USD - Capítulo Nove. Parte I

Nota: Desculpem pela demora.

Capítulo 9 - Beijos Concedidos e Roubados

Narração - Bella:

- Onde está a mobília? - Alice empurrou Rosalie contra a parede.

- Eu não sei, sua louca. - Revidou, empurrando-a também.

- Quem é esse “pessoal” que seu marido chamou? - Questionei.

- É um grupinho de jovens arruaceiros. Eles fazem alguns trabalhinhos sujos para meu ex-marido aqui na América. Não são perigosos...acho.

- Isso explica a pichação. - Emmett murmurou olhando para os palavrões escritos nas paredes.

- Vou ver se o puma está bem. - Edward saiu apressado.

Eu não sabia como reagir diante da situação. Parte de mim queria sentar e chorar, mas não era o momento para isso, e sim, para pensar em uma solução.

Como se já não tivéssemos complicações o suficiente, os caras do Link 69 chegaram cheios de marra.

- Pô, cadê nossos instrumentos que estavam no palco? - Tom, o baterista de cabelo moicano partiu pra cima de Emmett.

- Ei! - Puxei o braço do sujeito. - Não está vendo que nós também fomos roubados?

- Aí, eu não quero saber. Não vou ficar sem meu baixo. - Ryan se aproximou.

- Não temos nada a ver com os vacilos de vocês. Não vou ficar no prejuízo. - Tom se recusava a falar comigo e se dirigia apenas a Emm.

- Brad! - Com o olhar, pedi a meu ex que acalmasse seus amigos.

- Eles tem razão, é nosso ganha pão. Qualé? Assim não rola.

Perdi a paciência e falei em voz alta.

- Sinto muito, não posso fazer nada. Vão ter que esperar como todo mundo.

- Bella. - Lice murmurou preocupada.

- O quê?

- Estamos encrencadas. - Apontou para os hóspedes que retornaram com a polícia.

- Droga. - Enxuguei o suor da testa.

A polícia nos interrogou como se fôssemos culpados. Nem mesmo o testemunho de Rosalie diminuiu a impressão de que o roubo da mobília fazia parte de um golpe pra cima dos hóspedes. Junto com os policias, vasculhamos a casa e fizemos uma lista de tudo que faltava. O italiano filho da mãe não nos poupou e levou absolutamente tudo. Móveis, louça, roupas, aparelhos eletrônicos... Levaram até a mochila do Edward, coitado, aquilo nem valia nada. Parecia que o objetivo do corno era mesmo nos humilhar e largar a esposa infiel com uma mão na frente e outra atrás.

Passamos a maior parte da manhã presos à formalidades legais. Não foi nada fácil. Por fim, estipularam um prazo para ressarcimos os clientes. As gêmeas e o tiozão se mandaram e o Link 69 não ficou para trás. Brad garantiu que eles permaneceriam em Orlando até termos condições de pagarmos os prejuízos. Ele me deu o telefone da casa de um amigo onde ia se hospedar e tentou ser compreensivo. Se não fosse por ele, certamente, os caras da banda iam querer surrar o meu irmão e Emmett.

Mesmo com a chegada da tarde, o clima de derrota ainda pairava sobre nossas cabeças. Assim como eu, meus amigos se mantiveram isolados. Havia um peso no ambiente, nos afastamos para fugirmos dos olhares de acusação que involuntariamente trocamos. Em meio a isso, existia a sensação de culpa amordaçada pela tristeza inevitável. Sem dúvida, Emmett fora a causa principal de nossa desgraça, mas cada um de nós carregava sua própria cruz. Emm se arrependia de ter dormido com a mulher alheia, Jasper se culpava por ter hospedado o casal italiano sem saber absolutamente nada sobre eles. Alice achava que podia ter evitado a tragédia se tivesse ficado de olho em tudo ao invés de se divertir e eu... Cometi o erro imperdoável de me importar demais com Brad e esquecer que tinha um resort para gerir e amigos para aconselhar. Aquele era um projeto nosso e eu simplesmente deixei tudo nas mãos de meus amigos e irmão.

