TCS - Capitulo 17

REPOSTADO!!!                                                                




Capítulo 17.








Preciso dizer aqui que eu nunca voei para tão longe. Só andei de avião pelo país mesmo, coisa rápida, sabe? Agora eu iria sobrevoar um oceano. Céus, eu queria um calmante!

- Amor, você realmente não podia ter um namorado normal. Já estaria estraçalhando o braço dele...

- Estou apreensiva.

- Você tem medo de voar Bells?

- Não. Sim. Mais ou menos. Nunca fiquei tanto tempo dentro de um.

Ele sorriu e passou o braço em volta de mim.

- Se cairmos, serei seu pára-quedas particular.

Ok, isso não foi reconfortante. Como assim, se cairmos?

- Nós vamos cair? Alice disse alguma coisa?

Me arrependi de falar a palavra “cair” muito alto. Uma senhora do outro lado começou a gritar.

- O avião está caindo!

O pânico se alastrou totalmente. Pessoas levantavam, rezavam, gritavam e a comissária me olhava com raiva.

- Er... não vamos... eu acho.

- Senhoras e senhores passageiros, aqui quem fala é o Comandante McAvoy, queiram, por favor, se acalmar. O avião escontra-se em perfeito estado, e logo mais estarei passando todas as informações a respeito da velocidade em que estamos e a previsão de chegada.

Fui relaxando com a boca de Edward roçando na minha orelha e descendo pelo pescoço. Isso sim era legal. Muito legal. Fiquei com vergonha quando vi uma velhinha nos olhando assustada.

- Edward, qual a graça de estar na 1ª classe, se tem outras pessoas estranhas junto?

Ele riu nos meus cabelos. Aquilo era maravilhoso, seu hálito gelado em mim.

- Ela deve estar pensando o mesmo de nós, Bella.

- Mas você não é estranho!

- Não... só estou de óculos escuros dentro do avião.

Eu me olhei e percebi que estava estranha também. Não devia ser sempre que você dava de cara com uma garota às 08:00hs da manhã, com roupas de couro. Fechei a janelinha do meu lado. Não queria mesmo ficar vendo água e água e água.

Bella estava dormindo e babando no meu ombro quando deram o aviso para colocar o cinto. Ignorei o fato da comissária ter piscado para mim.

- Bella, acorda...

Chamei-a enquanto alisava seu braço. Os olhos abriram-se lentamente, sonolentos e avermelhados. Não que nem os meus. Piadinha escrota, né? Nem iria contá-la.

- Chegamos?

- Quase. Vamos pousar. Coloque o cinto, ok?

Alguns minutos depois, estávamos saindo do avião. Senti a comissária deslizar a mão para dentro do bolso da minha calça, quando passávamos pela porta. Mas que merda...? Saí dali e peguei o papel que ela colocara lá. “Você é lindo, me ligue: xxx-xxxx”

- O que é isso?

- Cantada.

- Hein?

- Nada... só um bilhete para mim.

- E isso não é nada? Quem é a vadia?

- Amor, estamos entrando em outro país. Pode não chamar muita atenção?

- Certo. Mas estou puta!

Ela ficava lindinha assim.

- A mulher só me achou bonito... nada demais. Acostume-se.

- Cala a boca Edward!

Chegamos na Imigração, o homem no guichê olhou umas dez vezes para minha identidade. Era tão mais fácil quando era atendido por uma mulher...

- 1983?

- Isso.

- 25 anos?

- Exato.

Ele sabia fazer contas. Palmas para ele!

- Edward A. Cullen?

Caralho...

- O próprio.

- Certo. Pode passar.

O maldito carimbou meu passaporte. Acho bom mesmo. Estava cedo para sair matando. Franceses...
Saímos pelo terminal 2 e procurei em volta. Não era tão difícil achar. Um homem alto, de terno todo preto, óculos escuros e pele branca que nem parede.

- Vamos.

Me aproximei e ele pegou nossas malas.

- Senhor Cullen?

- Exato.

- Seja bem-vindo.

Ele olhou para Bella.

- Bem-vindos.

- Obrigado. Podemos ir?

