SMS - Capítulo 4

 Final Lembrança VIII

“Nunca passei uma noite tão perfeita. Nem eu nem ele queríamos dizer nada um pro outro... O momento era só de paixão, de curtição. Nos amamos pela madrugada a fora, ouvindo a chuva presenciar o nosso amor.

Aos poucos o dia ia chegando, e quando o sol já começava a brilhar lá fora mandando a chuva pra longe, abri os meus olhos e separei os lábios criando a coragem pra falar algo pra ele. Por mais que os anos possam passar, jamais vou esquecer as palavras dele naquela manhã, a mais perfeita da minha existência.”


Lembrança IX


Seus olhos estavam estudando meu rosto quando abri os olhos. Deparei-me com ele ali, sobre mim, todo carinhoso e apaixonado. Suspirei, e toquei a face incrivelmente perfeita a minha frente.

Bella: eu te amo... – foi tudo que pude dizer, sentindo o peito se inflar de amor por aquele ser.

Edward: eu também... – sua boca deslizou até os meus dedos e beijou-os delicadamente, sem deixar de me olhar – você foi perfeita ontem, amor... – suspirou contra a palma da minha mão, me fazendo sentir como estava quente.

Bella: você também... – corei forte – mais do que perfeito, poderia arriscar dizer. Nunca me senti mais viva do que ontem, Edward. Nunca.

Com o som das minhas palavras, se abaixou um pouco e me beijou nos lábios delicadamente. Tirou uns fios de cabelo grudados ao meu rosto, e continuou a me olhar.

Edward: você é o meu anjo – disse me encarando – a minha razão de viver... Eu não podia mais negar isso pra nós dois – murmurou – você é minha mulher agora, e pra sempre.

Bella: pra sempre... Como sempre fui – suspirei contra o seu rosto, que quase se grudou ao meu quando me beijou de novo. Colou a bochecha na minha, e fechou os olhos.

Edward: já se arrependeu? – sua voz era brincalhona – já quer me matar? – e abriu os olhos, me encarando.

Bella: nunca... – beijei sua boca – quando vai entender que eu sou mesmo sua e isso não é apenas palavras, Edward?

Edward: acho que já entendi, ontem a noite você me esclareceu – sua voz estava cheia de malicia – e você? Quando vai entender que ontem fiz da minha irmã uma mulher em todos os sentidos da palavra?

O sorriso pervertido dele me fez queimar por dentro. Que homem perfeitamente hot! Gargalhei baixinho e tapei os olhos, corando...

Bella: OMG, acho que foi... – procurei uma palavra perfeita – a melhor coisa da minha vida. – enlacei o pescoço dele.

Edward: eu não acho, porque foi. Se ontem você se sentiu mais viva, saiba que eu me senti mais homem ao contrário do que eu pensava que ia acontecer. Achei que agora minha consciência ia pesar... – ele afundou o rosto no meu pescoço, e cheirou ali com força, depois beijou – mais tudo que eu quero agora é te amar mais do que da primeira vez... – suspirei, e gemi – ontem você e eu nos encaixamos perfeitamente. Apesar de eu querer me culpar, não posso por que... - murmurou carregado de sensualidade, descendo os beijos pelo meu pescoço – você foi feita todinha pra mim...A menina que eu vi nascer, a florzinha que eu vi desabrochar, e a mulher que agora eu fiz ser minha.

Me apertei mais contra aquele corpo perfeito, e senti a boca deliciosa dele percorrer meu corpo até os meus seios. Tremi sentindo de novo a boca dele me sugar, e me beijar ali delicadamente.

Minhas mãos apertavam o cabelo dele acariciando, enquanto meus lábios arfavam com o que os dele faziam em mim. Senti as mãos de Edward separando as minhas pernas, e ele se voltando pra me beijar novamente.

Eu me envolvia mais a cada segundo, querendo aquele homem totalmente proibido pra mim dentro do meu corpo, lá no fundo, me possuindo como só ele podia fazer... Fazendo-me amor forte e intenso, porém com amor e respeito, como me mostrara na noite passada.

Assim que senti sua invasão prestes a acontecer lá em baixo, o detive, parando com tudo e travando as cochas.

Bella: Edward... – murmurei vermelha, sentindo um espasmo lá em baixo. Um espasmo de dor.

