SMS - Capitulo 1

“Eu não me lembrava, mais tinha certeza de que quando meus olhos se abriram pela primeira vez, o que eu tinha visto era ele. Assim como eu sabia que minha primeira palavra aos oito meses fora “Ed”, e nos meus primeiros passos com um ano e dez meses ele estava lá, me esperando pular em seus braços.

Na primeira vez que pus os olhos no mar quando tinha quatro anos, foi o sorriso dele que brilhou no sol em direção ao meu rosto, e quando desmoronou o meu primeiro dente aos cinco, quem riu da minha primeira janelinha foi ele.

Na minha primeira internação aos seis anos, ele ficou todos os seis dias ao pé da cama do hospital choramingando com a mamãe e brigando com o meu médico porque queria que eu voltasse logo pra casa. Enfiava a mão no remédio, desligava meu tubo de oxigênio só pra me fazer rir, e quando levava uma bronca se deitava ao meu lado na cama alta e ficava vendo desenho enquanto enrolava meu cabelo sem vida em meio aos dedos.

Chupou chupeta até os dez anos esperando eu largar a minha aos sete. Dormia comigo toda a noite pra eu não ter medo... Dividia os brinquedos, e fazia de tudo pra não quebrar as minhas bonecas.

Na primeira série ficou de mãos dadas comigo o dia inteiro no primeiro dia... Deixava eu roubar seu pirulito, e me empurrava no balanço do parque.

Ficou diferente aos onze anos, quando beijou uma garota qualquer da escola. Começou a se gabar, mais nunca a me esquecer.

Ainda tomava banho de mangueira comigo embaixo da árvore, e roubava as balas do pote quando a mamãe não nos deixava comer doces. Ele era o mais bonito, e eu a mais esperta.

Começamos a virar palhaços assim que ele fez doze e eu nove. Éramos insuportáveis, assim como o ciúme que eu sentia quando uma garota se aproximava dele, ou tirava a atenção de mim. Mesmo que ficasse com todas da escola, na ida pra casa era comigo que ele ia de mãos dadas, e era a minha mochila que ele carregava nas costas.

Deixava-me sempre comer o melhor lanche, sempre elogiava meus vestidos... E talvez tenha sido quando ele tinha catorze e eu onze, que tudo tivesse começado a desandar.”


Lembrança - I


Naquela manhã de sábado acordei berrando! Lembro-me como se fosse hoje eu toda ensangüentada encima da cama, buscando de onde vinha tudo aquilo. Edward veio correndo, é claro, e quando me viu cheia de sangue saiu pra fora do quarto mais branco do que papel.

Bella: Ed, volta aqui! Me ajuda! – ele parecia meio envergonhado, do lado de fora da porta.

Edward: é melhor eu chamar a mamãe... – eu estava imóvel, sentido uma dor tremenda na parte baixa da barriga, com vontade chorar. – MÃE! EU ACHO QUE A BELLA... 

Não ouvi o resto, apenas fiquei parada. Porque ele tinha se afastado de mim? Ele estava com nojo do meu sangue? Do meu quarto pude ouvir minha mãe e ele subindo as escadas.

Esme: Ai meu Deus, a minha filhinha virou uma mocinha... É melhor você ficar aqui, Ed... Coitadinha, vai ficar envergonhada! – a voz dela era meio longe.

Edward: eu não vou rir dela, mãe... Não sou besta! – ele queria entrar, mais ela o impediu.

Esme: Edward, não. A sua irmã não é mais uma menininha, entendeu? Agora tudo vai ter um limite entre vocês dois. – ele resmungou – ela vai querer ficar sozinha, não vai querer mais ficar com você e seus amigos. As coisas vão mudar. E é bom que se acostume! Vai ter que entender amor... A Bella é uma mocinha agora.

A porta do meu quarto foi aberta, e apenas minha mãe entrou, sorrindo pra mim. Todo aquele discurso começou, sobre eu ter crescido e tal... De eu ser “mocinha” agora... E das novas coisas que iriam se encaixar na minha vida. Aquilo pra mim foi um bando de baboseiras!

