TCS - Capitulo 30

Nota Caah: Bom, nós tivemos problemas para postar semana passada pois o Nyah! estava em manutenção, mas apartir de hoje tudo volta a normal. E o que é melhor para começar a semana hein? Sim *-* TCS! Não matem a Kel - mentalmente - Por causa desse capitulo *-* tudo se resolve no próximo e se tiver bastante comentários ele vem mais rápido.



Capítulo 30.


A menina era tão parecida com a gente... muito mesmo. Mas tinha algo de diferente nela, algo que eu não entendia o que era. Bella estava calada no banco, acho que um pouco assustada ainda.

- Vou namorá-la!

Hein? Olhei pelo retrovisor e vi a carinha de anjo malvado sorrindo para mim.

- Vai o que, Hazel?
- Namorá-la.

O garoto não desiste, né? Ô coisinha chata.

- Hazel, quantas vezes eu preciso te dizer que Bella é minha namorada?
- Não estou falando da Bella ué.
- Não?
- Estou de olho na gatinha loira...

OMG. Que mente pervertida.

- Você por acaso está se referindo à filha da Buffy?
- Ela tem nome, Edward. E é Hope!




Ele desenhou o nome com a boca, como se estivesse cantando. Eu não acreditava nisso. Ele ficou até brabo quando não a chamei pelo nome.

- Hazel, ela é uma criança. E você vai crescer bem mais rápido que ela.
- Ela é uma criança e eu também. Mas nós somos iguais. Vamos crescer iguais!
- Vocês não sao iguais, querido... você é um vampirinho lindo.

Bella se meteu na conversa para me ajudar.

- Bella, ela também é!

Hein?

OMG. Do que Hazel estava falando? Edward freou e parou no acostamento.

- Hazel, como sabe que ela é vampira?
- Eu sei ué. Eu sinto.

Edward me olhou confuso, com uma ruga na testa. Eu também não estava entendendo... Hope então não era filha da Buffy? Era só... criada por ela?

- Não entendo como. Eu não consegui ver isso...
- Amor, vai ver Hazel é mais perceptivo.

Ele virou para trás e olhou o garoto com curiosidade.

- Hazel, você sentiu isso claramente? Ou você chegou a ficar em dúvida?
- Não. Vi na hora mesmo.
- Por que Buffy diz ser sua filha então?

Ele me olhou sério.

- Provavelmente Angel mordeu essa criança... e Buffy fez o mesmo que Lestat fez com Hazel. Pegou para criar.
- Mas a Hope é humana também.
- Hein?

Nós dois olhamos para Hazel, que agia com total naturalidade. Como? Por essa nem eu esperava. Edward ficou mais branco do que já era e calado. Por fim ele ligou o carro e acelerou de me fazer grudar no banco.

- Com pressa, amor?
- Preciso... chegar em casa.

Ele dirigia em super alta velocidade (N/A: lembrei de ti, Karine :P) pela estrada, em silêncio. Eu queria falar, perguntar, entender. Não me contive.

- Edward, não estou entendendo nada... como pode ela ser vampira e ser humana?
- Se você é transformada, você perde toda e qualquer ligação mortal. Não existe transformação em meio termo.
- Mas então como?

Ele suspirou.

- Eu só imagino uma possibilidade. Ela... ser mesmo filha de Buffy. Com Angel.

OMG.

Surtei né? Se isso fosse mesmo verdade, eu estava brincando com o perigo esse tempo todo em não usar camisinha. Surtei. Surtei total.

- Bells?
- Ahn?
- Está bem?
- Acelera aí, Edward! Precisamos descobrir se isso é mesmo verdade.

Ele franziu a testa enquanto fazia uma curva, e me olhou.

- Qual o drama agora?
- Drama? Nenhum!

Minha voz saiu mais fina do que o normal. Eu me sentia histérica.

