The Cullen's Secret - Capitulo 46


Por que todo mundo ficou calado? Meu sogro congelou o olhar em cima de Buffy. Inclinei-me na direção de Edward e toquei minha boca em seu rosto, com a intenção de falar em seu ouvido.

- Amor?
- Que?
- De que caixa vocês estão falando?
Bella pecisava mesmo me fazer passar essa vergonha, né? Emmet rolou no chão, gargalhando.

- Bells, qual a parte de "nós temos super audição" você ainda não entendeu, meu anjo?
- Desculpe.

Emmet continuava rindo enquanto eu o fuzilava com os olhos.

"A caixa. Céus! Caixa! Tinha que ser a Bella!"
Eu sou um cara muito paciente, tinha acabado de notar isso.

- Não entendi qual a graça, para o Emmet estar rindo, Edward. O que tem de importante nessa caixa?

"Meu Deus, ela acha mesmo que estamos falando de uma caixa?"
Olhei raivoso para a vampira morena e gostosa sentada ao lado de Spike. Ninguém podia falar assim da minha Bells!

"E nem loira ela é... Se ainda fosse a Buffy..."
Spike sorria cínico enquanto olhava para a paixão da vida dele, ignorando a gostosa morena ao seu lado.
Eu estava com vontade já de levantar e chutar Emmet, quando Vlad levantou, super sério e todo mundo ficou quieto. Inclusive o idiota do meu cunhado que rolava no chão.
Por mais que meu sogro fosse um cara super boa pinta e muito atraente, eu não sei se conseguiria me relacionar com ele. Calma, se Edward não existisse, lógico. Mas é que ele era muito... sombrio demais para meu gosto. Imagina estar sozinha com o cara achando que ele a qualquer momento pode querer arrancar sua cabeça? Sai dessa!

- Ok, foi mal.

O meu cunhado retardado se desculpou e sentou-se na sua cadeira, ajeitando a roupa enquanto olhava cabisbaixo para Vlad.

- Essa informação é segura até que ponto?

Ele perguntou, numa voz tão rouca que me arrepiou. Ai meus deus, era só mesmo o que me faltava, ser arrepiada pelo sogro. Preciso de exorcismo! Edward me olhou com uma sobrancelha arqueada e com uma cara suspeita.

- O que foi isso?
- Isso o que?
- O arrepio?

Pronto, éramos novamente a sensação da sala. Eu não agüento isso por muitos anos não.

- Foi... o frio.
- Estamos no verão, Bells.

Revirei meus olhos e também resolvi sacanear.

- Fico excitada só em olhar você, amor!

Buffy cuspiu a água que estava bebendo e sem querer, molhou Vlad, que rosnou.
Por mais que meu sogro fosse um cara super boa pinta e muito atraente, eu não sei se conseguiria me relacionar com ele. Calma, se Edward não existisse, lógico. Mas é que ele era muito... sombrio demais para meu gosto. Imagina estar sozinha com o cara achando que ele a qualquer momento pode querer arrancar sua cabeça? Sai dessa!

- Ok, foi mal.

O meu cunhado retardado se desculpou e sentou-se na sua cadeira, ajeitando a roupa enquanto olhava cabisbaixo para Vlad.

- Essa informação é segura até que ponto?

Ele perguntou, numa voz tão rouca que me arrepiou. Ai meus deus, era só mesmo o que me faltava, ser arrepiada pelo sogro. Preciso de exorcismo! Edward me olhou com uma sobrancelha arqueada e com uma cara suspeita.

- O que foi isso?
- Isso o que?
- O arrepio?

Pronto, éramos novamente a sensação da sala. Eu não agüento isso por muitos anos não.

- Foi... o frio.
- Estamos no verão, Bells.

Revirei meus olhos e também resolvi sacanear.

- Fico excitada só em olhar você, amor!

Buffy cuspiu a água que estava bebendo e sem querer, molhou Vlad, que rosnou.

- Quem te deu essa informação, Angelus?
- Angel. O nome dele é Angel.
- Não. O nome dele é Angelus. Ele é esse maricas por causa de uma maldição que ciganos colocaram sobre ele.

