USD - Capítulo Dez. Parte I

Capítulo 10 - Acorde, Reaja e Lute

Narração Bella:

Com certeza estava pagando por meus pecados.

- ALICEEEEEEEE! - Olhei para trás e vi que as pestes continuavam me caçando. Meu tornozelo começou a reclamar e isso prejudicou minha fuga. Na lateral da casa, não aguentei mais e me entreguei. - Eu me rendo! Eu me rendo! - Ergui o sorvete acima da minha cabeça. - Eu já disse que adoro vocês? - Agi como se estivesse falando com bebês. - Menininhooos binitos da tia. Que menininhos mais menininhos. - As criaturas ficaram me encarando com os olhinhos do mau.

- Peguem ela! - Gritou o capeta em forma de comedor de meleca.

Ao partirem para cima de mim fechei os olhos. Os moleques me nocautearam legal, desabei no chão e foi sorvete para todo lado. Arrancaram minha peruca, morderam minha mão... Me senti em uma filme de terror.

- PAREEEEM! NÃO MATEM A BRUXA! - Lice chegou pra me socorrer. - Não façam isso, se comportem! - Tirou a criançada de cima de mim. - Bella? - Me encarou assustada. - Você está bem? - Fiz sinal de “joiado” sem conseguir falar. - Vamos dançar, pessoal. Vamos! - Ela conduziu as crianças para longe de mim. - Bella, você vai ficar bem? - Gritou quando já estava a vários metros de distância. Só fui capaz de erguer uma mão trêmula para cima.

Fique cerca de dois minutos estatelada no chão procurando me recuperar, depois criei coragem e fiquei de quatro para me erguer. Foi ai que o vi.

Lá estava ele. Jogadinho no chão, cintilante e valioso. Imediatamente peguei diamante e o admirei com os olhos arregalados.

- Meu precioso. - Murmurei. Olhei para os dois lados, em seguida enfiei a pedra dentro do meu sutiã. - Quero ver você fugir agora. - Sorri satisfeita.

Mesmo suja de sorvete voltei para a festa em busca de Jasper. Ele estava casado com uma estoniana doida, mas mesmo assim ainda era meu irmão. O procurei em todos os lugares possíveis, mas não o encontrei e tive que desistir. Era provável que já estivesse a caminho do México.

Totalmente exausta, me encostei à mesa de doces e enfiei alguns brigadeiros na boca. De repente, uma mão misteriosa agarrou meu tornozelo fazendo-me sobressaltar.

- Shhhh! - Jazz colocou a cabeça para fora de seu esconderijo.

- O que está fazendo embaixo da mesa?

- Dããããã! Tem certeza que não sabe a resposta? Vem aqui agora. - Pediu aflito.

Disfarçadamente, ergui a toalha da mesa e me meti embaixo dela. Sentei-me no gramado de olho no duende.

- O que tá pegando? - Questionei.

- Socorro. - Disse simplesmente.

- Está tudo numa boa. Vamos mandar a dona Bogdanov embora.

- Jasper receia que não seja tão fácil, além disso precisamos de um cozinheira para quando os novos hóspedes chegarem. Mão de obra nessa época do ano é muito caro.

- Quanto está pagando a ela?

Ele refletiu.

- Até agora nada.

- É, tem razão, não podemos abrir mão disso.

- Plano B?

- Bem... - Arquitetei com vontade. - Só existe um jeito de tirá-la do seu pé e mantê-la na cozinha.

- Qual?

- Vamos dizer que você é gay.

- O quê? Sem chance! Jasper é muito macho! - Engrossou a voz. - Jasper é muito... muito...

- Duende? - Olhei para sua fantasia com desdém.

- Isso não vale, Bella. Jasper não vai abrir mão de sua masculinidade. As mulheres precisam de Jasper.

- Então você escolhe. Pode ir consumar o seu casamento com sua esposa amorosa e mentalmente desequilibrada, ou pode fingir que é gay por algumas semanas. Acho que ela usa dentadura. Como vai ser?

Ele estremeceu com os olhos marejados.

- Jasper é uma bicha louca amancebada.

Prendi o riso.

- Eu sabia que ia fazer a escolha certa, Jaspe...rita.

- Então você que vai contar para a louca que Jasper... - Estremeceu novamente. - Dá o caneco.

- Beleza. Vou perguntar a Edward como falo isso em estoniano. - Saí de debaixo da mesa.

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http://www.4shared.com/audio/mj-Qqc0J/01_Pump_It.htm

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- Ei! - Meu irmão sussurrou de olho na saída da cozinha, onde sua esposa o esperava. - Vai até T-zed disfarçando, a véia não pode sacar que estou aqui.

- Ok, disfarçando. - Concordei.