- Vocês podem ter filhos?
- Não. Não podemos, nunca pudemos.
- E como você explica isso então?
- Quem sabe se você se acalmar, a gente não descobre junto?
- Edward, você tem certeza mesmo que não pode ter filhos?
- Bells, se eu pudesse, eu já deveria ter filhos então mais velhos que seus pais, amor...
- Não precisa jogar na cara que é um galinha!
- Eu não sou. Atualmente.

Oh cara-de-pau! Atualmente, né? Cruzei os braços e virei a cara. Ele passou uma mão na minha perna.

- Como você pode ter ciúmes de coisas que eu fiz antes de te conhecer?
- Eu tenho ué. Só de imaginar não gosto nada nada.
- Bella, o que importa não é estarmos juntos agora?
- É.
- Então...
- Mas ainda continuo com o ciúmes.

Ele riu e voltou com a mão para o volante. Nós chegávamos em sua casa e Alice esperava aflita na porta. Pela cara dela, já tinha visto tudo. Quando saímos do carro ela começou a tagarelar.

- Me amarrota que estou passada! Como isso é possível, Edward? Nós nunca tivemos conhecimento de um caso desses! Eu nem pude avisar aos outros, não sei onde eles estão. Você a viu? Como ela é? O que Hazel sentiu?

- Cala a boca Alice! Já me deixou tonto aqui.

Ela fechou a cara e fez beiço como se fosse chorar. Depois sorriu para mim.

- Oi Bella! Calma, não vejo nenhum barrigão no seu futuro.

Mas é óbvio que não tinha barrigão no futuro da Bella. A não ser que fosse de outro. Ei.

- Bells, você anda me chifrando?
- Edward!
- Fala a verdade.
- Ficou louco? Fumou maconha?
- Não... só estou juntando as peças.

Quem ela queria enganar? Fica fingindo que está preocupada comigo, quando na verdade é com outro.

- Por que tanta neurose em engravidar, Bells?
- Edward, estou perdendo a paciência.
- Ok. Se não nascer pálido, eu quero ver você se explicar!

Que surto foi esse minha gente? Eu ri e peguei o rosto dele com as mãos, dando um beijo naquela boca torta. Ele com cara de enfezado ficava mais gostoso ainda.

- Hum, beija mesmo... tenta amenizar, vai... eu não perdôo traição, hein Bells!
- Tudo bem, amor. Eu serei cautelosa.
- Será que dá para voltarmos a falar da minha mulher?

Hein? Olhamos juntos para baixo, onde Hazel estava, nos olhando de braços cruzados. Ele batia o pé no chão inquieto.

- Sua... mulher?
- Já disse que vamos casar.
- Ok.

Entrei numa família tão legal...

- Hazel, antes de mais nada, nós nem sabemos direito o que essa garota é.
- Hope.
- Hope. Que seja. E depois, você acha mesmo que a filha de uma caçadora seria seu par ideal?
- Não vou casar com a mãe. Vou casar com a filha.

Era uma discussão perdida. Nem sei o motivo pelo qual eu estava ali, perdendo meu tempo. Peguei Bella pela cintura e entrei atrás de Alice.

- Edward, mas como é possível isso?
- Vou ligar para Lestat. Eu o detesto, mas infelizmente ele sempre sabe de tudo...
- Quer que eu fale com ele?
- Não, Alice. Não acho que seja o momento mais propício para você se oferecer.
- Não vou me oferecer!

"Só um pouquinho..."

- Ahá! Peguei um pensamento!

Ela fechou a cara. Tinha se distraído e tirado o bloqueio.

- Abaixa o fogo, Alice. Vamos subir, Bells.
- O que você leu?
- Coisas de Alice.
- Coisas minhas nada! Coisas de mulheres! Queria só ver se você pudesse ler a mente da Bella. Ia achar altas perversões!
- Eu?

Olhei minha namorada que estava corada.

- Muito propício, né amor? Esse seu bloqueio natural...
- Edward, não começa!
- Ok. Vamos.

Entrei no quarto e liguei para Lestat. Bella me abraçou por trás, beijando meu ombro.

