SMS - Capitulo 2

Lembrança IV


Naquela noite não nos vemos, e eu sonhei com ele me fazendo amor. Acordei molhada como ele tinha me deixado, quente e querendo muito senti-lo. Eu não entendia de certo essas sensações, ficava tímida comigo mesma, sem entender o que deveria fazer!

Fui até o banheiro e me lavei, troquei de calcinha e na madrugada mesmo, lavei a outra na pia. Enquanto eu esfregava o pano da minha calcinha, ouvi a porta do banheiro do meu quarto se abrir.

Edward: o que se tá fazendo? – só de bermuda, e com cara de sono ele perguntou coçando os olhos.

Bella: lavando minha calcinha – respondi automaticamente, e depois, corei pelo que tinha dito – quer dizer... Eu...

Edward: mais lavando por quê? – ele parou do lado da pia.

Bella: por que... A mamãe... Não iria gostar de pegar minha calcinha molhada na hora de lavar depois de um sonho que eu... Tive – pigarreei.

Edward: sonho? – a mão dele estava na minha cintura agora, e a boca beijando a minha nuca. Eu estava de costas pra ele ainda esfregando a calcinha – quer me contar?

Bella: acho que... – gaguejei – você sabe muito bem do que eu estou falando – apertei meus olhos quando ele deslizou a mão até os meus seios, e os massageou levemente. Eu estava sem sutiã, e senti completamente as mãos dele no meu corpo, por cima da blusa – Edward... A mamãe pode... Acordar – minha voz já era ofegante, eu sentia meus seios rijos sobre os dedos dele que desceram até a barra da minha blusa, e penetraram ali.

Edward: Hum... Bella, tão gostosa... – gemeu no meu ouvido quando tocou a pele da minha barriga nua. Larguei a calcinha lavada na pia, e me colei no corpo dele. Eu sentia sua ereção roçar o meu bumbum – tão macia...

Eu gemi, e ele murmurou um “Shh” no meu ouvido. As mãos dele tocaram meus seios, e eu senti as pernas perderem a força. Ele acariciava lentamente, tocando meus mamilos de vagar, os rodeando nos dedos, acariciando...

Bella: Edward... Ah... – eu sentia fogo se concentrar no meu estomago, e descer pelo meu corpo até se espalhar no meu ventre, se apoderando da minha vagina.

Edward: quer que eu pare? – murmurou no meu ouvido, parando as caricias aos poucos.

Bella: não – falei sem hesitar – eu te quero... Mas tenho medo – suspirei no escuro. Era ridículo – você sabe que eu não tomo remédio e...

Edward: não vou fazer amor com você – sua voz era baixinha no meu ouvido – eu já disse que não... – eu ri, e toquei suas mãos por cima da minha blusa paradas nos sobre os meus seios embaixo da roupa.

Bella: então porque está me tocando? – murmurei de volta, sorrindo.

Edward: quem começou isso tudo? Foi você mocinha... Você teve sonhos molhados comigo – as mãos dele aos poucos iam descendo, até saírem de dentro da minha blusa – para de me culpar... – e riu.

Meus olhos se ergueram pro espelho, onde vi a figura do meu irmão parado atrás de mim com a boca no meu pescoço me dando beijinhos maliciosos. Ele pareceu fazer o mesmo, e parou no mesmo instante.

Bella: você tem razão... É loucura! – suspirei, olhando ainda para nós dois no espelho.

Edward: como viemos parar nisso?

Bella: sempre estivemos nisso... Acho que desde criança – me virei para ele – eu ainda te desejo, e não vou ficar me culpando por isso.

Suas mãos me pegaram pela cintura, e no minuto seguinte, eu estava sentada sobre a pia do banheiro com ele entre as minhas pernas.

Edward: acho que vai passar... – suas mãos estavam uma de cada lado do meu corpo. Eu mordia os lábios e chacoalhava os pés no ar inocentemente – nesse momento eu te quero muito... Você sabe...  – dizendo isso, aproximou o rosto do meu fazendo uma ficção com os lábios nos meus sem beijar, e ao redor da boca – mas... Tenho medo de fazer isso que tanto queremos, e você se arrepender depois - seus olhos eram sinceros – não quero que perca a virgindade comigo. Você vai se envergonhar... Vai se arrepender. Eu tenho certeza!

