BMO - Capitulo 5

Edward POV

Agora eu estava arrependido. Por que fui me deixar levar pelas palavras de Alice? Aqui não era meu lugar. E não era por se tratar da casa da minha irmã. Mas ela e Jasper estavam começando uma vida nova e vinha logo um estorvo atrás deles? Olhei a casa que era a cara da Alice. Talvez eu enrolasse a Alice, ficando uns dois dias e voltaria novamente para minha casa.

Quem sabe se eu não tivesse sido tão burro, eu estaria uma hora dessas numa casa parecida? Com minha Bella e meu filho? Condições para isso eu tenho. Quer dizer... nem sei mais. Faz tempo que sequer olho a minha situação financeira. Sei apenas que consigo comprar meus uísques. E por falar nisso... eu precisava de uma dose urgente.

Subi os degraus em mármore e passei pelo hall de entrada, mas parei ao ouvir a voz de Alice.

- Seu tonto... maluco... o que deu em você? Você é cego ou o que?
- Deus... o que eu fiz?
- Bella, Jasper... Bella Swan. Quantas vezes ouvimos esse nome em nossa casa?
Meu coração disparou. A troco de que Alice estava falando sobre Bella agora? Era tortura demais pra mim.

- E por Deus... como não reconheceu? Jasper... esse bebê é a cara do Edward. Está na cara que Edward é o pai dessa criança.
- Ah... Deus..

Parecia que meu coração tinha sido substituído por tambores. Batia tão alto e descompassado que doía meus ouvidos, sem exagero. Minhas pernas tremiam, mas ainda assim consegui me mover e entrar na sala.


Tudo bem... então eu ainda estava em delírio alcoólico? Era isso? Não sei se foi o susto, mas minhas mãos não conseguiram mais segurar as malas que eu trazia.

Eu não ouvia, não sentia nada. Apenas meus olhos estavam vidrados naquela figura ao lado do Jasper. Eu nem iria dizer nada... simplesmente saiu pelos meus lábios sem que eu pudesse impedir.


- Bella...
Ela levou mão aos lábios, as lágrimas deslizando pelo seu rosto.
- Ed... Edward...


Aquela voz doce, de anjo. Era ela ali. Não era sonho, não era delírio. Eu estava frente a frente com a mulher da minha vida.

Sem entender como, eu caminhei até ela. Não sabia como agir, o que dizer. Mas uma coisa era certa: eu precisava ver o rosto do bebê que estava agora em seus braços. A emoção que eu senti ao pegar a pequena criatura em meus braços era inexplicável, quase surreal. Os cabelos fartos idênticos aos meus, sem contar os olhos verdes arregalados me olhando.
- Minha... meu bebê...


Sentei-me com ela e peguei sua mão. Foi automático. Ela segurou meu dedo e minhas lágrimas desceram abundantes pelo meu rosto.
- Minha filha...


Aqui em meus braços estava o fruto de uma aventura louca, que se transformou num amor intenso, verdadeiro. E eu precisava estreitar em meus braços aquela que deu vida a tudo isso. Deu luz à minha filha e a mim.

Levantei-me novamente, ficando em frente a Bella. Ainda era a mesma garotinha linda, porem um pouco mais mulher. Com a mão trêmula, eu ousei tocar seu rosto. Ela fechou os olhos.

- Eu te procurei Bella... eu...

Merda. O que eu diria? Que eu fui um bruto insensível e que agora eu me sentia pior ainda? Sentia-me miserável por ver que ela deu a luz à nossa filha e o vagabundo do pai nem ao menos estava presente?


Nesse momento Alice entrou na sala. Eu nem havia percebido que tinha saído. Pegou o bebê dos meus braços.

- Primeiro conversem, Edward. Terá muito tempo para sua filha. Eu só acho que vocês precisam... você sabe. Vou cuidar para que ninguém interrompa vocês.

- Obrigado, Alice.

Assim que ela saiu, continuei olhando para o rosto de Bella, que se mantinha cabisbaixa. Peguei sua mão e ela me acompanhou até o sofá, sentando-se ao meu lado. Pronto. E agora? Deus... eu queria abraçá-la, beijá-la, ajoelhar-me aos seus pés e pedir perdão.

