The Cullen's Secret - Capitulo 41

A vida de casada era a melhor coisa que já podiam ter inventado. Bem, pelo menos para mim que tinha um vampiro gostoso como marido, que nunca se cansava e estava sempre prestes a agradar a esposa. Quando nós estávamos em casa, nosso maior passatempo era... bem... sexo. É, isso mesmo.

Se eu soubesse que transaria de 2 em 2 horas quando me casasse, bem, já teria feito isso há séculos atrás. Ok, nem tanto. Não seria com Bells, logo, não poderia ser perfeito.

- Posso saber em que essa cabeça tanto pensa?


Ela me perguntou, pulando em cima de mim pelas costas. Precisei jogar as mãos para trás e segurar sua bunda para que não caísse.

- Depende. Está querendo saber da cabeça de baixo ou da de cima?
- Ai Edward... Você cansa a minha beleza!
- Que tal se eu cansar outras partes também?

Fui acariciado com um chute na altura dos rins. Bem, eles não funcionavam já há algum tempo mesmo, então nem tinha problema.

Edward era ridiculamente irritante. Parecia fazer só de próposito mesmo! Saltei de suas costas e fui me arrumar para ir visitar meu pai. Ele já tinha deixado recado na minha caixa postal umas 5 vezes dizendo que eu esqueci que tinha pai.

- Você volta, né?

Cullen me perguntou, na porta do banheiro, enquanto eu escovava os dentes.

- Não.
- Hein?
- Claro, né Edward? Que pergunta...
- Sei lá. Vai que seu pai resolve te aprisionar. Ele nunca foi muito com a minha cara mesmo...

Saí do banheiro e troquei de roupa rapidinho, mas antes de sair do quarto ele me abraçou, beijando minha testa.

- Bem, talvez quando você voltar eu não esteja em casa. Vou aproveitar... para caçar.
- Jura?

Torci a cara para ele, pois odiava suas saídas noturnas para "pegar" mulheres. Uma coisa que eu tinha conseguido mudar em Edward, é que ele prometera nunca mais matar a presa.

- Juro. Estou precisando Bells.
- Então tudo bem. Mas você volta hoje, certo?

Ele me levantou, me apertando forte a cintura e mordiscou minha bochecha.

- Lógico! E perder a chance de te ver dormir? Nunca!

Era super difícil largar de Edward e ir fazer as minhas obrigações, mas eu era forte. Não dava para ficar 24 horas grudada nele. Cheguei na casa de Charlie e quando abri a porta já ouvi barulho de vidro quebrando.

- Pai?

Corri até a cozinha e o encontrei ajoelhado catando os cacos de vidro do chão, com uma cara furiosa. Ele me olhou e revirou os olhos.

- Estou bem, nem preciso de ajuda.
- O que foi isso?
- Esqueci que essa droga estava quente!
- Você pegou o pirex sem luvas?
- É.

OMG! Desde quando ele virou criança? Peguei um pano para limpar a sujeira que ficou no chão e ele levantou, sentando na cadeira e suspirando.

- Tentei fazer uma lasanha, mas...
- Ok pai. Sem problemas. Eu nem estou com fome.

Encostei-me na bancada da pia e o olhei, calado e de cabeça baixa, olhando para as mãos.

- O senhor está bem? Mesmo?
- Estou!

Fui até ele e peguei suas mãos que estavam vermelhas. Não tinha sido nada grave, foi só um susto.

- Sinto sua falta, Bells.

Eu não estava preparada para esse papo meloso não. Suspirei e puxei a cadeira para me sentar também. Ele me olhou e sorriu.

Meu pai aparentemente estava entrando em crise por não ter mais uma filha solteira. Não que eu fosse muito apegada a ele quando não era casada, mas mesmo assim. Ele até tocou num papo estranho de procurar por uma casa lá pelo meu bairro. Mas eu não sou doida, né? Tirei essa idéia absurda de sua cabeça. No final do dia eu vim embora. Ele me deu um abraço tão apertado que o ar faltou, mas eu sobrevivi.

- Tome cuidade, Bells!
- Ok pai.

Voltei para casa, dirigindo e cantando a música alta do CD, quando parei num sinal. A rua estava deserta e eu não esperava pelo que aconteceu em seguida. Dei um pulo no banco quando bateram no meu vidro e eu olhei. Um cara com uma expressão de drogado estava me olhando, com uma faca em punho.

