OC - Capitulo 6


Bella pov’s
Enquanto Edward dirigia, eu mantinha meus olhos fora da janela sem ver a paisagem. Um milhão de coisas passava pela minha cabeça. Mais do que desacreditar a tudo que me ocorria achando que estava tendo um sonho, eu não me achava merecedora de tanto. Tudo o que pedi desde que entrei nesta empresa e me apaixonei por Edward era um olhar, um único olhar. Eu estava ganhando muito mais do que pedi e isso estava me deixando uma bagunça.

-Então... Perdoe-me pelo que fiz. - Ele falou e eu estaquei. Ele estava pedindo perdão? O que isso significava? Ele dirá algo como “eu estava porre quando a beijei”? Isso me deixou tensa. Eu travei. Edward bufou, parecia exasperado com o meu silêncio. Não demorou a chegarmos ao meu apartamento. Eu pensei em sair correndo como eu havia feito, eu estava confusa demais para dizer algo. Não, eu não poderia fazer isso! Após Edward estacionar em frente ao prédio, sem saber se ele iria se incomodar com isso, eu permaneci lá no carro. O silencio predominou por pouco tempo. Mesmo tendo coragem para ficar eu não tive coragem para dizer nada. Só despertei de minha letargia quando ouvi uma risada baixa. Virei-me aturdida e vi Edward sorrindo pra mim.




-Eu acho que deixei sua vida uma bagunça, não é? Desculpe-me por isso. Não era minha intenção te prejudicar, mas... Se eu deixasse para lá eu teria problemas. Deixar essa oportunidade passar seria um erro. Agora...  –Edward ergueu a mão um pouso hesitante e alisou minha bochecha. –Me diga uma coisa: por que está assim tão assustada, tensa? –E vi a curiosidade chamuscar em seus olhos. Abaixei a cabeça fugindo de seu olhar e seu toque.
-Eu não sirvo pra você. Eu não sou o seu tipo. Eu não entendo como, de repente, você passou a se interessar por mim. Eu não estou assustada eu estou confusa. –Eu nem ousei olhar diretamente para ele, mas eu percebi pelo canto do olho que Edward relaxava em seu banco, os olhos no pára-brisa sem ver.
-Eu entendo sua desconfiança. De fato é estranho alguém como eu estar interessado em alguém com você. –E suas palavras deram um aperto no meu peito como se ele fosse negar tudo o que tinha falado e feito até agora. –Mas isso é estranho para os outros, Isabella, não pra mim.
Eu tive que olhar para ele. Lá estava um lindo sorriso nos lábios. Eu não queira mais saber. Que se dane se tudo está errado e eu não deveria ser adequada para alguém do garbo de EDWARD GOSTOSO CULLEN! Eu ergui minha mão puxando-o pelo colarinho da camisa e o beijei.
Eu não tinha muita experiência com beijos, Edward foi a primeira pessoa que beijei na vida. Da primeira vez que senti seus lábios nos meus, eu estava em choque. Não mais. Eu não era ignorante, eu sabia TEORICAMENTE como beijar. Eu tinha visto em filmes, novelas, seriados, desenhos animados, enfim! Ainda sim fiquei nervosa, queria que o beijo para Edward fosse bom como estava sendo para mim, para mim não estava sendo bom estava sendo glorioso! Eu não precisei fazer muita coisa, eu apenas puxei Edward pelo colarinho e colei meus lábios nos dele enquanto minhas mãos vagavam, incertas do que fazer.
Edward fez por nós. Uma de suas mãos foram para minha nuca, afastando os meus cabelos do local puxando meu rosto para si, colando ainda mais nossos lábios. A sua outra mão envolveu minha cintura puxando-me para ele. Eu me perdi, fiquei tão absorva nele que nada fiz. Apenas deixei que Edward me guiasse. Ele me obrigou a entreabrir os lábios e permitir que ele aprofundasse o beijo, o que fiz de bom grado. Eu senti meu corpo feito esponja enquanto sentia o calor de seu corpo levemente adocicado com colônia, a macies das roupas de qualidade, seus lábios, a língua. E naquele instante eu soube, mais do que em qualquer dia, que eu não iria querer mais nada além dele, só ele. E aquela resolução, mais do que assustadora, era magnífica. Deve ter sido por isso, por essa promessa silenciosa de devoção por esse homem, que eu acabei deixando algumas lágrimas me escaparem. Edward deve ter percebido algo, se afastou. Abri meus olhos e vi seus olhos cheios de preocupação por mim, uma mão alisava minha bochecha, enxugava minha lágrima.
