ALDE - Capitulo 16

Edward freqüentava as aulas normalmente ao longo da semana, com o semestre acabando o estresse e o nervosismo aumentava com a quantidade de trabalhos e provas a serem feitas. Ele não se manteve imune aos efeitos do estresse, mesmo sendo elogiado pelos professores e admirado pelos alunos e com as notas lá em cima, Edward temia os trabalhos finais como qualquer outro aluno.


Tanto que depois daquele dia ele não foi visitar Bella, Alice fazia questão de explicitar o estado de saúde da amiga mesmo que indiretamente então ele não se mobilizou nenhum instante para ir visitá-la. Além disso, as visitas de Jasper à Alice se tornaram esporádicas na casa e a aproximação entre eles foi inevitável. Jasper sabia a hora de se calar e tinha uma noção das limitações de Edward respeitando seu espaço acima de tudo, por esse motivo eles se tornaram companheiros de videogame, de The big bang Theory e de Fringe. (N/A:Adoro Big Bang Theory)


Edward desconfiava que as visitas de Jasper não eram tão inocentes assim, ele a Alice pareciam se entender de vez, por vezes trocavam carinhos na sala o deixando constrangido por estar no mesmo ambiente que os dois. Edward conversava animadamente com Jasper sobre um novo jogo a ser lançado no mercado. Jasper explicava a ele as diferenças entre o antigo e o original e Edward fingia entender tudo.


- Você não tem aula agora?


- Tenho sim e infelizmente é com a sua irmã e ela está fiscalizando minhas faltas. É melhor eu ir, te encontro à noite para irmos à festa?


- Não sei vou pensar. Esses lugares não me atraem. - Você precisa se distrair, cara. Vamos!


- Vou pensar. – Insistiu impaciente.


- Ok. Todos vão menos a minha adorada irmã que está doente ainda.


- Pobre Isabella. – Brincou lembrando-se de como Bella dormia lindamente aquela noite. Jasper não pôde deixar de rir.