Bella: não vou – novamente apertei seus cabelos entre meus dedos.

Edward: vai – suspirou, olhando para meus olhos – eu te amo tanto pra te deixar sofrer, Bella... Pra te envergonhar e te manchar desse jeito. Seria fácil pra eu fazer isso. Vou pra Londres, ficarei um ano sem te ver. Eu podia muito bem fazer amor com você e não olhar pra trás. Mais não sou tão cafajeste, eu te amo mais.

Bella: posso perder a virgindade com outro, e depois fazer com você – falei depois de uns minutos calada. Na verdade eu não ia fazer, é claro. Talvez um vibrador ou meus próprios dedos pudessem dar um jeito na barreirazinha monstruosa que nos separava pelo menos, naquele momento. 

Edward: se quiser que eu mate ele e você juntos – disse nervosinho – e claro, depois me mato também. Não vou deixar ele sozinho com você nem na morte, seja quem for.

Bella: por favor... Como meu presente de aniversário – insisti – manhã. Depois da festa.

Edward: não. Nunca – sua decisão parecia convicta – jamais.

Bella: se não for com você, vai ser com outro.

Edward: mesmo que me doa – ele apertou os olhos com força –tenho que dizer que prefiro que seja com outro – disse entre dentes – é assim que tem que ser. Só quero estar longe. É por isso que vou embora, também...

Bella: eu vou com você um dia, eu já disse que não vai se livrar de mim.

Edward: vai se apaixonar por outro, e vai me esquecer – suspirou – tenho fé que isso vá acontecer, tanto com você, quanto comigo – nossas testas ainda estavam coladas – é o melhor que tenho pra te oferecer. Deixar sua virgindade intacta. Você vai me agradecer um dia...

Suspiramos. Ele não iria ceder.

Bella: Tá bom então... Mas pelo menos podemos... Ficar juntos amanhã? – me separei um pouco dele, e mirei seus olhos com aquela carinha de anjo que ele tanto amava – por favor, maninho... Eu juro que vou usar sutiã e ficar de pernas fechadas.

Edward: acho que sim – respondeu depois de um tempo – assim posso suportar – beijou minha testa, mais eu apertei seu rosto nas mãos e lhe beijei nos lábios levemente. Quando nossas bocas se separaram, ele gemeu baixo pela quebra do contato – Ah... E nada de saia.

Bella: Ok – pulei da pia – Boa noite.

Edward: boa noite – murmurou indo pro quarto.


Final da Lembrança IV


“A noite de minha festa me marcou. Ele ficou comigo o tempo todo, com as minhas amigas, os meus primos... Cortei o bolo, e dei o primeiro pedaço pra quem? Ué, como todos os anos desde que eu me dava por gente, pra ele, meu maninho.

Eu não podia dizer que era estranho... A família toda estranhava a nossa proximidade, mais como sempre, acabavam no resultado mais prático... Amor de irmão. Quando me dei conta, a festa acabou e eu estava indo pra casa virada da noite assim como meus pais e o próprio Edward para tomar um banho rápido e buscar as malas dele.

Não havíamos ficado sozinho por toda a noite, essa era a nossa ultima chance antes de tudo acabar. “


Lembrança V


Subi as escadas correndo com o vestido rosa e cheio de botões nas costas me apertando. Entrei no quarto e joguei tudo que estava em minha frente pro chão, buscando achar logo a minha roupa intima.

Eu estava com pressa! Queria tomar um banho voando pra ir ao quarto de Edward e poder pelo menos, dar um beijo de despedida.

Tirei o vestido o largando por qualquer lugar, entrei no chuveiro e comecei a me lavar. Enquanto esfregava o corpo me livrando do suor, comecei a me lembrar da festa... E de quando nossos tios que nunca havíamos visto se aproximaram e perguntaram se Edward era meu namorado.

Respondi que era meu irmão, e eles se apavoraram. Só porque estávamos de mãos dadas...

Conclui o banho pulando pra fora do chuveiro de toalha e tudo, correndo em direção ao meu quarto... Assim que fechei a porta do banheiro, me viro e dou de cara com quem?

