Ed - Capítulo 7


NOTA: Novamente me desculpem pelo erro...


Capítulo 7.


Eu só podia estar tendo um pesadelo. Ou aquilo deveria ser o inferno! Isso. Era o inferno! Olhei furiosa para Kiara, que parecia não entender o motivo da minha raiva e enrolava uma mecha de cabelo nos dedos. Tais dedos que eu agora tinha vontade de quebrar, como se fossem palitos de dentes!

- Credo prima, você queria tanto assim o carinha? Achei que seu lance fosse com o Edward.
- Kiara, será que uma vez na vida é pedir muito para você fazer a coisa certa? O que você falou do Edward para ele? Não deu o sobrenome, né? Nem endereço... por favor, diga que não.

Ela arregalara os olhos e estava quase pulando pela janela. Estava com medo de mim? Era bom mesmo! Eu me esforçando aqui para manter Edward afastado e em segurança e ela me faz uma coisa dessas? Se não fosse minha parente eu já tinha matado.


- Não, você acha o que? Que eu sou alguma maluca que fica dando as informações dos outros por aí?

Sério mesmo que ela fez essa pergunta? Levantei minha sobrancelha e olhei pasma para minha prima. Já estava chegando em casa e parei o carro de qualquer jeito. Eu precisava me distanciar dela para não cometer nenhuma loucura. Bati a porta da picape com tanta força que senti que ela fosse desabar e rezei para que isso não acontecesse. Eu gostava muito dela, mesmo velha do jeito que era.
- Prima, eu fiz alguma besteira, foi? Pode me dizer, eu aguento.

Ela veio atrás de mim, correndo, ultrapassando a distância segura que eu tinha estabelecido. Quando entrei em casa e senti sua mão no meu ombro, eu perdi o controle e me virei para Kiara.

- Pare!

Estava agora segurando em seus ombros e encostando-a na parede. Eu sabia que cedo ou tarde perderia a cabeça com ela, eu sabia.

- Eu vou falar uma vez só e espero que fique bem claro, entendeu?
- Cris...talino.

Ela respondeu quase sem ar, já ficando com o rosto roxo. Resolvi afrouxar um pouco meu aperto em seus ombros e grudei meu rosto no seu. Podia sentir o medo fluindo por suas veias.

- Eu não quero você tendo contato com esse cara. Nem passando qualquer informação que seja sobre nossa família ou amigos. Ele é perigoso. É difícil para você entender isso? Pois eu posso desenhar, se preferir.
- Eu entendi!

Kiara falou, batendo com dificuldade a palma da mão na parede. Ela achava que isso era judô, para ficar pedindo por arrego? Soltei-a e a criatura levantou os braços como se estivesse sendo assaltada ou coisa parecida.

- Pelo amor de Deus, não me mate!
- Acredite, eu realmente gostaria de poder fazer isso.
Ela fez cara de choro e foi se afastando de mim, deslizando as costas na parede, para o lado. Meu celular tocou naquele momento e eu tinha certeza que isso fez Kiara ficar feliz, pois enquanto me concentrei em pegá-lo no bolso da calça, ela rapidinho escapuliu e subiu correndo as escadas.

- Bella?

Droga! Tinha desligado o telefone na cara do meu pai.

- Oi pai.
- O que aconteceu? Está tudo bem? Você parecia nervosa no telefone.
- Nada demais, está sim. Pai, preciso desligar, vou tomar um banho.
- Ok querida, até mais tarde.

Não queria que ele soubesse sobre meu esquecimento de Kiara no colégio. Era melhor deixar o assunto enterrado. Subi para meu quarto e encontrei minha prima com uma cara triste sentada na porta do meu quarto.

- O que é agora?

Ela fungou e eu notei que seus olhos estavam vermelhos. Kiara tinha chorado? Então ela abaixou a gola da camisa e eu pude ver as marcas perfeitas dos meus dedos na sua pele. Ops.

- Eu comi espinafre ontem na janta. Foi mal.
- É assim que você demonstra seu amor por mim?
- Meu o que?

Kiara levantou e cruzou os braços, fazendo beiço.
- Não tem problema, prima, eu te amo do mesmo jeito. Te perdôo se você for comigo na festa de hoje.
- Festa? Que festa? Kiara, hoje é um dia de semana... Temos aula amanhã.
- Reclame com quem resolveu fazer a festa ué.

Ela esfregou os ombros, forçando a expressão triste. Era um tipo de teatro, eu sabia disso. E sabia também que ela não me deixaria em paz se eu não fosse para a maldita festa. Kiara usaria as marcas da minha agressão todo dia na tentativa de me deixar com a consciência pesada.

- Onde é a festa afinal?
- Então nós vamos?
- É.
- Aêê!!

Fui atacada por ela, que pulou em cima de mim, me abraçando e produzindo muito contato físico comigo. Ew.

- Kiara, chega... Não precisa tocar assim em mim, ok? Basta sorrir ou... falar alguma coisa sem nexo como você sempre faz, que eu entenderei a sua empolgação.
- Vou começar a pensar numa roupa!

