TCS - Capitulo 25


Capítulo 25.




Estava vendo televisão quando Angie chegou em casa com James. Ele subiu para o quarto e ela ficou na sala comigo.

- Angie, posso fazer uma pergunta?
- Claro!
- É que, lembra uma vez que você me perguntou como era... transar com um vampiro?

Ela sorriu.

- Lembro.
- Então, eu tenho uma curiosidade... e acho que você dessa vez é quem pode responder.
- Ok, fale... estou curiosa.
- Como é... agora que você também é vampira? Mudou muita coisa?
- No sexo? Nossa, muita!
- Sério? O que por exemplo?
- Ah... a gente faz super rápido... e eu sinto infinitamente mais do que sentia antes. Fora a possibilidade de fazer em lugares que antes eu não podia.
- Como o que?
- Bem, ontem nós fizemos no alto de uma árvore.

OMG. Parei.

- Ok, obrigada pelo esclarecimento.

Eu fui dormir cedo, já que não tinha nada para fazer e Edward não estava comigo. Bem, agora estava. Senti seu beijo gelado.

- Demorei?
- Muito, já estava dormindo...
- Te acordei? Sinto muito...
- Não tem problema nenhum.

Ele deitou em cima de mim e eu passei as mãos nos cabelos revoltados.

- Estava aqui pensando... nós poderíamos um dia tentar fazer sexo em cima de uma árvore... o que acha?

Ele franziu a testa.

- Ficou louca? Eu gosto de conforto!
- Seja um pouco aventureiro amor...
- E se você cair lá de cima e chegar esmagada no chão?

Eu visualizei a cena. Não era algo difícil de acontecer comigo.

- Ok. 


- Que vontade repentina é essa por aventura?
- Nada... só queria tentar coisas novas.

Eu sorri para ela e fiquei pensando. Tive uma idéia.

- Venha cá.

Levantei puxando-a pela mão e fui até a janela. Passei seus braços por minha cintura e a segurei.

- Não solte.
- Edward, não...
- Sim.

Então saltei direto para o telhado da casa.

- Seu louco!
- Não estamos numa árvore, mas pelo menos é diferente da cama...

Ela fez careta e eu a peguei pela cintura, derrubando-a em cima das telhas.

- Olhe para o céu, Bella.

Ela olhou e sorriu. O céu estava estrelado, limpo. Beijei seu pescoço, e levantei sua blusa com uma das mãos enquanto abri sua calça e puxava.

- É sério que a gente vai fazer aqui?
- Super sério.

Tirei minha blusa e minha calça, ficando só de cueca e deitei novamente em cima dela, que estava em brasas já. Segurei suas pernas em volta do meu corpo e puxei sua calçinha para o lado. Penetrei-a com um dedo e ela se contorceu, me arranhando nas costas.

- Você quer mais?
- Uhum.
- Outro dedo?
- Não.

Tirei e coloquei o dedo novamente, rodando dentro dela. Bella gemia baixo.

- Edward...
- Quer o que?
- Você...

Mexi mais um pouco o dedo e a beijei na boca, apertando seus seios com a outra mão.

- Mas já estou aqui.
- Quero ele...

Mexi o dedo freneticamente e coloquei mais um. Ela puxou meus cabelos e abriu mais as pernas.


- Anda...
- O que quer que eu faça Bells?

Que queria sentir Edward todo dentro de mim. O dedo não era igual.

- Me possua!
- Ok.

Levei um susto quando ele ficou de joelhos e me puxou pela cintura.

- Vire de costas, ok?
- Hein?
- Confie em mim... é bom.

Ele me colocou de joelhos e de costas para ele. OMG.

- Edward, não quero anal!

Ele riu.

- Não é anal amor... só vou te penetrar por trás.

E eu percebi o que ele tinha em mente, quando senti seu membro me invadir. Seus movimentos eram rápidos e fortes, e ele me puxava para trás e me empurrava para a frente, sem perder o ritmo, segurando-me pelos quadris. Eu estava arranhando as telhas sem perceber. Na verdade eu estava quase perdendo os sentidos. Senti Edward curvando-se sobre mim e enterrando mais ainda. Eu gemi. E como gemi. Levei uma mão atrás do corpo e averigüei que realmente não sobrarar nenhum espaço entre nossos corpos. Lembrei dos lobisomens quando comecei a uivar. Senti meu corpo tremer e meus joelhos perderem as forças e já ia cair, se ele não tivesse me segurado pela cintura.

- Rápido... Edward...

Ele estocou mais rápido e eu o senti gozar. Nos desembolamos e deitamos ali, olhando para o céu.

- Gostosa.
- Estou quebrada demais até para responder...

Ele riu e me beijou. Eu acho que dormi ali mesmo. 


Ouvi meu celular tocando e puxei a calça para pegá-lo no bolso.

- Oi.
- Edward, sou eu.
- Oi Louis. Fale.
- Estamos começando a nos reunir. Quando você acha que pode juntar-se a nós?
- Sério mesmo? Vai ser logo?
- Parece que sim... eles estão rápidos.
- Onde eles estão?
- Na fronteira da França com a Espanha. Nos montes Pireneus. Nós já estamos chamando todo mundo, porque eles já estão bem formados.
- Certo. Chegaremos aí amanhã... e... Louis, conseguiram falar com todos?
- Todos.
- Inclusive os mais distantes?
- Se está falando de Vlad... sim.
- Ok.

