ED - Capitulo 10

Capítulo 10.



O sorriso que ele exibia orgulhoso se desfez e transformou-se numa careta.

- Eu sei que você é, mas... Enfim...

Acho que o gato comeu a língua do outro gato. Prendi a gargalhada que estava querendo sair, pois a cara de Edward não era das melhores e eu realmente fiquei com dó. Tinha sido pelo menos uma boa intenção.

- Edward, eu não sei quais filmes você costuma assistir, mas essas coisas não funcionam.
- Nem alho?

Eu revirei os olhos e ele entendeu. Suas mãos procuraram por alguma outra coisa no interior da mochila e então eu o vi tirar um vidro pequeno e com um líquido transparente dentro.

- Isso não é o que estou pensando. É?
- Água benta!
- Por que raios você resolveu dar uma de caçador de vampiros, Edward? Essas coisas não funcionam, ok? Nada!

Ele ficou sério e guardou o frasco de água benta de volta na mochila. Homens pareciam fazer as coisas sempre sem pensar. Suspirei e fui me sentar ao lado dele, sem saber se agradecia ou o expulsava dali.

- Bem, eu só tentei ajudar.
- Você não pode me ajudar. E eu nem quero também. Não posso deixar que ninguém se meta no caminho de Alec.

Como se eu tivesse apenas falando com a parede, Edward segurou meu rosto entre suas mãos e me beijou. Porque claro, nós estávamos no meio de um assunto muito romântico.

- Edw...

Oh droga! Eu bem que me esforcei para parar com aquilo, mas era realmente bom. Muito bom. Sua boca mexia sobre a minha de uma forma deliciosa e eu podia sentir como o sangue em suas veias corria mais rápido cada vez que ele me tocava. Considerando que eu tinha aprendido sobre biologia e corpo humano, era de se imaginar o que fazia o sangue de Edward ferver. Outras coisas em seu corpo também pareciam ganhar vida, se é que me entendem.

- Vai parar de fugir de mim agora?

Ele parou o beijo e afastou um pouco o rosto do meu, para me olhar. Sua boca vermelha me fazia quase babar.

- Eu?
- Sim. Agora que me contou a verdade, acho que não precisa ficar me evitando, certo?
- Eu te contei a verdade justamente para tentar colocar juízo na sua cabeça. Você não pode ficar perto de mim, Edward. É perigoso.

E por algum motivo insano, ele não parecia acreditar. Sua boca grudou novamente na minha e eu caí de costas no colchão. Edward escalava meu corpo até ficar completamente em cima de mim.

Eu sentia que todas as minhas barreiras estavam abaixadas e Edward me controlava apenas com seus lábios e língua. Ok, agora era com as mãos também, que faziam um trabalho excelente na minha barriga, por baixo da minha blusa. Seus dedos quentes traçavam uma linha perigosa, que ia do meu umbigo até o início do meu sutiã. Em algum lugar da minha mente, eu queria parar aquilo, mas eu nada fazia.

- Seu pai não vai chegar agora, vai?

Ele me perguntou enquanto dava beijos quentes em minha orelha e contornava a cartilagem com a ponta de sua língua. Meu pai... Eu nem lembrava direito dele.

- Não... Acho que não...
- Certo.

Como a demora dele em voltar ao que estava fazendo era muito grande, eu mesmo puxei seu rosto de volta para mim e invadi sua boca. Não sei bem o que me deu, mas tive uma súbita vontade de trocar os comandos e joguei Edward de costas, subindo em cima dele. Um sorriso safado brotou em seu rosto e ele se ocupou logo em puxar minha blusa para cima.

Não era certo. Eu não devia deixá-lo fazer aquilo, mas eu apenas levantei meus braços e ele deslizou a minha blusa, tirando-a e jogando para o lado. Seus olhos estavam presos nos meus, mas logo em seguida eles desceram pelo meu queixo e pararam no sutiã. Se eu fosse humana, tinha certeza que estaria vermelha de vergonha.

- Você é linda demais! Aliás, você é demais!

Ela podia ser vampira, imortal, boa de luta ou qualquer outra coisa fodona que parecia ser, mas ali, exposta apenas para mim, mordendo os lábios e sem saber o que fazer, ela era apenas... a Bella. Uma adolescente como outra qualquer.

- Ei...

Passei meus dedos por sua barriga, fazendo-a contrair e encaixei minhas mãos nas curvas de sua cintura, puxando-a para deitar sobre mim.

