Kiss Me - Capitulo 9


Capítulo 9.





Estávamos deitados, eu com a cabeça apoiada no peito dele enquanto ele me olhava. A felicidade de ter me entregado ao homem que eu sempre amei, era indescritível. Uma ruga formou-se no meio de sua testa.

- No que tanto pensa, Kiki?
- Eu? Em nada...
- Está calada e me olhando há alguns minutos.

Eu sorri admirando aquele rosto perfeito, aqueles olhos que levantavam até defunto. Ele parecia tão calmo e satisfeito.

- Estou só tentando imaginar... o que você está pensando.

Ele arqueou uma sobrancelha e mexeu no cabelo.

- O que estou pensando sobre o que exatamente? Porque eu penso em muitas coisas ao mesmo tempo.

Muito engraçadinho. Eu dei um beijo demorado no seu ombro e o olhei.

- Sobre eu. Sobre o que acabou de acontecer... sobre nós. Mas se não quiser falar, não precisa.

- Não tenho problema nenhum em falar sobre isso, Kiki.

Ele me olhava com um sorriso carinhoso, e passou os braços pelas minhas costas e abraçou.

- Então... sobre nós, está tudo bem, ao meu ver. Sobre o que acabamos de fazer, eu achei ótimo. Me preocupo é com você... se está arrependida ou não.
- Não. Se tudo correr bem, não.
- O que quer dizer com tudo correr bem?
- Se você não mudar de idéia e me der um chute amanhã...

Ele riu.

- Nós ainda estamos namorando, né Rob?
- Que pergunta imbecil, Kiki!
- Não é imbecil... é precavida.
- Sei.

Ele sorriu torto e me puxou mais para cima, beijando minha boca e deslizando a mão até minha bunda.

- Vejamos... se amanhã você acordar gostosa assim, a gente continua o namoro, ok?

Era brincadeira, né? Era, né? Fiquei tensa.

- Kiki, estou brincando.
- Ah. Ok.

Nós ficamos um tempo apenas nos olhando.

- Que tal um jogo?
- Jogo? De que tipo?

Ele sorriu.

- Perguntas e respostas rápidas.
- Ok.

Ele começou.

- Melhor beijo?
- O seu.
- Kiki... seja sinera.

Ele era louco?

- O seu.

Ele riu sem-graça e coçou a cabeça.

- Sua vez.
- Hum... está feliz? No geral?
- Estou. Eu sou uma pessoa feliz.
- Certo.
- Aguenta um segundo round?
- Hã?

Ele riu e piscou.

- Segundo... round? De... oh. Bem...
- Não precisa responder.
- Tudo bem, eu respondo. Acho... que... você vai ficar chateado se eu disser que não?

Rob revirou os olhos.

- Que fraca, Kiki! Imagina com 30 anos...
- Desculpe...
- Estou brincando querida... claro que não fico chateado. Eu entendo. Sua vez.
- Está com tesão?

Ele sorriu super safado e levou uma mão até o membro.

- Eu vivo com tesão...

Não sei por que, mas aquilo me deu calafrios. impossível ser mais gostoso.

- Já fez sexo oral em alguém, Kiki?

Engoli seco.

- Não.

Ele sorriu.

- Está pensando em ganhar um, Rob?

Ele riu de novo.

- Não iria reclamar.

OMG. Respira. Eu deveria fazer? Ele virou-se por cima de mim e me beijou.

- Não quero te pressionar. Vamos com calma... vou beber uma água, quer algo da cozinha?
- Não, estou bem.
- Já volto.

Ele piscou e saiu do quarto.

Atualizado 01.02.09.



Fiquei ali deitada enquanto ele saía do quarto. Isso tinha sido uma direta ou indireta? Rob estava tentando me confundir?

- Pensativa, Kiki?

Nem notei que ele tinha voltado. Ele sentou na cama com uma latinha de cerveja na mão.

- Você não tinha ido beber água?
- Achei algo mais interessante por lá...
- Certo. Já era de se esperar.

Rob me olhou com olhos arregalados e um sorriso cínico.

- Está me chamando de bebum, Kiki?
- Se a carapuça serviu...

Ele colocou a latinha em cima da cômoda e deitou em cima de mim, mordendo meu ombro.

- Rob!
- Como ousa falar assim de mim? Vou ter que castigá-la!

Ele invadiu minha boca enquanto descia a mão pela minha barriga, até a virilha. Então ouvi uma voz bem familiar me chamar.

