ED - Capítulo 6

Capitulo corrigido!Nos perdõem pelo mesmo erro novamente.
P.s: Obrigada por ter nos avisado leitora "anônima". Bom Capitulo! 
By: Caah


Capítulo 6.


Aquele resto de noite foi tenso. Eu passei as horas sentada numa poltrona de frente para minha janela do quarto, observando tudo lá fora. Qualquer movimento de galho de árvore balançando com o vento me deixava alerta. Fiquei assim, sem piscar, até o dia amanhecer e chegar a hora de ir para o colégio. Vesti uma roupa básica - tinha aposentado de vez meu casaco com capuz - e desci para encontrar Kiara.

- Booom dia, prima linda do meu coração que bate acelerado!

Eu nunca, nem em um milhão de anos, me acostumaria com aquela energia que emanava dela. Era como se a garota estivesse sempre ligada na tomada errada. Dei-lhe meu melhor sorriso amarelo e puxei uma cadeira da mesinha, me sentando ao lado do meu pai. Nós trocamos alguns olhares, sem precisarmos falar nada.

- Kiara, eu estava pensando aqui. Não acha melhor além de ir de carona comigo, você também passar a voltar?
- Do colégio? Oh não. Eu volto de carona sempre com algum gato!

Era exatamente isso que me preocupava. Porque cá entre nós, Alec podia ser um Volturi, que eu odiava com todas as minhas forças, mas eu tinha que dar o braço a torcer e concordar que ele era bem, digamos, atraente, como uma perfeita armadilha. Brinquei com o café-com-leite que estava em meu copo e suspirei, olhando sem idéias para meu pai.

- Kiara, querida, como seu tio, eu quero que você volte com sua prima, certo? Andam acontecendo umas coisas aí pela cidade e não quero nenhuma das duas andando sozinhas por aí.
Ela torceu a cara e eu achei que fosse chorar.

- Olha Kiara, eu também não gosto da idéia de não poder andar sozinha, sabe? Mas se meu pai quer assim, não vou discutir com ele...

Até parece mesmo que meu pai me dava ordens. Mas isso fica em segredo. Não que eu gostasse de Kiara e tivesse medo que a cabea dela saísse rolando aí pela rua, não é isso. É que no fundo, ela era família e meu sangue. Por mais chata e inconveniente que fosse.

Ela foi o caminho todo até o colégio, calada, de braços cruzados na picape e eu também não tinha muita vontade de puxar assunto. Enquanto passava por um sinal aberto, um louco resolveu atravessar a rua e eu precisei freiar rápido.

- Quer morrer, desgraçado?

O homem então levantou a cabeça e olhou para o carro, sorrindo e me fazendo congelar no banco. Era Alec, aparecendo no lugar certo e na hora mais certa ainda, propositalmente.

- Meu senhor das encalhadas! Que gato é esse?

Ignorei qualquer coisa que estivesse saindo da boca de Kiara e o encarei, apesar de saber que podia estar comprando uma briga em local público. Alec apenas deu mais alguns passos para o lado, saindo do meu caminho, porém, sem desviar os olhos. Eu acelerei e arranquei com o carro, mantendo meu olhar à frente e passando direto por ele.

- Bella, você tem noção de que quase provocou um mal à humanidade, né?
Ela é que não tinha noção do que estava acontecendo, isso sim! Olhei desmotivada para minha prima, que me mostrava os dentes no seu sorriso exagerado e revirei os olhos.

- Será mesmo que você só pensa em homens?
- Em que mais eu vou pensar?
- Deixa para lá.

Não dava para levar uma conversa normal com ela, então desisti. Cheguei no colégio e desci assim que estacionei. Marquei o horário da volta com Kiara, antes de vê-la correr para alcançar o nojento do Jake, que estava quase entrando no prédio. Estava andando distraída, quando senti o cheiro de Edward e logo em seguida, uma mão segurando meu braço.

- Bom dia!

Ele me puxou para junto de seu corpo e ia me dar um beijo, mas desviei meu rosto do dele.

- Não.
- Como não?

Edward me olhou surpreso e franzindo a testa. Eu decidi que não ficaria junto dele, pois Alec com certeza estaria me espionando e não queria envolvê-lo nisso. Desviei meus olhos dos dele, para procurar por uma desculpa coerente.

