KM - Capitulo 2


Capítulo 2.




Sentei na minha poltrona e coloquei meus fones de ouvido. Ouvir Sixpence None The Richer enquanto pensava nele, era reconfortante. Eu podia colocar a música no repeat umas vinte vezes que nunca cansava. Nem senti demorar, pelo contrário, o vôo foi super rápido. Peguei minhas tralhas que não quis despachar e saí do avião. Fiquei um século esperando as malas aparecerem na esteira maldita e então saí.
"A atriz mais foda do país"
Era com essa placa ridícula que Tom me esperava na saída do portão 2. Eu não consegui segurar a risada. Nem o choro, já que faziam meses que não nos víamos.
- Hey pequena!
Ele me girou quando eu pulei no seu colo. Eu era simplesmente louca pelo meu irmão. Ele não era aquele irmão mais velho que enchia o saco, nem pegava no pé. Pelo contrário, nós sempre fizemos tudo juntos, ele sempre foi meu melhor amigo, meu confidente para todas as horas. Desde que Tom veio para Los Angeles, que eu sentia um pedaço de mim faltando. Mas que agora tinha voltado ao lugar de origem.
- Nossa Kiki, você está gigante!
- Menos Tom... menos.
- Ok. Você não cresceu nada. Que saco hein...
- Você continua engraçado.
Nós andamos pelo saguão do aeroporto e eu via as mulheres me olharem com inveja. Verdade, meu irmão era lindo, podem babar. Eu adorava brincar com elas e deixá-las com raiva. Soltei o rabo-de-cavalo e falei alto, abraçando meu irmão.
- Ai amor, como eu senti sua falta!
Uma delas deu de cara na porta de vidro quando passou por nós.
- Você sabe que isso é maldade, né?
- O que?
- Essa brincadeirinha...
- Sei. Mas eu gosto e me divirto.
Ele riu e tirou a chave do bolso, apertando o alarme. Uma Land Rover piscou os faróis.
- O que é isso? Roubou de onde?
- Não roubei!
- Tudo bem. Desde quando você tem dinheiro para comprar um carro desses?
Ele guardou minhas malas e entrou no carro.
- Não é meu. Rob me emprestou.
- Rob?
- Pattinson, Kristen!
- Ah sim.
Como assim? Ele estava andando com o carro do Robert? Então... eles estavam se falando frequentemente? Eu ia infartar.
- Legal o carro. Quando você for devolvê-lo eu posso ir junto?
- Acho que não é preciso... já que nós moramos no mesmo lugar.
Parou tudo. Eu tive calafrios.
- Mesmo... lugar? Tipo, mesmo prédio?
Era sorte demais.
- Não. Mesmo apartamento.
Mesmo apartamento. Mesmo apartamento. Eu fiquei repetindo aquela frase na minha cabeça. Eu não podia morar no mesmo apartamento dele. Eu simplesmente surtaria por completo e ele perceberia a pessoa insana que dividi moradia com ele.
- Desde quando? Vocês... moram juntos?
- Não fale assim, porque fica homossexual... eu divido o apê com ele. Só. Sei lá, tem uns três meses.
- Três meses? Três? E você o que? Esqueceu de me contar?
Tom riu do meu desespero. Era divertido para ele.
- Relaxa Kiki. Robert não vai te morder.
- Péssimo trocadilho, você sabe!
- Olha só Kris... controle-se. Apenas isso.
Eu realmente tentei me controlar. Mas era tipo... impossível.
- Eu não... esperava por isso.
- Mas eu não entendo. Você não é apaixonada por ele? Por que o estresse?
- Sh! Ficou louco?
- O que?
- Como você fala isso com tanta naturalidade? Tom, não é para espalhar, ok?
- Não é?
- Não! Me deixa sofrer em paz.
Nós paramos em frente a um prédio de dez andares.
- Estamos na cobertura. Vamos?
- Ele está em casa?
- Não. Acho que tinha uma entrevista.
Menos mal. Eu teria tempo para me preparar.
Hum, eu poderia sobreviver ao fato do apartamento ser... um imã de mulheres. Além dos aparelhos eletrônicos de última geração, das luzes no teto colocadas estrategicamente e do bar recheado de bebidas, o resto era um ambiente normal.
- Nossa! Elvis mora aqui?
- Elvis?
- Esquece.
- Você e seu humor-negro Kiki...
Humor, sei. Tom levou minhas malas pelo corredor e eu o segui.
- Apesar do apê ser grande, ele só tem dois quartos. Então nós transformamos o escritório num quarto para você.
- Sério? Não precisava... eu podia dormir... sei lá. No sofá.
Ele sorriu.
- Não... Rob costuma chegar de madrugada e às vezes se jogar pelo sofá mesmo.
Eu odiei meu irmão com todas as forças, por ter feito um quarto para mim.
- Legal.
Fingi emoção e entrei suspirando e fazendo "oh" no quarto.
- Aqui do lado é o do Robert e no final do corredor é o meu.
- Certo.
Ou seja, do meu lado, ele. Eu não conseguiria nunca esquecer desse fato. Em menos de uma hora em Los Angeles, eu já estava pirando.
- Kiki!
