lábios e eu me senti mais tranquilo.

- Pode nos deixar a sós uns minutos? Eu já descerei.

Buffy saiu do quarto na mesma hora que pedi e fechou a porta para nos dar um pouco de privacidade. Eu até estava começando a simpatizar com ela.

- Já quer sexo, amor?

Bella me perguntou, fazendo uma cara de pobre coitada e revirando os olhos para mim, enquanto alisava meu braço e sorria um sorrisinho bem fraco.

- No momento eu vou te deixar descansar, mas pode ter certeza que te farei sofrer quando voltarmos para casa.

Sorri do meu jeito torto que ela tanto gostava e peguei sua mão, circulando seus osssinhos dos dedos com meu polegar,

- Bells, é tão importante para mim que você me obedeça nessas horas... Tem noção do quão frágil e delicada você é perto de nós?
- Eu s...

Coloquei meu dedo em seus lábios para que ela não continuasse e me deixasse terminar.

- Você não pode imaginar como eu ficaria se algo de ruim tivesse te acontecido. Poxa... me escute da próxima vez, ok?
- Ok.

Ela respondeu só quando eu tirei meu dedo. Fiquei alguns segundos perdido na cor chocolate de seus olhos e então a beijei mais uma vez, acariciando seus cabelos. Bella nunca entenderia o medo que eu tinha de perdê-la.

- Você está se sentindo bem? Dói em algum lugar?
- Não. Só estou um pouco tonta... Mas pelo que aconteceu, eu imagino que seja normal, né?

Ela estava lenta ainda, visivelmente abalada com o que houve e eu queria levá-la o mais rápido para casa.

- Vou descer para falar com eles, ok? Fique um pouco aqui.
- Ok.

Deixei-a sozinha no quarto e fui lá para baixo onde os outros estavam. Hazel já tinha acordado e parecia muito bem, como se nada tivesse acontecido. Ele estava num canto, sentado numa poltrona enquanto o resto do pessoal conversava longe dele. Fui até o garoto e agachei para ficar da sua altura.

- Como você está?
- Bem.
- Tem certeza? Você ficou meio estranho.
- Eu supero, Edward!

Até nessas horas ele conseguia ser irritante! Suspirei ao lembrar dele atacando Akasha para defender Bella e como um reflexo, acabei passando a mão nos cabelos dele. O que estava acontecendo comigo?

- Você foi muito corajoso, pirralho. Não teríamos conseguido sem sua ajuda.
- Eu sei. Cadê a Bells?
- Eu a levei lá para cima, para descansar um pouco. Você a salvou, sabia disso?

Ele balançou a cabeça junto com as pernas. 
Depois de alguns segundos encarando Hazel e sem saber muito bem o que dizer - não tinha tato com crianças, fato - resolvi me levantar e ir descobrir do que os outros falavam. Deixei Hazel novamente sozinho e me juntei ao grupo, que por um milagre divino, estava conversando sem que um quisesse matar o outro. Quer dizer, lógico que Vlad era uma exceção. Ele nunca ficaria tranquilo na presença de duas caçadoras e eu sabia que era pedir muito que ele fizesse amizade com elas.

- Edward! Como está Bella?

Alice me perguntou, preocupada e eu consegui ler em sua mente que ela se sentia culpada por não ter previsto isso antes.

- Ela vai ficar bem... E você não tem culpa de nada.
- Tudo bem, eu até algum tempo atrás apenas caçava vampiros. Lutar com lobisomens ao lado daquiloque eu caço não estava nos meus planos, então pode me dizer o motivo para Hazel ter... poderes desse tipo?
- Que tipo exatamente?

Jasper perguntou e Buffy revirou os olhos, virando-se para encarar Willow.

- Bem, como eu convivo há um certo tempo com a Willow, sei muito bem que aquilo que Hazel fez nãotem nada a ver com poder vampírico.
- Buffy tem razão.