Eu não me sentia maior, ou mais madura. Só sentia sangue sair do meio das minhas pernas, e uma dor horrível na barriga. Era só. Mas todos encaravam como algo de outro mundo... E talvez eu devesse deixar isso pra lá.

Depois de eu chorar rios de lágrimas pelas palavras da minha mãe, me dizendo que agora eu teria que mudar... Que não poderia mais brincar com meu irmão e os amigos dele... Que deveria me sentar de forma adequada, que deveria ter amigas e não amigos, meu pai chegou do trabalho me trazendo uma única rosa branca. Fora reconfortante. Disse-me coisas bonitas, e não assustadoras.

Sai do quarto sem muita coragem ao ouvir os carros dos meus pais deixarem a garagem, e fui pro quintal dos fundos ver se Edward ainda estava lá, ou se saíra com eles.

Ele estava lá, parado na frente da piscina jogando umas bolinhas que flutuavam na água vestindo um calção de banho com o corpo encharcado.  O cabelo meio loiro brilhando no sol, assim como a água que escorria no corpo.

Bella: agora é assim? – falei rindo, e andando de vagar pela dor – me deixa sozinha todo o tempo? Eu quero você comigo... – me detive antes de entrar na área da piscina.

Edward: Ah... – deu uma risadinha – como é que vai a mocinha da casa? – olhou para mim por cima do ombro, e depois virou o corpo todo na minha direção – nem te dei parabéns, não é? – abriu os braços – quer um abraço molhado? – veio correndo na minha direção e eu dei um grito de: NÃO! Ele parou, e apenas beijou a minha testa. – e ai, tá feliz? – fui caminhando até sentar na grama do jardim ao lado da área da piscina. Ele me seguiu – segundo a mamãe, isso é a coisa mais linda que pode acontecer com uma mulher, só perdendo pro parto!

Bella: Ah, só se for pra ela! – resmunguei, deitando a cabeça no ombro dele. Apertei os olhos – é horrível, horrível! Imagina um monte de sangue saindo da sua...

Edward: eu não tenho então... Fica difícil. – gargalhou.

Bella: é sério! – olhei para ele de baixo – é nojento e dolorido! – revirei os olhos – lindo... Não vejo onde isso é lindo... Mas se é isso que tenho que agüentar por ser mulher, ok, eu agüento! Posso me acostumar.

Ficamos calados durante um tempo, comigo deitada no ombro dele. Nós dois olhávamos pro balanço embaixo da árvore que flutuava no ar sozinho... O nosso lugar preferido da casa. O sol queimava em nossas peles.

Bella: Droga! – suspirei – porque eu não nasci menino? Por quê? Assim não iria ter essa droga de menstruação, e nada iria impedir agente de ficar bem de novo.

Edward: NÃO – ele ficou de pé, me puxando – eu não desejaria que tivesse nascido menino. Eu gosto de você assim, como menina... Ou melhor, mocinha agora – e riu – e não vai nos impedir de ficar bem. São só cinco dias, afim. Sobra vinte e cinco a cada mês pra gente ficar como antes... Dá pra viver.

Bella: é... – eu olhei nos olhos dele. Tão verdes. Tão diferente dos meus – tá bom então... O que quer fazer agora?

Edward: eu estou na piscina... Quer vir? Agente pode...

Bella: NÃO! – interrompi - a menos que queria uma piscina de sangue... – e dei risada. Ele revirou os olhos e me pegou pela mão, correndo, em direção ao balanço na árvore. Sentei-me primeiro, e Edward fez careta. Começou a me empurrar baixo.

Edward: a mamãe disse que vai ser diferente... Quero dizer, com agente.

Bella: o que ela disse?

