TCS - Capitulo 7

Capítulo 7.




Pela reação dos meus irmãos, acho que não teria muitos problemas em relação a Bella. Digo, tirando Rosalie, claro, que pensava de 2 em 2 segundos em matá-la. Mas isso era um pensamento comum a Rosalie, quando se tratava de outras mulheres. Eu não precisava me importar. Já tínhamos nos separado, Bella estava atrasada para sua primeira aula, e eu andava ao lado da minha irmã preferida. A mais coerente, pelo menos.

- E então?
- Não vou ficar te contando nada, Edward.
- Alice, eu preciso saber se algo for dar errado!
- Se algo for dar errado, eu vou te avisar, como fiz no dia do problema na fraternidade. Ok?
- Você não se cansa de ficar me bloqueando? Eu posso ser persistente.
- Na verdade não... é tão divertido ver sua cara de decepção...

Ela abaixou os óculos e piscou para mim. Alice adorava me deixar curioso. Merda. Cruzei com Megan da Ômega no corredor e algo a fez pensar que pudesse parar para falar comigo. Hein?

- Edward! Oi!
- Estou indo para minha aula, irmão.

Alice se despediu enquanto continuava andando e rindo. Ela tinha previsto isso.

- Megan.

"Lindo..."

- Tudo bem? Fiquei esperando uma nova visita sua...
- Não espere.

"Não faz assim meu amor..."

- Por que não? Estava pensando que nós deveríamos nos conhecer melhor, sabe?
- Vá para a aula, Megan.

A deixei falando sozinha no corredor, e entrei na minha sala. Ainda pude ouvir seus neurônios trabalhando.

"Ele falou comigo! Droga, não tem ninguém olhando!"


Tinha sido o mesmo que jogar dinheiro fora, porque desde meu primeiro dia de aula, que eu não prestava atenção a nada que os professores diziam. Claro, eu tinha conhecido Edward Cullen no primeiro dia de aula. Eu iria reprovar provavelmente. Precisava fazer logo amizade com Alice, pois se ela vê o futuro, talvez ela pudesse ver as perguntas que caíriam nas provas. Ok, esse seria o primeiro item da minha lista de afazeres. Achei melhor colocar a lista na ponta do lápis.

* fazer amizade com Alice
* não encarar Rosalie
* não encarar Emmet para Rosalie não ficar com ciúmes
* não chegar perto de Rosalie
* não sorrir para Emmet
* nem falar com Emmet


Ok, Bella, isso é ridículo! Amassei o papel e mastiguei. Não deveria deixar vestígios da minha loucura. Mas pensando bem, não era loucura. Fiquei pensando na menina que trancou a matrícula por causa da Rosalie. Todos achavam que a garota era louca, coitada. E na verdade, ela não era! Parei de pensar nisso quando a aula terminou. Para minha surpresa, minhas próximas duas aulas tinham sido canceladas. Eu não teria nada para fazer o resto do dia ali na faculdade. Não sabia a sala de Edward, nem sabia seus horários, então decidi ir para casa. Eu estava a pé, já que tinha ido no Volvo. Sim, agora eu andava de Volvo, quem diria? No caminho parei na livraria que ficava quase em frente à minha casa.
Eu precisava comprar alguns livros para as aulas. Quando já estava no caixa para pagar, um livro na prateleira me chamou a atenção. Tinha uma capa preta e duas mãos segurando uma maçã. Eu geralmente não ficava atraída por capas de livros, mas essa eu achei interessante e resolvi pegar para ver. A sinopse me chamou a atenção. Claro. Era sobre uma garota comum e um vampiro. Isso soava bem familiar para mim. Céus. Eu estava literalmente vivendo uma ficção. Paguei o livro e fui para casa.

Eu tinha milhares de coisas para fazer, como arrumar a bagunça que estava se tornando o meu quarto, e tentar ficar em dia com as matérias que eu estava boiando, já que eu nunca conseguia prestar atenção nas aulas. Mas é óbvio, que a pessoa aqui resolveu ler a primeira página do livro. Só por curiosidade. E eu não consegui largá-lo mais.



Achei meio estranho não encontrar mais a Bella pela faculdade o dia inteiro. E olha que aquele prédio era pequeno. Minhas aulas acabaram e eu fui direto para a casa de você-sabe-quem. Nem preciso dizer o nome... saltei a janela e a vi deitada de bruços na cama. Que posição fantástica, ela parecia um alvo. O dardo era eu, claro. Controle-se Edward.

- Tem alguém viva aí?
- Edward!

Ela se virou e sorriu ao me ver. Que sorriso maravilhoso.

- O que houve?
- Só tive uma aula hoje... aí vim direto para casa.
- Está lendo?
- Ah! Sim! Nossa, você não vai acreditar nisso!

Eu me sentei ao seu lado e olhei o livro em questão. Uma maçã? Bella estava lendo culinária?

- Legal, minha linda. Aprendendo a cozinhar?
- Cozinhar?

Ela me olhou, olhou o livro e me olhou de novo.

- Edward, isso é um livro de história. (gargalhando)
- Ah é? Você não pode me culpar. Tem uma maçã na capa! Sobre o que é?
- Então... é um assunto comum para você... vampiros!

Tá de sacanagem com a minha cara, né? Ela estava lendo sobre vampiros? Não era mais fácil tirar as dúvidas comigo?

- Isso é vontade de gastar dinheiro? Meu bem, por que você não comprou um livro sobre o Pé Grande?

Levei um tapa. Para mim foi como um afago.

- Eu comprei porque gosto da escritora e dizem que esse é o novo best-seller dela. E além do mais, tem tudo a ver com nós dois.
- Twilight? Nunca ouvi falar. E duvido muito que tenha a ver com algo aqui dessa relação.

Peguei o livro e folheei rápido as páginas.

- Bella, você pode ficar rica. Não que eu precise do seu dinheiro, claro. Mas você pode ganhar um processo em cima dessa escritora.
- Por que?
- Porque aparentemente, ela copiou você.
- Eu não estou rindo, Edward.

