TCS - Capitulo 31


Capítulo 31.





Música: One Moment In Time - Whitney Houston

http://www.youtube.com/watch?v=8EbYmMb4lR4

Estava dirigindo sem rumo pela estrada, pensando na loucura que tinha acabado de acontecer. E se Bella não quisesse mais voltar? Eu não sabia mais como era não tê-la comigo. Como se eu tivesse desaprendido a andar de bicicleta. Saí dos meus pensamentos quando escutei buzinas atrás de mim e vi uma moto pelo retrovisor. Era Emmet. Parei o carro no acostamento e abri o vidro.

- Edward! Acabei de saber.
- Veio para cuidar de mim, Em?
- Bem... não quero que você faça nenhuma loucura.
- Não farei, pode ir.

Liguei o carro e ele meteu a mão na ignição, tirando a chave. Apoiei a cabeça no volante.



- Acho que fiz besteira.
- Mulheres são inconstantes, Edward.
- Não a Bella. Ela nunca me dá trabalho. Eu que... exagerei.
- Ok, que seja... mas por que não voltamos para casa?
- Não estou no clima, Em. Me deixe andar por aí.

Levantei a cabeça e estendi minha mão para ele me devolver a chave. Ele sorriu.

- Acho que não.
- Em...

Quando fechei a porta atrás de mim, desabei no choro. O que eu fiz? Estava com medo...

- Bella? O que houve?
- Terminei com Edward.
- OMG.
- Vou ficar no meu quarto, Angie...

Subi as escadas e entrei, deitando na cama e agarrando meu travesseiro com o cheiro dele. Que merda eu tinha feito? Levantei e abri o armário, tirando uma camisa dele lá de dentro. A camisa que eu usei para me limpar no dia que a Beta me sequestrou. Vesti-a e voltei para a cama.

Tinha contado toda a história para Emmet. Mas eu só queria sair dali e arejar a mente.

- Peça desculpas, Edward.
- Ela não vai aceitar.
- Nem vai tentar?

Eu chorei muito e acabei dormindo de tão cansada que estava. Acordei com os olhos inchados e percebi que já era de noite quando olhei para a janela.

Música: I Will Always Love You - Whitney Houston
http://www.youtube.com/watch?v=19rC-Fl-KwM

Levantei da cama quando ouvi uma música tocando em algum lugar. Abri a porta do quarto e vi a casa toda escura. No chão, por todo o corredor, pétalas de rosas vermelhas, que levavam até a escada. Segui o caminho e desci ainda tonta com o sono e os olhos doloridos pelo choro. Encontrei velas acesas na sala, formando um caminho em direção à porta. A música ainda tocava em algum lugar. Abri a porta da sala e as pétalas continuavam, como se estivessem dando a volta na casa. Olhei em volta para ver se não estava atrapalhando o momento romântico de ninguém. Estava deserto, então contornei a lateral da casa, seguindo as pétalas.

Levei um choque.

- Bella.

OMG. Senti meus olhos embaçando e inundando com as lágrimas. Edward no quintal de trás, de smoking, ajoelhado e com uma rosa branca na mão. Uma mulher negra, OMG. Whitney Houston estava cantando no meu quintal.

Eu estava soluçando quando ele levantou e me abraçou, sussurrando em meu ouvido.

- Não sei viver sem você, nem pense em terminar comigo.
- Ok.

Colei o rosto no pescoço dele e deixei as lágrimas saltarem. Nós estávamos dançando lentamente ao som da música.

- Eu te amo por toda a eternidade, Isabella Swan. Sempre.
- Eu te amo.

Ele me beijou. Nós nos beijamos. Eu já não sentia mais nenhuma raiva. Só amor. Eu amava intensamente esse homem.

Era o momento certo. Só haveria esse. E eu estava mais pronto do que nunca estive. Foi fácil, super fácil. Tirei a caixa do bolso do paletó e a olhei.

- Bells, me dá a honra de ser minha esposa?

Ela perdeu as forças nos meus braços e me olhou tremendo a boca. Eu não via direito seus olhos, de tão alagados e sentia vontade de chorar também.

- Sim.

Eu sorri e beijei minha futura mulher.

Música: I Have Nothing - Whitney Houston
http://www.youtube.com/watch?v=3cjV5dTaE6U

Eu beijei a mulher dos meus sonhos e da minha vida, como nunca beijei antes. Levantei-a no colo e a envolvi com meus braços, dançando com ela no ar, explorando cada milímetro de sua boca, de seus lábios, de sua língua. Senti suas lágrimas se misturarem à saliva. Eu era completamente apaixonado, alucinado e obcecado por Isabella Swan.

- Você um dia ainda vai me matar com essas surpresas, Edward.
- Não mato. Pode deixar, que não mato. Como vou viver se matar?
- Mas eu sou fraca.
- E eu sou forte. Por nós dois.

Ela sorriu o sorriso mais lindo do mundo. Eu seria capaz de trocar a imortalidade só para admirar esse sorriso por cinco segundos. Ela passava os dedos pelos meus cabelos, descendo para meu rosto.

- Como eu posso ter tanta sorte?
- Você, Bells? Acho que é o contrário... não. Pensando bem, eu sou azarado.

Ela franziu a testa e eu beijei a ruga.

- Se você for parar para pensar, eu demorei muitos anos para te encontrar. Você só precisou esperar 18 anos.
- Pensando assim, é verdade.

Ela riu da minha cara e nos beijamos mais. Mordi de leve seus lábios e fiz sinal para a cantora parar.

- Ah não... ela parou de cantar?
- Parou. Somos só nós dois agora.

Ela me olhou confusa.

- Como assim?
- Eu... programei uma coisa caso você dissesse sim.
- Edward...? O que foi?
- Vamos dar uma volta...

Fui com ela até o carro e dirigi até o local escolhido.

Ele saiu do carro tampando meus olhos e me guiou pela rua. Quando paramos, Edward sussurrou no meu ouvido.

- Quero fazer amor com você perto das estrelas.

Ele tirou as mãos e eu abri os olhos, vendo... um balão.

- Edward, o que é isso?
- Vamos voar.
- Nisso?
- Claro! É só um balão, Bella.
- Nós vamos cair e morrer. Bem, eu vou morrer.

Ela era hilária.

- Nós não vamos cair, Bells. E você não vai morrer. Só se for de prazer.

Eu subi ainda receosa no balão que já estava prontinho para voar.

- Edward...
- Não precisa ter medo, Bells.