Não pude deixar de notar Emmett dançando com a molecada no meio do gramado. Sinceramente, não sabia dizer o que o motivou a colocar Black Eyed Peas para acalmar as crianças.

- Vai! - Jazz falou por entre dentes.

E eu fui...

Disfarçando... Disfarçando... Cantarolei baixinho ao som de Pump It. Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando... Fui cruzando o jardim dançando.

Quando a dona Bogdanov olhou para mim, parei, coloquei as mãos na cabeça e mexi o quadril. Os movimentos eram mecânicos e definitivamente contra minha vontade, mas eu precisava fingir que estava só curtindo música. O problema é que qualquer coisa que eu dançasse com aquela fantasia era pagação de mico total.

Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando... Assim que a maníaca parou de me olhar segui meu caminho. Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando... Chacoalhando as mãos para o alto consegui chegar até o banco onde Ed e Jully estavam.

Bufei antes de perguntar:

- Edward, como se diz: seu marido é gay?

- Hã... - Analisou-me. - Acho que não se diz, espera a pessoa descobrir sozinha.

- Não! - Bati o pé no chão, impaciente. - Como se diz isso em estoniano?

Deu de ombros.

- Tema abikaasa on õeke - Jully respondeu devagar para que eu assimilasse.

- Ótimo. - Vibrei.

Me preparei para voltar à mesa, mas percebi que a dona Bogdanov estava de olho em tudo.

Vai lá Bella!

Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando... Fui dançando em direção à mesa. No meio do caminho peguei a barra do vestido e sacudi de um lado para o outro. Eu estava puta da vida e com o baita mau humor. Jazz tinha sorte de eu amá-lo tanto.

- Quanta animação, Bella! - Emmett gritou mostrando os polegares. - É isso aí! Agita!

Tive vontade de assassiná-lo ali mesmo.

Assim que pude, me aproximei da mesa de doces. Meu irmão colocou a cabeça para fora e indagou:

- Conseguiu?

- Sim. Jully me ensinou uma frase em estoniano.

- E como é?

Parei de dançar e respirei fundo para não perder o controle.

- Esqueci. - Confessei tendo certeza de que estava fincando vermelha.

- Volta lá e anota. - Quase gritou.

- Jasperina, esse é o último favor que te faço na vida.

Tentei relaxar e voltei a dançar.

Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando...

Joguei o cabelo de um lado para outro. Dei dois passinhos para o lado, dois pacinhos para o outro e voltei a andar. Passei por Alice, e pela minha visão periférica, notei sua expressão chocada com minha péssima dança improvisada. Não deixei que isso me distraísse e fui direto ao alvo.

- Jully, anota aquele troço em estoniano pra mim.

Ela prontamente me atendeu, tirando de sua bolsa um bloco de notas.

- Aqui. - Entendeu-me o papel.

- O que está fazendo? - Edward me fitou desconfiando.

- Nada.

Disfarçando... Disfarçando... Disfarçando...

Voltei para a mesa saltitando no ritmo. Cansada de ficar disfarçando ergui a toalha da mesa e falei alto.

- Sai da toca, duende, é hora de virar princesa.

Ele se encolheu, acovardando-se. Tive que puxá-lo pelo braço, e nós fomos até a cozinha encontrar com sua esposa. Imediatamente estranhamos a ausência da doida.

- Cadê ela? - Ele perguntou tão confuso quanto eu.

- Não faço idéia. - Voltei para o jardim.

Jasper e eu procuramos a cozinheira por toda a mansão e seu sumiço só serviu para prolongar o sofrimento do meu irmão.

- E agora? - Ele questionou com medo da resposta.

- Eu não sei. De qualquer forma, comece a soltar a franga, pois podemos precisar da Jasperita a qualquer momento.

A festa seguiu tranqüila. A pior parte havia passado e conseguimos esconder da tia de Alice nossos vacilos. A mulher apreciou nosso trabalho e agendou um novo evento.

Acomodei Jully na suíte de meu pai e evitei lhe contar o que estava acontecendo. Precisava pensar bem nos argumentos que a manteriam de bico fechado. Minha prima era muito bacana, ela só não gostava de enganar Charlie.

(...)

No dia seguinte, o pessoal passou a maior parte do dia dormindo. Os últimos dias tinham sido exaustivos, mas eu não consegui descansar tanto quanto desejava. Durante a tarde, fiquei um bom tempo deitada na cama admirando meu diamante. Ele não brilhava tanto quanto um diamante lapidado, mas cintilava o suficiente para prender minha atenção.

Sentia que meus problemas financeiros estavam resolvidos, no entanto, isso era o que mais me incomodava. Depois de tanto sofrer, correr e passar vergonha para recuperar aquela pedra, agora era quase impossível me livrar dela.