- Eu... mudei totalmente de idéia sobre ficar contigo.
- Mudou? Mas eu acho que a segunda parte interessada, que no caso sou eu, teria que ficar sabendo disso antes de você tomar alguma decisão, não acha?
Droga! Edward não podia simplesmente aceitar minha negação e partir para outra? Eu sentia que estava sendo super difícil para mim, dizer não a ele, pois no fundo, não era bem isso que eu queria. Continuei andando, quase arrastando-o atrás de mim, já que ele segurava em meu braço e só parei de novo quando já estávamos dentro do colégio, longe dos olhos de Alec, caso ele estivesse me observando.

- Edward...
- Não. Quem vai falar sou eu. E você vai me ouvir.

Wow! Ele tinha o semblante sério quando me encostou na parede, ao lado do bebedouro. Eu devia dar-lhe um empurrão para me livrar dele e mostrar quem é que dava a palavra final, mas o problema é que com aquela expressão que ele usava agora, sua boca ficava atraente e muito irresistível.

- Fale então.
- Que bicho te mordeu? Ou melhor, o que você é?

O que eu sou? Então ele desconfiava de algo? Senti meu sangue ferver e estava prestes a machucá-lo com medo do meu segredo ser revelado, quando ele encostou sua boca na minha orelha.

- Eu lembro muito bem que ontem nós nos entendemos perfeitamente, lá no seu quarto. Na sua cama. Então você só pode ser um alienígena para mudar assim, da água para o vinho, de um dia para o outro.

Respirei aliviada quando descobri que essa era a sua teoria.
N/A: 
Música (Too Little Too Late - Jojo):
http://www.youtube.com/watch?v=9FY8hl6b54A

- Bem, eu tenho motivos para ter mudado de idéia, ok?
- Me diz quais são então.
- Não posso. Não agora.

Abaixei a cabeça, sentindo uma sensação muito esquisita, que eu não estava mais acostumada a sentir. O choque foi maior ainda quando lembrei exatamente o que era essa sensação e quando tinha sido a última vez que a senti. Foi quando eu era criança ainda, tinha por volta dos 10 anos, e tinha me apaixonado pelo meu vizinho, que era pelo menos uns 15 anos mais velho que eu. Pois é, já era problemática na infância. Enfim, no dia que ele se casou, eu senti uma dor horrível no peito, como se tivessem arrancado um órgão vital de dentro de mim. Um... vazio.

- Bella? Você está aqui ainda? Digo, na Terra?

Edward me perguntou mas o nó na minha garganta me impossibilitou de responder. Eu apenas empurrei-o para me locomover e saí em disparada ao banheiro, entrando e me trancando no privativo. O que estava acontecendo comigo? Eu não queria gostar de ninguém! Era pedir muito isso? E o pior, eu já sabia que estava mesmo gostando, pois tinha medo que algo acontecesse a ele.

- Er... Prima?
Ah não. Kiara. Senti meu rosto úmido e vi o sangue quando passei os dedos pelas minhas bochechas. Ainda por cima, eu nem chorar podia em público, a não ser que quisesse ser vista como o milagre da Igreja mais próxima.
Puxei um pedaço de papel higiênico para limpar meu rosto antes de aparecer para minha prima.

- Estou aqui... dentro.
Você está bem? Eu te vi correndo pelo corredor e entrando com fúria aqui. Foi Edward que fez alguma coisa? Me diz, me diz! Porque se ele tiver feito alguma coisa para uma prima minha, eu quebro a fuça dele!
.
Acabei rindo daquela prepotência dela, em achar que eu precisava de alguém me protegendo ou algo parecido com isso e então abri a porta do privativo, indo direto ao espelho para olhar meu rosto. Felizmente, minha pele era perfeita demais para não ser abalada pelas lágrimas.

- Eu estou bem.
- Aham, sei. Não era isso que parecia há alguns minutos atrás. Sério, pode me contar que eu dou meu jeito. Ele não vai mais te chatear.
- Kiara, eu estou bem. Já disse. Não é nenhum problema com Edward é só... coisa minha.
- Ouch. O absorvente vazou! Foi isso, não foi?

Ela só abria boca para falar besteira e sempre que tentava consertar, cabava piorando.

Antes de sairmos do banheiro, procurei fazê-la entender que estava tudo perfeitamente bem, já que a última coisa que eu queria era Kiara se metendo entre eu e Edward. Coloquei meu melhor sorriso no rosto e a olhei com meus olhos transbordando simpatia.

- Obriada prima, mas eu estou mesmo bem. Se precisar de alguma coisa, eu te aviso.

