TCS - Capitulo 11

Capítulo 11.




Edward quis sair antes dos créditos finais. Eu queria ver o elenco de novo, mas ele tava meio irritado e achei melhor não piorar a situação. Até porque ele já tinha sido um amor em me levar até lá. O hotel era a duas quadras dali, e dei a idéia de irmos caminhando, para eu poder apreciar a noite californiana. Andávamos de mãos dadas, Edward me fazendo sentir calafrios toda hora, tocando minhas costas com a mão gelada dele. Percebi dois caras de casaco e gorro pretos vindo em nossa direção com as mãos nos bolsos. Senti o braço de Edward envolvendo minha cintura.

- Ei cara, tem isqueiro?

- Não.

Edward respondeu friamente e continuou andando, me puxando. Escutei uma risadinha abafada vindo de um deles.

- Ei, ei, ei, cês pare aí!

- Num te demo permissão pra continuar andando, demo, irmão?

Edward tinha parado e nós viramos de frente para os caras, que nos apontavam facas.

- Não me deram permissão. Que mancada a minha!

- Cala a boca rapá! Quem fala aqui somus nóis.

- Quanto tu tem de grana aí?

- Bonita faca.

Os caras se olharam e nos encararam de novo. Ficaram meio putos com a prepotência de Edward.

- Edward, não é melhor dar dinheiro a eles?

- Ô vadia, alguém pediu tua opinião?

Ele me chamou de vadia?

- Ok Edward, arranca logo a cabeça dele, vai!

O da esquerda investiu contra mim, mas Edward não deu tempo a ele, se metendo entre nós e arremessando-o longe. O outro cara avançou em Edward e meteu a faca no seu braço. A faca quebrou e ele nos olhou apavorado. Era melhor ele não ter feito isso. Edward o pegou pelo pescoço e jogou no meio da rua. Ow. Ew. Eca. Passou um ônibus na hora. Afundei o rosto no peito dele tentando não ver o que ficara ali no asfalto.

- Me desculpe por essa cena.

- Ok. Só vamos embora daqui, por favor.

Voltamos para o hotel e eu lembrei que não tinha nada para fazer. Tinha Bella. Mas bem... entenderam, né?

- Quer ajuda com o vestido?

- Não Edward. Ele quase não tem pano... é fácil de tirar!

- Se mudar de idéia...

Mais uma noite olhando para o teto.

- Edward!

Bella estava no banheiro gritando meu nome. Ela adorava meu nome, não?

- Que?

- O que acontece comigo assim e você sem se controlar?

- Traduz Bella...

- Tipo... nós não podemos dar uns amassos, sem rolar sexo?

- O problema é eu me controlar Bella. E com tesão, eu posso querer chutar o balde.

- Bem... eu acho que você vai ser obrigado a se controlar...

Bella simplesmente saiu do banheiro de lingerie vermelha. Certo. Eu pensei na hipótese de voar em cima dela agora... Bella morta. Ok, Edward, continue sentado.

- Amor, você enlouqueceu?

- Não...

- O que pensa que está fazendo? E de onde saiu essa roupa?

- Eu trouxe na mala ué.

- Bella... seu cheiro nesses dias fica insuportavelmente forte para mim.

- Mas você me ama! Duvido que me faça mal.

- Mas acho melhor não arriscar.

A doida continuava vindo na minha direção. Eu nunca achei que fosse querer fugir de mulher. Ela chegou na minha frente e me olhou. Senhor! O que eu podia fazer? Só agarrei-a pela cintura e a joguei na cama.

- Você é totalmente louca!

Ela ria. Perdeu a lucidez, com certeza. Beijei sua boca e suas mãos agarravam meu cabelo e puxavam minha cabeça.

- Eu estava com saudades de você. (ela abriu um sorriso)

- Jura? Não parecia isso lá na premiere...

- Cala a boca Edward!