Sentia-me vitoriosa segurando o diamante. Achei que ficaria com raiva dele e desejaria nunca mais vê-lo, mas estava enganada. Eu me apegara àquela pedra de uma forma surpreendente.

Passei vários minutos presa ao dilema. Então, decidi que eu trabalharia mais do que qualquer um e conseguiria o dinheiro para pagar o agiota. O diamante devia voltar para as mãos de seu ex-dono. Ele estaria mais seguro com Edward do que comigo.

Coloquei a pedra em cima do criado mudo e automaticamente minha mente se prendeu a outra questão: Brad McFadden. Olhei para o relógio e já marcava 17:25h. Foi inevitável não me perguntar se ele realmente iria ao tal encontro. Expulsei a imagem dele da minha cabeça e tentei dormir.

# 17:30h #

Ele não vai, eu não vou e o idiota continuará me importunando. É isso que vai acontecer, Bella.

# 17:40h #

É claro que ele vai! Brad não é besta. O que será que ele quer falar comigo? Talvez eu devesse saber de uma vez por todas.

# 17:55h #

Não, não e não! Se convença de que se você colocar o pé para fora dessa casa ele vai achar que é por causa dele. Não vai te dar paz. Dorme, desgraçada.

# 18:12h #

Está se acovardando, idiota. Precisa enfrentar isso. Enquanto tiver medo de ficar perto de Brad não vai conseguir superá-lo.

# 18:25h #

Quero que ele sofra! Quero que ele sofra! Quero que ele sofra! Quero que ele sofra! Quero que ele sofra! Odeio o Brad!

# 18:38h #

Talvez devesse perdoá-lo e seguir em frente. Não pode ficar presa a essa mesquinharia.

# 18:46h #

Because of you i never stray too far from the sidewalk.

Because of you i learned to play on the safe side so I don't get hurt.

Because of you i find it hard to trust, not only me, but everyone around me.

Because of you...I am afraid.

(Por sua causa eu nunca me afasto muito da calçada.

Por sua causa eu aprendi a jogar do lado mais seguro para não me machucar.

Por sua causa eu acho difícil confiar, não somente em mim, mas em todos a minha volta.

Por sua causa... Eu tenho medo.)

PÁRA DE CANTAROLAR ESSA DROGA, SACO!

Ai, não... Entrei no último estágio de demência. Quando será uma boa hora pra começar a tomar remédios?

# 18:53h #

Preciso bater de frente com Brad. Vou saber o que ele ainda quer de mim e dar um ponto final a toda essa história. É isso!

Levantei rápido da cama, abri a gaveta da cômoda e peguei meu modesto cofrinho. Joguei as cédulas amassadas e de pouco valor em cima do móvel. Depois corri para colocar um vestido qualquer.

Saí da mansão como se estivesse fugindo. Se eu fosse barrada por alguém, certamente não teria coragem de concluir meu plano. Por sorte, ou azar, ninguém me viu. Na esquina, peguei um táxi e fui para a lanchonete encontrar-me com Brad.

Quando atravessei a porta da lanchonete, já estava há vários minutos atrasada. Percorri o local com os olhos e logo avistei meu ex, sentado em uma das mesas do fundo. Assim que ele me viu, abriu um sorriso largo e aliviado, em seguida engoliu em seco. Fui até lá sentindo meu estômago revirar.

- Está atrasada. - Bebeu um pouco da cerveja que mais gostávamos.

- Você pode esperar. - Retruquei.

- Obrigado por ter vindo.

- Eu não ia vir.

- Por isso mesmo estou agradecendo. - Sorriu.

Olhei à nossa volta e senti um misto de saudade e repulsa daquele lugar.

- Aqui não mudou muito. - Falei tamborilando os dedos nervosos na mesa.

- Verdade. Bells, vamos sair daqui. Esse local nos traz algumas lembranças ruins. - Disse, já colocando seu casaco de couro.

- Mesmo? - Ironizei. Afinal, fui eu que levei um fora ali. - Não vou a lugar algum.

- Por quê?

- Não confio em você.

Brad suspirou contrariado, então me estendeu as chaves do seu carro.

- Você dirige.

Peguei as chaves e saí na frente. Se era para resolver nossas diferenças, que fosse em um lugar neutro.

Entrei no mustang e bati a porta com força. Brad ao meu lado apenas sorria, observando-me. Dei a partida e saí do estacionamento com calma, porém não tive pena de pisar no acelerador quando chegamos à avenida. Baixei a capota e o vento em meu rosto logo me tranqüilizou. Em uma pista mais vazia, passei um pouco dos 80 km/h. Brad pegou uma garrafa de vinho no banco traseiro e entornou boa parte. Ligou o som, pendeu a cabeça para trás e relaxou.