Edward: que as coisas vão mudar. Que não vai ter mais banho junto, nem dormir junto, nem ficar sem roupa na piscina... – sua voz era divertida – que eu não posso mais ficar no seu quarto até tarde, nem entrar quando eu quiser. O mesmo você.

Bella: agente sabia que um dia isso ia acontecer – até porque éramos muito apegados – e acho que posso viver sem isso – não tive resposta da parte dele – eu vou sentir saudade de encher a banheira de espuma e ficar te afogando lá dentro. Vou sentir saudades de dormir na sua cama e te jogar no chão.

Edward: vou ficar com saudades de quanto você tremia de medo e vinha me abraçar... – o balanço ia bem de vagar, finquei o pé no chão fazendo Edward parar de me balançar.

Bella: não quero que nada muda entre agente – eu estava de frente pra ele, enquanto seus olhos cautelosos me estudavam calmamente – eu não quero ter um irmão que eu odeio e que me odeia como todas as meninas da escola. Eu te amo, Ed... E você é tudo pra mim... – suspirei, e ele sorriu de lado – para seu bobo... Você vai ter que prometer que nada vai mudar agora que eu sou... Mocinha. ARG!

Edward: sua boba... – ele veio pro meu lado, e me abraçou – eu também te amo... Algumas coisas podem mudar. Mas garanto que nada vai mudar pra pior... Nada!


Final de Lembrança - I


“Conforme o tempo foi passando, Edward cumpriu sua promessa. Não me deixou, não me trocou, e sim me acolheu nas dúvidas, e me protegeu das incertezas. As coisas mudaram um pouco entre nós, é claro! Antes do marco histórico na minha vida acontecer, éramos livres, felizes, e não tínhamos malicias um com o outro.

Tudo começou a mudar, e foi plantado na nossa cabeça por nossos próprios pais. Papai nem tanto, mais mamãe sempre dizia que era errado dormirmos juntos, (pois às vezes dávamos uma escapadinha e ficávamos vendo TV ou no PC até tarde) que mocinhos e mocinhas eram diferentes, e tinham que se respeitar.

Talvez na época soasse como besteira, mais de repente, tudo começou a fazer sentido.”


Lembrança II


Bella: mais que droga, você tá falando do meu irmão! Você entende, mamãe? SOMOS IRMÃOS! – eu gritei certo dia quando ela nos chamou pra ir à escola, e estávamos dormindo juntos – você tá louca, mãe... Isso sim!

Edward: pega leve... – murmurou para mim, enquanto vestia a camisa do colégio, de cabelo molhado pelo recém banho. Na época ele estava com dezessete e eu com catorze.

Esme: escuta aqui mocinha... – ela entrou no quarto derrubando tudo que via pela frente – você não vai falar assim comigo! E vocês dois... – Edward caminhou até mim ficando parado a minha frente, caso minha mãe resolvesse me dar um tapas. Ela parecia muito nervosa – já estão enormes. Não vejo a necessidade de dormirem juntos... Que droga digo eu! É vergonhoso... Dois adolescentes como vocês deveriam querer privacidade, e não se grudarem cada vez mais...

Edward: mãe desculpa. – Edward ergueu os braços como se dissesse “culpado” – a Bella veio ver TV comigo porque a dela pifou você sabe... E então agente dormiu. Foi só! – deu de ombros – o que a senhora acha que agente fica fazendo no quarto, mãe?

Esme: eu não sei... – gaguejou.

Bella: conversando, vendo TV – falei por Edward – é isso que fazemos! – fiquei de pé e passei por ela. Edward começou a me seguir – você acha que agente faz o que? Sexo? – e dei risada, sentando-me à mesa de café.

Esme: Ah, pelo amor de Deus! – agora quem riu foi ela, se acomodando em seu lugar – também não exagera, Bella. Jamais pensei isso de vocês... Essa piada foi muito boa.

Edward: ótimo então... Porque não faz nenhum sentido você ficar assim, mãe. Eu não sou qualquer homem, eu sou irmão dela. Eu nunca seria capaz de tocar nela pra fazer mal – me peguei olhando pra ele de todos os jeitos.