- Abre, anda!
- Ca-calma.

Droga! Onde meu vampiro está nessas horas? Me controlei para não me mijar de medo e desci o vidro devagar, com a mão suando e tremendo.

- Você é burra? Mandei abrir a porta e não o vidro!

Quando abri a porta, ele a escancarou e me arrancou lá de dentro.

Ele me machucou no braço e eu precisei me esforçar para não soltar um gemido de dor. Facada no peito não era a melhor forma de morrer.

- Me passa a carteira! Anda!

Fui sacolejada por ele e isso não me ajudava a ser rápida. Apontei para o porta-luvas e acho que ele entendeu, porque me soltou, me jogando no chão e entrou no carro, abrindo o compartimento no mesmo instante.

- Perdeu alguma coisa aí, amigão?

Ouvi uma voz familiar e senti então uma mão pesada me levantando do chão com cuidado. Quando virei o rosto para olhar, vi que se tratava de Angel. Ele não estava muito feliz.

- Você está bem?
- Aham...

Nunca fiquei tão agradecida por encontrar com algum parente da Buffy pela rua. Angel me soltou e avançou contra o cara, que nem teve muito tempo para entender o que estava acontecendo. Ele o tirou de lá de dentro, segurando-o pelo pescoço e então me olhou.

- Eu... Ok, não vou matá-lo. Pode ficar tranquila.
- Me solte!

O moreno saiu de perto de mim e entrou numa outra rua, carregando o assaltante. Eu não sabia se ficava esperando por ele ou se ia embora correndo. Seria falta de educação não agradecer imensamente?

Entrei no meu carro, ainda trêmula e fechei a porta. Angel reapareceu logo em seguida e bateu no vidro.

- Consegue ir dirigindo?
- Aham. Ob-obrigada... Mesmo.
- Que nada! Ele não te machucou, né?
- Não. Acho que você chegou bem a tempo. Nossa... Eu não esperava por isso.

Ele balançou a cabeça e olhou em volta, dando um tapinha no teto do carro.

- Vai com cuidado!
- Obrigada Angel.
- Bem, considere como um pagamento ao Edward. Estamos quites.

Ele sorriu e se afastou enquanto eu liguei o carro para voltar para casa. Dirigi o resto do caminho na velocidade da luz para chegar rápido.

Ouvi o barulho da porta do carro batendo e soube que Bella tinha chegado. O que estranhei foi o som dos seus passos. Era um som de nervoso. Desci as escadas e a encontrei na sala, logo após entrar em casa, pálida e tremendo.

- O que houve?
- Eu fui... assaltada.
- Foi? Como?

A raiva me consumiu só em imaginar algum lunático encostando a mão na minha esposa.

Edward estava o que? Me conferindo para ver se eu estava inteira? Ele me girou, me olhando e depois me abraçou.

- Quem foi, Bells? Onde?
- Calma, estou bem. Não aconteceu nada demais...
- Como não? Te assaltam e não é nada demais?
- Angel apareceu.

Ele fechou a cara. Deveria estar feliz por eu estar viva. Não?

- Angel? O que você estava fazendo com Angel?

O tom era de deboche quando ele tocava no nome do vampiro. Suspirei, cansada por causa do assalto e mais cansada ainda em ter que aturar ciúmes de Edward essa hora.

- Angel não estava comigo. Ele apareceu na hora que estavam me assaltando. E me ajudou.
- Hum.
- Dois.
- Ok. Você está bem, né?

Ele franziu a testa e encostou a testa na minha, suspirando.

- Estou. Um pouco tensa ainda, mas estou.
- Quer que eu te faça relaxar?

Mesmo que ela dissesse não, eu nem ligava. Quem manda nessa casa sou eu! Peguei-a no colo e subi as escadas, jogando-a na cama.

- Delicadeza! Ótima forma de me fazer relaxar...
- Foi forte demais?
- Que nada! Uma pluma!

Ele era todo esse poço de delicadeza, mas eu era louca por ele! Me fiz de sofrida, fechando os olhos e gemendo no colchão.

- Eu toda nervosa, preocupada com o quase-assalto... e você me trata assim! Deus! Eu sou infeliz!
- Bells? Isso é TPM?

Por que ela estava me olhando furiosa? Eu nem disse nada demais. Ajoelhei na cama, beijando suas pernas e subi em cima dela, olhando-a preocupado.

- Sério, o que foi? Te machuquei?