Fiquei trancada em meu quarto vazio por horas. Sentada no chão, tentei pensar em formas de solucionar aquele problema. Eu estava disposta a tudo, menos a contar a Charlie que não só o enganamos como também, perdemos todos os móveis da mansão. A maior parte da mobília pertenceu a nossa avó e tinha um valor sentimental para ele. Era algo insubstituível.

Após um longo suspiro, ouvi alguém bater na porta.

- Entra. - Falei tão baixo que achei que não seria ouvida.

- Alice me pediu para lhe entregar esse cobertor. - Edward se aproximou. - Ela trouxe de casa.

- Obrigada. - Peguei o cobertor e o estendi no chão. - E o puma?

- Ele está bem. Achei melhor escondê-lo enquanto a polícia estivesse aqui. Vocês já têm problemas suficientes.

- Fez bem. - Me deitei de costas para ele a fim de encerrar a conversa. Precisava ficar sozinha. - Boa noite.

- Boa noite. - Sussurrou antes de sair.

Permaneci imóvel por um tempo que não consegui calcular. Por mais cansada que estivesse, era impossível dormir de tão preocupada que eu estava. Não fazia idéia de como ia arcar com todo aquele prejuízo. Meu coração ficou tão apertado, que em certo momento, tive dificuldades para respirar. Resolvi ir para o jardim em busca de ar fresco. Atravessar a casa vazia foi doloroso, era difícil aceitar o que havia acontecido.

Ao chegar ao jardim, observei a decoração da festa que ficou quase intacta. Alguns copos plásticos rolavam pelo gramado com a força do vento. O silêncio da madrugada não me trousse paz, e tudo o que eu queria naquele momento era um pouco de paz interior.

Manquei lentamente até a piscina e logo a água límpida se tornou extremamente convidativa. Sem pensar duas vezes, mergulhei, ignorando o fato de que a única peça de roupa que me restava era aquele vestido. Permiti que meu corpo afundasse e fechei os olhos. Sem me mover, esperei que as preocupações me abandonassem para que eu pudesse finalmente relaxar antes de emergir. Alguns segundos se passaram e eu ainda estava com os pulmões cheios de ar quando senti alguém agarrar o meu braço. Edward me puxou para cima antes que eu conseguisse sinalizar que estava bem.

- O que está fazendo? - Questionei confusa.

- Eu é que pergunto. - Me encarou cheio de desconfiança.

- Estava tentando... - Pressionei os lábios para não rir. - Me salvar? - Será que ele pensava mesmo que eu era uma suicida?

- De... pende. - Murmurou aturdido. - Você precisava ser salva? - Percebeu sua precipitação.

- Não.

- Ah... - Ficou sem palavras. Ruborizado, nadou para longe.

- Espera. - Fui até ele. - Obrigada.

- Pelo quê? - Virou-se para mim.

- Por me salvar.

- Mas você não precisava ser salva.

- Isso é só um detalhe. - Dei de ombros. Não queria que ele ficasse envergonhado por ter tido uma atitude tão nobre. - Sabe, você é tão... - Ri baixo.

- Tão?

- Diferente. - Saí da piscina e fiquei de pé o observando.

- Como assim?

- Quantos anos tem?

- Vinte e três.

- Caras da sua idade estão preocupados com faculdade, mulheres, carros, festas e você... - Eu nem sabia como explicar. - Tem uma filosofia de vida oposta a minha. Oposta a da maioria das pessoas. Por vezes é difícil acreditar em você. - Ri com mais vontade.

- Isso é tão ruim assim? - Também saiu da piscina.

- Não foi isso que eu...

- Eu não entendo os valores dessa sociedade porque não estou inserido nela. Não faço parte “desse seu mundo” e nunca farei. Na verdade, acho meio repugnante. - Havia um pouco de rancor em sua voz.

- Repugnante?

- Deixa pra lá. - Saiu me deixando sem repostas.

- Edward! - O chamei, mas ele continuou indo para a casa da árvore.

Desisti do diálogo com o selvagem temperamental e fui para meu quarto. Como eu não tinha nada para vestir, me enrolei no cobertor e estendi o meu vestido e a lingerie no box do banheiro.

Sobressaltei ao ouvir uma batida na porta do quarto. Logo deduzi que era meu irmão querendo me convencer a contar a verdade para nosso pai.

- Entra, Jazz.