Meu Deus, desde que ele tinha entrando na academia, seu peito estava forte, assim como os braços meio musculosos... Não exagerado, o suficiente pra deixar todas as garotas da escola maluquinhas por ele, me deixando doida de ciúmes.

Esme: eu sei querido! – sorriu docemente – eu sei que você ama muito a sua irmã, e a respeita muito. Isso nunca passou pela minha cabeça... – deu de ombros – eu só penso que vocês exageram. Irmão dormir com irmã não é muito comum... Eu só quero... Tirar esse mau costume de vocês. Entendem?

Edward e eu assentimos. Sem dizer nada comemos, e logo estávamos a caminho da escola no carro do meu maninho. Passamos o dia todo na aula, e por um motivo incrível, não nos vimos pelo horário de aula. Na hora da volta pra casa... Algo estranho.

Bella: fala sério! – abaixei o som do rádio – a mamãe tá pirando... Sem zua – olhei para ele que dirigia concentrado, meio que pensando em algo. Eu tentei puxar papo, meio se jeito. Algo não muito comum pra acontecer quando estava com ele.

Edward: Bella... – a voz dele era meio severa – eu acho que a mamãe tem razão em... Certas coisas – uma de suas mãos ajeitou o cabelo bagunçado.

Ops!

Ele só fazia isso quando estava nervoso, alterado, pensativo... Em dúvida ou pior... Querendo me dizer algo, mais sem saber como. O carro estacionou na garagem de casa sozinho. Papai e mamãe estavam no trabalho àquela hora.

Bella: o que tá acontecendo?

Perguntei sem hesitar. Estava rolando algo, e eu queria muito saber o que era. Entrei em casa e joguei a minha mochila no meu quarto esperando a respostas. Não obtive, e fui até o quarto dele, onde o vi parado olhando pra janela.

Bella: Ed... – suspirei, indo até ele – conta pra mim, o que é que está me escondendo?

Ele apenas suspirou.

Edward: estou namorando, Isabella. É isso que tá acontecendo! – ele não olhou nos meus olhos, mais se virou quando meus joelhos fraquejaram e eu cai meio que sentada no tapete fofinho do quarto dele – Bella?

Lá estava ele me pegando no colo todo preocupado. Comecei a chorar, mais não era pelo meu tornozelo (no qual cai sentada encima) que latejava demais... Era pelo fato dele ter machucado o meu coração, e ter me chamado assim...

Bella: me solta, me solta! – eu gritei com ele, tentando me livrar das mãos dele – quem é? Eu voumatar ela! Eu juro!

Senti a cama dele quando me depositou lá docemente. Era tão macio. As lagrimas me cegavam, e ele as limpava docemente.

Edward: Hei... Sh... Não chora!

Bella: não chorar? - berrei, agarrando ele pela gola da blusa – seu filho da puta, você me disse que tá... Namorando... – quando disse “namorado” dei um soco no peito dele – e me chamou de Isabella! Você queria que eu sorrisse? – berrei – Ed, não faz isso comigo! Não me troca por ela...

Edward: Bella, eu não vou te trocar por ela – a voz dele era doce, enquanto ele olhava docemente nos meus olhos – eu só amo você, maninha. Mais com ela eu posso fazer algumas coisas que não são possíveis como você!

Bella: Ah, tá me dizendo que pode comer ela, e não pode me comer, é isso? – franzi a testa, ficando de joelhos na cama.

Edward: Não seja ridícula, Bella... Você sabe que é meu amorzinho. É minha irmãzinha, que sempre vou amar... Não tem competição contra você, minha pequenininha. – ele tentou me abraçar, mais eu me esquivei.

Bella: se você me ama mais do que ela, então não namora com ela! – cruzei os braços fazendo birra e biquinho.

Edward: Bella... Não faz isso! É injusto.