- Kristen!

Rob levantou a cabeça e me olhou desapontado.

- Tom...
- Merda!
- Seu irmão.
- Vou lá...

Ele saiu de cima de mim e eu levantei, vestindo uma blusa dele que cobria até minhas coxas. Abri a porta do quarto e fui até a sala.

- Você não estava no seu quarto, né?
- Não.

Ele estava encostado no sofá, me olhando sério.

- Vocês dois estão mesmo namorando?
- Estamos.

Eu espero que sim, ou Robert acordaria capado.

- E estão dormindo juntos?
- Tom, eu realmente não entendo como isso pode ser tão importante para você.
- Eu sou seu irmão, Kiki! Eu tenho a responsabilidade de te proteger!
- Mas eu não estou sendo forçada a nada! Nem iludida por ninguém.
- Forçada pode ser que não, mas iludida está sim! Acha mesmo que Robert acordou apaixonado e resolveu namorar, Kiki? E você se entrega assim, de bandeja... sinceramente, esperava mais maturidade de sua parte.

Tom calou-se e contraiu o maxilar. Notei que Robert tinha chegado na sala.

- Se tem algum problema comigo, Tom, insulte a mim, não a ela.
- Se eu fizesse mesmo o que tenho vontade, Rob, você estaria sem dentes agora.

Atualizado 02.02.09.



Rob fechou os punhos e a cara. Eu previa algum combate prestes a acontecer ali na sala.

- Tom, nós estamos namorando e não vejo motivos para você se meter nisso! Não sou nenhuma donzela em perigo!
- Cala a boca, Kristen! Quando ele te der um pé na bunda, ´não venha chorar perto de mim!
- Ok, chega! Estou saindo dessa merda.

Rob saiu puto da sala e foi para o quarto. Tom foi atrás. Eu fui atrás dos dois.

- O que foi, Robert? Falei algo que te incomodou?

Rob entrou no quarto e fechou a porta na cara de Tom, que abriu e entrou.

- Não me irrita, Tom. Estou indo embora daqui.
- Embora? Ah, é você que está magoado? Você come minha irmã e eu tenho que sorrir? Foi a única coisa que eu te pedi, Rob... a única!
- Pára Tom!

Puxei meu irmão pela mão, tentando tirá-lo do quarto e deixar Rob em paz. Ele tinha colocado uma mala em cima da cama e estava pegando roupas no armário.

- Não se mete, Kristen! Você já fez o bastante! Não fez, Rob?

OMG. Robert veio furioso na nossa direção e socou a cara de Tom.

- Não se refira assim a ela! Pare de tratar sua irmã como uma vadia!

Tom estava sangrando pelo nariz. Eu segurei sua camisa e saí puxando-o do quarto.
Levei Tom à força para a sala e empurrei ele no sofá, enquanto ia na cozinha pegar gelo para seu nariz.

- É ridículo vocês dois brigando! Se conhecem há anos e ficam com essa palhaçada. Aliás, você fica de palhaçada!

- Kristen, não me estressa mais.

- Cala a porra da boca, Tom! Que saco! Desde que eu cheguei que você está insuportável com isso de ciúmes.

Fui interrompida por Rob, que apareceu na sala com a mala na mão.

- Estou indo, Kiki.

OMG. Me senti filha de pais em momento de divórcio.

- Para onde?

- Qualquer lugar, mas não vou morar mais aqui.

- Olha o drama, Pattinson...

- Não estou falando contigo, Tom!

Ele abriu a porta do apartamento e saiu. Eu fui atrás dele, enquanto o elevador não chegava.

- Rob...

- Ei, entre nós está tudo bem... só vou mudar de casa, ok?

Abraçei ele e apertei não querendo que ele fosse.

- Mas eu gosto de ter você por perto.

- Kiki, não dpa mais para ficar assim. Antes era até engraçado, mas já estou de saco cheio do Tom se metendo entre nós.

O elevador chegou e ele me beijou.

- Eu te ligo avisando onde estou, ok? Ainda hoje.

- Ok.

Conhecem o ditado "se melhorar estraga"? Pois é... tinha melhorado tanto, que estragou. Agora nós ficaríamos longe um do outro. Merda de irmão!
 
Voltei para dentro e Tom me olhava com uma cara deslavada.

- Ele já foi?

- O que você acha?

- Kristen, você está de prova que eu não o agredi, eu não o expulsei.

- E daí? Quer algum troféu?

