ED - Capitulo 11

Desculpem pela demora...

Capítulo 11.



Aquele era o tipo de pergunta que eu não deveria ter feito e isso me fez ficar envergonhada, ainda mais diante da reação de Edward, que gargalhou alto. Eu imediatamente tampei sua boca para que meu pai não ouvisse aquilo, mas era claro que ele tinha a audição tão boa quanto a minha.

- Esconda-se rápido!
- Por quê?
- Vai, Edward!

Não demorou nem um minuto e meu pai já batia na porta do meu quarto, enquanto eu trancava Edward no banheiro. Sério, meu banheiro nunca tinha recebido tanta visita do sexo masculino. Eu me vesti o mais rápido que pude e dei uma olhada no espelho para conferir se estava tudo em seu devido lugar.

- Pai!

Minha voz estava exaltada quando abri a porta e a cara do meu pai não era das melhores.

- Quem está aqui contigo, Bella?
- Como assim? Não tem ninguém aqui.

Por favor, não sinto o cheiro de Edward! Por favor! Charlie levantou uma sobrancelha e era claro que ele não estava acreditando em mim. Nem eu teria acreditado.

- Ouvi uma risada e tenho certeza que tinha um timbre masculino.
- Ah! Isso? Então... Eu...

Oh droga! O que, Bella? Qual vai ser a mentira patética dessa vez? Pela primeira vez na vida eu queria ser como a Kiara, a pessoa mais cara de pau que eu conhecia. E então coloquei-me no lugar dela e tentei pensar em algo que ela com certeza diria.

- Eu estava ensaiando para a peça do colégio!

Uau! Incrível! Funciona mesmo! Era só pensar em qualquer desculpa ridícula, que vinha alguma coisa!

- Peça? Do colégio? Você?
- Eu. Colégio. Peça.

Só em falar eu já tinha calafrios. Imagine se eu realmente participaria de qualquer coisa cultural ligada ao colégio! Hilário mesmo! Meu pai de um passo à frente e lançou olhares pelo meu quarto, ainda desconfiado. Ok, vamos aprofundar a mentira.

- Eu peguei um papel masculino e estou treinando.
- Qual peça?

Ele não desistia mesmo, né? Eu lá sei nome de peça de teatro?

- Romeu e Julieta!

Oh Deus, eu não poderia ter pensado em nada pior? Romeu e a imbecil da Julieta? Dava vontade de vomitar...

- Ok... Essa eu vou querer ver.
- Claro! Eu também!

Dei um sorriso tentando não entrar em pânico e ele finalmente foi embora. Eu fechei a porta e me encostei nela, procurando não surtar.

- Nossa! Espero ser convidado para vê-la atuando em Romeu e Julieta!

Ela estava apavorada, olhando-me como se tivesse visto um fantasma. Puxei-a pela mão e sentei com ela na cama, beijando sua boca.

- Edward...?
- Sim.
- Eu... Eu... Meu pai... Romeu e Julieta.
- Oh sim, eu ouvi.

Seria até divertido se ela realmente não estivesse meio que em pânico. Bella soltou sua mão das minhas e apoiou os cotovelos sobre os joelhos, abaixando a cabeça e suspirando.

- O que eu vou dizer quando meu pai vier me perguntar o dia da peça?
- Você dirá que foi cancelada.
- E você acha que ele vai acreditar? A memória dos vampiros é um pouco melhor que a dos humanos, sabia? Ele vai lembrar perfeitamente de hoje e vai saber que eu menti.

Ok, ela estava surtada. Totalmente.

- E daí? Já vai ter passado e então é só você inventar outra coisa. Ele não vai poder voltar no tempo e me ver aqui, Bella. A não ser que você prefira levar isso a sério. Podemos tentar ver com a professora de arte, se ela não quer montar uma peça de Romeu e Julieta e te colocar no papel de Romeu.

Se ele não tivesse acabado de fazer... coisas... em mim... Eu juro que o mataria agora num piscar de olhos. O que salvava Edward era o fato dele ser muito, muito, muito gostoso.