A bruxa resolveu dar a palavra e eu achei melhor parar para ouvir o que ela tinha para nos dizer. Não precisava ser inteligente para notar que o pirralho não era muito normal. Lógico, para quem bebia o sangue de Lestat e depois foi re-transformado por Vlad, ele realmente não poderia mais bater muito bem da caixola. 
Todo mundo estava olhando para a ruivinha bruxa e esperando pelo que ela tinha para nos dizer. Ela deu uma olhada rápida em Hazel e mordeu os lábios.

- O que ele fez... foi incrível! Ele meio que aprendeu em poucos segundos o feitiço que eu estava fazendo e incorporou junto comigo. Tipo, vocês fazem alguma idéia do quanto é difícil canalizar energia e poder para fazer um feitiço funcionar? Dizer algumas palavras e ficar repetindo apenas, não basta!
- Você está querendo dizer então que Hazel é um bruxo? Mago, ou sei lá como vocês chamam?

Ela parou de falar e me olhou furiosa. Achei que fosse me transformar em sapo ou algo do tipo e sorri. Fiquei imaginando a reação de Bells quando eu estivesse verdinho.

- Mago só existe na sua mente imbecil, só se for!

Sua resposta foi graciosa e eu fiquei feliz por não estar pulando como um sapo pela casa. Menos mal. Chega, Edward! Foco!

- Enfim, Hazel não só me acompanhou, como... me superou. Aquele escudo que ele fez... eu nunca vi igual. Nem imagino como ele conseguiu.

As palavras de Willow só serviram para nos deixar mais confusos. Até onde eu sabia, vampiros não possuíam esse tipo de poder... de magia negra e tal. Vlad me olhou e gesticulou com a cabeça para que eu o acompanhasse até lá fora. Quando estávamos sozinhos, ele começou a falar comigo.

- Edward, acho que você precisa entrar em contato com a praga do Lestat e atualizá-lo dos últimos acontecimentos. Independente de qualquer sangue meu que Hazel tenha tomado, ele esteve um bom tempo com Lestat e se tem alguém que pode saber de algo, esse alguém é ele.

Por mais que eu odiasse admitir, eu sabia que Vlad tinha razão. Precisaria falar com o insuportável do Lestat e contar o que tinha acontecido. Eu não achava que ele fosse saber explicar sobre Hazel, mas de qualquer forma, não custava perguntar.

- Quando chegarmos em casa eu ligarei para ele.
- Certo. Vou chamar todos os medalhões para cá, mas o problema é como evitar uma guerra nessa cidade.

Ele tinha razão. Uma guerra entre vampiros e lobisomens aqui na pacata Forks seria devastadora. O pior é que Akasha parecia querer exatamente isso, já que não poupou esforços para vir atrás de nós. Vlad resolveu que convocaria todos os vampiros que pudesse e os manteria ocultos em algum lugar fora dos limites da cidade. Era apenas em caso de urgência mesmo.

- Vou lá em cima buscar Bella e depois podemos ir embora se quiser.
- Lógico que quero. Estou me controlando aqui para não beber sangue de caçadora.

Eu sorri e dei o fora rapidinho antes que ele fizesse mesmo alguma coisa. De brigas o dia já tinha sido cheio.

Estava um pouco tonta ainda quando senti as mãos fortes de Edward me levantando da cama. Logo em seguida eu descia as escadas no colo dele, apesar de ter deixado bem claro que era capaz de caminhar sozinha.

- Bells, eu te conheço. Se eu te soltar você sai rolando pela escada.
- Edward!

Eu dei um soco na cabeça dele, que riu e revirou os olhos. Era irritante não conseguir machucá-lo quando eu precisava! Ugh!

- Sério, estou pagando mico com você me carregando...
- Mais do que já pagou rodando no teto?

Eu juro que não estava irritando-a propositalmente, mas ela era tão absurda, que isso acontecia sem querer. O seu corpo ainda estava totalmente mole nos meus braços e a louca queria sair andando por aí, vê se pode?