Eu vi Buffy ficar roxa de raiva e me preparei para ela pular em cima de Vlad, mas até que a loirinha se comportou, apenas fechando a cara e virando o rosto.

- Eu não posso dizer quem foi, e mesmo assim vocês não conhecem. Só afirmo que a informação é quente.
- Nós vamos morrer então? O mundo vai acabar?

Alice surtou, olhando para todos nós. Vlad virou o rosto para ela, inclinando a cabeça tão pasmo quanto eu.

- Isso é algo que nós deveríamos lhe perguntar, não acha?
- O que? Não funciono sob pressão!

A pequena saiu correndo da sala, desesperada. Alice nunca foi muito boa com suas visões mesmo.

"Eu definitivamente estou cercada de vampiros gostosos! Sério, por que eu precisei virar caçadora! Destino infeliz!"
Se Buffy soubesse que sua colega de profissão estava surtando, ela teria uma síncope. Resolvi brincar um pouco e olhei para Mayara, que estava intercalando olhares desesperados entre os homens. Quando seus olhos pararam em mim eu dei uma piscadinha básica e ela quase caiu da cadeira, sendo segurada por Spike.

"OMG, o gostoso loiro me segurou!"

Se eu já estava irritado com esse circo, quem diria Vlad, que parecia estar fazendo força para respirar. Eu tinha certeza que ele estava precisando usar toda a sua força para se controlar e não sair matando uns por ali.

- Poderíamos nos concentrar?

Seu tom de voz aumentou consideravelmente e eu temi que tal controle estivesse indo para as cucuias. Emmet levantou a mão e eu tampei meu rosto. Estava desistindo daquilo. Se ele quiser matar, fique à vontade.

- O que é?
- Só uma perguntinha.

Lá vem.

- Diga.
- Se nós estamos falando de Akasha gost... Ai ai ai ok amor...

Destampei o rosto e vi que Rosalie tinha cravado as unhas no pescoço dele, rosnando furiosa. Mas era um otário mesmo, chamar a mulher de gostosa estando com a oficial do lado. Ela tirou suas unhas, abriu a bolsa, pegou um lenço de papel e limpou o sangue, tudo isso com a maior tranqüilidade do mundo.

- Agora, querido, refaça sua pergunta.

Emmet tampou os furinhos com uma mão, esperando cicatrizar e suspirou, olhando para Vlad.
[spoiler de Buffy para quem está vendo a série]

- Como pretendemos lutar com Akasha?
- Ei! Tire o "nós" daí, ok? Eu já morri uma vez com essas lutas... Não vou morrer de novo!
- Deixa de ser covarde, Spike!
- Quem morreu queimado fui eu ou você, loirinha?

Mayara levantou o braço também e agora era Vlad quem revirava os olhos. Ele a olhou e ela tremeu.

- Quem... é... Akasha?

Buffy olhou apavorada para sua aprendiz, levando uma mão à cabeça.

- Você não sabe quem é? Quem foi seu Sentinela, May?
- Edward, acho que sua esposa pode voltar... Já que nada melhorou mesmo por aqui.

Vlad moveu Bella até meus braços e eu a segurei, enquanto ela piscava exageradamente até voltar a si.

- Onde eu fui?
- Prefiro nem saber, Bells.

Ainda estava meio tonta e sem saber direito o que aconteceu, quando Edward me sentou ao seu lado e passou um braço sobre meus ombros. Alguma coisa me dizia que Vlad tinha culpa no cartório, pois ele sorriu cínico quando eu o olhei e voltou a falar.

- Não imaginei que fosse precisar dar aulas de história por aqui...
- Não precisa, eu explico à Mayara depois quem é Akasha.

Opa! Mas eu também queria saber! Ia abrir minha boca quando senti os olhos de Edward me queimando a pele e virei meu rosto, encontrando meu marido balançando negativamente a cabeça para mim. Entendi aquilo como um pedido – mais um mandamento – para que eu ficasse quietinha.