- Você está me vendo rir, por acaso, Edward?
- Não, mas me deixe dizer que se você virar o Romeu, eu talvez vire gay só para dar uns pegas em ti.

Melhor coisa a ser feita? Ignorar os últimos comentários e me focar na única coisa coerente que ele tinha dito. Sobre meu pai não poder voltar ao passado quando descobrisse. E era verdade, Edward tinha um pouco de razão. Eu nem tinha motivos para ficar assim, era besteira minha. Meu pai não tinha o que reclamar, eu sempre fui uma filha obediente. O assunto então parecia ter mudado rápido de foco, pois uma boca de repente estava se mexendo sobre a minha, enquanto mãos passeavam pelas minhas costas, por debaixo da minha blusa.

- Edward...
- Hum?

Ele estava fazendo novamente aquele lance de me deixar doida e sem palavras. Já sentia minha cabeça pendendo para trás e então ele finalmente parou, livrando-me de sua boca e mãos.

- Eu te quero toda, desculpe. É difícil controlar...

E ele achava que dizer isso em voz alta para mim ajudava? Sério?


- Eu vou embora antes que as coisas esquentem por aqui e saiam de controle.

Segurei seu rosto e beijei aquela boca maravilhosa mais uma vez, sentindo os dedos finos de Bella afundarem em meus cabelos. Ela tinha tipo uma tara mesmo por aquela parte do meu corpo. Menina ingênua... Não fazia idéia de que eu tinha partes muito melhores.

- Ok.

Ela falou, suspirando e me fazendo sentir o rei da cocada preta. A vampira estava caidinha por Edward Cullen.

- Bella, me promete que as coisas não vão mais mudar entre nós? Eu não quero sair daqui hoje e amanhã você resolver que não vai mais falar comigo.
- Eu prometo.

Ele estava me olhando profundamente, encarando-me com aqueles olhos perfeitos. Lógico que eu prometia, eu estava dependente de Edward Cullen.

- Tudo bem então. Sério, mesmo que você mude de idéia, eu não desistirei fácil de você.
- Ok.

Ele me beijou mais uma vez, de um jeito selvagem que me deixou nas nuvens e eu quase arranquei sua camisa, mas Edward já estava indo embora.

Depois que Edward saiu de minha casa, foi difícil voltar a me concentrar em qualquer outra coisa quando o cheiro dele estava tão entranhado em mim. Não só o cheiro, mas o gosto, o toque... tudo. Eu realmente não imaginava que estar com alguém e gostar de alguém pudesse ser algo tão intenso assim. Pela primeira vez desde que me tornei vampira, eu deitei na cama e fiquei apenas pensando na vida. Provavelmente perdi até a noção do tempo, pois só me dei conta de que tinha ficado por horas naquela posição, quando meu pai bateu na porta do meu quarto. De novo. Dessa vez, porém, ele não esperou que eu abrisse. Continuou batendo e batendo desesperadamente.

- O que foi, pai?

Eu abri a porta, irritada com aquela atitude dele. Nós sempre tivemos uma relação super tranqüila depois de tudo que aconteceu e isso era algo que facilitava bastante em minha adolescência já conturbada. No entanto, parecia que ó destino conspirava contra mim, pois justo quando eu decidia ter uma vida amorosa, meu pai resolvia perturbar.

- Bella, onde está sua prima?
- Kiara?
- Você tem outra prima?

Minha nossa! Será que ele não consegue entender que eu ainda estou nas nuvens? Não dava para raciocinar tão rápido como ele queria!

- Ahn... Que eu saiba não. Eu espero que não. Não mesmo.
- Bella! Kiara não está em casa e já escureceu!

Oh-oh. Eu tinha esquecido desse pequeno detalhe. Minha prima tinha dito que voltaria de carona com um carinha lá do colégio. Agora, o fato dela não ter voltado ainda, era preocupante mesmo e pela cara do meu pai, ele não estava muito feliz.