E sem pensar no que fazia... fiz exatamente isso. Cai de joelhos à sua frente, segurando suas mãos. Ela pulou de susto e me encarou de olhos arregalados.

- Edward...

- Deixe-me falar, Bella. Eu não irei falar sobre o que eu senti, sobre o quanto eu sofri e sofro. Nada do que passei chega perto do que, eu sei você passou. E sei que não tenho direito algum de te pedir isso, mas...

Baixei minha cabeça, balançando-a. Eu não tinha o direito de pedir isso. Mas acho que sou cara de pau o bastante para tentar.

- Perdoe-me, Bella. Por ter sido um perfeito canalha com você e deixado você quando mais precisava de mim. Perdoe-me por ter sido sacana ao difamar você.

Ela me encarava, a respiração ofegante, ainda chorando como eu.

- Perdoe-me por não ter sido homem... o homem que você merecia ter.

- NÃO...

Ela levou a mão aos meus lábios.

- Não diga isso. Eu... eu também errei. Eu menti. Também difamei você. Eu tive medo de meus pais me colocarem pra fora de casa e acusei você. E no final das contas... eu não era amada. Tive que sair mesmo assim. Nós dois erramos.

- Mas eu já era homem feito, Bella. Você era e é apenas uma garotinha. Eu tinha que proteger você.

- Eu não tenho raiva de você, Edward. Nós dois iremos aprender com nossos erros.

- Eu não quero aprender nada, Bella. Eu quero corrigir... ao seu lado.

Bella prendeu a respiração, olhando-me como se visse um lunático... um louco.

- O que... o que você está dizendo?

Segurei suas mãos com mais firmeza, perdendo-me em seu olhar. Eu tinha que ser capaz de demonstrar a ela o que estava dentro de mim. Eu que era um escritor de sucesso, que pintava e bordava com as palavras... por que não sabia agora como dizer?

- Bella... você seria capaz de me amar... um dia?

- Você é louco? Que pergunta doida é essa?

- Não é loucura, Bella. Eu só quero saber... se um dia será capaz de me amar como eu te amo.

Novamente ela começou a chorar, apertando minha mão com força.

- Não brinque comigo...

- Eu nunca brincaria com você assim. Sou completamente louco de amor por você. Só percebi isso quando perdi, Bella. Quando a dor da sua ausência quase me matou, literalmente. Tantas vezes eu te esperei, olhando pra sua casa abandonada, mas sabendo que você não viria. E não viria porque eu não te merecia. E mais uma vez eu fui fraco. Preferi me entregar a bebida como se ela pudesse me trazer você. Acredita em mim?

- Como? Como posso acreditar Edward? Eu sou só uma... menininha boba e atrevida que achou que poderia ser mulher pra você. Sabe... eu sempre quis namorar, encontrar alguém que gostasse de mim. Mas meus pais achavam que eu só queria aprontar. Por isso me tiraram da escola. E quando eu te vi pela primeira vez... nossa. Você é o sonho de qualquer mulher, Edward. Imagina pra uma garotinha feito eu? Sei que é difícil acreditar, afinal sou uma adolescente ainda. Mas eu me apaixonei de verdade, Edward. Eu amava passar as tardes em seus braços. Ali eu me sentia feliz amada... mesmo que não fosse.

- Era... é...Ah...Deus. Bella, você é amada e já era naquela época. Eu que fui burro, já te disse. Não consegui enxergar alem do sexo maravilhoso que tinha com você.

Só então eu comecei a processar as informações em meu cérebro lerdo, talvez carcomido pelo álcool. Ela disse que se apaixonou... então...

Segurei seu rosto, ainda ajoelhado a sua frente.

- Eu amo você. Amo demais... por favor, responda com todas as letras. O que sente por mim?

- Eu amo você. E acho que nunca irei deixar de amar.

Alguma vez em minha vida eu fiz algo de muito bom para merecer ouvir isso? Para merecer o amor que eu via agora nos olhos dela? Nunca. Teria que começar agora.