Ah, vai, foi engraçado. Certo... não foi. Ela arrancou o livro da minha mão. Credo! Aquilo era banhado a ouro?

- Enfim, a história é sobre Becca Twain que se apaixona pelo Bernard Fulten. Ele é vampiro mas se apaixona por ela também. O problema o sangue dela é irresistível para ele, e isso dificulta as coisas.
- E ele a mata no final?
-EDWARD!
- Desculpa. Continue...
- Não, ele não mata! Até porque, ele é vegetariano.
- Hein? Vegetariano? Só me diga qual o alimento de um vampiro vegetariano...
- Ué, você não sabe?
- Eu conheço vários vegetarianos pelo mundo, Bella. Posso até visualizar um bando de vampiros saboreando uma alface.

Aquilo era estranho... o livro era bom mesmo? Best-seller?

- Vampiros vegetarianos são vampiros que não se alimentam de humanos, Cullen. Eles se alimentam de animais.

Eu quase vomitei.

- Ah Bella, não leia mais isso, por favor. Me deu náuseas agora. Isso me faz lembrar de Louis.
- Quem?
- Louis de Pointe du Lac. Um amigo antigo. Ele andou uma época tentando mudar de dieta. Passou a comer ratos. Só em falar nisso eu já me sinto mal.
- Você por acaso, só por acaso mesmo, não está falando do Louis de Entrevista com...
- Esse mesmo. Tinha esquecido que ele ficou famosinho por causa do filme...
- Ah claro. Qualquer dia você me diz que conhece Lestat também.

Fiquei calado, né? Eu tinha culpa?

- EDWARD! Você conhece?
- É né.

Ela arregalou os olhos e abriu um sorrisão.

- Um dia você vai me apresentar!
- Claro, se você quiser ficar sem cabeça.

Ele acha mesmo que conseguiu me amedrontar? Como assim ele conhecia Lestat e eu não iria tirar proveito disso? Tipo, é Lestat, né? Por hora eu fingi que tinha caído na dele.

- Então, voltando ao assunto do livro, isso é um vampiro vegetariano.
- Bella, eu odeio quem maltrata animais... imagina eu mordendo um boi? Quando ele me olhasse com aqueles olhos tristes, eu desistiria.
- Ah sim... você só não desiste quando uma pessoa te implora pela vida, né?
- Aí não.

Eu me apaixonei por um vampiro troglodita sedento por sangue humano. Por que não podia aparecer um Bernard Fulten na minha vida? Bem, eu não ia dscutir. Por mais diferente que ele fosse de Bernard, ele ainda era meu. E real.

- Edward, o que acontece quando vocês saem no sol?
- Nos queimamos. Por quê?
- Só?
- Só Bella... queimar é pouca coisa mesmo.
- Eu não quis dizer isso. Mas nada mais acontece? Tipo, outro efeito? Vocês... não... brilham?

Ele me olhou com uma cara nem um pouco feliz.

- Você não está me perguntando se eu brilho...
- Bem, no livro eles brilham...
- Ok. Essa é a minha deixa para ir embora.

Ele levantou meio puto. Qual o problema? Foi só uma pergunta!

- Edward... ok, parei de ler. Enquanto você estiver por aqui.

Ele parou me olhando, passando a mão nos cabelos abomináveis.

- Isso foi estranho Bella. Me senti insultado. Desde quando homem brilha? Tenho cara de purpurina?
- Não é brilhar desse jeito! Ah, esquece...
- Acho bom mesmo. Eu me pergunto por que eu fico aqui perdendo tempo com uma doida de Becca e um zoofilo chamado Bernard, enquanto você está aqui sozinha, como uma presa indefesa...
- Eu acho bom você se acostumar, porque nós vamos na estréia!
- Eu vou em qualquer lugar, se você largar esse livro agora e vier aqui me dar um beijo.

Ele parecia uma criança mimada. Tinha quantos anos mesmo? Encostou na parede, ainda emburrado e cruzou os braços olhando pro teto. Eu ri daquela cena. Eu não era otária de não ir, né? Coloquei delicadamente o livro na cama (eu não ia jogar aquela relíquia de qualquer jeito) e fui até ele.

- Você agora vai ter que me levar até na China, se eu quiser.
- Ainda não fui beijado, Bella...

Eu fiquei na ponta dos pés e puxei seu pescoço trazendo sua boca até a minha. Só consegui arrancar um selinho dele.

- Estou magoado. Você é a única humana no mundo que namora um vampiro e o troca por outro vampiro. Fictício!
- Eu não te troquei pelo Bernard!
- Claro, porque ele não existe!
- Não... porque quem eu amo é Edward Cullen.
- O que você disse?

Ops. Ele agora tinha um sorriso torto. Merda! Merda! Merda! Não podia ser a primeira a dizer essa palavra! Merda!

- Nada não. Acho que vou tomar banho.

Eu tentei sair correndo do quarto, mas ele foi mais rápido e me levantou pela cintura, colocando minhas pernas em volta do seu corpo. Eu estava prestes a morrer com ele tão grudado assim em mim.

- Tarde demais. Só sai daqui quando repetir.
- E você acha que eu estou desconfortável?
- Agora você não está... mas vai ficar quando eu começar a sessão de tortura!
- Hein?



Ela me olhava duvidando... ah Bella... eu a segurava pelos quadris, enquanto a dava chance de mudar de idéia.

- Vai falar?
- Não!

Sussurrei em seu ouvido, roçando os lábios na sua orelha.

- Tem certeza?

Seus pêlos se eriçaram e ela corou. Eu estava apenas começando. Aproximei minha boca da sua, sem beijar, e passei a ponta da língua no canto dos seus lábios. Ela tentou me beijar, claro. Eu me esquivei.

- Quer que eu pergunte de novo?
- Não vou dizer nada...

Beijei seu pescoço, dei algumas mordidas, outras lambidas. Ela ofegava.

- Pára...

Deitei em cima dela na cama e tirei minha blusa. O coração dela acelerou e seus dedos tentaram alcançar minha barriga.