Nem eu sei como consegui dizer tais palavras. Chamá-la de prima era uma coisa estranha e não estava acostumada a isso. Mas pelo menos Kiara sorriu daquele seu jeito que mostrava a sua gengiva e parecia estar satisfeita com minha resposta, pois passou um braço por cima dos meus ombros e puxou a porta do banheiro.

- Assim que eu gosto! Para cima e além!

Além? Era a mais louca de toda a história da humanidade. Fato. Quando passamos pelo corredor - eu tendo que fingir que estava bem com ela grudada em mim - vi Edward lá na outra ponta conversando com os outros Cullens e desviei rápido meu olhar. Precisava ficar sem falar com ele pelo menos até o final da aula.

- Kiara, se eu te pedir para não sair do meu lado hoje, você faria isso por mim?
- Mas é lógico!

Alec me pagaria muito caro por tudo isso.
Aquelas horas passaram incrivelmente lentas, enquanto eu tinha que fingir que estava gostando de Kiara para cima e para baixo comigo, no meu pé, sem fechar a porra do boca por míseros minutos. No intervalo, quando passamos pelo refeitório e fomos lá para fora, eu suspirei aliviada ao ver que Edward não estava por perto.

- Prima!

Dei um pulo com o susto do grito dela no meu ouvido e tropecei nos meus próprios pés, caindo de joelhos no chão, na frente de todo mundo. O motivo perfeito para o colégio todo rir da minha cara, claro. Levantei, afastando as mãos de Kiara, que procurou me ajudar rapidamente e a fuzilei com meus olhos.

- Você sabe qual foi a última vez que eu caí?
- Não. Quando?

Respira, Bella... respira.

- HÁ MUITO TEMPO, ANTES DE VOCÊ ENTRAR NA MINHA VIDA!

Eu berrei na cara dela, pegando-a pelo braço e arrastando-a para o mais longe daquele barulho insuportável de risadas. Parei em pé abaixo da minha árvore, encarando Kiara que fazia cara de choro. Desde que virei vampira, não soube mais o que eram tombos, tropeções, nem nada do tipo. Mas o susto for tão grande que me enrolei.

- Desculpa?

Ela me perguntou, fazendo uma cara de lesada arrependida.
Tudo bem, pela cara que Kiara fazia, eu estava começando a me sentir Hitler encarnado num corpo feminino. Ia tentar ganhar forças para lhe pedir desculpas, quando avistei o Cullen se aproximando. Puxei o pulso de Kiara e sentei no chão junto com ela.

- Não quebra meu pulso, OMG!
- Cale-se! Finja estar contando uma piada!

Para que eu fui dizer isso? Era como se tivesse acontecido um estalo dentro de Kiara. Ela arregalou os olhos, que brilhavam de felicidade e abriu a boca. Assinei meu atestado de óbito.

- Ok, eu conto! Dois tomates atravessando a rua, aí um vira para o outro e diz: "olha!" Logo em seguida ouviu-se o som de um "ploft", do carro passando em cima do tomate. Aí o outro vira e pergunta: "o que?" e então... "ploft".

Eu estava tendo uma síncope. Calada, quieta, sem me mexer, mas meu cérebro estava aos berros. Tirem essa louca da minha frente por misericórdia!

- Nossa, isso era para rir?

O bonitão metido a palhaço perguntou, sorrindo com a boca tora e passando a mão pelos cabelos. Ele achava o que? Que era capaz de ganhar qualquer uma com aquele simples gesto ridículo e prepotente? Fechei minha cara para ele e foquei em Kiara, que olhava com um sorriso gigante para meu ex-futuro-pretendente.

- Hahahahahaha! OMG, hilário!

Eu fingi uma gargalhada horrorosa que fez até a própria Kiara me olhar assustada. Chutei-me mentalmente ao perceber a situação patética em que me encontrava.

- Sério que você achu graça, prima? Nem eu ri...

Me segura que eu vou matar!
Era para a infeliz ter pelo menos me ajudado, já que a piada idiota tinha sido contada por ela, mas não. Eu fiz papel de babaca mesmo. Cullen olhou para minha prima e agachou, apoiando-se nos calcanhares e piscou para ela.

- Pode nos dar licença?

Para que ele fez isso? Kiara quase desmaiou e me olhou sorridente, hiperventilando. Não ouse, não ouse, não ouse!

- Fui!