Quando o bicho começou a levantar vôo, eu agarrei Edward, que sorriu.

- Sabia que seria uma ótima idéia te trazer.
- Eu não vou transar aqui, Edward. Não vou nem me mexer para não cairmos!
- Vai sim...
- Duvido. Estou tensa.

Tensa? Ah não. Suspirei no seu pescoço e deixei meu hálito frio agir. Seus pêlos arrepiaram e eu passei a língua bem superficialmente por eles, arrepiando mais ainda.

- Nossa, Isabella... você vem sempre aqui?

Ela riu, mas sem tirar os olhos lá de baixo. Eu andei com alguns dedos pelo ombro dela e desci até os seios, brincando por cima da blusa. Imprensei ela por trás, deixando-a sentir meu tesão.

- Edward...

Ela começava a reagir. Sussurrei no seu ouvido.

- Estou precisando tanto de seu calor, Bella...

Música: Fly me to the moon - Frank Sinatra
http://www.youtube.com/watch?v=pG9e0TTBi0c

Toquei em sua cintura e virei-a para mim. Ela fechou os olhos e deixou a cabeça cair. Beijei sua testa, seus olhos, seu nariz, seu queixo.

- Continuo, amor?
- Uhum.

Bella sorriu de olhos fechados e passou os braços ao redor do meu pescoço. Beijei de leve sua boca, que se abriu um pouco. Beijei seus lábios devagar, um por um. Beijei agora de língua, ela me apertando com os braços. Andei para trás, ficando no centro do balão e deitei com ela.

Ele conseguia ser um vampiro sanguinário que tratava mal suas vítimas, e o último dos românticos. Como conseguia? Eu já nem lembrava mais que estava num balão, nas nuvens. Tinha medo de abrir os olhos e ver o céu escuro ao meu redor. Senti que deitávamos, com Edward em cima de mim. Ele tirou lentamente nossas roupas e beijou meus seios.

-You're my life now.

Eu sorri com aquilo e abri os olhos para fitá-lo. OMG.

- Edward... é lindo.
- Não é? Tem visão mais perfeita?
- Amor, não estou falando do meu corpo... e sim do céu.
- Ah.

Ele piscou e nos abraçamos. Edward me possuiu e fizemos amor quase que tocando na lua e nas estrelas. Ok, não literalmente, mas parecia. Eu voei até a lua com ele.

A mulher da minha vida estava deitada com a cabeça nos meus braços, olhando as estrelas. Eu brincava com uma mecha dos seus cabelos, enrolando-a no dedo.

- Como vamos fazer, Bella?
- Sobre?
- O casamento.
- Hum.

Ela me beijou no peito e apoiou o queixo na minha pele. Eu contemplei seus olhos cor de chocolate brilhando.

- Eu preciso admitir que nunca tinha pensado em casar tão nova...
- Você... não quer?

Levei um choque. Mas fiquei mais tranquilo quando ela sorriu revirando os olhos.

- Lógico que quero, Edward! Só não pensei que fosse ser tão fácil te colocar na coleira!

Ela riu e mordeu os lábios inferiores.

Não quero... até parece! Onde que eu ia deixar esse homem escapar? Ele sorria torto para mim.

- Ah. Me assustei por um momento, achando que não queria.
- Eu quero muito muito!
- Então podemos marcar uma data?
- Podemos sim... não tenho preferências, você escolhe.

Ele ficou sério, me olhando. Seu dedo deslizou pelo meu nariz, descendo até meus lábios.

- Nunca achei que fosse casar. Só você para me fazer ficar assim.

Beijei sua boca perfeita, com suas mãos alisando minhas costas nua. Eu amava tanto, que a vontade era apertá-lo, juntá-lo ao meu corpo, fundir tudo num só. Era possível?

- Nós vamos morar juntos...
- Pois é. Assustada?
- Não. Você nem ronca mesmo...

Ele sorriu. Os olhos falando por si, a cor mais linda do mundo.

- Você quer festa, Edward?
- Eu esperei tempo demais para casar, Bells... então não gostaria que fosse algo secreto.
- Já entendi...

Eu pensei em uma festa e pensei depois na família dele. OMG. Isso seria... interessante.

- Hazel pode levar nossas alianças, né? Ia ser lindo...
- Claro! Contanto que ele não resolva morder o padre, tudo bem.
- Padre? Mas você nã...
- Quero fazer o melhor para você, Bella.
- Com padre? Sério mesmo?
- Sério. Eu me benzerei antes.

Ok, ele era ridículo.

Hum, acho que me empolguei demais... Padre? Eu na frente de um padre? Você só fala merda, Edward...

- Vou dar um jeito amor... fique tranquila.
- Não estou nervosa.

Mas eu estou. Será que estava suando?

Ficamos mais um tempo ali abraçados e ela começou a ficar arrepiada.

- Está ficando frio para você, né?
- Mais ou menos... dá para suportar.
- Amor, minha pele já te congela... com esse vento então... vamos descer.
- Não! Quero ficar aqui contigo!

Ela grudou em mim, fazendo força para eu não levantar. Com todo seu esforço, ainda assim era fraca perto de mim. Eu sorri.

- A gente fica junto lá embaixo, ok?

Levantei com ela no colo grudada em mim. Boba.

- Bells, você precisa me soltar, amor... ou então vamos cair... ou bater naquela montanha.

Ela pulou rapidinho do meu colo e olhou em volta.

- Onde? Edward, não quero morrer!
- Estou brincando. Nem tem montanha aqui perto.

Fui levemente acariciado.

Ele perdia demais a noção do perigo. Quase infartei só em pensar que ia cair.

Enquanto descíamos, grudei nele de novo e fiquei observando sua pele perfeita, igual mármore.

- Você tem medo, Edward?
- De que?
- Que eu envelheça...

Ele me olhou sério e beijou minha testa.

- Não.

De três coisas eu tinha certeza: a primeira... Edward Cullen era gostoso, muito gostoso. A segunda... ele me dava tesão... demais. A terceira... eu era a única que ele comia. Chupem essa manga!

- Bells você está pálida!
- Vou... melhorar.

Preciso dizer que aquela descida me deu vertigens? Credo! Descobri que tenho medo de altura. Ok, descobri da pior maneira.

- Vai ficar aqui, né?
- Claro! Paguei muito caro para tirar suas amigas de casa!
- Você pagou a elas?
- Acha coincidência ninguém ter nos incomodado, Bella?

Realmente, aquela casa estava uma paz... Entrelacei meus dedos com os seus ao entrar em casa.