- Quieta.
- Edward...
- Vai falar?
- Você sabe que não...

Segurei suas mãos que se esticavam em direção ao meu corpo.

- Então só eu vou brincar.

Ela se debateu em baixo de mim. Eu não estava nem aí. Levantei sua blusa até o umbigo, com a outra mão, e deslizei o dedo naqueles pêlinhos arrepiados.

- Solta as minhas mãos!
- Não.

Desabotoei sua calça jeans e abri o zíper, deixando aparecer o elástico da calçinha. É, eu realmente estava muito controlado.

- Edward, você não é louco!
- Que zumbido é esse que estou ouvindo?

Passei um dedo de leve pelo elástico e soltei, fazendo estalo. Eu adorava esse barulho. Me curvei um pouco e beijei o corte na barriga que já estava cicatrizando, e depois percorri sua barriga com beijos, até chegar na parte tampada pela blusa. Voltei lambendo o mesmo caminho, dessa vez até encontrar o bendito elástico, que peguei com os dentes e soltei de novo.

- O que será que tem por baixo desse elástico?
- Ok! Ok! Eu falo!
- Fale.
- Eu disse que... te... a-m-o.
- Não entendo letras soletradas.
- AMO!
- Ama quem?
- Céus, Edward! Que irritante!
- Você ama o céu?

Começei a levantar mais a sua blusa.

- Espero que você esteja usando sutiã.
- Tá. Eu amo você! Melhorou? Satisfeito?

Sim, agora eu estava. Sorri satisfeitíssimo. Beijei sua boca e deixei ela brincar com sua língua na minha. Agora ela podia. Soltei suas mãos, que foram parar imediatamente nas minhas costas, tentando me arranhar. Tentando, claro.

- Você é violenta amor...
- Cala a boca, Edward!

A menina ficou raivosa. Puxou meus cabelos, quase arrancando-os do couro cabeludo e me deu um chupão. Eu devia torturá-la mais vezes. Por que não tinha pensado nisso antes? Ela passou as pernas por cima do meu corpo, me puxando pra baixo, escorregando as mãos até minha bunda. Hum, ela apertou, isso sim. Safada! E eu com isso? Eu estava era gostando! Até que enfim, a gata tinha virado pantera. Puxei sua calça e ela segurou minha mão.

- Não...
- Como não?
- Isso não...

E... voltamos para a gatinha indefesa. Eu tinha gostado da pantera. Se meu corpo produzisse lágrimas, eu estaria chorando.


- Eu não vou te morder, Bella. (ele sorria)

Piadinha sem-graça a dele. Típico de Edward. Como dizer a ele que isso era tudo o que eu mais queria, e também o que mais me dava medo? Ele me acharia uma louca retardada, no mínimo. Era mais fácil dizer apenas não, mesmo me cortando o coração a cara que ele fazia agora de desesperado. Ele ficou me olhando incrédulo por uns segundos. Porque eu provavelmente devia ser a única criatura em todo o universo que diria não para ele. Óbvio. Ele bagunçou o cabelo.

- Bem... vou ali morrer e já volto.
- Que eu saiba, você já está morto...
- Nem todos os órgãos Bella... nem todos...
- Do que você est... oh, Edward!

Ele saiu de cima de mim, sentando na cama.

- Deus deve estar me castigando por ter desvirginado tantas mulheres durante estes séculos...
- Ah... deve ser um vasto currículo...
- Bons tempos...
- Eu estou aqui, tá?
- E aí ele me mandou um diabinho em forma de Bella. Para me torturar eternamente.

Eu ri com aquilo. Tadinho, quem ouvia até acreditava que era tão indefeso.

- Você não pode reclamar de tortura. Acabou de fazer o mesmo comigo.
- Bella, eu sou o vilão aqui! Você deveria ser a presa abatida!

Ele se fazia de pobre coitado. Hilário. Sentei atrás dele e passei as maõs em volta da sua cintura. Eu já falei que ele tinha a barriga lisa e dura mais gostosa que eu já tinha visto?

- Você pode me tacar na parede quantas vezes quiser... desde que pare quando eu pedir.
- O problema é justamente parar.
- Desculpe então. De novo, né?

Ele tirou minhas mãos e as beijou, depois levantou.

- Me desculpe, Bella. Preciso ir.

Como assim precisa ir? Ir onde? Ele ia embora do nada? Assim, visivelmente transtornado? O que ele tinha na cabeça? E aí uma coisa se passou pela minha mente. Não era o que... era quem ele tinha na cabeça. Ele não seria capaz de procurar outra pessoa que o deixasse extravasar. A quem eu queria enganar? Ele era Edward Cullen! Em cada esquina tinha uma mulher sorrindo pra ele.

Começei a correr quando ele vestiu a blusa e saltou a janela. Nunca desci as escadas tão rápido. E sem cair! Ele já estava no carro quando eu saí pela rua gritando o nome dele que nem uma louca. Ele me olhou assustado e desceu o vidro.

- O que foi?
- Volta, Edward!
- Hoje não.
- Como não? Se for embora não volta então.

Ele encostou a cabeça no banco e suspirou.

- Não dificulta as coisas, Bella. Eu não volto porque não estou em condições psicológicas.
- Então abre a porta...
- Você não vai entrar. Quer morrer?

Ok. Entrei pela janela mesmo. Quer dizer, entrei não, fiquei meio que pendurada. Metade do corpo dentro do carro e metade fora. Eu tinha mesmo que pagar mico numa hora dessas? Pelo menos ele riu, me puxando pra dentro.

- Você é louca!
- Por você, eu sei.

Sentei em seu colo e tirei minha blusa, ficando só de sutiã. Ele subiu rápido o vidro. Ops, tinha esqueçido dos vizinhos.

- Eu não sei muito bem como é isso, então se você puder me ajudar...
- O que você está fazendo, Bella?

Minhas mãos tremiam enquanto eu tentava sem sucesso algum tirar meu sutiã.

- Tentando dar para você.