Beijei seu pescoço, sua orelha, até chegar na sua boca.

- Não era essa a minha intenção, princesa Cullen.

OMG, ele caiu feito um patinho! Prendi o riso e abri os olhos, vendo uma ruga no meio da sua testa.

- Não me machucou não...
- Eu te amo.
- Eu também. Agora me maltrata, vai...

Bella me deixava confuso, super confuso. Mordi seu pescoço, deixando o sangue correr para minha boca. Ela queria ser maltratada, certo? Seu gemido ecoou pelo quarto enquanto suas unhas tentavam sem sucesso cravar em minha pele.

- Isso...

Tive seu aval e abri sua calça, puxando devagar enquanto sentia suas mãos trêmulas procurando pela minha cueca. Dessa vez ela até que foi bem rápida. O que a necessidade de sexo não faz com a pessoa...

- Amor... Vem...
- Me quer? Todo?
- Quero...

Ela sorriu, mordendo a boca e fazendo cara de safada. Passei a língua pela ferida do seu pescoço e limpei em volta, penetrando-a então com meu membro pulsante, pedinte. Ela arfou, abrindo ainda mais as pernas e me puxou mais para baixo.

- Gostoso!
- Bella... chega de papai e mamãe, né?

Hein? Ah, era da posição que ele estava falando, né? Edward me pegou no colo e voou contra a parede, fazendo minhas costas tocarem com força o papel de parede ali. Ficaria roxa...

Ele levantou meus braços e encostou-os na parede, segurando-me as mãos e estocando com força.

- Ok... isso... assim... é... bom...

Eu nem sei se falei coisa com coisa, mas quem se importa? Edward Cullen estava duro, grande e grosso dentro de mim. Chupem essa manga! Enquanto eu chupo outra coisa!

- Está bom...?

Ele me perguntou, com a boca de volta à minha ferida, chupando meu sangue enquanto eu tentava mordê-lo também, na orelha.

- Aham...

Edward me soltou um braço e puxou uma de minhas pernas para cima, me escancarando um pouquinho mais. Eu sentia ele indo e vindo, num ritmo frenético que me deixava fora de órbita. Soltei minha outra mão e envolvi seu pescoço, grudando meu corpo no dele e beijando com vontade cada peçado do vão de seu ombro. As estocadas ficaram curtinhas e eu o ouvia delirar de prazer, me apertando a cintura agora.

- Você é toda do meu tamanho...

Eu estava... estava... chegando lá... OMG... isso... vem... mais... forte... e fundo...

- Vem você primeiro, vem.

Quase morri com o jeito que ele me olhou, sério, sinistro, mau. Meu bad Cullen. Soltei de seu pescoço e me encostei toda na parede de novo, dessa vez eu mesma esticando meus braços no alto e me deixando levar pela sensação. Edward que fizesse o restante do trabalho sozinho.

- Bells!

Ele mexeu minha cintura, me fazendo rebolar um pouco e eu arfei, sentindo seu membro como se pudesse me encher ainda mais. Fui ali no céu e voltei junto com o orgasmo maravilhoso que chegou.

Ela gemendo forte e desesperada era a coisa mais sexy que existia. Só com seus sons eu conseguiria gozar, mesmo sem a penetração. A preenchi com meu gozo e puxei seu corpo da parede, abraçando-a com força enquanto ainda estocava, devagar agora, até pararmos, deitados na cama.

- Ok... Estou... cansada.
- Fraquinha... Sua sorte é que me apaixonei por você fraca assim!

Eu sorri, beijando sua boca e ignorando a revirada de olhos que ela dava. Aproveitei para lamber o pouco de sangue que saía ainda da ferida.

- Sabe o que eu quero, amor?
- O que?
- Banho...

Bells pediu, com cara de gata manhosa, fazendo bico.

Música (Neyo - Miss Independent):

http://www.youtube.com/watch?v=dORReHpK9bI
.

Melhor do que tomar banho com Edward, era deixá-lo dar o banho. Melhor ainda era depois de tudo ir dormir nos braços dele. Ele estava com uma mania de ficar sussurrando coisas românticas no meu ouvido enquanto eu pegava no sono. Nem preciso dizer que tinha adorado isso, né? Acordei e me espreguicei, mas não o econtrei mais na cama.

- Edward?

Silêncio.