- Acompanhem-me.

Saímos do aeroporto e entramos numa limusine parada na entrada. O homem entrou no lado do carona e o carro seguiu viagem.

- É perto daqui?

- Não.

- Quantos minutos mais ou menos?

- Bella, não é perto. Coloque aí quarenta minutos, pelo menos.

- O que? Nós vamos sair de Paris, por acaso?

- Mais ou menos.

- Como assim, mais ou menos Edward?

- É afastado de Paris, na verdade.

Ela fechou a cara e cruzou os braços.

- Não vou conhecer a cidade da luz?

- Eu te trago aqui um dia desses, de noite, ok?

- Ok. Mas por que ele mora tão longe?

Certo. Hora de explicar as coisas a ela. Tirei os óculos e relaxei.

- Sabe meu medalhão?

-Sei...

- O medalhão foi forjado no sangue do primeiro. Cada cria dele, recebeu um desse.

- Peraí. Quem é esse primeiro?

- O primeiro vampiro. Vlad Tepes.

- Quem?

- Drácula.

Ela arregalou os olhos e se arrepiou.

- O que quer dizer com isso? Drácula... foi quem...

- Me transformou.

OMFG! Como ele me dizia isso assim?

- Você... não me contou... quando eu perguntei sobre ele...

Respira Isabella, respira.

- Não era a hora certa para contar Bella.

Eu percebi que estava de boca aberta. Fechei.

- Ok.

- Continuo?

- Prefere esperar pelo nosso casamento amor? Para me contar sobre sua família?

- Você aprendeu rápido demais comigo, sabia?

Sim, sabia. Mas fiquei quieta.

- Então... cada um recebeu um medalhão igual... que só usamos quando realmente é preciso. Na verdade, eu não gosto. Porque ao mesmo tempo que me dá uma força incomum, me consome também, e me deixa muito faminto.

- Ele te dá poder?

- Algo assim. Ele me dá o poder do sangue do meu... pai, digamos assim.

- Então você é muito mais forte que Emmet, Jasper, Alice e Rosalie?

- Quando o uso, sim. E não é que eu fique mais forte. Não é apenas força física. Eu fico mais poderoso. Em tudo.

- Você... usou no dia que o motoqueiro...

- Sim. Na verdade, eu não ia usar. Eu só mostrei a eles. Todo vampiro, que não seja imbecil e nem ridiculamente novo, sabe o significado do medalhão. Eu só precisei mostrá-los, para entenderem que não teriam chance comigo.

Ele ficava gostoso assim.

- Você está gostoso falando nisso...

Passei a ponta do pé pela sua perna e subi devagar. Edward riu e segurou minha perna no seu colo.

- Não aqui, ok?

- Ok.

Eu estava untada... mas ok.

- Continuando... já sabe sobre meu criador, sobre o medalhão.

- E onde entra Lestat nessa história?

- Ele foi criado por um irmão de sangue meu. Magnus.

- Então ele não é poderoso que nem você? Ou que nem esse Magnus?

- Ele não tem o medalhão. Mas por algum motivo que ninguém entende, Lestat se tornou quase tão poderoso quanto Drácula.

- Ele é mais poderoso que você?

- Se eu não estiver usando o medalhão, sim. Infinitamente mais.

Me sentia mais leve em ter contado tudo a ela. Uma hora Bella precisaria saber, né?

- Só me explica uma coisa... o Drácula não é extremamente antigo?

- Sim. Vlad nasceu em 1431.

- E quando ele virou vampiro?

Precisava fazer perguntas difíceis?

- Essa é a pergunta que não quer calar.

- Você não sabe quando seu pai virou vampiro?

- Bella, ele não é realmente meu pai!

- Ah, você entendeu... e tipo, meu pai nunca me deu um medalhão não...

Hilária!

- O que importa é que ele me mordeu, eu bebi seu sangue e voilá! Aqui estou eu.

- Ele... existe ainda?

Ela mordeu os lábios.

- Claro. Só não imagino onde esteja.

Olhei pela janela e vi que estávamos quase chegando. Sabia disso porque não via mais sinal de civilização por perto.