E então um maldito sorriso torto surgiu em seu rosto e ele começou a gargalhar. Falei alguma coisa engraçada?

- Por que isso agora?
- Melhor eu do que outra, né?
- Outra?
- OUtra mulher.

Desisti de tirar o sutiã e começei a tirar a blusa dele. Que lerdo ele era.

- Ah sim. Ciúmes, né?
- Que seja... vai me ajudar ou não?



Eu ouvia mesmo aquelas palavras saindo da sua boca? Ou eu já estava tão fudido que estava delirando?

- Você tem certeza absoluta disso?
- Não... mas você quer que eu pense melhor?

Era bom eu não responder, né? Tirei minha blusa que ela ainda tentava tirar e a beijei, agarrando-a pelos cabelos e trazendo para mim, enquanto eu corria o banco para trás, degrudando-a do volante. Contornava sua boca quente com a língua, sugando seus lábios de vez em quando. Ela agarrava meus cabelos e ofegava.

- Você podia ter vindo de saia, né? Me pouparia trabalho...
- Não me zoa, Edward.

Ok. Joguei ela no banco do carona e puxei as pernas da sua calça. Ô peça de roupa mais infernal! Mulheres sempre deviam usar saias! Bella agora me olhava corada, de calçinha e sutiã. Eu tentei ignorar a estampa de ursinhos e puxei-a de volta para meu colo. Seu corpo todo tremia contra o meu e seu coração estava acelerado. Beijei seu pescoço enquanto alisava sua cintura e subia as mãos até seu sutiã. De ursinhos. Demorei 1 milésimo de segundo para fazer o que ela tinha levado 5 minutos para não conseguir. Quando tirei a peça ela se chocou contra meu peito, cravando as unhas nos meus ombros.

- Bella, não tem graça eu tirar se eu não estou vendo...
- A gente não pode fazer isso sem que você veja?
- Eu já vi antes, lembra?
- Antes foi antes.

Na verdade ela era ingênua, porque a sensação dos seios excitados dela encostados em mim, só me dava mais desejo ainda de possuí-la rápido.

- Meu amor, me dê espaço para tirar minha calça pelo menos...

Eu podia arrancá-la dali a hora que eu quisesse, mas como ela já estava tensa, achei melhor não piorar a situação. Eu tive que rir quando ela afastou só os quadris, sem soltar os dedos dos meus ombros. Eu desabotoava minha calça e os batimentos cardíacos dela aumentavam em sincronia. Deixei só a cueca aparecendo e desgrudei-a de mim, voltando a beijá-la, devagar dessa vez, tentando acalmá-la. Sussurrei um pouco no seu ouvido, enquanto suas mãos trêmulas apertavam meu braço.

- Você sabe que não precisa forçar nada, né?
- Aham.
- Porque eu não quero que você se arrependa depois.

Eu era louco em estar dizendo aquilo?

- Eu não quero é me arrepender por ter sido traída...
- Você acha que eu te trairia por causa disso?
- Acho.
- Bella... eu sou muito mais controlado do que você imagina.
- Aham.

Certo, eu não podia continuar com isso. Não queria que ela fizesse aquilo pelas razões erradas. Fechei minha calça e devolvi seu sutiã.

- Vista-se Bella.
- Por que?
- Eu vou fazer da forma certa contigo.
- Na cama?

Ela era hilária.

- Estou dizendo que não vamos transar hoje.
- Edward... mas eu quero...
- Não quer não.
- Você prefere outra?
- Não tem outra Bella! Isso é coisa da sua cabeça.
- Não vai me trair?
- Lógico que não. Eu nem sei de onde você tirou isso.
- Você saiu correndo... eu pensei que...
- Que eu fosse atrás de alguém? Eu não estaria surtando há dias para chutar o balde agora.

A vi suspirar aliviada.

- Achei que era o que você queria...
- É o que eu quero. Muito. Mas não com você tão tensa assim.

Ela apertou meu pescoço e encheu meu rosto de beijos. Mulheres... Ajudei-a a vestir a roupa e saímos do carro. Eu ia embora, claro.

- Bella, você poderia comprar umas lingeries legais?
- Por que?
- Ursinhos é meio broxante...

Ela corou e me deu um tapa. Carinho...

- Me desculpe se eu não costumo tirar a roupa pra qualquer um.
- Certo. Dessa vez eu te perdôo.
- Vai ficar?
- Claro que não! Não acha que é muito sofrimento para um dia só?
- Então tá...

Ela sorria e mordia os lábios. Linda demais desse jeito. Beijei sua boca e me despedi. Estava duro mas estava feliz.


Como eu poderia dormir agora? Queria ele ali comigo... mas eu fui idiota em dobro por deixá-lo ir duas vezes seguidas. Fiquei me revirando na cama enquanto passava as cenas todas na minha cabeça. Eu era idiota mesmo... não tinha mais salvação para mim. Fiz uma listinha de coisas a fazer mentalmente e coloquei junto com as outras coisas.

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Essa noite eu tive o sonho mais quente de toda a minha vida. Claro, porque eu fazia nele o que eu deveria realmente ter feito no carro com Edward. Pelo menos em sonho, eu dei pra ele.
Me arrumei correndo para poder chegar logo na faculdade. Não via a hora de encontrar Edward. Estava animadinha por causa do sonho. E que sonho! Precisei de um banho frio para poder ficar bem. Estacionei Ugly Red numa vaga qualquer e saí batendo a porta. Uma Ferrari preta quase me atropelou quando entrou na vaga ao lado da minha. Povo apressado, até parece que a faculdade ia fugir! Quando já tinha me afastado alguns passos, lembrei que esquecera um livro que precisaria para a 2ª aula, dentro do carro. Me virei para voltar mas bati de cara em algo duro. Na verdade, em uma pessoa dura. Um cara todo de preto e óculos escuros, cabelos lisos e loiros, compridos até o ombro, que apertava o alarme para fechar a Ferrari. Eu me senti tonta. Da suposta máquina de correr preta, saía uma ruiva de cabelos ondulados, de óculos também, que eu jurava ser tão linda quanto Rosalie.

