M - Capitulo 5

Desde hace tanto tiempo guardo este sentimiento me siento unido a ti

te veo y siento morir se lo que debo sentir y no lo puedo decir

amor ya no quiero fingir tonto soy si te me vas (…)

Juntos en silencio cuando hay tanto que decir siempre juntos

Juntos y distantes cuando hay tanto por vivir

Juntos soñando los dos un momento mágico juntos somos tu y yo y el amor

♫ Juntos – Anahi y Kuno


~/~/~/~/~

Bella acordou pensando que tudo foi apenas mais um de seus tantos sonhos. Aqueles que habitavam sua mente todos os dias de sua vida.

Mas ao sentir os braços de Edward, rodeando-a, seu coração deu um salto, e sua mente reviveu cada segundo daquela noite anterior, assimilando com a realidade.

Ela abriu os olhos, levantando seu olhar lentamente, passando pelos seus braços, peitoral, ombro, pescoço, queixo, maxilar, lábios, nariz, e por ultimo e não menos importante, os olhos esmeralda, que a olhavam com tanta admiração, que seu corpo tremeu. Nos lábios daquele belo homem, um sorriso torto e charmoso apareceu, aquecendo-a completamente.

Ele estava tão radiante que o coração dela bateu ainda mais forte, ela não pensou que seria possível.

— Bom dia, mi preciosa – ele sussurrou acariciando os longos cabelos dela.

Edward amava aqueles cabelos, e o perfume de morango que parecia ser tão dela, que jamais imaginaria aquela cascata castanho-avermelhada sem esse aroma tão típico.

Ele acariciou as laterais do corpo dela, descendo suas mãos para firmarem na sua cintura, tocando cada centímetro de pele que encontrou no caminho.

Bella sentiu o corpo dele embaixo do seu, no momento que ele a puxou, seria um bom momento para ficar corada, mas diferentemente de qualquer outra ocasião, ela não foi vitima de seu rubor. Na verdade seu íntimo gritava que estava gostando muito daquele momento.

Quando os rostos estavam no mesmo nível, Edward deixou um beijo casto em cada centímetro do rosto dela, sentindo aquela pele tão suave e delicada. Mas quando ele foi beijar seus lábios, ela colocou a mão na boca, balançando a cabeça.

Ele riu, entendendo o problema, e com cuidado retirou a mão dela de sua boca.

— Eu sinceramente não me importo se você não escovou os dentes, eu quero você assim mesmo - ele disse e ela sorriu timidamente.

Suas bochechas coraram, e ela olhou para ele sob seus cílios.

— Mi preciosa, tan hermosa… - sussurrou com os lábios perto dos dela, aquecendo-os apenas com seu hálito.

Edward escovou aqueles lábios naturalmente rosados, nos seus, e encaixou-os sentindo como era perfeito. Eles se renderam ao beijo que tanto ansiavam, provando do manjar dos deuses, o que era representado pela essência de suas bocas.

O sabor de seus lábios, mesmo pela manhã, era doce como mel, e isso os faziam sentir que estavam no paraíso, pois nada nesse mundo se comparava aquilo. Duvidavam que qualquer pessoa nesse planeta, tivesse provado tal preciosidade.

A suavidade, a maciez, a doçura, o encanto, a forma como se encaixavam igual duas peças essenciais, feitas uma para a outra. As línguas sedosas que dançavam juntas, se enrolavam, exploravam-se, provavam dessa textura.

As mãos de Edward queriam sentir sua pele, ele precisava. Com os dedos encontrou a base de suas costas, escovando aquela área tão quente e sensível dela, fazendo-a se arrepiar.

Bella subiu suas pequenas mãos pelo leito dele, deslizando pelo seu pescoço e prendendo seus dedos em seu cabelo.

Ela sentia que poderia ficar assim para sempre, ali era o seu lugar, e ela sabia disso.

Muito cedo tiveram que parar para respirar. Bella deitou sua cabeça no vão do seu pescoço, sentindo aquele perfume tão bom dele.

Ficaram assim, sentindo um ao outro, compartilhando o calor dos corpos, e o cheiro da pele, até que foram puxados de volta a realidade, com o choro da pequena Madeline.

