AV II - Capitulo 1

... 2 semanas atrás ...

Órgãos do governo americano invadiram a sede da ONPAS, aprisionando o vampiro 6 e levando Isabella Swan para um hospital secreto da organização. Ela foi colocada numa maca, imobilizada, depois de ser sedada. Quando acordou horas depois, percebeu o quarto branco em que estava e vozes lá fora comentando sobre seu possívels estado de saúde. Uma enfermeira entrou no quarto e ela agarrou o braço da mulher.

- Onde... estou?
- No hospital, querida. - a enfermeira respondeu sem lhe dar muita atenção.
- Eu preciso... sair daqui... - ela puxou a blusa da mulher, que a olhou de cara feia e injetou mais sedativo no seu soro.

Aos poucos, seus olhos foram pesando novamente e a escuridão tomava conta de sua mente.
Música (The Beginning Is The End Is The Beginning-Smashing Pumpkins):
http://www.youtube.com/watch?v=pxM4EbN9lMY

Em algum lugar muito longe de onde Isabella Swan encontra-se. Uma estrada que leva até um lugar quase deserto. Muros de proteção com mais de 20 metros de altura. Homens fortemente armados na parte de cima do muro. Nenhuma pessoa atrevendo-se a passar. Ali dentro, numa das instalações... a cela de vidro inquebrável onde Edward Cullen está aprisionado.

- Perguntarei mais uma vez: qual o envolvimento que você e Isabella Swan tiveram?

O vampiro 6 rosnava com ódio e cuspia no vidro, socando-o com as palmas das mãos abertas. O interrogador levantou-se e aproximou-se da cela, olhando-o nos olhos. Eles pareciam travar um tipo de duelo mudo.

- Você vai apodrecer aqui. E sua raça vai sumir do mapa.

O homem de preto afastou-se e saiu da sala, com uma porta de aço fechando-se após ele passar. O vampiro 6 encostou na parede da cela e deixou seu corpo escorregar até o chão, lentamente. Ele só conseguia pensar em Isabella Swan.
- Os exames não acusaram exposição nenhuma.
- Não acho que ela tenha sido mordida.
- Então os riscos de contaminação são nulos, certo?

Swan ouvia vozes ao seu redor, provavelment a respeito de sua saúde. Ela arrancou os fios presos à sua mão e tentou levantar, cambaleando pelo seu estado sedativo.

- Não faça esforço, querida. - uma outra enfermeira que estava no quarto, a forçou a deitar novamente.
- Não quero deitar! Me soltem!

Seus gritos chamaram a atenção e os homens do lado de fora do quarto, entraram para vê-la. Dois deles estavam vestidos como militares e a olhavam curiosos.

- O que ela tem?
- Eu não tenho nada! Eu estou bem! - ela esperneava enquanto era fortemente amarrada à cama. - Para onde levaram Edward?

Ao falar o nome do vampiro 6, os homens se olharam e saíram do quarto. A última coisa que ela viu foi o rosto grande da enfermeira, que curvava-se sobre seu corpo para lhe aplicar outra dose de sedativo. Aquela foi a última vez que Isabella viu qualquer uma daquelas pessoas.
Música (Korn- Forsaken):
http://www.youtube.com/watch?v=xLfM-g8i9Aw

... HOJE ...

Isabella abriu os olhos ainda tonta e sentou na cama. Não havia vozes ao seu redor dessa vez. Não havia ninguém. Ela levantou da cama e deu alguns passos até a porta, que estava escancarada. O corredor do hospital estava um verdadeiro caos, apesar de vazio. Havia sangue no chão e quando ela percebeu isso, seu coração parou. Relembrar os últimos dias não era algo agradável para ela.

- Olá?

Swan saiu andando pelo hospital e não encontrou ninguém. Ela foi até a recepção e tirou o telefone do gancho, ouvindo apenas o barulho de linha ocupada. Seus pés caminharam automaticamente até a porta de saída do hospital. Quando ela chegou lá fora, seu corpo paralisou-se. Não havia... ninguém. Nem nas ruas, nem nos prédios. Em lugar algum dali. Por algum motivo que ela desconhecia, Swan sabia que algo errado tinha acontecido. E dessa vez, ela não tinha Edward Cullen ao seu lado para protegê-la.
Ela saiu descalça pela rua, procurando alguém que lhe pudesse explicar o que aconteceu. Ela passou por uma banca de jornal abandonada e pegou uma página suja do chão.

Estado de emergência declarado.
O exército não consegue mais controlar o caos!


Swan lembrou do passado, do tempo antes da ONPAS existir, aquele tempo em que os vampiros tinham dominado tudo. Ela lembrou do seu pai contando como foi difícil sobreviver em meio ao caos alastrado, escondendo-se dos vampiros, e de como foi difícil o governo conseguir controlar. Swan era criança ainda quando a ONPAS foi criada e a notícia de que os 6 demônios tinham sido capturados. Os últimos da espécie. Ela lembrou dele.

- Edward! - falou enquanto uma gota de lágrima escorria pelo seu rosto.

