Capitulo 21 - ALDE

- Ah, Manhattan, eu te amo. – Disse Alice estacionando o Posche lilás na porta do prédio onde moravam em Manhattan. Ela amava a cidade, por ela mesma não teria saído de lá, mas perdeu a inscrição da NYU e Cornell pareceu-lhe bem mais atraente. - Não entendo como você sobrevive com duas malas apenas.

Virou-se para o irmão no banco do motorista. Edward deu um longo suspiro, depois rosnou, se acostumara a viver em Ithaca e voltar para Manhattan parecia-lhe tão sem necessidade.

- Compartilhamos DNA, mas não a mesma quantidade de neurônios, para a minha sorte.

- Rá!Muito boa, maninho.

- Você está assim por causa da Bella. - Afirmou convicta – Você devia entender o lado dela.


Edward e Bella passaram a semana sem se falar. A confusão iniciou-se após um email de Renné que mandou uma passagem para Zurique no verão, Bella passaria uma semana na Europa, tempo suficiente para despertar a raiva dele. Edward apegou-se a Bella de uma forma descomunal e não queria vê-la partir. Era difícil para ele se expressar por palavras então Bella entendeu sua reação como puro egoísmo o que na verdade era uma manifestação de amor.

- Ela vai para a Europa. Não há o que entender. – Disse ele carregando as malas.

- Quer ajuda com as malas senhorita Alice? – O porteiro se prontificou sorrindo. - olá Edward como vai a universidade?

- Bem Brad. – Cumprimentou o porteiro que os ajudou a subir com as malas.

Esme os recebeu, sorridente e empolgada envolveu os filhos num abraço duplo e apertado. Edward grunhiu com o carinho enquanto Alice sorria contagiada pela alegria da mãe.

- Meus queridos. Estou tão feliz em ver vocês.

- Legal mãe. Cadê o papai? – Disse se desvencilhando do abraço da mãe.

- Trabalhando como sempre, estará de volta para o almoço.
- Bom. – Respondeu coçando a cabeça. Esme estranhou o comportamento do filho, mesmo Edward sendo um garoto reservado, não estava em seu estado normal de isolamento.

- O que houve com ele? – Perguntou Esme a Alice.

- Ele brigou com uma amiga.

- Amiga? – Perguntou visivelmente preocupada.

- Eles são muito próximos.

- Bom saber que seu irmão tem amigos, sinal que a faculdade está fazendo bem a ele.

- Ao contrário do que vocês pensam, estou ótimo. – Edward disse entre dentes ao ouvir o comentário da mãe.

Ele pegou as malas e as levou até o quarto, não sentia falta da casa, mas não podia negar os bons momentos que passou naquela cobertura. Na verdade, sentia falta dela, dos seus lábios pintados pela batom carmim beijando os seus, do sorriso e das gargalhadas sonoras,das mãos nas suas, do olhar fatal porém tímido. E isso só poderia significar uma coisa a qual não sabia como nem porque sentia, nem precisava de razão para tal, apenas a amava.

- Edward. – Alice bateu furiosamente na porta do quarto.

- Não quero falar. - Ele disse encostando a cabeça na parede.
- Por favor, é do seu interesse. – Ela tentou e ele cedeu, rosnou e abriu a porta permitindo a entrada da irmã segurando o celular numa mão. – A Bella quer falar com você.

- Eu não quero falar com ela.

- Coloca no viva voz. – Bella gritou nervosa do outro lado da linha. Alice obedeceu à amiga.

Ela morava a dois quarteirões dele, podia muito bem ir andando até sua casa mas não queria dar motivos para confusão.

- Edward, eu amo você e não quero brigar. Ao contrário, te encheria de beijos se estivesse aí. Trocaria qualquer viagem por você, mas eu não vejo minha mãe há quase um ano e só passarei uma semana lá. Por favor, Spock fala comigo.

Edward coçou a nuca e olhou para o aparelho telefônico, imaginou como seria se Bella estivesse ali em sua frente implorando. Desejou vê-la para preencher o espaço vazio em seu coração. Ela iria embora e não poderia mudar esse fato.

- Quando? – Ele tomou o celular da mão de Alice.

- O quê?

- Quando podemos nos ver.

- Hoje, eu viajo amanhã à noite. – Edward refletiu se o pai e a mãe o deixariam sair. – Pode ser hoje à noite?
- Claro, quer dizer, não sei se meus pais vão deixar.

- Deixe-os comigo. – Alice levantou a mão enquanto observava o irmão ao telefone. – Eu e o Jazz vamos sair esta noite aí eu te carrego junto e invento algo.