- Oh, me de-desculpe.
- Não foi nada, princesa. Basta me dizer seu nome e está perdoada.

Ele sorria lindamente. Bella, está louca? Você tem um Edward Cullen!

- Isabella Swan.
- Muito prazer, Isabella. Eu sou James. E esta é minha irmã Victoria.
- Prazer...

Eu tinha até medo de olhar a garota. Me lembrava Rosalie, que me lembrava maldades.

- Tudo bem?

Ela abriu um sorriso simpático para mim. Ok, ela não lembrava Rosalie.

- Tudo. Novos aqui?
- Viemos transferidos de Yale. Negócios a tratar na cidade.
- Ah.



Eu já via Bella em pé no estacionamento quando chegamos. Ela falava com duas pessoas que eu não conhecia. Quando nos aproximamos da minha vaga, eu não tive a mínima dúvida. Meus irmãos estavam de carona comigo hoje, e eu fiquei feliz, por saber que Alice estava próxima o bastante para que eu pudesse matá-la.

- Foi isso que você escondeu da gente, Alice?

Eles se assustaram com meu grito. Era um absurdo ela não contar algo do tipo.

- Eles não apresentam perigo, Edward!
- Alguém pode me explicar do que se trata? (Emmet me olhou do carona)
- Os novos alunos. Ali com Bella.
- Mas que merda...
- Loiro gostoso!
- Rose!
- Que é, Emmet? Só você pode?
- Você ocultou de nós a informação de dois vampiros na cidade, meu amor?
- Jazz, eu já disse, não são perigosos!

Estacionei de qualquer jeito e fui até eles.

- BELLA!

Ela virou para me olhar, com um sorriso nos lábios. Peguei sua cintura e a trouxe para junto do meu corpo.

- Edward, estes são James e Victoria.

Nos encaramos por rápidos segundos. Eles pareceram surpresos.

"Vampiro?"

"Um vampiro e uma humana?"

"Interessante..."

- Bem-vindos.

Virei-me e puxei a mão de Bella, saindo dali.

- Edward, que grosseria!
- Bella, você reparou neles?
- Sim, e daí? Bonitos.
- Vampiros.
- Hein?


Como assim vampiros? Forks tinha aberto sua temporada de caça e eu não sabia? Pensa em vampiros. Alguém vai imaginar que numa cidade tamanho ovo que nem a minha, sem nada para fazer, podem haver vampiros? E tantos assim?

- Você os conhece?
- Nunca vi na vida.
- Mas Edward, eles foram simpáticos.
- Eu sempre chego simpático nas minhas vítimas, Bella. Se chegasse assustando não me alimentaria tão fácil...
- Certo. Mas eu não acho realmente que eles sejam ruins.
- Que seja. Mas você prefere pagar para ver?
- Bem... não.

Nós estávamos indo em direção aos seus irmãos (merda!) que olhavam interessados.

- Deu um avisinho a nossos amigos, Edward?
- Não, Emmet.
- Eu não acho que precisem de avisos. O loiro vai fazer bem para saúde geral.
- Rose...
- Cale-se Emmet! É sua vez de sofrer.
- Eu preciso admitir que também achei-o interessante...
- Ficou maluca, Alice? Eu estou sentindo isso, ok?
- Oh! Desculpe Jazz. Foi sem querer!
- O que há com vocês duas, hein? (Edward perguntou às irmãs) Estão abobalhadas?
- Oi Bella!
- Er... oi Alice.
- Você vai passar direto, ok?
- Hã?
- Em todas as matérias.

Ah, graças! Eu nem precisei perguntar. Ela era boa mesmo, minha vampira preferida.

- Tudo bem, Bella?

Ele não estava falando comigo. Ok, ele estava, mas eu tentava ignorar Emmet já que Rosalie me fuzilava.

- Bella, Emmet está falando...
- Ah, sim. Tudo bem.

Ás vezes eu queria que Edward pudesse ler minha mente, para que eu mandasse-o calar a boca.

- Tá viva ainda, é? Edward sempre me surpreendendo!
- Rose... faça-me o favor de não mover os lábios, ok? Lixo a essa hora da manhã não me faz bem.
- O que foi? Ela tem direito de saber que pode virar almoço a qualquer momento. E eu ando com uma fome terrível esses dias...

Edward saiu me puxando.

- Ela estava brincando, né?
- Não.
- Como não?
- Ela não falou nenhuma mentira Bella. Você é um alimento para nós... e nós vivemos com fome. Mas isso não significa que vá acontecer algo com você. Eu nunca deixaria.
- Certo. Lembre-me de nunca aceitar convite para jantar dos seus irmãos então.

Ele riu e me abraçou. Com aquela confusão toda eu tinha até esquecido da minha imensa vontade em vê-lo essa manhã.

- Queria que você tivesse dormido lá em casa.
- Eu não tinha condições. Mas eu durmo hoje, que tal?
- Vou dar uma olhada em minha agenda e te digo mais tarde.

Ele sorriu torto e passou a mão nos cabelos irritantes.

- Bella, todo mundo sabe que você não tem vida social.
- Como não? Claro que tenho!

Mentira, né? Mas eu queria fazer um charme... ele estava se achando muito.

- Você só pensa em Edward Cullen o dia todo, meu anjo.
- Fala sério, Edward. Quanta humildade...

Ele me virou de frente e me beijou, me deixando totalmente tonta e sem ar. Maldade dele. Pura maldade. Como eu assistiria aula agora?

- Agora admite que você só pensa em mim...
- Eu só penso em você!
- Obrigado.

Antipático. Como assim ele achava que minha vida era movida por ele? Tudo bem que era, mas ele não podia ter tanta certeza disso. Não estava tão na cara assim, estava?

- Então você vai ficar comigo essa noite?
- Já que você está implorando, né Bella?

