TCS - Capitulo 32


Capítulo 32.




A estrada estava tranquila e eu pude levar o velocímetro ao máximo. Quanto mais rápido chegasse, mais rápido estaria de volta para Bells. Já começava a escurecer quando estacionei na calçada do endereço que Lestat me deu.

Entrei no galpão visivelmente abandonado, procurando pela minha presa. Lestat disse que era um cara baixo e parrudo, de cabelos castanho claros. Acabei pisando sem querer em um corpo de mulher caído no chão. Agachei para sentir seu pulso e constatei que estava morta, mas o corpo estava quente ainda. Nosso amigo ainda devia estar por ali...

Sua vadia!




Hein? Ouvi uma voz grossa vindo lá de cima e um gemido de mulher. Saco! Odiava testemunhas. Subi rápido as escadas e quando cheguei lá, o recém-nascido estava dando uma chave de braço em... nada mais nada menos, que Buffy.

- Ora, ora...
- Quem é você? Não se aproxime!

Ele parecia visivelmente nervoso e assustado quando me viu.

- Sou a mesma coisa que você.
- Me... solta!

Buffy estava totalmente imobilizada. Não sei como ele conseguiu essa façanha, pois a garotinha era rápida.

- O que você quer aqui? Ela é minha! Vai caçar a sua!
- Na verdade... minha caça é você.

Ele me olhou apavorado, vacilando um pouco, enquanto Buffy me olhou surpresa.

- Mate-o logo então!

Ela gritou se contorcendo.

- Vou esperar ele terminar contigo. Depois o mato, ok?

Encostei na parede e fiquei olhando os dois. O imbecil tremia e não sabia mais o que fazer. Por fim, ele resolveu continuar o trabalho e apertou mais o braço em volta do pescoço dela.

- N...ã...o...

Cacete! Uma droga de uma imagem da filha da caçadora veio na minha mente e eu não podia deixá-lo fazer isso. Droga! Droga! Devo estar ficando frouxo... Tudo culpa da Bella. Fui até eles e esmaguei seu braço, soltando Buffy na hora.

- Achei que fosse ficar olhando!

Ela resmungou enquanto alisava a garganta vermelha.

- Era essa minha intenção. Mas ia ser chato depois... sem você para me perseguir.

O raivoso rosnou e acho que ficou brabo, vindo em cima de nós dois. Buffy deu um chute de costas nele e o segurou, torcendo seus braços para trás. Eu aproveitei a deixa e arranquei sua cabeça.

- Finja que não me viu aqui, loirinha.

Lambi o sangue dos dedos e saí do galpão.

Ok, eu prometi que não ia ficar pensando no que ele estava fazendo, nem que ia ficar nervosa. Mas não dava. Já tinha se passado da meia-noite e Edward não tinha dado notícias de que estava vivo. Por que eu não escolhi alguém com uma vida menos de filme de terror?

- Hazel!

OMG. Fiquei tanto tempo na internet que não vi o que ele estava fazendo.

- Jake, vem cá... Hazel, quem mandou você fazer isso?
- Não tinha nada para fazer, Bella. Você não me deixou morder suas amigas...

Angie ia me matar quando visse Jake com o pêlo todo trançado. Eu só arrumo problemas... Olhei a criança de braços cruzados e fazendo bico na minha frente. Como que ele conseguia, numa hora ser totalmente auto-suficiente e na outra parecer um anjinho que precisa de colo?

- Ok, tudo bem. Mas desfaça isso, certo? Ele não pode ficar assim, querido.
- É né! Vou tirar!

Hazel pegou Jake no colo e saiu do quarto batendo pé.

Devo ter caído no sono, porque não sei como nem quando, mas sei que acordei por causa do ganido de Jake. Pronto, virou hot-dog.

- Hazel!

Saí correndo do quarto e desci até a sala. Hazel vinha na minha direção com a cara fechada enquanto Jake mancava lá no tapete.

- O que houve?
- Ele me mordeu!
- Ah querido... tenho certeza que não deve ter doído. Deixa ele... Vem para o quarto!