- Inventar seria mentir? – Edward perguntou franzindo a testa.

- Sim. – Viu a irmã esfregar as mãos, pensativa e se perguntou se Alice já havia mentido para os pais antes.

- Não gosto disso.

- Por favor, Edward, eu quero muito te ver. A casa vai estar vazia e nós podemos conversar livremente. – ele suspirou por alguns minutos e ficou em silêncio. – Confie em mim e na Alice.

- Tudo bem.

Se mentir para os pais o ajudaria a ficar com Bella ele o faria,se sentia um verdadeiro adolescente em plena fuga.Não conseguiu disfarçar a ansiedade o dia inteiro.

Alice arquitetou a mentira em sua mente maligna, disse aos pais que haveria uma festa do pijama na casa de Bella e que arrastaria Edward junto. Ele não gostou da idéia, mas Carlisle interferiu acalmando a esposa.

- Nosso filho é um homem, não mais um garotinho. Ele deve aproveitar essa fase, as festas, as garotas.

- Mas eu tenho medo Carlie.

- Esme!O que pode acontecer de ruim?O Edward é tão normal quanto qualquer outro garoto,ele está descobrindo a adolescência aos poucos. – Disse tocando os ombros tensos da esposa. – Além do mais,criamos dois filhos responsáveis.

Esme convenceu-se mas fez mil recomendações ao filho.Carlisle foi mais especifico tendo uma conversa com Edward antes de ele sair.

- Essa tal Bella,é sua namorada? – Perguntou sentando-se no sofá do quarto,Edward pausou o videogame e tossiu nervoso.

- Sim,nós iniciamos um relacionamento recentemente.Por quê?

- Calma.Não vou puni-lo.Acho isso maravilhoso.

Edward acalmou-se,respirou fundo e se encostou no sofá.

- Ela é linda,queria ser normal para ela.

- Você é normal,garotão.Aliás,você não é normal e se fosse eu te expulsaria de casa. – Carlisle brincou descontraído – Eu amo meu filho com a inteligência acima do normal.Você é perfeito pro seu pai e para sua mãe.

Ele sorriu satisfeito por conversar com ele sobre Bella.

- Se sua mãe souber vai ter um treco.

Edward segurou o braço do pai e ergueu o olhar desesperado.

- Ela não vai saber.

- Uma hora ela vai e irá querer conhecer a moça.

Ele ergueu as sobrancelhas e respirou fundo,apresentar Bella aos pais não pertencia aos seus planos.

Sabia como os pais eram quando o assunto era proteção e não queria que Isabella passasse por isso,pois por mais que seus pais o denominassem normal,ele sempre seria diferente.

- Pai por favor. – Enterrou o rosto entre as mãos envergonhado.

- Tudo bem...não vou conversar sobre sexo ou gravidez na adolescência.Você e sua irmã sabem de tudo isso.Mas... – Carlisle pôs a mão no bolso da calça tirando de lá um pacote.Edward desconhecia o conteúdo do pacote apenas observou o pai colocá-lo no bolso sua camisa. – Para eventuais emergências.

Desinteressado,apenas deu de ombros e agradeceu sem nem ao menos olhar o conteúdo do pacote.Seus pensamentos pertenciam a Isabella Swan,não sabia o que poderia ocorrer na casa  dela,sabendo o poder que ela tinha sobre ele nenhuma possibilidade seria ignorada.Sua mente flutuou tão alto que ele,não percebeu quando chegou à porta do prédio de Isabella.Alice o despertou.

- Vá,eu ligo quando voltar.

- Eu não estou pronto. – Divagou preocupado.

- Sim,você está. – Alice abriu a portado táxi permitindo a saída do irmão.Edward desceu vencido do táxi.

- Onde você vai? – Perguntou preocupado que algo desse errado.

- A uma boate nova com a Rose e o Jazz,eles estão me esperando num bar aqui perto.

- Divirta-se.

- Igualmente maninho. – Alice disse portando um sorriso malicioso nos lábios

A cada andar que o elevador subia sentia o coração bater nervosamente.Respirou fundo, seguidas vezes se sentindo despreparado para qualquer coisa.Tentou convencer-se dizendo a si mesmo que era só mais um encontro com a namorada,mais especificamente na casa dela.

Franziu as sobrancelhas ao ver Bella parada na porta aberta de seu apartamento trajando apenas um vestido preto de alcinhas.

- Preto em você fica adorável,sabia que preto é a ausência de todas as cores? – Observou com a voz tremula.

Bella riu e o puxou para dentro com força,fechando a porta atrás de si.

