Capitulo 14 - DPOP

Eu sofreria cada dia por isso, como eu pude me deixar levar pelo ciúmes e pela minha rivalidade com Jasper. Não tive outra saída a não ser ir para casa e sofrer sozinho, e pensar em todas as maneiras de consertar o que eu fiz. Fui machista, irracional é isso que o amor provoca nas pessoas, tudo é irracional. Eu acabo de descobrir que eu sou um homem que não sabe amar sem se apaixonar, eu não sei amar com calma, eu não sei amar. Porque se eu soubesse, jamais teria sido tão idiota.

Se eu não tivesse me entregado a tudo isso. Se eu não tivesse sido fraco, isso não teria acontecido não estaria sofrendo, eu deveria ter tido mais forças para não me apaixonar por ela, para não me entregar a uma coisa que ao pequeno deslize pode acabar. Não somos nada um do outro, mas no meu coração ela é, e por isso eu acabei de tornando tudo, tudo que um dia meus pais me ensinaram a não ser. Um completo idiota, machista, cafajeste. Do que mais eu posso me xingar meu Deus?


Passei uma noite em claro, uma noite do inferno. As seis da manha eu já estava na frente do seu apartamento a sua espera. Eu precisava pedir desculpas, precisava do seu perdão eu precisava dela. Como eu fui estúpido! Com a cara péssima eu fui em sua direção quando vi ela saindo. Quando vi seu rosto me senti a pior das pessoas. Canalha, imbecil, maldito!

- Bella? – chamei e ela me ignorou. Continuou andando – Bella, por favor? – nada continuava a me ignorar. A pior coisa era não ouvir sua voz. Continuei atrás dela, até a esquina chamando, implorando para que ela me escutasse. Quando puxei seu braço ela me olhou com tristeza, me mediu e puxou o braço entrando no primeiro táxi que passava.

Doeu muito ser ignorado, mais do que eu poderia imaginar, não tinha outra coisa a fazer do que novamente virar um perseguidor e a perseguir ate ela me ouvir. Fui para meu consultório trabalhar. Talvez o trabalho fosse a melhor maneira de esquecer por alguns momentos. Mesmo que ainda essa historia de enfiar a cara no trabalho seja a maior mentira. Na hora do almoço fui até o prédio que ela trabalhava, nada. Ela não saiu para o almoço, provavelmente ela já deveria saber que eu estava a sua espera e não sairia. Eu liguei milhares de vezes até que ela desligou seu celular. Liguei em sua mesa de trabalho, quando ela percebeu quem era desligou na minha cara. Voltei ao meu trabalho cancelando varias consultas para sair mais cedo e então poder pegá-la novamente. Em algum momento ela teria que me ouvir. Falar comigo isso era infantilidade não nego o que eu fiz foi a pior coisa, mais se ela me deixasse explicar. Tudo se resolveria, a esperança é a ultima que morre.

Voltei à revista e fiquei a sua espera quando ela saiu e me viu, se virou para o lado oposto. E seguiu seu caminho, eu não poderia ficar calado. Eu tinha que me defender, puxei seu braço para que ela se virasse para mim, pouco me importava se estávamos no meio da rua.

- Me escuta, por favor. Eu to implorando

- Não tenho absolutamente nada para falar com você. – ela foi categórica.

- Bella o que eu fiz. – eu não tinha palavras, eu nunca fui bom com elas, e agora ainda mais elas me faltavam. – me perdoa?

- Você acabou conosco. Acabou com o pouco que tínhamos, até mesmo a amizade. – as palavras dela queimaram em meu corpo. Ela entrou no Táxi e foi embora. Eu só tinha um caminho a seguir novamente o do meu apartamento, para mais uma noite de martírio.

Eu fui um burro, estúpido, idiota, canalha, uma anta de galocha, e todos os outros xingamentos que eu posso me dar. Meu jeito possessivo me rendeu um belo passa fora. Mais eu não iria desistir, eu a queria de volta e a teria. Somente uma pessoa pode me ajudar nessa estupidez não que ele seja o homem mais inteligente do mundo, mais em matéria de lábia meu irmão Emmett é muito bom. Também precisaria de uma ajuda da minha anã Alice. Em nenhum momento pensei em ligar para Bella, sabia que ela não iria atender, Ela disse que nunca mais iria querer me ver, disse que eu acabei com o que tínhamos, para ela não existia mais nada. Eu recuperaria tudo isso.

- Emmett! Preciso de sua ajuda, da sua e de Alice.

- Querido irmão, tudo bem? Bom dia para você também! – ele ainda ironiza.