Desliguei o celular e fiquei um tempo olhando Bella dormir, coberta apenas com minha camisa. Peguei-a no colo e entrei no seu quarto.

- Amor...

Ela abriu os olhos sonolentos.

- Preciso ir embora. Vou viajar.
- Para onde?
- Europa.

Ela sentou-se na cama totalmente acordada agora.

- Como assim Edward?
- O papo dos lobisomens... a guerra... começou. 


Mas já? Ele estava mesmo falando sério? Eu estava acostumada a esse papo de guerra ficar rendendo semanas até ela estourar. Tinha esquecido que na língua deles tudo era rápido.

- Para onde vocês vão?
- Europa.
- Posso ir?
- Deixa eu pensar... NÃO!
- Edward...
- Bella, eu não vou para o cinema. Eu vou lutar com lobisomens.
- Eu não consigo imaginar cães grandes e peludos como... monstros assassinos.
- Cães? De cães eles não têm nada!
- Me leve, por favor...
- NÃO.

Bateram na porta do quarto e eu mandei entrar. Era James.

- Edward, recebi uma ligação...
- Já sabe então? Estarei viajando amanhã, se quiser carona...
- Claro. Mas estou um pouco preocupado. Com Angie.
- O que tem a Angie? Ela vai ficar comigo, né?

Edward me olhou e sentou na beira da cama.

- Todos nós temos que ir.
- Mas ela virou vampira não tem nem duas semanas!
- Pois é Bella... estou pensando numa maneira dela não ter que lutar. Você vai rara casa agora Edward?
- Vou só me despedir de Bella.
- Ok, esperarei na sala.

James se curvou e me beijou na testa.

- Se não nos vermos mais... adeus.

OMG. Senti meus olhos encherem de lágrimas. Ele saiu do quarto. Eu agarrei Edward querendo não soltar mais.

- Por que ele se despediu assim? É tão... perigoso?
- Nem todos saem ilesos Bells.
- Você não vai!

Edward soltou meus braços e beijou-me na boca. Ele me olhava sério agora.

- Se eu não for, é menos um para ajudar.
- Não... se algo acontecer...
- Eu volto amor. Tenha certeza!

Ele me abraçou e me levantou da cama, levitando comigo. Eu não queria soltá-lo. Beijei seu pescoço e senti seu cheiro antes dele ir embora. Quando eu desci com ele, James esperava no sofá com Angie.

- Não, ela não vai!

Eu corri e puxei o braço de minha amiga.

- Bella...
- Não!

Ela sorriu e soltou minha mão.

- Bella eu vou sim, mas pode deixar que vou me cuidar.
- Se cuidar? Enlouqueceu? Você não mata nem formiga!
- Ela mudou Bella!
- Não! Ela continua sendo minha amiga!
- Bells...

Edward colocou uma mão em meu ombro e James saiu com Angie pela porta. Eu sentei chorando no sofá. Ele se ajoelhou e beijou minhas mãos.

- Nós iremos voltar, ok? Prepara as coisas para o Natal.

Nos despedimos e ele foi embora. 



Eu estava despedaçado por dentro, em ter deixado Bella daquele jeito. Mas eu precisava vir. Não havia a hipótese de ficar.

- Tudo bem?
- Sim.
- Estou te achando meio calado.
- Eu sou calado James.
- Não... calado demais.

Mantive os olhos na estrada. Mas no fundo ele tinha razão.

- Não é você que está deixando a pessoa que ama aqui.
- Leve-a.
- Ficou louco barata branca?
- Não acha melhor? Eu levaria Angie se ela ainda fosse humana.

Ele estava drogado?

- Edward, vamos só supor... que isso tudo acabe mal. Os vampiros já perderam uma vez, certo?
- Prefiro não pensar nisso.
- Ok, mas pense. Caso algo aconteça e a gente perca, e se acontecer algo a você também, prefere que a Bella esteja com quem possa protegê-la ou aqui?
- Não vou levar a Bella para a guerra James...
- Bem, eu não vou lutar. Ficarei protegendo Angie. Posso ficar de olho em Bella.

Aquilo começou a mexer comigo, a idéia entrou e m minha mente e pareceu uma proposta tentadora. Não ter que me afastar de Bella... olhei para ele.

- Se eu levá-la James, você vai ter que cuidar dela com a sua vida.

Ele sorriu.

- Ok.

Ele era louco. Eu era louco. Bella era louca, pois ficou feliz quando eu voltei até sua casa e contei.

- Jura?
- Por algum motivo estúpido... juro.

Ela correu pelas escadas e não demorou nem 5 minutos para voltar com uma mochila na mão.

- Tenho tudo que preciso aqui!
- Bella, não vamos sair de férias, ok? Não fique animada.
- Ok.


Eu respondi séria mas na verdade estava explodindo de felicidade internamente. Ia viajar com Edward! E conhecer cães diferentes. Adoooro animais! Exceto Jake, claro. Olhei feliz para Angie ao meu lado, que estava pensativa.

- Animada Angie?
- Não...
- Ok.

Que povo mais baixo-astral...

- Ei Angie, qual o seu poder?
- Como assim?
- Ah, Edward lê as mentes das pessoas... James tem um poder barato de sedução...
- Estou ouvindo Bella!

Era só para provocá-lo mesmo.

- E você?
- Bem... eu...
- Ela não tem nenhum Bells. Talvez nunca venha ter, ou talvez apareça mais tarde. Mas ela ainda é muito nova...
- Mas Hazel também é!
- Hazel bebia o sangue de Lestat, é diferente.