- Pensei que branco fosse a ausência das cores. – Disse enquanto Edward se familiarizava com os cômodos da casa grande e luxuosa, havia poltronas e sofás ostentosos na sala bem iluminada, quadros e esculturas antigas e fotos de família.

- Branca é a junção de todas as cores.

- Interessante. – Disse observando Edward olhar concentrado para uma foto de família.Ele pegou a porta retrato para olhar melhor uma Bella com mais ou menos doze anos de idade com uma bola de futebol nas mãos entre Rosálie e Jasper e um homem de cabelos pretos e bigode acima deles,o cenário era o Central Park ensolarado.

- É o meu pai, esse foi um dos raros dias que ele passou conosco. Foi divertido, até a Rose jogou. – Edward colocou a fotografia no lugar e se virou para encarar a namorada sem olhar em seus olhos, mas não era preciso, Bella exprimia toda saudade que sentia de pertencer a uma família de verdade.

Então se sentiu um idiota por querer privá-la dos momentos com a mãe.

- Eu sinto muito, Isabella.

- Engraçado que sempre pensei que você não sentia. – Bella retrucou defensiva, odiava demonstrar sua fraqueza em relação à família, mas a verdade é que era difícil assumir a verdadeira face de maior abandonada.

- Eu... -Ele levantou a mão delicadamente alcançando o rosto de Bella, seus dedos deslizando pela pele macia. – Sinto você, queria sentir por você se possível, mas creio que sou incapaz disso. – Bella pôs a mão sobre a dele e deixou o toque de Edward anestesiar sua dor e seus problemas. – Só será uma semana, sete dias, 168 horas, 10.080 minutos e 604.800 segundos. Nada demais. E com o fuso horário fica...

Bastou essas palavras ditas do jeito mais Edward possível para fazer Bella beijá-lo.Uma semana longe dele seria difícil,seu corpo reclamaria assim como sua mente,por isso precisava aproveitar cada toque,gesto ou carinho.O corpo de

Edward reagiu prendendo-se ao dela,planejou um texto em sua mente mas as palavras saíram em forma de beijo e de suas mãos apertando suavemente sua carne.Bella envolveu seu pescoço e acariciou seus cabelos com os dedos.

- Eu quero te levar comigo. – Murmurou sofregamente entre os lábios dele.

- Eu não tenho passaporte e...

- Shshsh – Ela tocou os lábios inchados e avermelhados dele.

- Eu não disse nesse sentido. Apenas venha comigo. – Edward abriu os olhos curiosos e se deixou guiar. Bella o puxou pela mão até o corredor, abriu uma das portas e fechou-a em seguida.

Reconheceu o lugar, havia pôsteres do Nirvana na parede acima da cama de casal, instrumentos, uma estante cheia de livros e CDs, aparelho de som de ultima geração e uma Televisão de plasma acoplada a parede.

- Seu quarto é interessante.

Ela enlaçou a cintura dele e encostou os lábios em seu pescoço, não conseguia esconder o seu desejo por Edward.

- Eu não quero que pense que vim aqui para me aproveitar de você. – Disse inalando o perfume que vinha de seus cabelos distraidamente.
Bella Luna – Jason Mraz

- Quem quer se aproveitar de você sou eu, Spock – Sussurrou em seu ouvido.


Edward estava assustado, se encontrava em território desconhecido e não saia como agir com Bella.Era inexperiente nesse aspecto mas seu corpo respondia a cada toque e carinho dela,era a única capaz de despertá-lo do seu próprio mundo.

Suas mãos seguiram até o ombro de Bella, onde ele cuidadosamente a abaixou as alças de seu vestido. Ela fechou os olhos deixando Edward apreciar sua semi nudez. Olhos ávidos e encantados apreciavam os dois montes querendo muito mais do que simplesmente olhar, ele não se mexeu.

- Edward me toque sem medo. – Comandou se aproximando, com Edward sentia o pudor e o medo se esvaírem, só a sensação de pertencer a ele já a bastava.

Edward torceu os lábios e suspirou pesado, excitação se misturava perigosamente com pavor.

- Eu não sei o que fazer Bella. Desculpe.

Paciente, mas nem tanto, Bella desabotoou a camisa xadrez dele que permanecia tenso, a respiração falha enquanto os dedos de Bella trabalhavam agora, em sua calça.

- Edward, olhe pra mim. – Ordenou segurando seu rosto entre as mãos.

- Vamos fazer isso junto, não há nada que eu queira mais.

Edward evitou o olhar dela, tudo o intimidava, o ambiente, o corpo seminu de Bella o convidando... Ele precisava senti-la. Sentiu raiva de si mesmo por não conseguir apenas ir em frente. Apertou os olhos e rosnou.