Edward: desculpa, amor... – ele também estava vermelho de vergonha – você não quer, né? Eu sei... Desculpa. – seu rosto estava rosado, e eu me senti culpada por isso. O abracei junto ao peito, colocando seu rosto delicadamente entre os meus seios.

Bella: por mim eu ficaria com você aqui pra sempre... – beijei o seu cabelo o sentindo sair do meio das minhas pernas – sentindo você me amar, e me entregando pra você... Mas... – eu me travei, e ele se impulsionou pra cima, me olhando nos olhos.

Edward: mas? – questionou meio confuso.

Bella: tá... – gaguejei – meio desconfortável... – corei mais, sentindo o sangue queimar nas minhas bochechas e no meu rosto – lá... – peguei no rosto dele – e eu não sei... Tenho medo de ser grave, sabe?

Ele deu um sorrido de canto, e tocou a testa na minha beijando a ponta do meu nariz me fazendo rir.

Edward: tão doce você, meu amor... – falou cheio de carinho – tá doendo muito? – ele usou exatamente a palavra que eu não consegui usar – não se preocupe, às vezes acontece – ele me tranqüilizou – foi sua primeira vez, e me desculpe, eu perdi um pouco o controle – Edward apertou os olhos como se sentisse muita dor – desculpa, meu amor... Não tenho experiência em tirar virgindade, pois a sua foi à única pela qual me arrisquei, e vai sempre ser só minha. Você vale tudo isso. Desculpa. Fui indelicado e...

Bella: você foi perfeito – tapei a boca dele com meus dedos – não foi sequer um minuto indelicado, você foi... O homem mais perfeito comigo ontem. – suspirei apaixonada – só esta ardendo um pouco lá...

Edward: deixa-me ver... Hum... – ele se afastou um pouco, e afastou também o lençol, não se moveu muito apenas olhou pras nossas pernas – Bella... – ele me olhou sério – vai tomar um banho.

Bella: por quê? – perguntei curiosa. – tá muito... – corei.

Edward: estamos ensangüentados. – respondeu-me me beijando de leve, e se sentando na cama em seguida. Fiquei deitada, e ele puxou o lençol que nos cobria o tacando no chão. Ele me contemplou nua por uns instantes. – bom, você está mais do que eu... Mas... Eu machuquei tanto assim? – suas mãos pegaram nas minhas cochas de leve, e separaram um pouco.

Me senti estranha com as pernas abertas pra ele. Nem era muito, mais era estranho.

Bella: Edward! – me sentei, fechando as pernas, e puxei o lençol de volta pro meu corpo, tapando meus seios, envergonhada. – para... Assim eu fico...

Edward: acho que tá tudo bem – ele estava preocupado – bom, parece tudo bem lá... Como eu disse, é o normal. Algumas mulheres nem sangram, já outras sangram talvez um pouco mais do que deveriam. Não se preocupe. – ele tremia um pouco.

Eu sorri, e o enlacei pelo pescoço, beijando sua boca.

Bella: para, bobinho. – acariciei seu rosto – tá tudo bem. Vou tomar um banho, e me livrar do sangue. Edward, para de tremer! – ele me olhou.

Edward: Desculpa... – disse de novo, vermelho.

Bella: ARG! Para de falar isso! – desci da cama lentamente, não fechando muito as pernas, porque doía. Continuei a caminhar até lá, e olhei por cima do ombro só pra contemplar Edward me olhando. – nossa, esse lençol... – eu o vi se levantar e dobrar o lençol com marcas de sangue. – tudo bem, vou dizer à mamãe que manchou por causa daqueles dias.

Edward: deixa comigo, eu dou um jeito. – foi impressão ou ele enrolou no lençol na camisa?

Entrei no banheiro e girei logo a válvula do chuveiro, vendo a água cair forte. Joguei o lençol limpo dentro do cesto de roupas sujas e me enfiei em baixo do chuveiro. Edward tinha razão. Eu estava ensangüentada! Apanhei uma esponja e esfreguei o sabonete...

Comecei a deslizá-la pelas minhas pernas tirando o sangue meio seco. Quase limpa, lavei o cabelo rapidamente e terminei depois de quase meia hora no banheiro. Assim que fui à direção da válvula, Edward entrou.

Senti-me um tanto corada.

Edward: Hei, eu vou tomar banho. – me virei pra ele, e cruzei os braços meio corada ainda. Abriu passagem pra eu sair do Box, mais eu permaneci ali. – não terminou ainda?