- Viu como é bom você ser rico, amor?
- Exatamente...

Subimos as escadas e fomos para meu quarto. Jake estava deitado na minha cama "furunfando" com o meu lençol.

- Owwww! Jake! Seu nojento!
- Porra, Jake! Sai daí!

Que merda esse quadrúpede acha que está fazendo? Puxei ele pelos pêlos embaraçados e taquei para fora do quarto.

- Ok, só deito aí depois que você trocar a roupa de cama...
- Eu sei. Droga de cachorro!

Bella puxou a colcha e o lençol e tirou do quarto. Aproveitei a saída dela e sentei um pouco para pensar em tudo que tinha acontecido essa noite. Cara, eu ia me casar. Era uma coisa que eu nem imaginava fazer. Casar? Passava longe! Nem eu entendo como Bella pode mexer tanto assim comigo...

- Rosa ou azul? - ela chegou me mostrando dois lençóis diferentes.
- O que acha amor?
- Rosa?
- Virei gay?
- É apenas um lençol, Edward...
- Se você quer rosa, para que perguntou?
- Educação.

Ela sorriu lindamente.

- Tanto faz, contanto que você esteja deitada sobre ele.

Levantei e andei até ela, tirando os lençóis de sua mão e a beijando devagar.

Ok, estava sendo beijada pelo meu futuro marido.

- COF!
- Engasgou, Bells?
- Não.

OMG. Caiu a ficha. Eu ia casar. Ou meus pais iam surtar, ou me matar. Provavelmente, as duas opções juntas.

- Você vai comigo contar ao meu pai, né?
- Eu?

Ah fala sério. Sou mais velho que o cara e ainda tenho que fingir ter medo dele? Bella me olhava preocupada. O que a gente não faz por sexo todos os dias...

- Vou amor, claro.
- Ok, porque não quero ter que contar isso sozinha.
- Preciso mesmo estar junto, não é?
- Precisa.
- Tudo bem.

Se ele ousasse me olhar torto ia ficar sem enxergar a filha vestida de noiva.

Edward era tão compreensivo! Fiquei feliz por ele concordar em ir comigo e pulei no colo dele.

- Sabe no que eu pensei, amor?
- Hum?
- Podíamos fazer que nem alguns casais... em deixar para fazer sexo novamente só depois do casamento!

Mas hein?

- Está me zoando, Isabella?
- Não... seria interessante.
- Para quem? O padre?

Se eu pudesse suar, estaria escorrendo agora. Fiquei tenso.

- Bells, isso só é engraçado nos filmes.
- Poxa Edward, seria muito legal! Nós nos contermos até nossa noite de núpcias!
- Você acha mesmo que eu vou conseguir isso? Amor...
- Por que a preocupação? Você por acaso só pensa em sexo?

Claro.

- Não, né? Mas mesmo assim, Bella. Sei não. Isso não vai dar certo.
- Não custa tentar.
- Mas olha só, Bells. Eu achei que o casamento fosse para ser um momento feliz. Se soubesse que você ia me torturar, tinha pensado duas vezes.

Fui acariciado no peito. Ela me olhava brava.

- Você está contribuindo para que eu faça greve, Edward. E greve indeterminada.
- Ok.
- Ok o que?
- Vou concordar com essa merda aí.
- Merda? Nosso voto de castidade é merda?
- Maravilha é que não é, né?

Edward Cullen era irritante! Forrei a cama com o lençol limpo e sentei, olhando para a cara cínica dele.

- Se é importante para você... tudo bem.
- Não precisa mais.
- Faço questão agora, Bells.
- Jura?
- Sim.

Sorri e puxei-o pelas mãos até a cama. Ele veio deitando por cima de mim e me beijando. Ele me olhou implorando.

- Não começa hoje não, né?
- Amanhã.
- Amém.

Beijei seu pescoço e fui para sua boca. Falei com ela sem parar de beijá-la.

- Vamos seguir... minhas regras... hoje.
- Hã?
- Eu mando.

Ela envolveu minha cintura com as pernas, agarrando meus cabelos.

- Ok. Você manda.

Nada disso. Nada de pernas na cintura. Nós vamos inovar! Levantei e tirei minha roupa, depois abri sua calça e puxei. Bella me olhava sorridente. Deitei na cama de barriga para cima.

- Vem cá...

Putz. Como ele era gostoso... seu membro já estava pronto para mim. Eu babei e subi em cima dele.

- Inverte, Bells...
- Hã?

Ele me beijou e foi me puxando de lado, tentando trazer meu quadril para ele.

- O que você quer, amor?
- Quero ela... na minha cara.
- OMG.

Ela ficou vermelha e depois roxa.

- Não pode ser outra coisa?
- Não. Eu mando.
- Mas eu...

Mas por que mesmo ela ainda estava falando? Puxei-a à força e virei-a de ponta cabeça. Seu sexo estava ali, na minha frente, levemente aberta por causa da posição. Eu soltei meu hálito antes, arrepiando os pêlos de Bella e fazê-la piscar.

Passei a ponta da língua pelos lábios daquela flor aberta e Bella gemeu. Imediatamente, ela pegou meu membro e beijou a cabeça. Certo, eu ia fazê-la feliz até dizer chega.

Céus! Estava prestes a morrer. Ele chupou "ela" com força, sugando meu clitóris, me fazendo tremer. Edward forçava a língua na entrada e voltava para dar tapinhas com ela no clitóris.

- Edw...

Sem condições de falar. Ele mexia tão bem e tão rápido aquela língua. OMFG. Eu não sabia se gemia ou chupava ele.

Que porra de boca gostosa. Bella engolia ele todo, apertando os lábios em volta, me deixando louco com isso. Ela tirava tudo e lambia depois só a cabeça. Eu gemia de tesão enquanto sugava seu sexo ensopado.

- Mais... rápido... Bells.

Ela aumentou o ritmo da chupada, babando bastante nele enquanto tirava e colocava da boca.

Eu sentia aquele membro pulsando nas minhas bochechas, quase não cabendo em mim. O melzinho começava a sair devagar, misturando-se com minha saliva. Descobri que cada vez que eu passava a ponta da língua pelo prepúcio, ele levantava o quadril, empurrando o membro contra minha boca e me chupava como um animal. Ok, peguei a manha.

Bella começou a rebolar em cima de mim e eu puxei seu quadril, fazendo-a sentar no meu rosto. Minha boca teve total liberdade ali, enquanto eu bebia nela.