-Não entendo por que eu...

 - Não há razão ou por que, e por isso que é bom. Se houvesse um motivo não teria a mínima graça.


Edward não acreditava em Bella,não por confiança mas exatamente pelo fato de ela amá-lo.Tinha medo do que ela esperava daquela noite por não saber como fazer.Já se achava a própria decepção e mais uma só pioraria as coisas.

Olhou para a garota na sua frente,tinha todo um ambiente propício e o clima era ideal,não havia nada de errado ali a não ser sua falta de coragem.


- Dane-se. – Se deixou levar pelo impulso,ignorando sua consciência pois nada parecia mais certo naquele momento.


Beijou-a apertando sua carne com força,suas línguas dançavam num ritmo louco e vicioso.Bella sorriu vitoriosa ao sentir a ereção dele contra suas pernas.Edward assustou-se com a intensidade que seu corpo respondia mas não se separou de Bella,a fricção dos mamilos intumescidos dela contra seu peito era prazeroso demais para negar.


- Eu vou sentir falta de cada canto da sua boca. – Ela murmurou ofegante entre seus lábios,passou a língua pelos lábios dele que grunhiu de prazer.


- Não mais que eu. – Replicou incapaz de pensar e ficou feliz por isso,nada poderia pará-lo.


Bella gemeu quando as mãos de Edward apertaram seus seios sem pudor, o calor do toque propagou-se entre suas pernas anunciando o quanto precisava dele.Ele gemeu sentindo suas mãos queimarem,roçou seus lábios nos de Bella que o guiou cegamente até a cama.


Caiu por cima dele,sentindo seu membro pulsar entre suas pernas odiando os dois pedaços de pano que o separavam.Inclinou-se para beijá-lo atraída pelos lábios entreabertos num tímido sorriso.A curiosidade dominou Edward e ele foi incapaz de conter o desejo de deslizar os dedos pelo corpo de Bella,sentindo a maciez de sua pele fervendo sobre seus dedos trêmulos.Sua mão alcançou a parte interna da coxa dela enquanto a outra deslizava por suas costas.


- Sua pele é tão macia e quente. – Ele murmurou entre dentes cercado pela nuvem de prazer que o prendia a toque.


- Eu preciso de você. – Bella implorou incapaz de se controlar,queria Edward dentro dela loucamente.Pegou uma das mãos do namorado e a colocou na sua entrada encharcada. – Bem aqui.


Edward não sabia como agir diante daquele pedido,arregalou os olhos ao sentir seus dedos lá.


- Nossa.


Bella riu da reação do namorado.Tirou sua calcinha e em seguida a cueca de um Edward surpreso e deliciado.


- Quase ia esquecendo de um detalhe. – Ele apertou os olhos assustado,suas mãos presas ao lençol impossibilitado de saber o que viria em seguida.


Encolheu-se quando Bella colocou algo em seu membro ereto e deduziu ser uma camisinha.


- Achei no seu bolso um pacote senhor mal intencionado. – Edward corou e engoliu seco.


- Foi meu pai,eu não sabia o que era. – Tentou explicar nervoso.Bella calou-o colocando os dedos sobre seus lábios.


- Está tudo bem.Pronto ou não,seremos um só esta noite.- Ao dizer isso sentou sobre seu membro aos poucos aproveitando a sensação dele invadindo as paredes de seu sexo.Mordeu o lábio inferior rebolando tortuosamente.


Edward abriu os olhos apreciando o colo de a namorada descer e subir, e os seios balançarem a cada penetração.Gemeu de prazer ao vê-la mordendo o lábio inferior sensualmente.


- Sente isso?Somos nós. – Ela murmurou enquanto rebolava confiante sobre ele.


Edward sentiu algo que jamais sentira,poder.Estava possuindo uma mulher,a mulher que amava.Sentir Bella apertar-se e contorcer-se sobre ele era uma sensação inebriante.


- Você é tão confortável. – Sua testa brilhava de suor,ele ergueu seu corpo para recebê-la melhor.Beijou o pescoço úmido de suor dela e segurou seus cabelos com força à medida que os movimentos se tornavam mais ágeis e estritamente prazerosos.


Bella agradeceu gemendo sofregamente em seu ouvido o ajudando a chegar ao clímax.Ele nunca se sentiu tão poderoso como dentro dela.Apertou seu corpo contra o dela para senti-la mais urgente,seu corpo se contraiu assim como o dele,o suor se misturava com prazer,Edward explodiu dentro dela e o mais importante,junto com ela.


Exausto e ofegante, repousou a cabeça sobre o ombro da namorada.