Bella: Ah... – olhei dos lados – Aham... – ele já estava dentro do Box, e eu, tonta fiquei parada embaixo do chuveiro tremendo. – mais sei lá...

Edward: Ah... – ele riu, e entrou comigo embaixo do chuveiro. Molhou os cabelos e lavou o rosto, depois abaixou o olhar pra me ver – e ai... Tá melhor? – ele tentava não me tocar, e eu sabia por quê.

Bella: melhor agora... – falei nervosamente.

Edward: ontem dou na hora ou depois? – ele tocou meus braços carinhoso, e eu fui pra perto dele. Já tínhamos tomado vários banhos juntos quando éramos menores, mais nenhuma fora assim. Em nenhum tínhamos acabado de transar.

Bella: Ah, depois – eu ri um pouco – só agora eu percebi. – dei de ombros.

Edward: Hum... – ele continuou me abraçando, até que deslizei as mãos pelas costas dele um pouco mais ousada – Hei, zona de perigo. – alertou, e eu ri um pouco. Ergui o rosto na direção do dele, e beijei sua boca levemente.

Bella: sabe que acabei de perceber que não está mais ardendo tanto? – mordi os lábios – e presumo que só vai melhorar se agente praticar um pouco mais... – me envergonhei, e ele sorriu, beijando minha boca com mais intensidade.

Edward: tem certeza? Porque pra me convencer tá bem fácil...

Bella: absoluta. – me grudei mais nele, e senti suas mãos me pegarem com certa força e me beijarem mais intensamente. Ficou bem mais hot, e a água muito mais quente.

Logo o Box todo estava embaçado com a nossa respiração e o calor da água. Fiquei pensando se realmente faria bem. Mas quando Edward tocou meu pescoço com os lábios, perdi a noção de qualquer coisa. Só me entreguei.

Edward: eu tenho um jeitinho de fazer a dor passar rápido. – sua voz era meio maliciosa. Não precisei perguntar qual era. Ele me tirou do Box lentamente, mais deixou o chuveiro ligado. Quando percebi, estava sentada sobre a pia do banheiro quente com ele beijando minha barriga, e abrindo as minhas pernas.

Me senti novamente estranha, arreganhada pra ele. Tentei fechar as pernas, mais o jeitinho de fazer a dor passar com certeza envolvia essa parte na clausula.

Bella: Edward... – comecei, mais logo terminei sentindo a boca dele devagarzinho deslizando até a minha virilha. Perdi o fôlego, e apertei os olhos quando mordeu levemente a minha cocha, e em seguida massageou minha intimidade com os dedos um tanto trêmulos.

Novamente eu quis apertar as pernas, porém sua cabeça se meteu de vez entre elas, e sua boca me beijou brevemente ali, antes de separar meus lábios com os seus e beijar onde realmente palpitava.

Não pude lutar contra a força de Edward, pois as minhas poucas iam por água a baixo com o que ele fazia lá em baixo. Relaxei, e me entreguei aquilo, envergonhada por ele estar me beijando assim, praticamente, comigo em sua boca.

Eu me sentia molhada demais por meu liquido e sua saliva quente que se misturavam no meu corpo. Sua boca me chupava, mordia e lambia com força vendo que eu cedia como ele queria, e até mais gemendo forte e sussurrando palavras loucas de prazer. Me derreti na boca do meu irmão, sentindo tudo que eu tinha se perder, tudo que eu podia dar não existir mais.

Ele já tinha tudo meu.

O que eu podia fazer? Esqueci completamente a dor quando senti os dedos dele delicadamente entrarem em mim. Não conseguiu fazer muito, pois na primeira estocada tímida eu explodi em sua mão e sua boca.

Abri os olhos, e me senti cheia completamente. Até mais do que na noite anterior. Me ajustei perfeitamente ao corpo de Edward, sentindo minha vagina se dilatar no tamanho dele certinho, e perder toda a solidão causada por todo o tempo que estivemos tão juntos e separados.

Eu queria parar de pulsar loucamente como estava. Senti todo aquele volume do meu irmão estocar longamente dentro de mim, e me perdi na sensação dele me abrindo todinha. Gritei, e ele enlaçou minhas pernas, indo com a mão me estimular enquanto me comia rápido e forte.