Fui para meu quarto e fechei a porta. Saco, mil vezes saco! Entrei na internet e fiquei lendo sites sobre métodos de tortura, mas era demais para aplicar a um parente meu. Lembrei da MCF e peguei me celular, mandando uma mensagem de grupo.
"Alguém afim de me ajudar numa vingança?"
Fui tomar um banho e deixei o celular em cima da pia. Ele vibrou, mas achei melhor deixar para ver quando terminasse o banho. Depois que me enxuguei, peguei e li as mensagens de respostas.

"Vingança é meu sobrenome!"

"Opa opa! Quem é a vítima?"

"Tô dentro :)"

Eu ri daquilo. Elas eram as piores e mais malignas mentes que eu já conheci na vida. Digitei uma resposta rápida, sem entrar em muitos detalhes.
"A vítima é meu irmão."

E falando em peste, ele veio bater na minha porta e entrou.

- Podemos conversar?

- Não. Preciso vestir uma roupa, acabei de sair do banho.

- Podemos conversar depois então?

O telefone vibrou e eu li discretamente.

"Tom? Tom?"

"Devemos nos reunir"

- Depois. Não sei quando. Eu te aviso, Tom.

Expulsei ele do quarto e tranquei a porta.
 
Voltei a mandar as mensagens pelo celular.
"Vocês querem o que? Marcar um encontro?"

"Claro! Precisamos saber das coisas..."

Pensei um pouco. Tom merecia mesmo um castigo. Era tão mágico morar junto com Rob, e ele agora conseguiu acabar com isso.
"Podemos marcar então"

Eu não tinha nada mesmo para fazer, era só esperar por elas.
"Quando?"

"Onde?"

"Pode ser hoje? Tipo, agora?"

Hoje? Melhor ainda. Apesar de que vingança é um prato que se come frio, eu queria me vingar logo.
"Pode ser. Se quiserem me encontrar no shopping do centro às 15:00hs, eu estarei lá na praça de alimentação."

"Ok"

"Marcadíssimo!"

"Ok =)"

"Levarei as armas"

Credo. Arrumei algumas coisas pelo quarto e dei tchau para minha amiguinha na jarra de vidro. Fui dali direto para o shopping, mesmo estando cedo ainda. Dei umas voltas por lá e no final fui esperar por elas na praça de alimentação.
 
Eu vi de longe, o bando chegar. Elas chamavam atenção por onde passavam, com seus jeitos peculiares e suas belezas estonteantes (N/A: de nada, ok, MCF?)

- Oi, Kris!

- Oi gente.

- Então... o que houve?

- Pô, eu gosto do Tom, mas ele é muito empata!

- Vocês brigaram?

Seria bem melhor se elas resolvessem falar uma de cada vez.

- Calma. O Tom e o Rob brigaram... porque eu dormi com o Rob e ent...

- Ah meu Deus!

- Uhuuu!

- Tu deu para o Rob?

Céus, que escândalo! Me encolhi na cadeira tentando desviar dos olhares das pessoas em volta.

- Falem baixo! O shopping não precisa saber disso...

- Foi mal.

- Ok, parei.

- Inveja...

Elas calaram-se e ficaram olhando para minha cara.

- Rob foi embora, disse que não dá mais parar morar lá.

- Putz... que merda.

- Ele ficou com raiva de você?

- Não, nós estamos bem. Mas era legal desse jeito...

- Entendo, também queria um cara gostoso morando na minha casa.

- Você quer fazer o que com o Tom?

- Sei lá... me vingar dele. Sem que ele saiba, claro!

Uma delas deu um sorriso tenebroso.

- Eu bem tenho uma ótima idéia.
 
Nós olhamos para o sorriso maligno e esperamos pela idéia.

- O Tom usa e-mail? Internet? Algo assim?

- Usa, eu acho...

- Ótimo! Nós vamos marcar um encontro com ele...

As outras meninas a olharam surpresas.

- Vamos?

- Todas nós?

- Mais ou menos. Eu pensei o seguinte. Contratamos uma atriz bem gata, que seja anônima, para dar em cima dele e sair com ele.

- E isso é vingança desde quando?

- Ele vai é agradecer depois...

- Calma, gente! Esperem eu terminar.

Paramos para prestar atenção ao desenrolar da idéia.

- Então, ela sendo atirada e ele sendo o pegador que é, eles inevitavelmente podem acabar num motel. E é aí que a gente prega a peça nele.

