M - Capitulo 5

Tu amor me hace entrar

En medio del abismo

Tu amor me hace entrar

Sabes bien que es así

Lo supe desde siempre

Abismo – Kudai

~/~/~/~/~

Bella estava literalmente nas nuvens, sentindo que o paraíso estava mais perto do que imaginava. Na verdade ela imaginava. Sempre pensou no paraíso como sinônimo de Edward Cullen.

Edward era simplesmente perfeito, aos olhos dela, e de muitas outras mulheres.

Ele não desfilava por ai com mulheres, sempre que tinha alguma em sua cama, colocava para fora do seu apartamento, claro que com todo o seu cavalheirismo, antes das 6 da manhã. Como Bella sabia?

Ela não pregava os olhos quando ele saia em uma noite de sexta-feita. Sabia o destino dele e provavelmente o fim da sua noite: alguma mulher mais sortuda do que ela enroscando-se com ele, gemendo seu nome, gritando por mais, elogiando-o de uma forma que parecia gritar a toda a cidade, como ele era bom. E no fim Bella levantava da sua cama e caminhava até a sala, abrindo uma frestinha da sua porta, e o via na porta despedindo-se da mulher.

Bella talvez fosse masoquista, gostasse da dor de o ver com outra. Mas ela sabia que não gostava. O que ela queria com cada imagem de uma mulher diferente, era matar seu amor por ele. Aquele estúpido amor que a consumia como chamas de um fogo que nunca se apagava, queimando cada pedacinho do seu ser.

Ela também não odiava as mulheres (com exceção de Tanya). A inveja era o verdadeiro sentimento.

Inveja porque estavam em sua cama.

Inveja porque gritavam seu nome.

Inveja porque gemiam por ele e por ele.

Ela não poderia gritar por ele, pedir por mais. E até no momento que ela sabia que um dia poderia estar em sua cama, à dor de não poder emitir nenhum som de prazer cravava um punhal diretamente em seu coração.

Bella abanou a cabeça, afastando os pensamentos impróprios, enquanto arrumava-se para dormir.

Abriu sua mala retirando um velho conjunto de moletom e uma calcinha, deixando em cima da sua cama. Foi para o banheiro preparar um banho. Encheu a banheira e se deu o privilégio de um banho de espumas.

Despiu-se e entrou na água quente, sentindo todos seus músculos relaxarem, e cada célula do seu corpo gritava 'alívio' quando todo o stress de seus pensamentos escapava por seus poros.

Edward estava parado do lado de fora da casa dos Swan. Na verdade uma mansão, não tão grande como as dos seus pais, mas não deixava de ser uma bela mansão.

Ele olhava para a escada fixa a parede, que sempre foi de decoração, ela estava ordenada por flores e folhas, seus degraus eram relativamente velhos, mas ele precisava arriscar.

Segurando nas laterais onde não tinha nenhuma planta, ele começou a subir. Já passava das 22:30 e Charlie Swan estava na sala com Emmett. Rosalie e Pietro não estavam a vista quando ele tinha espiado pela janela da sala e sabia que o quarto de Emmett e Pietro ficavam do lado oeste da casa, ou melhor dizendo, do lado oposto ao de Bella.

Edward estava quase no seu objetivo, a sacada do quarto de Bella. Ela havia deixado à porta da pequena varanda aberta, era mais seguro do que a janela, e tinha esperanças de que ele aparecesse, mas não pensava que seria possível.

Colocando uma perna por cima da sacada, ele passou para o outro lado, sem fazer barulho ou chamar algum tipo de atenção.

Notou que o quarto estava vazio, mas também a luz vinda do banheiro e o suave barulho de movimento de água. Chegou à conclusão de que ela estava em sua banheira. Aproximou-se da porta com lentidão, e através do largo espelho viu-a em seu banho. Com espumas cobrindo seus braços, pescoço, seios e pernas.

Tinha uma das pernas elevadas, e deslizava a esponja lentamente por ela, como se estivesse desfrutando daquele momento.

Engoliu seco, sentindo um ardor tomar conta do seu corpo. Juntou todas as suas forças para se afastar dali, indo em direção a porta da varanda, respirou o ar puro da noite e fechou-a.

Quando caminhava para a cama dela, percebeu as peças que ela havia escolhido para por. O velho conjunto de moletom. Sorriu para si mesmo, e aproximou-se mais da cama, e viu aquela pequena peça, que denominavam de calcinha. Antes de ter o impulso de pegar o fino pano nas mãos, deu meia volta e caminhou em direção a velha cadeira de balanço no canto do quarto.

Edward sentou-se, suspirando em alivio quando a mesma não fez barulho. Esperou pacientemente sua amada.

.

.

Depois do maravilhoso banho, Bella sentiu a água esfriar e resolveu sair da banheira. Secou-se e em seguida colocou seu roupão. Parou em frente ao espelho, e pegou sua escova, penteando seus cabelos longos e castanhos. Olhou para si mesma com mais atenção, e sorriu.

Estava em estado de êxtase pela felicidade. Felicidade de ter Edward Cullen.