- Sou eu. - Disse Edward abrindo a porta.

- Algum problema? - Estranhei.

Ele fechou a porta e se posicionou a uns dois metros de mim.

- Ainda quer que eu durma aqui?

Ele bem sabia que não precisávamos fingir, pois Brad não estava na casa.

- Veio se desculpar pelo que falou no jardim? - Sua expressão o denunciou.

- Sim. Não foi minha intenção ser rude. Estou cansado de ser julgado, às vezes fala como se eu fosse um anormal. Como se tivesse a mesma opinião que Brad a meu respeito.

- Achei que não se importava com a opinião de ninguém.

- Algumas opiniões incomodam.

- Eu não te entendo muito e, sinceramente, acho uma loucura você morar numa ilha. Mas você também me acha uma doida impulsiva e não compreende minhas atitudes. Talvez devêssemos parar de ficar julgando um ao outro e só... aceitar. Não é fácil conviver com alguém tão diferente. Entenda meu lado que eu entendo o seu.

- Loucura é viver aqui. - Olhou para o quarto vazio. - É de se admirar que ainda esteja viva. Nunca vi tanta confusão acontecer em um só lugar.

Ri alto.

- Não tenho argumentos. - Edward ainda estava todo molhado e me preocupei com sua saúde. - Ah, meu Deus. Você também não tem como trocar de roupa, não é?

- Não se preocupe. - Deu de ombros.

Imediatamente me culpei.

- Onde vai dormir?

- Na casa da árvore.

- Esqueça! Não preciso de mais motivos para meu pai me matar. Se você ficar doente o que eu vou dizer? Durma aqui comigo.

- Ok. - Caiu na real.

Trocamos olhares por alguns segundos, então, me pronunciei.

- Temos um problema.

- É, eu notei. - Coçou a nuca.

Eu estava usando o único cobertor para cobrir minha nudez e Edward precisava se livrar da bermuda molhada.

- Bem...- Suspirei. - Não vou criar caso. Eu já te vi pelado, você já me viu pelada, então, nudez por aqui não é uma grande novidade. Precisamos dormir. Estou exausta.

- Tudo bem. - Deu um passo à frente.

- Mas... - Tive que me impor. - Sem gracinhas.

- Oh, nossa. Como descobriu que eu planejava me aproveitar de você? - Ironizou revirando os olhos.

- Rá. Rá. - Cruzei os braços.

Sem avisos, Ed tirou a bermuda. O nervosismo me atingiu e percebi que uma coisa era ele pelado na frente dos hóspedes e outra coisa era ele trancado no quarto comigo. Ofeguei, sem saber como agir.

- Vamos dividir o cobertor, certo? - Perguntou com naturalidade.

- Sim. - Me encolhi, evitando encará-lo.

- Então... - Pegou a ponta do cobertor. - Com licença. - Puxou o cobertor com força e eu girei feito um peão.

Nua e ruborizada, tudo que pude fazer foi tentar tapar certas partes de mim. Graças a Deus, Ed não ficou me secando, ao invés disso, estendeu o cobertor no chão. Ele deitou-se, puxando uma parte para se cobrir, formando assim, uma espécie de casulo.

- E-eu... estou bem. - Soou como se eu quisesse convencer a mim mesma.

- Não perguntei nada. - Ele estranhou, mas não se prendeu a isso. - Vem. - Abriu o braço para que eu entrasse em seu casulo.

- Estou pensando. - Tamborilei os dedos na boca. Fiquei na dúvida se deitava de frente ou de costas para o selvagem. Uma coisa era certa, de qualquer forma, eu me ferrava. Oh, meu Deus!

- Bella?

- Tá bom. - Abandonei o dilema e me deitei de frente para Edward.

Ele me envolveu com o braço, verificando se eu estava completamente coberta, depois, recolheu o braço e evitou me tocar. Trocamos um olhar tímido e logo em seguida fechei os olhos. Fingir que eu estava dormindo era a única forma de fugir do constrangimento. O silêncio foi absoluto, a única coisa que eu podia ouvir era a respiração leve e surpreendentemente tranquila de Edward. Por vários minutos me concentrei somente nela e minha própria respiração acabou entrando em sincronia com a dele. Aos poucos, meus músculos relaxaram e meu corpo amoleceu. Ainda assim, não consegui dormir, então, abri os olhos. O que eu não esperava era encontrar Edward me observando. Sua expressão inocente me fez perceber que ele não pensava em nada, apenas me olhava.