Bella: o que tá fazendo aqui? – perguntei ficando vermelha. Eu estava de toalha, e nuazinha de baixo dela.

Edward: vim me despedir... – sussurrou de longe – eles não sabem que estou aqui.

Bella: Ah – minha voz travou, e meio que tremi. Edward estava me olhando, e fora mais rápido do que eu. Já estava de cabelos molhados e roupa de viajem: calça jeans e blusa verde de gola alta.

Eu me travei, parecia que não conseguia me mexer. Meus pais estavam no andar de baixo!

Edward: tchau – disse me abanando a mão levemente, e se virou pra sair.

Bella: Hei, espera! – falei entre dentes, e corri o quarto todo segurando a toalha apertada sobre meus seios – você tem que me dar tchau direito!

O puxei pelo ombro, e ele se virou. O corpo dele bateu na porta com força fazendo um barulho, mais com nós dois atrás dela seria impossível entrar. Ele me pegou pela cintura, e me beijou com o mesmo entusiasmo.

A boca dele devorava a minha como na primeira vez. Cheia de pressão e pressa, expectativa. Era como se fossemos sumir... E de fato, um para o outro, íamos. Prensei meus dedos em seu peito, e subi uma das mãos até seus cabelos. Era um tipo de fetiche apertá-los enquanto estávamos nos beijando.

Por um momento quase me esqueci de quem se tratava. Meu irmão, como ele me dissera um dia, eu estava beijando o meu irmão, sangue do meu sangue.

Era ridículo pensar que ele tentava segurar minha toalha, e eu me esfregava nele pra ela cair. Minha vergonha era grande, mais eu sabia que meu corpo não era segredo pra ele...

Quando éramos criança ele e eu tomávamos banhos juntos sempre... E depois, mais maiozinhos quando acabou,e nós dormirmos juntos na minha cama ele podia sentir mais do que deveria quando eu botava apenas uma camisola curta.

Não era intencional, mais se tornou quando começamos a nos atrair Deus sabe quando!

O beijo me deixava sem ar... A vontade voltava a me dominar. Se ele não me largasse, eu não iria largá-lo. Ficaríamos naquela até quando?

Ele ia embora, ia me deixar!

Bella: não me deixa... – sussurrei no ouvido dele quando sua boca subiu até as minhas bochechas, e começou a descer pro pescoço – por favor, fica Ed... Ah...

Larguei mão da toalha, e ela ficou presa nos dedos dele que estavam na minha cintura. OMG, elepodia me ver! Logo era eu quem estava encostada na porta, e ele beijando meu colo... Tudo, absolutamente tudo ficou embaçado quando a boca dele chupou a pele do meu pescoço, e uma de suas mãos largou a minha cintura indo finalmente, preenche-la com um dos meus seios nus.

Eu me senti tremer em espasmos quando começou a me apertar ali, levemente me beijando e aos poucos descendo a boca. Nenhum homem tinha me tocado assim, e eu não podia imaginar sequer um o fazendo! Apenas ele.

Sua boca girou no meu seio até sugar o centro dele em sua boca... Eu quase gritei, mais fui impedida pela mão esquerda dele que tapava minha boca, me fazendo morde-la de tesão. Ele estava quase ajoelhado aos meus pés enquanto me sugava... Eu me sentia corada, envergonhada... Mas estava gostando! Muito...

Não podendo gemer, comecei a apertar as minhas pernas. Minha cocha roçando a outra, fazendo um atrito de pele na minha vagina que vazava pelo prazer... Ele pareceu perceber os meus resmungos, e desceu mais beijando meu estomago... Minha mordida em sua mão quase o perfurava a pele.

Sua boca ia mais, circulando meu umbigo, acariciando a minha pele macia até que... A mão que eu tinha presa nos seus cabelos o agarrou! Ele deu um solavanco com o corpo, e ficou encarando a parte baixa do meu corpo, mais precisamente o meu ventre, fazendo algo acontecer que eu podia sentir se contraindo dentro de mim.

Era pura imaginação. Suas mãos estavam na minha cintura, e sua boca respirando rápido e ofegante contra a pele do meu baixo ventre. Eu ainda tinha as cochas uma apertada na outra, sentindo minha vagina úmida e palpitante.