Ela não contou o resto, mas por algum motivo, eu sentia que seria uma vingança muito interessante. Para mim, claro. Pude imaginar várias coisas acontecendo, que fossem capaz de deixá-lo puto. Ri sozinha.

- Eu topo. O que vocês decidirem, eu topo.

Uma delas se animou toda.

- Ah! Ah! Eu posso filmar tudo! Meu pai tem uma empresa que fabrica aquelas câmeras minúsculas, sabe? Tipo de espionagem? Então... nós vamos poder assistir tudo!

- Ok. E essa atriz? Quem vocês têm em mente? E nós vamos ter que pagá-la?

Outra menina ficou toda feliz.

- Isso deixa comigo. Minha prima é atriz e eu posso falar com ela.
 
Nós ficamos no shopping, esperando pela prima-atriz, que atendeu nosso pedido e disse que iria até lá nos encontrar. Ao que tudo indicava, ela também era uma grande fã do Robert e não gostou de saber do que houve.

- Mas ela é bonita mesmo? Porque o Tom é bem exigente.

- Eu acho ela linda!

- Eu conheço... é bonita sim.

- Certo. E será que ela vai mesmo aceitar?

- Provavelmente! Ela é má.

- Que nem vocês, né?

- A senhorita não é não, né? Só quer se vingar do próprio irmão.

Ok, o convívio com a MCF estava me mudando radicalmente, eu confesso.

- Olha ela lá.

A menina chegou. Acho que ia funcionar sim.

Foto:
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- E aí, gente? O que é pra fazer?

Ela jogou a bolsa em cima da mesa e puxou uma cadeira, sentando com um sorriso no rosto.

- Kristen, essa é minha prima, Silver.

- Oi.

- Tudo bem, Kristen? Teu irmão é um pé no saco hein...

- Gostei de você, sabia?

Ela sorriu torto.

- Vou gostar de você também.
 
Nós começamos a idealizar a vingança, com altas idéias que iam surgindo.

- Então, eu tenho que levá-lo para um motel, certo?

- Certíssimo! Seria melhor um hotel msm... mas serve motel.

- Ok.

Eu observava a eficiência daquela máfia. Nunca, em hipótese alguma, eu me tornaria inimiga delas. Não aconselho isso a ninguém.

- Nós iremos te equipar com câmera, e vamos acompanhar tudo ao vivo.

- Que chique! Eu depois posso usar isso para meu video-book?

OMG. Imagino Tom estreando num video-book que acaba indo parar nas mãos de um diretor famoso. Morte na certa. A minha.

- Não, por favor, gente... nada de divulgar isso por aí, ok? Eu só quero que ele sofra na hora, não a vida inteira.

- Certo... que droga.

Ficamos tanto tempo esquematizando tudo, que nem vi a hora passar. Eram 20:15 quando meu celular tocou. Era Robert.

- Kiki?

- Oi, Rob. Está em algum hotel?

- Sim, estou. Quer anotar o endereço?

- Hum, melhor anotar depois... estou na rua e não tenho caneta aqui.

- Fazendo o que na rua?

- Vim ver umas amigas, mas já vou para casa e te ligo de lá, ok?

- Não quer vir aqui hoje?

- Ok.

Não era besta de recusar a proposta.
- Gente, eu já vou embora.

- Mas já, Kristen?

- Está cedo, fica mais...

Cedo? Eu estava com a bunda quadrada já.

- Não dá, preciso ir... ainda vou passar no hotel onde o Rob está.

Elas sorriram todas ao mesmo tempo.

- Então a gente entende.

- Sortuda.

- Inveja.

- Ok, a gente se vê amanhã então, né?

Eu levantei pegando minha bolsa enquanto esperava por um horário definido para amanhã.

- Sim, sim. A gente te passa uma mensagem dizendo a hora que vamos nos encontrar.

- Amanhã o Tom não escapa, Kristen, eu garanto.

Silver piscou com um sorrisinho cínico. Eu me despedi e fui embora. No caminho, liguei para Rob.

- Sou eu, me passa o endereço.

Ele falou onde era o hotel e eu tinha mais ou menos uma noção de onde ficava. Cheguei na recepção e fui atendida por uma mulher de sorriso amargo e forçado.

- Boa noite.

- Oi, boa noite. Eu vou no quarto 503.

- Qual o nome do hóspede, por favor?

- Robert.

Ela olhou no computador e voltou a me encarar.

- Desculpe, senhora, mas não temos nenhum hóspede com esse nome, neste quarto.