- Não vamos manter mais nenhuma dúvida. Akasha é... a primeira vampira.
- Hein?

Eu e Mayara perguntamos ao mesmo tempo. Olhei rápido para Edward, que suspirava e tive vontade de bater nele por ter mentido para mim. A porra do vampirão rei não era Vlad?
Eu sabia que em casa iam chover perguntas bizarras e estava me preparando psicologicamente para responder. Porém, aparentemente Bella não queria esperar até estarmos no conforto de casa.

- Você é o segundo, então?
- Não exatamente. Akasha virou vampira por métodos... diferentes. Só que ela é mais antiga do que eu, portanto, alguns se referem a ela como a primeira.
- Métodos diferentes?
- Eu vou hipnotizá-la novamente...
- Eu fui hipnotizada?

"O que? Se eu ficar perguntando ele me hipnotiza?"
Mayara levantou o braço mais uma vez, sem dar chances da minha Bella falar mais asneiras.

- Pode explicar os "métodos diferentes"?
A caçadorazinha estava assanhada para cima de Vlad, né? Já não se fazem mais caça-vampiros como antigamente. Meu criador a olhou torto e a pobre tremeu dos pés à cabeça. Só não sei se de medo ou tesão.

"Gostoso!"
Ok, agora eu sei.

- Akasha não se tornou vampira pelo método tradicional. Ela era uma rainha quando humana. Alguns até ousam dizer que era boa com seu povo. Na época, seu corpo foi tomado pelo mal e foi dessa forma que ela se tornou o que é hoje. E portanto ela é considerada a primeira.
- Ela foi... possuída?
- Isso aconteceu quando ela morreu. O espírito Amel tomou conta de seu corpo.
Mas hein? Isso era muita informação para a minha cabeça. Tipo, espíritos? Essa parada existe também? Então eu não só corria perigo em ser mordida, como possuída? Edward me olhou quando um leve tremor de medo passou pelo meu corpo e ele sorriu, passando o braço pelas minhas costas.

- Não se assuste com isso, Bells. É coisa antiga.
- Essa caixa...

Ele tampou minha boca e colou a sua em meu ouvido.

- A-ka-sha. Entendeu? Akasha.
- Akasha.

A sala inteira olhou para mim e todos reviraram os olhos. E daí que eu não tinha entendido direito? Não tive a matéria "história vampírica" no colégio, sinto muito.
Dei um sorriso amarelo e fiz um gesto com a mão para que meu lindo e adorável sogro continuasse com seu discurso.

- Enfim, o fato dela ser considerada a primeira não significa que ela seja mais poderosa.
- Eu a considero melhor do que você.

Buffy fumou maconha? Como ela diz isso na cara de Vlad? Eu ouvi um rosnado saindo do peito dele junto com um sorriso maligno. Meu sogro virou-se de lado para encará-la e acho que meu coração parou de bater. Pronto, agora ele mata.

- Mesmo?

Num simples gesto ele fez Buffy e a cadeira voarem contra a parede, mantendo-a lá como se tivesse cola.
O que eu temia aconteceu. Tivemos que nos levantar quando Angel e o grupinho de Buffy voltou-se contra Vlad. Antes que Angel avançasse contra ele, Vlad o imobilizou também com o olhar e fez Xander grudar junto com Buffy na parede.

- Bem, eu sou amigo de todos, estou numa boa...

Spike falou, sentando-se novamente e puxando Puh para perto dele. A bruxa, a tal de Willow, começou a recitar palavras incompreensíveis e papéis voavam agora pela sala. Vlad riu. Não, gargalhou.

- O que é isso? As Bruxas de Salem?

Era incrível, mas o que a bruxinha estava falando, fez com que tirasse os pés de Vlad do chão.
Uau! Era melhor do que qualquer filme de magia. A diferença era que eu estava no meio do fogo cruzado, claro. Mas Edward continuava do meu lado, me protegendo, então eu podia observar numa boa. Vi meu sogro expor seus caninos num rosnado feroz e levantou a mão, fazendo Willow ir até ele e então agarrou o pescoço da ruiva.
Todo mundo olhou para a caçadora novata, a pobre May, que estava mais branca do que os vampiros ali na sala.