A maldita saiu correndo, provavelmente ainda suspirando pela piscadinha que Edward deu. Ele então me olhou, sorrindo vitorioso e se aproximou de mim, ainda agachado. Seus olhos estavam fixos nos meus e por algum motivo imbecil, eu não conseguia desviar o olhar.

- Eu realmente gostaria muito de saber o que está acontecendo dentro dessa sua cabeça,

"Fácil, eu estou te matando, bebendo seu sangue e jogando seu corpo num beco qualquer". Sorri educadamente e suspirei, quase babando pela imagem desenhada em minha mente. O sangue dele eu já tinha provado e era incrivelmente delicioso.

- Bella?

Só saí do transe quando o Cullen estalou os dedos próximo ao meu rosto.

- Que?
- Estava viajando, é?
- Talvez.
- Sonhando comigo?

Ah, eu posso dizer que sim.
Eu queria, eu tentava a todo custo entender aquela garota, mas parecia que quanto mais eu me esforçava, mas ela escorregava pelos meus dedos. Toquei seu rosto, segurando-o entre minhas mãos, com força, sem dar chance a ela de escapar.

- Me diz o que eu fiz de errado entre ontem e hoje. Só isso.

Bella cerrou os olhos e pela sua expressão, eu me preparei para levar um soco no meio da cara, mas fui pego de surpresa quando ela apenas suspirou.

- Não posso.

Opa! Mas então tinha mesmo alguma coisa acontecendo e eu não sabia! Aquela sua resposta só aumentou ainda mais a minha curiosidade.

- Como, não pode?! Tem que poder! Se diz respeito a nós dois e...
- Diz nada, Cullen! Apenas a mim, ok? Não se meta nisso.

Aí sim, ela me empurrou, só que eu não apenas caí para trás, como eu vooei alguns metros.
OMG! Apliquei mal minha força! Corri até ele, olhando para os lados, aflita e rezando para que ninguém tivesse presenciado a cena. Edward levantou do gramado, se contorcendo e tirando alguns pedaços de grama do cabelo.

- Ok, entendi o aviso.
- Desculpe, foi sem querer...

Ele me levantou uma mão, como quem queria dizer "pare" e se afastou.
Talvez as coisas tenham acontecido melhor do que eu esperava. Pelo jeito que Edward saiu de perto de mim, ele não me incomodaria mais tão cedo. Fiquei vendo-o se afastar e se juntar aos irmãos e notei a baixinha me olhar esquisito, com cara de cachorro carente.

- Sério prima, o que foi aquilo?

Kiara apareceu não sei de onde, dando um pulo na minha frente e me olhando como se eu fosse um alienígena.

- Aquilo o que?
- Você empurrou o gato do Cullen! Tem noção de quantas garotas do colégio queriam estar no seu lugar, conversando com ele? E aí você vai e o empurra?

Ela tocou as costas da mão em minha testa e eu me perguntei o motivo daquilo. Não, eu não estava febril muito menos com alguma doença. Dei um tapa na sua mão e procurei me esquivar da pessoa insana.

- Foi sem querer, não fiz de propósito. E de qualquer forma, eu não o quero por perto!
- Mas e aquilo tudo que eu presenciei lá em casa?

Meu sonho era que ela sofresse algum tipo de amnésia e esquecisse o que viu. Bolei um super plano que talvez pudesse dar certo e constatei que Kiara estava bem abaixo dos frutos da árvore. Procurei por alguma maçã não tão madura e fiz com que acertasse em cheio sua cabeça.

- Aiii!

Ela massageou o local depois que a fruta rolou no chão e eu esperei, ansiosíssima pelo resultado.

- Você está bem?
- Sim, né? Fora a dor...
- Sabe quem eu sou?
- Dããã. Minha prima.

Merda.
Quando o sinal tocou, eu saí andando na direção do prédio e Kiara veio atrás de mim. Então me dei conta de que Edward não me incomodaria mais hoje, logo, não precisava da minha adorável prima me seguindo! Comemorei internamente, extremamente feliz por poder me livrar dela e parei. Ela estava tão grudada em mim, que chocou-se contra minhas costas.

- Ai! Hoje não é o meu dia...
- Kiara, você não precisa mais tomar conta de mim. Edward não falará comigo hoje.

Falei delicadamente para ela, fazendo um super sorriso, do jeito que ela costumava fazer para mim. Kiara arregalou os olhos e balançou a cabeça negativamente.