-O que foi? Magoei você? Desculpe-me se meu ato a aborreceu eu... Ok. Acho que eu devo dar um tempo para que você pense. –Ele se afastou e posicionou uma das mãos no volante.
-Me posicionar sobre o que? –Eu perguntei espantada.
-Se você me quer ou não. É isso. –Ele disse enquanto fixava seus olhos nos meus. Eu parei de respirar. Sai cambaleante do carro. Merda, eu deveria responder! Eu não deveria deixá-lo ir, sair assim sem uma resposta! Quem se importa se tudo isso é estranho? Edward me percebeu e eu não deveria aproveitar?
Minha resposta ficou presa na garganta. Ele partiu rapidamente.
Eu estava tão desnorteada, mas não demorou ao ódio se apoderar de mim por eu não ter dito logo o que eu sentia.
-MERDA! DROGA! –Gritei enquanto ia até as almofadas do meu sofá e as atirava como louca. Eu era deprimente! Estava deixando de ser feliz por que era idiota, burra, imbecil!
E naquele momento eu prometi a mim mesma que a manhã seguinte seria diferente.
...
Não, eu não tinha me produzido toda, isso não fazia parte de mim. Por fora eu era a mesma, mas por dentro eu me sentia melhor. Eu não iria me acovardar, eu chegaria até Edward e iria expor meus sentimentos mesmo que isso fosse prejudicial para mim no final. Claro que eu não fui de imediato à sala de Edward, isso eu iria deixar para depois.
Fui para minha cabine, Jess quicava da cadeira e sorriu quando me viu.
-Bella! Que bom que você veio!
-E desde quando eu falto, Jess? –Falei com escárnio sentando em minha cadeira. Ela virou-se na cadeira totalmente para o meu lado.
-E ai, como está com o Edward? Se encontrou com ele? Ele a convidou para sair, a convidou para subirem para o quarto dele e...
-Jess, por que acha que tenho novidades sobre Edward para contar? –Perguntei com indiferença. Mas havia algo no meu olhar que deixou Jess desconfiada, mas ela deu de ombros.
Eu não podia dizer nada a ninguém, não sem antes saber se eu tinha algo com Edward. Eu iria confirmar o que exatamente tínhamos.
...
Horário de almoço. Antes de ir ao refeitório, eu fui à sala de Edward. Levei alguns papeis fingindo que iria entregar a ele, papeis de escritório. Na verdade eu iria entregar um bilhete para que Edward fosse ao terraço do prédio da empresa após o final do expediente.
Eu passei pela porta...
-Com licença senhor Cullen...
...Mas não o vi lá.
-Ele não está agora. –Tânia, a secretaria, virou-se com uma carranca para o meu lado. Eu me recolhi. –O que você quer?
-Eu queria entregar a ele algo, um documento. –Disse e retirei do meio da papelada o envelope com meu bilhete, passei para as mãos de Tânia. –Entregue para ele assim que ele chegar, por favor. É um documento que exige urgência. –Eu não sei se mentia de forma convincente, mas Tânia deu de ombros.
-Claro, eu entrego. –Caminhou em direção a mesa de Edward enquanto eu ia para o refeitório. Bem como eu imaginei, o nervosismo se apoderou de mim impedindo-me de comer. Bebi apenas uma água e voltei para meu setor esforçando-me para trabalhar. Não foi algo fácil, ainda sim eu consegui ser uma empregada mediana. Jess olhava-me de esguelha, ela parecia desconfiar de mim. Prometi a mim mesma que quando tudo estivesse esclarecido eu contaria a Jessica, afinal se Edward não fizesse questão de esconder eu também não esconderia.
As horas foram passando em um borrão...
...
-Tem certeza que não quer sair Bella? –Jessica perguntou, Angela ao seu lado. Era fim do expediente.
-Não meninas eu agradeço, mas eu estou com dor de cabeça. –Menti. Se dissesse que era cansaço Jess não iria acreditar, ela me viu muito agitada na nossa cabine.
-Tudo bem. Tome algo para a dor de cabeça Bella. –Angela falou maternal, era típico dela. Eu gostava de Angela, ela era legal.