- Mayara, faça alguma coisa!

Buffy pediu a ela, que me olhou quase chorando. É, eu sei, a pressão é muita, né?

- Eu estou em fase de aprendizado! OMG, não quero morrer!

Ela caiu no choro, se ajoelhando no chão e quase agarrando as pernas de Vlad.
O que era aquilo que eu estava presenciando?

"Minha alma gêmea..."
Olhei assustado para Jasper, que parecia querer chorar com dó da garota. O mais surpreendente de tudo foi ele levantar e tirá-la do chão.

- Eu sei como eles conseguem ser irritantes. Acostume-se a sofrer.
- Eu só sofro desde que cheguei...
- Eu imagino.

Eu ouvia agora outro rosnado, mas não vinha de Vlad e sim de alguém atrás de mim. Quando me virei para olhar, vi que Alice tinha voltado e não parecia contente com a cena que estava presenciando.

- Jaya! Jasper... Maya... OMG! Soltem-se!
Sabe cena de filme? Então. Com o flagra e o grito de Alice, Jasper soltou Mayara, que voltou a sentar-se como se nada tivesse acontecido. Meu cunhado olhava para o nada, como se aquele não fosse ele. Gente, como o povo é cínico! Aquilo tudo era uma tremenda confusão! Eu vi que Edward estava prestes a tomar uma atitude, quando Alice levou as duas mãos à cabeça e gritou, correndo até o meio do tumulto.

- OMG, para tudo!

Se virar o centro das atenções era o que ela queria, bem... então ela definitivamente conseguiu.
Nada bom. Quando Alice surtava assim era sinônimo de visões. Entrei em sua mente, mas era tudo tão confuso naquela cabecinha, que o máximo que consegui ver ali foram um monte de lobisomens.

- O que foi, Alice?

Perguntei já perdendo a paciência com aquela droga de reunião. Esse tempo todo eu poderia estar aproveitando minha esposa, na minha cama. Ao invés disso, estava cercado de lunáticos. Vlad percebeu pela minha voz e minha cara, que o assunto era sério e libertou seus rivais, aproximando-se então de Alice.

- Pode compartilhar conosco de sua visão? Ou não?
- Eu... vejo lobisomens.

Ela fechou os olhos tentando se concentrar e eu resolvi me meter, indo até Alice e puxando-a para sentá-la numa cadeira. Ela arregalou os olhos e me olhou assustada. Eu podia contar nos dedos de uma mão só quantas vezes eu a vi desse jeito.

- Conte-nos, ok?
- Edward... eu acho, digo, eu sei que... eles estão aqui.
- Aqui? Nos Estados Unidos?

A pequena balançou veemente sua cabeça, esfregando uma mão na outra e depois levando-as aos cabelos.

- Não. Aqui, em Forks.
O.M.G. Pelo visto não foi só a leiga aqui que ficou chocada, pois a sala ficou num silêncio total. Todos olhavam fixamente para a pobre Alice, que eu sabia que devia sentir uma pressão psicológica terrível nessas horas. Era como se tudo dependesse dela, ou melhor, da mente dela. Edward me olhou e ele parecia bastante preocupado, fazendo o medo instalar-se dentro de mim com seu olhar.

- Você tem certeza disso? Edward, as visões dela são certeiras?
- Bem...

Vlad esperava por uma resposta do meu marido, e eu sabia que ele estava pensando em como responder sem deixar Alice numa saia justa. Mas a verdade, era que ela não era a melhor médium que a gente conhecia, né? Antes que Edward pudesse dizer alguma coisa, a própria Alice resolveu responder e levantou para "tentar" ficar da altura de Vlad. Eu disse tentar, lógico, porque ela era mais baixa do que eu.

- Eu não sou perfeita, ok? Mas essa visão eu garanto que é certa. E está acontecendo.
- Mas o que eles estariam fazendo aqui em Forks? Tipo, de tantos lugares ótimos para eles visitarem... logo Forks?

