Meu adorável vagabundo - Capitulo 1


Aviso: Proibido para menores de 18 anos, pessoas podem ficar pervertidas - como eu mesma - lendo essa fanfic.

|Capitulo Um|

Isabella Swan saiu de sua empresa de Cosméticos a “Cosméticos Swan’s” a passos rápidos. Havia ficado até mais tarde para resolver algumas negociações de ultimo hora.

Havia mandado seu motorista para casa e pelo adiantado da hora não quis acordá-lo.

Caminhou pela calçada a procura de um táxi, quando sentiu alguém puxando seu pulso com força.

- Quietinha boneca. – um calafrio de medo se apossou dela.

A voz era grave e sentia o bafo de bebida em na sua nuca. Sentiu-se ser puxada para um beco escuro.

Pensou em gritar mais a rua estava completamente vazia. Com relutância olhou para o rosto de seu agressor e seu medo se intensificou.

Ele era grande e corpulento, seus cabelos pareciam sujos e cumpridos a barba por fazer e o bafo de bebida a deixavam cada vez mais apavorada.

Tentou se esquivar dele conforme ele a puxava para a escuridão, o que causou o efeito contrario já que ele usava de mais força a puxando para o mais fundo no beco.
Seu coração palpitava com força e suas pernas estavam bambas.

Ele a empurrou com força contra uma parede e Bella sentiu mais medo. Estava tão escuro que mal enxergava o homem.
Sentiu a mão dele em sua cintura e deu um grito.

- Por favor, não. Eu lhe dou dinheiro – ela abriu sua bolsa e tirou a carteira com varias notas de cem.

Ouviu a risada do homem e um arrepio correu por sua espinha. Algo lhe dizia que ele não queria dinheiro.

- Quer me pagar pelos meus serviços boneca. – ela começou a gritar desesperada e o homem a empurrou com mais força contra a parede e começou a tocar em seu corpo.

Isabella sentiu ânsia e tentou afastá-lo. Mais antes que os lábios dele tocassem os dela ou suas mãos terminassem de rasgar sua camisa ela ouviu um barulho e viu o homem cair no chão com estrondo.

Olhou assustada e viu uma mão na escuridão esticada para ela. Olhou mais uma vez para o homem e segurou a mão e sentiu alivio imediato.

Seja quem for a puxava para a direção da luz, a rua onde os carros se moviam rapidamente e nem pareciam perceber o que quase acontecera com ela.

-Você esta bem? – ela parou de olhar para os carros que corriam velozes e olhou para a pessoa que a tinha ajudado.

A voz que a chamava era rouca e aveludada e parecia cansada. Levantou seu rosto e viu um homem. Ele era alto e usava roupas velhas, uma camisa e calça jeans acompanhado de um, sobretudo preto.

Seu rosto estava um pouco sujo e seu cabelo era coberto por um gorro, a única coisa que se podia ver com clareza era seus olhos que eram verdes esmeraldas.

Nem com todas suas roupas velhas e surradas e seu jeito ele conseguia esconder seus belos olhos. Mais ela não podia deixar de notar que ele era um vagabundo de rua.

- Moça, perguntei se esta bem? – ela piscou algumas vezes e assentiu corando levemente.

- Sim, sim. Obrigada se você não tivesse chegado a tempo. – ele deu de ombros e soltou a mão dela.

- Não foi nada. Sei como Black pode ser inconveniente quando bebe. – ela arregalou os olhos

- Você conhece aquele senhor. – ele riu baixo

- Não sei se senhor é o termo correto para descrever Black. Mais sim nas ruas se conhece todo mundo. – ela mordeu o lábio com força ele falava tão estranho para um vagabundo,

- Bem, eu gostaria de agradecer. Se houver algo que eu pudesse fazer por você. – ele deu um meio sorriso e lambeu os lábios. O que a deixou meio boba.

- Cigarro.

- O que? – ele riu outra vez

- Cigarro se tiver eu agradeço.

- Oh claro eu tenho sim. – ela remexeu na bolsa e tirou um maço fechado entregando a ele.

- Somente um. Por favor. – ela negou com a cabeça

- Pode ficar com tudo. Veja eu estou parando e o cigarro é simbólico. Forço-me a olhar para ele e resistir. – ela o viu dar outro sorriso e mordeu o lábio inferior com força.

- Se é assim eu aceitarei. Tem fogo? – ela sorriu e enfiou a mão na bolsa e tirou seu isqueiro personalizado. Ela havia ganhado de presente de James seu antigo namorado e o guardava por que era muito bonito.