- Bella, fique sempre perto de mim. Sempre. Nós estaremos entrando num covil. Aqui, é a lei deles.

- Mas não é só Lestat que vamos visitar?

- Acho que você não entendeu... ele não mora sozinho. Ele tem, tipo, o reino dele.

Senti ela engolir seco. Era bom mesmo que ela ficasse com medo.

Quando Edward falou que Lestat tinha o seu próprio reino, eu não entendi muito bem. Nós estávamos super distantes de Paris ou qualquer outro sinal de vida humana. Eu só via campos e mais campos pela janela. Até que eu vi, muito longe, uma construção. Conforme íamos nos aproximando, eu tremia.

- Agora sim, você pode dizer que viu um castelo de perto.

- É a-ali que nós v-vamos?

- Exatamente. O Castelo de Chambord.

Edward me contou rapidamente a história daquele castelo. Tipo, ninguém sabia nada sobre mim, mas o castelo tinha história, sacou? Que pobre mortal eu sou...

- Para construí-lo foram usados 1800 homens e a obra durou 20 anos. São 440 aposentos, 14 escadarias, 70 escadas menores e 365 lareiras. Uma parte do projeto da construção foi elaborada por Da Vinci...

- Você contou quantas lareiras existem lá?

- Eu passei alguns anos aqui Bella.

- Ah. Eu passei alguns anos em Forks.

Ele riu e eu também. Que vida ridícula eu tive! Enquanto Edward morava do Castelo de Chambord... eu via a chuva cair da janela da casa de Charlie! O carro parou na entrada e o motorista veio abrir a porta enquanto o engravatado tirava as bagagens da mala.

- Boa tarde, senhor Cullen!

- Tudo bem, Harold?

- Tudo ótimo. Quanto tempo o senhor não nos visita...

- Muito tempo mesmo... andei ocupado.

- O príncipe o aguarda! Por aqui.

Encostei em Edward para lhe falar ao ouvido.

- Príncipe?

- Lestat.

- Ele é príncipe?

- Não.

Notei o tal de Harold com um olho na gente.

- Bella, não adianta falar baixo aqui... todos ouvem.

Maldita super audição! Privacidade então não fazia parte do vocabulário deles?

- Edward... ele tem algum poder? Que nem você e Alice?

- Tem. Parecido com o de James.

- Ah... atração... desse perigo então eu não corro.

- Bella... eu não acabei de te dizer que ele é quase tão poderoso quanto Drácula?

- Mas seu poder não funciona comigo, nem o de James. Só o de Alice. Pode ser que o dele também não.

- Eu não tenho a mínima dúvida.

Ele estava falando sério?

- Então ele joga charme com o olhar? Poder bobo para alguém tão famoso.

- Não. Ele entra na sua mente e a muda por completo.

- Ah.

Será que agora ela me ouviria? Passamos pela porta que se fechou imediatamente atrás de nós. Agora tudo aqui era escuridão iluminada por candelabros. A mobília marrom escura, de séculos atrás, e os tapetes em cores grenás e pretas pelo chão. Pelo visto nada tinha mudado. Saímos do salão principal, entrando em outra sala.

- Edward.

- Olá.

- Oi Edward.

- Oi.

- Cullen.

- Tudo bem?

Nada mudou mesmo. As mesmas caras de sempre continuavam por lá. Os calos de Lestat nunca o abandonavam. Passamos por outra sala, só de mulheres. Reconheci todas na hora. Patrícia, Puh, Jessica, Priscilla, a outra Priscila, Fran, Taty, Maya, Meny, Liv, May, Letícia, Lady, Maria Eduarda, Caaah, Marina, Michelle, Dany, Ju, Daniela, Juliane, Jany, Steph, Monique, Rach, Fernanda, Beward, Mah, Misa, Thami, Ariadni, Y., Nat, Karina, Bárbara, Gabi, Lily, Manu, Sayu, Made, Fernanda, Priscila, Alê, Glaucy, Nathii, Hithiara, Lele, Vanessa, Karen, Thelma, Priih, Amanda e Amanda.

- Quem são aquelas?

- Mulheres de Lestat.

- Ow.