Bella: e se eu arrumar um namorado? Você não vai ficar com ciúmes?

Os olhos dele se transformaram. Agora eram de um verde meio liquido, derretendo de... Raiva. Eu também sentia isso em mim... Vontade de morrer, e levar junto à piranha que ele estava namorando. Ele era meu, e  meu.

Edward: você não vai arranjar um namorado agora... – ele quebrou a distância entre nós, me pegando pelos braços e me prensando na parede – porque antes de você sequer o beijar, eu omato!

Bella: então você pode mata o meu namorado, e eu não a sua? - Resmunguei, soltando meus braços do aperto dele, e colocando em volta do pescoço – Edward, não a nada que qualquer homem tenha que você não possa me dar... E me dar muito melhor – fiquei na ponta do pé, perto do rosto dele – o que ela tem que eu não tenho? Tem diferença?

Edward: tem sim, Bella... E você sabe – ele me abraço pela cintura – você...

Bella: é sexo? – estreitei o olhar, vendo como ele olhava pro meu rosto diferente – é isso que você quer? – me apertei mais contra ele. O ciúme era doentio! Meu deus, eu não era capaz de me conter, eu faria tudo para ele não namorar.


Edward: Bella... – foi só o que disse – por favor...

Bella: se é sexo, eu posso te dar. Dou o que quiser, mais não fica com ela... Não fica! – choraminguei, e me impulsionei mais pra cima. As mãos dele estavam na base da minha cintura, quase tocando no meu bumbum – se você gosta tanto de mim, me beija como a beija. Agora.

Ele não esperou mais, apenas se entregou como eu ao sentimento e me apertou forte entre meus braços grudando os lábios na minha boca.

Ele era tão delicioso que quase babei encima dele. Macio, e quente. Era por isso que todas eram gamadas nele... Eu tinha um irmão deliciosamente sexy e gostoso. E que mais do que nunca me fez se sentir mulher.

A mão dele deslizava pelo meu bumbum livremente, apertando, enquanto a boca me devorava num beijo selvagem e cheio de desejo. Eu nunca tinha sido beijava assim... Nunca! Era certo que algumas vezes escondido dele eu dera uns beijinhos por curiosidade, mais fora com esse que sempre sonhei.

E a realidade momentânea supria todos os meus sonhos. Seu hálito era maravilhoso, e sua língua exigente, abrindo meus lábios, exigindo mais de mim. Eu me sentia em chamas, lotada de algo estranho por ele... Completamente entregue aos braços do meu irmão.

Ele estava me desejando naquele momento. Muito. Eu sentia.

Enquanto acariciava meu bumbum e a cintura com uma de suas mãos, com a outra ia me encostando mais na parede, começando a me acaricias agora na barriga, subindo, e subindo... Me dando um pega que eu jamais sonhei em dar. Apertado e cheio de tesão.

Apertou fracamente meu seio, acariciando gostoso encima da blusa do colégio, enquanto com os lábios mordiscava minha boca deixando um sabor de “vem me pegar”.

AI QUE HOMEM!

Sua mão penetrou dentro da minha blusa... Subindo de vagar, até que puxou um pouco meu sutiã. Quando a pele de sua mão tocou meu seio desnudo, entramos em choque ao mesmo tempo! Era como se tivéssemos nos queimando com nossos corpos. Ele puxou a mão na hora, se afastando de mim.

Edward: Bella... Não! – dei um passo na direção dele – não! Você é minha irmã... Tem só catorze anos!

Bella: se eu fosse mais velha você faria? – fiz voz inocente, e me aproximei mais – eu sei que você quer... Eu sei.

Edward: não, eu nunca faria! Bella, pelo amor de Deus... Para – me joguei nos braços dele.

Bella: só se você prometer que não vai ficar com a biscate! Promete? – murmurei perto do ouvido dele - por favor, Ed... Por mim!

Edward: prometo. – suspirou, vencido.

Bella: de verdade? Juro por nós dois? – sorri.