Chegamos na casa dele e seus irmãos já estavam do lado de fora esperando.

- O que a criatura frágil está fazendo aqui?
- Bella também vai.

Rosalie me fuzilou.

- Para morrer?
- Rose!
- O que? Só estou sendo sincera! Nem sei se eu vou sair viva de lá... quanto mais alguém que cai a cada dez metros andados.

Isso não era muito delicado de se dizer. Não precisa espalhar por aí...

- Ela vai. Alguém mais tem algo a dizer?
- Ela volta viva!

Todos olharam Alice, inclusive eu.

- Viu? Eu volto viva! Chupa essa manga!

Agora todos me olhavam. Calei.

- Podemos ir? Não temos muito tempo para discutir isso...
- O bonitão vai lutar ao meu lado, vai?

Rosalie deu em cima de James e eu ouvi Angie rosnar.

- Tira o olho Xuxa vampira!

Os outros entraram no carro de Rosalie e fomos para o aeroporto. Lá ia eu voar por cima da água de novo... eu devia gostar muito de sofrer.

- Tudo bem?

Edward estava muito quieto do meu lado. Desde que decolamos ele não dera uma palavra.

- Sim. Só estou pensando. Me concentrando.
- Como é? Digo, é que nem paint-ball? Vocês ficam um correndo atrás do outro?

Ele me olhou incrédulo.

- Você realmente não tem noção do que está dizendo, né? Bella... é algo de grande proporção... eu...

Ele suspirou.

- Não tenho como descrever.
- Ok. E como se mata um lobo?
- Lobisomem! Lobo é um cão das montanhas. Lobisomem é o que vamos enfrentar.
- Ok.
- Eles morrem com a prata. Balas de prata.

Isso sairia caro...

- E vocês tem essas balas?

Ele sorriu.

- Acho que temos algumas guardadas.

Algumas horas entediantes depois, desembarcamos em algum lugar da França, onde nos esperavam já com carros. Entramos e todos estavam calados.

- Onde exatamente vamos?
- Para... o meio do nada.
- Hein?
- Não ficaremos em hotel Bella. Nem em um castelo bonitinho. Nós acamparemos.

Oh céus. Eu odiava acampar. Os mosquitos nunca me deixavam em paz. E tipo... necessidades fisiológicas!!! Onde? O carro ia extremamente veloz por uma estrada completamente deserta. Eu já estava ficando com sono de tão demorado que era o percurso. Quando estava quase dormindo no ombro de Edward, ele me cutucou.

- Bells, vamos.

Olhei em volta. Vamos aonde? Agora era tudo verde. Em volta de nós só haviam vales e montanhas.

- Aonde Edward?

E então eu percebi a presença de... cavalos. OMG. Eu não sei montar! Edward subiu em cima de um cavalo negro e me puxou.

- Segure-se, vamos vem rápido.

Agarrei sua cintura e me vi quase que voando. Coitado do cavalo... alguns minutos depois, eu avistava mais à frente o que parecia ser um tipo de acampamento mesmo. Só que não igual ao que meus amigos costumavam fazer. Parecia que eu estava dentro de algum filme estilo Coração Valente ou outro de época. Era algo gigante, que se perdia aos olhos. Não dava para contar quantas barracas tinham armadas ali. Deviam ter no mínimo umas duzentas.

- Venha.

Edward saltou e me pegou no colo. Estávamos de mãos dadas, indo em direção às pessoas. Ou melhor... vampiros.
Ao chegar na entrada de uma das barracas, guardas nos pararam.

- Vim ver Lestat.
- Ele o espera?
- Sai da minha frente!

Edward empurrou os dois guardas e me puxou para dentro da barraca.

- Não acho que agora é hora dessa palhaçada de guardas Lestat...
- Edward! Alegre como sempre! E... Bella?

Ele me olhou com espanto.

- O que... ela faz aqui?
- Resolvi trazê-la.

Lestat sorriu.

- Isca para eles?
- Hilário Lestat.
- Desculpe Edward, mas eu não vejo como uma... humana aqui pode ser boa idéia.
- Bem... eu tenho quem tome conta dela.

Ele levantou uma sobrancelha como quem duvidasse disso.

- Como quiser. Não é minha mulher mesmo...
- Então podemos esquecer o assunto Bella e pular para o assunto lobisomens?
- Ah claro! Venha. 



Lestat conseguia ser irritante até em horas tensas como estas. Ele me levou até uma mesa com um mapa em cima, esticado.

- Nós estamos exatamente aqui. Eles estão se aglomerando aqui, ao nosso sul.
- Estão em quantos? Tem idéia?
- Hoje de manhã eram aproximadamente uns 1.200 homens.

Bella apertou meu braço. Eu ignorei.

- E nós?
- Bem... você sabe que eles procriam muito mais do que nós... e com muito mais facilidade. Estamos em 800 homens, mas espero chegarmos aos 1.000 até amanhã de manhã.

Isso não era uma boa notícia... estávamos em um número muito menor.

- Está confiante então?
- Claro! Por que não estaria?
- É uma diferença gritante Lestat...

Ele andou até a entrada da barraca e me olhou.

- Hazel veio?
- Sim, não podia deixá-lo em casa sozinho...
- Certo. Tenho alguém que cuidará dele. Seus irmãos também estão aqui, né?
- Claro, vieram todos. Inclusive James e Angela.