Peguei me celular e liguei.

- Posso saber com qual nome você está hospedado?

Olhei de volta para a recepcionista.

- Tente... Michael.
 
Quando cheguei na porta do quarto, ele abriu.

- Michael? Jura, Rob?

- Quer disfarce melhor do que esse?

Por um lado eu conseguia entendê-lo. Alguém em sã consciência ligaria esse nome a ele? Não. Ele puxou-me pela mão e fechou a porta.

- Estava com saudades!

- Duvido...

- O que fez hoje?

- Então, fui encontrar com umas amigas. Não estava afim de ficar em casa com o Tom por lá.

Ele sorriu e beijou minha boca, passando o braço pela minha cintura.

- Quer beber alguma coisa? Está com fome? Eu posso pedir serviço de quarto se quiser...

- Até estou com fome, mas não quero nada agora.

Bem, querer eu queria. Mas não era nada que eu pudesse mastigar. Fiquei na ponta dos pés e envolvi seu pescoço, beijando sua pele deliciosa. Acho que ele entendeu o recado, pois passou as mãos por baixo da minha blusa e me pegou no colo.

- Ah sim, sua fome é de sexo. Certo, Kiki?

Eu ri que nem criança que ganhava doce e concordei com a cabeça.

- Pode deixar... vou te alimentar direitinho.
 
Música: http://www.youtube.com/watch?v=aJUk5YVc-Gs

Ele beijou meu ombro esquerdo e depois o direito, deslizando os dedos pela alça da minha blusa, deixando-a abaixar naturalmente. Minhas mãos procuravam seus cabelos pelos quais eram impossíveis não babar. Sua boca acompanhava agora o trajeto dos seus dedos, passando dos ombros, para o meu colo nu, já que eu estava sem sutiã. Ele passou a ponta da língua na minha pele arrepiada e desceu para os mamilos, brincandp por um tempo ali enquanto me olhava com cara de safado.

- Rob...

Eu já estava nas nuvens, e a coisa mal tinha esquentado. Ele voltou a me beijar na boca e foi me guiando de costas até a cama. Eu me concentrei em tirar logo sua roupa, jogando a blusa longe e deslizando a mão até o fecho da calça.

- Será que vai encontrar algo aí, Kiki?

Ele sorria malicioso. Eu sabia que encontraria. Eu já podia ver o volume. Ele me deitou e veio por cima, eu abri e abaixei sua calça, revelando uma cueca preta explodindo de tesão. Rob terminou de tirar minha blusa e foi beijar cada centímetro da minha barriga. Ele desceu um pouco mais e chegou no meu short, abrindo o fechoeclair e tirando a peça devagar.

- Sabe o que seria legal? Não usar calcinha nunca mais...

Ele era hilário, né? Eu gemi com seu hálito tão próximo a ela. Ele beijou o tecido úmido e abocanhou com calcinha e tudo. Depois então abaixou-a com os dentes e me deixou nua.
 
Música (You Found Me - The Fray): http://www.youtube.com/watch?v=obhdTlImFBo

Nossos corpos pediam por mais, pediam por muito. Eu arranhei suas costas, puxando-o para junto do meu corpo e nos colamos um ao outro.

- Você mexe comigo a cada dia... me encanta, Kiki.

- Eu vou acabar acreditando.

Ele sorriu delicado e beijou a ponta do meu nariz, depois meus olhos, e terminou num beijo calmo e molhado, na minha boca. Ele afastou minhas pernas e me penetrou lentamente, fazendo movimentos de vai-e-vém cadenciados, rebolando sobre mim, enquanto continuávamos nos beijando. Meus dedos percorreram seus cabelos, sua nuca, seus ombros. Eu queria tocar toda sua pele, sem deixar escapar nenhum pedaço. Envolvi seu corpo com minhas pernas e apertei suas costas, gemendo junto com ele.

- Está bom?

- Muito... bom.

Ele mordeu os lábios e estreitou os olhos, começando movimentos mais curtos e rápidos. Eu provavelmente fazia altas caretas, mas era impossível controlar.

- Rob... eu vou... goz...

Nem consegui terminar a frase. Senti a melhor sensação percorrer minha espinha e tremer meu corpo. Ele aumentou um pouco mais o ritmo e logo depois o senti gozar. Rob me abraçou, ainda dentro de mim, e nos beijamos com nossos corpos relaxados de prazer.

- Acho que Tom fez uma boa ação para nós.