- Oh... Edward...

Ela se esfregava na minha cara, gemendo, mordendo minha língua dentro dela.

- Céus!

Bella teve espasmos, gozando na minha boca, sem que eu deixasse nada escorrer.

Ele trabalhou rápido com a língua enquanto eu chegava ao paraíso e voltava. Aumentei o ritmo com ele, apertando seu membro com meus lábios, lambendo toda sua extensão, brincando devagar no prepúcio. Edward começou a bombar dentro da minha boca, sem tirar sua língua de mim. Eu já estava chegando ao segundo orgasmo quando ele gozou.

- Puta que...
- Pariu.

Bella dormia nos meus braços, como um anjo. Eu ficava horas observando seu peito subir e descer no movimento da respiração. Ela se mexeu e soltou um gemido abafado. Eu não resisti, colei minha boca no seu ouvido e sussurrei.

- Está sonhando comigo, amor?
- Uhum...

Ela abriu os olhos e sorriu para mim.

- Estava, até você me acordar.
- Foi mais forte... não resisti.
- Hum.
- Sobre o que era o sonho?
- Você me esperando no altar.

Eu acho que senti calafrios. Eu sentia calafrios? Sorri tenso.

- Mesmo? E você? Estava linda?
- Eu... te deixava lá.
- Hein?

Bella riu e me abraçou, jogando uma perna por cima de mim.

- Bobinho... acha mesmo que eu ia cometer essa loucura?

Até parece que eu deixaria Edward Cullen plantado no altar. Até parece mesmo! Posso ser ingênua mas não sou otária, ok?

- Edward?
- Oi.
- Tem idéia da data, já?
- Não.
- Estava aqui pensando... nós precisamos de tempo para arrumar as coisas, né?
- Bells, eu sou rápido. Eu arrumo em dois segundos o que você demora 1 semana.
- Sem jogar na cara, Edward.

Ele mordeu de leve minha bochecha, rindo de mim.

- Que tal... mês que vem?
- Ficou louco?
- Ok. Dois meses.
- Hum... maio?

Acho que eu poderia me conformar com a idéia até lá. Maio era um mês legal para casar, não é?

- Pode ser. Maio.
- Emmet e Jasper serão meus padrinhos.
- Ângela e...

OMG. Quem era menos pior? Jessica ou Lauren?

- Ok, Ângela e Alice.
- Alice? Para madrinha? Está ferrada...
- Qual o problema?
- Bells, você vai dar corda para se enforcar. Só fico imaginando, Alice tendo o poder de madrinha nas mãos.
- Edward, você está me deixando com medo já.

O quão trágico isso poderia ser? Alice era tão... inofensiva...

No dia seguinte, depois que Edward foi embora, achei melhor ligar para Renée. Respirei fundo, contei até dez e disquei o número dela. Tocou uma vez só.

- Bella? É você? Ah, Bella, que saudades!
- Oi mãe.
- Que voz é essa, Isabella?
- A minha. Escuta, eu pre...
- Aconteceu alguma coisa, Bella? Me fala, não esconda...

Eu estava tentando falar, se ela deixasse.

- Então, mãe... eu tenho uma coisa para contar.
- CONTA LOGO, ISABELLA! Quer me matar do coração?

Afastei um pouco o telefone do ouvido para não ficar surda. Servia quase como um viva-voz.

- Eu... vou me casar.
- Fala mais alto, filha, a ligação está horrível! Eu entendi você falar que vai casar.
- Não é culpa da ligação. Eu vou mesmo me casar, mãe.

Silêncio do outro lado.

- Vai o que?
- Lembra do meu namorado? Então... ele me pediu em casamento.
- ISABELLA SWAN, NÃO SAIA DO LUGAR QUE EU JÁ ESTOU INDO PARA AÍ!

Fudeu.

Minha mãe surtou legal. Totalmente. Fui tomar um banho e saí correndo do banheiro quando meu telefone tocou no quarto. Podia ser Edward. Podia ser Renée. Merda, podia ser Renée!!!

- Alô?
- Bella?
- Char...pai?

OMG. Ela era rápida no gatilho, quer dizer, no telefone.

- Oi... pai.
- Sua mãe acabou de me ligar, Bella. Que história é essa de casamento?
- Então pai, eu vou casar.
- Com quem?
- Como com quem? Com Edward!
- Edward quem?
- Pai! Edward! Eu te apresentei ele.
- Ah... aquele?

Sua intenção era me irritar? Pois conseguiu. Me esforcei para não gritar com Charlie.

- Isso. Aquele.
- Vocês não são novos demais para se casarem, Bella?

Não pai... ele é mais velho que o seu bisavô.

- Não somos não pai.
- Quero ver você, Bella. Amanhã. E ele também.
- Ama-amanhã?
- Isso. Vou ficar esperando, ouviu?
- Aham.

Desliguei e liguei correndo para Edward.

O celular tocou e vi que era Bella.

- Oi linda!
- Er... oi amor. Tenho uma coisinha para fazermos amanhã.
- O que? Sexo?
- Não. Meu pai.
- Bells, piada de péssimo gosto, falar do seu pai em meio a sexo.
- Estou falando sério, Edward.

Eu tinha que ver Charlie amanhã? Sério mesmo? Melhor sair para caçar um pouco. Ou bastante.

Desgraça pouca é bobagem. Meu dia foi um inferno só em pensar que teria que aturar e fazer papel de bom moço para Charlie. No dia seguinte depois do almoço, lá estava eu buscando Bella para irmos à casa dele.

- Relaxado, Edward?
- Nossa! Totalmente!

E desde quando eu posso relaxar sabendo que o cara me odeia?

- Amor, seja paciente com meu pai, ok?
- Claro! Não posso comer o sogro antes dele entrar contigo na Igreja, certo?
- Edward!
- Ok.

Estacionei na frente da casa e o caubói (nos sonhos dele) estava lá, em pé na varanda com as mãos no cinto, parecendo estar num filme de faroeste. Coitado... vamos ver quem é mais rápido.

Meu namorado estava enlouquecendo. Edward olhava meu pai e ria sozinho.

- Que foi?
- Nada. Estou só... pensando.
- Hum. Ele está com raiva?

Edward estreitou os olhos olhando direto para Charlie.

"Mauricinho..."

- Não. Está tranquilo.

"Ele acha mesmo que é bom o suficiente para a minha filha? Na primeira oportunidade, eu arranco as bolas dele"

- Super tranquilo. Seu pai é show!