Segurei seu rosto agora com as duas mãos, deixando minhas mãos se enfiaram em seus cabelos.

- Bella... minha Bella...

Antes que eu pudesse reforçar o amor quase insano que sentia por ela, seus braços envolveram meu pescoço com força, desequilibrando-me. Meu corpo foi jogado para trás levando o dela sobre o meu.

Nesse momento me esqueci de tudo. Hora, lugar, já não me importavam mais. A ferida que achei jamais ter cura... não existia mais. Tudo o que eu sentia era seu calor em mim, em tudo a minha volta.

Quando nossos lábios se encontraram, a leveza em meu corpo quase me fez ter a certeza que minha alma havia se desprendido de mim e se juntado à sua verdadeira alma.

Era desespero, paixão, saudade... tudo misturado num beijo quase selvagem, que me tirava o fôlego. Nossas línguas duelavam uma batalha sem vencedores, apenas vencidos. Vencidos pelo amor que finalmente seria vivido com toda sua intensidade.

***********

Quanto tempo estávamos assim? Horas? Minutos? Impossível saber. Eu não percebia nada mais além do corpo pequeno grudado ao meu. Eu estava agora sentando sob o tapete felpudo da sala com Bella em meu colo. Sua cabeça erguida para mim, encarando-me. Não deixamos de nos olhar nem por um segundo, exceto quando nos beijávamos. Parecia que queríamos ainda acreditar que aquilo tudo era real. Mas ainda tínhamos muito a conversar. Não dava pra adiar.

- Como ela se chama? Nossa filha...

- Melaine.

A surpresa não poderia ter sido maior. Esse era o nome da heroína do livro que estava escrevendo quando nos conhecemos.

Bella mordeu os lábios, mas depois sorriu.

- Eu não deixava de pensar em você em momento algum.

- Nem eu, meu anjo. Nunca deixei de pensar.

Suspirei com medo do que ouviria a seguir.

- Bella... como conseguiu se virar esse tempo todo? Grávida, sozinha...

- Não foi fácil. Quando sai de casa meus pais me colocaram num avião para a Espanha. À principio eu tive muito medo. Mas eu tinha que ser forte pela minha filha. Eu prometi que eu seria a mãe que nunca tive. Por milagre consegui emprego num restaurante. Não era grande coisa, mas dava para ir levando. Fui morar num quarto, praticamente. Mas a dona de lá era boa demais pra mim. Ajudou-me ate com remédios.

Cada palavra de Bella me massacrava. E eu, no meu mundinho egoísta, achava que estava sofrendo. Bella era uma criança carregando outra criança em seu ventre, num pais estranho... sozinha.

- Então no dia em que a Melaine nasceu... foi o Jasper quem me atendeu. Ele foi um anjo em nossa vida. E engraçado... ele falou mesmo que conheceu apenas uma pessoa com essa cor nos cabelos.

Nós dois rimos.

- Eu.

Ajeitei-a melhor em meu colo, tocando seu rosto.

- Bella... quero cuidar de vocês. Vai ficar comigo, não é? Eu não acho que posso suportar perder você novamente. As duas, aliás.

Bella colocou sua mão sobre a minha ainda em seu rosto.

- Eu não seria louca de me afastar de você.

Beijei-a novamente, mais contido, mais carinhoso.

- Edward? E... como está sua vida? Quer dizer...

- Que vida, Bella? Eu morri desde quando você se foi. Só sabia beber e dormir.

- Nunca mais escreveu?

- Não.

- E sua esposa?

- Foi embora. Pediu o divórcio. Eu não fazia absolutamente nada, Bella. Ela disse que cansou de me amar. E eu não podia fazer nada porque já pertencia a você.

- E... bem, Jasper disse que Alice tinha ido buscar o irmão que estava tendo problemas com a bebida.

Dei de ombros.

- Exagero dele. Não virei um viciado ou coisa assim. Acho que... fiquei mais viciado em você.

Ela sorriu e se aconchegou mais em meus braços. Seu cheiro delicioso era exatamente o mesmo e me atingia com a mesma intensidade de antes.