Começamos a subir por uma escada gigante, e saímos num corredor tão gigante quanto. Ali dentro do castelo era tudo escuro, pouco iluminado e os móveis escuros também não facilitavam. Pássavamos por algumas pessoas de vez em quando. Acho que não precisaria perguntar se eram vampiros... percebi rápido pelas roupas parecidas com as minhas e de Edward. O corredor parecia que não tinha fim, já estava cansada!

- Edward, isso não chega ao fim não?

- Bella...

E paramos em frente a uma porta imensa, preta, incrustada com rostos... de... vampiros? Ow. Alguém lá dentro abriu a porta para nós entrarmos. Edward segurou minha mão e entrou comigo. Lá no final da sala, eu via janelas altas, com um cara parado na frente delas, de costas para nós. Falei baixo para Edward.

- Lestat?

O cara lá no fundo, sem se virar, me respondeu.

- Sim.

Ele era alto, de cabelos chegando aos ombros, castanhos claros, quase loiros. Era muito mais pálido que Edward, muito mais mesmo. Suas olheiras também eram bem mais evidentes. E ele era muito, mas muito bonito. Não que Edward não fosse. Meu namorado era o mais perfeito do universo. Mas Lestat... dava um caldo. Eu entendi o motivo das minhas roupas. Me sentia parente dele agora. Lestat vestia apenas uma calça de couro e um sobretudo de couro, aberto, sem camisa por baixo. Precisava ficar se mostrando assim?

Andamos até ele, que veio nos encontrar no meio do caminho. Primeiro cumprimentou Edward.

- Edward, como vai?

- Muito bem, e você?

Ah que bonitinho. Meu namorado foda apertando a mão do vampiro mais foda da literatura. Depois do pai foda do meu namorado foda, claro. Yay!

- Vou bem... considerando os problemas.

- Certo. Trataremos disso...

Ele me olhou. Lestat me olhou, sacaram? Eu gelei. Ele andou até mim e me contornou, parando de novo de frente para mim.

- Isabella Swan.

Eu olhei Edward. Como ele sabia meu nome? Fiquei quieta. Ele me olhou, levantando uma sobrancelha.

- Não vai falar comigo?

Olhei Edward de novo.

- Bella...

Ele autorizou, então eu abri a boca.

- P-p-p-p.

Fechei de novo. Respirei.

- P-p-prazer.

Ele esboçou discretamente um sorriso de satisfação. Só porque eu estava nervosa? Eu ficava nervosa até com Edward que eu via todo dia!

- Eu sei que é.

OMG. Ele se achava pouco né?

- Namorada raivosa Edward...

Hein? Eu demonstrei raiva? Ah céus...

- Bella é... assim mesmo. Até comigo.

- Entendo.

Ele me olhou friamente, me avaliando de novo.

- Deve haver algo muito peculiar em você, Isabella... para Edward se expor tanto a uma... humana.

Senti a mão de Edward se apertar na minha. Ele estava estressado. Fato!

- Quando poderemos tratar sobre o... problema, Lestat?

Lestat tirou os olhos que até então estavam concentrados em mim, e olhou Edward com um sorriso.

- Você a cada século fica mais tenso Edward... relaxe! Olhe onde você está! Vamos comemorar um pouco, ok?

Ele estalou os dedos e um vampiro mais troglodita (e feio) que Emmet entrou na sala trazendo duas mulheres pelos braços.

- Um presente de boas-vindas! Só uma, claro. A outra é minha!

Ele pegou uma das mulheres e deitou o pescoço dela, tirando os cabelos da frente. Edward apertou mais ainda minha mão.

- Depois... não aqui na frente dela.

Lestat me olhou com raiva. Eu não fiz nada ok?

- Ela não sabe como você se alimenta?

- Sabe. Mas não precisa ver.

Lestat deu de ombros e olhou a mulher em seus braços.

- Bem... por isso eu não namoro...