Saímos do carro e entramos na varanda. Meu pai estava sério, querendo botar medo em Edward.

- Pai.
- Bella!
- Lembra do Edward, pai?
- Olá, tudo bem?
- Tudo ótimo, Sr. Swan

Depois de tanta hostilidade, fomos para dentro de casa. Meu pai sentou na sua poltrona de estimação e apontou a cadeira em frente, para Edward.

- Vou... pegar alguma bebida. Quer algo, amor?
- Não, obrigado, querida.

Querida? Edward queria mostrar cavalheirismo. Hilário.

- Então... Edward, né?

Que pose toda era essa? Ele achava que metia medo em alguém? Nem em Jake.

- Isso. Edward. Cullen.

Estalei os ossos do pescoço enquanto encarava ele. Charlie estalou os das mãos.

- Você pretende casar com minha filha?
- Não pretendo. Vou casar.
Bella que estava no sofá ao lado da poltrona dele, me olhou feio. O que? Tenho que poupá-lo?

- Mas eu não estava sabendo disso. - O folgado disse, se esticando na poltrona de velho. - Você sequer pensou em pedir a mão dela aos pais?
- Na verdade, Sr. Swan, não. É com ela que quero me casar... não com os pais dela.

Falei, sorrindo cínico. Ele fechou mais ainda aquela sua cara super simpática. Eu sorri mais ainda.

Céus! Edward estava jogando corda para se enforcar. Ele queria um sogro que o odiasse eternamente?

- Quais suas intenções para com Bella?

Fazê-la gozar todos os dias. Opa.

- Fazê-la muito feliz. Sempre.
- E não acha que os dois são novos demais?

Meu senhor... olha para minha cara. Não, isso não ajudaria... tenho pele de bumbum de nenêm.

- Nem tanto. Acho que sou maduro o suficiente. E me sustento perfeitamente. Bella não precisaria nem trabalhar.
- Mas eu vou!

Mulheres sempre se metem nas conversas de gente grande, né? Sorri para minha amada.

- Tudo bem, amor... é só uma hipótese.
- Ela não tem que trabalhar mesmo não. Filha minha não nasceu para ralar enquanto o marido fica em casa.

Aí, vou dar um pedala nesse cara... está me irritando profundamente.

OMG. Como meu pai fala isso para Edward? Ele estava perdendo a noção do perigo? Pensei em avisá-lo, mas seria estranho... "pai, olha lá como você fala com um vampiro!"

- Vocês querem que eu prepare algo para comer?

O clima estava tão tenso, que eu não aguentava ficar ali, vendo quem avançaria primeiro. Edward me olhou de canto.

- Não Bells.
- Não querida.
- Ok.

Situação super agradável. Charlie bebeu num gole só o que restava de sua cerveja e colocou a garrafa no chão ao lado da poltrona.

- Bem, e onde pretendem morar?
- Na nossa casa, que vamos procurar ainda.
- E você tem dinheiro para isso? Ou vai ser alugada?

Bobinho. Eu respondo ou não? Certo, vou responder, mas não do jeito que quero.

- Tenho dinheiro sim. O suficiente, eu acho.
- Não quero filha minha morando mal por causa de casamento apressado!
- Ela não vai morar mal.

Eu vou meter a porrada nele. Ou melhor, eu posso arrancar logo aquela cabeça.

Charlie então ficou me olhando, sério. Me observava, o corpo todo. Ele franziu a testa e balançou a cabeça.

- Não me diga que está grávida, Bella...
- Hein?
- Hein?
- Qual o problema de vocês homens? Qualquer coisinha já pensam que a mulher está grávida?

Edward me olhava assustado e meu pai também. Claro, pois eu estava surtando com eles dois. Tinha ficado em pé no meio deles e gritava que nem louca.

- Bells, está tudo bem.
- Não está não! Olha aqui, ou vocês vão se entender, ou nenhum dos dois vai aparecer no meu casamento!

Como eu iria casar sem aparecer? Não entendi. Minha namorada enlouqueceu total.

- Bells... eu vou t...
- Quieto, Edward!
- Bella, você está nervosa demais, acalme-se.

Ela fuzilou Charlie com o olhar. Vai nessa, Bells, ataca ele e não deixa pedaço para contar história! Ok, a quem quero enganar? Ela não vai matar o pai... Saco!

- Não me irrita também, pai! Edward é meu noivo e você tem que ser mais simpático com ele!
- Mas eu n...
- Não quero saber! Ou isso, ou não entra comigo na igreja.

Puta merda! Tinha esquecido do lance da igreja.

Minha namorada botou moral! Charlie bigodudo engoliu seco e abaixou a cabeça.

- Se é minha benção que você quer, Bella... eu dou.
- Óbvio que é isso que quero, né pai?
- Mas com sua mãe não vai ser assim tão fácil não...
- Com ela eu me entendo.

Quando eu penso que terei paz, vem outra cacetada na cabeça! Tinha esquecido também da mãe dela. Por que mesmo eu fui namorar uma garota que tem pais? Tanta vampirinha interessante por aí, cuja família já morreu há anos...

- Edward!

Ela me acariciou na cabeça e Charlie nos olhou horrorizado.

- Oi! Estava pensando aqui...
- Vamos?
- Claro amor.

Levantei e apenas olhei para meu rival.

"Ela sempre será a minha garotinha"

Ingênuo... já é minha há tempos!

Eu dirigia enquanto uma garota irritada bufava ao meu lado, olhando pela janela. Se Bella soubesse como eu adorava vê-la daquele, jeito, ela pensaria duas vezes antes de ficar assim e viveria sorrindo.

- Bells, que tal relaxar um pouco? O pior já passou, não é?
- Não! Esqueceu que ainda falta a minha mãe?
- Ah.

Mas aí o problema é diferente... Com mulher sempre é mais fácil, basta eu sorrir. Que Bella não me ouça.

Ele alisou minha coxa, sorrindo para mim. Aquele sorriso que até hoje me deixa tonta. Como ficar mal-humorada com um homem desse ao seu lado? Esqueci rápido de todos os problemas e me inclinei até ele bara beijá-lo.

- Sua sorte... - ele falou sussurrando na minha boca. - é que sou ótimo motorista.
- Hum... sou uma pessoa de muita sorte, realmente.

Travei a língua dele e dei umas chupadinhas básicas. Foi o suficiente para a calça de Edward ganhar um certo... volume. Me afastei e voltei ao meu banco.