- Posso chamar a Alice? Quero ver nossa filha.

- Deixe que eu mesma a trago.

Levantei-me levando-a comigo, mas abracei sua cintura.

- Pra ser sincero, eu ainda não sei bem se estou em mais um dos meus delírios.

- Não é, Edward. Eu estou aqui e amo você. Feliz de uma maneira absurda.

- Hanhã...

Alice pigarreou e nos viramos em sua direção.

- Ah... graças a Deus. Parece que se entenderam. Estavam demorando tanto que pensei que pudessem tido um ataque cardíaco ou algo do tipo. Eu não queria interromper, mas acho que a bebê está com fome.

- Com certeza está.

Antes de entregá-la a Bella, Alice deu um abraço desajeitado nela.

- Desculpe-me o mau jeito. Nem nos apresentamos direito. Mas quando eu vi que você era a Bella do Edward... fiquei doida.

A Bella do Edward... adorei ouvir isso. E adorei ainda mais por saber que isso era verdade. Ela era minha. Agora que a encontrei, não me escaparia novamente.

- Muito prazer, Alice. E saiba que tem um marido de ouro. Nossa... eu e a Mel devemos tudo a ele.

- Pelo menos ele acertou em alguma coisa. Onde já viu... não reconhecer seu nome. Nem perceber a semelhança entre pai e filha.

- Sabe que não guardo nomes, Alice.

Ela revirou os olhos.

- É... eu sei. Bom... tome sua filha. Eu irei tomar um banho que estou exausta.

- Obrigada também, Alice. Nem me conhecia e aceitou me acolher.

- Talvez tenha sido o destino, Bella.

Com certeza foi obra do destino. Não tinha outra explicação.

- Vou para o quarto, Edward. Lá é mais confortável.

- Posso... ir com você?

- Deve.

- Então deixe que eu leve nossa filha.

Subi com ela nos braços, sem conseguir desviar meus olhos daquela coisinha minúscula. Era linda e saudável. Realmente... eu tinha muito a agradecer.

************

Eu estava feito bobo, sentado à frente de Bella que amamentava nossa filha. Tinha tanto leite que a boca pequena não conseguia segurar tudo e deixava escorrer pelos cantos. Eu ri encantado com aquilo. Ainda assim ela sugava com voracidade.

- Por que está rindo?

- Porque é a cena mais linda que eu já vi.

- Não sabia eu gostava de crianças.

Ergui minhas sobrancelhas cinicamente.

- Não?

Suas bochechas ficaram vermelhas de vergonha.

- Não é disso que estou falando.

- Eu sei. Estou brincando. Mas, na verdade, nem eu sabia que gostava de crianças. Estou adorando essa idéia de ser pai.

- É muito bom. Não faz idéia. Acho que amadureci muito depois que ela nasceu.

- Ela deixa você dormir?

Somente então percebi seu olhar. Feliz, mas cansado.

- Nem sempre.

Sentei-me ao lado dela, o braço em seu ombro.

- Você pode contar comigo agora. Para ajudar você.

- Eu sei.

Assim que Melaine dormiu, nós descemos para o almoço. Já passava das duas da tarde. Nem vi o tempo passar.

- Está amamentando. Não pode ficar tanto tempo sem se alimentar.

- Tínhamos muito que conversar Edward.

- E tomara que tenham se entendido mesmo.

A voz de Alice se intrometeu na conversa. Ela e Jasper já estavam à mesa.

- Lembra-se do que lhe disse Bella? Sobre o relógio?

Ela riu, envergonhada.

- Lembro Jasper. E devo concordar com você.

Resolvi não perguntar nada. Eu, como o burro que sou ainda não acreditava muito que tudo estava perfeito. Simplesmente porque era fantástico demais. Depois de tantos meses, Bella estava aqui, ao meu lado, almoçando comigo em Paris.

- Pelo jeito eu perdi a secretária, não é?

- Calma Alice. Está expulsando a Bella?

- Claro que não, seu idiota. Mas é óbvio que ficarão juntos.