-Claro. Divirtam-se. –Eu disse e as vi convergir para o elevador junto com muitos funcionários. Eu não queria chamar atenção para mim por isso ao invés de pegar algum elevador eu peguei as escadas, foram boas pernadas até chegar ao terraço que quase nunca era freqüentado por alguém, a não ser por alguns funcionários que iam fumar.
Estava quase escuro, frio. A porta que dava acesso ao terraço estava aberta, isso não era surpresa. Eu me aproximei do parapeito ficando na direção da porta, encostei-me lá. Não me inclinei muito, não queria ficar tonta olhando a grande altura ou algo assim.
Eu esperei e esperaria o tempo que fosse por que alguma coisa dizia que eu deveria ficar. Eu fiquei e fiquei...
Uma hora se passou.
“Por que ele não veio? Será que ele recebeu a carta? E se a tal Tânia não entregou?” –Pensei. Cansada pelo dia estressante que estava tendo emocionalmente, decidi ir embora.
Eu não cheguei a me virar. Apenas senti algo quentinho ser colocador nos meus ombros. Virei-me abruptamente para ver Edward apenas com uma camisa branca de botões visto que seu paletó estava em cima dos meus ombros, encostou-se no parapeito como eu fazia.
Edward olhava para frente, para a noite bela que fazia, fiz o mesmo que ele.
-Encontrei seu bilhete. –Disse. Tentei me recompor, era a hora da verdade. –Fiquei surpreso e muito feliz por ter marcado o encontro. –Ele parecia perdido em pensamentos.
-Fico feliz que tenha ficado feliz. Edward eu... Eu sinto muito pelo modo como me comportei. É que é difícil de acreditar que uma pessoa como você esteja interessada em mim. –Falei e minha voz soou amarga. Eu tinha muita falta de amor próprio! Edward ficou de lado. Um braço apoiado no gradil do parapeito. Ergueu a mão esquerda colocando uma mecha do meu cabelo para trás.
-Você não devia se menosprezar assim sabia Isabella?
-Por que eu? De todas as mulheres que você deve conhecer, por que eu? –Eu perguntava frenética. Eu precisava entendê-lo, precisava acreditar nesse sonho!
-Bella, você acredita em amor a primeira vista? –Ele perguntou e se aproximou de mim. Eu congelei.
-Eu não acreditava nisso, até que vi você na empresa há dois anos. Depois disso passei a acreditar. –Murmurei incapaz de desviar meus olhos dos dele. Edward tinha um sorriso mais acentuado agora.
-Bom, muito bom. Então eu tenho sorte. Eu realmente não queria esperar ter que te conquistar. –Falou aos sussurros, seu hálito fresco em meus lábios, eu quase podia sentir o sabor...
-Bella?
-O que? –Perguntei, entorpecida.
-Quer namorar comigo?
Eu estaquei. Antes de pensar em algo, antes de novamente ser tomada pelas duvidas pelo comportamento estranho de Edward, ele me beijou de um jeito muito mais intenso, muito mais persuasivo que ontem. Eu estava caindo... Caindo... Eu estava em um precipício. Quando Edward deixou meus lábios, as mãos em minha cintura enquanto minhas mãos descansavam flácidas em seu peito, eu sussurrei.
-Sim.
Nada mais foi dito aquela noite.
Edward pov’s
Enquanto eu dirigia, Isabella tinha os olhos fixos em qualquer parte do carro... Menos em mim. Aquilo me deixou surpreso por que geralmente minhas companhias femininas não tiravam os olhos de mim e sua boca do meu... Melhor não pensar muito nesse tipo de coisa. Perguntei-me se Isabella poderia ser uma “Maria gasolina”... Ela só olhava o carro! Eu tinha que quebrar aquele clima incômodo. Costumo, com mulheres mais interessantes, quebrar a timidez colocando minha mão em sua coxa, não que eu fosse fazer isso com Isabella.
Quando eu vi Bella esperando-me no estacionamento acreditei que a batalha já estava ganha, mas agora, vendo-a tão calada, fiquei confuso. Será que ela não tinha gostado do beijo? Talvez fosse lésbica, isso explicaria muita coisa. Mas se era assim... Por que ela tinha aceitado a carona comigo?