- A Bella ainda te pega, vacile pra você ver. – O sorriso de Edward se desmanchou, ele sabia que era verdade Bella sempre acabava com seu controle emocional, só de vê-la seu coração se acelerava e sua respiração fluía anormalmente. Por isso pensando nela foi andando distraído em direção à sala de aula, e quando deu por si havia se batido com alguém, uma menina.
- Me desculpe, não tive a intenção. – Desculpou-se vendo a garota levantar aos poucos com os livros na mão, livros que percebeu serem de astronomia.
- Está tudo bem.
- Hum... Esse livro não é muito bom, superficial demais. – Afirmou naturalmente sem olhar para a garota.
- Também achei. Ia devolvê-lo agora mesmo.
Edward pigarreou e coçou a nuca nervoso, podia destrinchar códigos complicados, mas não conseguia falar com uma garota. Se arriscou a olhá-la por alguns segundos e arrependeu-se ao perceber o quanto ela era encantadora demais para seu próprio bem.
- Sou Maddie – A garota estendeu a mão para cumprimentá-lo.
- Edward... Cullen. – Disse meio perdido ignorando a mão estendida. Maddie a recolheu e voltou a segurar os livros. Edward a observava de canto de olho, seus olhos pareciam sorrir em harmonia com sua boca, seus cabelos curtos marcavam a delicadeza da expressão tímida.
- Você é o gênio do primeiro semestre.
- Gênio? – Ergueu as sobrancelhas e sorriu tímido.
- Não sou um gênio.
- É sim.
- Não sou.
- É sim.
- Não sou. – Respondeu irritado. Intimidando a garota. – Concorde comigo: se eu fosse um gênio teria terminado a faculdade e estaria trabalhando em projetos secretos do governo.
- Existem gênios que não conseguem explorar todo seu potencial.
- Está bem. Você tem razão. Mas não sou um gênio.
- Se você preferir... Bom, nos vemos depois tenho uma aula agora. – Respondeu vencida.
- Eu também. Boa sorte.
- Pra você também. Edward sentiu a sensação de algo inacabado, algo que devia ter feito, mas não fez por falta de coragem, por sobrar timidez.
Edward sentiu a sensação de algo inacabado, algo que devia ter feito, mas não fez por falta de coragem, por sobrar timidez.
- Ei! Você! – Chamou-a apreensivo. Maddie virou-se e olhou para esperançosa para ele.
- Pegue o livro de Daniken. É bem mais complexo.
- Definitivamente um gênio. – A garota pontuou sorrindo.
Edward sentiu seu estomago dobrar, engoliu seco antes de continuar à caminhar em direção à sua sala. As aulas passaram rápidas, Edward aproveitou à tarde para repassar as matérias atrasadas e terminar alguns slides para um seminário.
Fez tudo sozinho apesar do trabalho ser em grupo, queria se safar de falar em público, isso cabia aos colegas, ele era apenas o homem por trás das câmeras.
Se pegou pensando na garota que encontrou no corredor.Tentou recordar seu nome mas nada vinha a sua mente além do belo sorriso e a teimosia em denominá-lo de gênio.Alice atrapalhou seus pensamentos longínquos o trazendo para a realidade.
- O Jasper te falou da festa?
- Não vou.
- Você disse a ele...
- Que iria pensar. – Interrompeu sem tirar os olhos do monitor. Alice bufou inconformada. Queria que o irmão se divertisse e aproveitasse sua juventude, mas Edward fazia questão de se isolar e de negar. Negar com certeza era mais fácil do que aceitar as conseqüências das decisões que tomava.
- Já pensei e não vou.
- Tem certeza?
- Tenho Alice. E por favor se retire esse perfume é doce demais.
- Como estou? – Alice girou segurando a barra da saia balonê. Ela trajava uma blusa preta brilhosa de alças, saia balonê preta e sapatilha creme.
- Esplêndida. Alice bateu palmas freneticamente e enlaçou o pescoço do irmão.
- Que bom. O Jasper vai pirar.
- Calculando a proporção da sua saia em relação à altura de suas pernas acho que pirar seria a palavra correta para a reação dele.
- Às vezes me pergunto como pode ser divertido observar as estrelas? Tem tantas coisas mais divertidas por aí, como festas.
- Sendo. É uma questão de paciência e dedicação.
- Boa sorte então, Astro boy.
- Astro boy? – Edward murmurou para si mesmo vendo a irmã se distanciar.
Levantou-se e observou através do telescópio Jasper impaciente encostado num carro preto. Observou o garoto sobressaltar-se ao ver Alice e riu certamente a irmã causou a reação que pretendia. Jasper a abraçou e assim ficaram por um bom tempo até Rosálie pôr a cabeça para fora do carro e buzinar impaciente chamando a atenção dos dois. Perguntou-se se um dia ele reagiria assim com Bella se poderia ser fácil, como para Jasper e Alice, demonstrar seus sentimentos.
Tinha receio de não dar o devido valor à Bella,de ser indiferente à ela se chegassem à namorar. Seus questionamentos se acentuaram ao ver por trás das lentes do telescópio uma Isabella vestida para sair, trajando um vestido azul colado no corpo magro. Observou ela tirar uma chave da bolsa também azul e ir em direção ao Cadillac Escalade estacionado em frente ao prédio. Num átimo pegou a primeira camisa que viu pela frente, vestiu por cima da branca surrada e saiu correndo sem pensar nas conseqüências. Sua mente martelava nos motivos que levaram
Bella a sair doente vestida daquela forma. Desceu as escadas esbaforido e correu para o meio da rua com o propósito de parar o carro.
Kate Perry - Hot n Cold
Bella estava tão distraída com a idéia de seu plano de fuga ter dado certo que nem ao menos percebeu quando duas mãos encontraram o capô do carro. A voz de Kate Perry ecoava pelos alto falantes e ela se movia ao ritmo da música enquanto manobrava o carro, só percebeu a presença de Edward antes de acelerar para a sorte dos dois. Do vidro fumê podia ver o olhar assustado e seu peito subir e descer por quase ter sido atropelado. Abaixou o volume do som, fechou os olhos e apertou o volante com força. Sua vontade era atropelá-lo para poder ir à tão desejada festa, esquecê-lo, respirar o ar entorpecido de álcool e da alienação. Abriu os olhos à tempo de vê-lo bater no vidro com ar furioso.Abaixou o vidro e encarou-o impaciente.
- O que quer? Se matar? Sinto muito acho que ainda não é a sua hora. – Bella sorriu sarcasticamente. Ele por sua vez não entendeu nada, permanecia em transe sem acreditar no que havia feito. Se jogar sobre um carro só para impedir uma garota de chegar ao seu destino definitivamente não estava nos seus planos.
 - Você não pode sair.
- Olha Edward se não se importa tenho uma festa para ir. As pessoas esperam que eu vá. – Disse procurando os resquícios de paciência perdidas.
- Quem espera?
Bella parou para pensar, na verdade as pessoas sempre esperavam algo dela e ela simplesmente dava sem receber nada em troca. Eram amizades falsas e vazias de pessoas egocêntricas demais para enxergar a realidade.
- Alguém. Alguém que não me ignora, nem tenta se matar, alguém que sabe muito bem o que quer.
- Sinto muito, só fiquei preocupado. Não irei mais incomodá-la. – Disse se afastando do carro esperando vê-la partir com o último fio de esperança. No fundo ele deveria saber que sua relação com Bella seria um desequilíbrio constante.
Bella revirou os olhos ao ver Edward cabisbaixo, seus lábios eram uma linha reta e seus olhos vazios e sem brilho. Ótimo, ele conseguiu o queria. Retornaria ao seu vício, era um ciclo constante e perturbador, poderia ir até a festa, dançar, beber, procurar afeto em outros corpos, mas continuaria com a mente nele.
 - Puta merda. – Exclamou dando um soco no volante. Olhou para ele e suspirou.– Entra. Você conseguiu, não vou mais. Agora entra no carro. Edward ergueu as sobrancelhas, não era de receber ordens e as quebrava com facilidade. Mas uma Bella furiosa e exaltada o chamara e ele sabia o quanto a garota era imprevisível. E entre duas incertezas rodeou o carro e entrou.
Olhou desconfortável para Bella e abaixou os olhos com medo de uma possível reação inesperada. Bella impaciente esperou ele fazer ou dizer algo, mas sabia que Edward não era de tomar iniciativas, então resolveu intervir antes que ficassem calados a noite toda disfarçando olhares.
- Aonde você quer ir?
- O quê? – Ele indagou confuso.
- Aonde você quer ir? Você me impediu de sair agora me diga o que fazer.
Edward duvidoso ergueu as sobrancelhas. Bella se manifestava de maneira hostil deixando-o mais confuso ainda.
- Não sei. Na verdade deveria estar em casa estudando e concluindo os trabalhos finais. Ela revirou os olhos e deu um muxoxo. Edward era a representação da indecisão e da incerteza, portanto traçou em sua mente o roteiro ideal para os dois.
- Eu sei aonde vamos. – Disse sorrindo maliciosamente. Ele arregalou os olhos e observou Bella ligar o motor do carro e em seguida o som numa altura irritante para qualquer ouvido, a música que tocava era mais irritante ainda mas traduzia perfeitamente como ele deveria se sentir diante da incerteza do destino daquela noite.
 