Isabella rasgou o pedaço que falava sobre a matéria e guardou no bolso da camisola do hospital. Andou um pouco mais até entrar numa loja de roupas femininas com a parte da frente quebrada. Quando estava trocando de roupa no provador, ouviu um barulho vindo da parte da frente da loja.
Ela terminou de se trocar em silêncio e abriu devagar a cortina da cabine, olhando em volta. Não havia ninguém. Isabella saiu rápido de dentro do provador para poder se mandar dali, até que ouviu o som de uma arma sendo engatilhada atrás de sua cabeça.

- Não se mexa um centímetro.

Ela não se mexeu. Congelou no lugar e levantou as mãos lentamente.

- Não acho que ela seja uma infectada!
- Não podemos dar chance ao azar.
- Eu... - Swan balbuciou. - Não estou infectada. Seja lá o que signifique isso.

Suas pernas tremiam de medo e seu rosto suava. O homem atrás dela abaixou a arma e andou até ficar na sua frente. Ele era alto, branco e muito forte. Vestia uma roupa de militar.

- Quem é você? - o homem perguntou, franzindo a testa.
- Isabella Swan.
- Sou Alice, prazer! - uma garota baixinha e magra sorriu para ela e abraçou o homem. - Este é nosso herói, Emmet. Bem, ele é meu herói... E se você juntar-se a nós, provavelmente será seu herói também.

Isabella os olhava confusa e se afastou deles receosa.

- O que... houve com tudo?
- Como assim o que houve? - ele perguntou pendurando a tira de couro da metralhadora no pescoço. - Onde estava esse tempo todo?
- Num hospital.
- Ah sim, entendo.
- Deixa eu te resumir a situação: os vampiros voltaram a dominar tudo, só que um vírus se espalhou aí e ferrou a população! - a baixinha falava rápido.

Swan andou até a porta da loja, olhando a rua deserta.

- Vírus?
- Raiva.
Isabella voltou a olhar os outros dois, que pegavam roupas e agora iam para o fundo da loja.

- Onde vão?
- Nos trocar.
- O que quer dizer com raiva? - ela ia atrás do homem, fazendo as perguntas.
- Eu não sei se você conhecia a ONPAS. Mas era um órgão do governo que no final das contas, escondeu todo esse tempo da população, o fato de ainda haverem vampiros lá dentro.

Swan escutou com calma aquela explicação dele e pensou se deveria ou não contar a verdade. Por final, ela disse.

- Eu trabalhava lá.
- Na ONPAS? - a mulher baixa colocou a cabeça para fora do provador, de olhos arregalados e voz fina.
- Sim.
- Ah ótimo! Então você era conivente com aquilo tudo! - Emmet rosnou, saindo de perto dela.
- Eu... era médica de lá. Eu estava lá dentro quando deu problema no prédio.

Ela se afastou deles e foi em direção novamente da rua. O grandão a seguiu, colocando uma camisa nova e puxou seu braço.

- Como assim estava lá dentro? Só tinham... vampiros lá dentro!
- Eu sei. Mas eu saí. - ela abaixou a cabeça, pensando. - Um deles me salvou.
- E quem ficou na cidade?
- Ou estão mortos, ou viraram vampiros ou... - ele parou de falar.
- Ou...? - Isabella olhava curiosa para os dois. - Ou o que?
- Viraram algo... estranho... - Alice falou baixo.

Eles passaram por uma rua e viram algum tipo de sombra se escondendo. Emmet parou e esticou o braço para o lado, parando elas também. Swan inclinou o corpo para frente e não viu nada.

- O que foi?
- Alguns estão estranhos... eles comem... pessoas.
- Hã? - ela ficou sem entender. - Comem pessoas? Como isso é possível?
- São os que pegaram o vírus. E ele continua se espalhando.
- Ok, e só sobrararm vocês dois?
- Não. Tem outras pessoas por aí. Cada um por si. mas eu agradeço de ter encontrado Emmet pelo caminho, pois ele já me salvou a cabeça umas três vezes! - Alice abraçou o fortão, que revirou os olhos.

Ele fez sinal de que estava tudo tranquilo e atravessaram a rua correndo. Isabella então parou por um momento e eles se viraram para olhá-la.

- Vocês estão saindo da cidade?
- Claro! - os dois responderam.
- Então não posso ir com vocês. - Swan deu um passo para trás devagar.

Eles a olharam confusos e Emmet foi até ela.

- Quer ficar e morrer?
- Não. Mas não posso ir sem antes buscar Edward.
- Edward?
- O vampiro que me salvou na ONPAS.

O homem forte gargalhou e olhou para Alice, que sorria sem-graça.

- Ela quer buscar um vampiro! Olha que lindo!
Ela se sentiu encurralada, com duas pessoas totalmente contra sua atitude.

- Eu agradeço a ajuda, mas realmente não vou seguí-los. Boa sorte.

Swan virou de costas e começou a andar para o lado oposto, mesmo sem ter nenhuma noção para onde o vampiro 6 tinha sido levado. Alice bufou e correu atrás dela, puxando-a pelos cabelos.