- Vem cá...

Enfiei meus dedos por seus cabelos da nuca e beijei-a novamente, concentrando-me agora em suas costas de pele delicada e macia. Bella tremia sob minhas mãos, mas nosso beijo nunca perdeu a intensidade. Ela me queria com certeza, tanto quanto eu a queria.

- Bella!
- Oh merda! Meu pai!

Pai? O dela? Ah era sacanagem comigo, né? Só podia! Eu estava duro, porra! Bella pulou do meu colo antes que eu pudesse segurá-la por mais um pouquinho. Seus olhos fitaram meu quadril e desviaram rápido.

- Se esconda!

Eu ainda estava processando a parte do “duro”.

- Edward!

Oh Deus, ele estava excitado! E viu eu olhando! Situação mais constrangedora impossível!

- Bella?!
- Eu já vou, pai!
- Está no quarto?
- Estou pelada!

O que não era exatamente uma mentira. Eu estava parcialmente nua. Notei que Edward não tinha se mexido nem um centímetro sequer, ele ainda estava deitado, olhando meus seios. Se não levantaria por bem, seria por mal então. Peguei-o pela gola da camisa e o arrastei pelo quarto, até o banheiro.

- Calma... custou caro. Não rasgue o tecido.
- Cala a boca e fique aqui, quieto!

Joguei-o dentro do banheiro e fechei a porta, rezando para que meu pai não estivesse subindo para olhar o encanamento ou nada do tipo. Ele bateu na porta do meu quarto e eu vesti a blusa correndo. Merda! Lado do avesso! Tirei e vesti corretamente, abrindo a porta em seguida.

- Sim?

Isso era mesmo hora de interromper? Ele não podia imaginar o quanto era difícil amansar a filha...

- Está tudo bem, Bella?
- Sim.
- Sinto cheiro de... humano aqui?

Oh merda. Alho, cruz e água benta não funcionava para eles, era tudo lenda. E por que a porra do olfato não podia ser também?

- Hum... É que Kiara estava aqui até agora pouco.
- Estão ficando amigas?

Por Deus, lógico que não! Eu não era tão imbecil. Sorri para ele.

- Algo assim.

Meu pai sempre foi bem tranqüilo desde que tudo aconteceu. Ele realmente não ficava no meu pé e nem me fazia dar satisfações da minha vida. Entretanto, dessa vez ele parecia desconfiado de alguma coisa e eu não o culpava, pois ele estava certo. Tinha um humano escondido na droga do meu banheiro. Maldição.

- Pai? Mais alguma coisa? Você não veio aqui para falar de cheiros, né?
- Não. Eu vim para avisar que recebi uma visita de Alec.
- Alec? O que ele queria?

Ele deu de ombros, mas estava um pouco abalado.

- Ele só disse que estava na nossa cola. Para não esquecermos disso.

Ok, esse cara estava passando dos limites. Bella podia ficar falando o quanto ele era perigoso e tudo mais, só que alguém tinha que fazer alguma coisa. E se não era seu pai, seria eu.

- Eu não vou esquecer disso, pai. Não acho que seja possível apenas esquecer a presença de Alec por aqui.
- Certo. Eu só queria ter certeza. Boa noite, querida.

Sorri para ele, agradecendo pela conversa rápida, indolor e não vexatória. Tudo que eu menos precisava era um papo esquisito com meu pai, enquanto Edward estava no banheiro ouvindo tudo. Assim que ele fechou a porta, eu abri a do banheiro e deixei Edward sair. Ele estava com a cara emburrada como um bom bad-boy.

- Sujeitinho insistente esse tal de Alec hein...
- Não se meta nisso, eu já disse.
- Não irei me meter mais. Você pediu e ponto final.

Uau! Só faltou ele abanar o rabinho para mim. Edward finalmente parecia estar aprendendo o jogo aqui. Porque se havia uma relação entre nós, então seria eu a mandar nessa relação, não ele!

- Que bom, fico realmente mais aliviada em ouvir isso.

Eu queria retomar o que estávamos fazendo, mas não sabia bem como. Me sentia envergonhada em atacá-lo, mesmo que ele gostasse daquilo. Mordi meus lábios, tentando passar a mensagem e sorri.

Oh cara, ela era gata demais, sexy demais, gostosa demais. Ela é demais, isso sim! Como será que seria o sexo com uma vampira? Eu no mínimo sairia com algumas manchas roxas, né? Uau!