- Obrigado, Bella. – Disse entre risos e a tentativa de respirar.


Não se pode dizer que foi perfeito, foi como deveria ser: um momento unicamente deles.


Edward jogou-se na cama e sorriu abobalhado para Bella ao seu lado.


- Disponha, meu amor. – Seus olhos cúmplices e encantados se encontraram e nada seria o mesmo.


- Nossa! – ele exclamou olhando para o teto maravilhado pelo momento de prazer. – Isso foi irrevogavelmente maravilhoso, como se...


- Nos encaixássemos perfeitamente, foi lindo Edward. Você foi fantástico.


- Nunca me senti assim. – Divagou enrolando uma mecha do cabelo dela em seu dedo indicador. – Acho que... Acho que amo você. – Revelou receoso. Seus olhos lhe traíram demonstrado à emoção da recém descoberta.


Pronto,não havia mais volta.


Bella disfarçou as lágrimas em seus olhos indo até a cozinha e preparando um sanduíche. Tudo que menos queria era que Edward percebesse sua fraqueza, que percebesse que achar que a amava não era o bastante. Mas deixou isso bem claro ao sair do quarto sem explicação vestindo apenas a camisa dele.


Edward ficou um tempo no quarto digerindo tudo aquilo, nunca imaginou ter uma garota em seus braços como teve Bella. Era de total desinteresse para ele os assuntos do coração, até eles aparecerem com toda força em sua vida. Agora teria que manejá-los de uma forma maleável. Foi até a cozinha procurar a namorada e a viu sentada na bancada chorando enquanto comia um sanduíche e bebia uma garrafa de Heineken.


- Quer cerveja?


- Você sabe que não bebo. – Respondeu sério encarando o mármore da bancada. – Por que você saiu do quarto?


- Fome. – Deu de ombros e bebeu um gole da cerveja.


- Quem devia bancar o difícil era eu, mas ao contrário, disse que achava que te amava. Se isso não é o bastante eu não sei mais o que devo fazer. – Disse ignorando o fato de ela estar linda vestindo sua camisa.


- Volte pro quarto, Edward.


- Você está zangada comigo? – Perguntou entristecido.


- Não.


Ficaram por um tempo em silêncio até que Edward resolveu falar agoniado com a falta de resposta da parte de Bella.


- Então eu vou embora. – Concluiu voltando ao quarto para pegar suas coisas, percebeu que sua camisa estava com a namorada mal humorada e voltou até a cozinha para buscá-la.


Vendo que Edward iria realmente embora Bella se tocou, não podia deixá-lo ir dessa forma, iria passar uma semana sufocante sem o namorado, já não conseguia viver sem a presença dele em sua vida.

Estava confusa entre a vontade de abraçá-lo e de reclamar. Sabia que não tinha o direito de exigir amor dele, mas era suficientemente egoísta a esse ponto. Queria que o amor fosse uma certeza e não uma duvida.


- Edward eu não quero que vá. - Disse a poucos metros dele.


- Não me interessa o que você quer, eu vou. - Retrucou ele entre dentes, esperava que Bella devolvesse sua camisa, mas acima de tudo que estivesse vestindo algo além da camisa.


- Não, você não vai! - Bella se aproximou dele com a ferocidade de uma leoa lutando pela presa, suas mãos apertavam os ombros nus dele. Edward abaixou os olhos sentindo-se ameaçado.


- O que você quer de mim, hein?


- Amar você.


- Parece que não é suficiente amá-la.


- Não seja cruel consigo mesmo. - Ergueu o rosto dele com a ponta dos dedos. Os olhos dele permaneceram fugitivos, Bella prendeu seu rosto entre as mãos e o beijou. Os lábios dele resistiram num esforço subumano aos dela. Bella mordeu seu lábio inferior forçando-o a abrir a boca para receber sua língua quente e úmida buscando furiosamente a dele. – Você é completamente desejável.


- Maldita você. – Ele sibilou entre o beijo.


Bella riu da reação furiosa do namorado.


Encontraram a bancada fria da cozinha sem se separarem. Edward deslizou suas mãos pelo corpo dela coberto apenas por sua camisa, fato que excitou-o. Queria possuí-la ali mesmo no mármore frio. Bella cravou as unhas em seu peito e ele arfou dominado pela onda de excitação.


- Me ame Edward, me ame do seu jeito.


Os lábios dele percorreram a pele de seu pescoço, Bella estremeceu e ergueu a cabeça facilitando o acesso dele ao seu pescoço. Aproveitou para arrancar a camisa dando a Edward a visão de seu corpo ardendo pelo toque dele.