- A gente raramente usa o seu quarto, né Edward?
- Amor, depois pensamos nisso. Deixa eu falar no telefone, ok?
- Certo. Vou descer e procurar algo para comer.

Ela saiu do quarto, rebolando para me provocar. Antes de passar pela porta, levantou a saia e me mostrou a bunda.

- Depois diz que não é safada!

Adorava provocá-lo. Meu machão. Ok, fui para a cozinha matar quem estava me matando. Fome negra. Cheguei lá embaixo e Hazel estava com Anthony. Como o garoto chegou tão rápido?

- Oi Bella, tudo bem?
- Tudo, Anthony. E você?
- Legal.
- Eu contei para ele sobre minha namorada, Bella.

Hazel pirou na batatinha legal. Os olhos brilhavam enquanto ele falava dela para Anthony. Deixei os dois sozinhos e me concentrei na cozinha. Nada na geladeira, ótimo. Achei no armário uma caixa de biscoitos do Natal. OMG. Vai ser isso mesmo. Peguei o biscoito com gosto de velho e começei a devorar.

Devorei o pacote todo, ou o que restara dele e voltei para o quarto de Edward. Ele tinha saído do telefone já e estava deitado na cama.

- Comeu?
- É né. O que foi possível.
- Lestat ficou surpreso também. Mas ele me lembrou de uma coisa... Buffy não é humanamente normal, se formos pensar. A mulher já morreu tantas vezes, que alguma coisa deve ter mudado nela, a ponto até de ter engravidado de um vampiro. Sei lá. É uma teoria. A mais aceitável, eu acho.
- Isso me dá medo, Edward...

Ele sentou na cama e me chamou. Eu sentei no seu colo e passei os braços pelo seu pescoço.

- Daria para você acreditar em mim? Bells, se houvesse alguma chance, por mais hipotética que fosse, de você engravidar, eu avisaria.
- Ok.

Ele deitou e me puxou por cima dele, descendo as mãos pelas minhas costas. Nos beijamos devagar, aproveitando o silêncio mortal dentro de casa. Eu parei um pouco de beijá-lo e levantei a cabeça.

- O que houve, amor? Você está pálida.
- Não estou me sentindo bem.

Não gostava de ver Bella mal. Me sentia impotente em não poder entrar em sua mente e saber exatamente o que sentia.

- O que é, Bells?
- Meu estômago está estranho...

Ela estava brincando?

- Bells, como assim? O que você está sentindo?
- Sei lá... meio que...

Ela saiu da cama e correu para meu banheiro. Eu fui rápido atrás dela e ainda consegui segurá-la a tempo para vomitar. Eca. Humanos são tão nojentos!

- Bella, quer ir ao médico?
- N-não.

Ela estava suando frio. Ajudei-a a limpar a boca e a trouxe de volta para a cama.

- Estou enjoada, Edward.
- Que tipo de enjôo, amor?
- Tem vários... tipos?
- Bem, eu não fico enjoado já há alguns séculos, então não lembro.

Bella deitou e enrolou o corpo que nem feto. Não estava gostando nada disso.

- Enjôo, né? Já volto.

Saí rápido dali e entrei no carro.

Namorado ótimo o meu. No momento que eu preciso, ele se manda. Acho que eu o assustei com o vômito. O que era aquilo? Não lembro o que comi ontem, mas acho que foi linguiça...

- Bells, melhorou?

Ele tinha voltado e estava com um pacote na mão.

- Não...
- Comprei para você.

Ele abriu o pacote e tirou um teste de gravidez de dentro, entregando para mim. Eu peguei e olhei a caixa por uns segundos.

- Aí explica como usar.

Olhei para Edward. Olhei. Olhei mais um pouco e taquei a caixa na cabeça dele.

- Quer morrer, Edward?
- Ei! Que grossa! Eu vou todo prestativo na farmácia e você agradece assim?
- Edward! Pela última vez, eu não estou GRÁVIDA!
- Não era eu quem estava surtando até alguns minutos atrás.

Eu mato.