Bella levantou a cabeça e olhou para Edward.

Eu te amo, ela gritava em sua cabeça.

Yo te amo, ele queria dizer novamente.

Mas temiam.

— Bella acho melhor irmos tomar café da manhã.

Ela assentiu sorrindo para ele. Levantou-se da cama, sem se dar conta de que sua blusa tinha subido, deixando seu estômago reto a mostra.

Pela primeira vez, Edward a olhou com luxúria, desejando tocar e beijar aquela aérea branca e lisa. Seu sangue correu mais rápido e ferveu, ao pensar em como seria o sabor dela ali.

Bella percebeu sua blusa e em seguida o olhar de Edward, que estava tão intenso que a deixou vermelha como um pimentão. Abaixou sua blusa e decidiu que era melhor ir para o seu quarto.

Abriu a porta do quarto dele, e olhou com cuidado no corredor. Não tinha ninguém ali, então foi para o quarto na ponta dos pés.

Edward ainda sentia o sabor dela em sua boca, e como um adolescente apaixonado, que tinha dado seu primeiro beijo na garota dos seus sonhos, tocou as pontas dos dedos em seus lábios e sorriu tontamente.

— Mi preciosa – ele disse para si mesmo.

Ele mal podia acreditar que ela realmente esteve com ele.

O beijou.

Dormiu em seus braços.

Deixou-o tocá-la como nenhum homem jamais fez.

Ele nunca esteve tão feliz como naquele momento.

Decidiu trocar de roupa e ir tomar café.

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Bella depois de seu banho, colocou uma roupa quente e amarrou os cabelos em um rabo de cavalo.

Olhou-se no espelho, sentindo-se desejada por ele, sabendo que tudo que ele fez foi realmente com ela.

Dessa vez ela não era uma platéia e sim a atriz principal.

Quando saiu do seu quarto, Edward também saia do dele, e sorriram um para o outro. Ele pegou a mão dela, e era comum esse ato entre eles.

Terminaram de descer as escadas, e todos estavam ali em pé parados, olhando para eles com os olhos cerrados, até a Mad estava.

— O que foi? – Edward perguntou com cautela.

— Não sabemos – Alice suspirou. – Pietro disse que tinha visto algo ontem, mas que tinha a ver com vocês, na verdade ele falou que queria perguntar algo, mas não quis falar para nós, e estamos esperando vocês descerem para ele falar.

— Pietro, o que você quer saber? – Edward estava cauteloso, já poderia imaginar o que o garoto viu, e qual era a pergunta, e ele tinha certeza de que Bella também.

— Tio Edward, e tia Bella, vocês são namorados? – ele falou com a vozinha doce e inocente, e Bella desejou achar um buraco.

Bella apertou a mão do Edward levemente, e ele acariciou com seu polegar, em um gesto que dizia ‘tenha calma’.

— Por que você acha isso Pietro? – Edward perguntou.

— É… - o pequeno coçou a nuca e olhou para os dois. – Bem, eu ontem voltei na sala, para buscar um carrinho meu que estava no chão e… eu os vi… vocês estavam…

— Estavam…? – Emmett disse. – Estou curioso meu filho.

Ele suspirou e falou de uma vez.

— Vocêsestavamsebeijandocomonamorados – ele falou com rápido e atropelando as palavras.

Ninguém entendeu.

— Filho eu não entendi nada – Rose disse. – Fale devagar.

Pietro choramingou e repetiu.

— Vocês estavam se beijando como namorados.

Todos ficaram em silencio, apenas alguns barulhos vindos de Mad eram escutados.

— Isso é verdade? – Alice foi quem quebrou o silencio.

— Sim – Edward sussurrou e Bella abaixou o olhar para o chão, sentindo seu rosto corar.

— Já não era sem tempo – Emmett disse, ganhando um tapa na cabeça de Rosalie.

— Emmett – ela o repreendeu.

— Ai... O que? Vem dizer que você não esperava por esse dia?

— Todos estavam – Alice disse.

— Tudo bem, todos já sabem, agora com licença vou levar Bella para tomar café fora, vem mi amor – ele disse a levando consigo para a porta. Pegou uma das chaves dos carros de seu pai, pegou os casacos e saiu com Bella.