- Ah, Bella. – Ele sorriu maravilhado com a vista, suas mãos hesitaram a tocar os bicos endurecidos dos seios dela.


- Me toque como quiser. Eu sou sua, sempre serei.


- Minha? – Bella pegou uma de suas mãos e a espalmou em um de seus seios, gemendo de prazer. Edward sentiu sua excitação explodir ali mesmo, lutava contra seu corpo para permanecer estável na luta. A outra mão Bella levou a sua entrada já encharcada, reclamando por seu membro. – Ele gargalhou numa mistura de nervoso e excitação.


- Isso. Sou sua.


Bella se abaixou para pegar o pacote de preservativos no bolso da camisa dele sabendo que nenhum dos dois iria agüentar muito tempo.

- Você tinha que se vestir? – Reclamou divertida abaixando as calças junto com a cueca samba canção, lambeu os lábios ao ver a excitação de Edward pulsando só por ela e abocanhou, sua língua percorreu toda a extensão do membro dele. Edward estremeceu e gemeu, era uma sensação nova e completamente agradável sentir a língua quente de Bella em seu membro, seu autocontrole se foi e previu explodir a qualquer momento.


- Pronto?


- Nunca estarei pronto. – Respondeu ao vê-lo se ajeitar na bancada da cozinha. – O que faço exatamente?


- Venha pra mim. – Bella ordenou com ar de experiente. Não que fosse de transar com qualquer um, perdeu a virgindade aos dezesseis com um namorado decepcionante, desde então nunca se satisfez completamente até Edward aparecer, a relação mais completa que poderia sentir.  Era uma vitoria e tanto fazê-lo se abrir e aproveitaria cada segundo.


Ela o trouxe para si ajudando Edward a penetrar no seu sexo aos poucos, ele fechou os olhos receoso. Bella guiava seus movimentos auxiliando-o a entrar e sair de seu sexo encharcado. A cada movimento saciava sua vontade, a cada penetração ficava perto do ápice. Ele agradeceu com um ritmo forte e cada vez mais necessário enquanto seus dedos se entrelaçavam aos de Bella.


Aprendiam a explorar o corpo um do outro juntos, buscavam o prazer na explosão de seus corpos, na incerteza de cada movimento.  Eram cúmplices, seres totalmente diferentes, porém complementares. Mais do que saciar o prazer um do outro, mais do que mero desejo carnal Bella e Edward eram únicos e se ajeitavam como devia de ser.



- Eu te amo. – Ela gritou antes de chegar ao ápice explodindo em seu membro, Edward veio logo em seguida abraçando Bella enquanto deixava-se guiar pelo prazer do orgasmo.


Ela trouxe o rosto dele para si e encarou as orbes verdes flamejantes, mais do que satisfeita com o desempenho do inexperiente namorado.


- Ei, não precisa ficar com vergonha. Isso é legal no nosso país. – Disse tirando o preservativo do membro dele e jogando-o fora.


- Não é isso, é que nunca me imaginei nessa situação.


- Eu tenho inveja da sua inocência. – Ele arregalou os olhos diante do absurdo.


- Inveja de mim Isabella? Edward Cullen é um... – Bella sacudiu os ombros dele chamando sua atenção, ele desejou poder ler a expressão dela.


- Edward você foi maravilhoso, aprendeu muito rápido e é bom em quase tudo que faz. Eu daria tudo por sua inteligência, sua memória, seu raciocínio. Não se preocupe em fazer direito, vamos aprender juntos a corresponder aos nossos limites.


- Você tem pena de mim. – Disse ele levantando as calças


- Pena? Eu tenho medo de que você esqueça de mim, isso sim.


- Eu não posso me permitir te esquecer.

Era comum entre os como Edward esquecer as pessoas que conheciam, não por displicência, tinha certa dificuldade em se apegar as pessoas com as quais conviviam. Esse era o maior medo de Bella e conseqüentemente de Edward.


- É um alívio te ouvir dizer isso. – Ela se aproximou dele e encostou os lábios nos seus indicando que estava tudo bem, o estilo pós sexo de Edward com seus cabelos bagunçados por ela à excitou. – Você não sabe o quanto preciso de você.


Edward se sentia envergonhado e constrangido, podia não ser capaz de identificar as mudanças de humor dela, mas Bella conhecia claramente cada expressão dele. Perguntou-se quando ele iria realmente relaxar e ficar em paz, às vezes preferia que Edward fosse normal, era difícil lidar com a indiferença dele mesmo depois de momentos como aqueles.


Comeram sanduíches e em seguida foram para o quarto de Bella assistir filmes, passava Superman – O retorno. Edward assistia atentamente repetindo às falas algumas vezes e Bella mal prestava atenção ao filme, havia alguém mais interessante para observar sentado entre suas pernas.