Meu corpo só estava inteiro porque minhas mãos apertavam os ombros de Edward forte. Minha vagina estava lotada dele, molhada e perdida, sem nada de espaço, se transformando no centro de tudo pra mim e pra ele, que se perdia dentro daquele aperto todo, cheio de prazer e luxuria estampado nos olhos.


Final Lembrança IX


“Não sei como pude levar a vida sem ele depois. Obviamente, ele foi pra Londres terminar a faculdade, mais agora estávamos mais juntos do que nunca. Falávamos um com o outro todas as noites, ele vinha pra cá em quase todo feriada prolongado, ou arrumava uma desculpa esfarrapada pra pousar nos Estados Unidos.

Já tinhas combinado que com dezoito anos eu ia pra lá ficar com ele, e também estudar como meus pais me fariam fazer. Não tinha como o plano falhar. Apesar de jamais podermos ser como um casal de verdade, poderíamos pelo menos, viver juntos num lugar onde ninguém nos conhecia, e não pegaria nada sem saberem a verdade.

O tempo foi passando, e cada vez mais eu e ele estávamos unidos. Depois da nossa primeira vez vieram outras, cada vez mais intensas e improváveis. Ele se grudara a mim de uma forma... Inexplicável. Tinha levado ao pé da letra a frase “você é minha e sempre será”.

Eu me sentia uma propriedade dele, e isso me fazia feliz. Ninguém mais poderia me fazer feliz, ninguém mais.

Nossa mãe tinha descoberto que eu não era mais virgem, e fez um escarcéu querendo saber de tudo. Não contei é claro, mais isso chegou aos ouvidos de Edward em Londres. Ele teve que fazer a ceninha de irmão preocupado, mais depois começou a me apoiar.

Mamãe começou a baixar a bola; os anos correram, até que finalmente, eu faria dezoito no ano em que estávamos. Era a virada de ano, e Edward estava em casa.

Inventamos que iriam passar a noite da virada com uns amigos, mas na verdade fomos sozinhos pra casa da praia dos nossos pais, e passamos a noite toda por lá.

Fizemos amor e juras de paixão por toda a madrugada depois de entrarmos no mar, e tivemos a certeza de que tudo ia dar certo. E ia... Se não fosse por um motivo...”


Lembrança X


Esme: você vai se levantar daí, ou vai ficar deitada e não ligar pra nada? – a figura da minha mãe estava parada ao lado da minha cama de braços cruzados, um tanto triste – Bella, não adianta mais chorar, filha. Você errou, Ok, não adiante se culpar mais! Tem que aceitar suas condições.

Bella: mãe... – choraminguei tirando a coberta do rosto cheio de lágrimas.

Esme: deixa de ser criança! – veio e puxou a coberta, me deixando de pijama sobre a cama – hoje você faz dezoito aninhos, e é melhor sair daí pra comemorar junto com os meus netinhos!

Suspirei, e me sentei com a mão sobre a barriga. Estava grande, era certo. Quatro meses, e dois bebês.

Bella: não, mãe, não! – suspirei – estou cansada, é melhor eu me deitar de novo!

Esme: deixa disso Bella... – ela puxou a minha blusa pela cabeça, me deixando de sutiã – vai tomar banho, e quero você na sala em dez minutos! – sorriu – vamos buscar o Ed no aeroporto!

O QUE?

Bella: O EDWARD? – Berrei pulando da cama – MÃE, EU DISSE QUE NÃO QUERIA QUE VOCÊ O CHAMASSE PRA VIR! PORQUE NÃO DISSE QUE NÃO IRIA TER NADA? – eu estava histérica – MÃE, ELE VAI VER MINHA BARRIGA, VAI DESCOBRIR QUE ESTOU GRÁVIDA! – choraminguei, desesperada.

Esme: pode parar mocinha! – ela me pegou pelos ombros – seu irmão não vai fazer nada contra você! O que ele pode fazer? Não precisa ter medo... – disse docemente – além do mais, eu já contei pra ele hoje quando ele ligou.

Bella: CONTOU? – berrei. – O QUE ELE DISSE?

Esme: sim, contei. – falou como se fosse normal – bom, ele não disse muito, ficou meio... Sem palavras. Eu disse o de sempre. Que você se recusar a contar quem é o pai da criança, e que está de quatro meses e são gêmeos.

Desmaiei.