- O que? Parou? Assim?
- Aham.
- Me provoca e depois foge?
- Aham.
- Você é má, Isabella Swan.

Eu ri e levantei o braço para mexer nos seus cabelos.

- Edward?
- Hum?
- Estou com um pouco de medo... é tão... irreal...
- Nos casarmos?
- Sim. Não o fato de que vamos nos casar. Mas sim ser tudo tão rápido! E se não der tempo de arrumarmos tudo?
- Vai dar, Bells. Quando chegarmos em casa a gente começa a ver isso.

Eu já começei a ficar confusa. Qual casa? A minha ou a dele? Ou a nossa? Nem temos a nossa ainda!

Entramos na casa dela e sentamos na mesa.

- Tem um caderno, amor?
- Vou buscar!
- Não, deixa... a gente faz isso no seu quarto então.

Subi atrás dela e deitei na cama. Peguei o caderno quase que em branco da minha namorada e me perguntei se ela realmente estudava alguma coisa. Estranho.

- Antes de qualquer coisa, seria bom calcularmos por alto quantos convidados seriam.

Uma ruga sexy se formou na testa dela.

- Uns 30?
- 30 x 20 né?
- Edward!
- Bells, só minha família já é uma cabeçada...
- Ok, 100.
- Amor, eu esperei poucos anos para casar, não acha? Preciso divulgar para toda a comunidade vampírica!

O que ele quis dizer com isso? Que teriam outros vampiros no nosso casamento? Não, né? Era brincadeira, não era?

- Tipo quem?
- Tipo todos os meus irmãos... de medalhão. E meu pai.
- Vlad?

Bella ficou histérica ou é impressão minha? Ela ficou mais branca do que já era.

- Você não quer mesmo chamar o Drácula para o nosso casamento, né?
- Amor, seu pai não vai estar presente? Então...
- Meu pai não é o maior sanguinário de todos os tempos, EDWARD!

Ih, estressou

- Não, não e não!
- Bells...
- Edward, no meu casamento eu realmente não gostaria que houvesse sangue por todos os lados!
- E quem disse que vai ter isso, amor? Vou pedir para todos virem alimentados.

Era algum tipo de piada que eu não entendia? Ou ele realmente queria me irritar?

- Me diga como você pretende fazer um bando de vampiro entrar numa Igreja.
- É só pedir com jeitinho. E os que se recusarem, podem ir direto para a recepção.
- OMG Edward, isso é... surreal!
- Mentira! Surreal? Claro que não! Você nem namora um cara mais velho que seu avô, que se alimenta de sangue e tem a família igual... nem é surreal. Porra, Bella, demorou para perceber, né?

Ok, acho que ele surtou. Tinha uns olhos arregalados e falava sem parar. Credo.

- Tudo bem, vamos ver onde isso var dar.
- Você vai me dar, só isso que eu sei.
- Edward!
- Amor, não se faça de santa.

Ela mostrou o dedo do meio para mim e saiu do quarto batendo o pé.

- É pique-esconde?
- Vou tomar banho!
- Oba, estou precisando também...

Fui atrás e ela fechou a porta do banheiro na minha cara.

- Eu vou tomar banho, Edward. Sozinha.
- Amor... basta eu chutar sua porta.
- Droga!

Ela abriu e me olhou de cara feia. Amo!

- Será que eu posso só tomar banho?
- Tudo bem, eu deixo. Mas depois que sair daí vai ter que fazer um sexo gostoso comigo...
- Céus! O romantismo foi só para eu aceitar o pedido de casamento?
- Algo assim.

Sorri feliz e voltei para o quarto.

Saí do banho já sabendo que teria um traste deitado na cama me esperando. Sabe, no começo não era assim. Ele era carinhoso, fazia toda uma cena, preliminares e tudo mais. Agora é: "Anda, porra, vamos transar!"... Como as coisas mudam...

- Demorou, hein Bells!

Viram como eu tenho razão? Só faltava a barriga de chopp e a garrafa de cerveja na mão, com a televisão ligada num canal onde passasse futebol.

- Posso devolver o anel?
- Claro que não! Aceitou, já era. Nem dá para voltar atrás!

Onde eu fui me meter?

Ela estava gostosinha e cheirosinha. Hoje vou me alimentar bem! Chamei-a com o dedo e lambi os lábios, querendo provar aquele petisco.

- Gostosa!

Ela riu, não conseguia ficar muito tempo séria. Quando chegou na beira da cama, puxei-a pelo quadril.

- Deixa eu ver se você é do meu tamanho...
- Olha a graça, Edward...
- Graça? Onde? Só quero apimentar a relação, amor!

Ele puxou minha toalha e me deixou nua. Arrepiei todos os pêlos com sua língua deslizando pela minha barriga.

- Bella! Edward!

OMG! Edward me puxou para trás de seu corpo quando Alice entrou no quarto de cara feia.

- Ficou louca, Alice?
- Eu? Eu? Eu fiquei louca? Eu? Quem é que arranja casamento e não me conta? Eu que fiquei louca?

A doida cruzou os braços e bufou. Medo dessa família.

Me segura para eu não matar aquele toco de gente!

- Você reparou que nós não te chamamos aqui, Alice?
- Reparei, claro! Quando pretendiam me contar?
- Ahn, Alice...
- Não me venha com essa cara de bobinha, Bella!
- Alice! Quer parar com o show?

Eu ia tirá-la dali na força se ela não parasse com aquilo. Peguei a toalha da Bella e devolvi a ela, para se cobrir. Levantei e peguei no braço do toco para sair do quarto com ela.

- Não me machuca!
- Não estou nem perto disso. Mas se você não for embora tipo, agora...
- Edward, calma... Olha Alice, eu sei que você ficou sabendo por conta própria, mas nós íamos contar amanhã.

Alice pulou no mesmo lugar e ficou elétrica.

- Amanhã? Mas amanhã é outro dia Bella! O tempo corre! Tic-tac! Tic-tac!

Ela fazia o barulhinho do tic-tac com os dedos, estalando-os na minha cara. Que pessoa insana.

- Não tem pr-problema... O casamento é daqui a dois meses só.
- Só? Como você pretende preparar tudo em dois meses?

Bella fez cara de choro. Eu mataria Alice, pois não teria mais clima para sexo.

- Não... dá tempo?
- Só se eu ajudar, Bella!

Ah, entendi o motivo do show. Tudo por um pretexto.

- E o que preciso fazer para você me ajudar?
- Hum... não sei... posso dar uma olhada na minha agenda...
- Por favor?