- Eu tenho certeza que ela está por aí se divertindo, mas vou procurá-la e trago-a para casa.
- Você sabe onde ela está, Bella? Kiara não deveria ficar andando sozinha por aí com Alec na cidade...
- Sim, eu sei. E eu vou só trocar de roupa para ir buscá-la.

Ele me olhou desconfiado e saiu do quarto. Eu não fazia idéia de onde Kiara poderia estar, que maravilha!

Consegui tranqüilizar um pouco meu pai quando inventei a mentira de que Kiara deveria estar na casa de uma colega de classe. Disse que sairia para buscá-la e que ele podia ficar sossegado, mas nem eu estava. Peguei meu celular e fui discando o número dela enquanto dirigia sem saber direito para onde ir. Kiara não atendia e aquilo já estava me deixando ainda mais tensa. Acabei ligando para a única pessoa que eu não deveria meter no meio da história.

- Edward?
- Oi delícia! Sentiu saudades?
- Não. Estou precisando de ajuda...

Essa menina é um poço de delicadeza e simpatia! A nora que toda mãe sempre sonhou! Estiquei o corpo na cama para falar com minha deusa mais confortavelmente.

- O que você não pede rosnando que eu não faço sorrindo?

Ela falou mais alguma coisa que eu não entendi muito bem. Era algo como
“imbecil” ou “infeliz”, só que eu não iria ficar perdendo tempo tentando adivinhar, né? Se a deusa vampira precisava de ajuda, então era bom que eu fosse ajudá-la.

- O que aconteceu?
- Kiara não voltou para casa e eu não tenho a menor idéia de onde ela possa estar!
- E seu pai?
- Ele é o motivo para eu estar desesperada, Edward! Kiara era minha responsabilidade!

Devo admitir que Bella era um pouco neurótica com esse lance todo de proteção. Ela estava agindo como se Kiara corresse algum risco de vida ou coisa pior!

Edward pelo menos não ficou fazendo muitas perguntas. Disse que tentaria ligar para alguns amigos e descobrir onde Kiara estava. Eu parei na rua da casa dele e fiquei esperando sua ligação de volta, pois mesmo ele dizendo para eu ir até lá, não queria fazer isso. Demorou pouco mais de 10 minutos até que meu celular tocou e era Edward.

- Conseguiu alguma coisa?
- Onde você está, Bella?
- Na sua rua...
- Você pode parar na porta da minha casa, sabe? Não precisa nem pagar estacionamento...
- Você quer uma resposta agora ou depois? Eu quero saber onde está minha prima, só isso.

Ele suspirou tão forte que ouvi perfeitamente pelo telefone. Dava quase para ouvir o som que seu coração fazia.

- Bem, se você fizer o que estou pedindo, eu direi onde Kiara está.

Desliguei a droga do telefone na cara dele e liguei o carro. Eu só não o matava naquele instante, porque ele tinha uma informação que me interessava, mas que ele merecia levar umas boas porradas, isso merecia!

Desci correndo as escadas quando Bella desligou delicadamente na minha cara. Quando cheguei na sala, antes que pudesse abrir a porta, já ouvi o barulho de pneus cantando na rua. Minha mãe, que estava na cozinha, se assustou e veio ver do que se tratava. Que ótimo! Ela teria uma ótima primeira impressão de Bella.

- O que é isso?
- Nem sei, mãe... Deve ser alguém batendo pega aí na rua...
- Edward, abre logo essa droga!

Minha mãe me olhou horrorizada com a voz raivosa do lado de fora de nossa casa. Respirei fundo e abri a porta para ela conhecer sua futura nora.

Que diabos era aquilo? Reunião em família? Por que o incompetente estava com a mãe – eu imagino que seja – ao lado dele, me olhando, não faço a mínima idéia. Tive vontade de puxá-lo pela gola da camisa, mas não sei como a mulher reagiria.

- Oi querida! Esta é minha mãe!

Mentira que ele estava mesmo me apresentando? A mulher me olhou dos pés à cabeça e eu sorri amargamente. Ela com certeza não estava muito feliz com a imagem que via diante de seus olhos. Bem, não seria eu a me importar...