Tinha coisas pendentes a fazer, então deixei Bella dormindo e fui até a casa de Buffy. Pelo que Bella contara na noite anterior, Angel tinha ajudado-a e eu precisava agradecê-lo. Ia tocar a campainha, mas antes disso eu levei um pontapé nas costas, que não foi o suficiente para me derrubar. Quando me virei, tinha uma garota emburrada me olhando em posição de ataque.

- Bom dia para você também.
- Ora seu...

Ela avançou em cima de mim, mas eu a imobilizei.

- Você é louca?
- Não! Você é que é um vampiro! Me solta!
- May!

Buffy abriu a porta e gritou com a garota que eu imobilizava.

- Está tudo sob controle, Buffy! Pode deixar que não vou deixá-lo fugir!
- May! Solte-o! Ele é amigo.

A caçadora loira veio interrompar a briga e puxou a garota, que me olhava sem entender.

- Edward, o que faz aqui?
- Como assim ele é amigo?
- Ele é.

Quis rosnar para a pessoa raivosa, mas encarei Buffy tentando sorrir.

- Vim falar com Angel. E... quem é você?
- A May é uma caçadora. Ainda em aprendizado...
- Duas caçadoras? Pelo que eu saiba, só existe uma.
- É. Mas eu morri. Algumas vezes.
- Ah.

Sabe, isso tudo é meio irônico. A pessoa já morreu e voltou e no entanto, eu quem sou chamado de morto. Deveria dar um espelho para Buffy qualquer dia desses.

- Absurdo você dizer que ele é amigo!

E a matraca não parava de falar. Buffy revirou os olhos e suspirou.

- Angel também é um vampiro, lembra?
- Sim! Mas Angel é bonzinho...

Impressão minha ou os olhos da novata brilharam ao falar no nome de Angel? Achei melhor parar com a conversa louca, pois eu já estava desconfortável com esse papo de ser amigo. Eu sou mau, porra!

- Então, Angel está em casa?
- Na verdade não. Mas eu posso dar seu recado.
- Nao é nada. Só vim agradecê-lo por ontem.
- Sobre o assalto, né? Ele me contou.
- Exato. Bella chegou bem transtornada em casa. Ela é meio cabeça-de-vento, então, talvez se Angel não tivesse aparecido... Nem quero pensar o que poderia ter acontecido com ela.

A loira cruzou os braços e balançou a cabeça. A novata me olhava de cara fechada e nariz empinado.

- Eu aviso a ele que você esteve aqui.
- Ótimo. Obrigado.

Buffy sorriu e entrou em casa enquanto a novata continuou me encarando. Me aproximei dela e sorri. Fechei os olhos e os abri novamente, com eles negros e os caninos à mostra.

- Boo!
- Buffy!!!

Ela correu para dentro de casa. Adoro brincar assim!

Ok, fui abandonada. Fato! Não consegui segurar meu marido nem por um mês, que precário! Já estava na cozinha decidindo se metia a cabeça dentro do forno ou ligava o gás do fogão, quando ele abriu a porta.

- Edward!

Quanto tempo mesmo eu fiquei fora de casa? Bella correu e pulou em cima de mim, beijando meu rosto todo.

- Bom dia, amor! Toda vez que você acordar sem mim eu terei esse tratamento?

Fui acariciado na cara e beijei sua testa.

- Não brinca assim, ok?
- Qual é o motivo desse surto, Bells?
- Sei lá... Você nem deixou bilhete avisando que tinha saído, né? Achei que tivesse me deixado.

Minha esposa era retardada. Fato.

- Menos, Isabella. Muito menos.

Coloquei-a no chão e dei um tapa na sua bunda gostosa.

- Onde foi então?
- Agradecer Angel por ontem, mas ele nem estava em casa.

Edward parou de falar e ficou rígido, fechando os olhos.

- Amor?
- Hum. Ele é rápido.
- Ele quem?
- Vlad. Já está perto.
- Vlad? OMG, eu preciso arrumar a casa... Edward, o que arranjo para ele se alimentar? Ele vai vir aqui, né?

O irritantzinho sorriu torto e me puxou, levantando meu rosto.

- Bells, que tipo de alimento você quer arranjar?
- Sei lá... Saber o tipo sanguíneo preferido dele já é um começo, né?
- Você acha que Vlad se alimenta de bolsas de sangue? Bells, em que dimensão você vive?

Ele conseguia sempre acabar com minha graça. Pegou minha mão e me levou para a porta.

- Vamos ver Hazel logo.

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