- Não tenho tempo para ironia meu filho, erga essa sua bunda da cama. E pegue o primeiro vôo para cá agora, e traga Alice junto e não conte nada para nossos pais. – sabia que o tom de voz funcionaria, meu irmão é um jagunço. Nunca entende nada só quer saber de diversão. E Alice viria por um lugar diferente de compras e também pelo fato da chance de ver Jasper Whitlock . Uh quando ela souber que Jasper é amigo de Bella, ela vai pirar. É bom ela pirar e tirar ele do meu caminho. Porque ele pode ser amigo, mas que sentimentos como amigo ele pode ter em relação a ela. Pare Edward seu ciúmes já vai lhe rendeu uma briga, uma facada, uma boa ignorada e um belo passa fora a duas noites atrás. Não pense no energúmeno agora, só em Bella. – o que você aprontou com a Bella irmãozinho?

- Eu te explico quando chegarem aqui. Vem rápido.

Desliguei o telefone e fui pensar em formas de reconquistar uma mulher, eu nunca precisei disso. Eu nunca fui romântico e acho que nunca vou conseguir ser. Eu fui um desastre ambulante quando tentei dizer a Bella que queria algo mais com ela e olha no que deu. Ela viajou com um paspalho, eu entrei em parafuso e agora estou aqui esperando meus irmãos para me ajudar na burrada. Durante todo o dia enquanto eu pensava em varias formas, também pensava em ligar, pegava o telefone discava e desligava. Foi assim a tarde toda, a espera de meus irmãos. Eu não sabia o que fazer.

Meus irmãos finalmente chegaram, eu já estava morrendo de ansiedade com tudo aquilo era surreal cada minuto de atraso deles, cada segundo que eu perdia. Era um a menos para ter ela de volta.

- Fala logo o que foi que você aprontou. – Alice gritou entrando no meu apartamento sem cumprimentar. – Edward, o burro da familia é o Emmett, francamente irmãozinho.

- Alice eu sou ciumento, lembra? Você mesma já sofreu com meu ciúmes e do Emmett.

- É sim, então vejamos, você deve ter feito a maior cena e não era nada.

- Sim e não! – era mais sim, mas com Alice não devemos pecar. Em se tratando de Jasper muito menos...

- Irmãozinho, se você brigou com ela, eu posso ajudar sou considerado o homem mais romântico de Forks. – não sei se ria ou chorava quando Emmett resolvia se pronunciar. – vamos lá do que mulheres gostam irmão?

- Como vou saber, o Don Juan aqui é você!

- É Emmett nos diga, essa eu gostaria de saber porque essa sua fama não se espalhou ainda. – Alice acabava com qualquer um que se metesse a esperto. – porque vejamos, moramos em Forks, a cidade é um ovo e até hoje eu não te vi com nenhuma garota. Emmett você é gay? - não disse?

- Claro, que não! Eu sou apenas reservado nas minhas conquistas. – dessa eu tive que rir. Emmett reservado era a mesma coisa que um programa de fofoca, sem fofoca.

- Então ta legal Emmett, nos diga um de seus planos infalíveis.

- Flores irmãozinho, mulheres adoram flores, jantar a luz de velas. Jóias... – com essa eu e Alice arregalamos os olhos e encaramos Emmett, logo após nos encararmos. Meu irmão era um gênio da arte da sedução. - demonstrar sentimentos. Edward você gosta dela?

- Que pergunta idiota não é? - Eu sabia que uma hora ele ia cair. - Mas respondendo sua pergunta, sim eu gosto dela, aliás eu estou apaixonado por ela. E estraguei tudo. Por isso preciso da sua ajuda e da de Alice.

- Ok, então, vamos do começo Edward. O que foi que você fez? – Alice quando queria conseguia.

Acabei contando tudo para meus irmãos, quer dizer quase tudo. Menos a parte do Kama Sutra e todo o resto do sigilo de paciente. Entre tapas e xingamentos eu percebi o quanto eles haviam gostado dela. Alice disse que de todas as mulheres que eu já apresentei não oficialmente, apenas para ter companhia para as festas da familia. Bella de longe era a única que foi aprovada, a única que mereceria entrar na família, e eu concordo plenamente. Emmett me deu todas as dicas, disse que eu deveria me soltar mais, dizer a ela tudo. E eu o faria com o jantar que Alice estava preparando.

- Edward o quanto você gastaria com ela?

- Tudo! – não me importava valor em nada, desde que ela me perdoasse. – faça o que tiver que fazer dessa sua cartilha de galã, desde que Bella me perdoe. – ele voltou ao telefone pedindo 300 rosas colombianas vermelhas. Quanto será que isso custará na fatura do meu cartão de crédito.

Alice ligava para o hotel mais luxuoso da cidade e fazia milhares de pedidos, eu não entendi nada do que ela falava no telefone, parecia um esquilo. Tudo pronto só faltava um pequeno detalhe, eu deveria escrever um bilhete para Bella para ir com as flores, e como fazer isso?