Bella mordeu meu pescoço. Isso era o cúmulo. Como o predador deixa a presa lhe morder? Eu estava perdendo minha fama de mau...

- Você me mordeu? Isso é sério? É tipo, uma disputa?

- Entenda como quiser...

A safada mordeu os lábios e me envolveu com suas pernas.

- Já saquei qual é a sua. Você tem tesão por perigo!

- E você talento para comediante... só pode.

Imobilizei seus braços e deslizei minha língua pela pele macia do seu pescoço. Brinquei com os dentes nas alças do sutiã de renda vermelha e rasguei de qualquer jeito.

- Edward, foi caro!

- Te dou um novo.

Eu não queria um novo, eu queria que ele calasse a porra da boca e me beijasse! Senti ele deslizando o corpo pela minha barriga, me beijando a pele, e parou. Não me olhou, apenas parou. Ele adorava me irritar assim. Puxei sua camisa e cravei minhas unhas nas suas costas e arranhando seu corpo. Então senti Edward tremer e mudar de posição. Parecia mais uma posição de ataque. Ow. Ele estava com os dentes expostos e os olhos negros. Merda. Morri.

- Bella, corre.

Hein? Ele rosnou e eu levantei rápido da cama, tropeçando no lençol. Correr, correr, correr pra onde? Me tranquei no banheiro. Óh céus. Ouvi um baque na porta.

Eu simplesmente tinha que lutar contra meu instinto que me tomava por inteiro, se quisesse mantê-la viva. O seu cheiro era muito forte, o seu sangue me queimava por dentro. Eu sabia que tinha dado um mole terrível em ter caído na onda ela. Mas fazer o que? Agora uma porta ridiculamente fina nos separava. Me esforcei e me afastei da porta do banheiro, indo em direção a saída do quarto. Corri pelo corredor e peguei o elevador. Saí na rua do hotel e fui caçar. Eu precisava ficar longe dela por algumas horas.

Não ouvia nada. Só o silêncio. E o som dos meus dentes batendo um no outro. O que Edward estava fazendo? Esperando eu sair? Era uma armadilha? Bem... eu não ia sair. Puxei o tapete do banheiro e estiquei uma toalha em cima dele. Deitei ali me amaldiçoando por ter tido essa idéia ridícula de seduzi-lo.

Provavelmente já estava bem longe do hotel, pois só parei de andar 15 minutos depois. Vi uma mulher sozinha num ponto de ônibus do outro lado da rua. Atravessei e fui até ela. Quando cheguei perto vi que era uma mulher de uns 40 anos, vestida comportadamente, até demais para meu gosto. Ela ficou com medo quando me aproximei. Era melhor mesmo.

- Boa noite.

- Boa.

Monossilábica. Típico de mulher tentando não demonstrar que está com medo.

- Vai pegar qual?

- O primeiro que passar.

- Desculpe... não vai não.

A mulher me olhou apavorada e começou a andar de costas. Olhei em volta. Ninguém. Segurei seu braço e a puxei.

- Por favor, pegue tudo que tenho... bolsa, relógio...

- Objetos pessoais não me interessam.

- Me deixe ir, por favor. Eu tenho uma filha.

Ah, qual é? Queria compaixão agora? Pensei em Bella no hotel. Sinto muito moça.

- Sabe qual é o problema? Minha namorada está trancada no banheiro com medo que eu a mate. E eu realmente posso acabar matando-a.

Percebi algo respingando no chão. Xixi.

- Então eu preciso fazer isso contigo, para mantê-la viva. Espero que compreenda.

Ela tentava me bater e me chutar. Achei melhor não prolongar aquela tortura com ela. Sim, eu estava ficando bonzinho. Cravei logo meus dentes no pescoço, fazendo-a se debater e suguei até secá-la.

- Lugar errado na hora errada. Sinto muito.

Agora podia voltar para Bella.

Estava deitada no chão do banheiro, quase adormecendo, quase ouvi batidas na porta.