Someone call the doctor Got a case of a love bi-polar Stuck on a roller coaster Can't get off this ride You change your mind Like a girl changes clothes
- Eu te dei a chance de escolher e você jogou-a fora, agora aceite as conseqüências.
Quis socar-se por não ter forças para se livrar dela, sair dali era inútil quando os sentimentos dominavam suas escolhas.
- Ótimo. – Murmurou para si mesmo apoiando o queixo na mão e acompanhando o caminho desconhecido através da janela do carro. Estava preso por vontade à sua desconfiança.
- Eu te avisei. Bella disse ao chegarem no destino prometido.Um bar karaokê para o desespero do garoto. O letreiro azul de neon brilhava e ele piscou seguidas vezes antes de ler “karaokê”. Seu corpo estremeceu e ele transpirou visivelmente até a entrada.
- O que estamos fazendo aqui? - O que se faz num karaokê? Canta-se...
- Cantar? – Perguntou engolindo seco e acompanhando Bella e seu andar malevolente com o vestido curto.
- Sim. – Bella pegou na mão de Edward obrigando-o a segui-la. Sentiu sua mão trêmula e parou de caminhar.
- Algum problema? – Questionou sorrindo marota encarando a face insegura do garoto.
- Sim. Eu tenho medo.
Bella sorriu e trouxe o seu rosto para si forçando-o a olhá-la, por mais incomodado que estivesse ele manteve o rosto entre as mãos dela.
- Não tenha medo, Edward. Estamos juntos, aqui e agora. Vamos aproveitar. O que acha?
- Eu não vou cantar.
- Veremos.
O ambiente era reservado, pequeno, mas não deixava de ser agradável.
Havia mesas formando um L por todo o lugar, o palco improvisado onde se encontrava o karaokê e o bar onde um homem de meia idade organizava as bebidas. E para a sorte de Edward estava praticamente vazio devido à festa o movimento era bem fraco.
- Está vendo? Vazio.
- Quase vazio. – Corrigiu ele ainda desconfortável.
- Relaxa Spock. – Brincou jogando a cabeça no ombro dele.
- Spock. – Resmungou incomodado. Bella largou a mão dele e foi em direção ao bar. Edward observou-a se esticar sobre o balcão para cumprimenta o barman.
Sentou-se em uma das mesas em frente ao palco e observou Bella voltar sorridente se sentando ao seu lado.
- Pronto? – Perguntou ela.
- Você vem sempre aqui? – Perguntou casualmente. Ela não pôde deixar de rir imaginando Edward cantando alguma mulher com essa pergunta, certamente nunca o veria fazer isso, não ele.
- Sim. Gosto de vir cantar aqui. Geralmente aqui é cheio mas hoje é dia de festas. Na maioria das vezes canto bêbada com o Jasper, é engraçado.
 
