TCS - Capitulo 22


NOTA DA CAAH: Mudei o tom do vermelho para que vocês consigam ler  melhor :)        
mas vermelho é o POV bella.
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Capítulo 22.


Estava em frente de casa esperando Edward me buscar para irmos visitar meu pai. Eu estava bastante apreensiva com essa situação. Não sei como seria a reação de Charlie. Mas enfim, saí correndo e entrei no carro quando ele buzinou.

- Para que tudo isso?

Ele se olhou como se não entendesse minha pergunta.

- Tudo isso? Como assim?
- Tão arrumado para que? Nós só vamos até a casa de Charlie.
- Ué, vou conhecer seu pai, né? Meu sogro. Preciso estar apresentável.

Edward era lindo... apresentável. Como se ele já não fosse o homem mais perfeito do mundo.

- Você vão gostar do meu pai!

Ele riu.

- A questão é: ele vai gostar de mim?
- Aí já é outra história...

Franzi a testa pensando nisso. Eu não podia imaginar o que Charlie acharia. Pedi para Edward buzinar quando estávamos já estacionando na porta de casa. Charlie apareceu na varanda com a cara fechada. Ah não... Saí do carro e fui até ele na frente de Edward, para dar tempo dele ficar feliz em me ver.

- Oi pai!

Fiz algo que não costumava nunca fazer. Abri os braços e pulei no colo dele. Charlie estranhou e eu também. Não estávamos acostumados com essa relação carinhosa de pai e filha.

- Bella, está bonita.
- Vindo de você isso não conta.

Ele sorriu e bagunçou meu cabelo, coisa que eu odiava. Edward chegou perto de nós, com as mãos nos bolsos da calça.

- Boa tarde.

Esticou uma mão para Charlie, que relutante, cumprimentou-o.

- Boa tarde. Você é o famoso Edward?
- Em pessoa.

Edward sorriu simpático e meu pai manteve a cara emburrada.

- Vamos entrar.

Sentei no sofá e antes que Edward pudesse sentar ao meu lado, Charlie sentou e me abraçou. Ah pai! Edward sentou-se na poltrona em frente a nós.

- Então Edward... nunca ouvi falar da sua família... e olha que sou o chefe de polícia de Forks.
- Sim, nós somos bem discretos. Não gostamos muito de exposição, sabe?
- Sei. E seus pais? Quais os nomes deles?

Edward me olhou e coçou a cabeça.

- Bem, eu sou órfão.

Charlie balbuciou sem-graça.

- Me desculpe.
- Não tem problema nenhum. Eles já faleceram há alguns anos.
- E você mora sozinho?
- Não senhor. Moro com meus quatro irmãos.
- Jura? Tudo isso? Família grande.
- Muito. Eu tenho muitos outros parentes espalhados pelo mundo...

Eu senti uma pontada de ironia da parte de Edward. Muito engraçado.

- Bom saber. É sempre bom ter parentes com quem se possa contar quando é preciso.
- Com certeza.
- E o que você faz na faculdade?
- Eu curso Literatura Estrangeira. Faço até uma matéria com Bella.
- Certo. E você mora no campus?
- Não senhor. Tenho a minha casa.

Charlie não parece ter gostado dessa resposta. Ficou sério e pousou uma mão na minha perna.

- Imagino que Bella ainda não conheça sua casa, não é?
- Claro que conheço, né pai?

Edward me olhou sério e meu pai também. O que? Até parece que eu não iria freqüentar a casa do meu namorado.

- Depois conversaremos sobre isso Bella.
- Quando quiser conhecer minha casa, ela estará de portas abertas ao senhor.
- Obrigado. Irei sim.

Conversa legal, sem pouca hostilidade, isso aí! Charlie levantou e foi até a cozinha, abriu a geladeira e gritou para Edward.

- Bebe cerveja?
- Claro!

Eu o olhei incrédula. Cerveja? Me curvei para a frente e o perguntei baixinho.

- Desde quando?
- Desde quando eu resolvi agradar seu pai carrancudo.
- Ah.

Charlie voltou abrindo as garrafas com a mão e entregou uma para Edward, que deu um gole e forçou um sorriso de prazer.