Edward não queria submeter Bella a tudo isso. Ele queria poder gritar que a amava e que a tinha beijado, mas ele a conhecia bem para saber que ela não se sentiria confortável com esse tipo de coisa.

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Bella não sabia o que fazer com o que havia acontecido entre ela e Edward, pois sua timidez parecia derrubar qualquer parede.

Ela não tinha vergonha de Edward, mas era apenas um instinto natural.

Claro que não queria esconder aquilo de todos, e seria impossível quando se ter alguém como Alice por perto. Também não estava com raiva de Pietro por ele ter perguntado aquilo, era natural uma criança querer saber sobre o que vê.

Bella amava Edward e o queria com todas as suas forças, mas não imaginava que ele poderia sentir algo assim, talvez um carinho diferente, alem do amor de melhor amigo quase irmão, mas não tanto amor como ela. Ele era lindo tinha tudo o que quisesse, não iria se prender a ela.

Querer mais do que já tinha, já era sonhar demais.

Edward precisava avisar a todos que não queria pressão sobre eles. Mandou uma mensagem para Alice, explicando a sua situação.

Alice, diga a todos que não falem sobre isso perto de Bella, Ela é tímida, não vai se sentir bem com essas coisas. Não quero que ela se sinta mal, estamos apenas no começo, e tudo é novo para ela, tenham paciência.

Edward

Antes de tudo o que mais importava para Edward, era o bem estar de Bella. Ele nem sabia se ela o amava, então estava preferindo não pressioná-la. Pouco tempo depois seu celular vibra com a mensagem de Alice.

Falarei com eles Edward, mas depois converse comigo

P.s. Emmett: Cuide bem dessa jóia Edward, ela é rara.

Ele cuidaria, sempre cuidou. Suspirando, guardou seu celular, olhou para Bella e essa estava corada olhando para o seu café.

Ele colocou sua mão sobre a dela, e ela o olho.

— Não fique assim mi preciosa – ele aproximou-se mais dela, nesse pequeno sofá, no canto da cafeteria, colocando seu outro braço, envolta da cintura dela.

Bella apoiou sua cabeça no ombro dele, olhando para as duas mãos na mesa.

— Você sabe que não tem porque ter vergonha, eles não vão falar sobre isso – ele brincou com os dedos dela.

Ele beijou os cabelos dela, desejando que fossem seus lábios tão belos e suculentos. Ela também queria isso, mas também queria mostrar que não tem vergonha disso.

Levantou o rosto, e mais uma vez contemplou aquele rosto tão perfeito e bem desenhado. Ele sorriu e ela o quis ainda mais, aproximando-se mais dele, deslizou a ponta do seu nariz por sua pele, absorvendo seu aroma, sentindo a maciez dele. Um arrepio percorreu o corpo dos dois, e descargas elétricas, pareciam tomar conta de cada um de seus nervos.

Bella escovou seus lábios nos dele, moldando-os em um leve beijo. Ele não conseguia se segurar, e contornou o lábio inferior dela com a língua, fazendo-a arrepiar-se completamente. Suas línguas dançavam em suas bocas, as salivas se misturavam, e uma explosão de sensações os dominava.

Um simples beijo que dizia muita coisa e mostrava sentimentos ocultos. Bella enroscou seus braços em volta do pescoço dele, puxando com seus dedos, aqueles cabelos lisos e sedosos.

O beijo aprofundou mais, e ganhava um tom de urgência, as línguas que antes dançavam, agora, entrelaçavam-se juntas, batalhando por espaço.

Edward apertava a cintura de Bella, acariciando seu frágil e delicado corpo, excitando-se com o calor que vinha dela. Bella sentia borboletas no estomago, e o coração pulsar de desejo. Ela nunca toda a vida sentiu algo assim, e sabe que nunca sentiria com mais ninguém.

Mas eles precisavam de ar, separaram-se e encostaram-se no sofá, fazendo suas respirações voltarem à normalidade. Os olhos de ambos transbordavam amor e carinho.