Com esse mesmo sorriso saiu do seu banheiro, estranhando o quarto estar tão… quente.

Caminhava sem muita atenção, até que quando estava perto da sua cama, estacou-se ao visualizar o homem a sua frente.

Sentado na cadeira de balanço, estava aquele que habitava seus sonhos.

Edward tinha um sorriso torto no rosto, os olhos verdes pareciam mais escuros, e passeavam por todo seu corpo semi-úmido. Tinha a respiração regular, as mãos cruzadas e os cotovelos apoiados nos braços da cadeira.

Bella sentiu todo seu sangue correr para seu rosto, corando de uma forma tão forte que pensei que jamais voltaria a ter sua pele alva.

Sentiu-se como uma presa, sendo observada atentamente por seu predador, e um ardor tomou conta de entre suas pernas.

Ela estava excitando-se com a imagem tão sexy de seu homem. Sim ele era dela, e agora tinha certeza disso.

— Boa noite mi preciosa – sua voz estava rouca, baixa e perigosa.

Todo um arrepio passou por Bella, fazendo seu coração palpitar mais rápido.

Esse homem seria sua morte.

Boa noite – ela respondeu com as mãos um pouco trêmulas, se chutando mentalmente pelo ato.

Edward levantou-se, ainda com aquele sorriso, mas com um toque de malícia. Com toda a sua sensualidade, caminhou até ela. Bella sentiu a garganta seca e a vontade de ter aqueles lábios naturalmente vermelhos nos dela, as mãos quentes em sua pele.

Como se ele pudesse ler pensamentos, aproximou-se em tempo recorde, acariciou o pescoço dela com sua mão, sentindo ali as gotinhas de água que restavam no corpo dela. Diminuiu as distancia entre os rostos, olhando dentro dos olhos dela, e vendo ali a mesma luxuria que emanava do dele. Era como um espelho de desejo e paixão.

Enterrou seus dedos nos cabelos longos dela, e juntou as suas bocas, imediatamente penetrando a mesma com sua língua.

Edward tinha a consciência de que tudo era novo para Bella, os sentimentos, as sensações e o desejo. Mas ele era homem, e a dor entre suas pernas, apertando sua calça jeans, o lembrava a cada minuto.

Essa mulher era sexy demais para sua própria sanidade. E ela mesma não sabia disso.

Bella poderia ser inexperiente, mas não era burra. Ela sabia que a umidade que crescia entre suas pernas era sinal de que aquele homem estava mexendo ainda mais com suas emoções. E mandava um sinal claro para seu cérebro de que precisava de alivio.

No momento em que ele a beijou, e tomou-a com tanta fome, havia deixado de ser a Bella tímida, e sentia uma mulher sensual e sedenta crescer em seu ser.

As línguas se chocavam, entrelaçavam, lutavam por espaço e queriam a vitória.

Edward a puxou pela cintura, e ela sentiu a dureza dele contra seu estômago. Mordeu os lábios dele, sentindo que o calor em suas pernas só aumentava.

Ele começou a caminhar até a cama, com os lábios grudados aos dela, fazendo-a deitar-se sobre as roupas que tinha separado para si mesma.

Bella não se incomodou em sentir vergonha de ter aquele corpo másculo em cima dela. Ela agora era a mulher que ansiava por ter aquele homem de inúmeras formas. Um desejo que ela guardou dentro de si mesma por anos.

Quando precisaram respirar, Edward beijou cada centímetro do seu pescoço, saboreando daquela pele deliciosa, que tinha cheiro de pêssego, sais de pêssego, ela os amava, e Edward sabia. Suas mãos vagavam pela coxa sedosa dela, querendo poder sentir o calor dela, mas não queria forçá-la.

Ela percebeu sua batalha interna, e sem saber de que lugar veio tanta coragem, segurou a mão dele. Ele levantou seu rosto, cravando seus olhos tão verdes, que poderiam ser confundidos com negros, nos dela. Tão desinibida, em um ato que tanto desejava. Guiou a mão dele até onde ela precisava de alivio.

Edward reprimiu um grunhido, fazendo todo seu corpo balançar, quando sentiu todo aquele mel quente em seus dedos. Ele havia causado isso, tudo foi por ele, e agora finalmente poderia sentir. Deixou-a guiar para onde ela precisava.

Bella passou os dedos dele em seu clitóris, lugar que clamava por ser acariciado por aqueles longos dedos. Deixou todo o ar escapar dos seus pulmões e fechou os olhos diante das sensações.

Ele percebeu que ela poderia estar assustada, ou com medo, e a beijou, com amor, carinho e paixão. Todo e qualquer medo que Bella poderia sentir se foi, agora ela era uma mulher quente precisando senti prazer.

Edward notou isso, agora recuperado do choque inicial, apertou um pouco a ponta dos seus dedos naquele local.

— Quer que eu lhe toque, por mim mesmo? – ele perguntou com um sussurro.

Bella assentiu, soltando a mão dele, entregue aos prazeres da carne, e as mãos daquele homem, experiente e incrível. Edward pensou que ela iria desistir, mas ficou surpreso ao vê-la tão entregue, para ele. Só para ele.