-

Quando abri os olhos, vi a luz me invadir o olhar, e ao lado, minha mãe e meu pai me estudavam nervosos.

Carlisle: tudo bem? – questionou passando a mão sobre a minha barriga redonda e saltada. Botei as mãos na cabeça sentindo doer. Lembrei-me do motivo pelo qual desmaiei.

Bella: mamãe, a senhora quer me matar né? Mais pelo menos espera eu ter os meus filhinhos, Ok? - Ela riu, e meu pai me ajudou a se sentar.

Esme: eu não disse nada demais... – ela olhou pro meu pai – acredita que ela desmaiou por medo do Ed? – meu pai fez um barulho com a boca.

Carlisle: o que ele pode te fazer, filha? Ele vai ficar bravo, mais é só. – deu de ombros – você fez até que bem em não nos contar quem é o pai das crianças, porque senão teu irmão e eu o mataríamos. Mas já passou... Ele vai ter que aceitar, e se firmar na posição de titio.

De papai titio.

Pigarreei, sentindo o ar faltar só de pensar nisso.

Esme: Bella? – ela estreitou o olhar – querida, você está mesmo muito aflita. É melhor se acalmar... É só o Edward!

Bella: só o Edward... – choraminguei.

Enquanto íamos para o aeroporto buscá-lo, (fui à base de gritos, já que minha mãe não queria me deixar sozinha e não queria deixar de ir) eu pensava na reação dele ao saber que eu estava grávida, e com certeza, ele era o pai (tio).

Eu podia tentar mentir. Mais não ia dar certo. Ele ia fazer as contas, e saber que a ultima vez que transamos fora exatamente há quatro meses e duas semanas. O tempo que eu tinha de gestação. E assim, chegaria à conclusão de que os gêmeos que antes eram trigêmeos vieram dele pra dentro de mim.

Isso também era outro fato que provava a paternidade dele. Nossa genética tinha feito sei lá o que de estranho, que gerou três bebês dentro de mim. Obvio, quando descobri, contei pra doutora quem era de fato o pai do bebê, meu irmão de sangue.

Ela me explicou tudo sobre isso, que o bebê poderia ter problemas, mais isso era difícil. Bom, um aborto espontâneo já bastou pra mim. Sofri com isso mais do que tudo na vida, e não queria nem pensar em ter outro da mesma gravidez.

Chegamos ao aeroporto. Mamãe me puxava pela mão me deixando nervosa. Eu disse que queria ter ficado no carro!

Bella: mãe, a senhora vai me fazer vomitar! – papai estava na frente carregando Sabrina no colo, enquanto eu e ela íamos à velocidade de uma tartaruga. – MÃE!

Esme: faça o favor de se comportar, está bem? – se virou nervosa pra mim. Senti os olhos cheios de lágrimas – Bella, você não pode mais se comportar como uma criança, amor. Você vai ser mãe de dois bebês logo, filha... Deixa de ser criança!

Dessa vez ela não me puxou, apenas foi na frente sem olhar pra trás. Puxei o ar com força, e imaginei o lado bom. Cedo ou tarde ele ia ficar sabendo mesmo... Mas era o certo ele não ter ficado sabendo pela minha boca?

Sentei-me num dos bancos ali, enquanto na porta do desembarque meus pais e Sabrina se esticavam pra ver se ele estava lá. Mirei minha própria imagem refletida no visor do meu celular desligado.

Abatida. Branquela. Cabelos brilhantes e presos para trás, com mechas caindo ao lado do rosto. Olhos cansados, e medrosos... Nada normal pra mim. Nada!

Abaixei o rosto e vi minha barrigona de grávida escondida de baixo da blusa branca de alças que se grudava na minha pele. O jeans apertado e o tênis confortável pra não doer os pés. O que eu tinha feito da minha vida?

Se o pai dos meus filhos não fosse meu irmão, eu poderia pelo menos tê-lo ao meu lado. Tê-lo comigo, e ter uma esperança no futuro, pra não precisar largá-los com meus pais pra tentar viver a minha vida.

Se é que eu poderia ficar com os bebês. Mamãe ainda tinha na cabeça a idéia da adoção aberta. Onde eu poderia dá-los para uma família e visitá-los algumas vezes no ano. EU NÃO QUERIA! Mas se eles não me apoiassem, eu não teria opção!