Ele franziu a testa.

- Quem?
- Angela é a amiga de Bella que foi transformada... naquele incidente com Jane.
- Ah sim. Já ensinaram alguma coisa a ela?
- Imagino que James esteja cuidando disso.
- James? O loiro?
- O próprio.

Ele abriu um sorriso e saiu da barraca, indo em direção a James.

- Quem é morto sempre aparece!
- Lestat!
- Só mesmo uma guerra para você dar as caras...

Os dois se abraçaram dando tapinhas nas costas. Era só o que me faltava... Lestat e James, amigos.

- O que faz com Edward?
- Acabei indo parar em Forks... e conheci ele... dá para aturar.

Dá para aturar? Barata branca queria morrer, só pode!
Peguei Bella pela mão e saí de perto.

- Está cansada? Quer dormir?
- Um pouco... mas não acho que vou conseguir fechar os olhos. É tanto movimento para lá e para cá...
- Amor, se está cansada, durma. O dia vai ser longo amanhã.
- Só lutaremos amanhã?

Eu sorri para ela.

- Eu só lutarei amanhã. Você só ficará olhando amanhã.
- Certo.

Ela torceu a cara. Pensava o que? Que era algum tipo de guerreira? Fomos guiados até uma barraca vazia e entramos para guardar nossas coisas.

- Cu!

Barata branca meteu a cabeça para dentro da barraca.

- Late.
- Vou treinar Angie. Quer vir junto?
- Eu quero!

Bella queria tudo.

- Eu já vou... alcanço vocês no caminho.

Ela já estava saindo da barraca. Eu puxei seu braço.

- Onde vai?
- Ver o treino contigo.
- Bells, aqui são as minhas regras, ok? Você fica.

Eu vi que sua boca abriu para reclamar e calei com um beijo.

- Sem mais.

Ela pareceu entender e resolveu me ouvir dessa vez. Ficou na barraca enquanto eu fui treinar Angie com James. Percebi que tinham muitos novatos lá... a conta de 800 do Lestat, incluía os novatos? Se fosse assim, estávamos pior do que imaginei. Depois de passar a madrugada toda ensinando pontos de defesa e ataque para Angela, voltei para minha Bella. Ela estava deitada encolhida por cima de um pano estendido no chão. Deitei ao seu lado e a abracei, querendo envolvê-la num tipo de casulo e não abrir até que tudo acabasse. Mas não era bem assim. No mundo real as coisas não eram fáceis.

- Oi...
- Olá.

Já tinha amanhecido quando ela abriu os olhos sorrindo.

- Não era um sonho então?
- Não... está mais para ser seu pesadelo.

Bella sentou ajeitando os cabelos despenteados.

- Que horas são?
- Já passam das 08:00.
- Nossa! Está praticamente de madrugada então!

Eu sorri.

- Para os dorminhocos, talvez.

Uma cabeça adentrou nossa barraca.

- E aí? Rolou sexo?
- Cala a boca Emmet!
- Ah Bella, vai dizer que vocês não fazem isso?
- Em! Deixe-a em paz.
- Ok... quanto estresse. Fui!
- Preciso ir lá para fora amor...
- Posso ir junto?
- Dessa vez sim.


Eu fui feliz ao lado dele. Parecia um campo de guerra. Bem... era. Tinham muitos deles. Muitos mesmo. Nós fomos até Lestat, que empunhava uma arma.

- Edward! Chegou na hora certa... venha.

Acompanhamos ele até um outro lado do "campo de guerra" e paramos ao lado de caixas imensas. Dentro delas, balas prateadas. Bem, deviam ser de prata, como Edward me disse.

- Pegue o suficiente...

Lestat então puxou uma outra arma, do bolso de trás da calça e entregou a Edward.

- Esta é de minha coleção particular. Cuide bem dela...
- Eu a devolverei inteira, tenha certeza.
- Eu tenho.

Ele sorriu e nos deixou sozinhos. Edward carregou a pistola e a colocou no bolso de trás.

- Essa aqui é muito bonita e tudo mais... mas eu prefiro uma outra coisa.

Ele andou até um arsenal de armas de fogo e pegou uma.

- Prefiro enfrentá-los com uma doze automática.


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Ele sorriu vitorioso para mim. Eu hein...
Com o passar do dia, as coisas foram ficando mais agitadas. Um grande exército começava a se formar na planície que se estendia diante de nós. Os vampiros se agrupavam, comandados por um deles na frente. Um som abafado de cascos no chão ecoou por todo o vale e fez todos nós se virarem para olhar.

- Eles chegaram.

Eu vi James se colocar atrás de Edward.

- Ele chegou.

Edward pegou na minha mão e me olhou.

- Quem?
- Vlad. Drácula.
- Ow.

Ow... eu ia conhecer o todo-poderoso? Por que não me avisaram isso antes? Eu teria penteado o cabelo. Estava tremendo. Gelada. Eu via um exército inteiro vindo em nossa direção.

- Quem são?
- Seu exército. Ainda bem... não estamos mais em minoria.

Eram quantos? Só com ele chegavam mais do que já tinha ali. Um corcel negro vinha na frente e em cima dele... bem... só poderia ser a pessoa em questão. Eu nunca tinha o visto na vida, mas eu tinha certeza que era ele, quando desceu do cavalo. Alto, cabelos negros, lisos e na cintura. Meu sogro.