- Não consegue dormir? - Ele perguntou em um sussurro.

- Não. - Respondi no mesmo tom. - Estou tão preocupada.

- Ficar assim não vai resolver os seus problemas.

- Eu bem que queria esquecê-los.

- Então pense em outras coisas.

Ficamos calados por um bom tempo. Limitei-me a estudar o rosto de Ed assim como ele fizera comigo. Examinar seus traços acabou sendo uma ótima distração. Ao estudar o formato de seus lábios, uma pergunta surgiu em minha cabeça e foi impossível não fazê-la em voz alta.

- Edward, você já beijou? - Esperei ansiosa pela resposta. - Tirando aquele triste episódio em que tive de pular em cima de você. Já... beijou alguém? - Ele hesitou um pouco, mas acabou sinalizando um “não” com a cabeça. - Incrível. - Sussurrei.

Aquele homem era realmente diferente. Geralmente parecia agressivo e selvagem, mas olhando bem de perto, se podia notar uma certa pureza.

- Por que a pergunta? - Franziu o cenho.

- Como amiga, tenho o dever de te alertar que beijar é algo muito bom e você simplesmente está perdendo isso. - Achei que Edward responderia, só que ele continuou quieto. - Não tem curiosidade? Não se pergunta como é?

Ele suspirou antes de indagar:

- Como é?

- Bem... - Dei um meio sorriso. - Dependendo da pessoa que te beija, pode ser uma experiência maravilhosa. Bate um nervosismo e milhares de coisas passam por sua cabeça, ou simplesmente, não se consegue pensar em nada. - Ri baixinho. - Lamento, mas não creio que eu consiga explicar. É... Indescritível. Garanto que é uma das melhores coisas do mundo. - Fiquei confusa quando Ed sorriu. - O que foi?

- Você. - Soltou uma risadinha. - Está exagerando. São só duas bocas se encontrando. Não me parece algo tão extraordinário assim.

- É verdade, sério. É ótimo.

- Ok. - Revirou os olhos, incrédulo.

- Pára de ficar duvidando. - O cutuquei.

- Nem vou falar nada. - Disse debochado.

- Ótimo, vamos ver se você não acredita depois disso. - Coloquei uma mão na nuca de Edward e pressionei com vigor meus lábios contra os dele. Nenhum de nós fechou os olhos, na verdade, o cara da selva ficou sem ação. O selinho durou uns três segundos, depois, me afastei. - Então?

- Hã... - Franziu o cenho. - Não é exatamente o que descreveu.

*Link seguro, abrirá no seu media player rapidinho*:

http://www.lindmidis.net/midis/entre/Colbie%20Caillat/Colbie_Caillat_-_Realize.mid

***

*Link 4shared para quem não conseguir abrir no original*:

http://www.4shared.com/audio/uvD8ZcmS/01_Realize_-_Colbie_Caillat.htm

***

- É, tem razão. Não foi lá grande coisa. Posso tentar novamente? - Realmente queria fazê-lo entender. Meu pedido pegou Edward de surpresa, pois ficou um pouco tenso. O vi abrir a boca para responder, mas acabou não falando nada. Considerei aquilo um sim e esqueci as formalidades. - Ok, vamos lá. - Apoiei-me em um cotovelo e Ed fez o mesmo. Me aproximei, acabando com os poucos centímetros de distância que existiam entre nós. Para criar um clima, afaguei sua bochecha com delicadeza e busquei me concentrar em seus olhos. Não podia permitir que meu preconceito influenciasse minhas atitudes.

Edward tinha olhos lindos e seu cheiro era extremamente agradável. Acariciei mais algumas vezes seu rosto e, de repente, a barba já não me incomodava tanto. O pensamento de que ele era um mendigo da selva sumiu da minha mente e, pela primeira vez, notei o quanto Edward era bonito.

- Não precisa fazer nada. - Falou, achando que minha demora era uma tentativa de escapar.