- Edward, se você tocar na palavra com G mais uma vez, será um cara morto.
- Amor, eu não estou satisfeito, ok? Isso não me convence. Esse filho é de outro!
- EDWARD CULLEN!

Levantei e passei por ele em direção a porta.

- Onde vai, Bella?
- Embora!
- Passando mal?
- Sim. Antes que eu te bata!
- Tapa de amor não dói, Bells.

Eu o olhei com raiva e com dor.

- Olha só, eu não estou achando mais graça. Estou realmente passando mal! Ou você deixa de palhaçada ou a gente termina agora!

Hein? Ela ficou louca? Ninguém terminava assim comigo... Eu sorri.

- Amor, deixa de drama.
- Drama? Você pirou totalmente com papo de gravidez!
- Ok, mas não precisa mais drama. Nem precisa fazer o teste agora se não quiser.

Fui acariciado.

- Não preciso fazer agora, Edward? Não creio que você quer mesmo que eu faça!
- Eu não disse isso...

Ou disse? Não lembro. Ela fez cara de choro.

- Estou terminando contigo. Depois nos falamos.

Bella saiu batendo a minha porta. Como assim? Ela estava falando sério?

Foi a coisa mais difícil que eu já pronunciei na vida. Edward tinha me irritado profundamente. Ele veio atrás de mim quando eu já estava descendo as escadas. Queria poder não ser desastrada e ter a capacidade de correr mais.

- Bella, que surto foi esse?
- Tchau, Edward.
- Pare.

Ele segurou meu braço e me olhou sério.

- Surto? O surto foi meu? Tem certeza?

- Quero um tempo, Edward!
- Tempo é o que eu mais tenho na vida, Bells. Eu não quero tempo.
- Mas eu quero e ponto final.

Ela desceu e chegou lá embaixo, se dirigindo à Alice.

- Me leva em casa, por favor?
- E-eu?
- Não faz essa cara, Alice, você provavelmente já sabia...

Alice me olhou e eu não acreditei que ela sabia e não me avisou.

- Alice!

A praga pequena levantou puxando Bella pela mão.

- Vamos, eu te levo.

Edward parou na nossa frente e rosnou feio para Alice. Ela deu para trás e me soltou.

- Ou... Edward leva.

Ele me olhou sério e pegou tirou a chave do bolso.

- Eu te levo.
- Ok.

Música: (The Scientist - Natasha Bedingfield):
http://br.youtube.com/watch?v=gsUK4mlv9m0

Foi só o que respondi. Entrei no carro calada e permaneci calada. O som estava ligado e a música não ajudava muito no clima.

- É isso mesmo que você quer?
- Quero um tempo, mas se você não quer tempos, então é melhor o término mesmo.
- Por causa de uma dor estúpida?
- Não é estúpida, Edward! É a minha dor!

Alterei meu tom de voz, estava nervosa já e segurando o choro.

- Não estou fazendo pouco caso da sua dor, só acho que por causa dela, você está com os nervos à flor da pele.
- Eu fiquei assim por sua causa.
- Extrapolei, ok, mas não é necessário isso, Bella.

Minha mãe sempre disse que eu era super teimosa. E eu era mesmo.

- Eu quero assim, Edward.

Engoli seco tentando entender aquilo. Foi tão... do nada. Cheguei na casa dela e parei o carro. Ela abriu a porta do carro e saltou. Eu sentia seu coração batendo totalmente descompassado.

- Bells.
- Depois nos falamos, ok?

Notei que ela estava prendendo o choro. Esperei ela entrar em casa e liguei o carro. 




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2 comentários :

OMG . que surto foi esse da Bella .
Tipo assim do nada , mas ainda tenho minhas duvidas se enjôo foi do Biscoito velho ou não . Ainda mais depois desse estresse todo dela tá até parecendo com os hôrmonis de gravidas cada hora de um jeito.

7 de março de 2011 20:21 comment-delete

OMG. Conheço esses surtos do nadaaaa.....
Mas não quero ser preciptada.... Posta logooooo.
bjks

7 de março de 2011 22:22 comment-delete

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