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Tom bateu na porta e entrou no meu quarto-escritório.
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- Preciso dar uma saída rápida! Você consegue ficar viva até eu voltar?
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- Acho que sim. O fogão é elétrico?
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- Muito engraçada.
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- Que pergunta besta, né? Acha que eu vou cair da janela?
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- Bem... não. Mas considerando seus dotes culinários, eu gostaria mesmo que você mantivesse distância da cozinha.
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Até parece que eu ia me atrever a cozinhar. Aproveitei meu momento sozinha e fui tomar banho, já que eu não fazia isso desde... a noite anterior. Abafa. Saí do banho e liguei o som da sala alto, na minha música preferida atualmente.
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Música:
http://br.youtube.com/watch?v=PVfv8KKt3VQ
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Aquilo é que era som decente. Coloquei no último volume, fui para o quarto e vesti uma camiseta preta que batia no meio das coxas. O melhor de estar sozinha em casa, era poder cantar feito louca à vontade. Coisa que eu não podia fazer com meus pais no mesmo ambiente. Eu estava ajoelhada no tapete da sala, fingindo tocar guitarra, quando senti um vulto atrás de mim. Me virei devagar, já esperando pelo que ia ver.
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- Oi.
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OMG ele falou comigo. Responde imbecil.
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- Oi.
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- Nossa, você cresceu!
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- Aham. Né?
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Né? Né? De onde veio isso? Mais fácil cavar a própria cova! Eu levantei, catando do que sobrou do meu orgulho. Ele estava sorrindo para mim.
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- E então? Não ganho um abraço, nada do tipo?
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- Ganha...
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Eu abraçei ele rezando para não apertá-lo demais.
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- Nossa Kiki... quanto tempo! Não nos vemos há o que? Uns três anos, né?
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- Quatro anos e seis meses.
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Ele ficou surpreso. Eu também. Surpresa com o quanto eu era retardada. Cala a boca Kristen.
- Ok, não sabia que estava contando.
- Nem eu. Na verdade nem sei de onde tirei isso. Acho que chutei uma data qualquer.
Parei de falar. Foi muito? Ele estava rindo e mexendo no cabelo.
- Certo.
Silêncio constrangedor. Legal.
- Tom teve que sair.
- Ele faz isso de vez em quando...
Ele estava me zoando? Era isso? Mordi os lábios para não dar uma resposta atrevida.
- Então, teatro, né? Vai ser colega de profissão?
- Acho que sim.
- Se tivesse decidido isso antes, podia ter sido a Bella do filme.
Isso é sacanagem comigo. Ele era mau.
- Pois é... não deu.
O celular dele tocou e ele atendeu. Rob tampou o aparelho e falou comigo.
- Tenho que atender. Já conhece tudo aqui, né? Qualquer coisa me chame.
"Fala! Qual a boa de hoje?"
Ele saiu e me deixou babando por ele. Eu ia sofrer horrores morando ali. Já previa altas noites de insônia esperando Robert chegar das noitadas. Resolvi voltar para meu quarto-escritório e no caminho ele me sai do quarto dele sem uma maldita blusa. Ainda falando no telefone, claro. Mas precisava mesmo, andar sem blusa pela casa? Eu me encostei na parede para não desmaiar e ele passou por mim. Ah seu eu te pego Robert...





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3 comentários :

simplesmente perfeito!
faço das palavras da Kris, no ultimo paragrafo, as minhas!
Ah seu eu te pego Robert... +1

22 de dezembro de 2010 01:14 comment-delete

ah se eu te pego Rob.. ui. ah até que ia ser bom ela fazer a bella do filme. kk

Ghabby
16 de outubro de 2011 12:55 comment-delete

HAUAH voc vai rir muito ainda com essa fic flor (: Minha fic Robsten favorita o/

16 de outubro de 2011 14:01 comment-delete

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