Sem cerimônia, ele cravou os dentes no pescoço da mulher e eu vi o sangue jorrar. OMG. OMG. OMG.
Eu queria sair dali, porque Edward não nos tirava dali? O mais impressionante, é que a mulher não esboçava nenhuma reação. Simplesmente deixava ele sugá-la. Ele então parou e devolveu-a para o troglodita. Ela não estava morta, mas estava quase em coma. Ele passou um dedo no canto da boca e me olhou.

- Está sujo?

- N-n-n...

- Não. Podemos conversar agora?

- Nossa Edward! Não! Não quero me estressar a essa hora do dia! Se você quer, vá jogar uma partida de xadrez então...

Nossa, ele era pior que Edward em matéria de sarcasmo. Eu iria sofrer ali. Vamos amor, mexa essa bunda e vamos embora...

- Não ficarei muito tempo, Lestat. Espero que não deixe para meu último dia aqui...

- Quando vocês vão?

- Quarta.

- Que isso! Fique até mês que vem, pelo menos.

Eu ri internamente. Imagina? “Pai, vou ficar mais um pouco em Paris, ok?”

- Não brinque Lestat. Vou embora na quarta.

- Certo.

Ele virou de costas e saiu do salão, passando pela porta e andando pelo corredor. Tirou o sobretudo e jogou em cima de um outro troglodita seu que passava. Apenas levantou uma mão e falou sem se virar.

- Vou dormir Edward! Até mais tarde.

Ele soltou minha mão e esfregou a testa. Era uma misturada de puto com estressado e preocupado.

- Ele matou a garota?

- Não.

- Ele não mata então?

Edward me olhou torto.

- O que você acha Bella?

- Mata?

- Ele não matou porque estava de barriga cheia. Apenas isso.

Ok. Então ele comia bastante né? E provavelmente, com duplo sentido. Me assustei quando uma voz falou atrás de nós.

- Vou levá-los até seu aposento. Sigam-me.

Era o mesmo carinha que nos recebeu na porta. Simpático. Mentira.

Não ia mais conseguir falar com Lestat, enquanto ele não acordasse. Sim... ele dormia. Me pergunto se ele gostava de fingir, ou se ele realmente podia dormir. Lembro de Vlad dizendo que gostava de passar as horas diurnas na cama, e só quando a tarde chegava que saía para caçar. Mas na verdade, eu nunca soube se ele dormia ou só passava as horas que nem eu, olhando para o teto.
O que me irritava era a convicção com a qual Lestat falava. Vou dormir. Faltava apenas dizer que sonharia com os anjos. Ou no caso dele, com o inferno.

Subimos até o 5º andar, com Bella quase morrendo já. Meus devaneios me fizeram esquecer de pegá-la no colo. Ela se apoiava em mim quando entramos  pelo corredor.

- Por que é tudo tão escuro?

- Ele prefere assim.

- Ele... é dono disso aqui?

- Sim.

Nós entramos no quarto e fechei a porta na cara do panaca. Bella estava rodando em torno de si mesma olhando boquiaberta para o quarto.

- Maior que a minha faculdade...

- Não exagere Bella.

- Ok. Maior que a minha casa.

- Melhorou.

Ela subiu na cama e ficou pulando que nem criança. Mulheres...

- Isso aqui é muito legal! Melhor do que Disney! Queria ter trazido uma máquina!

- Ok amor, desce daí. Vem cá...

Ela saiu da cama e veio até mim, me abraçando.

- Como ele sabia meu nome?

- Lestat?

- É.

- Eu contei. Antes de te trazer, eu liguei e avisei.

- Ah! Ele sabia que eu vinha?

- Não amor... eu ia te trazer para o covil de Lestat, sem avisá-lo.

- Bem, não importa... você sabia que ficou super sexy contando sua história lá no carro?

Ela passava as mãos pela minha bunda. Safada! Me agarra, vai! Fui tirando a blusa e andando, fazendo ela cair de costas na cama.

- Quer que eu conte de novo?

Ela sorriu e envolveu suas pernas nas minhas, me puxando para a cama também.

- Bells, você anda tão safadinha... mas eu gosto!

- É bom mesmo gostar. Na falta de você, tem o Lestat!

Hein? Opa!

- Que porra é essa Bella?

Ela ficou vermelha.

- Era brincadeira!