Peguei ele pela mão e subi de novo as escadas. Quando cheguei lá em cima é que eu fui me tocar que quem gemeu não foi o Hazel e sim o Jake.

- Hazel, por que ele chorou?
- Ele me mordeu. Logo, eu mordi ele também.

A criança me olhou sorrindo diabolicamente.

- Olha só, Hazel, você não pode sair mordendo os animais, ok?
- Mas ele me m...
- Eu sei! Mesmo assim.

E Edward ainda tinha a louca idéia de usar Hazel como pajem do casamento... Isso não daria certo. Entrei com ele no quarto e tranquei a porta, escondendo a chave.

- Arruma alguma coisa para fazer enquanto eu tento dormir
- Ok.

Deitei de novo e fechei os olhos. Sabe quando você tem a sensação de que tem alguém te olhando? Pois é. Abri de novo os olhos e vi Hazel sentado num canto me olhando.

- Hazel... Não precisa ficar me olhando.
- Mas nao tem nada para fazer.
- Gosta de computador?

Nem esperei a resposta. Taquei o notebook em cima dele e deixei que aprendesse a mexer. 



Quando cheguei no quarto de Bella, vi uma cena inédita. Hazel mexia que nem um nerd no computador enquanto ela roncava. Toquei a cabeça dele e ele então me viu, abrindo um sorriso e me puxando pela camisa.

- Quero um desses!

Tudo o que eu não precisava agora, era Hazel virando um nerd. Ou... pensando bem... melhor nerd do que tarado.

- Amanhã te compro um. Agora, que tal você nos deixar sozinhos?
- A porta está trancada.
- Por que?

Bella não costumava trancar o quarto. E com Hazel dentro? Ela era louca?

- Eu acho que é porque eu mordi o Jake...
- Você o que?

Ele fechou a boca e abaixou a cabeça. Mentira que foi isso que escutei. Ele mordeu o cão? O cão? Ok, eu estava passando mal. Era hilário.


Não foi o ganido do Jake que me acordou dessa vez. Foi uma maldita gargalhada... do meu namorado!

- Edward?
- Oi... amor...

Ele não conseguiu completar a frase porque aparentemente, estava rindo.

- Edward!

Não a irrite, não a irrite. Parei de rir.

- Oi amor. Onde está a chave do quarto?

Bella tirou uma chave do bolso do short e jogou para mim. Abri a porta e Hazel correu.

- Espero que ele não arranque nenhum membro do Jake, Edward!
- Na pior das hipóteses, vai ser o rabo, amor... Nada demais.

Deitei em cima dela, do seu corpo quente e beijei sua boca.

O que ele estava fazendo em cima de mim e me beijando? Eu não resistia àquela boca...

- Edward...
- Hum?

Suas mãos já percorriam a lateral do meu corpo, levantando minha blusa.

- Eu sei que não podemos transar, Bells. Antes que você pergunte... - ele levantou o rosto e sorriu. - Estou só te provocando.

Edward levantou da cama como se nada tivesse acontecido. Eu ainda mato!

- Você demorou...
- Então, já que não tenho sexo aqui, tive que procurar em outro lugar... 




Eu sabia que ela não acreditaria, mas era legal só em vê-la irritada. E eu acertei, pois ela tacou o travesseiro em cima de mim. Doeu horrores, nossa!

- Mais forte, amor, mais forte!
- Vai embora antes que eu arranque essa sua cabeça.
- E você faria isso como?
- Ahhh! Vai embora, Edward!

Assobiei e Hazel veio. Ele estava passando tempo demais com Jake...

- Edward!

Sabia que ela não aguentava muito tempo sem falar comigo. Lá fui eu sorridente falar com o amor da minha vida.

- Que?
- Achou o cara?
- Achei ele e achei Buffy lá também.
- Buffy?
- É, está tudo bem, Bells. Já o matei. Boa noite, princesa.

Dei um beijo na testa dela e levei Hazel embora.

- Vai mesmo comprar um computador para mim, Edward?
- Vou.
- Pode ser agora?
- Pode ser de preferência quando as lojas estiverem abertas.

Olhei pelo retrovisor e vi um carro nos seguindo.

