BMO - Capitulo 7

Edward POV
Eu não sabia até que ponto conseguiria resistir. Além de ser completamente apaixonado por Bella, eu morria de desejo por ela, não vou negar. Entretanto eu não queria passar a imagem de homem que so queria sexo. Eu a queria de todas as formas, mas ainda era cedo para nos relacionarmos sexualmente. Vontade eu sei que não faltava a nenhum dos dois. A prova disso é que estávamos enroscados na cama, meu corpo sobre o dela, presos num beijo ardente.
Nossa família havia saído e levado a Melaine para um passeio. E Bella e eu resolvemos curtir um pouco. Era bom demais sentir novamente a maciez dos seus lábios esmagando os meus enquanto seu corpo inteiro tremia. Minhas mãos apertavam sua cintura e eu aprofundava ainda mais nosso beijo, minha língua percorrendo o interior de sua boca com volúpia e desejo.
Não economizei um gemido quando Bella apertou meus cabelos e remexeu levemente seus quadris. Desci minha boca pelo seu pescoço, mordendo-a e arrancando um gemido dela também. Eu chegava a sentir dor de tanto tesão por ela. Meu pau estava absurdamente duro e pulsante. Tinha a certeza que ela percebia isso.
Voltei a beijá-la ainda com mais ânsia... completamente faminto. Quando dei por mim, nossos corpos esfregavam-se um no outro, nossos gemidos aumentavam de intensidade, mesmo com nossos lábios praticamente colados um no outro. Bella rebolava seus quadris, roçando em minha ereção e eu fazia o mesmo, empurrando-me de encontro a ela, meu pau berrando por liberação.
- Edward...
Bella gemeu meu nome quando abandonei sua boca e voltei a atacar seu pescoço.
- Ah... Bella...
Eu estava perdido. Assumo que perdi a batalha contra o desejo irrefreável por Bella. Subi minha mão pelo seu corpo, fechando-a sobre seu seio. Bella gemeu mais alto e eu apertei levemente. No mesmo instante eu senti minha mão molhada pelo leite que começava a escorrer.
- Droga...
Bella afastou minha mão olhando para a blusa molhada. Depois me encarou e acabamos caindo na risada. Joguei-me ao seu lado na cama, esperando que meu corpo se acalmasse.
- Acho que não estava na hora mesmo.
-Sim. Eu tenho paciência. Também não quero nada às pressas com você, Bella.
Ela se virou, ficando de bruços e pousando o queixo em meu peito.
- Eu queria conversar uma coisa com você.
-Sobre continuarmos aqui?
- Não. Sobre procurarmos meus pais.
- O que tem?
- Eu não quero, Edward.
- Mas, Bella...
- Por favor. Tente entender meu lado. Eu sei que errei e muito. Mas... eles eram meus pais. Pais têm a obrigação de proteger seus filhos, não é? Eu fui praticamente abandonada num país estranho, sozinha... grávida. Pelo menos no momento, eu não consigo perdoá-los, Edward. E eu sei que isso me fará reviver coisas que não quero, ficarei infeliz e acabará influenciando em nosso relacionamento.
Ela falava e me olhava quase em desespero. Eu conseguia entender seu lado. Via o sofrimento estampado em seu rosto. E ela estava certa. Isso acabaria influenciando em nosso relacionamento. Eu estava cego, alucinado... querendo me casar com ela como se um pedaço de papel fosse o suficiente para mante-la ao meu lado para sempre.
- Podemos esperar... assim a Melaine estará mais velha. Eu prometo que assim que fizer dezoito anos eu me caso com você. É o que mais quero também. Ser sua e de mais ninguém.
Puxei seu corpo mais para cima, deixando seu rosto na altura do meu.
- Não precisa me prometer nada. Eu que fiquei preso a uma idéia tola de segurança... como se o casamento pudesse manter você sempre comigo. Sei que o fará isso será nosso amor, nossa amizade... nossa cumplicidade. Fique tranqüila. Se não quer ver os seus pais eu irei respeitar isso.