- Nós não vamos te deixar sozinha, né?
- Não vamos? - Emmet franziu a testa chegando perto delas. - Quem te enganou, Alice?
- Nós não podemos deixá-la! Ela vai morrer em cinco segundos!

Isabella parou para olhá-los e soltou a mão da baixinha de seus cabelos. Ela encarou Emmet por um tempo e depois desviou o olhar.

- Sério, não posso pedir que me sigam. Nem eu sei para onde estou indo.
- Olha só que louca! - o homem forte debochou.
- Você não sabe? Não faz idéia onde ele esteja?
- Não. Só sei que é provavelmente em alguma instalação do governo, né?

- Deixa eu ver se eu entendi. Você quer resgatar um vampiro, que pode estar em qualquer lugar da cidade... - ele revirou os olhos. - E você não faz idéia de onde isso seja?
- Quer que eu repita?
- Ok, será que nós podemos resolver logo isso e sair daqui? - Alice olhou em volta, preocupada. - Eu realmente não acho legal ficar muito tempo parada no mesmo lugar.

Emmet engatilhou uma arma e puxou as duas pelos braços, para dentro de uma loja. Ele as soltou e foi até o balcão, tirando um tipo de mapara do bolso da calça e estendendo-o ali em cima.

- Seguinte, nós estamos exatamente aqui. - ele falava enquanto apontava para o local desenhado. - As instalações do governo mais próximas são essa, essa e essa.
- Eles não o levaram para nenhuma tão próxima. - Swan o interrompeu.
- Por que não?
- Os vampiros que existiam ali na ONPAS eram considerados os piores de todos, foi exatamente por isso que eles foram poupados do extermínio. O interesse era em fazer testes com eles, mas acabou dando errado.
- E o que isso tudo tem a ver? - Emmet falou um pouco irritado. - Aonde quer chegar?
- Eu só acho que eles não dariam outro mole desses. É mais provável que tenham isolado Edward, levado para algum lugar com uma segurança mais forte também. Eu conheço esses prédios que você apontou e não vejo probabilidade de Edward ter sido levado para lá.

Alice se aproximou do balcão e curvou-se sobre o mapa, mesmo não entendendo absolutamente nada do assunto.

- Então, quais os outros lugares, Emmet?
- Bem, se for pensar dessa forma, nos restam esses dois lugares. Um ao norte... - ele apontou para a construção imensa no mapa. - E este ao sul.

Isabella avaliou os dois opostos do mapa e olhou para Emmet, estudando-o.

- Como você entende tanto disso? Dos prédios?
- Porque sou militar.
- E cadê o resto de vocês? - ela perguntou curiosa.
- Os que sobreviveram procuraram sair daqui o mais rápido possível.
- E você não saiu por qual motivo?
- Fiquei para ajudar uma pessoa... - ele abaixou o tom de voz e desviou os olhos. - Mas não tive muito sucesso nisso.
- Ele perdeu a noiva. - Alice se meteu na conversa e depois se arrependeu, mordendo a boca e saindo de perto.

Emmet dobrou o mapa e o guardou novamente, se afastando do balcão e indo na diração da saída da loja. Swan foi atrás dele, ajeitando a roupa.

- Sinto muito. - ela pediu, encostando de leve no seu ombro. - Não precisamos falar nisso.
- Claro.
- Você sabe me dizer, em qual dos dois lugares existe mais força armada?
- Na instalação ao norte, com certeza.
- Ótimo. Irei para lá então. - ela arrumou o rabo-de-cavalo no alto da cabeça.
- E nós vamos com você. - Alice sorriu e olhou para Emmet.
- Eu não posso deixar que me sigam... Não quero que aconteça algo com vocês por minha causa.

O grandão arrumou as armas no corpo e cuspiu no asfalto.

- Não acontecerá nada com nenhum de nós. Vamos para o norte.


Música (Linkin Park - Faint): http://www.youtube.com/watch?v=jI2qzstNFEA


Eles caminharam rápidos pelas ruas, sempre com armas em punho, olhando para todos os lados. Emmet as guiou por uma estação de metrô para poderem sair da claridade e evitarem serem vistos com faclidade.

- Você tem certeza que não é mais perigoso por aqui? - Isabella perguntou entrando na estação com cautela.

Lá dentro estava tudo em silêncio, já que os metrôs estavam parados há dias. O chão da estação estava imundo, cheio de jornal espalhado e sangue em alguns lugares. Ela viu alguns corpos pelo trilho e evitou encarar muito.

- É melhor por aqui, pode apostar. - Emmet respondeu enquanto pulava a plataforma. Ele virou-se e estendeu os braços para pegá-las no colo.
- Eu ainda acho pior, porque eles adoram a escuridão. - Alice reclamou baixinho, quase chorando.

O militar pegou uma de cada vez pela cintura e as colocou nos trilhos também. Swan se arrepiou quando olhou para dentro do túnel totalmente escuro.



                                                                                             
                                                                                                Capitulo 2 >>>

2 comentários :

E a rose ? onde tá ?
amei

6 de dezembro de 2010 22:20 comment-delete

A Rose era a noiva dele ? , :O

15 de dezembro de 2014 14:24 comment-delete

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