Circulou o clitóris dela com o polegar, fazendo-a tremer. Mergulhou lentamente um dedo em sua umidade, sentindo as paredes estreitas dela. Engoliu um gemido.

Esse era o momento dela, e não dele.

Ele sabia que mesmo com ela assim, não passaria das caricias, Bella poderia estar desinibida, mas ele queria ir com calma, ensiná-la, mostrar como se ter prazer. Ele queria ser o seu primeiro… e seu único.

Ela estava experimentando sensações explosivas, e quase sentiu o céu na ponta dos dedos quando ele colocou mais um dedo dentro dela, entrando e saindo rápido, mas com delicadeza. Ela mordeu os lábios. Isso era devastador.

Edward continuava no ritmo perfeito para ela. Colocou um terceiro dedo naquela fenda úmida e estreita, estimulando seu clitóris com o polegar.

A respiração dela ficou forte, os olhos se fecharam e algo explodia no seu estômago, correndo por seu sistema até chegar em seu sexo. O mesmo apertou os dedos de Edward, que fechou os olhos no desejo de querer que ali fosse o seu membro, sentindo como ela é estreita e deliciosa…

É a hora dela, ele repetiu mentalmente. Somente dela.

Abrindo os olhos, ele teve tempo de contemplar Bella chegar no pico. Seu rosto vermelho de excitação, seus lábios entreabertos, sua língua umedecendo os lábios secos, e seu peito subir e descer na sua respiração profunda. Ela gozou em seus dedos, sentindo que o paraíso era realmente ali.

Edward tirou os dedos de dentro dela, ela abriu os olhos e o viu levar os dedos até a boca, e chupá-los com gula, como se fosse o manjar dos deuses. E isso era para ele.

Ele sorriu o sorriso mais lindo do mundo, e beijou-a. O sabor de suas bocas, com a essência dela, era a melhor mistura já inventada.

— Você é deliciosa, mi preciosa – ele disse com os lábios colados aos dela. – Nem o doce mais requintado do mundo chega aos seus pés, cariño.

Ela sorriu sentindo-se um tanto que poderosa. Acariciando os cabelos dele, ficou ali por alguns minutos. Sentindo o corpo dele por cima do dela, e os beijos calmos e carinhosos que compartilhavam.

— Amor, vai trocar de roupa, eu te espero aqui – ela assentiu e ele saiu de cima dela.

Bella pegou a roupa em cima da cama e correu para o banheiro. Abriu a porta do box e ligou o chuveirinho, lavando-se do gozo e da umidade que ainda estava em seu sexo e coxas. Depois de se limpar, secou-se, colocou a roupa, escovou os dentes e voltou para o quarto.

Suspirou ao ver Edward com os braços atrás da cabeça e sorrindo para ela. Sorriu e caminhou para sua cama, se aconchegando junto a ele.

Ele enroscou seus braços em volta do seu corpo, sentindo a pequena mulher que era dele. A protegeu durante anos, cuidou dela durante muito tempo, e a idolatrava em silêncio.

Muitos homens a olhavam com desejo, observando cada curva de seu belo corpo, seus lindos olhos castanhos e seus cabelos longos e sedosos.

O ciúme sempre tomou conta dele, mas nunca o demonstrou. Bella era livre para ter qualquer relacionamento, mas ao contrário dele, nunca esteve com ninguém.

O que o fez pensar em algo: Desde quando ela me ama?

Ele teria a feito sofrer em algum momento?

Teria ferido seu pequeno e delicado coração?

Teria a feito chorar?

Edward estava preparado para perguntar para ela, quando a viu dormindo como um anjo. Sentiu seu peito rasgar, pensando se alguma vez esse, ser divino teria derramado uma lágrima por sua culpa.

Culpa de nunca ter dito que a amava desde o primeiro dia que a viu.

Balançou a cabeça expulsando os pensamentos. Se ele a fez sofrer alguma vez, preferia não saber, pois de hoje em diante iria tornar os dias de sua preciosa, os melhores de sua vida.

Os raios de sol, fracos, porém existentes, entraram pela janela do quarto de Bella. Ela apertou os olhos com força, reprimindo a vontade de acordar.

Deu um longo bocejo e abriu os olhos, notando estar sozinha na cama. Franziu a testa. Teria sido tudo um sonho?

Quando mexeu a mão sentiu um papel em seus dedos, e o pegou, lendo o que estava ali.

Tive que ir embora mi preciosa, não teria como explicar ao Charlie e a Emmett, o que eu estava fazendo no seu quarto pela manhã. Espero você na hora do almoço, já estou morrendo de saudades do calor do seu corpo, e dos seus lábios mi vida. Você é o que me motiva a viver.

Eu te amo cariño.

Seu eterno servo,

Edward Cullen.

Ela dedilhou as letras, e sorriu para si mesma.

Servo.

Será que ele não via que ela era a escrava do seu amor?

Ainda sorrindo, levantou da sua cama, sentindo-se a mulher mais sortuda do mundo.

0 comentários :

Postar um comentário