Eu ri.
Ficamos apenas nos olhando e brincando com nossos cabelos emaranhados.

- Quer dormir aqui?

- É um convite tentador...

Ele sorriu e beijou meu ombro. Eu cada dia mais amava esse homem perfeito.

- Agora já chutamos mesmo o balde, Kiki. Deixa seu irmão para lá.

- Não tem problema eu ficar?

- Tem problema você ir.

- Vai sentir saudades?

- Não. Eu vou ser preso, porque vou te amarrar na cama e fazer do quarto o seu cativeiro!

OMG. Me sequestra, Robert Pattinson! Beijei sua boca maravilhosa e quente, brincando com sua língua ávida pela minha. Ele sussurrou.

- Está com fome de comida agora?

- Sim! Podemos pedir.

- Ok.

Ele virou para o lado e tirou o telefone do gancho. Escolhemos os pratos e pedimos, junto com champagne e morangos. Bem... não entendi a dos morangos, mas ele disse que era para uma outra ocasião.

- Qual?

- Depois, Kiki... depois.
Nós comemos e depois ficamos deitados vendo filme. Rob beijava meu cabelo e fazia cafuné. Eu estava quase dormindo de tão bom que aquilo era. Amava que mexessem na minha cabeça.

- Não durma, Kiki.

- Hm... vou acabar dormindo assim...

Ele segurou meu queixo e me beijou, passando uma perna por cima do meu corpo.

- Nós não usamos os morangos ainda!

- Os...

OMG. Os morangos eram para o que eu estava pensando? Olhei para Robert que sorria malicioso.

- Gosta de morangos, né? Se bem que você nem precisa gostar, porque quem vai usá-los sou eu.

- Vo-você?

Enrolei a língua e gaguejei.


Música (Saber Voar - Chimarruts): http://www.youtube.com/watch?v=NhnVJBylnlE

Ele levantou da cama e estendeu um lençol no chão, jogando umas almofadas também. Olhou para mim e piscou.

- Vem para cá, vem... para não dormirmos depois na cama molhada.
- Molhada?
- Vem, Kiki.

Fui até ele sem entender suas idéias. Ele me puxou pela cintura e me beijou devagar, com uma mão acariciando minha nuca. Rob me olhou e sorriu.

- Sabe o que combina perfeitamente com os morangos?
- O que?
- Champagne.

Ele pegou a garrafa de dentro do balde de gelo e abriu, fazendo a rolha estourar longe e o líquido transbordar e escorrer pela garrafa. Não sei por que, mas eu pensei no membro dele tendo a mesma reação. OMG. Ele colocou a champagne dentro do balde e voltou a me beijar, abaixando até ficar de joelhos, beijando meu corpo nu. Sua língua fez um caminho reto até meu umbigo e ali ele me beijou.

- Você é tão linda...
- Olha quem fala.
- Eu não tenho essas curvas...
- Mas tem uma bun...

Melhor parar. Mente pervertida em ação. Ele deu um beijo de leve "nela" e me puxou para baixo pela cintura. Eu ajoelhei também e aproveitei para beijar sua boca.

- Deite, amor.

Ele praticamente me empurrou e eu deitei. Estava com borboletas na barriga quando ele voltou a pegar a garrafa de champagne. Rob mordeu a boca e derramou o líquido pelo meu corpo. Dos seios até as coxas.

Música (Fever - Beyoncé): http://www.youtube.com/watch?v=VpZT_tG8HnI&feature=related

Rob chegou chupando e lambendo meus seios, rodeando com a língua em volta dos mamilos enquanto deslizava uma mão pela minha barriga e me tocava, quente e úmida, pedindo por ele. Me sentia com febre, doente, e tinha certeza que meu remédio se chamava Robert Pattinson.

- Ela está me chamando, Kiki.

Ele mexia um dedo dentro de mim enquanto mordiscava meus seios, um de cada vez. Eu tremi minhas pernas e abri mais, dando passagem a ele ou ao que ele quisesse.

- Hum, está piscando para mim...
- Rob...
- Quer mais?
- Quero você!

Ele sorriu e tirou o dedo, passando em seus lábios bem devagar.

- Isso você não terá. Por enquanto.

Surtei. Puxei-o pelo pescoço e beijei sua boca perfeita. Ele voltou com o dedo. Ui. Com os dedos. Rob abria espaço com dois dedos agora. OMG, que porra mais gostosa. Fechei os olhos e soltei seu pescoço, me concentrando apenas em sentir aquilo.