- Nada disso. Não a deixarei sozinha. Você terminou um relacionamento e está precisando de apoio!
- Eu não... Ok, primeiro, não tinha nenhum relacionamento para eu terminar! E segundo, eu não preciso de apoio, pois não estou triste!
- Prima, é assim mesmo. Primeiro vem a fase da negação. Depois, a fase do choro. Mas pode deixar que estarei ao seu lado o tempo todo.

Eu queria chorar! Mas se lágrimas de sangue escorressem pelo meu rosto novamente, as pessoas iriam me colocar para experimentos científicos. Engoli seco e respirei fundo, tentando me conformar de que tinha uma prima que era pior do que chiclete e fui andando para minha sala.

- Ih, eu não sou dessa sala!

Ela constatou quando chegamos na porta e eu quase gritei de felicidade. Olhei com uma expressão triste para ela e coloquei minha mão em seu ombro.

- Jura? Poxa, que droga! Mas eu vou sobreviver, pode ir para a sua. Nos encontramos na saída!
- Nada disso! Se quiser eu mato aula lá e fico aqui.
- NÃO!

Minha negação foi alta demais e fez todos que estavam na sala nos olharem. Eu juro, se Kiara ousasse pisar ali dentro, eu arrancaria suas tripas!
Acho que meu grito assustou a bichinha, pois ela deu um sorriso amarelo e concordou em ir para sua sala. Passei a aula toda pensando no que faria com Alec e como o manteria longe de todo mundo, pois algo me dizia que ele tinha vindo para ficar um bom tempo. Alec não estava com cara de quem só veio dar um oi. O sinal tocou e eu estava tão distraída, que só ouvi a gracinha quando os imbecis passaram por mim.

- Swan gostosa...

Se antes eu tinha que ouvir xingamentos ou coisas como "monstrinho", "bicho-do-mato" e coisas do tipo, agora era justamente o contrário. As piadinhas eram sempre de cunho sexual e acabavam me irritando mais do que antes. Quando os rapazes educados foram passar pela porta, eu fechei-a em cima deles, abri, fechei-a de novo, abri e fechei mais uma vez. É... eu bati com a porta neles, sacaram? Isso me deixava mais leve...

- Que merda foi essa?
- Idiota, foi você, não foi?
- Eu? Vai à merda!
- Sai da minha frente!

Parece que a amizade deles não era tão duradoura quanto imaginavam. Saiu um para cada lado, soltando fogo pelas ventas e eu sorri satisfeita. Swan gostosa e maligna. Muito prazer.
Eu estava muito bolado com Bella. Chateado mesmo, pelo jeito como ela age. No começo eu dei um desconto, pelo fato dela ser travada e sempre colocar uma barreira para se separar das pessoas, mas depois de ontem, depois do que aconteceu em sua casa, dos beijos trocados, eu achei que ela fosse mudar. Claro que não estava esperando que ela chegasse e pulasse em cima de mim - apesar de que não me incomodaria - mas que pelo menos falasse normalmente comigo e não fugisse. Pelo visto, as coisas não eram do jeito que eu queria. Com Bella tudo era diferente. Depois do empurrão no intervalo, resolvi dar um tempo para ela. Talvez ela precisasse de espaço ainda por não estar acostumada com esse tipo de relacionamento, então não me incomodei em correr atrás dela quando a vi saindo do colégio. Deixaria que fosse embora numa boa e amanhã tentaria me aproximar novamente.

- Até amanhã, Cullen!

Eu nem sei quem foi que falou comigo, pois eu estava meio que cego com o que via. Quando Bella se aproximou do seu carro, vi um loiro chegar perto dela e os dois pararem para conversar. Certo, então não era nada do que eu pensava. A verdade é que Bella aparentemente, tinha outra pessoa e nem estudante ele era.
Quando vi Alec vindo na minha direção, tive vontade de voar em cima dele, mas lembrei-me do lugar onde eu estava. Não podia simplesmente lutar ali na porta do colégio. Abri a porta da minha picape e parei quando ele se aproximou, me olhando com um sorriso cínico estampado no rosto.
- Saudades, querida?
- Saia já daqui!
- Nossa, também senti sua falta, Bellinha. Ei, quem era aquela coisinha linda contigo no carro?

Ele me perguntou, aproximando seu rosto do meu e respirando contra minha pele. Cravei minhas unhas na sua cintura, aproveitando a nossa posição, sabendo que com a picape na frente, ninguém veria o que eu estava fazendo. Alec soltou um gemido baixo, que apenas eu seria capaz de ouvir e o sorriso dele dissipou-se.