- Não me mostre isso, por favor. – Pediu sério.
- Não mostrarei, quero me manter sóbria pra você.
- Se você espera que eu cante sinto muito te decepcionar, mas não vou.
- Edward você é meu essa noite. Afinal, você estragou meus planos.
- Isabella, por favor...
Tarde demais Bella já havia levantado indo em direção ao palco. Edward apoiou a mão no queixo e observou Bella escolher uma música e selecioná-la no karaokê. Os acordes iniciais de guitarra de “Sweet Child o´mine" do Guns´n´Roses chamaram sua atenção e ele se endireitou na cadeira para olhá-la se apossar do microfone como se fossem íntimos e aproximá-lo de sua boca, Edward acompanhava cada movimento de Bella cada palavra que saia de sua boca. Bella dominava a música com maestria, como se as notas a pertencessem e Edward simplesmente não desgrudava os olhos da garota que atiçara seus desejos mais indiscretos. Bella arriscava olhar para o embasbacado Edward e sorriu marota enquanto a estrofe dizia mais do que qualquer outro gesto de sua parte.
She's got eyes of the bluest skies As if they thought of rain I hate to look into those eyes And see an ounce of pain

Ele respirou fundo e bagunçou os cabelos com a mão livre. De uma coisa estava certo em sua mente confusa: Bella sabia seduzi-lo e levá-lo à loucura.


- O que achou? – Perguntou enquanto se sentava de volta à mesa em meio à aplausos que Edward mal ouvia preso à sua realidade cruel.

- Incrível. – Murmurou sorrindo tímido. Arriscou olhá-la e viu a garota sorrir de volta, aquele sorriso que tanto apreciava.