-Então... Perdoe-me pelo que fiz. –Disse esperando que assim o clima melhorasse, mas Isabella continuou como um zumbi ao meu lado, isso me enervou. O que essa garota queria? Ela me pareceu mais e mais uma péssima escolha. Quando estacionei o carro em frente ao seu prédio eu soube que Bella iria correr, não correu. Isso me surpreendeu e me deixou esperançoso de que a garota fosse ceder. Ela continuou ali parada e calada no banco do carona. Ok, eu ia ter que ter muita paciência com aquela ameba com pernas.
-Eu acho que deixei sua vida uma bagunça, não é? Desculpe-me por isso. Não era minha intenção te prejudicar, mas... Se eu deixasse para lá eu teria problemas. Deixar essa oportunidade passar seria um erro. –E certamente seria, um erro de milhares de dólares. –Agora...  –Eu ergui minha mão e toquei em sua bochecha. Tenho que admitir que a pele dela era macia e não tinha aqueles quilos de maquiagem que mais pareciam reboco na cara. –Me diga uma coisa: por que está assim tão assustada, tensa? –Eu estava curioso, tinha que admitir. Ela era sem duvida a mulher mais estranha com quem já lhe dei. Uma incógnita na forma de mulher. Eu não entendia suas ações, nunca! Isabella abaixou a cabeça e a torrente de palavras me surpreendeu.
-Eu não sirvo pra você. Eu não sou o seu tipo. Eu não entendo como, de repente, você passou a se interessar por mim. Eu não estou assustada, eu estou confusa. –Ela disse sem olhar para mim. Afastei-me dela e olhei para o pára-brisa, na calçada uma mulher muito gostosa caminhava e, ao me notar, piscou para mim. Eu tive que dar atenção aquela coisa gostosa, eu me perguntei se Bella perceberia eu tirando meu celular para tirar uma foto da loira gostosa. Espere, Bella tinha dito algo pra mim e eu tinha que responder.
 Eu pensei que seria fácil lhe dar com ela, mas lá estava ela desvendando tudo. Ela sabia que ela não era adequada para mim e estava me questionando. Eu ia ter que ser um ótimo ator agora.
-Eu entendo sua desconfiança. De fato é estranho alguém como eu estar interessado em alguém com você. – Era muito mais do que estranho, era bizarro. Um sonho para ela e um pesadelo para mim. –Mas isso é estranho para os outros, Isabella, não pra mim.
Pronto, atuação digna de Oscar. Isabella virou-se e me olhou, os olhos com certa emoção. Aquilo me deixou um pouco vulnerável. Ela era a única que me deixava vulnerável, humano... E eu odiava isso. Eu iria inventar um compromisso e me desfazer logo dela, não estava sendo saudável ficar próximo a ela. Para a minha surpresa, Bella reagiu. Pegou-me pelo colarinho e puxou-me para beijá-la.
Eu fiquei tão em choque por sua atitude que passamos algum tempo apenas com os lábios colados. Parece que Bella não era experiente no quesito beijo, então o papai aqui teria de fazer tudo. Coloquei uma mão em sua nuca, afastando os cabelos do lugar, puxando seu rosto para mim enquanto outra mão envolvia sua cintura. A princípio eu apenas mantive meus lábios nos seus, roçando-os, mas senti a necessidade de aprofundar o beijo. Por que fiz isso? Por que essa ânsia em explorar aquela boca? Simples: por que a boca, assim como tudo nela, era virginal. Eu adorava virgens, saber que eu era seu primeiro e que ela sempre me usaria como referencia quando estivesse com outro.
Quebrei a resistência dos seus lábios e penetrei minha língua explorando o interior de sua boca preocupado em lhe dar o melhor beijo, ainda melhor que o primeiro que havia dado nela e satisfeito constatei que ela estava correspondendo. Apesar de tímida, sua língua permanecia no interior de sua boca, Bella acompanhou bem o meu beijo. Eu não duvidaria se ela tivesse treinado com uma laranja ou com a própria mão. Mas foi bom, bom como não imaginei que fosse. Talvez por que Bella foi à primeira garota pura com que fiquei, mesmo as poucas virgens com quem me envolvi eram mais devassas que atriz pornô. E quilo foi meio... Estranho. Como se minha mente e corpo devassos se purificassem um pouco por estar com ela. E eu corrompendo-a...