Desisto desse jogo. Deixa ele ganhar que é mais fácil. Nos despedimos e fui em direção ao inferno. Quer dizer, minha sala de aula. Justamente a matéria que eu fazia junto com Megan. Quando a vi na sala, procurei por alguma carteira que tivesse os dois lados ocupados. Saí correndo que nem uma louca quando vi uma lá no fundo.

- Bella, sente aqui!
- Ah, Megan, já guardaram lugar lá para mim, obrigada!

Entrei na fileira apertada, pisando sem querer no pé de algumas pessoas.

- Está ocupada.
- Por quem?
- Minha mochila.


Aquela garota não estava falando sério, né?

- Você não pode colocá-la no colo, ou no chão?
- Ela pesa e não vou ficar com uma mochila pesada no colo. Me dá cãimbra.
- E no chão?
- Tenho cara de lixeira?

Eu olhei para Megan lá embaixo, que me olhava sorrindo.

- Bem, se você me deixar sentar aqui, eu te apresento... Edward Cullen!

Ele só iria me matar, só isso.

- Interessante... mas não.
- Como não? Você sabe de quem estou falando, né?
- Sim. Mas meu gosto é diferente do seu.
- Hein?
- Eu deixo você sentar se me apresentar Rosalie Cullen.

Ah, ela estava de palhaçada comigo. Só podia ser isso. Rosalie? Rosalie? Rosalie?

- Serve Alice Cullen? Ela é tão fofa!
- Rosalie. Ou nada feito.
- Bella, tem lugar aqui se quiser! (Megan acenava para mim)
- Rosalie Cullen. Fechado.
- Sente-se.

Eu poderia me arrepender disso.



- Edward! Espere!
- O que foi Jazz?
- Acho que você ficou estressado demais com esse assunto dos alunos novos... pensei que pudesse te...
- Obrigado, mas não.

Eu me virei para ele. Jasper precisava entender que nem sempre era legal mandar nas emoções dos outros.

- Jazz, nem tente. Estou bem.
- Tem certeza que não quer?
- Absoluta. E estou atrasado para a aula, ok? Vá procurar alguma briga para acalmar por aí...

Por que todos os meus irmãos adoravam se meter na minha vida? Eles tinham uma carência exagerada. Eu hein. Sentei no meu lugar de sempre e estava totalmente concentrado no livro à minha frente quando escutei algo diferente.

"Ele por aqui? Vampirinho estressado..."

Levantei os olhos e vi a ruiva entrando na minha fileira e sentando-se ao meu lado. Era só o que me faltava.

- Acho que não tive a oportunidade de me apresentar.
- Não, não teve mesmo.

Respondi sem olhar para ela. O que era isso? Confraternização?

- Victoria, prazer.

Não respondi e continuei lendo meu livro.

- Você é sempre assim tão hospitaleiro?

"O que eu fiz?"

Ela iria ficar falando a aula toda? Sério mesmo? Era melhor falar logo para ela sossegar.

- Prazer. (respondi sem desviar os olhos do livro)
- Ele fala!
- Pelo visto sim.
- Edward, né?
- É.
- Fome?
- Por que pergunta?
- Bem... você está mal-humorado. Ou você é assim o tempo todo?
- Sou assim o tempo todo. Nasci assim.

Ela riu fazendo todos nos olharem. Ótimo.

- Certo. Te deixarei em paz então.
- Obrigado.

"Credo!"

A aula terminou e eu saí antes que ela se levantasse. Quando estava descendo as escadas, vi Bella andando rápido, como se fugisse da garota que a seguia. Bella era engraçada. Apertei o passo e alcançei-a abraçando-a por trás.

- Saudades?
- De você ou dos olhares raivosos?
- Não ligue para elas... são invejosas!
- Ei! Cumpra o trato!

A garota pelo visto estava mesmo seguindo Bella.

- Ah... não prefere deixar para amanhã?
- Não. Quero hoje.
- Olha um Cullen aqui! Não serve mesmo este?

Não entendi o que Bella quis dizer com aquilo. A garota olhou pra mim e de novo para Bella.

"Carinha feio..."

Hein? Como assim?

- Eu já disse que ele não me interessa!

- Bella, você poderia me explicar o que está acontecendo? (aí falei no seu ouvido só para ela ouvir) E por que ela me acha feio?

Bella me puxou pela camisa para longe da garota, que nos encarava com ódio no coração. Eu hein...

- Eu acho que ela gosta de garotas...
- Ow. Entendi.
- E eu tenho que apresentar Rosalie a ela.

Eu ri. Não, eu me mijei. Bella tinha surtado?

- Repete.
- Nós fizemos um trato na aula... não dá pra contar tudo agora. Mas enfim, eu prometi apresentar Rosalie a ela.
- E você perdeu a noção do perigo em que momento?
- Edward, você não está ajudando.
- Bella, quem não está ajudando é você. Veja bem, eu sou o único Cullen que gosta de você. Os outros te suportam apenas. E Rosalie, bem... ela te odeia.
- Mas eu nunca fiz nada a ela.
- Quem disse?
- O que eu fiz?
- Nasceu mulher.
- Oh. Ela aceitaria minhas desculpas?

Eu nem tive tempo de responder, pois Rose chegou aqui embaixo e a garota parou na sua frente.

- Oi.
- Some.
- Na verdade, uma amiga em comum ficou de nos apresentarmos.
- Bella, você tem tempo de correr. Eu distraio Rosalie.
- Não tem graça Edward.

Mas tinha, já que agora a loira assassina olhava mortalmente para Bella.

- Eu duvido que tenha amigos em comum com você. (Rose simpática)
- Temos. Isabella Swan. Minha amiga também.
- Como disse, eu duvido que tenha amigos em comum com você.
- Ela não é sua amiga?
- Ela é um inseto que veio praguear minha família.

A garota fulminou Bella, quando Rose a deixou falando sozinha e saiu andando.

- Inseto humano! (gritou com Bella e foi embora)
- Nossa amor, você está fazendo amizades super rápido!