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Ele andou pelo caminho que abriu-se para sua passagem. Todos ali pareciam conhecê-lo e respeitá-lo. Ele vestia uma capa vermelha por cima de uma roupa toda preta. Era o vampiro mais pálido que eu já tinha visto na minha vida. E o mais elegante e o mais sério. Seus olhos buscaram e pararam em cima de Edward, e ele veio em nossa direção. Quando ele se aproximou e parou na nossa frente, eu sentia algo indescritível. Era como se ele sugasse toda a minha energia, mesmo que nem estivesse me olhando. Algo fazia com que eu me sentisse mínima perto dele, como se estivesse diante de um rei.

- Edward.

Ele esticou a mão para o Edward, que se curvou e a beijou.

- Vlad, minhas honras.
- Como você tem passado?
- Muito bem.

Edward sorriu. Drácula então me olhou e eu me senti tonta. Toda a minha força evaporou e Edward me segurou.

- Quem é ela?
- Minha namorada, Isabella.

Ele olhou incrédulo para Edward.

- Uma mortal?
- Sim... aconteceu.

Drácula colocou a mão no peito de Edward.

- Está usando?
- Nunca tiro.

Ele sorriu para Edward.

- Ótimo.

Ele saiu de perto de nós e se dirigiu a Lestat. Eu via os outros que chegaram com ele, descendo dos cavalos. Vi alguns com o mesmo medalhão de Edward.



Lestat se curvou diante da presença de Vlad. Era bom vê-lo se curvar à alguém.

- Edward?
- Oi amor.
- Ele vai lutar também?
- Parece que sim. Mas eu já sabia... Lestat tinha me avisado.
- Ah... eu me senti fraca perto dele...
- É normal acontecer com humanos.
- Mas ele não precisava fazer isso com sua namorada, né?
- Ele não faz por querer Bells. É algo que emana dele naturalmente.

Ela o olhou e virou novamente para mim.

- Mas de onde vem isso tudo? Esse poder?
- Não tente descobrir Bells... nem eu sei direito. Eu só sei que ele... é ele.
- Ele é mesmo mau? Como diz a lenda?

Eu sorri para ela.

- Lendas na maioria das vezes são inspiradas em algo real, certo?
- Certo.

O movimento começou e era hora de nos prepararmos. Abraçei Bella e a beijei desejando que esta não fosse a última vez. Fui com ela até James, que estava sentado com Angie perto dali.

- Ei, cuide como se fosse de ouro.
- Pode deixar comigo.

Peguei seu rosto com minhas mãos e a encarei.

- Não saia de perto dele, por favor. Me ouça apenas dessa vez, ok?
- Ok. Promete que volta?
- Claro.
- Prometa!

Eu estava fazendo força para não chorar. Tudo que eu não precisava era chamar a atenção para mim.

- Eu prometo. Voltarei antes que você possa sentir falta...

O abraçei forte.

- Eu já estou sentido...
- Bella, eu te amo. Acredite que eu farei tudo ao meu alcance para voltar contigo para Forks. Se... por acaso algo der errado...
- Não fale assim Edward!
- Calma, deixa eu falar. Se der errado, eles virão para cá. Se você tiver tempo, mate um cavalo e esfregue o sangue no seu corpo.

OMG. Não agüentei. Meus olhos inundaram.

- Edward! Se eles vieram para cá, isso significa que você... se foi. Eu... não vou querer... sobrev...

Ele tampou minha boca com uma cara séria.

- Não fale uma besteira dessas!
- Edward!

Emmet e Jasper o chamaram e ele me levantou no colo.

- Me espere.

Nos beijamos mais uma vez e ele me soltou, indo se juntar aos irmãos. Virei para olhar James e Angie.

- Então... é isso.
- Bella, vai ficar tudo bem, amiga.
- Espero mesmo que fique. 


Nós não precisávamos ir montados em cavalos. Éramos mais rápidos do que esses quadrúpedes. Começamos a andar em nossa velocidade, em direção aos nossos inimigos. Meu coração estava partido por deixar Bella para trás. Eu não devia tê-la trazido.

- Pensando em Bella?
- Sim.

Alice segurou minha mão e sorriu.

- Ela ficará bem... eu já vi.
- Alice, admita que ultimamente você não anda 100% nas previsões...
- Oh Edward! Eu apenas me atraso às vezes! Mas errar eu nunca erro!
- E aí, animados para a luta?
- Cala a boca Emmet!

Eu nem precisei me esforçar... Alice e Rosalie gritaram na cara dele.

- Ih... TPM.
- Elas não entram em TPM, imbecil.
- Eu sei, né? Dããã.

Até em momentos como esse, Emmet precisava ser o palhaço. Depois de percorrer uma distância que uma pessoa normal levaria em média 6 horas para andar, nós paramos. Eu ia na frente, junto dos meus irmãos, Lestat, Vlad e meus irmãos de sangue. O batalhão parou atrás de nós, fazendo barulho. E lá estavam eles. Em uma distância de aproximadamente 3km. Mas já dava para vê-los. Agora devia estar em torno de 1500 homens, por aí... eu me virei e olhei para trás. Nós tínhamos de 1500 a 1700. Algo em torno disso. Vlad deu alguns passos à frente e virou-se para nos olhar. Ele falava num tom que desse para os últimos ouvirem.