- Vão querer beber alguma coisa? – Perguntou o barman se dirigindo aos dois.

- Pra mim um chá gelado, por favor.

- Pra mim aquele chá especial, Gerry.

Bella à todo movimento procurava no olhar de Edward alguma brecha da qual pudesse se aproveitar.Não sabia ela que atormentava o garoto com sua voz e seus movimentos.

Gerry voltou com as duas canecas grandes cheias de chá. Edward bebericou o seu e sentiu o liquido descer-lhe quente pela garganta, estranhou a sensação provocada pela bebida em seu estomago, mas continuou bebendo,precisava se recuperar depois do desempenho de Bella. A sensação estranha só aumentara e ele olhou desconfiado para a caneca.

- Esse chá não parece chá gelado de Long Island. – Afirmou Bella estranhando o gosto do chá puro, não havia nenhum sinal de álcool ali.

- Não estou me sentindo bem. – Edward murmurou com a voz grogue, a bebida atingira em cheio seu estomago causando desconforto e incomodo.

Bella olhou para o garoto que se recostou na cadeira com uma mão sobre o estômago e a outra sobre a cabeça. E então concluiu o inevitável, Edward havia bebido o seu chá de Long Island com alto teor de álcool. Só restava a ela lamentar e levar o garoto para casa.

- Minha cabeça está pesada. – Ele resmungou baixo, sentindo seu corpo amolecer.

- Ai meu Deus. Alice vai me matar. – Bella afirmou desesperada. Levantou-se e foi em direção ao garoto segurando seu rosto entre as mãos pequenas. – Agüenta firme. Não durma por nada nesse mundo!

- Calma Isabella. – Edward pediu rindo de algo que nem sabia o que era. Apesar da cabeça pesada sentia uma felicidade espontânea e uma vontade imensa de rir.

- Calma?Eu te embebedei!

- Você é muito chata sabia?

- E você está bêbado. – Concluiu Bella segurando o rosto dele com todo cuidado. Acreditava ela que essa era a primeira vez que Edward bebia,já passou por essa situação e sabia dos danos e das alegrias de se embebedar.As conseqüências só viriam depois. – Consegue levantar?

- Claro que sim sua idiota. – Edward levantou de vez, mas em seguida se arrependeu ao sentir o mundo inteiro girar em sua frente. Bella exasperada o segurou pela cintura e o empurrou com dificuldade para fora do bar.

- Gerry põe na minha conta. – Gritou antes de sair.

Edward ria feito uma criança e finalmente ela compreendeu como era estar do outro lado,compreendeu o motivo de Jasper e Rosálie a olharem torto depois de uma noite regada a bebida e nenhum juízo.Edward se recostou no carro e olhou diretamente para ela,estavam próximos o suficiente para ele esticar sua mão e acariciar o seu rosto com as pontas dos dedos.A sensação do toque desencadeou arrepios.

- Eu nunca te disse o quanto você é linda. – Ele afirmou grogue aproximando seu rosto do de Bella. Ela sabia que aquilo tudo passaria amanhã e Edward voltaria a ser o mesmo hostil e controlado, mas não negou o quanto essas palavras a atingiram em cheio. Podia se aproveitar do seu comportamento estranho por apenas essa noite.

- Disse agora.            

- Você sabe do que estou falando. – Ele disse relaxando a cabeça no carro sentindo o vento da noite acariciar sua face. Bella deu tapas seguidos no seu rosto obrigando-o a olhá-la. Então ele o fez,olhou naqueles olhos escuros intensamente,pela primeira vez Bella sentiu a veracidade daquele olhar e pôde explorá-lo ao máximo.

- Você é agressiva deveria ser colocada numa jaula.

- E você é um chato bêbado. O que eu faço com você?

- Me beije, oh doce Isabella. – Ele respondeu instantaneamente incapaz de reprimir o que sentia, só restavam farelos do seu consciente. Bella se viu tentada a se perder naqueles lábios macios que tanto amava.