- Shhh. - Rocei meus lábios nos dele. - Abre a boca pra mim. - Pedi em um sussurro. Assim que ele fez o que pedi, lambi seu lábio superior, em seguida, o suguei com calma. Edward estremeceu, colocando uma mão em minha cintura.

Ele reagiu melhor do que eu esperava e sugou o meu lábio inferior. Sem que eu pudesse evitar, meus olhos se fecharam em resposta à vontade de continuar.

Coloquei minha língua dentro da boca dele e, talvez por instinto, a chupou com suavidade. Meus dedos deslizaram até sua nuca, onde se entrelaçaram em seus cabelos, enquanto eu pressionava ainda mais sua boca contra a minha. Nunca que eu ia imaginar que a boca daquele homem era quente e estranhamente saborosa.

Quando passei a sugar a língua de Edward, o ouvi gemer baixinho, mas foram as pontas de seus dedos deslizando por minhas costas que me causaram arrepios.

A noite estava sendo perturbadora. Eu me sentia carente e meio perdida, por isso, aquele beijo estava sendo um bálsamo para minhas perturbações. Me sentir acolhida, desejada e até mesmo protegida, ajudou-me a não enlouquecer. Ainda assim, tinha forças pra parar aquela insanidade, no entanto, eu queria mais.

Logo os lábios de Edward se tornaram mais vorazes e ousados. Era como se eu tivesse libertado uma parte primitiva e desconhecida dele. Era possível que o próprio Edward desconhecesse aquele seu lado. Podia sentir seus instintos o dominando conforme ele rolava para cima de mim, mantendo-me presa embaixo de seu corpo.

Não o culpava por ter reações tipicamente masculinas. Muito pelo contrário, entendia o lado dele. O cara tinha passado a vida inteira sem tocar em uma mulher. Era de se esperar que em algum momento, perdesse um pouco o controle.

Eu não podia negar que o beijo se tornava cada vez mais gostoso. Mas não podia esquecer que se continuássemos a devorar a boca um do outro daquele jeito, logo eu também perderia o controle. Quando amanhecesse, ambos nos arrependeríamos profundamente.

Reuni minhas forças e empurrei Edward. Isso o fez recuperar o bom senso e imediatamente afastou a boca da minha. Juntos, ofegamos, ainda tentados a continuar. Ter o selvagem em cima de mim não era algo fácil de administrar, eu também tinha minhas fraquezas.

- Então? - Minha voz tremeu.

Ele engoliu a saliva com dificuldade e respondeu com a voz rouca:

- Nunca mais vou duvidar de você.

Foi impossível não sorrir.

- Como foi pra você?

- Eu... - Ofegou. - Prefiro não responder.

- Vamos dormir. - Resolvi deixá-lo em paz.

Edward saiu da cima de mim e deitou-se ao meu lado. Me encolhi tomando cuidado para não invadir o espaço dele. Assim que fechei os olhos, o sono me tomou mais rápido do que eu podia imaginar.

Colbie Caillat - Realize (Compreenda)

Leva tempo para compreender

Que seu calor está

Estatelando-se sobre mim

Leva tempo para compreender

Que eu estou do seu lado

Bem eu não, eu não te disse?

Mas eu não posso soletrar para você

Não, nunca será simples assim

Não, eu não posso soletrar para você

Se você apenas compreendesse

O que eu acabei de compreender

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

E nós nunca acharemos outro

Apenas compreenda

O que eu acabei de compreender

Nós nunca teríamos que nos perguntar

Se perdemos um ao outro, agora

Leva tempo para compreender

Oh oh, eu estou do seu lado

Eu não, eu não te disse?

Leva tempo para compreender

Isso tudo pode passar por você

Eu não lhe disse?

Mas eu não posso soletrar para você

Não, nunca será simples assim

Não, eu não posso soletrar para você

Se você apenas compreendesse

O que eu acabei de compreender

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

E nós nunca acharemos outro

Apenas compreenda

O que eu acabei de compreender

Nós nunca teríamos que nos perguntar

Se perdemos um ao outro, agora

Perdemos um ao outro agora

Perdemos um ao outro agora

Perdemos um ao outro agora, owa, owa ohh

Compreenda

Compreenda

(Tradução site Terra)


Continua...



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