- Mais uma vez iremos enfrentá-los. E mais uma vez nós avançaremos com tudo. Eles são meras criaturas bizarras da natureza, que por algum motivo genético se tornaram assim. Nós, somos sangue! Nós, somos força! Nós, somos imortais! Eles são animais, fáceis de matar, como matamos uma mosca. Nós estamos nesse mundo muito antes que eles. VAMPIROS, QUEM CHEGOU PRIMEIRO?

- NÓS!

Fiquei surdo com o grito ensurdecedor do exército atrás de mim.

- QUEM SERÁ EXTINTO HOJE?
- ELES!
- Não deixem um osso no lugar!

Ele levou uma mão até seu peito e olhou para a fileira dos seus descendentes, incluindo eu.

- Sangues do meu sangue, dêem o seu melhor!


Lobisomem:
http://www.devir.com.br/noticias/imagens_news/van_lobisomem.jpg 


Vlad terminou de falar e avançou em direção aos nossos oponentes. A guerra começara. Nossos medalhões brilhavam em nossos peitos. Nós corríamos na direção deles e eles vinham até nós. Nos encontramos no meio do caminho, com os primeiros lobisomens avançando sobre nós e saltando por cima de nossas cabeças. Era até mais prático desse jeito, pois nos facilitava muito estalá-los no ar. Os primeiros 500 nem tiveram chance. À medida que eles chegavam, eles quebravam. Lobisomens eram grandes, o dobro do nosso tamanho, mas eram mortais como qualquer outro animal. Eu estava ocupado com quatros grandalhões quando notei Rosalie e Emmet cercados por um bando de mais ou menos vinte lobisomens. Ele a protegia atrás de seu corpo. Corri feroz até eles.

- Procurando por alguém do seu tamanho?

Cinco peludos me olharam com a baba escorrendo e pularam em mim.

- Edward!

Quebrei o pescoço de dois, enquanto um deles me jogava no chão. Esse de cima eu despedacei e dos outros dois eu cuidei depois de levantar. Emmet já estava dando conta de mais três e Rose de dois. Os outros dez que sobraram vieram direto para mim, mas eu fiquei um pouco em apuros quando outro bando chegou, triplicando o número de lobisomens.

- Agora sim as coisas ficaram mais equilibradas!

Eles avançaram contra mim, mas eu não teria muito com o que brincar já que Vlad chegou também. Ele nem precisava encostar em ninguém... era só fazer um gesto com a mão que os bichos eram estrangulados. Os que passavam por ele, eram rapidamente desmembrados depois que ele se llivrava dos estrangulados. Era sem-graça lutar ao seu lado... quase não chegava nenhum para mim.

Nós estávamos ganhando com certeza, mas eu dei mole quando só li o pensamento quando o grandão já estava atrás de mim. Ele me jogou para o alto me pegando de surpresa e eu caí em suas costas, agarrando-o pelo pescoço quando ele correu, como se montasse um cavalo. Ele se sacudia para me jogar no chão, mas fui mais rápido e abri sua garganta, fazendo-o cair morto no chão.

A vantagem era nossa, o que fez com que eles começassem a bater em retirada, antes que entrassem realmente em extinção. Não era nossa intenção perseguí-los, então deixamos que fugissem. Tinha acabado ali. Pelo menos ficaria assim por mais uns cem anos no mínimo. Eu não tinha vontade de continuar ali por muito mais tempo, então resolvi não esperar pelos outros.

- O que vocês acham que está acontecendo por lá?
- Bem, se até agora não chegou nenhum lobisomem aqui, imagino que estejamos ganhando...
- Ou então todos se mataram.
- Ok James, isso não tem a mínima graça!

Ele sorriu para mim.

- Só estou tentando descontrair. Sinto uma leve tensão no ar.

Eu vi o rosto de Hazel aparecer na entrada da barraca de Lestat.

- Vou ali e já volto.
- Não suma, ok? Não quero me estressar com Edward se um alce resolver te fazer de janta.
- Alce? Você acha que um alce me atacaria?
- Bella, sendo você... não duvido nem de um coelho te atacar.

Eu quis fazer que nem em desenhos animados, quando você soca a cabeça de alguém e ela entra pelo pescoço. Mas ao invés disso, eu respirei fundo e fui ver Hazel.

- Ei.
- Oi Bella.
- Está fazendo algo de interessante?
- Não... e você?
- Só aturando o James.

Ele sentou no chão me olhando triste.

- O que foi?
- Também queria lutar!
- Hazel, você é muito pequeno.
- Eu sei...
- E eles são cães muito grandes!

Ele revirou os olhos.

- Não são cães Bella! São lobisomens!

Era só o que me faltava. Até Hazel deu para me corrigir agora! Então eu senti uma sensação me consumindo... forte demais. Mas era bom. Era bom, era... ele. Só podia ser ele. Saí rápido da barraca e o vi chegando, correndo.

- Edw...

Ele me abraçou e nos beijamos. Céus, como era bom saber que ele estava bem. Como era bom sentir o corpo dele junto ao meu de novo.

- Eu disse que voltaria. Achou mesmo que fosse se livrar fácil assim de mim?
- Seu palhaço! Como foi? Onde estão os outros?
- Daqui a pouco eles chegam... eu vim na frente.
- E os...
- O que sobrou, fugiu.
- Oh. Então, eu posso ficar tranqüila, em viver por mais alguns anos?

Ele sorriu torto. Sorrisinho irritante!

- Se é isso mesmo que você quer...

Ah não, eu não precisava lembrar de novo desse assunto. Toda vez que ele vinha à tona, eu ficava sem dormir, pensando, pensando, pensando...


