AV - Capitulo 4

Isabella ficou parada sem saber o que fazer enquanto ouvia o grito de socorro de Elliot desaparecer. Ela subiu rápido na cadeira e tampou a saída do teto. Swan andou até a porta e colou o ouvido, sem escutar nada lá fora.

- Ok, não entre em pânico, Bella. - ela puxou dois fios de trás de um computador e cortou com um estilete em cima da mesa. - Vermelho você sai... azul você fica.

Swan rodou os pedaços dos fios pela mão, de olhos fechados, e puxou apenas um.

- Vermelho. Legal. Vamos sair.

Ela respirou fundo e abriu a porta. Aparentemente, nada lá fora. Isabella grudou as costas na parede e foi andando de lado, sempre olhando para trás e para frente. Quando ela chegou próximo de dobrar o corredor para sair no principal, as luzes dali se apagaram por completo. Um vento frio percorreu o local e ela parou, imóvel, sem respirar.
Ela não enxergava absolutamente nada, não ouvia um passo sequer, mas sentia frio. E isso, ela sabia que era a pior coisa que ela poderia sentir, pois só podia significar uma coisa. Seu coração parava e voltava rápido, doendo em seu peito. Então, como um sopro, a única coisa que ela ouviu, perto de seu ouvido, foi...

- Polo.

Ela se arrepiou com o sussurro e abafou um gemido. As luzes vermelhas voltaram a piscar e agora ela via o vampiro 6 na sua frente, rosnando, de olhos negros.

- Edward?
- Dra. Swan... que surpresa.

Ele avançou nela, que virou o rosto, chorando, e ele se aproximou mais, respirando em sua bochecha, deixando a pele delicada dela, vermelha.

- Por favor... - ela suplicou.
- O que?
- Não me mate...
- Por que deveria ouví-la?
- Você... quer... - Swan pensou rápido. - Sair.
- Sim.
- E eu... sei o caminho... - ela falou soluçando.

Ele colocou um braço de cada lado do rosto dela, apoiando as mãos na parede, e encostou a boca em sua orelha.

- Eu também sei. Logo, não vejo utilidade para você.

Isabella estava de olhos fechados e rosto virado na direção oposta, esperando pela morte. Ela tremeu quando a língua fria dele passou por sua pele do pescoço.

- Tens um gosto bom. Te deixarei viva.

Edward virou-se de costas e foi em direção ao corredor principal, para o lugar de onde Swan tinha vindo.

- Espere! - seu coração palpitava. - Não passe aí!
- Por que não?
- Por favor... - ela implorou, sabendo que outras pessoas estava lá. Ele falou friamente sem olhá-la.
- Seus amigos não estão mais lá.
Música (The Nobodie - Marilyn Manson):
http://www.youtube.com/watch?v=2SdQGYHOFu8
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Isabella sentiu-se tonta quando ele falou sobre as outras pessoas. O vampiro 6 continuou andando na mesma direção e ela foi atrás. Tentou andar devagar para ele não perceber sua presença, mas não obteve sucesso. Ele virou-se para trás, rosnando e avançando nela, imprensando-a contra a parede e apertando sua garganta.
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- Eu te poupei, mas posso mudar de idéia. - ele falou rosnando.
- Não...
- Por que me segue?
- Porque... estou sozinha.
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Ele encostou mais em seu corpo e sussurrou, com seu hálito frio invadindo suas entranhas.
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- O que eu tenho com isso? - as palavras saíam ríspidas de sua boca.
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As lágrimas de Swan escorreram pela pele do seu rosto e Edward olhou-as curioso. Ele lambeu o molhado delas e olhou novamente nos olhos de Isabella.
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- Deixe-me ir junto... por favor... - ela implorou.
- Medo? - o vampiro perguntou sorrindo.
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Ele inclinava a cabeça para falar com ela. Swan levantou os olhos para olhá-lo.
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- Sim.
- Se você ousar me atrapalhar - ele falava devagar para ela entender - eu te mato em dois segundos.
- Ok.
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Ele soltou Isabella e voltou a caminhar na direção da porta que dava para o salão. Swan andava massageando o pescoço, logo atrás dele, mas sempre olhando para os lados.
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- Os outros vão me aceitar bem?
- Os outros? - Edward virou para olhá-la, rindo. - Não estou com os outros. Estou sozinho.
- Mas... não são uma família?
- Claro que não! Nunca os vi na vida. - ele passou a unha no canto do lábio, olhando de cima à baixo para ela. - Mas sei que eles adoram seu tipo sanguíneo.

Música (Marilyn Manson - Tourniquet):
http://www.youtube.com/watch?v=VEYY-Wl_VMk

Ela o olhou apavorada com aquela afirmação dele.

- Eles... vão vir atrás de mim?
- Provavelmente.
- Mas...

O vampiro 6 a olhou cínico enquanto saía no salão principal. O local estava vazio, como se nenhuma das pessoas de antes tivessem estado por lá.

- Nem todos são legais que nem eu.

Ele correu até a escada e ela tentou alcançá-lo. Seus passos eram infinitamente mais lentos que os dele, o que a fez ficar para trás. As luzes apagaram-se novamente e ela parou, encostando rápido numa parede. Isabella parecia estar vivendo um dèja vú, com o vento frio tocando sua pele. Ela tinha certeza que um deles estava por ali, era algo que ela sentia, mesmo sem ver. Então de repente, Swan foi agarrada e estava sendo carregada para longe dali, com a boca tampada. Os inúmeros socos que ela dava em seu agressor, eram nulos.