A vampira morena, com um nome estranho como Puh, perguntou e Vlad sentou em sua cadeira, suspirando e correndo os olhos por cada um de nós. Ele gesticulou para Edward, que veio sentar novamente ao meu lado.

- Mas é muito óbvio que eles viriam aqui. Olhem em volta. Quer concentração de vampiros melhor do que essa? Só nesta sala nós temos 3 sangues nobres.

Meu sogro olhou fixamente para Edward e depois para Hazel. Eu me senti orgulhosa por o sangue-nobre-Edward ser meu marido e o sangue-nobre-Hazel ser... bem... algo tipo filho.

- E nesta sala está algo que eles querem muito.

Edward completou a linha de raciocínio de Vlad, terminando a frase olhando para Hazel, que balançava as pernas na cadeira, alta demais para ele, sem deixá-lo tocar os pés no chão. Ele então, notando que tinha virado o centro das atenções, levantou a cabeça e abriu um sorriso.

- Eu sou querido?
- Oh querido, não exatamente de um jeito bom.

Eu respondi, querendo me levantar para abraçá-lo, mas Edward segurou meu braço. Começava a sentir um nó na garganta só em imaginar que algo pudesse acontecer com aquele anjinho. Surpreendendo a todos, o vampiro loiro, o tal de Spike, levantou de supetão e se colocou no meio da sala.

- Ei gente, não precisa ser muito inteligente para perceber que precisamos nos unir certo? Então que tal a loirinha aqui fazer as pazes com o chefão ali e finalmente, darmos as mãos?

O que o retardado estava fazendo? Ele apontava para Buffy e depois para Vlad, como se meu sogro fosse algum camarada dele. Não via a hora de Vlad levantar da cadeira e voar no seu pescoço magrelo.

- Concordo em gênero, número e grau.
- Mayara!
- Desculpa, Buffy.
A pobre novata abaixou a cabeça, mas não sem antes mandar um olhar emocionado para Spike. Esse mundo estava mesmo perdido.

- Eu acho... que o Spike tem razão.
Como me doía ter que admitir isso, pois eu achava o cara realmente estranho e desagradável, mas analisando as pessoas naquela sala, ele tinha mesmo razão. Eu ia continuar falando, comentando o meu ponto de vista também, mas Alice chamou a atenção de volta para si quando caiu ajoelhada no chão com as mãos na cabeça.

- Eles estão indo atacar uma casa!
- Que casa?

Acho que todos nós perguntamos ao mesmo tempo, enquanto íamos até a pequena ajoelhada. Ela balançou a cabeça, fechando novamente os olhos.

- Não sei. Eu vejo algumas violetas espalhadas pelo jardim. A porta da casa é azul e... OMG.

Ela levantou a cabeça, mais pálida do que costumava ser. Num gesto que mais parecia câmera lenta, Alice apoiou suas mãos em meu pulso e levantou-se, olhando em meus olhos.

- O que foi?

Por alguns segundos eu consegui entrar em sua mente e não gostei nada do que vi. Eu agora entendia o motivo do choque dela. Bella tocou em meu ombro e senti sua voz preocupada.

- Edward...
- Pelo amor, dá para vocês dois dizerem o que mais além das violetas e porta azul?

Virei para Buffy, com a intenção de respondê-la, já que Alice parecia ter surtado.

- Há um Volvo prata parado na calçada da casa.
Morri. Ou melhor, morremos.
Eu estava suando. Ou surtando. Ou, o mais provável: eu estava fazendo as duas coisas. Enquanto permanecia sentada na cadeira, como Edward mandou, eu acompanhava com esses olhos que a terra há de comer, toda a movimentação que agora acontecia naquela casa. Eles rapidamente viraram amigos de infância e agora o importante era permanecermos vivos. Hazel estava ao meu lado, sem ter a mínima noção da grandeza do que acontecia à nossa volta. Ele também nem devia imaginar que era um dos alvos dos lobinhos.

- Hazel!