- Geladinha!
- Sim, gosto delas bem geladas.
- Eu também senhor.

Charlie me olhou e levantou uma sobrancelha.

- Espero que não deixe Bella tomar bebidas alcoólicas.

Quem ele achava que eu era? Alguma criança? Ei pai, eu estou na faculdade e moro sozinha ok? Achei melhor apenas pensar isso, e não falar.

- Não deixo Bella fazer nada que seja muito perigoso.
- Hum, talvez a gente possa se dar bem...

Céus, imagina duas pessoas pegando no meu pé? Eu já tinha pai... não precisava de namorado protetor! Edward deu um sorriso e piscou para mim. Irritante. Aquela tarde foi torturante, as horas se arrastaram enquanto eu ficava tensa temendo um confronto entre meu pai e meu namorado vampiro. Quando já estava escurecendo, Charlie parece ter resolvido nos liberar. Eu respirei aliviada.

- Bem, não vou tomar mais o tempo de vocês...
- Foi uma ótima tarde senhor Swan!

Edward conseguia ser super cínico. Eu sabia que ele estava odiando passar por aquilo.

- Edward, vem conhecer meu antigo quarto!

Peguei sua mão e puxei ele pela escada, enquanto tentava ignorar o olhar de reprovação do chefe de polícia. Entrei no quarto e fechei a porta.

- Você quer piorar minha situação com seu pai?
- Não... só queria te beijar aqui.

Passei os braços em volta de seu pescoço e beijei sua boca. Ele segurou minha cintura e me afastou.

- Bells, não seria nada legal se seu pai nos pegasse aqui...
- Você sentiria ele chegar.
- Nem sempre eu leio os pensamentos a tempo, quando estou com tesão.
- Ok.

Não seria mesmo nada legal meu pai entrar no quarto e ver a boca de Edward no meu peito, ou algo do tipo... achei melhor ficar quietinha.

- E por falar nele...
- O que?

Charlie bateu na porta e abriu. Privacidade não existia no vocabulário dele.

- Vão ficar muito tempo aí?
- Não pai, já estamo indo embora.

Saco! Peguei a mão de Edward e saí do quarto. Me despedi de Charlie e fomos embora. Assim que entramos no carro Edward começou.

- Não venho nunca mais aqui Bella.
- Por quê?
- Porque seu pai me odeia.
- Claro que não odeia Edward...
- Eu leio os pensamentos dos outros, esqueceu?
- Ok, o que você leu então?

Edward riu.

- Vamos ver... que eu sou antipático, que eu sou mal-educado, que eu sou branco demais, que meu cabelo é bagunçado como se saísse da boca de um leão, que eu sou um alcoólatra e entre outras coisas.
- Alcóolatra?
- Aparentemente, ele não gostou de eu ter aceitado a cerveja. Eu bebi aquela merda para agradá-lo!

Eu sabia que Charlie era uma pessoa difícil mesmo. Acho até que já esperava isso dele.

- Mas não é nada pessoal Edward.
- Certo. Mas se você quiser manter seu pai vivo, não me deixe nunca a sós com ele.

Mas hein? Eu o olhei de boca aberta.

- Estou brincando. Mas não me deixe mesmo a sós com ele. Eu não duraria muito tempo.



Ok, já tinha feito minha boa ação do dia. Parentes de Bella agora nunca mais. Até porque, eu poderia ensinar muitas coisas para qualquer um deles... ou alguém ali tinha mais de 338 anos? Tive vontade de mandar Charlie ser um bom menino nesse Natal. E por falar nisso, acho que ela leu minha mente.

- Edward, onde você costuma passar o Natal?
- Natal?
- Sim... sabe o que é isso, né?
- Sei... mas não sou uma pessoa religiosa, percebeu?

Ela fez careta e revirou os olhos.

- Sério...
- Estou falando sério! Você consegue me imaginar comendo peru na ceia?
- Não... mas vocês nem fingem ser uma família feliz?
- Nunca precisamos...
- Oh Edward!

O que ela queria? Que eu fosse um cara que armasse prezépios no jardim de casa?

- E Ação de Gracas?

Ai...