Ele pegou o isqueiro e acendeu um cigarro o levando a boca. Soprou a fumaça e suspirou sorrindo.

- Fazia tempo que não fumava um cigarro tão bom. – ela riu e quando ele entregou o isqueiro ela negou.

- Fique com ele. É um presente. – ele deu de ombros e colocou o isqueiro no bolso.

- A senhorita esta de carro?

- Não, eu procurava um táxi quando... – ela corou e ele deu outro sorriso torto

- Claro. Olhe ali vem um – ele deu um assobio alto e um táxi parou.

Ele abriu a porta para ela. Isabella entrou no táxi e acenou para ele.

- Não a nada mesmo que eu possa fazer?

- Não precisa senhorita.

Antes que ela pudesse falar mais alguma coisa ele fechou a porta e bateu na lateral do táxi.

O táxi se distanciou rapidamente e ela viu cada vez mais ele se afastar.

Bella entrou em sua casa e correu até seu quarto precisava de um banho urgentemente. Só de pensar que aquele homem asqueroso a tocava sentiu náuseas.

Tomou um banho quente e se jogou em sua cama.

Não soube quando adormeceu. Somente acordou quando os raios de sol batiam em suas costas. Ela abriu os olhos preguiçosamente e se levantou.

Já estava atrasada. E teria uma reunião às dez. Tomou um banho e rápido e correu a se vestir.

Vestiu um terninho azul e colocou seu salto e amarrou seu longo cabelo castanho avermelhado em um rabo de cavalo.

Olhou-se no espelho e viu sua pele pálida. Às vezes odiava ser tão branca, passou um pouco de blush e passou o batom rosa.

Usou um lápis preto para ressaltar seus olhos chocolates e quando achou que estava bom desceu a escada.

Pediu ao motorista que preparasse o carro e foi ate a cozinha onde a empregada preparava o café.

- Bom dia Amy.

- Srta. Swan, bom dia.

- Me chame de Bella. – a moça riu e assentiu. Amy lhe serviu o café e voltou aos seus afazeres.

Bella tomou uma xícara de café e saiu a passos rápidos, para fora da casa, onde o motorista, o homem já de idade cabelos grisalhos e olhos azuis encerava o carro.

- Direto para a empresa Srta. Swan?

- Sim Mike. – ele assentiu e ele abriu a porta do carro para ela. Que sentou no banco traseiro e pegou seu celular para ler seus e-mails.

Assim que Mike se acomodou no banco do motorista, colocou o carro em movimento.

Assim que chegaram ao estacionamento da empresa Bella dispensou o motorista o mandando vir buscá-la as oito e subiu pelo elevador privado.

“Cosméticos Swan’s” era da família de Bella a anos. Desde sempre houve um Swan na presidência. Assim que o pai de Bella, Charlie Swan falecera ela foi nomeada presidente.

Não por parentesco mais por merecimento, pois desde criança sempre se interessará pelos negócios da família.

Fez faculdade de cosmetologia e gerencia de empresas. Era muito respeitada no ramo.

Saiu do elevador e sua secretaria Angela já esperava segurando um copo de café.

- Bom dia Bella.

- Ola Angela. Os cientistas já chegaram?

- Ainda não a senhorita tem alguns minutos para rever a pauta.

- Oh perfeito vamos ate minha sala então.

Angela a seguiu a passos rápidos e a ajudou a rever as pautas da reunião.

- Sabe quase fui estuprada ontem. – Bella falou de repente fazendo Ângela se engasgar com a saliva.

- O que?

- Isso mesmo que você ouviu.

- Como? Onde?

- Lembra que fiquei ate mais tarde?

- Mais e seu motorista?

- Eu o havia dispensado mais cedo e achei maldade acordar Mike àquela hora só para vir me buscar. Ia de táxi quando o homem horrível me atacou e me levou para um beco escuro.

- OMG! – suspirou Angela – O que aconteceu depois?

- Um vagabundo de rua me salvou.

- Jura. Nossa Bella que historia doida. – Bella riu fraco concordando.

- Ainda tremo só de pensar se o rapaz não tivesse aparecido àquela hora.

- Será que não foi um golpe. Sabe para tirar dinheiro de você. Um vem te ameaça ai outro aparece e te salva. Depois você acaba querendo dar o céu e o mundo por ele ter te salvo. No final eles são amigos. – Bella negou com veemência.

- Primeiro ele ate conhecia o cara, mais não parecia gostar dele e segundo eu ofereci o que ele quisesse e ele só quis um cigarro.