Acho que surtiu efeito, pois eu fui agarrada por um Edward talvez mais sedento do que um vampiro. Suas mãos apertaram forte minha nuca e cintura enquanto ele me jogava de volta na cama, sem soltar de mim. Nossas bocas agiam rápido, sem que nenhuma gota de saliva fosse terrivelmente desperdiçada.

- Eu te quero demais...

Ele sussurrou no meu ouvido de um jeito extremamente excitante.

Seus olhos brilharam pouco antes de ficarem totalmente negros. Eu admito que senti um pouco de medo na hora, mas se demonstrasse isso, ela recuaria. Não era a coisa mais sensual do mundo saber que seu parceiro tem medo de você.

- Edward, eu...

Beijei sua boca sem dar chances a ela de falar mais. Suas mãos finas deslizaram pela minha cintura e puxaram minha blusa para cima. Eu a olhei mais uma vez e seus olhos já tinham voltado ao normal, mas o brilho ainda estava lá.

Era bom que ela não tivesse muito tempo para pensar nas coisas. Eu desci minha mão até sua calça e abri o botão do jeans, puxando o zíper devagar e expondo a renda preta da calcinha dela. Bella estava ofegante embaixo de mim e acompanhava cada movimento meu como se sua vida dependesse daquilo. O que eu mais gostava nisso, é que ela podia ser a vampira fodona que fosse, mas nesse terreno, eu era o the Best.

- Edward, não acho que nós devíamos...
- Você me quer e eu te quero, certo?

Ela abriu a boca para falar e eu beijei, calando-a. Por que mulheres sempre acham que é legal ficar discutindo relação nessas horas?

Minha cabeça estava um mar de confusões, pois eu não sabia se deixava rolar o que tivesse para rolar, ou se parava aquilo ali mesmo e o mandava embora. Meu pai estava em casa, o que não me deixava muito confortável, mas Edward conseguia tirar totalmente o meu raciocínio com sua habilidade com as mãos. E a boca. E língua...

- Já disse que adoro renda preta?
- Não.
- Pois é.

Ele fitou minha calcinha, que só estava aparecendo um pouco, pela abertura da calça. Eu fiquei imóvel quando ele desceu pelo meu corpo e abaixou, beijando meu umbigo e descendo mais. Oh meu pai! Ou melhor, deixe meu pai fora disso...

- Você é tão linda...

Bem, o sentimento era recíproco, eu tinha que admitir. E pensando nisso, lembrei que ainda não tinha conseguido tirar totalmente a camisa dele.

Puxei com vontade e deixei seu peito nu à mostra. E, diga-se de passagem, que peito! Observei detalhadamente os contornos do seu abdômen e ele parecia estar gostando daquela exposição, pois me olhava com um sorriso “eu sou gostoso” estampado no rosto.

Ele me ajudou a tirar a minha blusa e eu me senti exposta como nunca estive para ninguém. Edward foi puxando minha calça para baixo, até passá-la pelos meus pés e jogá-la no chão. Eu tinha perdido a cabeça mesmo por estar fazendo isso...

Ela tremeu enquanto eu deslizei meus dedos pelo elástico da calcinha e puxei, para depois soltar e ouvir o estalado contra sua pele. Ok, ela não sentiu dor. Isso era legal! Eu poderia fazer quantas vezes quisesse que não teria uma chata resmungando algo como “ai, isso dói”. Cara, já disse que estou apaixonado por essa garota?

- Edward, sério... Não sei se... quero...

Passei minhas mãos por seus cabelos enquanto ela me olhava receosa, com os dentes quase cortando os próprios lábios de tanto que ela os mordia.

- Não quer? Mesmo?
- Não aqui... Com meu pai...

Ele suspirou e alisou minhas coxas, deitando sobre mim com seu peso no meu corpo. Peso esse que na verdade eu nem sentia. Ele balançou a cabeça e beijou meu pescoço, passando a língua devagar por minha pele.

- Ok, mas podemos brincar, certo? Porque eu quero muito brincar com você!

Eu não tive tempo de responder, pois sua mão foi direto para o meio de minhas pernas.

Soltei um som abafado, mas minha vontade foi de gemer. Como meu pai estava em casa, eu precisei me controlar. Edward roçou os dedos “nela”, por cima da calcinha e a renda fez um contato sensacional e bem diferente em mim.

- Alguém está molhadinha...