Levantamos as nossas cabeças e vimos Vlad em pé na nossa frente. Meu sogro tirou o sobretudo que usava e começou a desenrolar a manga da camisa, sem tirar os olhos do menino. Oh, ele não ia mesmo fazer isso na minha frente, né?

- Você precisa se alimentar.
- Vlad, o Edward pode arranjar algo para ele, se quiser. Não precisa fazer isso.

O que eu falei de errado, minha nossa senhora? Pois ele me lançou um olhar frio e voltou os olhos para Hazel, respondendo a mim.

- Ele tem que tomar o meu sangue, Bella.
- Ok.

Não está mais aqui quem falou. Hazel parecia nem se importar em ter que sugar um braço na frente de todo mundo. Foi só Vlad esticar-se e colocar o pulso perto dele, que o anjinho segurou firme do Todo-Poderoso e cravou seus dentes afiadíssimos naquela pele branca como estátua de cera.

- Bells! Vem cá.

Edward me chamou, esticando a mão para mim e eu saí de perto daquela cena tenebrosa. Quando me aproximei, ele envolveu minha cintura e beijou meu rosto.

- Preciso que faça uma coisa para mim, ok? Suba com Hope e Hazel e tranque-se com eles em um dos quartos. Não. Num banheiro, onde não tenha janela para os lobisomens passarem. Não abra a porta por nada nesse mundo, só quando eu for te buscar.
- Não, Edward. Por favor, não vou ficar sem você.
- É uma ordem, não um pedido, amor. Você sabe que não consigo me concentrar se você estiver vulnerável.
Ele apertou os dedos em cima do nariz, fechando os olhos e pelo que eu conhecia meu marido, sabia que aquilo era sinal de fome. Passei uma mão em seu pescoço e fiquei na ponta dos meus pés.

- Quer meu sangue?
- Não precisa, Bella. Eu faço isso.

Senti a mão de Vlad em meu ombro e fiquei com raiva. Ele estava querendo dominar geral? Mas antes que eu pudesse responder, Edward beijou minha testa e concordou com ele.

- Preciso do sangue dele, amor. Não é hora de sangue humano correr nessas veias, ok? Eu quero que você suba. Te amo.
Beijei a boca de Bella antes de me afastar e ir para um canto com Vlad. Um dos seus pulsos já tinha sido batizado por Hazel, então me sobrava o outro. Dei uma rápida olhada pela sala e torci para que a idéia de Buffy desse certo. Ela tinha dito que Willow uma vez conseguiu criar uma espécia de escudo invisível, que bloqueava qualquer pessoa que tentasse se aproximar. O problema é que nenhuma dessas pessoas era lobisomem.

- Acha que a bruxa vai conseguir?
- Sinceramente? Não faço idéia.

Respondi para Vlad, que me olhava apreensivo. Ele me deu o pulso e me olhou nos olhos. Não precisávamos dialogar para saber exatamente o que estávamos pensando. Nós dois sabíamos que havia muito tempo desde que eu bebi do seu sangue. Era um ritual bem ousado e extremamente revigorante, poderoso. Ele estalou os ossos do pescoço e sorriu, indicando que estava pronto e me deixando cravar meus dentes. Era incrível, à medida que o líquido deslizava pela minha boca e entrava em meu organismo, eu sentia meu interior queimar, mas de um jeito bom. Era como se eu pudesse virar chamas, labaredas, fogo puro. Já estava acabando de sugá-lo quando ouvi outro grito de Alice.
- OMG, eles estão aqui.

Meus dentes imediatamente retraíram-se da pele de Vlad e ele abaixou a manga da camisa, levitando velozmente até onde os outros estavam. O pânico tomou conta de mim quando ouvi Willow recitando sua magia e vi Bella parada no mesmo lugar que eu a deixara, segurando Hazel e Hope pelas mãos.

- Bells!
Edward iria me matar antes dos lobisomens. Ou não. Antes dele nos alcançar, alguma coisa arrombou a porta da casa de Buffy e um vento descomunal nos atingiu.

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