Sim ela se lembrara de todas as palavras que dissera e se arrependera de ter saído de casa. Se não fosse sua desobediência estaria em casa, em sua cama vendo algum filme repetido na televisão e não corrompendo estudantes de astronomia comportados.

- Edward o que você está sentindo? – Perguntou ansiosa de preocupação, não era assim que imaginava sua noite com o garoto.

- Uma imensa vontade de rir. – Respondeu deixando a cabeça pender no ombro de Bella. De súbito a garota estranhou o movimento, mas depois apreciou gentilmente o modo como Edward respirava em seu pescoço provocando cócegas sutis.

- Você cheira bem, seu perfume é tão bom. – Bella acariciou a cabeça dele com o queixo e sorriu, satisfeita por Edward não ter visto seu rosto queimar.

- Se você fosse assim o tempo todo... – Murmurou.

- Assim como? – Ele perguntou sem se mexer.

- Carinhoso, sutil, espontâneo. – Edward ergueu a cabeça e olhou-a atentamente ouvindo cada palavra que saia da boca de Bella.

- Eu sou um idiota o tempo todo. Um imbecil... – Bella o calou abalada pondo o dedo indicador em seus lábios.

- Eu amo esse idiota, portanto respeite-o.

- Ama?

- Quer que eu prove? – Bella sugeriu brincalhona.
I Wanna - The All American Rejects

Edward mirou os lábios de Bella enquanto ela  falava exprimindo seu desejo contido de beijá-la.Com os instintos em alerta e o coração socando-lhe o peito ele à beijou,esmagando seus lábios com ânsia e almejo.

Sua língua inexperiente aos poucos adentrou a boca dela,suas mãos à apertaram contra si com vontade.Ele explorou cada parte,cada pequena sensação era um choque para seu corpo.Bella fechou os olhos aos poucos ainda apreensiva,sua língua brincava com a de Edward,se deliciando à cada movimento.Seus corpos assim como suas línguas estavam em perfeita sincronia no estável universo dos opostos.Era tudo perfeito demais para ser real e Bella lembrou-se do pequeno detalhe,ele estava alterado,para ela seria a lembrança de um beijo inesquecível para ele um prazer momentâneo.Então se afastou com o coração na mão e com o olhar atento de Edward acompanhando-a.

- Desculpe. – Pediu abaixando a cabeça.

- Pelo quê?

- Por ter afastado.

- Você que deveria me desculpa por eu ser um idiota esse tempo todo. Não sei como você gosta disso. – Disse apontando para si mesmo. Edward não tinha o mínimo de controle e pudor todas as frases reprimidas  saiam de sua boca sem restrição.

- Pare de se culpar. Você é incrível. Só precisa de um banho e da sua cama.

- Sim mamãe.

 Bella apertou o botão para destravar o carro e praticamente empurrou Edward para dentro e colocou o cinto nele para impedi-lo de cometer besteiras. Rodeou o carro e entrou em seguida. Pensara ela que seu inferno iria terminar  mas era apenas o começo.

- Isabella eu já te disse o quanto você é linda?Principalmente quando ri,aquelas covinhas laterais são tão lindas,e os seus olhos parecem dois planetas alinhados,as sardas do seu nariz são tão...

- Você notou que tenho sardas no nariz? – Perguntou surpresa.

- Sim tem e eu adoro cada uma delas.

- Desde quando?

- Desde a noite que você dormia ao meu lado, eu vigiei seu sono a cada segundo. Você dorme com a boca semiaberta.É engraçado...

Bella se viu tentada à alimentar suas perguntas,sabia que Edward responderia todas sem censura.

- E o que mais você gosta em mim?

- Das suas pernas, da sua pele macia, dos seus braços. – Enquanto citava cada parte Edward as tocava e Bella se viu perdendo o controle do carro a qualquer momento.

- Edward estou dirigindo.

- E eu te admirando.