Alice revirou os olhos e fez cara de pobre coitada.

- Ok, ok. Eu dou um jeito.
- Sério? Obrigada!

Bella sorriu e abraçou o toco de gente. Alice me olhou e piscou, com um sorrisinho cínico na cara.

- Vamos à lista de convidados!

Estávamos agora os três sentados na mesa da sala, e Alice tinha em mãos um caderno e caneta. Ela olhava feliz para Bella.

- Então Alice... eu e Edward discordamos em alguns aspectos...
- Liga não, Edward não dará palpite em nada!
- Mas que porra é essa? Quem vai bancar sou eu, então eu dou palpite em tudo que quiser!

A toco de gente me fuzilou enquanto Bella sorria para mim, provavelmente querendo me xingar. Minha namorada era tão educada...

- Ele pode dar palpite, eu não me importo. O problema é só em relação a um determinado convidado.
- Quem?

"Deve ser alguma vampira gostosa que Edward já pegou..."

Eu mato essa porra desse toco. Controlei meus ânimos e falei super calmo.

- Vlad. Ela não quer que eu convide meu criador.
- Vlad? Desculpe Bella, mas eu também faço questão que ele seja convidado...
- Por que?
- Ora, não vou perder a oportunidade de ver Vlad, né?

Essa família me deixa muito confusa.

- Mas você já não o viu, Alice? Lá naquela guerra com os lobisomens?
- Ah querida, foi diferente... ali ninguém tinha cabeça para outros assuntos.

Não me diga que ela quer dar em cima de Vlad, né? Alice tinha os olhos brilhantes agora, como criança que ganhava um saco de doces.

- Não vejo a hora de ter Vlad em minhas mã... cidade!

Bella fechou a cara por ter perdido essa briga. Alice começou a fazer anotações de flores, buffet e todas aquelas coisas chatinhas de casamento. Era muito papo de mulher para minha cabeça. Mas quando Bella me olhava e sorria, eu esquecia tudo.

- Onde vai ser, Edward? - Alice me perguntou.
- O que?
- Como, o que? O casamento!
- Na Igreja ué.

Ela parou tudo e largou a caneta, boquiaberta.

"Você não está falando sério, né?"

- Estou.

"Edward! Eu não gosto de Igrejas!"

- Jura?

Ok, isso está indo longe demais!

- Ei! Eu estou aqui. Será que dá para vocês conversarem como duas pessoas normais?

Os dois me olharam e Alice rosnou.

- Por que acha que eu não sou normal, Bella?
- Por que será?
- Alice!

Edward a repreendeu e ela fechou a cara, fazendo beiço.

- Ok, vou me benzer antes de entrar na... Igreja.
- Isso, faça isso. Mas lembre-se que o lance da Igreja foi idéia de Edward.

"Lembre-me de te destroçar quando chegarmos em casa"

- Lembre-me de rir da sua cara, Alice.
- Parem!
- Ok, desculpe amor.

- Hazel vai ser o pajem?

OMG. Onde eu estou com a cabeça em fazer uma cerimônia dessas? Melhor casarmos só no civil.

- Pode ser.
- Peraí, Edward. O Hazel não sabe se controlar... Vai que ele resolve atacar o padre?
Ele me olhou calmo, sorrindo.

- Ele vai estar bem alimentado, amor.

Ela parecia cada vez mais apavorada. Todo mundo sempre disse que mulheres sonham com o casamento. No caso da Bells, acho que não está dando muito certo. Peguei na mão dela para acalmá-la.

- Bells, vai ficar tudo bem. Você vai ver, o casamento vai correr como nos conformes.

Ela revirou os olhos e bufou, levantando a franja com o vento que saiu de sua boca.

- Eu espero que sim. Não quero ir a nenhum funeral no dia do meu casamento.
- Funeral?

Ah sim, saquei. Mas ela era tão ingênua assim?

- Bella, sinceramente achei que você já me conhecesse bem. Desde quando nossas vítimas possuem funeral?
- Edward!

Ela me acariciou no ombro e levantou para ir até a cozinha.

"É a tal TPM?"

- Não... Ela geralmente é assim todo dia.

"Meus pêsames."

- Eu a amo, Alice.

"Ok. Meus pêsames."

Deixei Bella cuidando de algumas coisas por lá e fui em casa. Quando cheguei, encontrei Emmet correndo pelado atrás de Rosalie no 2º andar.

- Ei Edward!
- Deixe para falar comigo quando estiver vestido, Em.
- Ih, fresco!
- Ah, e vou me casar.

Fiz de propósito. Falei quando estava entrando no meu quarto e minha porta foi arrombada logo em seguida. Emmet agora estava de braços cruzados na frente da cama.

- Mas que porra é essa?
- Vai se vestir?

"Eu encaixo nele e você não precisa ver nada!"

- Ow Rose... menos. Não preciso ver essas coisas.

Mas eu moro numa residência ou numa porra de um prostíbulo? Emmet puxou minha cortina e enrolou no corpo.

- E eu vou precisar de cortinas novas, então?
- Desembucha, porra!

Rosalie apareceu no lugar onde havia uma porta e ficou me olhando curiosa.

- Eu e Bella vamos nos casar.
- Ficou louco? Nós machos não nos casamos, Edward!
- Estou aqui, ok, Emmet?
- A não ser que seja com mulheres lindas que nem você, amor!

"Mentira, Edward! Nós não nos casamos! Não percebe que eu enrolo Rose até hoje?"

Eu tinha vergonha da minha família.

2 semanas depois


Estava chegando na casa da Bella para buscá-la e irmos à faculdade, quando meu celular tocou.

- Alô.
Edward, sou eu, Lestat.

Eu tremia quando ouvia essa voz. Ele nem precisava se anunciar, bastava abrir a boca.

- Fale.
Temos um probleminha...
- Que ótimo. Sempre esses probleminhas, né?
Posso contar ou espero suas piadas?

Ele me dava nos nervos.

- Pode contar, Lestat.

Entrei no Volvo e Edward fez sinal com o dedo, pedindo para eu esperar. Fiquei sentada quieta, prestando atenção nele falando ao telefone.

- E o que você quer que eu faça?

Ele parecia irritado. Aproximei meu rosto do dele para tentar ouvir alguma coisa. Ah... aquela voz era inconfundível. Lestat.

- Certo. Não tenho muitas opções, não é?

Ele me olhou e balançou a cabeça, odiando aquela conversa.

- Te mantenho informado. Passar bem.