- Edward lembre-se do que você via em literatura na escola, tente passar o que você sente por ela, entendeu? – Alice me explicava. E Emmett tentava.

Durante 15 minutos fiquei pensando em tudo que poderia dizer a ela, e saiu a coisa mais romântica que poderia ter saído da minha mente naquele momento. Isso foi o meu melhor.

Embora tenha lhe ensinado o significado da pequena morte para os franceses... só você conseguiu me levar aos céus em seus braços. Somente uma divindade como és tu poderia fazer-me perder o eixo, ter ações de homens vis por não saber como te manter não somente perto do seu corpo, mas principalmente como alcançar teu coração.

Eis 300 rosas para formar um tapete em teu templo, nada mais digno para uma verdadeira deusa. A Divindade do prazer, da paixão e do amor que os céus colocaram em minha porta.

Pelo menos assim eu acho. E pela primeira vez em anos eu virei Barbie de Alice, ela escolheu cada peça que eu deveria usar até mesmo a cueca! E eu me vi ali esperando horas e horas, sendo Barbie, tudo por ela. Será que ela iria ao meu encontro, será que ia me perdoar. Bem eu espero que sim porque eu descobri uma coisa, eu não sei mais viver sem saber que mesmo um pouco que seja. Eu a teria em meus braços. As horas passavam lentamente, e eu a cada minuto mais ansioso, Alice me mandou ir direto para o hotel. Para que não furasse o chão do meu quarto andando de um lado para o outro.

Realmente minha irmã sabia o que fazia, a suíte era enorme e estava decorada com velas, flores. Até que tava bonitinho, mulher gosta desse tipo de coisa? Segundo o Don Juan da família iria dar certo. Meu celular começou a tocar insistentemente. Minha mãe!

- O que você fez menino? Onde estão os seus modos!!!! – Alice língua solta de Jundiaí.

- Mãe... – eu não conseguia falar porque ela falava em cima, mãe é mãe precisa respeitar.

- Olha aqui menino, quando você faz a coisa certa. Acha a garota decente e certa você faz uma coisa dessas? Você é igual ao seu pai, espero que para ter ela de volta seja melhor que ele, entendeu? Ou te deserdo! – é agora eu tenho certeza que arranjei a mulher certa, se Dona Esme está desse jeito. É que ela é a mulher certa. – Edward?

- Oi, mãe. Ta bom mãe! Preciso desligar ela pode chegar.

Desliguei antes que minha mãe me tirasse o foco, eu deveria me concentrar somente em Bella, passei horas à espera dela, poxa eu marco as 7 e ela me chega que horas? Às 7 da noite do dia de São Nunca? Tudo bem eu devo estar exagerando um pouco, eu só estou esperando há duas horas e ela só está 2 minutos atrasada. Será que ela viria? Eu tive a resposta assim que ela passou pela porta da suíte. Deveria ser romântico e ser uma daquelas cenas de cinema, talvez. Se ela não tropeçasse e quase se esborrachasse no chão. Graças ao meu bom reflexo como obstetra em pegar bebês escorregadios. Eu a agarrei evitando algo pior. No momento em que a senti em meus braços eu me senti completo. De todas as formas, eu queria que ela estivesse sentido o mesmo, e logo que ela se reergueu ela se foi para longe de mim como se algo tivesse a queimado. Mas Edward Cullen não desiste nunca.

- Oi – eu disse meio hesitante.

- Oi - ela disse olhando por toda a suíte. Momento tenso, o que dizer? Ir direto ao ponto. Sem rodeios.

- Eu fiz tudo isso para você, eu sei o que fiz. Eu me arrependo. Eu não deveria ter dito aquilo, também não deveria desconfiar de você. Afinal nós temos um relacionamento aberto você não é minha namorada, noiva, ou esposa. Eu errei e vou entender se você não me perdoar. – eu não respirava e olhava para as minhas mãos. Eu era um covarde, eu sei. - mas se você pudesse entender o meu lado. Eu não sei o que aconteceu comigo. Eu não deveria admitir isso, mais eu sinto sua falta. Eu gosto mesmo de você, e muito. E por isso eu fiquei com ciúmes daquele homem. Alem de ser quem ele é, ele estava com você é isso... – eu não tinha mais nada para dizer, acredito que isso tenha sido o suficiente.

- Edward, eu me senti humilhada, ofendida com tudo que você fez. Não foi legal. Mesmo assim, eu sinto o mesmo que você disse.

Eu olhei para ela incrédulo e ela me olhava com um sorriso. Eu queria dizer a ela que a amava, mais e se eu a assustasse. Bem ela disse que sente o mesmo? Será que além do gostar, ela também me ama? Eu tenho só mais três chances de dizer a verdade a ela. Mais três chances e eu iria ao inferno provar a ela que a amo. E consertar a besteira. Só espero que nesse jantar tudo ocorra bem.

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