Edward: juro... – ele me viu abraçar o pescoço dele novamente, e me beijou no rosto – o que aconteceu nunca vai sair daqui... É segredo.

Bella: claro que é. Só meu e seu.


Final de Lembrança II


“Depois daquela tarde, nada mais foi  o mesmo. Conforme o tempo passava, a coisa estranha que sentíamos um pelo outro ia crescendo, e crescendo... Às vezes eu acordava com ele dentro do meu quarto, sentado na minha cama me observando dormir feito uma estátua. Eu perguntava o que estava acontecendo e a resposta era sempre a mesma: nada.

Ele tinha mesmo deixado a tal garota. E nunca mais arrumou um sério, apenas as ficadas como sempre. Meus pais estavam cobrando!

Nosso filhinho de quase dezoito anos não arruma uma namorada?

Aos jantares quando dizia isso eu apertava tanto o garfo que quase furava a minha mão no material. Já eu, não podia chegar a dez metros de um garoto.

Tudo ia bem, exceto pelo fato de Edward ir me evitando ficar tão perto. Outra data marcante na minha vida chegou... Talvez o dia onde eu fosse ser mais feliz! Meu aniversário de quinze anos.

Meus pais programaram uma festa enorme, e gastaram muito dinheiro naquilo. Mais nada comprado ao quanto gastariam para mandar Edward para Londres um dia depois da minha festa para entrar na faculdade em outro continente.

Chorei por semanas quando fiquei sabendo! Apeguei-me mais a ele naquelas férias de verão do que em qualquer outra. Era ele, e ele. Não havia nada mais.

Não precisávamos de muito, por isso começamos a recapitular todas as nossas bobeiras da infância. “


Lembrança III


Bella: Ok. Era sempre você quem jogava primeiro...

Estávamos na beira do laguinho perto da nossa casa. Não era tão grande, mais sim muito isolado. Nossos pais nunca nos deixavam ir lá, apenas o fazíamos quando estávamos com raiva dele e queríamos enfurecer.

Hoje, ele com dezoito recém completos e eu a ponto de fazer quinze, eles não precisavam nos impedir.

Não havia ninguém ao redor, apenas eu e ele embaixo da árvore. A barra da calça jeans dele estava dobrada até o joelho, e sua camisa pendurada num dos galhos da árvore. Minha saia mesmo sendo curta estava um pouco dobrada nas pontas, enquanto a minha blusa de alças erguida na barriga. Descalças, com os pés tocando a beira da água.

O sol era forte, muito forte.

Edward: é, eu sei que era sempre eu primeiro – revirou os olhos, e depois olhou pra mim – mas hoje em dia aprendi que são primeiro as damas.

Bella: esta bem... – abaixei sob o olhar dele, e peguei uma pedrinha e a jogue longe na água – Ah, essa foi péssima! – reclamei pela altura que atingiu a queda.

Edward: foi ótima... – na vez dele que veio em seguida, a pedra voou muito baixo e caiu próxima. Ele sorriu pra mim.

Bella: foi proposital! – choraminguei, indo até ele.

Edward: amanhã é seu aniversário. Vou deixar você ganhar sempre hoje – não me abraçou como eu pedia que abraçasse. Ficou apenas me olhando...

Bella: você vai sentir saudades de mim? – mordi os lábios nervosamente, ficando na ponta dos pés e enlaçando o pescoço dele como fiz no dia em que nos beijamos – vai?

Edward: todos os dias, horas, minutos e segundos vou pensar em você – ele ainda não me abraçava, mais seus olhos estavam presos nos meus.

Meu corpo tremia um pouco pelo contato com ele. Minha barriga quase nua tocava parte do peito dele, e meus seios se prensavam fortemente contra o sutiã. Ele estava quente... E eu fervendo!

Bella: até você arrumar uma britânica magrela e loira – fiz careta, e deitei a cabeça no ombro dele, suspirando – promete que não vai me esquecer?