Ela ficou na ponta dos pés e passou os braços em volta do meu pescoço.

- O que eu quero com certeza, é nunca desgrudar de você!
- Eu já percebi que você é grudenta amor...
- Cala a boca Edward!

Eu calei. Colando minha boca na dela. Puxei sua cintura, levantando sua blusa e fazendo-a arrepiar, mas então percebi que tínhamos público. Um espectador apenas. Hazel. Eu sorri amargo.

- Não tem nada melhor para fazer não?
- Não...

Respira Edward... medita... concentre-se. Eu sorri.

- Seu pai já deve estar chegando!

Foi só eu terminar de falar que o príncipe loiro apareceu. Hazel não demorou dois segundos para correr até ele e morder seu braço. Mas que coisa... nem pedia... Lestat achava lindo! Ele sorriu e olhou para o pequeno, que sugava o sangue do seu pai. Eles levitaram juntos.

- Hazel, você está nos levitando?

Lestat me olhou incrédulo e voltou ao chão com sua própria força. Hazel parou para olhá-lo sem entender.

- Eu fiz o que?
- Levitou!

Levitar não era a coisa mais difícil de se fazer... mas para um vampiro jovem ainda, levava tempo para aprender. Mas Hazel... ninguém nunca o ensinou.

- Não foi você, Lestat?
- Não. Foi ele.
- Desculpa.

Lestat o pegou no colo e o encarou.

- Não peça desculpas. Isso foi ótimo!
- Posso ganhar um presente então?

- Claro! O que quer?
- Sangue!

OMG. Isso era um poço furado. Lestat revirou os olhos e estandeu o braço. Peguei a mão de Bella e achei melhor sair dali.

- Edward!

Me deixa em paz...

- Sim?
- Depois precisamos conversar sobre Hazel ir para o colégio.

Pode deixar, procurarei o endereço do colégio dos mutantes de X-Men.

- Claro.

Nós saímos dali de dentro e demos de cara com Vlad que também já tinha voltado.

- Vlad. Já vai embora?
- Sim, estou me retirando. A ajuda foi dada.
- Certo. Sumirá novamente?

Ele colocou uma mão em meu ombro.

- Eu nunca sumo Edward. Eu só não deixo vocês me verem.
- Oh. Tudo bem então.
- E boa sorte... com sua... mortal.

Bella segurava forte em mim. Ficar tão perto de Vlad não a fazia bem. Então ele olhou petrificado para algo atrás de mim. Me virei para ver o que era. Oh não...

- Hazel!

Drácula me olhou surpreso.

- Já tinha visto... isso?
- Sim. Ele é o Hazel.
- Hazel... Hazel...

Ele repetiu o nome do garoto como se estivesse cantando. Seus olhos estavam vermelho brilhante. Hazel andou como hipnotizado até nós e parou na frente de Vlad. Eu estava tenso com isso. Vlad fez um gesto que fez Hazel levitar e ficar cara a cara com ele.

- Mas o que nós temos aqui?
- Vlad... ele é... protegido de Lestat.
- E...?

Eu só queria ir embora em paz. Tão difícil isso...

- Há quanto tempo escondem isso de mim?
- Bem, não sei... eu soube há algumas semanas...
- Semanas?

Ele rosnou feio. Lestat saiu da barraca e rosnou em resposta.

- Hazel! Vlad, ele é meu!
- Caro Lestat, não vejo nenhum nome carimbado nele...

Lestat caminhava em nossa direção com ódio no olhar.

- Ele. Não. Saíra. Daqui.

Vlad o olhou friamente. Era incrível, mas eu acho que nunca vi um sorriso em seu rosto.

- Lestat... eu não decidi isso ainda.
- Nem decidirá.
- Se eu quiser, eu o levo.
- Acho que você vai ter que me tirar do caminho antes. Aliás, eu e Edward.

Ohhh. Peraí! Não me coloquem no meio disso. Lestat devia estar querendo me matar, só pode. Vlad me olhou.

- Eu não tenho certeza de que um sangue meu ficaria realmente contra mim. E você Lestat, bem, eu nunca entendi esse apelido de "Príncipe". Acho que a única realeza aqui, sou eu.

Engoli seco. Lestat realmente ia querer enfrentar Drácula?

- Pense o que quiser Vlad. Não tenho medo de ameaças.

Vlad colocou Hazel de volta no chão e o pequeno correu para me dar a mão. Lestat aproveitou a deixa para avançar em Vlad. Ele devia mesmo ser louco. Vlad simplesmente evaporou e Lestat caiu no espaço vazio.

- Mágicas não valem Vlad Teps!

Ele apareceu novamente, desta vez atrás de Lestat. Segurou sua garganta e o suspendeu no ar.

- Eu não faço mágicas.

Enfim eu via alguém sacaneando Lestat. Eu sorria internamente.

- Veja bem, Lestat. Você pode se achar para os outros. Para mim, você é um fungo. Entendeu?
- Eu... tenho... uma parte... do seu sangue!
- Não! Você foi transformado por um dos meus. Hereditariedade não cola entre vampiros!

Eu via Lestat fazendo força, mas não dava para competir com Vlad. Hazel soltou minha mão e correu até eles.
- Não mate meu pai!

Vlad o olhou surpreso e soltou Lestat.

- Seu pai?
- Hazel, venha...