- Não se brinca com uma coisa dessas. Nunca se brinca, em hipótese alguma, com galhos!

- Ok. Eu só brinquei, nada demais.

- Sei.

Perdi o tesão. Não é legal ouvir sua namorada falar de Lestat. Nunca é legal. Eu sabia exatamente o poder que ele tinha com elas...

- Parou?

Ela ficou ajoelhada na cama e me abraçou por trás. Eu não ia voltar para ela. Perdeu Bella, perdeu.

- Parei por hoje.

- Mas nem começamos Edward!

- Broxei Bella!

- Fala sério! Por causa disso?

- Talvez. Vou tomar banho...

- Amor...

- Fala com a parede Bella...

Ele foi mesmo tomar banho! Não creio nisso... era a segunda vez no dia que Edward me deixava em condições catastróficas! Puta que pariu! Bem, se ele queria assim, eu é que não ia insistir. Abri a porta e saí do quarto. Vamos fazer um tour! Se arrependimento matasse... como eu queria estar com minha máquina nas mãos. E tipo, quanto será que vale um jarro desse aqui? Peguei a porcelana trabalhada milimetricamente, linda demais. Minha mãe provavelmente infartaria em ver a decoração dessa casa. Desse castelo, na verdade...
Não sei o motivo, mas quando fui botar o jarro de volta no móvel do corredor, ele escorregou e bem... já sabem, né?

- Merda Bella!

Olhei em volta, não tinha ninguém. Sem testemunhas. Corri de volta para o quarto e tranquei a porta.

- Bella! O que houve?

Edward estava saindo do banheiro, enrolado na toalha, e me olhava asustado. Porque a minha cara devia ser de quem fez merda, claro!

- Nada.

- Você está ofegante, vermelha e de olho arregalado. Quer mesmo que eu acredite?

Ah mas que porra! Era melhor contar a ele. Podia inventar uma boa desculpa para Lestat.

- Quebrei um jarro.

- Hein?

- Um jarro ali do corredor. Estava vendo...

- Você pegou nele?

- Aham.

- Não podia olhar onde ele estava, né?

- Aparentemente, minhas mãos foram atraídas por ele...

- Sei.

- Será que era caro?

- Provavelmente.

Engoli seco. Morri, né?

- E agora?

- Agora nada ué.

- Quando Lestat descobrir, ele vai me matar?

Edward riu. Era engraçado?

- Amor... você acha mesmo que ele sabe quantos jarros tem no castelo?

Num lugar com 440 quartos, realmente, tinha lógica.

- Certo... que bom.

Ele ficou pelado e foi abrir a mala. Óh céus. Me chicoteia!

- Ainda está com raiva?

- De que?

Ah que lindo! Esqueceu...

- De nada...

Quem era eu para lembrá-lo! Fui até ele e o abracei.

- De você citar Lestat na hora que eu tentava transar contigo?

Ow. Ele lembrou.

- Talvez...

- Já superei. Se vamos ficar aqui alguns dias, preciso ignorar isso.

- Hum... eu sei uma ótima maneira de te recompensar...

- Na verdade, eu pensei em te dar umas aulinhas de história.

- Está de sacanagem, né?

- Bells, não é qualquer dia que você entra num lugar desses... cultura amor!

- Cultura porra nenhuma Edward! Você poderia me jogar agora nessa cama?

Ele me olhou sorrindo e voou em cima de mim. Bom que o colchão era macio. Se fosse daqueles ortopédicos duros, eu estaria paraplégica agora... era uma vez coluna, sacou?

- Você vai precisar implorar Bella...

- Eu imploro, eu suplico! Quer que me ajoelhe também?

- Hum... não seria má idéia...

Pensei no fato de me ajoelhar e bem... estar tão perto de... sabe né? Céus!

- Pesando em alguma sacanagem Bella?

- Oi? Eu? Não, por quê?

- Ficou roxa...

- Sem graça...

Ele foi passado a língua pelo meu pescoço e começou a descer as mãos pelas minhas coxas. Eu estava pegando fogo. Bateram na porta. Morra!