- Gata furiosa...
- Eu não estou brincando. Afaste-se de mim.
Alec deu uma risadinha maldita e me beijou no rosto tão rápido que eu não consegui me esquivar a tempo. Antes que eu fizesse alguma coisa, ele se afastou e eu entrei no carro, com raiva demais para ficar ali. Queria que ele fizesse isso em algum lugar sem testemunhas. Não iria sobrar nem cabelo loiro para contar história.

Ela arrancou com o carro quando o homem desconhecido foi embora e eu ainda fiquei ali um tempo observando. Bella definitivamente tinha outro em seu caminho, mas eu não iria simplesmente desistir dela. Nem que fosse preciso mudar minha tática.

- Posso perguntar? Você é corno antes da hora, brother?
- Cala a boca, Emmet.

Saí dali e fui para meu carro antes de ter que ouvir mais alguma piadinha.
Enquanto dirigia resolvi ligar para meu pai e desabafar. Eu precisava de alguém que me colocasse freios para não ir atrás de Alec e matá-lo no meio da rua.

- Bella? O que foi? Você nunca me liga...- Pai, Alec estava no colégio. Ele veio me provocar na saída... Eu quase não consegui me controlar...
- Calma querida. Nós não sabemos ainda o que ele quer e pode ser que seja justamente isso. Nos expor. Você sabe, que é tudo que os Volturis adorariam, poder intervir. E o que ele falou? Alguém viu vocês dois juntos?- Lógico, pai! Foi no horário da saída! Todo mundo que estava por perto deve ter visto! Até porque ele não é um cara que passe despercebido.
- Certo, tudo bem. Vá para casa com Kiara e fiquem por lá...
Pisei fundo no freio. Esqueci Kiara lá. Merda!
Fiz o retorno rapidamente, cantando pneu e deixando o cheiro de borracha queimada pelo caminho e desliguei na cara do meu pai. Era melhor que ele não soubesse que deixei sua sobrinha desamparada. Dirigi rápido de volta para o colégio e meu coração, mesmo sem vida, parece ter vindo à minha boca quando vi minha prima debruçada na janela de um carro preto totalmente desconhecido para mim. Meti a mão na buzina e Kiara olhou para trás, abrindo um sorriso ao me ver.

- Já vou, prima!

Já vou porra nenhuma! Desci do carro e fui até ela, me deparando com um Alec dentro do Cadilac.

- Vamos logo, Kiara!

Puxei-a pelo braço, fingindo não conhecer o homem ali dentro e disparei em direção à minha picape. Kiara resmungava e parecia que ia chorar enquanto eu quase a arrastava pela rua.

- Assim você acaba com minha vida social, prima! Me solta...
- Não. Coloca logo sua bunda magra nessa droga de banco!

Falei rispidamente enquanto abria a porta do carona e a lá dentro. Tudo bem, eu não era mesmo a pessoa mais delicada que existia na face da Terra.

- Credo! Virou selvagem?
- Eu sou assim.
- Meu Deus! Acabaram todas as minhas chances com o loirinho... E sabe o que mais? Ele até perguntou sobre você! Agora com certeza nem vai olhar para nenhuma de nós duas...
- Melhor assim.

Eu estava tão elétrica com tudo aquilo que só depois que respondi, é que entendi o que Kiara disse. Virei-me para ela, mantendo a velocidade na estrada e dei um tapa de leve na sua perna para ela me olhar.

- O que foi que você disse? Ele perguntou sobre mim? O que ele queria saber?
- Nada demais. O que você fazia, se você tinha namorado, se voc...
- O que foi que você respondeu, Kiara?

Perguntei com medo de ouvir a resposta e tive vontade de jogá-la na rua quando ouvi.

- Ué, eu falei a verdade, né? Porque se ele também estava interessado em você, eu precisava liberar caminho. Disse que você tinha um rolo estranho com Edward, mas não chegavam a ser namorados.

3 comentários :

de novo não esse capitulo e igual ao capitulo 5
mais gostei de ler de novo
postem outro capitulo
bjs

Anônimo
2 de março de 2011 10:50 comment-delete

quando vao postar o proximo?
ta demorando..
to aflita ja EUHEUHE

Anônimo
8 de março de 2011 15:50 comment-delete

Vo postar agora para vc amore (: Beijooos :*

8 de março de 2011 17:17 comment-delete

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