— Mi preciosa – Edward sussurrou, jorrando tudo o que tinha dentro dele – Eu te amo – ele disse finalmente. – Não apenas como minha amiga, mas como mulher. Te quiero preciosa, te quiero.

Ele viu nos olhos dela, a aceitação desse sentimento, e de algo que ele não conhecia. Puxou a mão dela até seu rosto, e beijou a palma desta, com amor e cuidado. Inclinou seu rosto, apoiando na mão dela, olhando-a.

Bella sentiu os olhos encherem de lágrimas, por tantos sentimentos fortes que estavam entrando em sua vida.

Edward viu a primeira lágrima escorrer por seu rosto, e enxugou-a.

— Por que está chorando? – será que ela não o amava, e chorava com medo de perder o amigo?

Eu amo você Edward – Bella disse com as mãos tremendo. – Eu te amo como homem, te desejo, e preciso tanto de você, como precioso do oxigênio.

— Mi amor – ele disse aproximando-se do rosto dela, e limpando cada lágrima que caia. – Você é a única capaz de fazer meu coração ficar acelerado. Eu sou capaz de tudo por você Bella. Ficaria de joelho agora, e me declararia nesse exato momento. Quero você só para mim, e estarei ao seu lado até quando você me disser que quer.

Edward – Bella começou a dizer. – Eu também te vejo assim e… pensei que fosse impossível.

Edward sentiu o coração bater mais rápido e duplicar de tamanho. Ver aquela garota que tanto sonhou, dizendo que o amava, era tudo o que ele queria em sua vida.

Não precisava de mais nada.

Ele a beijou novamente, mas com calma, desejando que o mundo parasse para permanecer o resto da vida ali.

— Prometo que cuidarei de você, Bella, como faço a 12 anos. – ele disse entre respirações. – Você é tudo para mim, nenhum bem material é mais precioso do que você. Nada e nem ninguém vai lhe machucar.

.

.

Eles voltaram para a mansão Cullen, e quando se aproximavam, viram a viatura de Charlie.

Bella sorriu, finalmente iria ver o pai.

Edward estacionou o carro e foram juntos para a casa. Podia se ouvir a voz estrondosa de Emmett. Edward abriu a porta e Bella entrou. Todos que estavam na sala ficaram em silencio quando eles entraram. Edward disfarçadamente deu um olhar de reprovação em todos que voltaram a fazer o que estavam fazendo antes.

Bella ficou tensa não viu o pai entre aqueles rostos, até que Charlie Swan apareceu vindo da cozinha com Carlisle.

— Minha princesa – ele disse vendo a filha parada na sala. Esta sorriu e foi de encontro aos braços do pai, sentindo aquele abraço tão caloroso.

E era por isso que ela estava naquela cidade úmida e verde.

Por sua família.

Por seu pai.

Por Edward.

Pelas pessoas que amava.

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— Só tem uma parte ruim do seu pai, ter chegado – Edward estava sentado no sofá do seu quarto, com Bella sentada ao seu lado.

Qual? – ela perguntou.

— Você não vai mais estar comigo – ele fez um adorável biquinho e ela sorriu.

Mas eu venho amanhã durante o dia.

— Eu sei – suspirou. – Mas será muito tempo.

Você esta me saindo uma pessoa muito manhosa.

Ele riu e a puxou pela cintura, fazendo-a sentar em seu colo. Ela se acomodou ali, amando como as coisas entre eles avançavam a cada minuto.

— Eu fico assim com você, mas na verdade eu quero poder te mimar muito – ele passou sua mão pelo pescoço dela, até sua nuca, fazendo-a estremecer.

Ela ofegou quando ele repetiu o gesto e levemente apertou sua nuca. Ali era uma aérea sensível do seu corpo, e quando as suas mãos habilidosas, e tomavam posse dela, era como querer alcançar o céu.

Ele beijou seu queixo e mordiscou. No mesmo instante o calor incomum, inundou suas veias, e aquelas grandes mãos apertaram sua cintura, a fazendo quase desfalecer.

— Não agüentarei ficar uma noite longe de você mi preciosa – ele olhou-a nos olhos. – Posso pedir uma coisa?

Sempre – sorriu.

— Cariño, deixe a janela do seu quarto, aberta esta noite.

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