Bella repousou a cabeça em meu peito e suspirou.
- Obrigada, Edward.
-Não agradeça. É bem como você falou. Estamos começando uma nova vida. É melhor que tristezas do passado fiquem lá. Se um dia seus pais se arrependerem... irão procurar por você. Sei que não é a mesma coisa, mas tentarei suprir a falta deles em sua vida.
- Tem razão... não é a mesma coisa. Você é muito melhor que qualquer coisa que já tive na vida, Edward.
Não falei mais nada. Apenas permaneci abraçado a ela, alisando seus cabelos. Ela também não dizia, mas se apertava contra meu corpo. E estava maravilhoso assim. Como diria Alice... era bem melhor ficar abraçado a ela que a uma garrafa de uísque.
*****************************
Duas semanas se passaram desde que meus pais estiveram aqui. E agora Bella e eu estávamos preparando nossa viagem à Espanha. Tudo bem que o casamento estava em segundo plano. Mas eu não abria mão de registrar minha filha. E isso tinha que ser rápido. Alice e Jasper foram contra. Mas eu nem dei idéia. Minha filha tinha que ter o meu nome em sua certidão.
- Está tudo ai, Bella? Não está se esquecendo de nada?
- Não, Edward. Tudo o que a Melaine irá precisar está nessa bolsa.
Seguimos para o aeroporto, onde alugamos um pequeno jatinho. Não era uma viagem longa e poderíamos perfeitamente ir de trem, se Bella não quisesse voltar no mesmo dia.E eu pensava no bem estar da minha filha. Crianças poderiam ficar irritadas com viagens longas.Entretanto Mel me surpreendia. Estava tranqüila e dormiu o tempo todo, acordando apenas para mamar e voltou a dormir.
- Quer ir a algum lugar?
- Não. Apesar de ter conseguido sobreviver aqui... acho que não há lembranças muito boas. Tem apenas a senhora que me ajudou muito, como já te disse. Mas irei visitá-lo num outro dia.
- Você é quem sabe.
Fomos direto ao cartório e felizmente não tivemos nenhum contratempo, afinal eu já tinha tomado todas as providências que seriam necessárias para a certidão de Melaine ser alterada. Depois que Bella e eu assinamos, ela ergueu seu rosto para mim, um sorriso feliz nos lábios.
- Agora está tudo como deveria ser.
-Sim... Melaine Swan Cullen.
- Linda como a mãe.
- Até parece. É a cara do pai.
Minhas mãos tremiam pateticamente quando peguei a certidão. Não sei explicar, mas parecia que ninguém iria acreditar que sou pai se não tivesse aquela certidão em mãos. Começava a pensar que sou realmente um antiquado preso a convenções dos meus antepassados. E pra falar a verdade, eu não me envergonhava disso. Era o certo, não era? Então pra que fazer diferente?
Bella nem ao menos quis passear um pouco. Queria logo voltar para Paris. Nesse momento comecei a ter a real dimensão de seu sofrimento. Ela viveu pelo menos uns sete meses ali, sozinha. So encontrou o Jasper depois que nossa filha nasceu. Realmente não deveria ser o lugar ideal para um passeio ao lado da sua família. Esse foi o motivo para que eu não insistisse com ela.
Vi que ela estava exausta quando chegamos, ainda assim tinha um brilho diferente no olhar.
- Nossa... pensei que ficariam pelo menos um dia por lá.
- A Espanha é um lugar lindo, Alice. Mas... minhas lembranças são boas somente depois que a Mel nasceu. Eu quero... evitar qualquer coisa que me faça relembrar...
- Tudo bem... não precisa explicar nada. Eu falei sem pensar. Mas deu tudo certo, não é?
- Sim. Agora essa bonequinha é Melaine Swan Cullen.
-Ai... que coisa mais fofa. E olha só a carinha dela... feliz da vida. Mas precisam descansar. Apesar de ser bem perto, é cansativo.