- Hmmmm.

Isabella gemeu e então ela estava já na escada, com a luz de emergência iluminando o ambiente à sua volta. Seu agressor, era o vampiro 6, que a colocara de volta ao chão.

- Da próxima vez que você me tocar, corto sua garganta.
- Desculpe.

Edward olhava a humana com frieza. Ele passou por ela e começou a descer os degraus.

- Já salvei sua vida, passar bem.
- Espere! - ela correu de novo atrás dele.
- Não sou babá.
- Mas não vou ficar aqui!

Ele parou e a segurou pelo pescoço, rosnando.

- Estou me estressando com isso! - o vampiro susssurrava.
- Por favor... ou me mata, ou me deixa ir. - ela falou chorando.
- Inferno!

Ele a soltou e agarrou os próprios cabelos. Swan olhava para ele assustada.

- Se me atrapalhar, eu me livro de você em segundos!
- Não vou atrapalhar... nem saberá que estou aqui. - ela falou olhando para baixo.
- E não fale comigo. Essa voz me desconcentra.

Edward voltou a descer os degraus e ela o seguiu.

- Quem era lá em cima? - Isabella perguntou, mas não foi respondida. - Hein?

Ele rosnou de novo, sem parar de andar.

- Eu gostaria muito de ter umas perguntas respondidas... - ela continuava, até que ele se irritou e virou-se para trás, com os dentes à mostra.
- Você é surda?
- Des-desculpe. - ela tremeu e parou de falar.

Eles continuaram. Edward não sabia o motivo pelo qual estava aturando e ajudando uma humana sem nenhuma utilidade. Isabella, não entendia o porquê de estar seguindo um dos assassinos. Ela só sabia que ele era incrivelmente atraente Sua pele perfeitamente branca como cera, seus lábios vermelhos desenhados e sua elegância, a deixavam tonta.
Música (Going Under - Evanescence):
http://www.youtube.com/watch?v=UZjf9C6atT4

O vampiro parou em frente a porta que dava para o 9º andar e cheirou. Ele abriu para entrar.

- Não vamos continuar descendo? - Isabella perguntou tensa.
- Preciso me alimentar. - ele falou olhando para ela, enquanto olhos negros brilhavam.
- Não vou... te impedir. - ela respondeu, afastando-se dele.

Edward entrou no salão, farejando por vítimas em potencial. Swan não acreditava que estava presenciando isso sem fazer nada para impedir. Mas era sua sobrevivência, ou a de outra pessoa.

- Acho que não te... - ela falava e ele tampou sua boca, olhando-a com raiva.

O vampiro empurrou-a longe e voltou a procurar por uma presa. Quando ele se deparou com a porta principal fechada, voltou arrastando Isabella pelo braço.

- Digite sua senha.
- Calma... - ela falava gemendo de dor.

Swan digitou os números, que abriram a porta para eles passarem. Quando eles entraram, viram 2 pessoas encostadas no canto da porta, chorando.

- Corram! - ela gritou.

Edward jogou Isabella para o lado e avançou em cima das pessoas.

- Não!
- Por favor!
- Deus! - Swan tampou os ouvidos e abaixou-se num canto, encolhida. Ela tentava não olhar para o massacre que acontecia na sua frente.
Música (Sweet Sacrifice - Evanescence):
http://www.youtube.com/watch?v=truln6VnS4E

Edward tinha imobilizado as duas vítimas, enquanto sugava o sangue da primeira, cravando seus dentes em sua jugular. Quando Isabella tomou coragem e olhou, ela notou que a segunda vítima, era quase uma criança.

- Não! - Swan gritou para ele, que parou e a olhou. - Deixe-a. Por favor!
- Por que eu faria isso? - Edward perguntou com o sangue escorrendo pelo canto de sua boca.

Isabella se arrastou até eles e olhou a menina.

- Qual sua idade, querida?
- 12. - a menina respondeu se encolhendo, olhando para ele.
- O que está fazendo aqui?
- Vim conhecer o trabalho da minha mãe.
- E onde ela está?

A menina olhou para Swan e depois para Edward, apontando para os dentes dele. Ela parecia estar traumatizada. O vampiro segurou seu pescoço e Isabella segurou o braço dele.

- Não, por favor. - ela suplicou.
- Estou com fome. - ele a olhou penetrantemente. - Prefere tomar o lugar dela?
- Sim. - Swan falou sem pensar, enquanto olhava para a menina. - Só não me mate.
- Como é? - o vampiro levantou, olhando-a de cima, surpreso.
- Não me mate. - Isabella falou com medo. - Eu sei que vocês podem não matar.

Ele olhou para a garota e voltou a olhar Isabella.

- Se eu a morder, vai ficar fraca. Não quero um peso morto atrás de mim. E ela... - ele apontou para a criança. - Não irá conosco.
- Tudo... - Swan suspirou. - bem.

Ele segurou-a pela nuca e passou a língua na ponta de um dos caninos, sujos de sangue. Isabella fechou os olhos, empurrando seus ombros com as mãos, por instinto. Edward lambeu sua pele e furou seu pescoço, sugando rápido o sangue quente que escorria, fazendo o corpo de Swan tremer com a dor.


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1 comentários :

Mesmo o Edward sendo malvadão adorei ele

6 de dezembro de 2010 21:20 comment-delete

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