- Nossa cada vez fica mais doida sua historia.

- Verdade. – Bella deu uma breve olhada no relógio e se levantou acompanhada de Angela.

Bella passou a manhã toda na sala de reuniões decidindo com seus cientistas sobre os novos cosméticos e propagandas.

Já passava da uma quando ela estava no táxi indo para seu restaurante favorito.

- Pare. – ela gritou de repente e o taxista parou o táxi bruscamente.

Ela deu mais uma olhada e teve certeza. Sentado em um banco fumando um cigarro, com seu gorro e o, sobretudo preto. Era ele.

- O que foi dona? – perguntou o taxista confuso

- Aperte a buzina. – taxista fez o que ela pedia e o som alto ecoou pela rua. Ela o viu olhando diretamente para o táxi dela e acenou freneticamente para ele.

O viu dar seu sorriso torto e acenar de volta. Ela rolou os olhos e mexeu a mão o chamando para mais perto.

Ela o viu se levantar e caminhar até ela. Ontem por estar escuro ela não havia reparado nele com a clareza que dava para ver de dia.

Notou que quando ele andava era de um jeito charmoso e muito elegante, parecia um gato, na verdade mais para um leão seduzindo sua preza.

Sua pele era tão branca quanto à dela, e seu rosto era bonito, tinha um queixo forte e um nariz bonito teve que admitir. Para um vagabundo de rua ele era muito bonito.

Riu de seu pensamento, quem disse que vagabundos tinham que ser feios. Ele colocou um braço sobre o táxi se apoiando e sorriu para ela.

- Ola senhorita.

- Oi. – ficaram alguns minutos se encarando ate a buzina do táxi ecoar de novo.

- Desculpe. – ela sibilou para o taxista fazendo sinal de um minuto e olhou para ele.

- Eu nem lhe agradeci por ontem.

- Eu lhe disse que não havia necessidade.

-Mesmo assim me sinto em divida com você. Que tal almoçar comigo? – ele arqueou uma sombracelha

- Considerara sua divida paga?

- Com certeza. – ele sorriu e entrou no táxi.

O taxista resmunga baixo, com certeza por ter um vagabundo em seu táxi, e colocou o táxi em movimento.

Eles ficam alguns minutos em silencio.

- Oh, deseja ir a algum lugar em especial? – ele deu de ombros

- Vamos aonde a senhorita iria anteriormente.

- Bella.

- O que?

- Meu nome. Chame-me de Bella.

- Oh, perdoe-me. Não me apresentei não é mesmo. Edward. – ela ficou esperando ele dizer seu sobrenome, mais como ela não havia dito o dela.

Assim que o táxi parou em frente ao restaurante “DB Bistrô Moderne“ que era o preferido de Bella ele saltaram. Ela olhou de canto de olho para ele, achando que ele se sentiria envergonhado, mais ficou surpresa ao ver que ele, não parecia muito preocupado.

O maitre assim que viu Bella sorriu.

- Srta. Swan. É sempre uma honra.

- Obrigada Jorge.

- A mesma mesa de sempre?

- Sim, mas para dois. – ele finalmente olhou para o acompanhante de Bella e fez uma careta.

- Sim senhorita.

Bella acompanhada de Edward seguiram Jorge que os levou a uma mesa mais afastada, onde havia uma parede de vidro que dava vista para a rua.

Eles se sentaram e Jorge entregou o cardápio, para eles. Bella pensou em ajudá-lo a pedir já que o cardápio era em francês.

Assim que Jorge voltou, esperando os pedidos deles, Bella não estranhou ele sempre gostava de atendê-la pessoalmente por ser uma cliente freqüente.

- Prontos para pedir?

- Oh sim. Edward... – ela ia perguntar se ele precisava de ajuda. Mais se surpreendeu ao vê-lo falando claramente em francês o que queria.

Tanto Jorge quanto Bella estavam boquiabertos. Bella piscou algumas vezes e pigarreou para chamar a atenção de Jorge que olhava confuso para Edward.

- Preciso repetir? – ele perguntou educadamente e Jorge negou e olhou para Bella.

- O mesmo que ele. – Jorge assentiu mais uma vez e saiu para pedir os pedidos. Bella olhou para Edward.

- Vejam só o senhor é cheio de surpresas. – ele deu seu meio sorriso

- O que? Só por que sou um vagabundo é um choque eu saber ler um cardápio francês. – Bella corou violentamente e negou.