- Você gosta, né? Kiki safada...
- Não... sou... safada.
- Pode ser safada, amor! Mas só comigo.

Ele levantou e derramou mais champagne. Pegou o pote de morangos e mergulhou um no meu umbigo que tinha formado uma poça do líquido. Chupou o morango, me olhando com cara de fome e me deu para morder. Eu tirei um pedaço e ele colocou o resto na boca, mastigando lentamente. Até nisso ele era sexy.

- Morango bom...

Ele pegou outro morango e a garrafa junto e se colocou no meio das minhas pernas, ajoelhado, me observando ali, totalmente entregue aos cuidados dele. Rob deixou o líquido entornar abaixo do meu umbigo, descendo pelo ventre e escorrendo até "ela". Ele afastou mais as minhas pernas e deitou de bruços, olhando para ela. Eu sentia seu hálito tão próximo, que acho que seria capaz de gozar só com ele suspirando.


Música (Wicked Game - Chris Isaak): http://www.youtube.com/watch?v=1f-dLh-yfLs


Ele molhou o morango em mim, sem nem precisar do champagne e chupou a fruta. Depois bebeu o champagne em mim, como se eu fosse um copo, aberta ali para ele. Tive intensos arrepios com sua língua passeando pelo meu sexo em brasas. Ele brincou com meu clitóris e chupou, me olhando em seguida e comendo o morango bendito.

- Será... que você pode... deixar alguns... para mim?
- Para que você quer eles?
- Coisas minhas.

Ele riu e pegou um morango. Entornou champagne no seu próprio peito e passou o morango pelo corpo.

- Quer esse?

Eu babei.

- Muito.
- Vem buscar.

Nem precisava repetir. Eu já estava sentada agarrando-o pelos braços e pegando o morango com a boca. Ele beijou meus ombros, meu pescoço e veio me beijar, com sua língua apressada buscando a minha.

- Eu te amo.

Parei. Surtei. Congelei.

- Hein?
- Isso mesmo.
- Me ama?
- Parece que sim...

Sorri super feliz com o coração a mil por hora. Ele tinha dito primeiro! Ele disse!

- Eu também te amo! Muito!

Abracei ele e caímos, com ele por baixo de mim. Suas mãos passeavam pelas minhas costas e eu tive a idéia de aproveitar aquela situação. Eu também gostava de morangos, pô! Sentei em suas pernas e devorei cada pedaço dele com os olhos.

Música (Glory Box - Portishead): http://www.youtube.com/watch?v=yF-GvT8Clnk

Ele sorriu.

- Isso vai ser interessante!
- Não me deixe nervosa...
- Vou ficar quietinho.

Puxei o pote de morangos e a garrafa para perto de mim e fiz o mesmo, entornado-a pelo corpo dele. Só que nele era bem mais interessante do que em mim. Tratei de lamber rápido a pele molhada, antes que secasse ou pingasse gotas preciosas pelo chão. Percebi que ele gostou da minha língua passeando por ele e fui mais além, beijei aquele peito perfeito, desci pelo seu abdômem, ora lambendo com vontade, ora chupando para deixar marcas.

- Nossa... Kiki.
- O que? Não está gostando? Eu posso parar.

Ele riu.

- Você não seria louca...

A quem eu quero enganar? Não sou louca MESMO em parar. Joguei três morangos em cima dele e peguei com a boca, comendo ali mesmo. Por fim, eu encarei seu membro latejante, com todas as suas veias em alto relevo.

- Kiki, não precisa fazer o que não quer...
- Ok.

Mas quem foi que disse para ele que eu não queria? Só restava um pouquinho de champagne no fundo da garrafa, mas daria para o gasto. Primeiro eu me curvei e segurei-o com a mão, ainda meio sem jeito. Eu sentia ele pulsando. Rob soltou um gemido abafado e mordeu os lábios. Beijei a cabeçinha, de leve. Ele gemeu mais. Passei a língua em volta da glande. Ele gemeu alto e segurou meus cabelos.

- Céus, Kiki!

Por fim, derramei o que restara do líquido tão caro, apenas naquele membro perfeito e joguei a garrafa de qualquer jeito no chão. Lambi toda a sua extensão dura e coloquei devagar na boca, fazendo-o se contorcer.


Música (Listen to Your Heart - Roxette): http://www.youtube.com/watch?v=3sJPUTTfNbg

Eu engolia devagar e chupava, intercalando um pouco, vendo-o gemer lindo por minha causa.