Certo, aquele não foi o melhor momento da minha vida. Mas eu tentei ser legal e apresentar Alice. A garota é que não quis. Deve ter uma queda por masoquismo. Mas acho que Edward ainda queria me ver sofrer mais hoje, porque ele me levava em direção a mesa dos seus irmãos.

- Não me leve até lá!
- Vamos Bella, você precisa acostumar com eles.
- Ninguém se acostuma a ser refeição, Edward...
- Deixa de besteira, só quem te odeia é Rosalie.
- Você acha pouco?
- Sim. Preferia que todos eles te odiassem?
- Certo.

Nos aproximamos da mesa e a imagem me fez correr um frio na espinha. Rosalie estava sorrindo para mim. Deu para ficar claro? Sorrindo. E descascando uma maçã. Ou destroçando, entenda como quiser. Ela enfiava a ponta da faca na pobre fruta e puxava a casca com força, sorrindo.

- Er... oi gente. Eu não queria incomodar, mas Edward me arrastou.
- Arraste-se de volta então.
- Rose, por que você não tenta, apenas tenta, ser simpática?

Alice falava com a irmã enquanto levantava e me abraçava. Hein?

- Guardei lugar para você, Bella!
- Ah. Obrigada.
- Desculpe pelo ocorrido, Rose.
- Rose? Meu nome é Rosalie.
- Certo.
- Mas todos a chamamos de Rose, Bella.
- EMMET!
- Bem, Rosalie, me desculpe. Aquela menina só te acha muito bonita.
- Novidade... (ela nem me olhava)
- Você deveria ficar feliz por arrasar os corações até das mulheres...
- O que você disse?
- Bella... (Edward me olhou)
- Nada.

Emmet e Jasper estava rindo e isso só contribuiu para a loira esmagar a maçã na mesa e me olhar.

- Você não estava tentando me apresentar uma lésbica, estava?
- Bem...
- Edward, ela está se tornando suculenta a meus olhos...
- Tente, Rose... vai perder os dentes.
- E vai te catar Jasper! Pare com essa merda!

Eu não entendi por que ela gritou com Jasper. Ele só estava calado nos olhando e passando a mão na testa.

- Será que poderíamos agir como jovens normais no intervalo das aulas? Estão olhando... (Alice falava enquanto passava os dedos nos cabelos para espetá-los ainda mais)

Os ânimos pareceram se acalmar ali, já que a loira parou de querer (por hora) me matar.

- Bella, como estou?
- Ah... bem. Linda, Alice.
- Obrigada.

Os cinco olharam para a saída do prédio que dava para a lanchonete. Eu olhei também. Eram os dois irmãos que chegaram hoje. E que pelo visto estavam chamando atenção, né? Já que até os Cullens olhavam para eles.

- Loiro...
- Lindo!
- Qual é a de vocês duas? Dá pra pararem?

Alice e Rosalie cagaram para o pedido de Edward e continuaram olhando o... loiro. Ele me olhou.

- Fala também...
- O que?
- O elogio.
- Hein?
- Não vai chamá-lo de lindo, gostoso ou nada parecido?

Tudo bem que o cara era gato, mas para que eu falaria isso na frente de Edward?

- Não...
- Mulheres!
- Vamos caçar hoje?

Emmet falou que nem criança. Seu sorriso brilhava e seus dedos batiam na mesa como se estivesse ansioso pela resposta.

- Pode ser. Vai Jazz?
- Se Alice quiser ir... eu vou.
- Claro! Vamos sim. Pensei em algum lugar bem movimentado...
- Eu não vou para lugar de pobre, já aviso.
- Certo, Rose.
- Vão caçar? Viu Edward! Eles gostam de animais!

Todos me olharam. Que foi?

- Animais? (Jasper me olhava incrédulo)
- Bella adora animais... ela quer que eu a leve no zoológico!

Edward me abraçava apertado, quase me esmagando.

- Não, Edward. Estou falando da parada vegetariana.

Ele deitou a cabeça na mesa e colocou as mãos nos cabelos. Ele era estranho.

- Conte-nos, Bella! (Emmet estava curioso)
- Então, eu li num livro, sobre vampiros... cof!

Rosalie tinha me jogado um pedaço da maça esmagada na boca.

- Fumou maconha?

- Desculpe. Sobre o que vocês sabem... serem vegetarianos. Se alimentarem só de animais.
- Ewwww! (Emmet fazia cara de vômito)
- Ow Bella, que nojo! (Até Alice?)
- Me segurem! Me segurem! Me segurem!

Jasper e Emmet seguraram Rosalie pela cintura. Edward levantou a cabeça e me puxou.

- Hora de nos mandarmos.



Eu a deixei em sala de aula, a salvo de Rosalie e dos meus irmãos, que a essa hora deviam estar se contorcendo pela linda idéia oferecida por minha namorada. Bella parecia tentar a todo custo se meter em confusão. Começava a acreditar que eu não tinha entrado em sua vida por acaso, e sim para mantê-la viva. Irônico, não?

Nos encontramos no meu carro mais tarde, ela já esperava por mim encostada no capô.

- Quanto custa a hora?
- Hora?
- Dos seus serviços, gatinha?
- Muito hilário Edward!

Ah, era engraçado para mim sim, deixá-la irritada. Até porque isso era uma coisa fácil de acontecer. Fiquei de frente para ela e passei meus braços em volta de sua cintura. Ela tinha um cheiro magnífico.

- Bem, não vou te ver mais hoje e talvez nem amanhã, ok?
- Por quê?
- Vou caçar, esqueceu?
- Ah sim... você quer dizer, vai seduzir mulheres.
- Mais ou menos...
- Mas você não volta nem amanhã?
- Devo voltar, mas só de noite. Você pode tentar se cuidar?
- Eu sempre me cuido!
- Claro... sempre!

A puxei pelo cabelo e dei um beijo selvagem, para tirar seu fôlego. Adorava vê-la coradinha.

- Gostosa!
- Não adianta puxar meu saco, Edward... Não estou nem um pouco feliz com você dando em cima de mulher por aí.
- Prefere ser minha comida?
- Boa caça, Cullen!