- O que tem?
- Deixa pra lé...

O que eu não fazia para agradar Bella...

- O que você tem em mente para a Ação de Gracas?
- Estava pesando num jantar lá em casa. Você poderia trazer os outros.
- Está brincando, né?
- Não...

Ela estava séria. Não brincava mesmo.

- Vou falar com eles...
- Ótimo! Depois eu te aviso a hora!
- Uh, não posso esperar...
- Não me enche Edward.

Parei em frente sua casa e a levei até a porta.

- Você bem que podia pegar suas coisas e ir dormir lá em casa.
- Hoje não... tenho um monte de coisas para fazer para a aula de amanhã...
- Certo. Fui rejeitado... eu me acostumo...

Ela riu e me beijou. Senti cócegas no pé e o mexi, ouvindo o ganido de Jake.

- Edward! Voce pisou em Jake!
- Eu tenho culpa desse cão viver andando por aí... eu hein...

E então eu o olhei com atencão e percebi que o moicano estava grande e branco.

- O que houve com o moicano azul?
- Anilina sai quando vai lavando, sabia?

Droga! Mas eu lembrava que tinha anilina verde lá em casa...


Encontrei com as meninas na lanchonete da faculdade. Era o momento ideal de combinar com elas.

- Ei, o que vocês vão fazer na Ação de Gracas?
- Nada...
- Pretendia fazer alguma coisa lá em casa...
- Lauren, você não sabe nem cozinhar!
- Bem, é que eu chamei Edward e seus irmãos...
- Então vou chamar James!

Puta que pariu! Era Graças, não Inferno!

- Ok Angie.
- Eu não tenho namorado... então fico com o peru da ceia.
- Jess querida... só se for para você sair rolando... já esta ficando em forma de bola...
- Cala a boca Lauren!

Legal, isso seria super divertido! Eu tinha cada idéia...





Encontrei com meus irmãos no corredor. Me concentrei.

- O que vocês vão fazer quinta-feira?
- Nada.
- Transar.
- Nada.
- Bem, eu...
- Ótimo! Teremos um jantar de Ação de Graças para ir.

Rosalie riu. E depois ficou séria.

- Ah, não é brincadeira?
- Tenho cara de palhaço?
- Edward... não sou veado cara... quer que eu coma peru?
- Cala a boca Emmet!

Alice foi a única que sorriu, demonstrando alegria.

- Eu vou! Vai ser legal!

Super! Super legal!

- Se Alice vai... eu vou.
- Emmet? Rose?

Fiquei esperando a resposta deles.

- Que se dane, eu vou! Vai ter mulher gostosa?

Rosalie deu um soco na cara dele.

- Tem minha bunda para você olhar, serve?
- A sua eu vejo todo dia amor...

Rosalie deu outro soco nele. Dessa vez algumas pessoas passaram correndo por nós.

- Poderíamos não assustar os alunos?

Deixei os loucos para trás e fui falar com Bella. O cabelo dela cheirava de longe. Gostosa! Cheguei por trás e puxei seu corpo, tascando-lhe um beijo na boca.

- Oi...
- Quer me matar de susto?
- Pensou que fosse outra pessoa?
- Sei lá, né?
- Bem, vim avisar que já chamei os dentinhos para seu jantar.
- Quem?
- Os dentinhos... meus irmãos.

Ela quase se mijou de rir. Eu sei, eu tenho ótimo senso de humor.

- Certo. Fica marcado para 19:00hs.
- Ok. Vou lá então... tenho aula agora.
- Eu juro que não entendo por que você não mata aula. Já se formou mesmo...
- E seria legal eu dizer isso aos professores.
- Vai se ferrar Edward, você entendeu o que eu quis dizer.

Estava me despedindo dela quando Angie a puxou pelo braço.

- Bella, que horas eu marco com James?

Opa.

- James? James barata branca? James vai?
- Vai...

Que legal! Dá um soco no meu saco logo, seria menos torturante. 

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1 comentários :

kkkkkkkkkkkkkkkk
Edward é mtooo engraçado nessa fica.. deus do ceu..
bjks

30 de janeiro de 2011 01:53 comment-delete

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