- Pára! – Disse sentindo o rubor tomar conta do seu rosto.Até que não era tão difícil conviver com um Edward bêbado,era mais complicado conviver com a versão original.

Ele saltou do carro por livre e espontânea vontade para a sorte dela.Bella acompanhou seu andar cambaleante sempre atrás dele evitando assim uma possível queda.

- Você trouxe a chave?

Ele apenas riu, Bella irritada tateou os bolsos da calça dele em busca das chaves, e ele não se importou nenhum pouco.

- Hum. O que você está procurando?

- Meu juízo. – Respondeu sem paciência.

- Encontrou?

- Não enquanto eu quiser você. – Bella afirmou pegando na mão dele. – Vamos para a minha casa.

- Posso jogar Nintendo Wii?

- Não. Você vai dormir. – Retrucou ela abrindo a porta do apartamento.

- Com você?

- Talvez. – Respondeu sorrindo maliciosamente.

- Você quer? – Edward perguntou entrando no apartamento escuro e vazio. Bella virou de costas para ele procurando o interruptor.

- Quero. – Edward virou-a para si e pegou seu rosto entre as mãos. – Quero que você seja minha namorada. Só minha.

Bella se viu surpresa com a força das palavras. Era como se todos seus sonhos com ele se realizassem,sua maior invenção se concretizasse. Pena que era um desejo tão profundo que Edward não conseguiria exprimir lúcido e aquela idéia a abalava.

- Infelizmente isso não será possível enquanto você estiver inconsciente.

- Mas eu quero! – Insistiu. Novamente tomou os lábios de Bella, mordendo o seu lábio inferior de leve, ela gemeu em aprovação e aprofundou o beijo enroscando as mãos em seus cabelos. Sentiu seu corpo amolecer, não tinha mais forças para ignorá-lo e não queria. As mãos de Edward percorriam suavemente suas costas como um mestre e não como um simples leigo, seus dedos apertaram sua carne de leve e ela flutuou numa nuvem de prazer contagiante. Bella apreciou bem o momento em que sua língua macia dançava no mesmo ritmo que a dele antes de se afastar. Sua respiração errática e a tontura tornavam impossível qualquer movimento coerente.

- Edward Cullen pare de me seduzir.

- Parece que já consegui. – Edward afirmou tocando seu nariz com o dedo indicador.

- Maldito superego. – Bella grunhiu baixo.

 Passado o momento de descontrole tudo que Bella sentia era culpa por querê-lo tanto a ponto de se aproveitar do seu estado alterado. Sua mente insistia em puni-la, mas seu coração queria ir mais longe e explorar o melhor da situação. Entre diabinhos e anjinhos ela grunhiu nervosa com a insistência de Edward em brincar com sua sanidade.

- Por que você não me quer?

- Que besteira. Eu quero muito você. E por isso vou obedecer ao anjinho. – Respondeu insegura, virou-se puxando a mão de Edward em direção ao quarto, mas só conseguiu chegar até o corredor, pois as mãos dele empurraram-a contra a parede.

- Se você continuar vou te acusar de estupro. – Edward pousou a cabeça no seu ombro direito, as mãos apoiadas na parede por conta do desequilíbrio.

- Vai alegar o que?

- Que você me empurrou na parede contra a minha vontade.

-Há uma mentira aí. – Seu hálito quente ia de encontro ao pescoço dela provocando calafrios.

- Ah é?

- Não foi contra sua vontade. Foi totalmente a favor. – ele disse levantando a cabeça. Os olhos perturbavam os dela de novo, Edward a beijou novamente e Bella não resistiu, o diabinho empurrou o anjinho ganhando a luta.

Ela a guiou as cegas até o quarto sem afastar os lábios dela.

Em algo concordavam, estavam presos à aquele beijo por vontade.Era o único momento em que era iguais e podiam desfrutar da atração insaciável que sentiam Edward à negava piamente e em momentos como esse fora do seu juízo normal,suas pulsões traziam à mente os desejos mais profundos.Um pouco tonto ele bateu as costas contra o colchão mole da cama e observou a garota insegura em sua frente.Seus olhos brilharam de desejo e ele queria obedecê-los.