Meu caminho era uma espada que se encontrava com uma cruz. Fiquei acariciando os meus frutos do pecado que cresciam por baixo da minha pele, até que ouvi a voz irritante da minha mãe quase berrando ao ver meu irmão.

Apertei os olhos num choro quase eminente.

Fiquei sentada, esperando ele vir até mim. Não esperei nem um segundo! Pelo que pude perceber ele passou rápido até mais por meus pais e minha irmãzinha adotiva, e veio correndo até mim.

Ergui os olhos pra ver ele parada do na minha frente. Fiquei sem saber o que fazer. O verde tão perfeito daqueles olhos penetrava em mim de um jeito avassalador... Eu queria me jogar naqueles braços e apertá-lo até ficar sem ar nos pulmões pra respirar, e morrer feliz nos braços dele.

Suspirei, e ergui uma mão fracamente. Balancei-a no ar.

Bella: Oi Edward. – foi tudo que falei, sentindo algumas lágrimas deslizarem pelas minhas bochechas. Ele continuava me olhando.

Olhando e desacreditando. O que será que se passava na cabeça dele? Não sei, porém deveria ser perturbador, pois no momento seguinte esticou a mão na minha direção pra me ajudar a levantar. Com um pouco de esforço, fiquei se pé me negando a pegar na mão dele.

Encaramos-nos mais um tempo, até ele chacoalhar a cabeça meio que em sinal negativo.

 Edward: você é... – ele tinha a voz tremula. Eu desviei o olhar do dele, mirando o lado oposto – você é... Maluca! – esbravejou.

Nossos pais iam chegando aos poucos, e quando víamos já estavam ao nosso lado.

Bella: O QUE VOCÊ QUERIA QUE EU FIZESSE? – choraminguei mais, sendo chacoalhada por um soluço. – QUE EU ME MATASSE? QUE EU ABORTASSE?

Edward: não seja ridícula, Bella! Não estou falando disso... – a aparência do nervoso era nítida no rosto dele. Suor, vermelhidão. Tremedeira. Edward. Não eram coisas que se combinavam!

Bella: ENTÃO ESTÁ FALANDO DO QUE, EDWARD? – gritei, sentindo o braço de meu pai, que tinha passado Sabrina pra minha mãe, me puxar pra longe de Edward um pouco. – ME FALA! – eu ainda chorava.

Edward: porque você não me contou?

Ah, era isso! Minha mãe se meteu entre nós depois de por Sabrina no chão, e empurrou o peito do meu irmão um pouco pra longe, e o mirou séria. Com certeza eles estavam achando que ele estava dizendo isso por ser meu irmão, e estar ligado diretamente a mim. Sim, ele estava ligado a mim... E ela não tinha idéia do quanto seria maior quando nossos bebês nascessem!

Esme: Edward, para! – pediu suplicante, com voz controlada e triste – a sua irmã está sofrendo muito por isso, você não precisa dar mais um castigo pra ela! – ela continuava empurrando ele pra longe de mim – Edward! – ele não parava de me olhar.

Deveria estar sendo um show legal pra quem via de fora.

Edward: mãe, você não entende! – a voz dele agora era tristonha, cheia de... Suplica também. – ela não podia ter me escondido por tanto tempo! Ela é maluca, maluca!

Esme: Chega, Edward! – agora ela o pegou pelo braço enquanto meu pai me soltava.

Carlisle: Bella... – falou pra mim tentando me acalmar – pensa nos bebês. Não liga pro Edward! Calma... - Eu senti meu corpo todo tremendo. Senti minha cabeça latejar.

Bella: ai pai... – choraminguei – eu estou passando mal... Muito mal!

Carlisle: calma, calma... Senta aqui. – com cuidado ele me colocou num banco, e aos poucos tudo parou de rodar e voltei ao normal. Eu não via mais Edward na frente.

No carro, ele não me olhou. Eu estava no banco da frente com papai, e mamãe, ele e Sabrina atrás, todos quietos demais.

O caminho todo, até quando estacionamos na garagem, e eu sai correndo do carro, batendo a porta na direção do meu quarto. Ele estava atrás... Não demorou até ele enfiar a mão na porta, me impedido de se trancar lá.

Bella: SAI ME DEIXA! – gritei tapando meus ouvidos – seu bobo, SAAAAAAAI!