- Você é surdo? Me diz logo onde está Kiara!
- Edward, quem é a sua... amiga?
- Essa é Bella, minha namorada.
- Só se for nos sonhos dessa tua cabeça oca!


Impossível não gamar, né?

Pelo modo como minha mãe me olhava, eu imagino que ela não convidaria Bella tão cedo para um jantar em família. Minhas esperanças para o Natal já poderiam ser descartadas...

- Mãe, preciso conversar com meu docinho...

Ele não podia realmente ser assim, não podia. Era anormal a forma como Edward agia. Ou ele era retardado, ou fingia ser. Só o que salvava, pelo visto, era sua boca. E língua. Usadas juntas, de preferência. Minha ex-futura – ou sei lá que droga ela era – sogra nos deixou a sós e eu puxei-o pela gola da camisa, como queria desde que cheguei.

- Dá para parar de palhaçada antes que eu te enterre no seu próprio jardim? Onde está minha prima?
- Também senti saudades! Vamos, te mostro o caminho.
- Vamos? Quem disse que vou te levar comigo?
- Quer saber onde ela está ou não?

Edward Cullen estava por um triz de perder a cabeça. E eu digo literalmente mesmo.

No momento em que liguei o carro com Edward dentro dele, sabia que me arrependeria amargamente daquela escolha. E as coisas não demoraram para acontecer...

- Então, qual o caminho que pego até Kiara?
- Qualquer um.

Olhei para ele, que não estava prestando atenção na estrada e sim em mim. Ou melhor, em meu corpo. Ou seriam meus peitos?

- Edward? Esqueceu o que veio fazer aqui?
- Procurar Kiara.
- Não “procurar”. Buscá-la.

Ele finalmente virou-se para me olhar e não gostei nem um pouco do sorriso cínico estampado naquele rosto imbecil. Lindo, mas imbecil. Edward não tinha a menor noção do perigo que corria ao me irritar.

- Então, sobre isso... Eu meio que menti.
- Como é? Eu acho que ouvi você falando algo sobre mentir.

Respira, Bella. Mesmo que não seja necessário para sua sobrevivência. No atual momento, é necessário para a sobrevivência dele.

- Pois é, eu menti. Não de sacanagem, mas é que queria passar mais um tempinho contigo. Irei ajudá-la a procurar Kiara, baby.


Ela pisou com tanta delicadeza no freio que bati com a testa no pára-brisa do carro. Maldita hora que esqueci o cinto de segurança!

- Edward, é melhor você desfazer essa confusão, porque eu estou prestes a te matar!
- Não faria isso com a humanidade, né? Eles perderiam a chance de ver essa beleza aqui todos os dias...

Ouvi um rosnado baixo vindo daquele peito com seios deliciosos e suculentos. Bella me olhou com um par de lindos e sensuais olhos vermelhos e nossa! Acho que estava ficando excitado...

- Você é inacreditável!

Ela gritou e rosnou ao mesmo tempo, vindo para cima de mim logo em seguida. Era o sonho de todo homem, ter uma gata dessas atacando dentro de um carro, numa rua escura. E eu estava mais excitado...

- Calminha, não é motivo para pânico. Ela deve estar na casa de Jake, pois ele está fazendo uma reunião lá.
- Você gostaria de dizer suas últimas palavras?

Sim, porque aquele seria o último dia da vida dele. Idiota! Insuportável! Apertei sua garganta com meus dedos e esperei que ele falasse, com bastante dificuldade.

- Bella, você não vai me matar.
- O que o faz ter tanta certeza disso?
- Se me matar, quem vai fazer isso todos os dias?

Por algum motivo que eu desconhecia, Edward puxou meus cabelos com força e me beijou com fúria, talvez esquecendo que eu era a vampira da situação.

Eu senti suas mãos ágeis desbravando pedaços da minha roupa enquanto ele ofegava e gemia com o beijo. Não podia negar que o idiota era um puta de um gostoso, isso era um fato.