- Sabia que o Superman foi baseado na filosofia de Nietchze? – Ela enlaçou o pescoço dele trazendo-o para si, Edward permanecia vidrado no filme. – Pra cima e avante.


- Pensei que essa frase fosse de Toy Story.


Edward se virou rindo da ignorância cinematográfica da namorada.


- Toy Story é “ao infinito e além” o Bus Lightyear que diz.



- Minha ignorância deve perdoar, pelo grande guerreiro Jedi que ser. – Brincou ela imitando Mestre Yoda em Star Wars.


- Sim mestre Yoda. Humildade virtude importante ser. (N/A:Quem é nerd e gosta de star wars entende! hauahuahuahua)


- Sabia que você fica sexy com essa pose Jedi?


Edward enrubesceu sentindo o corpo reagir ao quadril de Bella se mexendo contra o seu embaixo das cobertas.


- Só desejo que a força esteja com você. – Disse antes de ser calado pelos lábios famintos de Bella, surpreendido deslizou as mãos pelos cabelos dela e seguiu pelas costas, seu corpo já pegava fogo com um simples beijo e ele exigiu mais, porém o celular de Bella atrapalhou como se adivinhasse o que os dois estavam prestes a fazer.


- Isso está virando um péssimo hábito. – Resmungou odiando se separar dos lábios e do corpo dele.


Edward não pareceu se incomodar.


- É sua irmã. – Avisou cabisbaixa, Edward levantou-se e calçou os tênis, e seguiu Bella até a sala.


- Ela está vindo. - Bella estava virada para a janela, olhava para a lua, as sobrancelhas franzidas e mordia o lábio inferior, Edward se aproximou vagarosamente, a intenção de pegar a camisa de volta se rompeu ao vê-la à luz da lua crescente.

- Estou com medo de te perder pra elas e principalmente pra ela. – apontou para a lua e sorriu forçosamente.


- Não vai. Cada uma tem seu espaço no céu. Você tem seu espaço também.


Bella o abraçou consciente da saudade que sentiria daquele corpo, os dias podiam passar, a viagem podia durar o tempo que fosse, mas eles nunca esqueceriam o momento em que nada interferiu a não serem suas próprias vontades.


Não se despediu de Isabella, odiava ter de pensar que ela partiu, mas esse pensamento não saia de sua mente. Sua mãe estranhou o comportamento da filha, isolado mais que o normal. Edward fechou-se em sua própria tristeza e não se incomodava com isso.


- Eu sei por que você está assim. – Esme afirmou enquanto jantavam. Edward olhou para Carlisle e Alice que curiosamente permaneciam calados.


- O médico também sabe mãe. – Deu uma garfada na comida.


- Você se apaixonou por uma garota. – Insistiu Esme, insatisfeita por não ser informada da situação.


Edward largou os talheres no prato e arregalou os olhos, procurou arrego em Alice ou Carlisle, mas os dois nada disseram. Sabia como Esme era irredutível quando o assunto era os filhos e principalmente Edward, foi a primeira a negar sua ida à faculdade.


- Não é verdade. – Defendeu-se sem sucesso.


- Por que você está escondendo isso de mim?Tem medo de quê?Eu sou sua mãe. – Esme perguntou tentando conter sua dor.


- Não tenho medo de nada mãe, pare de drama.


- Drama?Você me esconde uma namorada e eu estou fazendo drama. Eu nem sei quem é essa garota. O pior é que os três esconderam isso de mim.


- Mãe! – Alertou olhando atravessado.

Suas mãos tremiam, ele estreitou as mãos nos talheres, inconformado. Alguém o havia traído na mesa e ele suspeitava quem, todos ali sabiam quando se tratava dos filhos Esme Cullen lutava até o fim.


- Quem é ela?


- Uma garota. – Limitou-se agoniado com o questionamento.


- Você tem idéia do risco que corre namorando qualquer uma?E se ela te magoar, te ferir. Você não entende nada sobre o amor e a paixão. São sentimentos traiçoeiros.


Edward se levantou, foi a gota d água para ele a mãe se intrometer no seu romance com Bella. Só ele sabia quantas barreiras havia ultrapassado para viver esse amor e agora assumia as conseqüências do namoro mesmo sendo doloroso demais. Só uma experiência total e completa o faria feliz.


- Mãe não há nada que a senhora possa fazer.


- Eu quero conhecer ela, marcar uma reunião com a família dela...