Agradeci por não ser mais humana ou então teria corado absurdamente por isso. Ele piscou para mim e eu esperei por um beijo ou algo do tipo, mas ao invés disso, Edward desceu novamente. Eu quis fechar minhas pernas, mas suas mãos me travaram. Ok, eu poderia fazer mais força – eu não tinha feito nenhuma – e simplesmente esmagar aquelas mãos no meio das minhas pernas, mas fiquei com dó.

- Relaxa, Bella...

Fácil falar, né? Não era ele que estava no meu lugar. Se bem que eu não acho que ele odiaria estar no meu lugar, comigo em cima dele e... Chega. Fechei meus olhos quando Edward me beijou lá, ainda sobre a calcinha e em seguida abaixou o tecido, me deixando completamente exposta dessa vez. Meus pêlos estavam arrepiados e eu sentia algo como uma necessidade gigante de sentir seu toque. Felizmente, ele parece ter ouvido meus pensamentos, pois deslizou um dedo pela minha abertura.

Oh senhor! Edward não só deslizou o dedo pela minha abertura. Ele deslizou para dentro da abertura e... oh... ele estava mexendo em círculos...

- Bom, né?

Bella se contorceu conforme eu a toquei no clitóris, emitindo um gemido abafado. Era ótimo ter o controle de uma garota tão poderosa como ela. Seu sexo era branquinho como ela toda e estava levemente inchado de tesão, algo que era impossível esconder. Por mais que eu tivesse resistido, eu sabia que não poderia apenas ficar assistindo aquilo. Eu teria que participar. E foi aí que eu decidi usar a boca.

- Puta que pariu, Edward!

O romantismo dela era incontestável, né? Fofinha!

Ele não satisfeito em quase me matar quando veio com aquele dedo, simplesmente resolveu me torturar com a boca. Meu único reflexo foi cravar minhas unhas no lençol da cama e deixar que a língua dele me lambesse daquele jeito... que devia ser... proibido. Merda! Era bom...

- Oh Edward... Se parar... eu te mato.

Tenho certeza que ele não ia querer correr o risco, né? A sensação da sua risada contra meu clitóris foi alucinante, fazendo-me sentir seu hálito quente me alisando.

De olhos fechados parecia ser melhor, porque dava para imaginar várias coisas enquanto a boca de Edward brincava em mim. Para ser mais exata, ela agora estava me sugando. Ele era esfomeado pelo visto...

- Meu Deus!

Cada vez que eu deixava algum som sair pela minha boca, eu me amedrontava com a hipótese de meu pai ouvir.

Ela estava gostando muito. Uma de suas mãos veio parar em meus cabelos e eu quase fiquei careca. Precisei retirá-la delicadamente, pois não sabia até que ponto Bella conseguia manter controle de sua força.

- Oi gatinha... Eu devo continuar aqui?

Talvez eu tenha errado em perguntar, já que ela rosnou e me mostrou os caninos. Ok, vamos continuar então. Garotinha dengosa ela... Afastei os grandes lábios com uma das mãos e voltei a brincar ali no grelinho gelado. Era como lamber uma Halls preta, sabe? Muito interessante! Bella já mexia as pernas em resposta às minhas investidas e eu sentia que podia ir um pouco mais além. Deslizei o dedo médio para baixo até chegar em meu destino e forcei apenas um pouco, o suficiente para abrir passagem à ponta do meu dedo. Ela arfou e levantou a cabeça, fitando-me com um olhar indecifrável.

- Não colocarei tudo, fica tranqüila...

Sua cabeça caiu novamente e eu tomei aquilo como um ok.

Conclusão da noite: eu era louca e tinha enfiado o pé na jaca, mas aquilo era bom demais. Edward enfiou um dedo em mim e voltou os movimentos com a língua, enquanto seu dedo fazia movimentos de vai e vém. Eu já sabia que tinha perdido o controle do meu corpo e agora tudo que sentia eram espasmos atrás de espasmos. Ele só tirou o dedo quando meu corpo ficou quieto e eu deixei minha cabeça cair para o lado.

Eu tinha feito uma vampira gozar. Porra, eu sou foda! Levei meu dedo com seu mel até minha boca e senti seu gosto delicioso mais uma vez. Voltei a deitar sobre ela, beijando seu rosto devagar e finalmente ela me olhou novamente, com um sorriso no rosto.

- Tem mais?

Eu tinha subestimado aquela criança. Vampiros não cansam, né?

1 comentários :

Nova leitoraaaa....Adorei essa fic.Parabens!!!!

29 de março de 2011 23:25 comment-delete

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