- Hazel! Vamos embora!

Chamei o garoto que agora estava sentado num cantinho ao lado de Hope. Ela passava as mãos pelo seu moicano, como se estivesse cuidando dele. 
Ganhei outra carícia, dessa vez no ombro e olhei interrogativo para Bella. Ela estava de cara fechada enquanto observava Hope e Hazel.

- O que foi isso agora?
- Por que você não é romântico assim como eles?
- Eu não sou? Quem foi que te levou para passear de balão logo depois de te pedir em casamento com a porra da Whitney Houston cantando?

Ela mordeu o lábio inferior e sorriu sem graça. Bella devia ter batido muito com a cabeça no teto. Eu era o romantismo em pessoa! Ok, nem tanto talvez. Mas ei, eu tinha lá o meu charme.

- Mas ela gosta do moicano dele... Você odiou o meu!
- Ele é criança e você é casada. Bem diferente. Bells! Vamos parar?

Tudo bem que eu não conseguia mesmo ficar muito tempo brigando com ele. Hazel logo veio até nós e então pudemos ir para o carro. Tivemos que aturar um pouco Emmet zoando nossa discussão e eu fingi ignorar que a vampira morena estava dando mole para Edward.

- Vlad vai na frente ou atrás?

Sussurrei no ouvido de Edward, que me olhou torto. O que foi?

- Prefiro ir na frente agora, Bella. Receio que ainda possa haver alguma emboscada no caminho.

Meu sogro me respondeu ao passar por nós. Ele me olhou quando abriu a porta do carro e deu um sorriso cínico.

- Tente escrever num papel da próxima vez.

Eu lá tinha culpa de se ele ficava ouvindo conversas íntimas? Tive que me contentar em ir atrás com Hazel, que suspirava a cada 5 segundos. Depois de algum tempo assim, não me agüentei e puxei assunto com ele.

- Está feliz?
- Aham.
- Mesmo? E não vai me contar?
- Hope é uma mulher brilhante!

Fui novamente acariciado. Dessa vez, na nuca. Olhei Bells pelo retrovisor e ela não parecia feliz.

- Fala.
- Você nunca me disse que eu era brilhante!
- Hazel, se você abrir a boca novamente antes de chegarmos em casa, vai ficar sem seus dentes. Ouviu?

O pobre garoto ficou calado até chegarmos em casa, coitado. Edward era mau. Gostoso filho da mãe e mau! Na cama então... OMG, parei.

- Bells!

Ele me chamou quando eu já estava entrando em casa e me encaminhando para a escada. Estava cansadíssima e queria um banho urgentemente.

- Oi.
- Vou ligar para Lestat agora e depois vou lá para o quarto, ok?

Edward envolveu minha cintura e aproximou o rosto do meu, me deixando tontinha. Nunca, em um milhão de anos, eu deixaria de ficar abestalhada perto dele. Mordi minha boca e concordei, gesticulando com a cabeça.

- Vai demorar na ligação?
- Bem... é Lestat, né?
- Certo. Se eu já estiver dormindo, pode me acordar.

Antes de deixá-la subir, beijei devagar sua boca, com vontade e aliviado por ela estar bem. Durante o caminho, enquanto dirigia de volta para casa, a cena de Bella girando no teto ficava passando pela minha mente, várias e várias vezes. E era a coisa mais angustiante que existia para mim, me sentir impotente.

- Eu te amo.
- Me diz que sou brilhante...?

Cara, Hazel estava com os dias contados! Ele só fazia me deixar mal diante dela. Beijei a ponta do seu nariz e sorri, apertando de leve sua bunda. Ela podia ser brilhante, mas era antes de tudo, gostosa.

- Você é brilhante, amorosa, companheira, meiga, fiel, amiga, delicada e linda demais.
- Ok, se quiser eu até dou para você hoje depois dessa...

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