Edward: Bella, para... – fingi que não ouvi, continuei tapando meus ouvidos forte, de olhos fechados – Ah, então é assim? – ele bateu a porta do meu quarto – você vai fugir? Vai fugir mesmo? – continuei na mesma – você achava que ia me esconder quanto tempo mais? – seu tom de voz diminuiu-se. – você achava que ia esconder os meus filhos de mim quanto tempo mais?

Bella: ELES SÃO SÓ MEUS! – berrei pra ele.

Edward: não, não são! – ele estava bem perto de mim agora. Senti meu corpo encostadinho nele, como se ele fosse uma parede ao meu lado – e pago pra ver você olhar nos meus olhos e dizer que foi capaz de se deitar com outro homem! Eu juro que te deixo em paz pra sempre, se é isso que você quer. - abaixei os braços, e abri os olhos. Ele estava na minha frente. Tremi um pouco quando os braços dele circularam a minha cintura – FALA! – disse nervoso – fala pra mim que você deixou outro homem te tocar... Fala pra mim que esses bebês não são meus!

Bella: o que você quer de mim? – choraminguei – me deixa, Edward... Por favor, esquece o que aconteceu!

Edward: então eles são meus? – não olhei pro rosto dele. Abaixei o olhar, e pousei as mãos no peito dele ainda tremendo e chorando um pouco. Fiz sinal positivo com a cabeça.

Bella: é claro que são – completei com palavras – eu nunca seria capaz de... De me entregar pra outro. – apertei os olhos, e ele ergueu meu rosto na direção do seu – por favor, eu já disse o que você queria ouvir... – murmurei – me deixa!

Senti os braços dele me puxarem pra um abraço. Chorei mais apertado, quase berrando pela dor que palpitava na minha alma com aquele abraço cheio de sentimento.

Edward: bobinha, bobinha... – murmurou no meu ouvido – Bella, porque me escondeu, por quê? – eu queria me afastar pra ver se era mesmo verdade que ele estava chorando. Porém o abraço se tornou esmagador.

Bella: porque eu não queria acabar com a sua vida! – continuei chorando, apertada contra o peito dele. – eu não queria te fazer largar tudo pra vir pra cá, Ed. – suspirei – eu vou dar um jeito.

Edward: vai sim... – murmurou, com a voz agora cheia de controle – e eu vou estar com você.

Bella: Ed, eu estou com muito medo! – agora ele deixou que eu o visse. Seu rosto estava um pouco úmido, mais ele não chorava mais – a mamãe... Ela... – me travei. O que ele pensava sobre isso? Sobre os nenéns?

Edward: o que tem a mamãe? – sua voz era um pouco severa – Bella, meu Deus, ela não te machucou, né? Não fez nada contra você, nem... Eles, certo? – não respondi – Eu vou armar um escândalo se ela fez! Me fala! – insistiu docemente.

Bella: não, ela só brigou quando descobriu que eu tava grávida. – abaixei o olhar, ele beijou minha testa.

Edward: amor, você não precisava ter feito sozinha. Eu podia ter estado com você quando contou carinho... Meu Deus, eu não acredito que você me escondeu, Bella. – suspirou contra minha testa.

Bella: Ed... – choraminguei, sentindo lágrimas novamente no meu rosto – o que você ia fazer? Ia dizer que o bebê é seu? Ela vai nos matar se souber! Vai nos odiar! Vamos perder a família e isso não é bom agora...

Edward: não vou deixar você sozinha nisso por esse mero detalhe. – afirmou, todo cheio de si – eu vou estar com você como estive quando fizemos esses bebês. Vou te amar sempre como te amei naquela noite. Ok?

Abaixei o olhar.

Bella: ela quer tirar eles de mim, Ed. – voltei a chorar – ela quer dar eles pra uma família estranha, tirar eles de mim... Eu não quero que ela os leve pra longe, eu não quero! – tapei o rosto com as mãos, e desabei num escândalo de lágrimas. Senti ele me abraçar de novo.

Edward: fica tranqüila... – a voz dele era segura – ninguém vai tirar eles de nós. Eu te juro, amor.

Bella: e se ela... – comecei.

Edward: e se ela, nada! – me separou dele, e olhou nos meus olhos – ninguém vai tirar eles de nós! Entendeu? Eu juro isso pra você. Eu juro, juro, juro!

Bella: o que vai fazer, Ed? – perguntei enquanto ele secava minhas lágrimas.

Edward: deixa comigo, carinho... Eu resolvo.


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