- As lojas não estão abertas?
- Não, Hazel. As lojas não costumam ficar abertas de madrugada.

Acelerei mais e vi o carro acelerar também. Os faróis não me deixavam ver a silhueta da pessoa, se era homem ou mulher.

- Liga para meu pai que ele faz as lojas abrirem agora!

Na maioria das vezes, Hazel me irritava. Essa era uma delas.

- Cala a boca, Hazel. Estou tentando pensar aqui.
- Não precisa, só liga para o meu pai.

Eu vou matar esse garoto. Freei bruscamente e saí rápido do carro. O que estava me seguindo acelerou para tentar passar direto, mas eu dei um soco no vidro quando ele passou por mim. A pessoa provavelmente se assustou e quase perdeu a direção, pois foi parar no acostamento.

- Fique com essa bunda grudada aí, Hazel!

Vamos ver quem é o bonitão que resolveu me seguir. A porta do carro abriu e a loira anã saiu lá de dentro.

- Você é louco?
- Buffy? A qual é? Me seguindo de novo?

Ela ajeitou os cabelos e andou meio lesada até mim.

- Não. Só queria... agradecer. Obrigada.

Impressão minha ou ela estava esticando a mão para mim. Queria tanto poder tirar uma foto da caçadora me agradecendo...

# 1 semana antes do casamento #


- Não! Não e não! Eu pedi lilás, não roxo! Percebe que lilás é diferente de roxo? São duas tonalidades!

Ela pegou um pedaço de tecido lilás e um outro roxo.

- Vê?

Ok, eu sabia que Bella estava nervosa com o casamento, eu só não sabia que ela ficaria histérica. Estava começando a ficar com pena do decorador que Alice contratou. Ele agora olhava quase chorando para mim.

- Resolva com ela... Não me olha não.
- Edward, você vê como é diferente? Lilás e roxo?

Para mim era tudo a mesma merda, mas quem era eu para irritar uma noiva neurótica?

- A diferença é gritante, amor.

Ela empurrou os tecidos das duas cores em cima do decorador e saiu dali. Lá fui eu atrás.

- Bells, falta 1 semana, querida. Basta encomendar a cor lilás...
- E se não der tempo? Culpa da Alice que me convenceu a pedir essa seda italiana!

Eu até hoje não conseguia imaginar o Hazel com uma roupinha de pajem lilás, mas estou quieto. 


Edward me olhava como sempre... Lindo e gostoso. Me fazia até esquecer de matar o decorador que encomendou uma seda italiana caríssima de OUTRA cor. Agarrei-o pelo pescoço e fiquei na ponta dos pés.

- Que tal, minha cama, agora?
- Hum... ótima proposta, mas só depois do casamento, amor.

Ele ia me fazer sofrer até a noite de núpcias, claro. Beijei aquela boca gostosa e mordi no final, crente que ele ia reclamar. Mas eu sempre esqueço que namoro um sadomasoquista.

- Morde que eu gamo!
- Cala a boca, Edward!




Ah que linda! Me mordeu e ainda me acariciou no peito. Já disse que amo receber o carinho especial dela? Alice chegou elétrica e de olhos arregalados carregando um monte de flor nos braços.

- Bella!

O que era agora?

- Qual você prefere, Bella? Para o buquê?
- Hum... não sei. Edward, o que acha?

E eu lá entendia alguma coisa de flores? Dei de ombros.

- Não sei, Bells. Prefiro não dar palpite nisso... É você quem vai usar, né?
- Acho que prefiro os lírios...

O que eram lírios? Alice sorriu e concordou com a cabeça.

- Também gosto de lírios. Está escolhido então?
- Sim, pode ser.

A flor do buquê não me interessava. Meu lance mesmo era outra flor. Que eu não via há semanas já... Merda!

Estávamos no quarto dela, dando uns pequenos amassos, porque eu não sou de ferro. Deslizei minha mão por baixo do vestido dela e dei umas apalpadas naquela barriga.

- Adoro apertar essa carne!
- Carne?

Bella arregalou os olhos e me empurrou, sentando na cama.

- Estou gorda, né? OMG, não vou mais conseguir entrar no vestido!