Edward: eu juro – ainda sem me abraçar.

Bella: nem quando... Quando ela te beijar? – continuei sem olhar para seus olhos, com a cabeça no ombro dele.

Edward: nem quando ela me beijar – disse com o rosto sério. Suas mãos estavam em punhos fechadas ao lado do corpo. Ele estava se controlando!

Bella: e nem quando você tocar nela? – ele não respondeu e se manteve como uma estatua humana, completamente rígido – Edward... – falei ficando ereta novamente, com as mãos espremidas no peito dele e o rosto erguido na direção dos seus olhos - você sabe que quando a beijar, vai lembrar o nosso beijo como você sempre se lembra quando está com uma garota! – acusei toda chorosa, vendo seu rosto se distorcer numa fisionomia prestes a explodir – você sabe que não vai conseguir tocar nela sem lembrar-se de mim... – para mim era difícil dizer aquilo. Eu estava entregue a algo chamado instinto, e isso me dilacerava. Jamais pensei em dizer tais coisas para o meu irmão... Ou talvez... Eu tenha sempre pensado! Que se foda! Eu já tinha falado, ia terminar...  – e sabe que quando fizer amor com ela, vai desejar estar fazendo comigo... Vai lembrar o meu corpo quando estiver com ela! – ele deu um suspiro pesado – você vai pensar nas vezes em que poderia ter me feito mulher e desperdiçou a chance de estarmos juntos vivendo o momento que mais queremos na nossa vida.

 Ele não me respondeu.

Senti suas mãos me apertarem forte nos seus abraços enquanto meu corpo era derramado delicadamente na grama a centímetros dali.

A boca dele começou a me devorar... E devorar. Sua língua abria espaço em meus lábios como fizera naquela tarde em casa, cheio de pressa, desejo, como se quando parasse pra pensar acabasse fazendo besteira.

Tentei mover as minhas mãos, porém seus dedos se fecharam em meu pulso me prensando forte na grama. Ondulei meu corpo todo embaixo dele, gemendo ao sentir a boca quente do meu irmão tocar o meu pescoço e me beijar ali como nunca havia feito. Cheio de fome...

O som dos meus gemidos parecera causar efeitos sobre ele, uma vez que soltou um dos meus pulsos pra puxar a alça da minha blusa junto com a do sutiã para baixo. Com a mão livre agarrei seus cabelos beijando sua testa... Eu o queria tanto! Com minha blusa um tanto abaixada e os beijos já no meu colo, Edward começou a afundar o rosto no meu pequeno decote, beijando e mordendo a pele entre meus seios.

Eu me sentia em êxtase, a minha calcinha parecia torcer de tão molhada enquanto com a outra mão ele acariciava minhas cochas com força e um pouco de brutalidade. Eu nunca tinha visto o meu irmão assim... Todo fora de controle.

Sua luta constante era com o meu sutiã. Gemi forte quando ele pressionou a boca no pedaço de pele exposta dos meus seios pela blusa, que ainda me escondia de sua pressionante boca.

Ambas as minhas mãos apertavam o gramado, às vezes indo até os fios do cabelo dele pra puxar de leve. A tesão que eu sentia por ele era devastadora, totalmente fora do comum. Porém a surpresa me pegou de vez quando ele penetrou a mão dentro da minha saia, acariciando minha vagina molhada e quente por cima do pano da calcinha.

Segurei apertado seu ombro dando um soluço baixo. Ele não pareceu se dar conta, e me pressionou mais forte lá em baixo. Fechei um pouco as pernas pela força do desejo que me consumia, apertando a mão dele entre as minhas cochas. A boca dele quase conseguia puxar de vez a minha blusa que já tinha ambas as alças escorregando pelo meu ombro.

Edward enganchou um dedo na minha calcinha há puxando um pouco, me tocando com os dedos completamente, me fazendo sentir sua pele em chamas, sua mão experiente acariciar o meu calor de um jeito que quase me fez gozar... Pela primeira vez.