Umidade, senti umidade cair na mão que estava na nuca de Bella. Com horror eu a vi chorar e me afastei. O que eu estava fazendo? Por que ela estava chorando? O que eu havia feito de errado? Ela abriu os olhos, parecia tão triste! Usei minha mão e afaguei sua bochecha secando sua lágrima.
-O que foi? Magoei você? Desculpe-me se meu ato a aborreceu eu... Ok. Acho que eu devo dar um tempo para que você pense. –Eu me afastei, eu precisava de um espaço assim como ela. E a incógnita do que disse pairou ali, Bella parecia que tinha algo preso à garganta impossível de descer.
-Me posicionar sobre o que? –Perguntou.
-Se você me quer ou não. É isso. –Eu disse com tanta intensidade que isso me deixou confuso por que havia verdade em minhas palavras. Eu a queria por que precisava do meu dinheiro, de tudo o que era meu de direito. Eu precisava por que eu sempre conquistava quem eu queria e ela não seria exceção, não poderia ser.    
Para piorar ela não respondeu de imediato como pensei. Ela saiu do carro me ignorando completamente e eu me senti um pinto no lixo.
 ...
Eu estava incrivelmente mal humorado e Tânia gritando comigo durante meia hora não ajudou. Enquanto eu me secava, um copo de uísque na mesa de cabeceira que bebericava de vez em quando. Após muito discutir comigo, um monologo na verdade, Tânia foi tomar banho.
Deitei em minha cama deixando a toalha que usava no chão, sorvi todo o uísque. Eu estava um caos por aquela garota, eu não entendia como sua mente funcionava. Eu fiquei tão perdido em pensamentos, tentando entender o que significava o modo como Isabella agia que não notei que Tânia saia do banheiro, nua, e sentava-se no meu colo.
-Pronto para ter uma mulher gostosa com você ao invés da versão de Ugly Betty? –Falou com a voz rouca, seu quadril nu pressionando o meu. Eu nem me liguei que deveria ter ficado excitado com seu ato de tão absorvo que estava.
-EDWARD! –Ela esbravejou claramente furiosa por eu não ser nem ai para ela. Sorri malicioso. Virei-me e deitei sobre ela, meus lábios encontraram os seus enquanto minha mão massageava os seios.
Os lábios virginais que provei...
Eu parei. Tânia estava tão absorva que não deve ter notado como eu estava. Que bosta é essa? Pensar no beijo de Bella e comparar com o de Tânia? Eu devia estar senil ou havia inalado fumaça de maconha sem perceber. Tânia em fim percebeu que eu estava estranho, não era de fazer preliminares então logo partia para a penetração quando estávamos juntos, mas lá estava eu parado, minhas mãos paradas em seu corpo escultural.
-O que foi? –Perguntou para mim ainda desnorteada.
-Eu quero sexo com você, não preciso te beijar para isso! –Disse e a ataquei. Claro que Tânia não protestou, quando menos amoroso era nosso encontro, melhor ficava para os dois. Por que nós não éramos movidos a tesão e nada mais.
Aquela foi uma noite fogosa... Fogosa para ela. De vez em quando eu me distraia.
...
-Não vai falar com a mongolóide? –Tânia comentou quando, naquela manhã, eu seguia para minha sala. Passávamos pelo setor da contabilidade, o setor de Bella, mas eu não parei. Eu estava em duvida se devia insistir com ela após sua fuga de ontem.
-Não, tenho coisas demais para fazer. Temos que ir para a sala de conferencias, certo? –Dei um tapinha em sua bunda. Tânia sorriu maliciosa.
-Exato. Você terá um dia pesado hoje e eu também. Afinal vou ter que arrumar sua sala, está cheia de papeis!
-Que seja. Vamos lá.
E meu dia realmente foi intenso, fiquei feliz por isso afinal assim eu não tinha que pensar a merda que seria procurar alguém que agradasse Alice. Pensei em tentar um caso com sua cantora favorita, uma irlandesa chamada Noraya, meio velha, mas dava pro gasto. Alice não ia negar o compromisso sabendo que teria como cunhada sua cantora favorita.
-Senhor Cullen? –Um homem me chamou. Percebi que ele me mostrava um documento para assinar.
-Desculpe, estou um pouco cansado. –Disse olhando ao documento. Mais do que aborrecido pelos meus planos estarem falhando eu estava um pouco cansado. E voltei a mergulhar nos negócios. Era só eles que importavam no final das contas.