Céus, o que foi isso?

- Bells, onde eu disse que você está gorda?
- Você falou que estou com "carnes"!
- Não falei no plural não, sua louca! Falei CARNE. De um modo geral. Ou seu corpo não tem carne?

Ela levantou o vestido para olhar a barriga. Isso era uma puta sacanagem comigo, ter que ficar vendo-a de calcinha na minha atual situação.

- Viu, amor? Sem nenhum pneu...
- Estou mesmo me achando gorda.
- Não está, Bells, não está. Podemos continuar agora?
- Continuar o que?
- Os amassos!

Ela sorriu e levantou da cama. Ei! Onde pensa que vai?

- Desculpe querido... mas sem amassos hoje.
- Hein? Amasso não é sexo!
- Eu sei, mas vou ficar na vontade de sexo...
- Eu te mato, Isabella Swan! 



OMG, ele estava correndo atrás de mim!

O quão retardada eu era para achar que chegaria na escada antes dele? Senti seus braços em volta da minha cintura e meus pés saíram do chão.

- Edward! Parou a palhaçada!
- Palhaça é você, que fica me provocando.
- Não te provoquei, só brinquei.
- São sinônimos, Bells, são sinônimo!

Já estava de volta no quarto, deitada embaixo dele na cama.

- Você vai sofrer agora...
- Ed...
- Eu não quero transar!

Bem, eu queria, mas ele não precisava saber! Meu orgulho é maior!

- Não vamos transar.
- Mas eu também não quero ficar na vontade, Edward!
- Desculpe, amor... mas isso eu não posso te prometer.

Ele arrancou meu vestido e me apertou por cima da calcinha. Oh céus! Céus! Abri logo as pernas de uma vez... 



Molhadinha do jeito que eu gosto. Ah Bella, por que você foi tão imbecil para me convencer da droga da castidade? E porque eu fui mais imbecil ainda em concordar? Toquei-a por cima do pano, com dois dedos e ela se contorceu. Amava aquele gemido baixinho que ela sempre deixava escapar quando eu fazia isso.

- Olha, olha... quem estava toda úmida aqui hein?
- Edward... para...

Tirei rápido minha calça e deitei em cima dela, encostando o "bonitão" na grutinha coberta. Tomei cuidado para não pressionar muito e furar a calcinha dela.


Ô pai, dai-me forças nesse momento tão difícil! Não me deixe perder o controle e agarrar esse homem para enfiá-lo dentro de mim!

- Seu... chato... e...

Perdi o foco. Edward rebolava em cima de mim muito diabolicamente. Eu já disse que Edward Cullen era irritante? 


Música: The Fugees - No Women, No Cry
http://www.youtube.com/watch?v=oA8UEWLUkd0


Ela já estava quase derretendo ali embaixo de mim.

- Edward...

Bells segurou meus cabelos e começou a me fazer cafuné. Ela sabia que eu nunca resistia àquilo. Lentamente eu peguei sua mão e abaixei do lado do seu corpo.

- Eu sou muito, muito, muito controlado, amor.


Ele me olhava com aquele sorriso cínico mais perfeito do mundo. Então eu me dei conta de que estava prestes a me casar com Edward.

- Bells? Você... está chorando?
- Não.

Eu já estava ensopada de lágrimas. Por que eu sempre acabo estragando os momentos bons da minha vida?

- Amor, desculpe... ok, nós podemos transar se você quiser! 



Por que agora ela estava chorando e rindo ao mesmo tempo? Pelo amor, não me confunde assim, né? Bella envolveu meu pescoço e voltou a mexer nos meus cabelos.

- Não. Nós vamos esperar.
- Então por que está chorando? Foi algo que eu fiz? Ou falei?

Ela balançou a cabeça dizendo não.

- É só que eu te amo.
- Muito?
- Muito. Tipo... bem muito.

Está bem... ela queria amolecer meu coração que não batia, né? 


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1 comentários :

Oh meu pai eterno...
Parar o capitulo aqui não é boa ideia... ai ai ai...
Posta maaaaaaais

22 de março de 2011 00:14 comment-delete

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