Edward apertou os olhos como se criasse forças, e apenas depositou um beijo no local entre minha barriga e minha intimidade. Eu tremi no lugar, fraquejando, e no momento seguinte ele ficou de pé levando junto a minha toalha.

A colocou sobre meus seios, e me beijou na testa.

Edward: agora posso dizer uma ou duas coisas? – perguntou me vendo ruborizada e de testa úmida. Eu tinha o cabelo molhado colado no rosto.

Bella: pode – respondi tremendo.

Edward: a primeira é... – suspirou – eu te amo – olhou nos meus olhos, tirando fios de cabelos do meu rosto suavemente – amo muito, você é tudo pra mim... E quero que saiba que esse amor que eu sinto, não é amor de irmão – suspirou novamente – mais você sabe que não podemos e jamais vamos poder. Eu... Vou pensar em você sempre, sentir tantas saudades que esse vai ser o meu castigo por te desejar como te desejo.

Bella: eu te digo o mesmo – respondi sem desviar o olhar do dele, sentindo as lágrimas vindo ao meu encontro e se derramarem no meu rosto – e a segunda coisa?

Edward: a segunda é... – ele secou uma das minhas lágrimas como fazia quando eu era criança, e caia me machucando – é que você mudou muito de uns tempos pra cá – seu olhar vagava no meu corpo agora coberto com um olhar malicioso por trás do semblante acabado emocionalmente que ele tinha no momento – quando foi que você ficou tão gostosa a ponto de me deixar louco como esta me deixando? – ele riu, e eu dei um tapa no ombro dele, vermelha.

Bella: para... – sussurrei.

Edward: e tem a terceira também – disse mais sério.

Bella: O que é? – perguntei curiosa, ainda chorando.

Edward: Me desculpa.


Final Lembrança V


“Ele foi embora, e eu não fui ao aeroporto como havia prometido. Fiquei em casa chorando, e chorando... E pra completar passei dois dias no hospital por ficar uma semana sem comer NADA. Entrei em uma depressão leve, sem querer sair de casa, só ficando dentro do meu quarto sem querer ver ninguém. As aulas voltaram dois meses depois da partida dele, que me ligava freqüentemente pra me fazer melhorar, porque se fosse o contrário, ele iria vir pra cá de novo.

Minha mãe me deu um show, dizendo que ela e papai trabalharam a vida toda pra Edward ir estudar na Europa e quando conseguiram, eu fazia isso.

Disse que eu estava arruinando o sonho do meu irmão, a pessoa que ela sabia ser a mais importante do mundo pra mim.

A ferida doeu, e eu resolvi lutar contra a saudade. Por ele, e pelo bem dele. Aos poucos voltei com a vida normal, gastando horrores no telefone, pois ele me ligava de Londres todas as noites pra me contar como estava lá. Até que os meses foram indo, e o contato passou a ser de três em três dias... Até que virou apenas aos domingos.

Eu pensei que não poderia doer mais. Seis meses voaram, e quando ele veio me ver nas férias de inverno de surpresa, eu estava no México com meu pai. Voltei de lá, e quando fiquei sabendo cai em lagrimas por completos dois meses me culpando pela ausência.

Os dias voavam, eu me sentia cada vez mais sozinha. Por conta disso, meus pais adotaram uma menininha de cinco anos pra cuidar, pensando que com outra criança, eu poderia ficar mais alegre já que sentia tanta falta de um irmão.

Eles mal sabiam de tudo. Sabrina era o nome dela, e ela me distraia de uma forma incrível. Os dias foram passando, e passando... Meus dezesseis anos chegando... Um ano tinha corrido por mim, e quando me dei conta, já estava a duas semanas dos dezesseis e a um ano do fim do colégio.

Meus pais me prometeram que assim que eu acabasse o terceiro ano eu ia pra Londres com Edward... Eu mal podia esperar!

O amor que eu sentia por ele jamais foi esquecido, assim como o dele por mim que chorava feito um idiota falando comigo no telefone. Não voltamos a tocar no assunto de nossos sentimentos, até que uma tarde antes dele voltar... Tudo mudou.”


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