- Bella?

Meu coração acelerou de novo ao ouvira voz de Edward. Ficava quieta? Respondia?

- Bella, pode abrir a porta...

Levantei devagar e colei o rosto na porta.

- Posso? Tem certeza?

- Absoluta. Já passou.

Eu queria tanto abrir... mas também tinha medo de ser alguma armadilha. Pensei um pouco.

- Abre Bella. Confie em mim.

Ele pediu para confiar. Eu abri a porta e vi Edward sem os olhos vermelhos, me olhando triste.

- Bella...

Ele passou a mão nos meus cabelos e me puxou pela nuca. Eu o abracei pela cintura, aliviada pelo meu Edward estar de volta.

- Fiquei com medo.

- Eu também, tive medo de lhe fazer mal.

- Onde você foi?

- Saí para caçar... precisava calar a sede de sangue antes de voltar.

- Me desculpe pela provocação...

- A culpa não é sua Bella... eu não devia ter te dado corda. Não vamos mais falar disso, certo? Já passou.

- Certo...

Ele me pegou no colo e me levou para a cama, eu me aconcheguei nos seus braços e acabei dormindo com ele me fazendo cafuné.

O dia seguinte amanheceu ensolarado. Para me torturar a ficar trancado num quarto de hotel com minha namorada gostosa e menstruada. Tentei não pensar nisso e procurei aproveitar o dia ali com ela. Era engraçado vê-la comendo. Entregaram o almoço no nosso quarto e a quantidade de comida dava para duas pessoas comerem e ficarem cheias. Bem, Bella comeu sozinha, claro. E nem parecia ter ficado cheia.

- Como cabe tudo isso aí dentro?

- Sou magra de ruim.

Ela respondia rindo enquanto dava a última garfada. Credo. Bella me olhava como se me observasse, com a testa franzida.

- Quando você vai me contar qual é a desse medalhão aí?

Ah. Ela tinha os olhos parados na corrente prata que entrava pela minha blusa.

- Um dia...

- Tipo... hoje?

- Não.

- Qual é, Edward? Tem medo que eu conte para alguém, sobre o medalhão do meu namorado vampiro?

Eu ri da ironia dela. Estava aprendendo comigo.

- É só algo que tem a ver com minha descendência...

Eu me diverti com seu olhar mais curioso ainda. Espetei uma batata frita e levei o garfo à boca.

- Desde quando você come?

Ela fazia uma careta e eu fazia outra pior ainda. Troço ruim. Parece borracha. Não que eu já tenha comido borracha.

- Desde que eu resolvi fazer graça.

Engoli a borracha amarela com força enquanto Bella ria da minha cara. O dia até que passou rápido e logo estávamos no avião voltando para a estupenda cidade de Forks. Quando sobrevoávamos por ela, a chuva apareceu. Que saudades desse tempo ridículo que me deixava andar por aí...

Chegamos em Forks e eu já sentia saudades de Los Angeles. Eu odiava esse clima daqui. Como manter meu cabelo liso se aquela porra de umidade deixava os fios elétricos? Eu estava gastando uma fortuna com silicone. Edward tinha deixado o Volvo no estacionamento do aeroporto, então nós voltávamos de carro. Ele fez uma curva, entrando por uma estrada desconhecida.

- Que caminho é esse?

- O da minha casa.

- Hein?

Ele sorriu para mim.

- Vou conhecer sua casa? Já estava começando a achar que você não tinha casa e morava no cemitério.

- Eu tenho casa, claro. Nunca gostei de cemitérios. Fico triste em enterros...

Ele era super engraçado, né? Nós andamos, andamos e a estrada não acabava nunca.

- Edward, ainda estamos em Forks, certo?

- Certo.

- Me avise quando chegarmos no Canadá?

Ele me olhou feio. Ué, só ele podia fazer piadas? Então, uns 20 minutos depois de dirigirmos por meia hora, ele parou.  Era tipo, como posso dizer? Sabe um castelo? Então...