Ela passou por mim para ir para seu quarto, mas eu puxei seu rabo-de-cavalo.

- Não me disse de quem é a festa.
- Ah.

A sonsa olhou para o teto, estalando a língua e eu dei um puxão mais forte no rabo-de-cavalo.

- Ai! Tudo bem, eu falo. É o Edward que está dando a festa.
- Edward? Edward Cullen?

Eu estava ficando gasguita ou era impressão minha? Kiara mordeu o lábio e deu um sorriso desanimado, saindo correndo de perto de mim.
[...]

Ainda não estava acreditando que iria mesmo para a casa do Cullen. Era como se o destino conspirasse contra mim, pois justamente quando eu menos queria contato com ele, isso acontecia. Tudo bem que em partes, o destino tinha menos culpa do que Kiara. Eu sabia que a criatura tinha feito de propósito. A cara de choro, as evidências dos meus dedos, tudo isso culminou para que ela conseguisse o que queria.

- Prima?

Ouvi sua voz de taquara rachada do lado de fora do meu quarto e me olhei no espelho uma última vez. Eu estava linda, lógico. Apesar de não gostar muito de ficar me expondo desse jeito, eu tinha me acostumado com o que eu me tornei depois da transformação. Saí do quarto e ignorei os elogios dela quando me viu. Desci e fui direto para o carro, agradecendo por meu pai ainda não estar em casa. Isso evitaria ter que dar o braço a torcer de que estava saindo mais uma vez com Kiara.

- Kiara, só uma perguntinha...
- Fale!

Eu dirigia sem tirar os olhos da estrada, mas era bem difícil manter a concentração, quando ao meu lado havia uma pessoa que fazia as expressões mais bizarras da face da Terra.

- Edward por acaso sabe que eu vou?

Ela balançou a cabeça em sentido positivo.
- Sabe que eu não faço a mínima idéia?
- Para que porra você balançou a cabeça então?
- Eu gosto.

Se controla, Bella. Liguei o rádio e coloquei no último volume, pelo menos assim eu me poupava. Quando chegamos no endereço que ela me indicou, eu avistei a casa que então deveria ser de Edward. Ele era realmente cheio da grana.

Quando eu vi Kiara sozinha no estacionamento do colégio, não perdi tempo e fui contar meus planos a ela. A conhecia pouco, mas sabia que ela simpatizava com a minha frustrada relação com Bella. Ela tinha me dito que traria a prima com certeza para a festa e eu estava em dúvidas se a teimosa da Bella cairia nas graças de Kiara.

- A festa está show, Edward!

Alguém passou por mim, elogiando e me dando um tapa nas costas, mas eu estava mesmo era de olho na rua, à espera de uma picape vermelha caindo aos pedaços. Quando a vi fazendo a curva, fiquei feliz.
- E aí, conseguiu fazer com que Bella viesse?
- Alice, realmente preciso que você dê o fora.
- Eu só quero conhecê-la, qual o problema?

Suspirei e olhei para a nanica da minha irmã, ali ao meu lado na porta, mexendo nas pontas espetadas do cabelo. Ela não era exatamente uma patricinha mimada que nem Rosalie, mas era patricinha o suficiente para que Bella a odiasse.

- O problema é que ela está saindo do carro e não quero que te veja. Tchau!
- Grosso.
- Muito.

Sorri para ela, que revirou os olhos e saiu bufando. Bella tinha descido do carro e agora estava olhando emburrada para minha casa, avaliando cada pedaço dela.

Riquinho imbecil. Quantos quartos tinham naquela maldita casa? Provavelmente o suficiente para manter vários escravos. Não sei, mas eles tinham cara de senhores feudais. Ok, muita aula de história na cabeça dá nisso.

- A festa já está bombando, prima!

Kiara falou exaltada e saiu andando na minha frente, na verdade, mais rebolando do que andando.

-> Joan Jett - Bad Reputation


E lá na porta, parado de braços cruzados, me olhando - embora ele fingisse que olhava para outro lado - estava Edward. Não tinho como negar, ele era muito gato. E olhá-lo daquele jeito me fazia lembrar dos beijos e amassos que tínhamos dado. Pior, me fazia ter mais raiva anda de Alec, por ter atrapalhado as coisas. Me aproximei dele e parei na sua frente, jogando meus cabelos para o lado e sorrindo. Ao menos eu faria aquilo que ele mais gostava. Deixaria-o babando.

- Boa noite, Cullen. Bonita casa.

Passei por ele, mas não antes de levar uma mão até seu queixo e empurrá-lo para cima, fechando sua boca.

- Entra mosca assim, querido...
- Boa... noite. Bella.

O bobinho quase não conseguiu falar. Sorri satisfeita e entrei em sua casa, caçando minha prima para não perdê-la de vista. Kiara era louca o bastante para sumir da festa e pegar carona com Alec se ele convidasse. Senti alguém segurar meu braço e não precisava me virar para ver quem era. O cheiro de Edward já era extremamente familiar para mim.