Lestat segurou o pequeno, mas Hazel não quis sair do lugar. Ficou encarando Vlad.

- Meu pai sim! Não machuque ele senão eu machuco você!

OMG. Eu quase babei com isso. Parece que a loucura do Lestat infectou Hazel através do sangue.

- Me machuca?

Vlad abaixou-se até Hazel e sorriu para ele. Depois levantou a cabeça e falou com Lestat.

- Eu o deixo com você... mas eu quero reclamá-lo.

Edward arregalou os olhos.

- Vlad... você não costuma fazer isso...
- Ele é especial Edward.
- Não!

Lestat foi curto e grosso.

- Algo contra Lestat? Deveria ficar satisfeito por eu dar esse presente ao seu filho.
- Não quero seu sangue nele. Não quero que você tenha direitos sobre ele.
- Acho que você não entendeu. É isso ou ele ir comigo.

Lestat rosnou alto.

- Faça!

Ele saiu de perto de nós cheio de ódio. Vlad levantou e esticou a mão para Hazel.

- Com fome?

Ele foi caminhando com nosso vampirinho para dentro de uma barraca. Eu olhei para Edward que parecia tenso.

- O que ele vai fazer?
- Algo nada legal. Vai alimentar Hazel.
- É só isso? Achei que fosse muito mais sério, pela cara que Lestat fez.
- Ele não vai apenas deixar Hazel mordê-lo Bella. Ele vai reclamar Hazel como seu.
- Ok, boiei.
- Vlad vai mordê-lo para drenar seu sangue. E então vai alimentá-lo com seu próprio sangue.
- Hazel vai ter o sangue de Vlad? O mesmo que o seu?
- Exatamente.

Ah, não era o fim do mundo! Homens se estressavam por qualquer besteira.

- Não é nada demais então.
- Hazel já era bizarro com o sangue de Lestat... não acho que eu vá gostar do que vem por aí, com o sangue de Vlad dentro dele. 


- Vamos nos preparar para ir embora? Vai pegar suas coisas enquanto falo com meus irmãos, ok?
- Ok, já volto.

Fui procurar o resto da família e achei Emmet contando suas vitórias para eles.

- Tem que ver o que eu fiz com o pescoço... e quando eu pulei em cima... finquei as unhas...

Ele era patético. Pior do que escutá-lo, era ver as mímicas que ele fazia, como quem quisesse representar os fatos.

- E aí? Contou também a parte que eu precisei salvar sua bunda?
- Ah jura? Essa parte ele omitiu!

Alice riu e deu um tapa na cabeça de Emmet.

- Ah porra, não me encham!
- Será que já podemos ir embora?
- Nós já vamos Jazz... Bella foi pegar suas coisas. Onde está Rose?
- Foi chamar o James.

Barata branca voltaria conosco? Ele podia ficar, né?

- Onde está Hazel?
- Está com Vlad.

Eles me olharam confusos.

- Não perguntem.
- E Lestat?
- Deve estar por aí... não sei.

Senti o cheiro delicioso atrás de mim e me virei. Ela vinha chegando.

- Estou pronta! Demorei?
- Quase uma eternidade. Ainda bem que eu tenho muitos anos pela frente...
- Hilário Edward. Eu fui super rápida!
- E aí Cu? Matou quantos?

E lá ia minha paz embora... eu nunca sentiria saudade dessa voz irritante.

- Muitos! Foi só imaginar o seu rosto neles...
- Que isso Cu... você me ama que eu sei!

Eu contei até dez para não matá-lo. Vi Hazel voltando, vindo em nossa direção.

- Hazel por acaso está usando...
- Um medalhão. Sim.

Hazel agora usava um cordão com o medalhão pendurado.

Meus irmãos me olharam sem entender. Quer dizer, eles agora tinham uma leve suposição do que se tratava.

- Voltei.
- Você está bem?
- Estou! Vlad é muito legal!
- Hazel!

Lestat se aproximou e chamou o meu novo irmão. Céus.

- Pai!

Hazel correu para abraçar Lestat, que se agachou para falar com ele.

- Vlad te machucou?
- Não...
- Escute, nos veremos em breve, ok?
- Pai, você vai passar o Natal comigo?

Diz que não, diz que não. Lestat sorriu.

- Claro!

Merda!

- Ok.

Lestat veio até mim e me olhou preocupado.

- Não deixe usá-lo muito esse... troço.
- O medalhão? Sabe, por um lado, você deveria estar feliz por ele. Ele agora é praticamente intocável.
- Mas eu não sei o que esse sangue pode fazer com ele.
- Ele ficará bem, tenha certeza.
- Certo. Até o Natal então, Cullen.

Eu não fiquei feliz.

- Até.

Nós viemos embora e no avião, aconteceu algo... inesperado. Estávamos sentados com Hazel entre nós. A aeromoça vinha passando.

- Olá, posso serví-los?
- A mim não, obrigado. Bella?
- Quero um refrigerante, pode ser?
- Claro! E você lindinho?

Hazel que até então estava lendo uma revistinha, levantou a cabeça para olhar a mulher.

- Nada não.

Ele olhava a mulher e ela continuava imóvel. OMG.

- Hazel! Pare com isso! Olhe para mim agora!

Ele desviou o olhar dela e virou-se para mim. A aeromoça saiu do transe e continuou andando.

- O que... foi isso Edward?

Bella me olhava confusa.

- Parece que nosso amigo aqui ganhou... um dom. O da hipnose. 

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