Saí de cima de Bella desejando o limbo eterno para a pessoa que batia na porta. Me enrolei de novo na toalha e fui abrir. Quando estava perto da porta, nem precisei abrir para descobrir quem era. Mas abri mesmo assim... eu gostava dele.

- Edward! Cansou da América?

- Impossível... não. Vim resolver um assunto com Lestat.

- Ah sim... imagino qual seja...

- Todos aqui sabem?

- Não. Estamos deixando-o trancado num quarto, ao lado do de Lestat. São poucos que estão sabendo.

- Certo. É melhor assim mesmo. Essa notícia solta por aí... não sei como seriam as conseqüências.

- Terríveis, provavelmente.

Ele me olhou dos pés a cabeça, depois olhou para dentro do quarto.

- Eita... atrapalhei alguma coisa aí? Soube que você trouxe uma humana, né?

- Para ser sincero... atrapalhou uma boa foda... mas isso passa.

Nós rimos, voltando aos velhos tempos. Ele era tão mais legal que Lestat... sério Edward, isso soou gay.

- Bells, vem aqui para eu te apresentar uma pessoa!

Me levantei rápido da cama, ajeitando a roupa que Edward tinha tirado do lugar. Fui até a porta e parei no meio do caminho. Ele era alto, super pálido que nem Lestat, cabelos compridos e lisos, castanhos escuros e cara de cão carente. Só me vinha uma pessoa na cabeça com essa descrição. Morri. Morri.

- Vo-você é o...

- Louis, sim, é ele...

Eu morreria feliz. Namorava um vampiro que era filho do Drácula, tinha conhecido Lestat e agora estava conhecendo Louis de Pointe Du Lac. Tem noção que eu sou fã desse cara? Abri um sorrisão e corri até a mala. Tirei um papel e uma caneta lá de dentro e voltei até eles.

- Au-autó-grafo, por favor... m-me dá um.

Ele me olhou com sua cara de bobo e olhou de volta para Edward.

- Ela me conhece?

- Acho que é um tipo de fã...

- Eu tenho fãs? Ow. Certo.

Fala comigo porra! Comigo! Meu maxilar doía por causa do sorriso.

- Oi Bella.

Owww, ele me chamou de Bella! Que lindo!

- Hehe.

Retardada!

- Oi!

Estiquei com convicção a mão que segurava o papel e a caneta. Ele pegou meio sem-graça e autografou. Edward estava com cara de puto. Tô nem aí.

- Isso é... estranho.

- Minha namorada é estranha mesmo.

Louis sorriu e bateu nas costas de Edward.

- Quando vamos colocar os assuntos em dia?

Eu estava incluída no “vamos”, né?

- Claro! Vou só terminar de arrumar as coisas aqui.

- E terminar a transa também, né?

Edward me olhou.

- Acho que não... ela pode trocar nossos nomes...

-EDWARD!

Louis me olhou sem-graça e se despediu, deixando-nos a sós. Dei um soco em Cullen.

- Ficou maluco?

Ele estava rindo.

- Não... só queria te deixar muito envergonhada...

Irritante! Gostoso, mas irritante. Ele correu atrás de mim.

- Agora quem perdeu foi você, Edward!

Beijou minha orelha e sussurrou.

- Nós não vamos terminar isso agora Bella... mas se eu quisesse, eu não ia perder de jeito nenhum...

Ele piscou e levantou, vestindo a roupa que tinha separado. E lá estava eu, subindo pelas paredes. Era a terceira vez do dia. Ou seria quarta? Não conseguia nem mais contar...

- Já volto, ok?

- Como assim? Não vou junto?

- Bella, conversa de homem. Tem tempo que não encontro Louis... e depois... bem, também quero comer...

Precisava me contar? Não. Podia ficar de boca fechada. Porque tipo... eu queria ser a comida, sacou? Merda.

- Ok. Então tchau né... vou ficar vegetando sozinha aqui.

- Vai ficar com certeza aqui, né?

- Sim.

Ele me deu um beijo na testa e saiu. Me joguei na cama e apertei o travesseiro na cara. Travesseiro grosso... isso me lembrou da louca com travesseiro na boca, lá no cinema. Credo!


 

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