- Podemos conversar?
- Estamos numa festa, Edward! Ninguém conversa em festas... A música é alta demais para isso!

Ela deveria mesmo estar tentando me convencer da música alta, pois estava gritando como se falasse com um surdo.
- Eu estou te ouvindo perfeitamente, não precisa gritar.

Antes que ela desse alguma desculpa e se soltasse de mim, tive uma idéia genial. Eu teria Bella de volta hoje sem dúvida alguma, ou não me chamava Edward Cullen, porra!

- Vamos lá em cima, por favor?

Tentei puxá-la pelo braço mas a pessoa nem se moveu. Eu tenho certeza que fiz uma certa força então ela só podia ter comido demais antes de sair de casa.

- Ir lá em cima para...?
- Conversarmos.
- Não quero, Edward. Não temos nada para conversar.
- Estou pedindo "por favor".

Se ela dissesse não de novo, eu a colocaria no ombro e subiria de qualquer forma, mesmo que a louca gritasse para a festa inteira ouir. Fiquei esperando por uma resposta sem afrouxar a minha mão de seu braço.

Eu estava preparada para socar a cara do Cullen imbecil. Quem ele achava que era para me levar para o quarto? Tudo bem que o fracote era incapaz de me forçar alguma coisa, já que eu era um pouquinho mais forte, mas ele era abusado, isso sim. Quando abri a boca para respondê-lo devidamente, com um sonoro não, o pavor correu pelo meu corpo quando Alec parou na porta, correndo os olhos pela casa.

- Ok, vamos logo.

Saí puxando Edward pela gola da camisa o mais rápido que pude, antes que Alec me visse ali com ele.
Eu sabia que era gostoso. Por mais que ela tentasse se fazer de difícil, não conseguia resistir a esse corpinho que Deus me deu. A pessoa saiu me puxando selvagem pelo meio dos convidados e já estávamos subindo as escadas.

- Qual é o seu quarto?
- O 2º da esquerda.

Uau! Ela queria mesmo ir para o quarto? Respondi prontamente, já excitado com o fogo da Bella e prestes a atacá-la assim que estivéssemos de portas fechadas. Ao entrarmos no meu quarto, ela ainda olhou um pouco lá para fora e fechou a porta, girando a chave para trancá-la.

Não entendia o motivo para Edward estar com um sorriso vitorioso na cara.

- O que foi, Cullen?
- Não sabia que você estava com tanta saudade.
- Eu? Saudades? Fumou maconha?

Ele sorriu torto e passou os braços ao redor do meu corpo, me puxando para o seu e se achando o He-Man. Homem é tudo idiota mesmo, né? Fazem uma forcinha a mais e já pensam que estão com tudo.

- Não precisa mais fingir, Bella. Estamos a sós agora...
- Eu não estou fingindo, Edward. Me solta, vai.

Precisei acabar com o sonho dele de He-Man e com o mínimo esforço possível, me soltei de seu abraço. Ignorei a reclamação dele e só então parei para observar o quarto. Era enorme, claro demais, branco demais, clean demais.

- Credo, você gosta de hospitais?
- Eu?
- Sim... Esse quarto parece de hospital, só falta os aparelhos.
- Certo! Paredes pretas são bem melhores, né?
Me controlei para não socar a cara dele. Zoar o meu quarto era audácia demais!

- Cala a boca, Cullen. O que você queria conversar? Fala logo!

Era bom mesmo ele falar, pois já que eu estava escondida ali com ele, naquela droga de quarto extremamente branco, por causa do maldito do Alec, então eu pelo menos queria passar o tempo de alguma forma.

- Bem, eu te chamei aqui para você me explicar direito o que aconteceu contigo. Porque não engoli isso tudo ainda, Bella. Nós estávamos bem quando eu saí da sua casa.
- Sim, estávamos. Mas aquilo foi ontem. E nós estamos no "hoje". Entende? Há diferença... Ontem foi passado.


Ele parecia ter ficado irritado, pois trincou os dentes e travou o maxilar. Incrivelmente, ele ficava ainda mais bonito quando sentia raiva. Fiquei imaginando Edward como vampiro, o quão absurdamente lindo ele seria.

- Não sente nada por mim então?
- Nada.
- Certeza absoluta?
- Para mim está claro como cristal.

Falei sorrindo, tentando parecer o mais tranquila possível. Mas não era verdade. Eu tinha gostado de ficar com Edward e eu tinha mais vontade ainda de continuar com ele. Por mais que tenha me esforçado, minha voz não saiu tão firme e eu vacilei um pouco na hora de responder.

Ela mentia muito mal. Foi o suficiente para segurar com força seu rosto entre minhas mãos e avançar sobre ela e sua boca. Girei um pouco seu corpo para que ela ficasse de costas para minha cama e então, me joguei sobre ela, fazendo-nos cair no colchão.

1 comentários :

Amei... posta maaaaaaaaaiiiiiis

11 de março de 2011 18:00 comment-delete

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