Minha gatinha manhosa estava caidinha em meus braços e eu sentia que podia fazer o que quisesse com ela naquele momento...

Quando recuperei a consciência, cravei minha unha na coxa dele, que parou na mesma hora o que estava fazendo para reclamar. Ou gritar, não sabia ainda o que aquilo era.

- Cristo! Quer me matar?
- Era justamente o que eu estava tentando te fazer entender...


Eu precisava urgentemente entrar para uma academia. Ou talvez boxe fosse melhor, quem sabe. O importante era fortificar os músculos porque a menina ali não era moleza.

- Minha linda, você sabe tanto quanto eu, que nossos corpos se atraem naturalmente.

Ela bufou e fechou o punho quando eu jurei que levaria um soco no meio do rosto, mas por algum milagre divino, Bella pugilista voltou ao seu banco e foi dirigindo sempre em frente.

- Eu não entendo o que acontece comigo que ainda não te matei... Juro que não entendo.
- São os hormônios, amor!
- Eu não tenho hormônios, Edward! Eu estou morta!
- Você pode até estar, mas que me deixa super vivo, isso deixa...

Eu podia pegar a cabeça oca dele e bater com ela no console do carro, mas achei melhor deixar quieto, já que se eu quebrasse alguma coisa da picape, não teria dinheiro para consertar. Com Edward eu me entenderia mais tarde.

- Eu vou fazer o seguinte. Te darei a chance de ficar calado até encontrarmos Kiara.
- Tenho que ficar calado, mas posso me mexer?
- Não.

Ele sorriu satisfeito e eu entendi sua brincadeirinha ridícula, quando uma de suas mãos parou em minha coxa.

- Estou te obedecendo, amor. Quietinho aqui...

O idiota passou o dedo pelos lábios, como se imitasse uma chave trancando o cadeado. Típico gesto que adolescentes costumavam fazer... Além de estar morta, ter uma prima maluca, um vampiro atrás da minha família e um pai que estou enganando, ainda tenho que aturar Edward Cullen.

- Você por acaso caiu de cabeça do berço?


Quanto mais ela se esforçava para ser grossa comigo, mais linda e irresistível ficava. Estava quase saindo do castigo imposto e agarrando a vampira raivosa, mas infelizmente chegamos à casa de Jake.

- Se Kiara não estiver aqui, Edward, eu não sei o que vai acontecer contigo.
- Se envolver velas e chicote, está tudo certo!

Tentei ser cavalheiro para fazê-la relaxar um pouco e saí rápido do carro para ir abrir sua porta.

Não entendi o que ele estava fazendo, vindo que nem uma lesma para o meu lado do carro. Apenas abri logo minha porta, atingindo-o sem querer e fui na direção da casa do filhinho de papai.

Ok, meu plano não saiu tão bem calculado... Meu estômago agora estava doendo, mas, tudo pelo amor! Bastava tomar um analgésico quando chegasse em casa. Talvez uma compressa com gelo caísse bem também, não sei.

- Acho que não vão ouvir se tocar a campainha... Pelo barulho, talvez seja melhor sair entrando.
- Ok.

Ela girou a maçaneta com tanta fúria, que o objeto soltou em sua mão. Cara, essa mulher maravilhosa me enchia de orgulho!

Joguei a droga da maçaneta no meio das flores para ninguém ver e saí entrando. O som estava alto e era possível ouvir as risadas das vadias bêbadas.

- Aquela é sua prima, certo?
Tudo bem, eu retiro “vadia”, mas deixo “bêbada”. Kiara estava gargalhando com outras garotas, que com certeza eram da espécie vadia. Jake e alguns outros jogadores arrogantes do colégio estavam enchendo os copos delas, provavelmente com a intenção de estender a festinha logo mais.

- Parou a palhaçada! Kiara, você vem comigo!


Eu tinha medo da minha mãe, mas até mesmo ela ficaria com medo de Bella se a ouvisse agora.

1 comentários :

O Ed é muito bobo!

7 de abril de 2011 15:55 comment-delete

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