Desliguei o celular e olhei para a coisa mais linda do mundo.

- Tudo bem?
- Sim, e você? Qual era o assunto?
- Como é que você chega no meu carro assim? Tem que pagar pedágio antes, Isabella!

Puxei-a pela nuca e mordi aqueles lábios mornos.

Recebi uns beijos no pescoço e fiquei satisfeito. Por hora.

- Quer parar de me enrolar e contar?
- Era Lestat...
- Eu sei.

Ele arqueou uma sobrancelha.

- Novidade.
- Fala, Edward!
- Ele ligou para me avisar de um recém-nascido que anda chamando muita atenção por onde passa.

Edward esfregou a testa, enrugada de preocupação e ligou o carro.

- E o que você tem a ver com isso?
- O tal está vindo para os Estados Unidos. Mais precisamente, Washington.
- Ah, que ótimo!
- Pois é.

Estávamos chegando na faculdade e eu notava que ele estava super calado. Levantei o braço esquerdo e apoiei no encosto do seu banco, para fazer um cafuné nos seus cabelos.

- O que te preocupa?
- Eu realmente não queria me ocupar disso agora. Não com nosso casamento para preparar.
- Você sempre dá um jeito, não é?

Ele afirmou com a cabeça e me olhou.

- Mas eu estou cansado disso. Só queria curtir minha vida como um... mortal.

Para tudo! Edward assumindo estar cansado da imortalidade? Eu queria ter uma câmera para filmar isso...

Um quase sorriso brotava no seu rosto. Ok, ela adorou eu ter falado isso.

- Não pense que estou entregando as pontas. Só canso de vez em quando.
- Ok, eu não...
- Não me faça rir, Bells. Você quase gargalhou.

Estacionei o carro e virei de lado para olhá-la.

- Não esqueça que eu sou mau, ok? Muito mau.

Curvei-me sobre ela e deixei meu hálito tocar sua face. Bella sorria de leve.

- Eu sempre... posso... te castigar.
- Me tortura, então!
- Já estou torturando.

Beijei sua boca e levei uma mão até o meio de suas pernas, apertando delicadamente. Ela abafou um gemido e me puxou pelo pescoço.

Ele se desvencilhou de mim e abriu a porta do carro.

- Onde pensa que está indo, Edward? Começou, termina.
- Não podemos, amor... Esqueceu? Sexo só depois do casamento.

Ele saiu do carro e eu fiquei triste por não poder matá-lo.

Não tinha jeito, né? A péssima idéia foi minha, então eu teria que aturá-la agora. Corri até ele e o abracei pela cintura antes de chegarmos ao prédio.

- E em relação ao vampiro? Como você vai achá-lo?
- Lestat vai me deixar informado. Ele tem olheiros em tudo que é lugar. Assim que souberem o paradeiro do cara, avisam a ele.
- Hum. Espero que se resolva logo.

Eu esperava era poder resolver isso ainda hoje! Aquelas aulas foram totalmente insignificantes para mimm pois minha mente estava em outro lugar. O momento era péssimo, eu estava concentrado demais no meu casamento para ficar procurando vampiro por aí.

- Edward?
- Edward!

Bella me chamava insistentemente, me tirando do transe.

- Oi.
- Onde você estava? Estou há uns 10 minutos falando sozinha, achando que você prestava atenção...

Ela terminava de comer o sanduíche que comprou na lanchonete e nem tinha me dado conta que minha 4ª aula já deveria ter começado.

- Vou para casa, Bells. Esperar por lá.
- Vai ficar com isso na cabeça, Edward? Relaxa...
- Não consigo.

Ele levantou e pegou a chave do carro.

- Vai ficar?
- Então, eu ainda não me formei 20 vezes... Preciso ficar.

Edward sorriu e me beijou, falando grudado nos meus lábios.

- Você fica tão linda nervosinha...
- Eu sei.
- E convencida também.
- Disso eu não sabia.

Nos despedimos e deixei-a lá.

Entrei em casa e notei que estava todo mundo na faculdade. Bem... todo mundo, em termos.

- Oi.
- Oi. Te deixaram sozinho, é?
- Aham.

Hazel estava sentado na sala de TV, vendo...

- Mas que porra é essa, Hazel?
- Filme.
- Pornô????

Ele me olhou e deu de ombros. Eu mato esse pirralho! Arranquei o controle das mãos dele e dei stop.

- Onde você pegou esse filme, Hazel?
- Emmet me emprestou.
- Te emprestou?
- Ele disse que é para eu aprender as coisas boas da vida!

Ele sorriu e olhou para o controle, estendendo a mão.

- Nem pensar.

Tirei as pilhas e devolvi o controle para ele, que me olhou triste quando percebeu que não dava mais para usar.

- Você é mau comigo, Edward...
- Nem tente fazer pirraça. Não é tão adulto que até filme pornô está vendo? Então. Adultos não fazem pirraça.

Saí da sala e fui para meu quarto, olhar o teto como eu adorava fazer. O celular tocou e eu atendi em menos de 1 segundo.

- Oi.
O recém-nascido está na capital, Edward.
- Me dê os detalhes.

Anotei tudo e troquei de roupa.

- Hazel, se alguém perguntar, eu fui caçar.
- Posso ir?
- Deixa eu pensar... NÃO.

Saí da minha aula para atender a ligação de Edward.

- Oi amor.
Estou indo dar um passeio na capital.
- Agora? O vampiro está lá?
Está, acabei de falar com Lestat. Faz um favor para mim quando sair daí?
- Claro! O que foi?
Eu sei que é pedir muito. Mas pega Hazel e leva para sua casa até eu voltar?

OMG. Eu achei que ele fosse me pedir uma coisa simples.

- É... eu pego...
Desculpe, Bells. É que cheguei em casa e encontrei Hazel sozinho vendo filme pornô que o Emmet deu a ele.
- Hein? Credo! Eu pego sim, pode deixar. Mas vou antes em casa para pegar a pickup... Tenho medo de andar de ônibus com ele.

Vai que Hazel resolve se alimentar do motorista, né? Edward entendeu minha preocupação e riu do outro lado da linha.

Sem problemas. Se Emmet ou outra pessoa encrencar contigo, me liga. Beijos.

Ele desligou e eu fiquei preocupada. Não sabia o que Edward estava indo enfrentar. 


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1 comentários :

Capitulo fodaaaaaaaaaaaaaaa...
Ameiiii...
Bjks

15 de março de 2011 15:00 comment-delete

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