- Você mora num castelo?

- Não é um castelo.

- É um castelo.

- Bella, não é uma porra de um castelo. Não que eu nunca tenha tido um castelo.

Ele estava me zoando? Ele abriu a porta do carro e pegou minha mão. Eu andava de cabeça levantada, olhando para o alto, ou melhor para o topo do...castelo Cullen. Nós entramos por uma porta que devia medir uns  4 metros de altura por 3 de largura... por aí. E era de que? Aço? Algo assim, que faria Clark Kent ter dificuldades para atravessar. O interior, bem... no meio da sala gigante tinha uma escada também gigante que dava voltas até os 5 andares superiores.

- Vamos lá em cima.

- La em cima onde? Seja mais específico...
- No meu quarto. No quarto andar.

Fala sério. Eu olhei a escada.

- Eu tenho que subir TODOS esses degraus?

- Vou colocar um elevador para você Bella...

Ele riu. Mas era melhor ele estar mesmo falando sério. Eu acabaria desaparecendo de tanto subir e descer aquilo.

- Vocês gostam mesmo da arquitetura renascentista, né?

- Bella, não só essa construção, como também os móveis, são dessa época.

- Ah. Virei aqui quando tiver provas de história.

Ele riu e me pegou no colo, subindo rápido a escada. Bem melhor assim... Ele parou de repente, quando chegou no terceiro andar.

- ROSE! EMMET! Eu estou com a Bella aqui! Podem fazer o favor?

- O que foi?

- Só resolvendo uns probleminhas.

Eu entendi qual era o problema, quando Emmet apareceu de cueca box (cueca, sacou?) coçando a cabeça, sujo de sangue no peito.

- Já ouvi, já ouvi. Tô indo pro quarto. Rose!

Rosalie saiu de trás de uma pilastra, com uma blusa branca (transparente), correndo atrás de Emmet. Me olhou mortalmente quando passou por mim.

- Até meu sexo você empata!

- Er... de nada...

Edward me olhou rindo e me puxou pela mão.

- O que foi aquilo?

- Meus irmãos são meio selvagens...

- E o sangue?

- De alguma vítima. Eles gostam de apimentar a relação.

- Ah.

Chegamos na porta do seu quarto, que ele abriu. Era... grande. Gigante, na verdade. Com uma cama no meio. E um armário grande. Tipo, cadê o resto?

- Só isso?

- Como assim?

- Você não tem mais nada no quarto?

- Tenho o que preciso...

- Ah.

- Eu usaria a cama agora... se não fosse o seu estado.

Ele fechou a cara e me olhou torto. E eu lá tinha culpa do meu estado?

- Acho que poderíamos usar... se não fosse a sua fome.

Precisava explicar a Bella que ela sabia o que eu era antes de começarmos a namorar? Senti Alice chegando em casa e ela também sabia que eu estava ali.

“Vocês se merecem mesmo... quando um volta o outro chega também!”

Ela ria dessa frase que não tinha nada de entendível para mim. Do que ela falava?

- Olá!

A pequena estava entrando em meu quarto agora, abraçando Bella.

- Ih Bella, Edward deve estar irritado, né?

- Sim, como sabe?

- Bella... já fui mulher... humana.

- Ah. Sim. Isso.

Bella ficou vermelha de vergonha quando entendeu do que Alice falava.

- Alice, do que você falava antes?

- James.

Ah, claro. Para melhorar meu dia. Eu queria fingir que ele não existia.

- O que tem Ja-james? (Bella a olhou)

- Chegou hoje também. Acabei de vê-lo passando de carro.

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2 comentários :

Adoreiiii.... posta logo o proximoooooo...
não me mate de curiosidade...
bjks

12 de dezembro de 2010 15:07 comment-delete

Não vejo a hora do proximo ! muito curiosa

12 de dezembro de 2010 19:46 comment-delete

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