...
Eu estava mal humorado, nem tinha comido nada descente. Não liguei para Tânia em minha sala, ainda arrumando papeis. Sentei pesadamente em minha cadeira. Tânia foi para trás de mim e fez uma massagem improvisada nos ombros.
-Acabou? –Perguntei com os olhos fechados e dedos nas têmporas.
-Sim. Vai pra casa e descanse. –Ela disse, sua voz soou áspera, o que eu estranhei. –Acredito que não vai querer minha companhia hoje, não é? –Ela perguntou e então eu soube o porquê de sua aspereza.
-Eu preciso dormir. Se você for para casa vamos fazer qualquer coisa, menos dormir. –Eu disse, um sorriso matreiro nos olhos. Foi rápido. Meus olhos pretendiam encontrar os de Tânia e notei papel rasgado na lixeira. Eu não me lembrava de ter rasgado algo.
-Tânia, pegue algo pra mim, um café. –Fechei os olhos e esperei.
-Ok. Pelo menos me de carona até em casa. –Murmurou e saiu. Abri os olhos quando ouvi a porta e arrastei a cadeira até ficar bem próximo da lixeira. Peguei apenas alguns pedaços, era uma carta de caligrafia grosseira. Após brincar de quebra cabeça eu consegui ler um pouco do que era. Um encontro no terraço, o nome “Isab” apenas. Era Bella. Olhei o relógio, já era tarde.
Tânia provavelmente iria me azucrinar, mas eu não estava nem ai. Eu segui para o terraço pelo elevador, tive que pegar um lance de escadas após isso. Ela estava lá, tremia pela rajada de vento daquela quase noite. Eu não podia ver seu rosto, estava de costas. Eu caminhei o mais lento que consegui, retirei meu paletó e coloquei em seus ombros. Ela virou-se espantada. Eu me encostei-me ao parapeito como ela fazia meus olhos na noite. O que aconteceria agora? Eu experimentei o gosto do desconhecido.
-Encontrei seu bilhete. –Disse. Alguém tinha que quebrar o silêncio afinal. –Fiquei surpreso e muito feliz por ter marcado o encontro. –E eu estava. Eu podia sentir a grana que era minha entrando na minha conta bancaria. Dinheiro dinheiro dinheiro!
-Fico feliz que tenha ficado feliz. Edward eu... Eu sinto muito pelo modo como me comportei. É que é difícil de acreditar que uma pessoa como você esteja interessada em mim. –Ela falava frenética. Eu me coloquei de lado pensando no que faria para acalmá-la, eu não gostava de gritaria de mulher. E ela estava se menosprezando. Cara eu ia ter que mentir muito bem e falar que era bonita, mas... Até que ela parecia gostosinha. Se ela se vestisse bem.
-Você não devia se menosprezar assim sabia Isabella? –Eu disse numa voz afável.
-Por que eu? De todas as mulheres que você deve conhecer, por que eu? –Ela estava confusa, desnorteada. Por que ela me questionava? Por que ela simplesmente não me aceitava, aceitava o que eu tenho para oferecer?
-Bella, você acredita em amor a primeira vista? –Eu disse aproximando-me. Ela congelou. Senti ânsia de vomito por falar a palavra amor, que coisa falsa! Eu nem sabia o que era isso!
-Eu não acreditava nisso, até que vi você na empresa há dois anos. Depois disso passei a acreditar. –Ela murmurou e captei a mensagem, ela gostava de mim como todas as outras patéticas funcionarias da empresa, ela era igual a elas. Ainda sim eu estava feliz, eu havia ganhado.
-Bom, muito bom. Então eu tenho sorte. Eu realmente não queria esperar ter que te conquistar. –Falei aproximando-me dela. Veracidade nas minhas palavras pela primeira vez quem sabe. Agora eu daria meu golpe final ao estilo Edward Anthony Masen Cullen, simplesmente letal.
-Bella?
-O que?
-Quer namorar comigo? –Perguntei voltando a beijá-la, querendo que toda a dúvida sobre aceitar se iria aceitar um beijo que convenceria o mais santo dos homens ao pecado.
-Sim.
Eu a abracei apertado. Bella não viu meu sorriso certamente, o sorriso triunfante. Eu havia vencido e agora colheria os frutos de minha vitoria: matrimônio, herança e separação.



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