AI - Capitulo 9

Capítulo 9 - Visitinha Surpresa


Itália


Marcus se sentia extremamente frustrado!

Ele estava com todo o plano arquitetado em sua mente, mas não tinha como realizá-lo.

Tudo porque aquela cadela loira não aparecia mais!

E nem outra mulher.

Parecia que sua fama era bem conhecida e só marmanjos russos barbudos apareciam por ali.

Ele não sabia quanto tempo ainda permaneceria na Itália. Não sabiam se o levariam para a Rússia. Não sabia nada.

Afinal, o que eles fariam com ele se ele não tinha nada para dar?

Por que ele continuava ali naquele maldito cativeiro?

Ele sabia que tinha algo a mais que precisava saber. Mas não sabia o quê.

Então houve um descuido e ele acabou ouvindo uma conversa em russo. Ele entendia poucas coisas, mas foi o suficiente para ele descobrir.

A mulher se chamava Roza, e havia viajado para os EUA para falar com um contratante.



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Maryland. EUA.



A pequena viagem inteira eles ficaram em silêncio. Bella se encontrava estranhamente nervosa, torcendo as mãos no colo e torcendo para que o general não pudesse notar.

Parecia perseguição! Um carma do destino!

Olhou pelo canto do olho para o general. Ele estava de terno e parecia um político ou um homem de negócios. Enquanto ela estava com roupas normais.

A regra dizia que quando não estivessem de serviço, que os membros do órgão não andassem com os uniformes, então lá estavam os dois, indo para a cidade, juntos, sem que ninguém pudesse identificá-los.

E se o general resolvesse matá-la? E se o general realmente houvesse descoberto tudo e estivesse pronto a tirá-la de cena ou tentar arrancar informações?

Está certo que ela já estava parcialmente desconfiada, mas lidar com o fato cara a cara parecia demais aterrorizador.

Mas e se fosse, ela não podia se deixar levar! Não! Definitivamente! Ela tinha os pais como exemplo. Morreram como heróis. Morreram com dignidade, ou o máximo de dignidade que poderiam conseguir.

Ela os teria como exemplo, e isso seria o bastante para mostrar para aquele general com as três estrelas no peito, de que Claire Evans, não existia. Ali era a pele de Isabella Swan.

Swan... Ele se lembraria desse nome e temeria.

Finalmente a cidade se aproximava e Bella respirou mais calmamente. Aquela viagem em silêncio estava a mortificando.

Não que ela fosse tremendamente fã da conversação. Não era um Jasper da vida, mas simplesmente silêncio demais era desconcertante.

“É o seguinte, Evans...” O general disse quebrando o silêncio o que foi quase um baque para ela. “Eu verei algumas coisas e você vá com sua lista até a Clinical’s Medical, compre tudo e em uma hora me encontre na estátua do centro da cidade.” Ele dizia tudo automaticamente como se dissesse ordens a uma tropa.

Bella bufou internamente, enquanto o general abria a porta do carro o que logo foi seguido por ela.

Ele apertou o botão automático do alarme e saiu andando autorizadamente até pelas ruas da cidade!

Bella imaginou o que o prefeito faria se o visse andando assim pelas ruas, como se ele fosse o dono de tudo e todos sucumbissem a suas ordens.

Ela continuou parada ali o encarando, até que ele se voltou:

“Uma hora, novato.” E virou uma esquina, desaparecendo, então.

Bella abanou a cabeça e tentou manter certa coerência e calma.

Era claro que o general sabia que ela não conhecia a cidade! Segundo seu registro de documentos ela viera de uma cidadezinha qualquer em Washington, chamada Forks!

Era claro que a opção por uma cidade pequena foi proposital para os Volturi. Seria mais fácil colocar algum documento dela ali dentro, junto com alguma assinação barata de certidão de nascimento do que em uma cidade grande.

“Clinical’s Medical” Suspirou. “É lógico que eu sei onde é.” Ironizou andando em direção aonde tinha mais movimento.

Ela pediu várias informações até conseguir achar a bendita loja. Olhando no relógio constatou que perdera preciosos quinze minutos!

Pegou a lista que Alice preparara e lhe dera naquela manhã e deu para a atendente que prometeu trazer todo o pedido. Bella somente teria que sentar e esperar, se entupindo de cafeína no processo.

A loja era toda branca e verde musgo, provavelmente quem a havia projetado esperava que lembrasse realmente um hospital.

Um vidro separava o interior da calçada movimentada e apinhada de pessoas emaranhas em casacos de outono.

Ela andou naquela direção, e suspirando, observou o ar que saia de sua boca embaçar o vidro.

Ela achou uma boa distração nisso por dois minutos e logo uma grande parte do vidro estava embaçada.

Olhou encabulada para o interior da loja para qualquer atendente que estivesse vendo, porém parecia que a única que havia estava se encarregando de providenciar sua compra.

Então, bufando descontente e esperando estar em qualquer outro local, limpou rapidamente o embaço do vidro, revelando então, a figura, alta, magra e esguia, os cabelos pretos caindo pelos olhos, os olhos pretos semicerrados e a pele branca lisa endurecida pela maxilar e a boca rígida, encarando-a do outro lado do vidro.


“ALEC?”

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