Não sei o que ele fez, só começou a me esfregar. Eu me pressionava na direção de seus dedos, cega de desejo, molhada por ele... Prestes a me entregar pro meu único irmão. Os gemidos não cessaram, e agora ele estava sobre mim, com os olhos nos meus olhos, perto, com a testa grudada na minha.

Eu gritava com os lábios travados, olhando profundamente nos olhos tão próximos, e sentindo a mão dele dar duro em mim... Sem me penetrar sequer uma vez, apenas me esfregando.

Gotinhas de suor desciam pela minha testa assim como pela dele... Os cabelos grudados no meu rosto não me deixaram sentir a face na dele diretamente, mais esqueci tudo quando os dedos dele circularam a minha entradinha lacrada e se voltaram para cima apertando algo lá embaixo que me fez explodir em gritos, gemidos e sensação.

Minha vagina se contraia duramente, fazendo escorrer desejo por todos os lados, encharcando a mão dele que me esfregava com mais força, sentindo a intensidade do orgasmo que ele me causara.

Edward: minha própria irmã... – murmurou no meu ouvido – esfreguei a minha própria irmã... Sangue do meu sangue.

Bella: você não me ama como irmã – minha voz era ofegante, meu peito se elevava com a respiração rapidamente, e meu coração pulsava quase tão forte quanto a minha vagina – eu te quero tanto, tanto e tanto...  – apertei os olhos, afundando meus dedos nos cabelos dele que estava com a boca no meu pescoço.

Edward: eu também, Bella... – sussurrou, beijando minha boca delicadamente agora, de olhos fechados – mas isso é errado. É uma loucura... Você... E eu... Não pode existir desse jeito. Nossos corpos não foram feitos um pro outro.

Como eu ia explicar pra ele que sentir a mão dele esfregando meu corpo fora a coisa mais perfeita que eu tinha experimentado? E que se não fosse ele, não seria assim?

Bella: pode – ele se apoiou no braço agora ficando sobre mim mais de uma distância maior – você me quer... E eu te quero – passei os dedos pelo peito dele, descendo e deslizando por seus braços, sentindo os músculos daquele corpo perfeito vibrar ao meu toque, e tremer como o meu corpo todo tremia – irmãos não sentem isso, Edward – resmunguei – eu quero você como homem... – ele soltou um muxoxo, e eu me sentei puxando ele pro meio das minhas pernas – quero fazer amor com você, quero sentir você dentro de mim. É assim que te quero... É assim que te desejo.

Edward: não... – foi só o que ele disse – eu não posso fazer isso... Eu não seria homem se fizesse... Eu... Não – sua voz era meio embaraçada.

Bella: você quer! – ele estava no meio das minhas pernas, eu sentia a pressão que vinha do meio das dele – eu sei que você quer estar dentro de mim o tanto quanto eu quero sentir você aqui... Por favor. - Por um instante eu pensei que fosse vencer. Seus olhos me buscaram cheio de amor, e... Algo a mais. Ele me queria tanto também... – eu ainda estou quente pra você...

Nossas bocas iam se tocar de novo quando... O celular dele tocou. Rolando pro lado, ele atendeu o celular com uma mão, e a abaixou a minha saia com a outra.

Edward: Oi mãe... – murmurou. Houve pausa – é, agente já vai pra casa, pode ficar tranqüila. Ok, eu sei que amanhã é aniversário da Bella... Tá... Ok. Tchau.

E desligou o telefone. Ficamos sentados ali por um momento. Nos olhamos.

Bella: Ok vamos pra casa – num impulso me pus de pé, e o puxei comigo. Fomos embora para casa andando lado a lado, como se nada tivesse acontecido. Nada.

                       
                                                                             Capitulo 2 >>>

1 comentários :

OMG.OMG.OMG
edward e bella irmaos MORRI!!!!!!!

22 de novembro de 2011 10:26 comment-delete

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