Ela foi para seu carro (aquilo era mesmo um carro?) e eu esperei pelos meus irmãos que já estavam chegando. Eu ri quando Alice pulou nas costas de Jasper e o fiz de cavalinho.

- Então, vamos?
- Antes preciso passar em casa para trocar de roupa.

Rosalie era fresca ao extremo.

- Qual o problema com essa, amor?
- Emmet, eu não vou caçar com uma calça Diesel. Se espirrar sangue nela eu não me perdoarei.

Eu entrei no carro e girei a chave.

- Certo. Paramos em casa antes.


Eu cheguei em casa já me sentindo triste e vazia por ter que ficar longe de Edward por quase dois dias. Digo, ele era o meu combustível atualmente... o que eu faria sem ele ali? Pensei em tomar um calmante e tentar dormir até que ele voltasse, mas não era uma coisa muito saudável. Eu precisaria comer nesse tempo, né?

Estava colocando algumas roupas para lavar quando ouvi Jess chegando em casa. Simples, ela era muito barulhenta. Daquelas que nos filmes de terror se escondem em um lugar e sempre deixam algo cair para serem assassinadas, sabe? Então.

- Bella, é você?
- Sim, Jess, aqui na lavanderia.

Ela encostou-se na porta e ficou me olhando, sorrindo. Péssimo negócio isso.

- Adivinha o que vamos fazer hoje?
- Eu vou dormir. Você eu não sei.
- Não... nós vamos a uma festa!
- Eu não vou a nenhuma festa, Jess. Edward viajou.
- E vocês nasceram grudados? E peraí, ta rolando namoro ou algo parecido?
- Estamos namorando, obrigada.

A porta da sala abriu e fechou e logo depois Angie se juntava a nós. Era reunião na lavanderia?

- E aí, povo? Festinha, né?
- Até você, Angie?
- Ué Bella, eu não deixaria de ir, né?
- Que festa é essa afinal?

Jess tampou a boca de Angie com a mão. Ela amava contar as novidades.

- Chegou a conhecer os alunos novos?
- Er... um loiro e uma.. ruiva?
- Isso! Estão dando uma festa de boas-vindas.
- Mas eles é que são novos aqui... a festa não deveria ser dada para eles?
- Que seja, Bella. O cara é gatíssimo e eu vou.
- Eu também!
- E provavelmente, Lauren também.
- Sei... eu acho melhor vocês não irem nessa festa.

As duas se olharam.

- Tá maluca, Bella? Eu quero ter vida social de universitária, ok?
- Ok, ok, Angie. Mas é que talvez vocês não estejam acostumadas com o tipo de... culinária deles.

Jess pegou minha mão e olhou triste para mim.

- Bella, eu não queria que você se tornasse o fantasminha da faculdade.
- Fantasminha?
- É... aquelas pessoas que existem ali mas a gente nem se dá conta disso. Tipo figurante, sabe?
- Ah! Vocês querem, por favor, parar de me irritar! Santa paciência!

Saí dali e deixei as duas falando sozinhas. O que eu faria numa festa sem o cara mais lindo do mundo? Não teria a mínima graça. E eu nem conhecia ninguém. Ia ser que nem na festa a fantasia, só que sem Edward para me salvar de algum motoqueiro vampiro. Resolvi pegar meu livro lindo de Twilight para continuar lendo. Já tinha passado da metade e começava a me sentir triste por saber que estava acabando. Como eu ficaria depois sem Bernard Fulten?

Deixei o livro um pouco de lado para tentar estender aquilo um pouco mais. Se eu ficasse enrolando, eu poderia ficar dias saboreando a história. Certo, pena que ele me olhava e eu olhava para ele. Que merda! Ouvia as vozes histéricas das meninas se arrumando. Eu ia nessa porra de festa, ou não ia?

- Angie?

Bati na porta do quarto dela, que se olhava no espelho experimentando roupas coloridas.

- Entra Bella. Qual fica melhor?
- Acho que a verde...
- Obrigada, era ela mesma que eu queria vestir! E então... não vai mesmo conosco?
- Não sei...
- Vamos! Vai ser legal! É de graça e com gente bonita, precisa de mais o que?
- Pode ser que seja legal. Mas se estiver ruim, eu venho embora e largo vocês lá!

Voltei para meu quarto e sentei olhando as roupas penduradas. Eu tinha poucas opções. Separei uma calça jeans escuro, blusa azul claro e um casaco preto de tecido leve e fui tomar banho. Não estava nenhum frio de matar. Gostaria muito de saber por que eu fui a última a começar a me arrumar e a primeira a ficar pronta. Tipo, qual era a dificuldade que as outras tinham em se vestir?

- Bella, você não vai assim!
- Assim como Lauren?
- Com essa cara lavada! Passe um batom pelo menos, né?
- Eu só tenho gloss, serve?
- Deeeuusss, por que me colocaste na mesma casa que essa pessoa leiga em maquiagem? Por quê? O que eu fiz?
- Er... Lauren... eu estou aqui, ok?
- É né, fazer o que?

Ela subiu até o quarto, batendo os pés com força na escada e desceu com uma maleta na mão. Me puxou pelo braço (eu ficaria roxa depois) e me empurrou no sofá, enquanto esfregava algum batom na minha boca e me sufocava com um pó compacto. Ela tirou um rímel da maleta e me olhou.

- Ah não, Lauren. Isso não. Eu odeio isso, me faz lacrimejar...
- Jess! Segura a cabeça dela.

Então me dei conta de que Jessica estava por perto, e senti ela agarrar minha cabeça enquanto Lauren abusava de mim com aquele rímel! Era um estupro ocular! 

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3 comentários :

Amigaaa.... Adorei, esta fantastico.
Posta logo o próximo.
bjks

9 de dezembro de 2010 14:57 comment-delete

Adorei também , mega empolgante !

10 de dezembro de 2010 14:00 comment-delete

nossa como eu ri parabens super lindo mesmo.

Anônimo
2 de dezembro de 2011 18:42 comment-delete

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