- Chega Esme! – Carlisle protestou cansado da discussão. - Se o nosso filho quer se aventurar o deixe, há muito tempo Edward deixou de ser um menino frágil ele é um adulto e precisa encarar suas escolhas sem nós,conforme-se mulher.


Ele respirou aliviado pela interferência do pai, se não fosse Carlisle aquilo terminaria mal.


- Insisto em conhecer a garota.


- Essa discussão vai longe. – Alice comentou, se levantou e puxou o irmão pela mão em direção a sala de TV. – Deixa os dois discutirem, papai tem razão, mas você sabe como é a mamãe.


Alice sentou-se ao lado do irmão que agora assistia Scifi atento.


- Ela não pode conhecer a Bella.


- Do que você tem medo?


- De a mamãe me proibir de vê-la. – Assumiu sem tirar os olhos da tevê.


- Ela não fará isso, a mamãe te ama só quer seu bem. – Edward sorriu forçosamente para Alice. – E se fizesse, eu e o Jazz te apoiaríamos.


- Vocês estão namorando? – Surpreendeu-se com a curiosidade do irmão.


- Estamos num momento de sintonia total.


- O que isso quer dizer?


- Quase namorando. Edward ficou tenso quando Carlisle e Esme se aproximaram, se aproximou de Alice como se ela fosse defendê-lo.



- Eu e seu pai conversamos e chegamos a conclusão que queremos conhecer sua namorada.


- Então vocês também querem conhecer o quase namorado da Alice,já que ele e a Isabella são irmãos. – Perguntou inocente,Alice escondeu o rosto entre as mãos e estremeceu,fuzilou Edward com o olhar e em seguida olhou para a reação dos pais.

- Acho muito justo. – Carlisle respondeu transparecendo calma.


- É Edward!Quando a Bella voltar nós marcamos um jantar. –Alice replicou entre dentes olhando com raiva para o irmão.

Luz dos Olhos – Nando Reis
Esme sondou Edward a semana toda, ele tentou fugir com sucesso, rodeando as perguntas da mãe e se mantendo ocupado. Na véspera da volta, Bella ligou pra ele que se trancou no quarto com o celular de Alice nas mãos.

- Minha mãe está curiosíssima pra te conhecer de tanto que eu falo de você.

- É mesmo?Que coincidência, mamãe também quer te conhecer. – disse se jogando na cama.

- Que ótimo, vou conhecer a sogra. Mamãe disse que no Natal irá pra aí só pra te conhecer.

Edward arregalou os olhos, será que não poderia curtir seu namoro sem envolver alguém nele?

- Não precisa ter medo. Estamos juntos nessa, conhecer a família faz parte do ciclo. Sem pânico.

Era difícil para Edward não entrar em pânico, a reação de sua mãe só dava à entender que destruiria seu relacionamento se tivesse oportunidade.

- Ninguém vai nos separar, Edward. – Garantiu segura.

- Sua voz é linda mesmo distante. – Disse sem pensar, a ausência de Bella alterava seus pensamentos de um modo incomum, podia ter mil cálculos em sua frente, mas sua mente pertencia a ela.

 - Estou com saudades de tudo que fizemos naquele dia, você se lembra?

Ficou satisfeito por Bella não estar ali para ver seu sorriso abobalhado e o rubor em seu rosto.

- Como poderia esquecer.

- Podemos relembrar quando eu voltar, o que acha?

Edward engasgou com a própria saliva, envergonhado com o rumo de seus pensamentos.

- Acho uma boa idéia.

- Queria estar aí pra ver sua expressão. Deve estar todo envergonhado.

Ele permaneceu em silêncio tenso com a situação, por Bella não estar ali com ele à dor só aumentava em seu peito.

- Até amanhã Isabella.

Bella estranhou a voz trêmula dele e resolveu desligar deixando-o em paz.

- Tchau, Spock, fica bem ta?

Ele desligou, sentiu uma imensa vontade de quebrar o celular da irmã, mas lembrou do prejuízo que daria a ela além da preocupação.

Com raiva de si mesmo se enfiou debaixo das cobertas  tentando em vão espantar as lágrimas, se sentiu impotente diante da saudade que sentia. Era incapaz de vencê-la e ela só acabaria quando Bella sorrisse pra ele e dissesse o quanto sentiu sua falta.

2 comentários :

Simplesmente lindo !!!!!!!!!!!

24 de março de 2012 01:17 comment-delete

Perfeito demaiiiss amei essa fic... ela eh linda e o Edward todo inocente e envergonhado eh tao fofo kkkkkkk por favor poste o proximo capítulo o mais rapido q puder pfv! Aguardo ansiosamente bjkssss!

Anônimo
26 de julho de 2014 19:05 comment-delete

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