- Merda! – Bella murmurou antes de encaixar suas pernas nas laterais do quadril dele e se inclinou para beijá-lo. – Que fique bem claro que você pediu isso. – Sussurrou antes de aprofundar o beijo se perdendo em um misto
de emoções perversas.

As mãos dele se posicionaram em seu quadril e as dela se distraiam entre os cabelos bagunçados do garoto e a outra puxava a gola da camisa.

Afastou-se para procurar ar e olhou profundamente nos olhos avermelhados dele. Continuando aquilo daria seu corpo para um Edward diferente do qual se apaixonou, seria apenas mais uma transa na qual de manhã seriam estranhos um para o outro.Perderia a magia da paixão que nutria por ele em nome de um prazer momentâneo.Procurou nos olhos de Edward o garoto tímido e equilibrado o qual amava porém o álcool não deixava.

- Chega! – afirmou mais para si mesma do que para ele, procurou a convicção perdida em algum lugar. Saiu de cima dele que ficou deitado procurando respostas para o que havia acontecido.

Bella correu para o banheiro fechando a porta atrás de si, encostou-se na porta e deixou seu corpo amolecido ir de encontro ao chão.

- Isabella me deixe entrar.

- Não, você é um risco.

- Você também é, mas estou aqui.

Era engraçada a inversão de papéis, Edward era o caçador e Bella a caça. A diferença era que ela não precisava de álcool para demonstrar seu desejo por ele.

- Se eu abrir você promete não tentar me agarrar? – Perguntou Bella levantando-se vagarosamente.

- Sim, querida.

Suas sobrancelhas se ergueram ao ouvir o apelido, surpreendida abriu a porta permitindo sua entrada.

- Oi. – Ele disse sorrindo torto

- Oi Edward. Está tudo bem?

Edward piscou seguidas vezes, sua visão turva dificultava seu equilíbrio, se apoiou na bancada de mármore do banheiro e respirou fundo. Sua cabeça doía e pesava.

- Vem comigo. – Aflita Bella tomou suas mãos nas dela e o puxou para perto. Caminhando de frente para ele, ajudou-o a deitar-se na cama.

Ele buscou por todo canto qualquer vestígio da presença de Bella. Ela tirava os tênis do garoto e se adiantou mais um pouco para tirar sua camisa xadrez azul deixando-o apenas de camiseta e calça.

- Bella.

Ouviu Edward murmurar grogue e ergueu os olhos para o rosto do garoto. Ele raramente a chamava de Bella.

- Fica comigo.

Numa noite de surpresas ela se rendeu a maior de todas, pela primeira vez sentiu quem precisava de quem naquela relação. E não desistiria facilmente até tirar o melhor dele.

Deitou-se ao lado de Edward que a puxou para si desengonçado, seus braços se estreitaram em torno dela e Bella apoiou a cabeça em seu peito ouvindo seu coração bater forte, sorriu satisfeita por bater por ela.

- Bella...

- Durma. – Ordenou afetuosamente.

Edward respirou fundo e segundos depois adormeceu. Bella observou deitada ao seu lado seu peito subir e descer, a respiração calma e o sorriso tímido em seus lábios.

- Se você fosse assim o tempo todo.

Se Edward fosse assim o tempo todo Bella talvez não se apaixonasse por ele, afinal ele seria como tantos outros que ficou e se envolveu não fazendo assim nenhuma diferença em sua vida.

Deixou-o dormindo, desvencilhou-se de seus braços e foi tomar um banho frio para absorver tudo que havia acontecido. Não parava de pensar no que acontecera aquela noite, não parava de imaginar quais seriam as conseqüências.

Vestiu um pijama antigo e deitou-se ao lado dele a fim de dormir. Sua mente girava num misto de emoções loucas e já era tarde quando seus pensamentos a deixaram em paz.

0 comentários :

Postar um comentário