- Não foi isso que quis dizer... – ele sorriu

- Não me ofendeu Bella. – ela sentiu um arrepio ao ouvir o nome dela sair dos lábios dele. Lábios que ela reparou que eram cheios e muito atraentes.

Ficou aliviada quando Jorge chegou com os pedidos. Já estava tendo pensamentos estranhos com seu salvador.

Enquanto eles comiam. Bella olhava surpresa para Edward, ele comia com graça e elegância. Sabia exatamente qual talher usar e ate pediu um vinho, que ela notou ser maravilhoso.

Quando saíram do restaurante ela fez sinal para um táxi que passou direto por ela. Ela o viu rindo e colocou a mão na cintura.

- Posso saber qual a graça?

- Bella. Você esta em Nova York não é assim que se chama um táxi. – ela mordeu o lábio tentando reprimir o sorriso

- Me ensine então. – ele deu um sorriso bonito, mostrando seus dentes brancos e perfeitos e se aproximou dela.

- Sabe assobiar não é? – ela assentiu. Ele estava muito perto – Coloque os dedos nós lábios e sopre com força. – Bella engoliu em seco, seus olhos não desviaram dos lábios dele um segundo sequer.

Ela fez o que ele disse e um assovio alto saiu de seus lábios. Logo um táxi parou em frente a eles. Ela bateu palmas animada e o viu rir baixinho.

- Eu consegui.

- Sabia que conseguiria. – ele abriu a porta do táxi para ela, Bella entrou mais não fechou a porta.

- Não quer uma carona?

- Você disse que com o almoço estávamos quites. – ela riu e assentiu

- Tudo bem. Então adeus Edward.

- Adeus Bella. – ele fechou a porta e bateu na lateral do táxi e Bella mais uma vez o viu se distanciar dela cada vez mais.

Bela resolveu ir para casa, ao invés de voltar para a empresa. Sentia-se estranha. Vê-lo partir causou um sentimento estranho nela.

Ligou para Angela e pediu a ela para remarcar seus compromissos.

Entrou em sua casa, ela era grande e retangular, de três andares, toda branca e com algumas paredes de vidro.

A decoração era toda feita em tons claros. Bella amava sua casa e sempre gostou de morar só. Mais pela primeira vez se sentiu sozinha.

Com esse sentimento martelando em seu peito tomou um banho e foi direto para cama. Ainda era cedo mais precisava deitar. Talvez se adormecesse o sentimento de solidão teria passado quando acordasse.

Havia passado uma semana desde que Bella vira Edward pela ultima vez. Uma semana que ela não parava de pensar nele.

Chegava a ir almoçar no restaurante somente com a esperança de o ver na rua. Mais era como se ele evaporasse.

Chegou a acordar um mendigo que estava de gorro na esperança de ser ele. Mais era só um senhor. Acabou dando uma nota de cem dólares e se desculpou por tê-lo acordado.

Bella estava em sua sala lendo um contrato quando Angela interfonou.

- Bella?

- Sim Angela?

- Desculpe incomodar. Mais a uma ligação.

- Quem é?

- É sobre um Sr. Cullen. – Bella vasculhou a mente, não conhecia nenhum Cullen.

- Angela não conheço nenhum Cullen. É cliente novo?

- Não... – Bella a interrompeu

- Mande marcar uma hora.

- Bella é do hospital. Perguntaram se você poderia ir buscá-lo?

Bella franziu as sombracelhas. Hospital? Cullen? Isso estava no mínimo estranho. Mais alguma coisa lhe dizia que devia ir.

- Diga que irei Angela. Pegue o numero do quarto e a hora em que ele vai sair.

- Sim Bella.

Assim que Angela desligou Bella se recostou a cadeira. Cullen, quem seria esse. Por um minuto o rosto de Edward veio a sua mente e suspirou.

Angela entrou em sua sala e lhe entregou um papel.

- Ele esta nesse hospital e pode ir buscá-lo as cinco.

- Obrigada Angela. Ligue para Mike e mande-o vir me buscar as quatro.

Angela assentiu e Bella voltou a revisar o contrato.

As quatro e meia ela estava entrando pelas portas do hospital geral. Foi ate atendente.

- Por favor, o quarto do Sr. Cullen. – a enfermeira de uma breve olhada em uma lista.

- Quarto 103.

- Muito obrigada.

Bella caminhou pelos corredores e achou o quarto. Entrou sem bater e sentiu seu coração disparar ao ver o homem sem camisa só de calça jeans.

Era ele.

- Edward?

|Continua|

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