-Eu sei. É isso mesmo que faremos agora.
Subimos para o quarto e fui preparar a banheira para o banho da Mel. Enquanto isso Bella separava as roupas pra ela e conversava com ela ao mesmo tempo.
- Está feliz, não está meu amor? Viajou com o papai... e agora tem o nome dele.
Melaine agitou as pernas me fazendo sorrir.
-Mas agora temos que tomar um banho. Deve estar toda suada, não é?
No fundo, eu estava ressentido com a família de Bella. Depois de ter confessado seu rancor em relação à família eu via as coisas com outros olhos. O fato de ter sofrido tanto talvez tenha contribuído para que Bella fosse totalmente devotada à nossa filha. Era emocionante ver o carinho e cuidado que ela tinha com Melaine. Sofreu na pele a falta de amor e queria que nossa filha tivesse uma vida diferente da dela.
Depois do banho tomado e bem alimentada, Melaine dormia um sono delicioso.
-Vamos tomar nosso banho agora?
-Você... quer dizer... juntos?
- Por que não?
- Não sei. Não fica estranho?
- O que fica estranho, Bella? Eu já conheço seu corpo... você conhece o meu. E somos um casal agora...
-Tudo bem então. É so que...eu...
Abracei seu corpo e esperei até que ela me olhasse.
- E tão ruim assim me desejar? Bella... nos amamos. Eu te quero demais. Não tenha vergonha de sentir o mesmo. No entanto eu so farei isso quando você estiver pronta.
-Eu... eu estou pronta. Por isso o meu medo de ficar tão perto.
Ela deu um sorriso tímido, sua face rosada revelando toda sua vergonha.
-Você sabe que eu nunca resisti a você. Desde quando você apareceu em Forks.
Eu ri e beijei seus cabelos. E como eu sabia. Ele me envolveu, me seduziu... e eu feito um adolescente... me deixei levar. E hoje não me arrependia nem por um segundo.
-E quero que continue não resistindo. Vem comigo.
Fomos para o banheiro e eu simplesmente não conseguia desviar meus olhos do corpo perfeito, agora mais maduro... inteiramente mulher. Bella também olhou meu corpo, espalhando ondas de calor por toda minha pele. Vergonhosamente meu pau latejou, fazendo-a corar. Peguei-a pela mão e entramos sob a ducha. Abracei seu corpo e fechei meus olhos, extasiado com a suavidade da sua pele contra a minha.
Baixei minha cabeça e procurei sua boca que rapidamente se abriu, recebendo meu beijo. Meu sangue fervia e fazia meu coração e outras partes do meu corpo palpitar. Mas não poderia ser assim... não poderia ser aqui.
Entretanto, ainda assim deslizei minhas mãos pelo seu corpo alcançando o sexo pequeno e quente.
-Edward... por favor...
-Aqui não,amor.
Fiz um esforço sobre-humano para me afastar dela e terminar nosso banho. Assim que acabamos enrolei seu corpo numa toalha e levei-a nos braços até a cama. Tirei a toalha e me afastei para olhar o corpo perfeito, lindo. Seus cabelos espalharam-se no travesseiro, dando um ar quase selvagem a ela.
Coloquei um roupão e peguei Melaine que dormia tranquilamente. Sabia que Bella sempre tirava o leite e armazenava. Então, esse não seria um problema.
- O que vai fazer?
- Pedir a Alice que fique com ela. Eu não posso ser interrompido de forma alguma.
Bella fechou os olhos e suspirou. Sai do quarto apressadamente. Dessa vez não seria como antes, que simplesmente nos entregávamos aos prazeres do corpo. Agora eu queria mostrar o meu amor por ela. Estava na hora de voltar para os braços da única mulher que amei verdadeiramente.
"O passado é lição para refletir, não para repetir." (Mário de Andrade)

1 comentários :

História incrível

Anônimo
17 de maio de 2014 00:09 comment-delete

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