*Link seguro, abrirá no seu media player rapidinho*:

http://www.innocencemidis.com.br/m.i_dis/bluesjazzerock/def_leppard/def_leppard_-_pour_some_sugar_on_me.mid

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*Link 4shared para quem não conseguir abrir no original*:

http://www.4shared.com/audio/8UTy5H_D/Def_Leppard_-_Pour_Some_Sugar_.htm

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Por bastante tempo, dirigi sem destino. Segurar o volante era a única coisa que me passava um pouco de confiança. Eu precisava ganhar tempo para equilibrar meu lado emocional com o racional. Desejava muito ter uma conversa franca, uma conversa que mudasse os meus sentimentos.

Em certo momento, Brad ficou impaciente e eu precisei arranjar um lugar para estacionar. Guiei o mustang até o estacionamento do Museu Central de Orlando. Ficava há poucas quadras da minha casa e o local estava completamente vazio àquela hora da noite.

- Não quer ir a um restaurante ou coisa do tipo? - McFadden indagou assim que desliguei o motor.

- Não. - Respondi olhando para o volante.

- Você quem sabe. - Saltou para fora do carro quando outra música começou a tocar.

Também saí do veículo e me encostei no capô. Brad, totalmente desinibido e contagiado pelo rock, passou a dançar ali mesmo, no estacionamento deserto, segurando a garrafa de vinho.

Ele girou pelo local, sentindo as batidas da bateria como se brotassem de dentro dele. Como um bom músico, o cara tinha ritmo, ginga e, droga... era muito sexy.

- Dança comigo, Bells. - Pediu, gesticulando com uma mão. - Vem.

- Não. - Cruzei os braços com a cara fechada. - Precisamos conversar.

Brad ignorou o que falei e tirou seu casaco, jogando-o para cima do capô. Em seguida, se afastou, sacudindo a cabeça como se estivesse tocando sua guitarra. Ele já havia bebido mais da metade da garrafa e não dava sinais de que ia parar por ali.

- Vamos curtir, Bells. Você adorava isso. - Falou alto abrindo os braços.

- Eu mudei.

- Só uma dança. - Pediu, fazendo sua carinha de inocente.

- Não.

Ele colocou a mão no peito e caiu para trás como se tivesse sido alvejado.

- Eu já não sofri o suficiente? - Gritou.

- Nunca será o suficiente. - Meu lado rancoroso predominou.

Brad levantou-se rapidamente e correu em minha direção. Espremi-me contra o carro, tensa. Ele parou há centímetros de mim. Achei que me tocaria, mas não o fez.

- Tão doce e tão má. - Mordeu o lábio inferior.

- Por que isso? O que você quer? - Franzi o cenho.

- Tudo. - Lançou-me seu sorriso mais sensual. - Quero tudo relacionado a você. Preciso admirar cada olhar, sorriso e gesto seu. - Colocou o vinho em cima do carro. - Tudo. - Repetiu, voltando a dançar.

- Rá. - Ironizei. - Você sempre quer tudo de tudo. - Peguei a garrafa e dei um grande gole.

- O que preciso fazer pra ter outra chance?

- Abandone o Link 69. - Debochei sabendo que o feriria.

Brad gemeu não gostando da resposta.

- Vou viver do que?

- Pede esmolas. - Bebi mais um pouco de vinho. - Use esse seu sorriso falso. Garanto que consegue uma grana.

McFadden gargalhou, inclinando a cabeça para trás. De olhos fechados, curtiu o refrão da música e, ainda embalado por ela, ajoelhou-se. Ele colocou as mãos na minha cintura e encarou-me com intensidade.

- Você me tem a seus pés se quiser. - Seu sorriso era tão debochado, sexy e ousado que não tinha como passar confiança. - Não sente esse fogo? - Sua palma deslizou por minha barriga indo ao encontro de meus seios. Imediatamente o detive.

- Pára com isso. - O puxei para cima. Seu rosto quase roçou no meu e ambos ofegamos.

Então, seu sorriso desapareceu dando lugar à mistificação de uma seriedade perturbadora.

- Não vê que somos iguais? Que somos perfeitos um para o outro?

Não consegui desviar o olhar, muito menos me mover quando Brad passou a roçar seus lábios na minha bochecha. Sua sensualidade esmagadora e seu talento para conduzir minhas emoções fizeram-me cair em um estado de semi-inconsciência.

Correnteza.

Eu só conseguia pensar nisso. Me sentia sendo arrastada pela correnteza, por forças maiores e mais fortes que meus braços e pernas. Dentro de mim, eu sabia que estava prestes a me afogar.



Continua no próximo.

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