- Chega!

Rob se mexeu e levantou. Eu não entendi direito, mas então ele me pegou no colo e me levou para a cama.

- Não aguento mais, quero você.

Ele beijou meu pescoço e me deitou na cama, vindo por cima. Abri minhas pernas e ele se pôs entre elas. Rob se curvou e beijou meu ventre, minha barriga e veio subindo, deitando em mim e me penetrando em seguida. Ele deslizou fácil de tão untada que eu estava.

- Você conseguiu me deixar louco...
- Que bom!

Nos movíamos devagar, sem pressa, em um ritmo perfeitamente marcado, como num balé. Suas costas suavam e minhas mãos deslizavam por elas. Sua barriga roçava na minha e seu membro me tocava fundo, com vigor. Sentia minhas pernas abrindo, como se estivessem pedindo por mais e mais. Ele rebolava em mim, ele dava estocadas curtas e depois tirava tudo, colocando de novo, sempre devagar. Suas mãos se embaralhavam nos meus cabelos já molhados de suor e sua boca buscava a minha em desespero.

- Por que a senhorita demorou tanto para vir a Los Angeles?

Ele riu. Eu ri. Tinha certeza que fiz bem em esperar tanto pelo homem certo. Ele era o cara.

- Rob, fala... de novo...?
- O que?
- Que me ama...

Ele sorriu e beijou minha testa.

- Kristen, eu te amo. Goza para mim?

Uma bomba atrás da outra que eu ouvia. Fechei meus olhos e me deixei levar pela sensação, pela fricção, pelos movimentos grudados um no outro. Rob brincava com a boca nos meus seios quando eu senti o orgasmo chegar. Mas antes de sofrer os espasmos, ele gozou, gemendo no meu pescoço. Aquilo foi excitante e me fez morrer logo depois, tremendo todos os poros do corpo e derretendo embaixo dele.


Música (No Ordinary Love - Sade): http://www.youtube.com/watch?v=DD9DPjn74Nw

Tínhamos trocado de posição e eu agora estava em cima dele, deitada com a cabeça no seu peito. Seus braços em volta do meu corpo. Nós sussurrávamos confidências, quase dormindo.

- Eu sempre ficava louca quando você aparecia com namorada nova...
- Isso tem tempo. Atualmente é bem difícil eu assumir um namoro.
- Fala a verdade, Rob. Você me via como a irmã pirralha do Tom?

Ele riu e puxou meu queixo para cima, me olhando sorridente.

- Te achava a irmã pirralha, porém gostosinha, do Tom. Serve?
- Mas você pensava em algo mais comigo?
- Naquela época não, Kiki. Você era criança ainda... mas quando você veio para cá, eu senti umas vontades sim.

Ponto para mim! Não foi só de minha parte então, menos mal. Eu me sentia menos atirada assim.

- Eu sempre achei que fosse insignificante para você.
- Mas eu sempre te tratei bem.
- Não exatamente como eu queria, Rob...
- Safadinha, Kiki, safadinha! Aquele tempo todo indo dormir na minha cama... tudo com péssimas intenções...

Ele me girou na cama e subiu em cima de mim, mordendo minha bochecha. Depois me olhou com cara de mau. Oh, me castiga, Rob.

- Sabe o que eu devia fazer? Te torturar, castigar, me vingar por isso.
- Ok.

Ele sorriu.

- Você adoraria, né?
- Aham.

Nos beijamos e eu puxei-o para colá-lo em mim. Ficamos calados, abraçados, até pegarmos no sono.

4 comentários :

NOSSA QUE CASTIGO TER QUE LER ISSO E SO IMAGINAR O ROB ASSIM COM A KIKI,VC É MUITO MÁ!!!!

Anônimo
15 de dezembro de 2011 18:29 comment-delete

Q INVEJAAAAAAAAAAAAAAA,SÉRIO É MALDADE,ROB ME COME

Anônimo
15 de setembro de 2012 23:35 comment-delete

Q INVEJAAAAAAAAAAAAAAA,SÉRIO É MALDADE,ROB ME COME

Anônimo
15 de setembro de 2012 23:35 comment-delete

Meu Deus você escreve muito bem to apaixonada pela fic ....perfeito tipo e melhor d eTODASSSSSS AMEI MUITO CONTINUA ESCREVENDO ELA E NAO PARA NUNCA

Anônimo
16 de abril de 2013 21:09 comment-delete

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