- Sim, mas isso não quer dizer que precisamos ir embora.

- Não pretende voltar para o seu recanto inspirador para seus livros?

Suspirei e disse a maior verdade que descobri.

- Bella é minha inspiração, Alice.

Seus olhos se prenderam nos meus e eu, literalmente esqueci como respirar. Eu não poderia estar mais enganado em relação ao meu amor por ela. É muito maior do que eu supunha. Dominava-me completamente.

Passamos a tarde inteira conversando. Nós quatro e Melaine em meu colo. Alice falava sobre os planos para o trabalho e a nova casa. Jasper falou sobre o tempo em que trabalhou na Espanha e em como encontrou Bella. E nós dois... apenas nos olhávamos sem conseguir desgrudar nosso olhar.

Até que Alice suspirou, exasperada.

- Sei que vocês estão num plano longe daqui. Por que não sobem, vão para o quarto... conversar, hã? Amanhã quero saber o que achou da diferença, Edward.

- Diferença?

Ela me olhou cinicamente.

- Sim. Diferença entre dormir abraçado a uma garrafa de uísque e dormir ao lado da Bella.

Bella apressou-se em desculpar-se.

- Ah... não. Nós não...

- Bella, por favor. Sem pudores, tá? Lógico que não estou falando que devem fazer alguma coisa. Mas, poxa, é visível que se amam. E agora que se encontraram e estão bem... têm mais é que aproveitar.

Eu não falei nada. Não vou negar, é claro, que meu corpo queria e muito fazer amor com ela. Meu corpo não... meu Eu inteiro queria isso. Mas ainda era cedo. Sei que ainda tínhamos feridas a serem curadas. Eu nem tanto. Mas Bella sofreu muito. Ela merecia amor e carinho acima de tudo. Sexo ficaria para depois.

************

Fiquei ao lado de Bella enquanto dava banho em Mel. Assim que Bella entrou para o banho eu fui até o quarto que Alice preparou e tomei um banho também. Mas voltei ao quarto de Bella para desejar boa noite.

Admito que perdi o fôlego ao vê-la vestida com uma curta camisola preta.

- Não está sentindo frio?

- Não. É bem aquecido aqui.

- Só vim dar boa noite.

Fui até o berço e dei um beijo em minha filha.

- Boa noite, pequena.

Depois puxei Bella para os meus braços.

- Boa noite.

Ela não respondeu. Apenas apertou seus braços em volta da minha cintura, a cabeça em meu peito.

- Edward?

- Hum?

- Você... pode ficar aqui. Se quiser.

Ela engoliu em seco enquanto esperava minha resposta. Alisei seus cabelos sem deixar de olhar em seus olhos. Seu olhar era tão intenso que meu coração batia mais acelerado.

- É o que mais quero Bella. Prometo que não irei... você sabe. Eu só quero abraçar você, acalentar você. E quero isso todos as noites, sempre.

Bella pegou-me pela mão e caminhou até a cama onde se deitou. Eu me deitei ao seu lado, ambos de frente um para o outro.

- E é o que mais quero também, Edward. Ser abraçada por você.

- Quero faze-la se esquecer de tudo, Bella. Para podermos recomeçar.

- Eu não quero me esquecer de tudo, porque isso incluiria esquecer tudo de bom que vivi com você. Apesar da forma distorcida...eu fui feliz, Edward.

Abracei-a com tanta força que pensei que fosse parti-la ao meio. Se eu não a amasse...com certeza teria me apaixonado nesse momento.

- Iremos esquecer apenas algumas coisas, então. Deixar outras como uma lembrança gostosa.

Segurando em minhas mãos, Bella se arrastou mais na cama colando seu corpo ao meu.

- Eu te amo.

- Eu também, minha linda. Muito.

Ela sorriu, a cabeça em meu ombro. Fechei meus olhos, permitindo-me chorar. Alívio, felicidade, amor...vida. Sim...Bella e Melaine trouxeram –me de volta à vida. E tendo-a agora adormecida em meus braços eu tinha apenas um pensamento: Viver... é bom demais.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)

0 comentários :

Postar um comentário